Em lady gaga:

Popnotas – O recorde da Olivia Rodrigo. Mais filmão para o festival In-Edit. Orville Peck transformando Lady Gaga em country. E o Popcast, da Popload, está no ar

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* O festival de documentários musicais In-Edit Brasil 2021, que acontece dos dias 16 a 27 deste mês e apresentou ontem boa parte de sua programação gringa e nacional, fechou mais uma pérola para esta sua 13ª edição.
O festival todo online vai exibir também o doc “It’s Yours: A Story of Hip Hop and the Internet”, de Marguerite de Bourgoing, produção americana do ano passado com pegada jornalística. O filme investiga como uma nova geração soube aproveitar o surgimento da internet e das redes sociais para desenvolver suas carreiras no gênero através de “likes” e mixtapes. Estrelando nomes como Wiz Khalifa, Odd Future e The Internet, entre outros. Tudo pontuado com a comparação entre a geração anterior do hip hop, que vendeu muito disco físico. Para este contraponto, o filme escalou B-Real (Cypress Hill) e Chuck D (Public Enemy) para comentar. O site do In-Edit para mais info está bem aqui.

POPCAST – O podcast da Popload desta semana, apresentado por um tal de Lúcio Ribeiro e a diva indie Isadora Almeida, já está no ar discutindo a CENA brasileira, à luz dos recentes discaços do trio paranaense Tuyo e do rapper paulista Edgar, personagem de grande entrevista inclusive na Popload TV. O Popcast traz ainda os blocos de efemérides musicais e o destaque em pódio das principais novas músicas. E tudo, claro, com playlist linda acompanhando. Vai lá ouvir.

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– A moçoila americana Olivia Rodrigo, enquanto novo fenômeno pop, continua abalando forte os britânicos. Nesta semana ela emplacou, de novo, o primeiro lugar na parada de álbuns, com “Sour” (seu primeiro disco, lançado no último dia 21) e “Good 4 U” (um dos singles). Ela já tinha conquistado o feito na aferição dos mais vendidos na semana passada. Ela é a artista mais nova a conseguir tal façanha. E um artista não conseguia fazer a dobradinha no topo de seu disco de estreia mais singo deste o Sam Smith, em 2015, com o disco “In the Lonely Hour” e a música “Lay Me Down”.

– O mascarado cantor indie-country canadense (talvez) Orville Peck levou a Lady Gaga ao country, ao regravar sua versão elvispresliana para o megahit “Born This Way”. A cantora pop vai fazer uma edição especial de seu segundo álbum, “Born This Way” mesmo, que completa 10 anos neste ano. Esta versão de Peck é a segunda apresentada para o projeto-efeméride de Gaga. Há poucos dias a famosa rapper (homem) gay Big Freedia mostrou sua “Judas” repaginada. Esta edição comemorativa de “Born This Way”, o disco, sai no próximo dia 18 e trará seis versões inéditas de músicas que ficaram de fora da seleção para o segundo disco da Lady Gaga. Bora para o campo.

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POPNOTAS: Lady Gaga e o hino americano. Billie Eilish e Rosalía. Freeks e os Geeks. Machine Gun Kelly e a atitude

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– A colaboração entre Billie Eilish e Rosalía é esperada pelos fãs desde 2019 – quando a espanhola deu a dica em um tweet. Agora vai. Nesta quinta-feira, 21, saí “Lo Vas a Olvidar (You Will Forget Her)”. A música vai ser parte da trilha de um episódio especial da série “Euphoria”, da HBO. Vamos acompanhar.

– Quem já experimentou assistir (ou rever) a clássica série “Freaks and Geeks” (que revelou nomes como Seth Rogen e James Franco) na Amazon Prime deve ter dado de cara com dois problemas. Brasileiros só têm disponível a versão dublada do seriado (um pouco frustrante) e uma trilha sonora genérica na maioria do tempo (completamente frustrante, já que “Freaks and Geeks”, que foi exibida em 1999 e 2000, prima por uma trilha maravilhosa de sons dos anos 70). Hora de ter inveja. Lá fora os gringos que têm acesso ao serviço de streaming Hulu vão poder ver a série com a trilha completa a partir do dia 25 de janeiro. Quem sabe aqui um dia, né?

