Em killers:

Popnotas – A nova pressão do Killers. O disco japonês do Iron Maiden. Elza Soares, 91, negociando propriedades digitais. Covid e a música: deu ruim em festival de eletrônico na Holanda

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– Além do anunciado álbum novo do War on Drugs, do post anterior aqui na Popload, tivemos a revelação de mais dois discos grandes para os próximos meses. O Killers avisou que “Pressure Machine”, o sétimo trabalho de Las Vegas, chega às lojas de discos em agosto. Em menos de um mês, sai esse disco de capa linda (veja abaixo) que traz mais expectativa que o anterior, o arrastado “Imploding the Mirage”, de exatos um ano de lançamento. Justiça seja feita, o “Imploding” não teve uma vida ao vivo, que é o forte da banda, por causa das restrições pandêmicas. As próximas apresentações do Killers (foto na home) deve unir música desses últimos dois álbuns, mais os hits, devem pontuar o setlist do grupo de Brandon Flowers, que aparentemente só vai excursionar daqui a um ano ainda, em agosto de 2022. E, pelo proprio Flowers disse, esse “Pressure Machine deve ser mais lento, músicas dirigidas por guitarras em velocidade, por conta das reflexões pandêmicas. “It was the first time in a long time for me that I was faced with silence”, disse o líder do Killers, em aspa reproduzida no original.

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– A tradicionalíssima banda de heavy metal Iron Maiden é outra que anunciou álbum novo hoje. “Senjutsu”, 17º disco de uma das lendas do rock, sai em 3 de setembro. O trabalho é o primeiro de inéditas da banda de Bruce Dickinson desde “The Book of Souls”, de 2015, e tem uma marca legal, mas não estranha à recente discografia do Maiden: apenas três das dez músicas do disco têm menos de SETE minutos de duração. Isso vai fazer com que o vinil de “Senjutsu”, por exemplo, seja triplo. E, se ainda não deu para perceber pelo nome, o disco traz um tema inspirado em orientalidades, Japão, essas coisas. Pela capa massa abaixo dá bem para perceber. O monstrão-mascote Eddie aparece de samurai. Na pacoteira de anúncio dos últimos dias apareceu o single e vídeo para a faixa “The Writing on the Wall”, a terceira do álbum.

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CENA – Patrimônio da música brasileira, a cantora Elza Soares, com espetaculares 91 anos de idade e uma assumidade entre os indies nos útimos anos, está fazendo mais uma de suas modernices. Para quem está familiarizado ao “esquema NFT”, dos registros de originalidade para obras digitais dentro da tecnologia do token, no caso aplicado à música brasileira, Elza está leiloando 10% de royalties de uma gravação inédita dela para a música “Drão”, famosa na voz de Gilberto Gil, que ela remasterizou e vai lançar em agosto. O vencedor do leilão, além desse pedaço dos royalties, vai ganhar ainda uma capa feita exclusivamente para esse leilão e o acesso antecipado ao single. O acesso para lance desse leilão de Elza Soares acontece pela plataforma Phonogram.me. Quer ser dono de um quinhão da uma canção de Gilberto Gil na voz de Elza Soares?

– Xi. Obviamente os fatores são diversos, mas um festival de música eletrônica realizado no começo de julho agora em Utrecht, na Holanda, que reuniu 20 mil pessoas, acabou gerando mais de mil casos de contaminação por covid-19, segundo autoridades locais. E olha que o Verknipt Music Festival não só foi realizado em espaço aberto como pedia a seus portadores de entradas o atestado de vacinação ou um teste negativo dentro de no máximo dois dias antes da realização do evento. Ou seja, todos os cuidados necessários solicitados para a volta dos festivais. Médicos da comunidade científica holandesa que comandam neste verão (por lá) a “abertura musical” pós-fechamento das atividades na pandemia acreditam que a falha está no período muito longo permitido aos testados. Que a prova negativa teria que ter no máximo 24 horas antes do dia do festival. Abaixo, uma foto da galera aglomerada no Verknipt (a imagem é de Rachel Ecclestone e está no Facebook do festival.

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POPLOAD TV – Programa “GLIV ROCKS” traz 21 COVERS incríveis, de Beatles a Pet Shop Boys, de Nirvana a Muse. Tem até Gossip e Sepultura

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* O assunto agora na Popload TV, ali no canal do Youtube da Popload, é: covers fundamentais. O programa, dentro da ótima série enciclopédica Gliv Rocks, chega temático tratando de 21 versões de bandas legais para outras bandas legais, tudo pontuado por uma suculenta playlist.
Com apresentação do grande Alê Zampieri, o mr. Gliv himself, esse “21 Covers” vem com a regra de só tratar de músicas gravadas em estúdio. O critério envolve ainda não poder repetir bandas. E, por fim, sempre bom lembrar, é baseado em gosto pessoal da casa.
Assista ao programa para ver se você concorda. E depois escute a playlist do Spotify para ver quem fez quem e como tudo junto faz um sentido beeeeeeem decente para nossos ouvidos.
Spoiler: não tem Cake fazendo “I Will Survive”. Não coube.

