Em letrux:

CENA – Com três “palcos” no Zoom, festival Coquetel Molotov arma sua edição 2020 online

1 - cenatopo19

* Online we go!
Dos grandes festivais pequenos do circuito independente brasileiro, o tradicional evento pernambucano Coquetel Molotov vai utilizar 11 dias de julho agora para se dividir em IGTV (atividades) e Zoom (música) para realmente (virtualmente) acontecer em 2020.

Com workshops, masterclasses, oficinas, festas e, claro, shows, o Coquetel se desdobra em ações na internet de 1 a 11 do mês que vem, cobrando do público um valor simbólico e beneficente de R$ 5 para ter a oportunidade de ver cerca de 30 artistas em três “palcos” na plataforma Zoom. O prometido é uma maratona de 12 horas de lives em salas simultâneas, enfileirando cerca de 30 artistas.

MC Tha - Foto 01 - Abram Os Caminhos

Boogarins, Noporn, Gab Ferreira, MC Tha (foto), Badsista, Giovani Cidreira, Tássia Reis e Déborah dos Falsetes cantando Mariah Carey são algumas das atrações na parte de shows no final de semana. As cantoras Linn da Quebrada e Letrux (masterclasses) e o guitarrista e produtor Benke Ferraz (oficinas) engrossam o conteúdo nos dias das atividades.

“A partir de agora temos oficialmente duas versões de festival, uma versão online e uma presencial. Este evento não é simplesmente uma programação de lives, mas um grande evento com curadoria de roteiro e programação digital focada em expandir e experimentar novos modelos que se relacionam com a música e a arte”, diz Ana Garcia, diretora do festival.

“O fato de não termos o evento no formato tradicional não pode ser considerado como algo que faça o nosso público deixar de vestir os seus looks, colocar as suas maquiagens ou afirmar a sua identidade. A única diferença agora é que o roteiro mudou.”

Toda a informação programação do Coquetel Molotov.EXE, como está sendo chamado o festival, está aqui ou aqui. Abaixo, o rolê musical no Zoom, do dia 11.

* Palco Itaipava (17h – 23h)
Léo da Bodega (PE)
Gab Ferreira (SC)
Boogarins (GO)
Luna Vitrolira (PE)
Giovani Cidreira (BA)
Tássia Reis (SP)
Romero Ferro (PE)
MC Tha (SP)

* Palco TNT (19h – 3h)
Tsar B (Belgica)
Kai (PE)
Rayssa Dias (PE)
Déborah dos Falsetes (SP) cantando Mariah Carey
DJ Ananindeusa (PA)
DJ Cleiton Rasta (AL)
Iury Andrew (PE)
Badsista (SP)

Palco ¼ (22h – 5h)
Bicudo (Portugal)
Mientras Dura (MG)
Noporn (SP)
Posada (RS)
Ultra (PE)

>>

TOP 50 DA CENA – O que está acontecendo? Outro índio entra em primeiro. Agora temos dois músicos indígenas, um compositor fantasma e um mascarado no topo. E a Karen Jonz

1 - cenatopo19

* Que coisa mais incrível é a CENA brasileira atual. Na semana passada, um rapper indígena saindo de uma tribo da periferia de São Paulo chapou o primeiro lugar do nosso ranking com um hip hop emocionante versado em tupi-guarani.
Nesta semana, um outro índio brasileiro com uma trajetória bem diferente pega para ele o topo deste Top 50, com um admirável som de base eletrônica em direção a uma redescoberta de sua origem. Ou do que fazer de bom com a musicalidade dela.
Quem me avisou desse disco peculiar de um tribal de Manaus que foi adotado por italianos, teve educação artística europeia e volta ao Brasil para trabalhar nos últimos anos suas ancestralidades sonoras foi ninguém menos que Iggor Cavalera, lá de Londres, que em áureos tempos de Sepultura já se envolveu com indígenas para fazer o melhor disco de sua famosa ex-banda.
Olha as voltas que esta CENA dá.
E, veja, a semana está especialmente incrível e temática por aqui, se jogarmos uma luz apenas nos dez primeiros deste ranking. Tem dois índios, tem compositor fantasma, tem cantor mascarado, tem um músico que de perdido só tem o nome, tem a estreia da Karen Jonz no nosso Top 10.
E, claro, tem ela, a razão de tudo. Uma linda playlist com as 50 músicas da semana escolhidas por nós, na humildade. E na diversidade.

