Em lewis capaldi:

Pau nos políticos nefastos, futebol, luto, choro, metrô e bebida. Brit Awards faz o Grammy parecer prêmio Nickelodeon

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* OK, o título acima talvez tenha ido longe demais. E nada contra os Prêmios Nick, fofos. Mas é o que é. Ontem à noite rolou na Inglaterra o Brit Awards, badalada festa da indústria musical muito mais interessante que o Grammy, embora menos significativa que o também britânico Mercury Prize, para o que a gente entende como importante para a música, para o lado mais revelador e nada bajulatório.

O que a gente aprendeu com a cerimônia de ontem do Brit, entre outras coisas, foi o seguinte:

– A Billie Eilish, tadinha, que levou o prêmio de Melhor Artista Feminina Internacional (!), e no último mês ganhou 5 Grammys, fez a música oficial do novo James Bond e tem apenas 18 anos e um disco de estreia milionário, se sente o-di-a-da. Chorou e tudo, depois que recebeu o troféu da Sporty Spice. Foi fofa na abertura de seu discurso, ao dizer que suas concorrentes no Brit (Lizzo, Lana, Camila) são as razões de ela existir naquele palco, naquele momento.
Billie Eilish fez a primeira performance ao vivo de “No Time to Die”, a trilha do novo 007. Acompanhada do irmão Finneas, uma orquestra regida pelo compositor alemão Hans Zimmer e na guitarra o Johnny Marr, ex-Smiths. Vídeo está lá embaixo.

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– O rapper americano fodão Tyler the Creator levou o equivalente masculino do prêmio. Em sua fala, mandou um recado para a ex-primeira ministra britânica Thereza May, que teve que renunciar ao mais alto cargo no UK (depois do da rainha) no ano passado. Tyler disse que ela devia naquela hora estar puta da vida, assistindo a premiação na casa dela. May, quando era Ministra do Interior em 2015, negou a entrada na Inglaterra do rapper americano, que tinha uma turnê pelo Reino Unido marcada, incluindo apresentação nos festivais de Reading e Leeds. Ela justificou a barrada no Tyler por causa de suposta letras homofóbicas que ele tinha escrito OITO anos antes da proibição. E sendo que ele tinha excursionado para shows na Inglaterra várias vezes depois disso. Enfim.

– O rapper bamba Dave, inglês, em três minutos de discurso, fez o seguinte: chamou o primeiro-ministro brexitiano Boris Johson de racista para milhões de espectadores verem e ouvirem; que a princesa Kate Middleton é muito mais bem tratada pela realeza que a princesa Meghan Markle (sabem da treta, né?); falou que o governo britânico é uma vergonha por tratar mal os 500 mil imigrantes que vieram do Caribe especialmente para ajudar o Reino Unido em sua reconstrução após a Segunda Guerra Mundial com a promessa de receberem a cidadania britânica e indenizações (nem médico querem dar para essas pessoas); quer que o governo indenize os negros pelos tempos de escravidão; disse que o governo tem que acomodar os desabrigados do prêdio Grenfell, de Londres, que incendiou em 2017 matando mais de 70 pessoas. E hoje estão largados.

Dave ganhou o Brit Awards pelo Álbum do Ano, que foi seu ótimo Psychodrama. Recebeu o prêmio das mãos de Billie Eilish. Um dos mais ascendentes artistas da música britânica, o rapper fez um barulhentíssimo show no Glastonbury no ano passado. MAS O MAIS LEGAL DE TUDO FOI QUE, antes de ir para a cerimônia receber sua láurea, fez uma despedida do Twitter dizendo que só volta a tuitar quando o Manchester United, seu time, mandar embora o técnico. Pensa: ele ganhou o álbum do ano no maior prêmio inglês e não tuitou por raiva do treinador do time dele.

– o popesco Lewis Capaldi, da Escócia e brother dos brothers Gallagher, faturou os prêmios de Artista Revelação e Música do Ano (“Someone You Loved”) e foi pegar suas estatuetas carregando ao palco uma garrafa de Buckfast. Conhecida como Bucky, a birita de “vinho turbinado” é conhecida como “a bebida que tem deixado os escoceses muito loucos”.

– O cantor Harry Styles fez performance de sua “Falling” mesmo perdendo o prêmio de Melhor Artista Masculino para o Stormzy. Harry tocou com uma fita preta em seu casaco, por luto pela morte de sua ex-namorada, a conhecida apresentadora de TV Caroline Flack, que tirou a própria vida aos 40 anos no sábado e chocou a Inglaterra, o que criou uma nova polêmica em torno de como os tablóides ingleses tratam as celebridades por lá.

– Num momento “classic” do Brit Awards, o rolling-stone Ron Wood pegou um metrô da linha Jubilee com sua guitarrinha, desceu na estação do Brit Awards e foi tocar duas musiquinhas com o Rod Stewart e o Kenney Jones, baterista do Small Faces e The Who. O Twitter tem vídeo dele sentadinho no metrô, haha.

– Outros prêmios do Brit:
Artista Feminina: Mabel, que recebeu o prêmio da mãe, Neneh Cherry, cantora famosa 30 anos atrás por ganhar o mesmo prêmio;
Artista Masculino: Stormzy, o rapper “mais importante de sua geração”, fez uma apresentação em superprodução de um medley de 5 músicas em 7 minutos, entre elas “Rainfall”, hit de seu bombado segundo disco, lançado em dezembro. Stormzy fez até chover no Brit, literalmente.
Melhor Banda: Foals, nossa representação indie aqui;
Revelação Britânica: Celeste, “rising star” britânica que nasceu na Califórnia. Nossa nova fissura nessa linha pop-R&B-jazzy.

* Os principais vídeos do Brit Awards estão abaixo:

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A mais nova treta entre os irmãos Gallagher tem nome: Lewis Capaldi

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A Popload ainda vai falar muito do que rolou neste final de semana no gigante festival inglês Glastonbury, de quase 3 mil shows em 80 palcos, que concentrou boa parte dos assuntos da cultura pop nas últimas horas. Mas a primeira inserção do evento tem a ver com o Oasis e uma das estrelas em ascensão da música britânica.

Lewis Capaldi é um escocês de apenas 22 anos. Considerado uma espécie de novo Ed Sheeran, ele botou seu disco de estreia – “Divinely Uninspired to a Hellish Extent” – no topo das paradas do Reino Unido mês passado. Mais do que isso, tem em sua “Someone You Loved” uma espécie de pequeno hino pop que está se alastrando nas rádios mundo afora há algum tempo.

O envolvimento com os mano Gallagher se iniciou há algumas semanas, quando Noel, em uma de suas famosas entrevistas, ao falar do momento da música pop, disparou um: “quem é esse Capaldi?”. A fala do ex-líder do Oasis viralizou pela Inglaterra.

Capaldi, primeiro, disse que estava lisonjeado por estar no radar de Noel, “um privilégio”. Em seguida, até um dos filhos de Noel, um moleque de mais ou menos 12 anos, entrou na brincadeira ao aparecer em um vídeo publicado pela sua mãe cantando músicas do escocês.

Mais tarde, óbvio, a polemiquinha chegou ao Liam, que a princípio nada tinha a ver com a história. Um fã do cantor plantou uma sementinha e perguntou ao irmão do Noel, no Twitter, se ele curtia o Capaldi. Ele, óbvio, respondeu: “agora eu curto”. E os motivos nunca estiveram tão claros.

Cortando para o Glasto. Capaldi se apresentou para um público considerável no The Other Stage, um dos principais palcos alternativos do festival. Ao entrar no palco, sob forte calor, estava vestindo uma parka, tal qual Liam. Ao abrir a vestimenta, estava com uma camisa branca com uma foto de Noel dentro de um coração. Haha. Não bastasse a combinação, no telão era mostrada repetidas vezes a imagem que deu origem à treta, da entrevista de Noel, falando “Who’s the Capaldi fella?”. O público, claro, delirou.

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Ao microfone, o músico escocês disparou logo um: “Do you like rock’n’roll?”, para logo em seguida amenizar: “espero que vocês não tenham odiado”.

Atração do Glastonbury no mesmo dia, Liam Gallagher entrou ainda mais na confusão e recebeu Capaldi em seu camarim. Os dois tiraram uma foto que, certamente, já chegou ao Noel. Vejamos os próximos capítulos da novelinha…

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