– Banda com o melhor nome do mundo hoje, por razões óbvias, a inglesa e indie The Vaccines lançou hoje de manhã em seu canal de Youtube um vídeo com “No One Knows”, cover de famoso hit do grupo californiano Queens of the Stone Age. A música, cujo original é de 2002, vai estar na versão do Vaccines no disco “Cosy Karaoke, Vol. 1”. O resultado é bem… jazzy? Recentemente, aqui na nossa CENA, a multiartista Giovanna Moraes regravou “No One Knows”, num gás mais rock, digamos, e disse que sua versão para a música do QOTSA era uma cover de mina para uma banda bem de macho. True.

* Rapper que toca guitarra, ou alguma definição perto disso, o brother Machine Gun Kelly levou muita atitude ao programa do James Corden ontem à noite, na TV americana. O “atitude” contém um pouco de ironia, mas deixa o cara. Para ser a atração musical do “The Late Late Show” desta terça, Machine Gun Kelly montou um cenário de banheiro com gente vomitando em privadas, para a performance ao vivo de “Concert for Aliens”, música de seu quinto álbum o punk popesco “Tickets to My Downfall”. Aliás, o disco marca a virada na carreira de Kelly, em trocar o hip hop por esse punk de cheiro anos 90 californiano. Olha, o disco não é exatamente ruim, haha.

* A musa pop Lady Gaga cantou hoje um emocionante hino americano na “inauguração” da nova presidência dos EUA, à cargo de Joe Biden agora, em sucessão ao malévolo Donald Trump. Gaga já havia botado sua voz pop no hino em 2016, para o Super Bowl daquele ano. Agora, com toda a pompa e circunstância para uma cerimonia presidencial, foi mais chic, da entrada dela em cena, o anúncio “sério” à performance em si.

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POPNOTAS: O maravilhoso mundo de bandas da Creation Records, em filme; os Descendents jantando o Trump; e Lady Gaga e o hino

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– Em março, chega aos cinemas ingleses (e provavelmente ao streaming) o filme sobre a Creation Records, a gravadora britânica que nos deu Oasis, My Bloody Valentine, Primal Scream e Ride, para citar só algumas das bandas espetaculares que fizeram parte do elenco do selo. Entre os autores da cinebiografia a partir do livro “Creation Stories: Riots, Raves and Running a Label” (2014), de Alan McGee, que na versão filmada vai se chamar só “Creation Stories”, está Irvine Welsh, autor do livro “Trainspotting”, que virou um dos longa-metragens mais importantes do Reino Unido nos anos 90. O importantíssimo empresário, produtor, DJ, radialista, músico e agitador escocês Alan McGee foi o fundador da Creation Records. É famosa a história de que McGee viu num bar escocês a bandinha Oasis tocar, aqueles dois irmãos marrentos e pensou: “Acho que vou assinar com esses caras para ver o que dá”. Quem vai vivê-lo na cinebiografia é Ewen Bremner, ator que fez o personagem Spud em “Trainspotting”, o filme. Dá para ter um gostinho de “Creation Stories” aqui.

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– A banda punk californiana Descendents fez uma pequena “homenagem” a Donald Trump. Uma música de pouco mais de 40 segundos que manda o ex-presidente – ou melhor dizendo o “asshole twitter troll” – para sua casa. Talvez melhor que a letra de “That’s The Breaks” só o recado que o vocalista Milo Aukerman deu para divulgar o som. “Loser. Big time loser. Delusional loser. SORE loser. The time has come. The time is now. Just go, go, GO”.

– Enquanto um caí fora, outro chega. E Lady Gaga, que fez campanha para Joe Biden, vai ser a responsável por cantar o hino nacional do Estados Unidos durante a cerimônia de posse do novo presidente norte-americano no dia 20 de novembro. Que momento!

