Em lava divers:

O ano que não acaba. Duo californiano Deap Vally toca em dezembro em SP. Em festival que terá Lava Divers e Beach Combers

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Deap Vally

* Depois de ter show confirmado e dois dias depois cancelado em São Paulo no começo do ano, o duo punk garagem brutal Deap Vally toca mesmo em São Paulo, na Zona Norte ainda por cima, agora em dezembro, mais precisamente dia 3. A esperta dupla guitarra-bateria Lindsey (à esq. na foto) e Julie comandam as atrações do festival gratuito Jägermeister Grounds 2017, que terá ainda um bom elenco de bandas da CENA brasileira, estrelando os mineiros do Lava Divers e o trio carioca Beach Combers.

Sky Down, Color for Shane, Devilish, Combover e The Last Station completam a escalação. Uma atração surpresa ainda está para ser anunciada, provavelmente na sexta-feira.

O Jägermeister Grounds 2017 acontece no Espaço Pro Magno, no bairro da Casa Verde, das 14h às 22h.

As Deap Vally trazem a apresentação de um dos melhores (ou mais agitados) discos do ano passado, “Femejism”, o segundo delas. “O duo é um coquetel infernal de punk, rock, garagem, é sujinho, é grunge, é tudo o que a gente quer ouvir agora, já foi dito” por aí.

O Jägermeister Grounds fez rolê de indie nacional com festas pequenas em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Florianópolis e Porto Alegre. E escolheu a capital paulista para seu encerramento, em forma de festival.

Confira, abaixo os horários dos shows:
14h45 Combover
15h25 Color for Shane
16h05 Sky Down
16h45 Devilish
17h25 The Last Station
18h05 Beach Combers
18h45 Lava Divers
19h35 Banda a ser anunciada
21h Deap Vally

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CENA – Banda mineira Lava Divers lança agora o melhor disco indie dos anos 90 e faz show amanhã em SP

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* Banda mineira que nasceu por causa do Suede em São Paulo (já explico), o esperto quarteto Lava Divers se apresenta neste sábado na ótima pista 360 graus horizontal e vertical do Centro Cultural São Paulo, de graça, junto com a importante banda sorocabana Wry, em balada indie marcada para ter início às 19h, cedinho.

O Lava Divers, de uma certa cena dentro da cena atual, que não é shoegaze, não é psicodélico e resgata um pouco a velocidade de guitarra do som alternativo americano ou indie inglês dos anos 90, acaba de lançar seu ótimo disco de estreia, “Plush”, já disponível nas plataformas tudo (Spotify, Bandcamp, Deezer, Google Play, iTunes) e que logo mais vai ser lançado em vinil e CD.

“Plush, o álbum de estreia do Lava Divers, é um lançamento do bravo selo carioca Midsummer Madness.

Vagando com energia e “indie spirit” por sons que lembra Pixies, Dinosaur Jr., Jesus & Mary Chain e daí “para baixo”, para o underground, o Lava Divers é uma banda mas poderia ser várias. Porque suas músicas são distribuídas quase que igualmente por quatro vozes condutoras bem boas e marcantes para o tipo de som a que se propõe.

A banda, oriunda de algum lugar do Triângulo Mineiro entre Araguari e Uberlândia, é Joe Porto (guitarra e voz), Glauco Ribeiro (baixo e voz), Eddie Shumway (guitarra e voz) e Ana Zumpano (bateria e voz). Ana, mais uma da safra acidental poderosa de bateristas mulher da CENA nacional, quando canta bota o Lava Divers direto em contato especial com a maravilhosa cena alternativa feminina americana do começo dos 90, tipo Throwing Muses, Liz Phair e Sleater Kinney.

Sobre a menção ao Suede, do começo do texto, Joe e Glauco afirmam que resolveram formar a banda na saída de um show
do grupo de britpop em São Paulo, em 2012. De lá para cá, foram um EP e mais de 100 shows pelo Brasil, em clubes e festivais indies.

Ouça “Plush” de cabo a rabo, em especial, se me permite, “Inside His Eyes”. Belezura indie da maior qualidade.

Plush capa
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Abaixo, eles ao vivo no Circadélica Festival, em Sorocaba, há duas semanas, tocando aceleradinha uma das faixas do disco ao vivo, que faz uma “homenagem” a seu guitarrista.

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CENA – Sorocaba coloca o indie num circo. Circadélica Festival chega à era douradas dos festivais brasileiros

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* A estrada indie agora nos leva a Sorocaba, uns 100 km de São Paulo, via Castelo Branco, com uma decente recepção de 4G. Vim “ouvindo” um vídeo de show do Radiohead na Itália e não caiu nenhuma vez. A conta é meio essa:
– “Quanto demora para ir de São Paulo a Sorocaba?
– “Leva um show do Radiohead em Milão para chegar lá, com o trânsito”
– “Beleza”.

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Neste final de semana, começa em Sorocaba a segunda edição do festival Circadélica. Tudo bem que a primeira aconteceu em 2001, há 16 anos, quando festivais de música no Brasil, principalmente de música independente, era tão raro como ter lugares decentes para bandas tocarem. Agora, em 2016, como o bagulho está loko para bandas e festivais, o Circadélica volta enorme, dentro do circo, carregando o lema de “Música e Diversão”. Mais de 50 atrações, Liniker, Boogarins, Far From Alaska, Ludovic, Francisco El Hombre, Dead Fish, Vespas Mandarinas, Kamau, Plutão Já Foi Planeta, FingerFingerrr, MQN, Lava Divers, Aeromoças e Tenistas Russas vêm tocar na terra do Wry, banda do protoindie brasileiro que já foi “inglesa”, continua na ativa, fez o primeiro Circadélica e está por trás também desta segunda edição.

