Em Kim Gordon:

O Nirvana e as meninas: a cerimônia do Hall of Fame

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Foi ao ar neste fim de semana, pelo canal HBO, a tão comentada cerimônia do Rock & Roll Hall of Fame, realizada em abril, em que o Nirvana – potencializado especialmente pela figura de Kurt Cobain – foi o grande homenageado da noite. O grupo entrou “oficialmente” para a elite do rock e viu seu amigo de longa data Michael Stipe comandar a cerimônia.

Na parte musical, Dave Grohl e Krist Novoselic receberam no palco – além do Pat Smear, que chegou a ser membro oficial na fase final do Nirvana – uma banda bem diferente para dar um charme e muito barulho ao evento.

Algumas meninas importantes do velho e do novo rock fizeram as vezes de Kurt nos vocais. Joan Jett cantou o hino “Smells Like Teen Spirit”. Kim Gordon apresentou “Aneurysm”. A doce St. Vincent fez sua versão para “Lithium”, enquanto a neozelandesa Lorde, que nem era nascida quando o Nirvana acabou, cantou “All Apologies”. E quando ela Lorde mandou “All Apologies”, Dave Grohl estava na bateria, Novoselic na sanfona, Smear + Joan Jett + St Vincent na guitarra e Kim Gordon no baixo. Pensa!

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Tudo isso pode ser conferido abaixo, com o programa na íntegra. Tem até a senhora Wendy Cobain, mãe do Kurt, fazendo discurso. E a viúva Courtney Love presente abraçando os membros vivos do Nirvana dando uma espécie de trégua no ódio eterno que existe entre as partes.

Novo Nirvana: Grohl, Novoselic e… LORDE no papel de Kurt Cobain!!!

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* Oh my Lord(e)!

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* Aconteceu ontem no Brooklyn, em Nova York, a tão-falada cerimônia do Rock & Roll Hall of Fame, em que o Nirvana, mais a figura de Kurt Cobain na verdade, foi o grande homenageado da noite. A banda finalmente entrou para o “panteão do rock”. Michael Stipe, vocalista do aposentado R.E.M., foi o condutor da festança e proclamou o grupo à fama dizendo a Dave Grohl e Krist Novoselic que o Nirvana foi uma banda “diferente, barulhenta, melódica e profundamente original”.

Até a mãe de Kurt Cobain, a senhora Wendy Cobain, fez discurso. Cobain se matou há exatos 20 anos.

Depois dos speeches, o palco ficou para Grohl na bateria, Novoselic no baixo e Pat Smear (músico que chegou a ser oficial quando o Nirvana virou um quarteto, no fim) na guitarra recriarem a saudosa banda ao vivo, com convidados no papel de Cobain.

Entre eles, a menina neozelandesa Lorde, de 17 anos!!!!

Lorde, que entre as láureas recentes ficou amiga do David Bowie e cantou para 40 mil pessoas em São Paulo, interpretou Cobain a inesquecível “All Apologies”.

A veterana guitarrista e cantora que ama-o-rock-&-roll Joan Jett assumiu guitarras e cantou o hino “Smells Like Teen Spirit”, na cerimônia. A deusa Kim Gordon, ex-baixista do Sonic Youth, assumiu o microfone para “Aneurysm”. A incrível St. Vincent (Annie Clark) fez “Lithium”.

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Quando Lorde cantou “All Apologies”, Dave Grohl estava na bateria, Novoselic na sanfona, Smear + Joan Jett + St Vincent na guitarra e Kim Gordon no baixo. Que loucura!

Mas loucura maior foi a viúva Courtney Love aparecer na cerimônia e abraçar Dave Grohl e Novoselic, esquecendo momentaneamente o ódio mútuo. Love disse que a filha, Frances Bean, também de Cobain, ficou doente no último minuto e não pode comparecer ao Hall of Fame. Hum…

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Foi uma festa fechada, e fazer fotos e vídeos estavam dureza, porque a cerimônia foi filmada para passar na TV em 31 de maio apenas, na HBO. A noite teve ainda Bruce Springsteen, Kiss, Peter Gabriel, Chris Martin (Coldplay), Tom Morello e outros mais.

O que tem de vídeo, com o da Lorde incluído, é assim:

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* Fotos da Getty Images.
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Oh Lou, why did you leave us this way? O rock já sente a falta de Lou Reed

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O grande Lou Reed, ícone da cultura pop que “left the building” ontem, aos 71 anos, segue ganhando homenagens honestas. A mais nova que chega é de outro grupo ícone, o Pearl Jam, que em seu show na cidade de Baltimore na noite de ontem pagou tributo ao lendário músico, tocando a clássica “I’m Waiting For The Man”, um dos pontos altos do discaço de estreia “The Velvet Underground & Nico”, de 1967.

