Em kings of leon:

Popnotas – Kings of Leon (de novo) na TV. A grande Janelle Monáe também. Uma session fofa de rádio do Best Coast. E a degola do Djonga

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– Após a grande turnê do Foo Fighters pela televisão dos Estados Unidos, agora é a vez do Kings of Leon. Dois dias depois da apresentação no Stephen Colbert e no dia seguinte ao “show” no “Good Morning America”, transmitido até na Times Square, em NY, a banda dos Followill tocaram no Late Late Show do James Corden. Dessa vez rolou “100,000 People”, outra faixa do disco novo, o já polêmico porém bom “When You See Yourself”, lançado semana passada. Até agora, estão bem criativos com os cenários. Vamos acompanhar.

– Por falar em TV, a incrível cantora, rapper, produtora e tals Janelle Monáe foi a atração da vez no Colbert ontem, com “Turntables”, som seu que está pré-indicado ao Oscar de melhor canção original. A música é parte do filme “All In: The Fight for Democracy”, de Stacey Abrams, do ano passado. Janelle é classe demais, veja.

– A Current, uma emissora indie esperta de Minneapolis, Minnesota, é uma das nossas rádios prediletas neste mundão de rádios legais. A gente não cansa de repetir isso e de curtir o material deles. A novidade mais recente que a emissora liberou é uma sessão de 2020 linda do Best Coast, a banda californiana da Bethany Cosentino, gravada no dia 9 de março, uns poucos dias antes da OMS declarar a pandemia do coronavírus.

– Vem aí “Nu”, o novo álbum do rapper mineiro Djonga. Ele não falta em nenhum 13 de março, com seus discos. E o perfil do @rapfalando acabou de soltar um trailer onde o rapper é condenado a degola. What?

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Kings of Leon ao vivo na Times Square, em NY, de manhã. À noite, tocando sua tempestade nova no Stephen Colbert

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* Pequena obsessão nova nossa é o disco do Kings of Leon, que, tal qual o dos Strokes, para citar bandas correlatas do lindo início dos anos 2000, lançou um álbum que a gente não esperava ser tão bom.

A gente deitou palavras sobre “When You See Yourself”, o oitavo disco da banda dos Followill, aqui. Saiu sexta passada. E no rolê de divulgação trazemos duas performances deles ao vivo, ambas para a TV americana.

A primeira é deles tocando a ótima “Stormy Weather”, para o programa do Stephen Colbert, à noitão. E, agora cedinho, para o “Good Morning America, da gigantesca rede aberta ABC, eles apresentaram o primeiro single, “The Bandit”, ao vivo. Naquelas performances que aparecem gigantesca nos paineis da Times Square, em Nova York, manja?

Segura os Followill.

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Top 10 Gringo: Semana da mulher tem a St. Vincent em primeirão e a girl in red na cola. Bonito. Kings of Leon pede bom espaço e o Drake chega mansinho

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* Semaninha boa lá fora, no agito dos lançamentos musicais, com reflexo direto no nosso top 10 internacional. Tem a St. Vincent com promessa de discão, tem a promessa girl in red cada vez mais perto de se tornar fenômeno, um retorno e tanto (e inesperado) do Kings of Leon, entre outros auês sonoros. Um mundo pop mais agitado nos cantos onde a pandemia deixa a cada dia mais de ser uma realidade, privilégio deles, incompetência nossa. E la nave va.