2 - PHOTO-2020-06-16-18-01-11

1 – Nelson D. – “A Grande Revolta” (Estreia)
Nelson D é DJ e produtor de certa rodagem já, mas de pouco tempo para cá quis assumir um protagonismo musical como cantor. A base sonora é o que aprendeu na Europa, onde viveu e estudou. A alma sonora é a que nasceu: a de índio. Soltou agora em maio seu primeiro álbum, “Em Sua Própria Terra”, disco que propõe o que ele chama de Futurismo Indígena. David Bowie ficaria feliz ouvindo “A Grande Revolta”.
2 – Kunumí MC – “Xondaro Ka’aguy Reguá (Forest Warrior)” – (1)
Kunumi MC é o nome artístico de Werá Jeguaka Mirim, índio de uma aldeia em Parelheiros, zona sul de São Paulo, a Krukutu. Ele é o primeiro rapper solo indígena do Brasil. Sua nova música fala sobre um guerreiro que nascerá das águas e “levará o seu povo a uma nova existência” após os anos de tanta exploração dos homens brancos. E, para além dos conceitos oportunos, que música emocionante!
3 – Compositor Fantasma – “Não Sabendo Que Era Impossível” (Estreia)
O alter-ego do produtor musical Gabriel Serapicos revive as músicas de “um compositor que desapareceu deixando para trás incontáveis letras e partituras”. Tem poucos dias que ele lançou a ótima “Não Sabendo Que Era Impossível”. Vale reparar no trecho: “Você se convenceu das melhores intenções de um canibal”.
4 – ABC Love – “Flertes” (Re-estreia)
A deliciosa “Flertes” retorna a nossa parada por ser um dos destaques do EP “Back to Love”, lançado na semana passada. É a fase de Gevard du Love que agora quer recriar o lance de joguinhos amorosos de verão carioca dos anos 80, aqui com vocais emprestados de Gab Ferreira e Yma. Bom ter você de volta, Flertes.
5 – Marcelo Perdido – “Não Tô Aqui pra Te Influenciar” (Estreia)
Perdido e seu single “Não Tô Aqui pra Te Influenciar” adiantam o primeiro lançamento de um tal de selo CENA. Será que é isso que você pensou? Leia mais a Popload, se estiver em dúvida. Por enquanto, olho nessa canção bem bonita com um vídeo “premonitório” idem. Na playlist, ela entra sexta-feira, quando será lançada.
6 – Karen Jonz – “O Grande Excesso” (Estreia)
O EP solo de Karen Jonz que sai na sexta-feira é uma mixtape e tanto. Quase dez minutos de músicas bem conectadas, escritas durante sua quarentena. Fiquemos com “O Grande Excesso”. Na playlist, entra sexta-feira, quando será lançada.
7 – Jup do Bairro – “All You Need Is Love” (24)
Olha quem também voltou às dez mais, à luz do lançamento do álbum cheio. Uma das nossas favoritas, é a união de Jup do Bairro, Rico Dalasam e Linn Da Quebrada, que vem a ser o tipo de feat que queríamos que fosse mais de uma música. E os versos “Vou colocar uma música/ espero que não se importe/Vamo ouvir Sampa Crew/ talvez Bjork?” já estão na história.
8 – Don L – “Kelefeeling” (2)
Don L não quer só mudança. Esqueça o abstrato. Ele propõe a mudança. É a mudança. A vida é a obra, certo? Em um verso livre, opta em não repetir vícios até na forma de organizar a letra no Rap Genius, na escolha dos produtores, de quem faz o vídeo. O novo jogo não pode contar com as velhas regras, talvez nem ser chamado de jogo. No limite da contradição, ele deve estar certo. Kelefeeling de volta.
9 – Thunderbird – “A Obra” (3)
Parece Morphine cantado por um adolescente louco. E talvez esssa afirmação seja mais literal do que parece. Afinal, estamos falando do querido Luiz Thunderbird, eterno ex-VJ, já eterno agitador das várias mídias novas. Das almas mais apaixonadas por música. seja falando sobre ou aqui, em plena ação. Sabedoria e punk rock em doses corretas faz muito bem. E um disco inteiro ainda está por sair. Oba!
10 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (4)
Em seu mais recente disco, Marcela Mahmundi encontra em velhos timbres um som que é totalmente novo. Seja para ela, seja para o mundo. Novo mundo. O que é o violão dessa faixa? Gravado em fita, ele transporta a gente aos anos 60, 70, enquanto todo o resto nos deixa em 2020. E bem acompanhados por Mahmundi, arrepiando em termos de voz e letra. Uau!
11 – Sessa – “Sereia Sentimental” (22)
12 – Mulungu – “No Ar” (5)
13 – Giovani Cidreira e Mahal Pita – “Mago de Mim Mesmo” (6)
14 – Jair Naves – “Irrompe” (7)
15 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (8)
16 – Black Pantera – “I Can’t Breath” (9)
17 – Paulo Nazareth e Nic Medeiros – “A Volta Que o Mundo Deu” (Estreia)
18 – TARDA – “Breath” (10)
19 – ÀIYÉ – “Pulmão” (11)
20 – Silva – “Aquele Frevo Axé” (ao vivo) (12)
21 – Vanguart – “Encontro Adiado” (13)
22 – As Bahias e a Cozinha Mineira – “Forasteira” (14)
23 – Wado – “Nina” (15)
24 – The Raulis – “Distante Desejo” (16)
25 – Lila – “Lunação” (17)
26 – Arthur Melo – “Tempo Após um Contratempo” (20)
27 – Os Amanticidas – “Paisagem Apagada” (23)
28 – Gustavo Bertoni e Vivian Kuczynksi – “Louder Than Words” (25)
29 – Carne Doce – “A Caçada” (26)
30 – Tagua Tagua – “Inteiro Metade” (27)
31 – Tatá Aeroplano – “Alucinações” (29)
32 – Tagore feat. Boogarins – “Drama” (30)
33 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (31)
34 – Edgar – “Carro de Boy” (32)
35 – Douglas Germano – “Valhacouto” (33)
36 – Taco de Golfe – “Nó Sem Ponto II” (37)
37 – Kiko Dinucci – “Veneno” (38)
38 – Clarice Falcão feat. Linn Da Quebrada (39)
39 – Duda Brack – “Pedalada” (40)
40 – Ava Rocha e Los Toscos – “Lloraré Llorarás” (35)
41 – Rohmanelli – “Toneaí” (41)
42 – Jhony MC – F.A.B. (42)
43 – Cícero – “Às Luzes” (43)
44 – Febem, Fleezus e CESRV – “Terceiro Mundo” (44)
45 – Djonga – “Procuro Alguém (45)
46 – Letrux – “Déjà-Vu Revival” (46)
47 – Vovô Bebê – “Êxodo” (47)
48 – Tuyo e Terno Rei – “Eu Te Avisei” (48)
49 – Troá! – “Bicho” (49)
50 – Luedji Luna e Zudzilla – “Proveito” (50)

