Em killers:

Neste mundo de caos, o Killers reaparece pedindo “Caution”

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* Olha o Killers aí. “Caution” é o nome da música que a banda de Las Vegas soltou hoje, em meio a tempos turbulentos, como primeiro single de “Imploding the Mirage”, seu próximo disco de estúdio.

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O álbum sai dia 29 de maio, se o mundo não acabar até lá. E tem algumas peculiaridades. Foi gravado, entre outros lugares, em Utah, Estado americano cheio de incidência de coronavírus. E tem produção em parceria com o canadense Shawn Everett e Jonathan Rado, este último da dupla doidinha Foxygen, grupo indie da Califórnia.

“Caution”, o single, traz um Killers no gás. Falo da música em si e da grandiosidade dela, que poderia ser do U2 ou do War on Drugs ou do Coldplay, sabe assim?

O que torna a música ainda mais especial, nesse sentido, é que ela traz um solo de guitarra em seu final, de autoria do famoso Lindsey Buckingham, que entre outras coisas tocou muitos anos com o Fleetwood Mac. Chic.

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Bernard Sumner invade show do Killers mais uma vez. Dobradinha rende versão de “Bizarre Love Triangle”

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Atração do Lollapalooza Brasil do ano que vem, o Killers está comemorando o sucesso de seu mais recente disco, “Wonderful Wonderful”, lançado em setembro passado.

Atualmente, o grupo de Las Vegas está em excursão pelo Reino Unido, onde acabaram de realizar dois shows esgotados na gigante The O2 Arena, em Londres.

Na apresentação de ontem, a segunda, eles receberam no palco nada menos que Bernard Sumner para, juntos, reeditarem ao vivo a clássica “Bizarre Love Triangle”, um dos maiores hits do New Order. Mais cedo, o Killers já havia tocado “Shadowplay”, do Joy Division.

Esta não é a primeira vez que Sumner pisa em um mesmo palco junto com o Brandon Flowers. Em 2013 eles fizeram a mesma dobradinha em Manchester.

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Melhor Lolla ever? Metronomy, Mac Demarco, The National e Royal Blood vêm para o festival. O Imagine Dragons também, parece

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Continuamos no nosso plantão Lolla!

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Tudo bem que é longe, que a gente leva umas duas horas e meia para chegar perto de Interlagos, corre aproximadamente meia maratona de um palco ao outro, aguenta alguns DJs genéricos aqui e ali e tal, MAS, no fundo, a gente vai e se diverte. Daí promete que não volta no seguinte, mas volta sim. E se diverte de novo. Como todo ano, o Lolla tenta agradar Deus e o Mundo Indie, sendo “Deus” a imensa maioria do público que não é você e muito menos eu, mas a “geração da tenda” que migrou para o palco principal e que virou o foco não só do Lolla mas como o de oito a cada dez festivais do mundo. E tudo bem, a gente entende que a idade chega para qualquer fã de música. Enquanto as nossas bandas estiverem vindo para cá, não importa a ordem delas no lineup, estou certo?

Pois, ao lado dessas atrações “paralelas” (para a gente) e mais “novas”, sempre teremos aquelas pelas quais vale a pena deslocar o mundo para ver. E se o LCD Soundsystem ainda não era motivo suficiente, em 2018 o Lolla vai botar, bem ao lado de bandas velhas de guerra que servem mais para arrastar os pais da molecada (oi, Pearl Jam e Red Hot Chili Peppers, Liam Gallagher!), o gigante THE NATIONAL, vindo ao Brasil com disco novo! A Popload apurou também que o quarteto inglês METRONOMY e o fanfarrão e ídolo-indie MAC DEMARCO completam o lineup ao lado de Killers e do já citado James Murphy (ambos com álbuns novos). E até a dupla garagem inglesa Royal Blood está na barca. Parece que até o grupo indie-pop “mágico” Imagine Dragons está vindo.

É como um Popload Festival dentro do Lollapalooza!!!!

Na semana passada, o festival confirmou o que a gente já sabia: na próxima edição, o Lolla Brasil será realizado em TRÊS dias. O calendário irá incluir a sexta-feira em sua programação tradicional nas datas 23, 24 e 25 de março, também adiantada aqui na Popload.