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1 – St. Vincent – “Pay Your Way in Pain”
St. Vincent voltou. E voltou com tudo. Gemidos acompanhados de um piano antigo, um riff sintetizado junto de uma bateria analógica. Universos misturados em uma letra sobre o preço que pagamos em dor e vergonha da nossa existência atual. Ou como explicou melhor à revista inglesa NME a própria Annie Clark: “É também sobre como não há nada que eu tenha feito na minha vida que não envolva algum tipo de luta”.
2 – girl in red – “Serotonin”
Billie Eilish europeia ainda por explodir – ou uma nova Lorde talvez -, a norueguesa Girl in Red (ou girl in red, tudo em minúsculos, um jeito significativo da nova geração de se expressar…) promete com seu álbum de estreia “if i could make it go quiet” (as minúsculas…). “Serotonin”, seu novo single, começa superindie nas guitarras e entra num quase hip hop pop (hip pop) e recebe a volta das guitarras às vezes. E tem “A LETRA” para o movimento indie-mental health que assola a música hoje, no Brasil e fora dele: “I’m burnin’ up on serotonin/ Chemical unbalance got me twisting things/ Stay blessed with medicine”. O que mais ou menos seria “Minha serotonina está bombando. O desequilíbrio químico me atrapalha toda. Fico plena com remédios”. Pesado. E leve depois dos remédios tomados.
3 – Kings of Leon – “Stormy Weather”
A gente está na turma que gostou do novo álbum do Kings of Leon. “When You See Yourself”, oitavo disco, recupera o fôlego perdido em alguns lançamentos qualquer-nota da banda nos últimos anos – onde andaram cada vez mais distantes do bom primeiro álbum e dos três seguintes que eram respeitáveis. Aqui as coisas funcionam bem. Temos boas guitarras, protagonistas, e uma bateria que vai da simplicidade de saber se fazer presente quando precisa. E um punhado de canções inspiradas, como o caso de “Stormy Weather”, que pede uma estrada, um rolê lá pelas quatro da manhã a procura de alguma coisa perdida que ninguém sabe ao certo o que é. Só quer ver se acha.
4 – No Rome, Charlie XCX e The 1975 – “Spinning”
Deu muita liga essa união entre o relativamente desconhecido No Rome e os gigantescos em popularidade (cada um na sua) Charlie XCX e The 1975. Daquelas canções que vão tocar infinitamente em qualquer rádio do mundo – das mais alternativas até as mais pops. Pegajosa demais. A Charlie comentou algo de supergrupo. A gente imagina que, se esse trio quiser lançar mais coisas juntos, não vamos reclamar.
5 – Drake – “What’s Next”
Talvez “What’s Next” não seja mais um hit nos portes que acostumamos a ver do Drake, mas é um bom som – até por ser um Drake mais rimador, um lado que de vez em quando ele deixa de lado demais e que ele sabe como poucos. E o refrão aceleradíssimo é um acerto e tanto: “I’m makin’ a change today”. Bora pro disco, Drakão.
6 – Amy Winehouse – “Valerie” (Live in London)
O disco ao vivo da Amy Winehouse que pintou nos streamings não é exatamente uma novidade – ele já rolava em DVD há um bom tempo e até em vinil. Mas ter uma acesso fácil a esse registro espetacular e no auge da Amy é algo que não dá para desprezar jamais. Um pouco antes do estouro mundial de “Back to Black”, ela está cantando tudo o que sabe, com o melhor repertório possível, banda afiada. Vale escutar todas, fomos de “Valerie” porque, além de ser maravilhosa (e na real ser uma cover do estupendo The Zutons), vale sacar a versão mais suingada que ela fazia ao vivo em relação à que está no álbum solo do Mark Ronson, o produtor-magia.
7 – Nick Cave – “Carnage”
Nick Cave em um trabalho escrito e gravado durante a pandemia, com o parceiro de tantas Warren Ellis, que começa com os versos: “There are some people trying to find out who/There are some people trying to find out why/There are some people who aren’t trying to find anything/But that kingdom in the sky”. Cave trabalha em outro patamar, como a gente gosta de dizer aqui no Brasil. E mais uma semana dele aqui no Top 10 porque, no nosso ritmo de trabalho frenético, é preciso de muito mais do que o tempo do mundo pop para sacar um Nick Cave.
8 – Julien Baker – “Faith Healer”
A expectativa boa que tínhamos quanto ao álbum de banda da Julien Baker se cumpriu. Que discão da cantora e multiinstrumentista. Nossa favorita segue, no entanto, uma que já conhecíamos enquanto single. “Faith Healer” é um tratado sobre vícios que vai além do problema do vício em drogas e avança sobre a questão do escapismo, que alguns encontram na política, na religião. Formas de lidar com a dor que talvez evitem a cura da própria quando confiamos em pessoas não muito bem intencionadas. Um musicão que prima na dinâmica, uma habilidade que já existia na obra de guitarra e voz de Julien, mas que está amplificada agora que ela é acompanhada por uma banda que pode dar mais corpo a suas ideias.
9 – Wolf Alice – “The Last Man on Earth”
Que bom é termos de volta o Wolf Alice. A banda inglesa da Ellie Rowsell chegou ainda quieta, quase, com este single, para anunciar que vem aí o terceiro álbum. “Blue Weekend” vai ser lançado no dia 11 de junho e já estamos reservando alguns lugares por aqui para suas canções, neste humilde ranking. “The Last Man on Earth”, a música, tem sequência dramática até entrar numa sinfonia à lá Beatles no final. E vale sacar o vídeo da música, simples na ideia e execução, mas ainda assim maravilhoso.
10 – Tigercub – “Stop Beating on My Heart (Like a Bass Drum)”
Banda inglesa de Brighton que sempre parece que vai “acontecer” mas não deslancha, a Tigercub tem a chance de decolar agora com seu segundo álbum. Para puxar “As Blue as Indigo”, o disco, a ótima “Stop Beating on My Heart (Like a Bass Drum)” até começa meio Alt-J brincando com os silêncios, mas depois descamba num Muse heavy metal bem bom.

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* A imagem que ilustra este post é da cantora e guitarrista St. Vincent.
** Repare na playlist. A gente inclui as 10 mais da semana, ou quase isso, mas sempre deixa todas as músicas das semanas anteriores. Pensa no panorama que isso vai dar conforme o ano for seguindo…
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Apenas aceite. Disco novo do Kings of Leon é bem bom

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* Na calmaria do fim de semana de lockdown, tirando aquele período turbulento emocional do domingo das 18h às 20h, ouvimos melhor o álbum novo do hoje velho grupo Kings of Leon. O “When You See Yourself”, o oitavo disco, lançado sexta passada.