Canta, Eddie.

* Até agora, entre as diversas manifestações que vão tomando conta da mídia e redes sociais, destaque para muitos artistas que de certa forma tiveram algum tipo de ligação com o ex-Velvet Underground, seja como amigo próximo ou apenas como uma fonte de inspiração. Neil Young, por exemplo, reuniu Elvis Costello, Jenny Lewis e a banda My Morning Jacket durante seu evento beneficente, The Bridge School, e juntos mandaram “Oh Sweet Nuthin”.

* Em sua conta oficial no Facebook, David Bowie botou uma foto ao lado de Lou, seguida da mensagem: “He was a master”.

* No Twitter, gente de todas as épocas do rock deixaram seus dizeres…

* Morrissey e seu ex-parceiro John Cale deixaram mensagens singelas e emocionantes:

“‘Oh Lou / why did you leave us this way?’

No words to express the sadness at the death of Lou Reed. He had been there all of my life. He will always be pressed to my heart. Thank God for those, like Lou, who move within their own laws, otherwise imagine how dull the world would be. I knew the Lou of recent years and he was always full of good heart. His music will outlive time itself.

We are all timebound, but today, with the loss of liberating Lou, life is a pigsty.

’7 glasses used to be
called for six good mates and me
now we only call for three’

-Patrick MacGill”
Morrissey


“The news I feared the most, pales in comparison to the lump in my throat and the hollow in my stomach. Two kids have a chance meeting and 47 years later we fight and love the same way —losing either one is incomprehensible. No replacement value, no digital or virtual fill…broken now, for all time. Unlike so many with similar stories—we have the best of our fury laid out on vinyl, for the world to catch a glimpse. The laughs we shared just a few weeks ago, will forever remind me of all that was good between us.”

John Cale

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SWU, dia 3 – Bem-vindo aos anos 90

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Fique ligado. Durante o feriadão tem mais SWU na Popload.

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* 2h00 – O terreiro do Faith No More

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* 1h20 – Se o desvairado Mike Patton não aprontar alguma surpresa, o setlist do Faith No More, que encerra oficialmente o SWU 2011, será este.

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* 1h10
O Indie andou jogando contra o relógio no SWU. Depois do cancelamento do Modest Mouse no domingo, outra banda que passou por apuros com seus equipamentos foi o Crystal Castles. O atraso no New Stage, que já era de 30 minutos, passou para uma hora porque a aparelhagem da banda chegou em cima da hora. Fora isso, o CC foi o único grupo que não liberou transmissão por parte do Multishow (nem pela TV, nem pelo site). Mesmo assim, a voz endemoniada de Alice Glass marcou a apresentação encurtada do grupo, embora a gente nem tenha ouvido a voz dela direito.

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* 0h45 – Com desfile de hits, o Alice In Chains segurou bem o público com boa performance de William DuVall.

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* 0h15 – Scott Weiland, com visual comportado, se mostrou em boa forma e garantiu um show agradável do STP na noite de encerramento do SWU.

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* 23h50Algumas curiosidades do último dia do SWU.
1 – Hoje estavam distribuindo água sem cobrar para quem estava espremido na grade.
2 – Seguranças estavam proibindo que pessoas subissem nos ombros de outras. Alegram que apenas estavam cumprindo ordens.
3 – Fischer informou que, “para fugir da chuva”, o SWU 2012 deverá acontecer em setembro ou outubro.

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* 23h15 – Stone Temple Pilots fazendo show honesto e pesado por aqui.

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* 22h10 – O setlist programado para o show do Alice In Chains.

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* 21h30 – Sonic Youth

Com o famoso símbolo da máquina de lavar no fundo do palco, enquanto o público era lavado pela chuva em Paulínia, a banda americana Sonic Youth fez uma apresentação sem concessões no festival SWU, em outra passagem pelo Brasil.

Naquela que pode ser sua última apresentação no país e uma das últimas de sua gloriosa carreira independente –o futuro da banda é incerto, uma vez que o casal líder Thurston Moore e Kim Gordon anunciaram o divórcio–, o cardápio oferecido aos ardorosos fãs dos 30 anos do seminal grupo, e aos muitos que na verdade não tinham para onde ir na chuva, foi microfonia e água. Poucos hits para fãs não iniciados.

A apresentação foi irregular, assistir ao show foi uma experiência irregular, dada as circunstâncias climáticas e o vai-e-vem de capas de chuva impedindo a maior integração costumeira com a barulheira promovida por uma das principais bandas da história do rock alternativo.