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* A playlist com as 21 covers citadas no programa você confere aqui embaixo:

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Neste mundo de caos, o Killers reaparece pedindo “Caution”

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* Olha o Killers aí. “Caution” é o nome da música que a banda de Las Vegas soltou hoje, em meio a tempos turbulentos, como primeiro single de “Imploding the Mirage”, seu próximo disco de estúdio.

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O álbum sai dia 29 de maio, se o mundo não acabar até lá. E tem algumas peculiaridades. Foi gravado, entre outros lugares, em Utah, Estado americano cheio de incidência de coronavírus. E tem produção em parceria com o canadense Shawn Everett e Jonathan Rado, este último da dupla doidinha Foxygen, grupo indie da Califórnia.

“Caution”, o single, traz um Killers no gás. Falo da música em si e da grandiosidade dela, que poderia ser do U2 ou do War on Drugs ou do Coldplay, sabe assim?

O que torna a música ainda mais especial, nesse sentido, é que ela traz um solo de guitarra em seu final, de autoria do famoso Lindsey Buckingham, que entre outras coisas tocou muitos anos com o Fleetwood Mac. Chic.

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Bernard Sumner invade show do Killers mais uma vez. Dobradinha rende versão de “Bizarre Love Triangle”

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Atração do Lollapalooza Brasil do ano que vem, o Killers está comemorando o sucesso de seu mais recente disco, “Wonderful Wonderful”, lançado em setembro passado.

Atualmente, o grupo de Las Vegas está em excursão pelo Reino Unido, onde acabaram de realizar dois shows esgotados na gigante The O2 Arena, em Londres.

Na apresentação de ontem, a segunda, eles receberam no palco nada menos que Bernard Sumner para, juntos, reeditarem ao vivo a clássica “Bizarre Love Triangle”, um dos maiores hits do New Order. Mais cedo, o Killers já havia tocado “Shadowplay”, do Joy Division.

Esta não é a primeira vez que Sumner pisa em um mesmo palco junto com o Brandon Flowers. Em 2013 eles fizeram a mesma dobradinha em Manchester.

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Melhor Lolla ever? Metronomy, Mac Demarco, The National e Royal Blood vêm para o festival. O Imagine Dragons também, parece

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Continuamos no nosso plantão Lolla!

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Tudo bem que é longe, que a gente leva umas duas horas e meia para chegar perto de Interlagos, corre aproximadamente meia maratona de um palco ao outro, aguenta alguns DJs genéricos aqui e ali e tal, MAS, no fundo, a gente vai e se diverte. Daí promete que não volta no seguinte, mas volta sim. E se diverte de novo. Como todo ano, o Lolla tenta agradar Deus e o Mundo Indie, sendo “Deus” a imensa maioria do público que não é você e muito menos eu, mas a “geração da tenda” que migrou para o palco principal e que virou o foco não só do Lolla mas como o de oito a cada dez festivais do mundo. E tudo bem, a gente entende que a idade chega para qualquer fã de música. Enquanto as nossas bandas estiverem vindo para cá, não importa a ordem delas no lineup, estou certo?

Pois, ao lado dessas atrações “paralelas” (para a gente) e mais “novas”, sempre teremos aquelas pelas quais vale a pena deslocar o mundo para ver. E se o LCD Soundsystem ainda não era motivo suficiente, em 2018 o Lolla vai botar, bem ao lado de bandas velhas de guerra que servem mais para arrastar os pais da molecada (oi, Pearl Jam e Red Hot Chili Peppers, Liam Gallagher!), o gigante THE NATIONAL, vindo ao Brasil com disco novo! A Popload apurou também que o quarteto inglês METRONOMY e o fanfarrão e ídolo-indie MAC DEMARCO completam o lineup ao lado de Killers e do já citado James Murphy (ambos com álbuns novos). E até a dupla garagem inglesa Royal Blood está na barca. Parece que até o grupo indie-pop “mágico” Imagine Dragons está vindo.

É como um Popload Festival dentro do Lollapalooza!!!!

Na semana passada, o festival confirmou o que a gente já sabia: na próxima edição, o Lolla Brasil será realizado em TRÊS dias. O calendário irá incluir a sexta-feira em sua programação tradicional nas datas 23, 24 e 25 de março, também adiantada aqui na Popload.

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Metronomy no Popload Festival 2014 – foto de Fabrício Vianna

O The National já esteve no país duas vezes, sendo a primeira em um Tim Festival, em 2008, e a segunda em apresentação solo e intensa em 2011. A banda liderada por Matt Berninger lança em setembro seu aguardadíssimo “Sleep Well Beast”, primeiro álbum deles em quatro anos. Ainda nesta semana lançaram “Carin at the liquor store”, single lindo de morrer que você pode ouvir aqui. Mac Demarco, acho, logo mais se muda para cá, tamanha a base de fãs que o cantor formou por aqui, lotando shows por onde passa. E o sempre incrível Metronomy, você deve se lembrar, já foi atracão da Popload duas vezes: a primeira em show solo em 2011 e a outra em 2014, encerrando o segundo dia do Popload Festival daquele ano.

Que beleza, Lolla BR 2018!!!!!

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Mac DeMarco em foto de Coley Brown, para a Noisey. A imagem da chamada da home da Popload é de Phil Smithies, para a DIY Magazine

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