– A tradicional apresentação musical de ajuda a Tibet House em Nova York vai acontecer online neste ano. Marcada para o dia 17 de fevereiro, Eddie Vedder, Phoebe Bridgers e Brittany Howard estão entre os artistas escalados na curadoria de ninguém mais ninguém menos que o consagrado compositor e pianista Philip Glass.

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K-pop q-lindos. Banda BTS ajuda causa black com milhões e faz show de formatura virtual para estudantes sem-festa

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* Longe de sermos fãs da música, mas que fofura o que move essa boy band coreana BTS, os Beatles do nosso tempo pela devoção e frenesi que causa em seus adoradores.

No final de semana, motivados pela banda no Twitter, os fãs do septeto k-popper, chamados ARMY, fizeram uma correria na internet para arrecadar U$ 1 milhão (cerca de R$ 5 milhões) para a organização americana Black Lives Matter, que luta contra a supremacia branca violenta.

Um tweet do grupo dos cantores dançarinos na sexta estimulou a movimentação da “One in an Army”, coletivo de fãs do BTS pelo mundo que assumiram a engenharia das doações. “Nós estamos em solidariedade com a ARMY negra. Eles são parte de nossa família. Somos solidários às pessoas negras de qualquer parte. Suas vozes merecem ser ouvidas”, disse um porta-voz do One in an Army.

Fãs de k-pop em geral têm clara consciência da importância da absurda movimentação da nova geração em redes sociais para muito além da música que eles veneram. Na semana passada, essa galera k-popper articulou um movimento cavalar para abafar em massa a hashtag racista #whitelivesmatter, que se contrapunha aos protestos pela morte do negro George Floyd, sufocado estupidamente pelo policial branco de Minneapolis, no dia 25 de maio.

O BTS, ainda neste final de semana, resolveu participar do eventaço virtual “Dear Class of 2020”, em homenagem aos formandos de escolas e universidades americanas que por motivos óbvios não vão ter suas tradicionais festas de formatura.

Realizada na plataforma Youtube, dentro da série Youtube Originals, o “Dear Class of 2020” juntou discursos e shows, além dos do BTS, de gente e artistas como o casal Obama (organizadores do evento), Beyoncé, Lady Gaga, Lizzo (tocando flauta com a Filarmônica de Nova York), uma parada do Finneas Eilish envolvendo o Bono e o Chris Martin e até a galera dos Simpsons, entre outros.

Já que o moral deste post é destinado ao grupo coreano, a gente diz que eles gravaram para os formandos três músicas no National Museum of Korea, fazendo performances em um medley das músicas “Boy with Luv,” “Spring Day” and “Mikrokosmos.”

Mas a gente aproveita aqui para descarregar outros momentos do “Dear Class of 2020”, cuja festa em momento tão importante na vida dos formandos teve que ser no Youtube. Mas com uma lista de atração sensacional de tão variada.

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Libera o glitter! Lady Gaga retoma suas origens de pop frenético no novo disco “Chromatica”

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Neste 29 de maio, o mundo pop está agitado com o lançamento do aguardadíssimo “Chromatica”, sexto álbum de estúdio da super estrela Lady Gaga.

O hype em cima do projeto se deu especialmente pelo discurso de uma volta às origens dos primeiros álbuns da cantora norte-americana, explorando bastante as vertentes da eurodance e um pop mais frenético que fez Gaga despontar no mundo todo.

Inclusive, em entrevistas, a cantora citou por diversas vezes que o disco é uma espécie de celebração de felicidade e espera que seja um bom instrumento para que as pessoas esqueçam um pouco dos problemas.

No total são seis produtores envolvidos, capitaneados pelo BloodPop, um norte-americano chamado Michael Tucker, que nem 30 anos tem, e possui trabalhos ligados a Madonna e Justin Bieber, e auxiliou também no conceitual “Joanne”, o último álbum da própria Gaga. Quem também estão envolvidos são os DJs Skrillex e Axwell. Ariana Grande e Blackpink estão entre os convidados.

“Chromatica” pode ser ouvido abaixo.

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