Pelo menos a parte final, com chuva e tudo, foi gloriosa, com “Sugar Kane” e “Teen Age Riot”, duas de suas pérolas principais, a primeira dos 90, a segunda dos 80. E um simbólico passeio de microfonia no palco de Thurston e Kim, que antecedeu o fim mesmo. O fim mesmo?

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* 20h40

A maioria das bandas nos palcos principais do último dia do SWU tem em comum o sucesso que fizeram nos anos 90 _ e o fato de ficarem irritadas quando são lembradas disso pela imprensa brasileira. Apesar das diferenças de gêneros musicais, tiveram seu auge da fama de 1990 a 1995, com Primus, Megadeth, Stone Temple Pilots, Alice In Chains e Faith No More todos lançando discos “clássicos” no período. Até Duff McKagan fez o mesmo com o Guns N’ Roses, e o Phil Anselmo com o Pantera, à época – agora, o primeiro toca com sua banda Loaded, e o segundo com o Down. Ah, e o Raimundos e o 311 existiam nessa época também…

– Shows:

Duff McKagan foi extremamente simpático, até descendo ao nível da platéia para tocar uma música, escondendo levemente o material morno do grupo com uma cover de “It’s So Easy” (GNR) no final. Já o Black Rebel Motorcycle Club foi o oposto: um ótimo show, mas a banda parecia não se importar muito em estar ali. Enquanto Duff McKagan falou uns 20 “SÃO PAULOOO” e até incluiu “Brazilians” em algumas letras, o BRMC esperou até a penúltima música para se comunicar com o público, e, na última, o baixista Peter Hayes descer à platéia também.

No New Stage, o psicodélico The Black Angels foi um dos destaques do dia, uma perfeita alternativa para o genérico 311. Apesar do ótimo show, que relembra o melhor do The Jefferson Airplane, os fãs de Simple Plan guardando lugar na grade para o show que ocorreria mais tarde foram incapazes de aplaudir uma música sequer. Felizmente, o resto da platéia respondeu bem. Os vídeos antigos e desbotados no telão foram provavelmente o melhor acompanhamento visual de qualquer show.

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* 19h00 – O setlist do (talvez) último show do Sonic Youth.

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* 18h30

Dia de programação mais longa do SWU e que pode se tornar histórico, já que o Sonic Youth pode encerrar suas atividades hoje, no início da noite, aqui no ecofestival de Paulínia. O (ex) casal orgulho indie Kim Gordon e Thurston Moore pode pisar em um mesmo palco pela última vez (pelo menos no Brasil).

Fora toda a comoção pelo Sonic Youth, o último dia do SWU chega com um revival dos anos 90, década de ouro da música. Passam por aqui Stone Temple Pilots, Alice In Chains e Faith No More, por exemplo. Mas isso é assunto para mais tarde.

Os destaques até agora foram duas das atrações mais esperadas pelos indies: a veterena banda irlandesa Ash e a galera dark da Black Rebel Motorcycle Club. Os dois grupos tocaram em horários similares. Enquanto o Ash fazia show animado no New Stage, a BRMC apresentava show que dividiu opiniões no palco Energia. Só sei que em ambos os shows rolou muita música boa.

Outro ponto de destaque é o mau tempo que recepciona quem chega ao parque Brasil 500. A galera precisou se virar mais cedo para enfrentar a chuva e a lama. Esse é o nosso Glastonbury (?!), nas lentes de Fabrício Vianna.

* EQUIPE POPLOAD
Lúcio Ribeiro, Ana Bean, Fernando Filho, Fabrício Vianna, Alisson Guimarães.

* Setlists via Multishow

Sonic God: o show do Sonic Youth inteiro em Buenos Aires

* Semana SWU.

* A lendária banda Sonic Youth está na América do Sul para fazer os que podem ser os últimos shows de sua importantíssima carreira. O grupo de NYC, que deve acabar depois da notícia do divórcio do casal indie-ícone Thurston Moore e Kim Gordon, se apresenta no Brasil dentro do festival SWU, segunda-feira que vem em Paulínia (SP).

O Sonic Youth iniciou sua turnê latina na Argentina, sábado passado, como se vê na foto acima. Depois, o grupo se apresentou em Montevidéu anteontem. Hoje, eles tocam em Lima. No domingo, a banda faz uma visita ao Chile, para o Maquinaria Festival. Na segunda (14), Thurston Moore e Kim Gordon podem pisar juntos pela última vez no mesmo palco no SWU, em show que já começa a ganhar traços históricos.

O show inteiro gravado por um fã em Buenos Aires, no último dia 5, está aí embaixo. Os vídeos vão rolando automaticamente após o play.

* Fotos: Nadia Guzman