***

***

* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, o músico e produtor indígena Nelson D.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

>>

TOP 50 DA CENA – Primeiro lugar do nosso ranking é rap indígena. Don L chega mudando tudo. Mulungu chega fazendo esperar. Mahmundi e Thunder seguem quentes. Que ranking!

1 - cenatopo19

* Outra semana bem recheada de lançamentos. São oito novidades, se contamos certinho. Boas novas musicais de Ceará, Recife, Salvador, São Paulo. No caso de São Paulo, de uma aldeia indígena da capital!!! Isso é muito bom e mostra a grandeza variada da nossa CENA.

Isso dito, fica difícil tirar da lista algumas músicas que já consideramos as melhores do ano. Será que alguém já reparou nessas nossas favoritas? Elas estão por aí na lista, nas playlists.

A nossa recomendação de sempre: olhar menos as posições do ranking cujo único critério é como e o quanto escutamos as músicas assim que as recebemos, trombamos com elas ou vamos atrás, na nossa eterna pesquisa musical. Olhar mais, ouvir mais, mesmo, as viagens da nossa playlist, nesse panorama diverso e bonito que ela cria, até incidentalmente, revelando uma magnitude global incrível. Ou local, até. Que seja para você como é para nós: um passeio de horas pela melhor CENA musical do mundo, ou sem qualquer dúvida a mais ampla.

