Em linn da quebrada:

Top 50 da CENA: E a liderança do ranking é do primeiro grande hino de 2021. Que na real é de 2017. Sabe qual?

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* Um som de 2017 na liderança de um ranking que puxa as novidades da semana (de 2021, no caso)? