Em letterman:

Iggy Azalea, nova musa do rap, sendo incrível no Letterman

>>

291113_iggy

Iggy Azalea, nome bombadinho nos circuitos do novo rap e do indie, fez aparição na noite da última quarta-feira no Late Show do David Letterman. A rapper australiana, 23 anos, foi mostrar aos americanos seu novo hit, “Change Your Life”, ao lado do T.I.

Ela, que começou a ganhar fama em 2011 com vídeos promocionais das canções “Pu$$y” e “Two Times”, ainda prepara seu aguardado disco de estreia, “The New Classic”, que era para ter saído em outubro, mas por razões mercadológicas só sairá em março do ano que vem.

Recentemente ela foi convidada para abrir os shows da turnê australiana da cantora pop Beyoncé.

Bom ficar de olho na loirinha.

* Bom mesmo.

291113_azalea

>>

King Krule, o Morrissey do dubstep inglês, querendo conquistar a América

>>

011113_krule

Numa época em que a Inglaterra vê novos talentos como James Blake, Jake Bugg e os brothers do Disclosure brilharem, outro moleque começa a pedir passagem. O moleque ferrugem Archy Marshall, melhor conhecido como King Krule, que nem chegou aos 20 ainda, lançou há dois meses o ótimo “6 Feet Beneath the Moon”, seu álbum de estreia que está saindo por esses dias nos Estados Unidos.

Como falei outro dia, o King Krule tem 19 anos, mas com voz de 45, e parece que canta tipo o Billy Bragg. Sua inspiração como letrista vem do Morrissey. A Rolling Stone americana diz, inclusive, que ele é tipo um “Moz do dubstep inglês”, pensa. E a mesma publicação descreveu esse seu disco de estreia como “at once tired, sad, tough and drunk”.

Justamente para bombar o lançamento de “6 Feet Beneath the Moon” em solo norte-americano, King Krule fez sua estreia na TV dos Estados Unidos no programa do Letterman nesta semana. Por lá, mandou a faixa “Easy, Easy”, meio indie rock, meio pós-dubstep, inteira boa.

>>

Passion Pit depois da chuva

>>

Os últimos dias não foram fáceis para o Passion Pit. A banda de Massachusetts levou um tremendo susto no final de semana passado, quando se preparava para um show no North Coast Festival, evento que aconteceu em Chicago.

Na sexta-feira, quando o grupo do louquinho Michael Angelakos seria a atração principal, caiu uma verdadeira tempestade na cidade, com ventos chegando a 100km/h. As condições climáticas afetaram cerca de 75% dos instrumentos da banda, que mesmo assim se “apresentou”, mas em formado de DJ set.

O fato inusitado fez o Passion Pit se apresentar no mesmo formato nos dias seguintes em dois shows no Canadá. Só que, ontem, o grupo voltou com seu show “full band” na série especial “Live on Letterman”, em conteúdo publicado no site oficial do apresentador David Letterman.

Não sei se consertaram os instrumentos danificados, se compraram novos ou pegaram emprestado. Mas o som saiu redondinho e a banda retoma sua turnê com dois shows em Nova York no próximo fim de semana.

* Setlist
I’ll Be Alright
The Reeling
Carried Away
To Kingdom Come
Eyes as Candles
It’s Not My Fault, I’m Happy
Constant Conversations
Take a Walk
Cry Like a Ghost
Where I Come From
Sleepyhead
Little Secrets

Polêmica no mundo indie: MGMT e a, talvez, pior apresentação em um programa de TV no ano

>>

* Haha. Adoro o termo “polêmica no mundo indie”…

Um dos nomes mais contestados vindos do Brooklyn nos últimos anos, o MGMT vai soltar dia 17 de setembro seu terceiro disco, que carrega o nome da banda, e aparece como o sucessor de “Congratulations”, que saiu três anos atrás.

Desde quando o duo surgiu, sempre aparecem opiniões divididas sobre o que eles produzem, o que eles fazem e especialmente sobre suas performances ao vivo. Lembro de ver uma apresentação deles logo no começo e a única definição que consegui chegar era que o show “era metade bom e metade ruim”.

O que pega no MGMT é a psicodelia exagerada que eles tentam implantar em suas músicas e performances. Eles passam um recado na linha “não queremos ser entendidos”, tipo faz o Flaming Lips. A diferença é que o Flaming Lips não “erra a mão” como eles.
“MGMT”, esse álbum novo, tem produção assinada por Dave Fridmann, que trabalhou antes com outras bandas “intensas” como Mercury Rev e o próprio Flaming Lips. Uma entrevista recente do produtor para a revista Rolling Stone americana chamou a atenção. Fridmann basicamente disse que as influências sonoras do álbum vão da house music ao Aphex Twin e que o processo de gravação foi “realmente estranho”. Ele aproveitou para avisar que o MGMT “não está tentando fazer música que as pessoas entendam logo de cara”.

Boa amostra disso foi a apresentação da banda na noite de ontem no talk show do David Letterman. Ben Goldwasser, Andrew VanWyngarden & Co. apareceram com visual todo estranho e tocaram o experimental novo single, “Your Life Is A Lie”, que dura só dois minutos. A apresentação monótona e a música fraca parecem ter surpreendido todo mundo, inclusive o Letterman, que encerrou logo o programa mandando um “that’s it, that’s all we got”.

* Nas redes sociais, as reações foram bem negativas. É só mandar uma busca “MGMT Letterman” no Twitter para ter uma boa noção.

Franz Ferdinand continua fazendo tudo direitinho. Agora no Letterman

>>

A banda escocesa Franz Ferdinand foi a grande atração musical do Late Show de David Letterman na noite de ontem. No talk show, a turma do Alex Kapranos tocou o novo single, “Right Action”. Depois, se apresentou na série especial “Live on Letterman” com um show de 50 minutos especial para a internet, no famoso teatro Ed Sullivan, incluindo a também nova faixa “Love Illumination”.

O grupo bota no mercado seu quarto disco de estúdio, “Right Thoughts, Right Words, Right Action”, dia 26 de agosto.