2 - 960x960

1 – Kunumí MC – “Xondaro Ka’aguy Reguá (Forest Warrior)” – (Estreia)
Kunumi MC é o nome artístico de Werá Jeguaka Mirim, índio de uma aldeia em Parelheiros, zona sul de São Paulo, a Krukutu. Ele é o primeiro rapper solo indígena do Brasil. Sua nova música fala sobre um guerreiro que nascerá das águas e “levará o seu povo a uma nova existência” após os anos de tanta exploração dos homens brancos. E, para além dos conceitos oportunos, que música emocionante!
2 – Don L – “Kelefeeling” (Estreia)
Don L não quer só mudança. Esqueça o abstrato. Ele propõe a mudança. É a mudança. A vida é a obra, certo? Em um verso livre, opta em não repetir vícios até na forma de organizar a letra no Rap Genius, na escolha dos produtores, de quem faz o vídeo. O novo jogo não pode contar com as velhas regras, talvez nem ser chamado de jogo. No limite da contradição, ele deve estar certo. Kelefeeling de volta.
3 – Thunderbird – “A Obra” (2)
Parece Morphine cantado por um adolescente louco. E talvez esssa afirmação seja mais literal do que parece. Afinal, estamos falando do querido Luiz Thunderbird, eterno e-VJ, já eterno agitador das várias mídias novas. Das almas mais apaixonadas por música. seja falando sobre ou aqui, em plena ação. Sabedoria e punk rock em doses corretas faz muito bem. E um disco inteiro ainda está por sair. Oba!
4 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (1)
Em seu mais recente disco, Marcela Mahmundi encontra em velhos timbres um som que é totalmente novo. Seja para ela, seja para o mundo. Novo mundo. O que é o violão dessa faixa? Gravado em fita, ele transporta a gente aos anos 60, 70, enquanto todo o resto nos deixa em 2020. E bem acompanhados por Mahmundi, arrepiando em termos de voz e letra. Uau!
5 – Mulungu – “No Ar” (Estreia)
Boa nova de Recife, com um cheiro de Natal. O projeto Mulungu, formado pelos pernambucanos Jáder e Guilherme Assis com o potiguar Ian Medeiros, é um promessa. Primeira amostra do tripo, que ainda neste 2020 turbulento vai chegar com o disco de estreia que já estamos esperando bastante.
6 – Giovani Cidreira e Mahal Pita – “Mago de Mim Mesmo” (Estreia)
A união de duas forças da música brasileira desse potencial variado só poderia dar em boa coisa. Uma bela decupagem das tradições e modernidades do som baiano, da canção caetânica ao hip hop e o trap.
7 – Jair Naves – “Irrompe” (4)
Single de um disco que está interrompido por “motivos óbvios”, de acordo com o compositor, a faixa é uma reflexão dos novos tempos. Em um mundo zuado, qual a nossa responsabilidade com os problemas? O quanto nos permitimos ir além de um script imaginado por outras pessoas? Esta forte canção, “dramática” com todas as boas características que envolvem uma música de Jair Naves, foi feita no ano passado. Se já fazia sentido em 2019, imagina agora no meio disto tudo?
8 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (5)
“Mudou Como?” pode ser lida como uma música sobre um relacionamento que desandou e que ainda mexe bastante com os personagens. Quando Rico avisa que a música é sobre os “trágicos efeitos da ordem colonial”, os sentidos da letra se ampliam para muito além de um relacionamento qualquer. Precisamos ouvir e reouvir a música, uma produção de Mahal Pita pesadíssima.
9 – Black Pantera – “I Can’t Breath” (8)
Uma música emergencial para tempos emergenciais. A frase que marca os assassinatos de tantos jovens negros pela polícia é lembrada pela banda em um vídeo tão simples como forte. Letra seca, direta ao ponto, sob a égide do metal.
10 – TARDA – “Breath” (6)
Sara Não Tem Nome, Júlia Baumfeld, Victor Galvão, Paola Rodrigues e Randolpho Lamonier formam este belo supergrupo de poucas canções lançadas, mas de ótimas canções lançadas. “Breath” é pura delicadeza e realmente serve de respiro no aperto em dias complicados. Sabe quais?
11 – ÀIYÉ – “Pulmão” (7)
12 – Silva – “Aquele Frevo Axé” (ao vivo) (9)
13 – Vanguart – “Encontro Adiado” (10)
14 – As Bahias e a Cozinha Mineira – “Forasteira” (3)
15 – Wado – “Nina” (Estreia)
16 – The Raulis – “Distante Desejo” (Estreia)
17 – Lila – “Lunação” (Estreia)
18 – Felipe Cordeiro – “Arrasta Pra Cima” (Estreia)
19 – ATR – “Qué Tá Mirando?” (11)
20 – Arthur Melo – “Tempo Após um Contratempo” (12)
21 – Abc Love – “Catwalk” (13)
22 – Sessa – “Sereia Sentimental” (14)
23 – Os Amanticidas – “Paisagem Apagada” (15)
24 – Jup do Bairro – “All You Need Is Love” (16)
25 – Gustavo Bertoni e Vivian Kuczynksi – “Louder Than Words” (17)
26 – Carne Doce – “A Caçada” (18)
27 – Tagua Tagua – “Inteiro Metade” (19)
28 – Meu Nome Não É Portugas e Apeles – “Eterno Azul” (20)
29 – Tatá Aeroplano – “Alucinações” (21)
30 – Tagore feat. Boogarins – “Drama” (22)
31 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (23)
32 – Edgar – “Carro de Boy” (24)
33 – Douglas Germano – “Valhacouto” (25)
34 – Rincon Sapiência – Quarentena (28)
35 – Ava Rocha e Los Toscos – “Lloraré Llorarás” (29)
36 – YMA – “No Aquário” (31)
37 – Taco de Golfe – “Nó Sem Ponto II” (34)
38 – Kiko Dinucci – “Veneno” (35)
39 – Clarice Falcão feat. Linn Da Quebrada (37)
40 – Duda Brack – “Pedalada” (38)
41 – Rohmanelli – “Toneaí” (39)
42 – Jhony MC – F.A.B. (42)
43 – Cícero – “Às Luzes” (43)
44 – Febem, Fleezus e CESRV – “Terceiro Mundo” (44)
45 – Djonga – “Procuro Alguém (45)
46 – Letrux – “Déjà-Vu Revival” (46)
47 – Vovô Bebê – “Êxodo” (47)
48 – Tuyo e Terno Rei – “Eu Te Avisei” (48)
49 – Troá! – “Bicho” (49)
50 – Luedji Luna e Zudzilla – “Proveito” (50)