Ouvimos uma, duas, várias vezes para acreditar e chegar a este post na segundona para dizer com segurança. O novo trabalho da família Followill, que surgiu lá no novo rock de 2003 com apadrinhamento dos já gigantes Strokes (foi a turma do Julian que “exigiria” o Kings of Leon no Tim Festival de 2005), é beeeeeem decente.

Depois de um álbum de estreia iluminado e os três seguintes com ótimos momentos, a banda caiu numa vala criativa e se tornou enjoativa, repetitiva e desinteressante. Os singles bons secaram. E o grupo de Nashville, no Tennessee, ficou estagnado nos anos 2000, vivendo a década passada toda à custa dos antigos hits nas apresentações ao vivo. O que na verdade, para eles, não importavam muito, uma vez que ocupavam lugares cada vez maiores em line-ups de festivais pelo mundo. Então era só parar de lançar disco novo, como o fizeram com “Walls”, de 2016.

Bom, agora veio a esperta retomada… Na real, os dois primeiros singles do disco novo, “The Bandit” e “100,000 People”, lançados em janeiro, já davam uma pista que a maré criativa e o gás da banda tinham mudado, para melhor, principalmente pelo primeiro. A gente até chegou a elogiar ambas por aqui, em posts rápidos.

Voz madura e controlada de um Caleb adulto, guitarras indies espertas com protagonismo na canção, bateria tocada com sentimento e canções pegajosas. Até as baladinhas, que por muito tempo levaram o KoL a virar mais uma “banda de menininhas” e muitas vezes fizeram a banda patinar na mesmice, estão boas de novo.

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A gente cita três destaques do novo Kings of Leon, para além dos singles. As faixas “Stormy Weather”, “Golden Restless Age” e “Time in Disguise”, uma trinca de respeito de “When You See Yourself”, se você é um dos que não desejam mais perder com os Followill. Vai nessas direto para ver se o ranço acaba. Ou diminui.

Curiosos, fomos por aí para ver o que acharam do disco, em lugares variados. Na Inglaterra, o “NME” deu quatro de cinco estrelas e disse que “the riffin’ and ruminatin’ rockers are back”. O “Guardian” não foi tão entusiasmado e tascou duas estrelas. A “roqueira” revista “Louder” se empolgou, com 4 estrelas de 4. “A time capsule from the pre-pandemic age, Kings Of Leon’s eighth album When You See Yourself remains remarkably relevant”.

Ainda em UK, a esperta “DIY Mag” deu cautelosas três estrelas de 5: “An album that, though not without its fillers, feels like they’re having more genuine fun than they’ve had in years”. O “The Line of Best Fit” não caiu como a gente caiu. Deu nota 4 (a aferição deles vai até 10) e disse que a banda continua mofada no tempo.

Nos EUA, a “Rolling Stone” deu 3,5 em 5, ainda que falando que o disco é “sutil e surpreendente”. A preguiça adquirida pelos últimos discos pelo Kings of Leon segurou a nota. Os sites “Consequence of Sound” e “Pitchfork” ainda não se pronunciaram sobre o caso, haha.

Apesar do nosso título lacrador, queremos muito ouvir o que você acha.

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POPNOTAS 2 – A volta do Jools Holland, a vinda da Billie Eilish e o Bartees Strange no Tiny Desk

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* O grande músico e apresentador de TV britânico Jools Holland está de volta em mais uma temporada, ainda que em espírito de home-office, de seu famoso “Later…”. Neste esquema, em vez da tradicional reunida de várias bandas num mesmo palco, ele convida alguns músicos ao seu estúdio em Londres para conversas e apresentações que são intercaladas também com momentos do seu belo e rico arquivo. No primeiro episódio dessa nova retomada, as performances são de Kings of Leon, Arlo Parks e Sleaford Mods. Pensa. Embora a gente não tenha disponível por aqui o BBC iPlayer, que tem a íntegra do programa, dá para assistir uma faixa de cada uma das apresentações no YouTube da BBC Music. Tipo esta, dos nossos heróis Sleaford Mods.

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* “Billie Eilish: The World’s a Little Blurry”, documentário sobre os bastidores do primeiro álbum da Billie Eilish e seu entorno, será lançado nesta sexta-feira na Apple TV+ – e também nos cinemas brasileiros (para quem for de cinema). Um pouco antes, às 23h da quinta, rola pelos canais Apple e no YouTube da Billie um esquenta do documentário, com performance ao vivo e um bate-papo com o radialista fera Zane Lowe, que comanda a Beats 1, da Apple. E tem mais: uma versão ao vivo de “Ilomilo”, a música com o verso que dá nome ao filme, já foi entregue às plataformas digitais. Tipo assim:

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*Bartees Strange, músico inglês que cresceu nos Estados Unidos e mistura de um jeito muito louco rap, indie rock, emo e jazz, gravou uma edição espetacular do famoso programa online Tiny Desk (Home) Concert, predileto da casa. Mandou quatro músicas do seu excelente “Live Forever”, disquinho lançado em 2020. Dê uma chance pelo menos para a primeira faixa, “”Boomer”, que já apareceu pelo nosso Top 10 Gringo.

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