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Metronomy no Popload Festival 2014 – foto de Fabrício Vianna

O The National já esteve no país duas vezes, sendo a primeira em um Tim Festival, em 2008, e a segunda em apresentação solo e intensa em 2011. A banda liderada por Matt Berninger lança em setembro seu aguardadíssimo “Sleep Well Beast”, primeiro álbum deles em quatro anos. Ainda nesta semana lançaram “Carin at the liquor store”, single lindo de morrer que você pode ouvir aqui. Mac Demarco, acho, logo mais se muda para cá, tamanha a base de fãs que o cantor formou por aqui, lotando shows por onde passa. E o sempre incrível Metronomy, você deve se lembrar, já foi atracão da Popload duas vezes: a primeira em show solo em 2011 e a outra em 2014, encerrando o segundo dia do Popload Festival daquele ano.

Que beleza, Lolla BR 2018!!!!!

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Mac DeMarco em foto de Coley Brown, para a Noisey. A imagem da chamada da home da Popload é de Phil Smithies, para a DIY Magazine

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Lá vem o Killers. Ouça a nova “Run for Cover”, tocada ao vivo sábado em show nos EUA

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* Sem lançar um disco completo desde 2012, o Killers vem liberando, aos poucos, os detalhes do seu novo disco, prometido para este ano. Em um show em Atlantic City no sábado passado, a banda liderada por Brandon Flowers, dona do inesgotáááável hit “Mr. Brightside”, tocou pela primeira vez ao vivo mais uma das suas novas canções, a rockeira “Run for Cover”.

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Já divulgada como uma das faixas do seu próximo disco, ela foi confirmada em entrevista, por Brandon, como uma sobra de “Day & Age”, disco lançado há quase 10 anos.

Musicalmente, “Run for Cover” apresenta uma sonoridade diferente do que foi ouvido em “Battle Born”, o último álbum, soando mais orgânica e pesada em relação aos sintetizadores marcantes dos seus principais sucessos. Uma canção que lembra muito a eterna “Somebody Told Me”, principalmente pela introdução carregada de guitarras.

Uma das curiosidades da faixa é que, na época de lançamento de “Day & Age”, o disco foi considerado um dos responsáveis pela volta da banda ao eletropop que havia apresentado em “Hot Fuss” (2004). Faixas como os sucessos “Human” e “Spaceman” são canções carregadas de elementos eletrônicos, mas que destoam totalmente do que é visto no áudio ao vivo da possível sobra retrabalhada para o lançamento, ainda sem data, que sai em 2017.

Outro som novo que também deu as caras no setlist da noite foi “One More Song”. Balada romântica tocada no piano por Brandon e que também foi revelada ao vivo, no ano passado.

Abaixo, o setlist do show de Atlantic City. Dá uma olhada qual música fecha o show (quando não abre…).

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“Mr. Brightside”, do Killers, a música que insiste em não acabar, é sucesso até hoje. Mas por quê?

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* No próximo verão europeu, jajá, de 30 de junho a 6 de julho, vai ter um daqueles festivaiszões no Hyde Park, o colossal parque lindo no coração de Londres, envolvendo headliners do porte de Phil Collins, Green Day, Justin Bieber, Kings of Leon, Tom Petty & The Heartbreakers e Killers. É o British Summer Time, festival de dois finais de semana na capital inglesa que existe desde 2013, para vários gostos e credos. E que anunciou suas “cabeças” no início do mês. Vem adicionando bandas aos line-ups generalizado quase diariamente. E botou os ingressos para vender, coisa de 60 mil/dia, também no começo de maio. E só uma data até agora esgotou, e rapidinho. A do Killers! DO KILLERS!?!?!?!