***

* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, o rapper Don L.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

>>

TOP 50 DA CENA – O primeiro lugar é da Mahmundi, sim! Thunderbird entra alto, sim! Mais: as novas de Jair Naves, As Bahias, Vanguart, Aiyé, ATR, Pantera Negra

>>

* Semana passada expressamos por aqui o nosso amor explícito à CENA. Foi nossa pequena homenagem aos tantos artistas que estão em casa sem poder fazer seus shows, sem proporcionar a reunião de pessoas em torno da música, juntando velhas e novas amizades na frente de um palco, sem movimentar por trás desse palco essa importante roda da economia musical que inclui tanta gente. Mas que ainda assim estão na briga, na luta. Escrevendo, gravando, indo atrás, buscando novos meios de encarar a realidade. O tal do “novo normal” que não temos ideia ainda do que vai ser.

De alguma forma, ou de várias formas, nesta semana veio um sinal e tanto dessa turma. Mais de dez músicas ótimas novas em folha. Boas novidades. Algumas que já estão pelo top 10 e outras que se espalham pela lista. A crise se apresenta, mas ninguém se rende, não. É sobre isso.

Ouça a CENA. O mundo está difícil. mas com nossas playlists fica um pouquiiiiiiiinho mais fácil. Elas, no Deezer e Spotify, contam de um modo a história do que estamos vivendo.