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Banda que constrói um evento em torno de si, para tocar, reunir amigos e chamar a cena para valorizar seu jardim, seu quintal, tem meu respeito. O Circadélica já se inscreve nos festivais indies obrigatórios da CENA.

O “Diversão” do subtítulo do Circadélica funciona também fora do palco. Performances de artistas circenses (afinal…), pista de skate, tattoos, expositores e a promessa de “muito mais” estão escalados para o festival no espírito de uma atração musical das boas.

A Popload está em Sorocaba para conferir e viver o Circadélica, para dividir a experiência do festival sorocabano neste espaço. Sobre ingressos, veja aqui. Se você é de São Paulo ou de outra cidade, aqui
você acha informações de hospedagem
para passar um final de semana no picadeiro indie.

cartaz alta

Circadélica 2001

Para fechar a apresentação do novo Circadélica, umas historinhas da primeira edição, de 2001, para você ver como o indie andou de lá para cá. O festival, já considerado enorme à época, teve 21 bandas escaladas. Um dos melhores shows do festival, da época em que os Strokes nem tinham álbum lançado, foi o Prole, de Americana.
Uma rara gravação de meia hora do Circadélica 2001 é tesouro puro, com trechos dos shows do Pelvs (RJ), Grenade (PR), Walverdes (RS) e MQN (GO).
O Thee Butchers’ Orchestra, uma das principais bandas daquela época, apresentou músicas de seu disco novo no Circadélica 01. Outras bandas que fizeram parte do festival há 16 anos: Garage Fuzz, Astromato, Maybees, Holly Tree, Muzzarelas, Biggs, entre outras. Os Pin Ups estavam escalados para se apresentar no festival, mas não compareceram, porque a banda, que voltou a existir hoje, havia decidido acabar. “O Circadélica veio para mostrar que é possível montar festivais de rock de médio porte em um país no qual predominam o samba e o pagode”, foram palavras do organizador Mário Bross, vocalista e guitarrista do Wry, lá em 2001. Acrescentemos pop e sertanejo para a edição 2. O Circadélica 2001 marcou também a despedida do Wry do Brasil, indo tentar a sorte na Inglaterra, por onde ficou por alguns anos.

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CENA – Bananada, 3 de 7 – Austin é aqui: a noite de quarta teve Far From Alaska, Black Drawing Chalks, Ventre e o escambau

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* Popload em Goiânia. A moleza de ver shows “apenas” em cinco/seis casas noturnas pequenas da cidade está acabando…

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* Não consegui ver o show conjunto tudo misturado do Ventre com o E a Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante, no Sesc Centro, porque optei por outros baladas. Mas quem viu disse que foi o fino da bossa (veja a foto abaixo, de Ariel Martini/I Hate Flash). Esse encontro carioco-paulistano indie teria sido tão legal que as bandas pensam em repetir o formato. A ver.

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Como o Ventre e Sesc são muito mainstream para mim (brincadeirinha!), optei por ir ver o showcase da valente e velha-de-guerra Midsummer Madness no Rum, que promoveu shows das bandas Justine Never Knew the Rules, da República de Sorocaba, e do Lava Divers (MG). Guitarras desobedientes em clima shoegazer no primeiro, indie-rock mineiro absurdamente bem ritmado com baterista mulher que canta no segundo. Noite bem bacana.

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Justine Never Knew the Rules, acima, e Lava Divers, abaixo, tocam no showcase da Midsummer Madness, no bar-estúdio Rum, dentro da programação do Bananada. Mais abaixo, imagem de Ana Zumpano (Lava Divers) em ação. Fotos de Fabrício Vianna, poploader de longa data

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Enquanto os chilenos Magaly Fields e o famosinho Perrosky internacionalizavam o Rock, do outro lado do Centro uma galera ia enchendo o tradicional clube rrrrrock goiano Diablo Pub, para ver os curitibanos do Trem Fantasma, os locais Black Drawing Chalks e o cada vez mais bombado Far From Alaska, de Natal (RN). Tudo um showcase do site/festival Tenho Mais Discos Que Amigos. O primeiro grupo, do Paraná, exerceu ao vivo uma regressividade sulina que ficava melhor quando o som escapava para algo perto do psicodelismo. Tipo aqui.

Eu pago um pau para o Black Drawing Chalks, daqui de Goiânia, banda que mais se aproxima do grupão americano Queens of the Stone Age no sentido: desempenham um som na fórmula metal (80%) / stoner (20%) caprichada e parecem que estão se divertindo muito entre eles e com a turma deles. Claro, como tradição, tomaram chuva de cerveja da plateia. Sempre um prazer vê-los ao vivo. Vi apenas uma lasquinha do show da atração maior da noite, a banda nordestina Far From Alaska, que encheu seu set, soube, de músicas do próximo disco, “Unlikely”. Mais por minha culpa do que deles/delas. A parte que eu vi, um cara ao lado soltava repetidamente uma frase tipo de dez em dez segundo que parecia um mantra: “Que foda! Que foda!”. Parece que foi assim o show todo.

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Acima, a banda Black Drawing Chalks em ação no Diablo Pub. Depois, entrou em cena as meninas e meninos do Far From Alaska, de Natal, terminando de quebrar tudo. Estas duas fotos, mais a espetacular da home da Popload, são de Ariel Martini, do grande I Hate Flash, velhos parceiros

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