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Há duas semanas eu tava lá em Goiânia, no festival Bananada, daí me recomendaram um set de DJs para ver numa daquelas madrugadas. Era uma dupla da Criolina, coletivo de DJs que animam festa indie, carnaval, fazem remixes, trilhas, têm programa de rádio e que transitam num espectro musical em Brasília e Lisboa. Não me pergunte. Então lá estava eu no set da Criolina no Bananada, bicho pegando, os caras pulando na picape ainda mais alto que a galera que encheu a pista deles. Os DJs, acho que Barata e Pezão, não são o que se pode chamar de “DJs” em mixagens e passagens, mas têm as manhas do corte, da transição, da curadoria. Mesmo que sem nenhuma novidade e tocando meias músicas, nunca inteiras, eles encavalam Raimundos, Strokes, Racionais, Florence & The Machine sem susto e sem deixar o ritmo da festa cair. A moçada se esguela nos hits, na pista. Música eletrônica é até “fácil” de mixar, rock em pista jamais. Rock tem começo, meio e fim, refrão. E as vezes, na mixagem, os meninos da Criolina tocam só o meio das músicas nos sets. Só os refrões. O excelentíssimo DJ paulistano Guab faz/fazia muito isso no Milo Garagem. Enfim. Mas ali em Goiânia, no meio do Bananada, teve certa comoção especial, senti, quando foi tocada, acho que na sequência de um Planet Hemp, “Mr. Brightside”, do Killers. Ali, já com o álcool atuando naquela altura da noite, achei realmente bacana o “momento” Killers.

Daí eu estava em Belo Horizonte no último final de semana quando fui tomar um chá na casa de chá mais cool do Brasil, a Chá Comigo. Chá-chá-chá. Tem toca-discos, no lugar. E a dona me apresentou os vinis que acabava de adquirir em viagem à Europa. Entre eles, ela comemorava, uma cópia do primeiro álbum do Killers, o marcante “Hot Fuss”, de 2004, época áurea do novo rock, que toca direto na Chá Comigo. “Eu sou louca por ‘Mr. Brightside’. É a ‘minha música’, meus amigos me reconhecem por ela e sempre vêem me falar quando ouvem, quando toca em pista. Tenho até ela tatuada em mim”.

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Já estava achando muito revival de “Mr. Brightside” para a cabeça quando me deparei nesta semana com uma genial reportagem do “Noisey”, site de new music com curadoria da descolada revista “Vice”. Sobre… “Mr. Brightside”.

O título perguntava, sem muito responder no texto, “Como e por que ‘Mr. Brightside” nunca saiu das paradas britânicas. NUNCA. De 2003, primeiro single de uma bandinha desconhecida de Las Vegas (!!!!!), com um relançamento caprichado em 2004, até hoje, 2017. HOJE.

“Mr. Brightside”, primeiro hino master do Killers que trazia uma briga de casal, ele caindo no sono e ela pegando um táxi, está até esta data no Top 100 do Reino Unido. É muito sério isso.

Uma parte do texto da Noisey diz assim: “Por razões desconhecidas, “Mr. Brightside’ está atualmente na parada britânica. Coming out of its cage e no número 93, doing just fine (alguém me segura) entre uma canção do The Vamps e aquela colaboração entre ZAYN e a Taylor Swift para o filme ’50 Shades Darker’, Brandon Flowers mais uma vez, como dizem, nas paradas de sucesso. Mas por que esta música em especial? E por que agora? O hit “Yeah”, do Usher, é de 2004 e cadê ela? Por que não “Hey Mama”, do Black Eyed Peas? Ou “Drop It Like It’s Hot”? Quais forças deram essa quinta música da lista de melhores de 2004 da “NME” a relevância que têm hoje, acima de outros totens do passado, botando ela para morar entre as mais lucrativas 100 músicas do momento em 2017?”

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O texto avança na pesquisa e percebe que, olhando o histórico do UK Chart, não houve um ano sequer, desde seu lançamento, que “Mr. Brightside” não esteve no Top 100.

Ela está em 93º agora, nesta semana de maio de 2017, mas em janeiro DESTE ANO ela conseguiu chegar ao número 49 da parada, sua posição mais alta em três anos. POR QUÊ???? A Noisey constata, também em letras maiúsculas: “‘MR. BRIGHTSIDE FOI LITERALMENTE UM SINGLE TOP 50 EM 2017. E ESTÁ NAS PARADAS ATÉ ESTE MOMENTO. VAMOS ABSORVER ESTA INFORMAÇÃO POR UM SEGUNDO”.

Absorve aí, galera. E ajuda a gente a encontrar uma explicação.

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