3 - PHOTO-2020-06-02-19-48-34

1 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (Estreia)
Em seu mais recente disco, Mahmundi encontra em velhos timbres um som que é totalmente novo. Seja para ela, seja para o mundo. Novo mundo. O que é o violão dessa faixa? Gravado em fita, ele transporta a gente aos anos 60, 70, enquanto todo o resto nos deixa em 2020. E bem acompanhados por Mahmundi, arrepiando em termos de voz e letra. Uau!
2 – Thunderbird – “A Obra” (Estreia)
Parece Morphine cantado por um adolescente louco. E talvez esssa afirmação seja mais literal do que parece. Afinal, estamos falando do querido Luiz Thunderbird, eterno e-VJ, já eterno agitador das várias mídias novas. Das almas mais apaixonadas por música. seja falando sobre ou aqui, em plena ação. Sabedoria e punk rock em doses corretas faz muito bem. E um disco inteiro ainda está por sair. Oba!
3 – As Bahias e a Cozinha Mineira – “Forasteira” (Estreia)
Enquanto deixa um novo disco guardado até que uma hora apropriada apareça, um EP feito nesta quarentena ilumina os dias da banda. E a bela “Forasteira” é das que mais chama atenção na boa coleção de cinco músicas.
4 – Jair Naves – “Irrompe” (Estreia)
Single de um disco que está interrompido por “motivos óbvios”, de acordo com o compositor, a faixa é uma reflexão dos novos tempos. Em um mundo zuado, qual a nossa responsabilidade com os problemas? O quanto nos permitimos ir além de um script imaginado por outras pessoas? Esta forte canção, “dramática” com todas as boas características que envolvem uma música de Jair Naves, foi feita no ano passado. Se já fazia sentido em 2019, imagina agora no meio disto tudo?
5 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (1)
“Mudou Como?” pode ser lida como uma música sobre um relacionamento que desandou e que ainda mexe bastante com os personagens. Quando Rico avisa que a música é sobre os “trágicos efeitos da ordem colonial”, os sentidos da letra se ampliam para muito além de um relacionamento qualquer. Precisamos ouvir e reouvir a música, uma produção de Mahal Pita pesadíssima.
6 – TARDA – “Breath” (2)
Sara Não Tem Nome, Júlia Baumfeld, Victor Galvão, Paola Rodrigues e Randolpho Lamonier formam este belo supergrupo de poucas canções lançadas, mas de ótimas canções lançadas. “Breath” é pura delicadeza e realmente serve de respiro no aperto em dias complicados. Sabe quais?
7 – ÀIYÉ – “Pulmão” (Estreia)
Velha conhecida do nosso ranking, a faixa ganhou um belíssimo vídeo. Vale ir ver. Quem ainda não ouviu o álbum de estreia da ÁIYÉ está marcando bobeira. Corre.
8 – Black Pantera – “I Can’t Breath” (Estreia)
Uma música emergencial para tempos emergenciais. A frase que marca os assassinatos de tantos jovens negros pela polícia é lembrada pela banda em um vídeo tão simples como forte. Letra seca, direta ao ponto, sob a égide do metal.
9 – Silva – “Aquele Frevo Axé” (ao vivo) (Estreia)
Em novo disco ao vivo, gravado em show de Portugal, Silva saca uma pequena joia do repertório de Caetano Veloso e Cézar Mendes, que o próprio Caetano nunca registrou em um disco de estúdio, só ao vivo. E bota ela aqui, da mesma forma. E Silva deixa a música como se fosse dele. Mas é do Caetano, imagina a “ousadia”.
10 – Vanguart – “Encontro Adiado” (Estreia)
Uma boa música que estava perdida e que casa com os tempos atuais. O Vanguart sacou essa dos tempos de “Muito Mais Que o Amor”, de 2013. Ficou de fora do disco lá, mas agora é nossa aqui.
11 – ATR – “Qué Tá Mirando?” (Estreia)
12 – Arthur Melo – “Tempo Após um Contratempo” (Estreia)
13 – Abc Love – “Catwalk” (Estreia)
14 – Sessa – “Sereia Sentimental” (3)
15 – Os Amanticidas – “Paisagem Apagada” (48)
16 – Jup do Bairro – “All You Need Is Love” (5)
17 – Gustavo Bertoni e Vivian Kuczynksi – “Louder Than Words” (6)
18 – Carne Doce – “A Caçada” (7)
19 – Tagua Tagua – “Inteiro Metade” (8)
20 – Meu Nome Não É Portugas e Apeles – “Eterno Azul” (9)
21 – Tatá Aeroplano – “Alucinações” (10)
22 – Tagore feat. Boogarins – Drama (11)
23 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (12)
24 – Edgar – “Carro de Boy” (49)
25 – Douglas Germano – “Valhacouto” (14)
26 – Rachel Reis – “Sossego” (15)
27 – Emicida – “Who Has a Friend Has Everthing” (16)
28 – Rincon Sapiência – Quarentena (17)
29 – Ava Rocha e Los Toscos – “Lloraré Llorarás” (18)
30 – Clarice Falcão – “Só + 6” (19)
31 – YMA – “No Aquário” (20)
32 – Database – “Mandrake (Nesta onda)” (21)
33 – Mariana Degani – “Horda Mulheril” (22)
34 – Taco de Golfe – “Nó Sem Ponto II” (23)
35 – Kiko Dinucci – “Veneno” (50)
36 – Gui Hargreaves – “Praia do Futuro” (25)
37 – Clarice Falcão feat. Linn Da Quebrada (26)
38 – Duda Brack – “Pedalada” (27)
39 – Rohmanelli – “Toneaí” (44)
40 – Francisco – “Traumas” (29)
41 – Aldo – “Restless Animal” (30)
42 – Jhony MC – F.A.B. (45)
43 – Cícero – “Às Luzes” (33)
44 – Febem, Fleezus e CESRV – “Terceiro Mundo” (46)
45 – Djonga – “Procuro Alguém (35)
46 – Letrux – “Déjà-Vu Revival” (36)
47 – Vovô Bebê – “Êxodo” (47)
48 – Tuyo e Terno Rei – “Eu Te Avisei” (38)
49 – Troá! – “Bicho” (39)
50 – Luedji Luna e Zudzilla – “Proveito” (40)

***

* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, o roqueiro Thunderbird.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

>>

Top 50 da CENA – E se o primeiro lugar desta semana fosse uma música chamada “Quarentena”? Mais: Tagore e Coruja BC1 voam alto nas paradas

1 - cenatopo19

* Uma música chamada “Quarentena” lidera o Top 50 na quarentena. Este dia ia chegar. O que mais podemos dizer?

Semana foi beeeeem movimentada. Muitos lançamentos de uma vez só e tentamos incluir tudo de bom a gente ouviu. Até ficou coisa de fora, inclusive umas inéditas que só nós ouvimos, porque só vão ser lançadas nos próximos dias e resolvemos não ser ansiosos e “forçar a entrada” já neste Top 50. Sim, jornalista de música tem lá seus privilégios, que merecemos, às vezes. Mas, como manda a quarentena, um dia de cada vez.

E, como manda a “Quarentena” do rapper Rincon Sapiência, é primeiro lugar.

Bem, outro problema, começa a ficar difícil tirar músicas da lista. Tem umas que queremos deixar o ano todo ali como se nada tivesse acontecido.

Bom, já sabem o resto, né? Playlist firmeza no Spotify e Deezer e os nossos espaços de comunicação todos abertos para suas sugestões. O que perdemos nesta semana? Avisa aí, por favor.

2 - rincon_feed_top50

1 – Rincon Sapiência – Quarentena (Estreia)
Rinco Sapiência é dos velhos adeptos do home-office. Não faria sentido a quarentena não ter um som dele. E ele fez justamente a música que leva o nome “Quarentena”. Bem ao seu modo, afiado, lotado de referências ao presente. Ouça várias vezes até captar tudo que ele joga aqui. É o mundo que em vivemos milimetricamente musicado. Ou rappeado. Para ser estudada nos livros de história. Perfeita.
2 – Tagore – Drama (Estreia)
A parceria da Tagore com o Boogarins deu jogo. A canção pega de cara de tão boa. Tem uma clima meio jovem guarda encontra a psicodelia. Carregada no som, mas a mensagem soa clara como música pop das mais limpinhas.
3 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (Estreia)
Coruja prevê um EP e um álbum neste ano de 2020. O EP sai nesta quarta-feira e um dos destaque é a romântica “Baby Girl”, que tem um beat daqueles, mas também tem um riff delicioso de guitarra. Romântica no clima, mas um tanto quanto reflexiva sobre aprender amar, entender o amor.
4 – CESRV – “Cry Baby” (1)
“Cry Baby” encontra um toque brasileiro em um sample que reconhecemos de uma música estrangeira que rolava nas rádios nos anos 80, tipo “flashback de FM”. É que o tal sample veio de um disco da banda carioca standard Cry Babies, um grupo que daria origem a Banda Black Rio e que regravou sons gringos em versões instrumentais em um disco de 1969. A música faz caminhos inusitados, não é? Quão rico é isso? Quão necessário são esses caminhos do CESRV?
5 – Douglas Germano – “Valhacouto” (2)
Aldir Blanc é das grandes perdas do ano. Relembramos o compositor versátil e afiado nesta letra incrível para um nome da CENA, que é Douglas Germano. “Valhacouto” é uma crônica sobre a violência nazista que acaba resvalando em cenas da atualidade. Passado e presente juntos em um alerta sobre o perigo que nos ronda. Prova de que Aldir seguia atento, forte e necessário.
6 – Ava Rocha e Los Toscos – “Lloraré Llorarás” (3)
A parceria da Ava Rocha com a banda colombiana é daquelas combinações que ficam tão boas e naturais que deixam a gente desejando por horas aquele som. São só duas músicas lançadas, mas queremos mais e mais disso.
7 – Clarice Falcão – “Só + 6” (4)
Clarice lançou um belo vídeo para uma música que está lá no seu disco de 2019. Que visual esse vídeo tem. Encantou a gente e voltamos ao disco e à faixa. Uma belezinha de sua fase eletrônica.
8 – YMA – “No Aquário” (5)
Que bom ouvir um novo single da YMA. A letra parece prever os tempos de pandemia, sendo uma letra feita antes da atual situação. A voz, o andamento, a letra (do Lau, do Lau e Eu), a guitarrinha à lá Chris Isaac. Tudo em harmonia perfeita. E a música nem é de disco (achamos). Pertence a uma coletânea de site.
9 – Database – “Mandrake (Nesta onda)”
Quase 5 anos sem lançar nada, aos poucos o Database volta à rotina com a dupla reestabelecida de novo em São Paulo. “A ‘Mandrake’ surgiu como uma brincadeira após uma viagem para Portugal”, conta a banda, que foi atrás de fazer um som “das antigas” que estão chamando de “nu disco rap”, cantada em português. Galera da eletrônica sabe a importância, a música está entre as 100 mais vendidas do Beatport. Só vai.
10 – Mariana Degani – “Horda Mulheril”
Primeiro single do novo álbum, o segundo da carreira de Mariana Degan. Aqui ela fala sobre a conexão e a solidariedade entre as mulheres que vêm sendo construídas nos últimos anos. Nas palavras da cantora, o ambiente escuro em que se via no passado agora se apresenta como um ambiente de acolhimento, força e poder.
11 – CESRV – “Onda” (6)
12 – Sara Não Tem Nome – “Agora” (7)
13 – Taco de Golfe – “Nó Sem Ponto II” (8)
14 – Vir GO – “Lunes” (9)
15 – Sessa – “Sereia Sentimental” (10)
16 – Clarice Falcão feat. Linn Da Quebrada (11)
17 – Duda Brack – “Pedalada” (12)
18 – YMA – “Evaporar – Ao Vivo” (13)
19 – Carne Doce – “Saudade” (14)
20 – Francisco – “Traumas” (15)
21 – Aldo – “Restless Animal” (16)
22 – Obinrin Trio – “Medo” (17)
23 – Ozorio Trio – “Get Up” (18)
24 – Cícero – “Às Luzes” (19)
25 – Boogarins – “Inocência” (21)
26 – Djonga – “Procuro Alguém (22)
27 – Letrux – “Déjà-Vu Revival” (23)
28 – ÀIYÉ – “Isadora” (24)
29 – Tuyo e Terno Rei – “Eu Te Avisei” (25)
30 – Troá! – “Bicho” (26)
31 – Luedji Luna e Zudzilla – “Proveito” (27)
32 – Apeles – “Deságua” (28)
33 – Papisa – “Homem Mulher” (29)
34 – Valciãn Calixto – “3R1K0N4”
35 – FingerFingerrr – “Tô Vivo” (32)
36 – Marietta – “Analógica” (34)
37 – Manaié – “Tira a Mão” (35)
38 – Rohmanelli – “Toneaí” (36)
39 – Ana Preta e Thaíde – “Não Me Leve a Mal” (41)
40 – Jhony MC – F.A.B. (42)
41 – Febem, Fleezus e CESRV – “Terceiro Mundo” (43)
42 – Vovô Bebê – “Êxodo” (44)
43 – Os Amanticidas – “Paisagem Apagada” (45)
44 – Edgar – “Carro de Boy” (46)
45 – ANNÁ e Ilú Obá de Min – “Sobre Rosa” (47)
46 – Victorino – “Roque” (48)
47 – Valuá – “Veneno” (49)
48 – Kiko Dinucci – “Veneno” (50)
49 – Leo Fazio – “Se Pá”
50 – Tatá Aeroplano – “Alucinações”

***

***

* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, o rapper paulistano Rincon Sapiência.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

>>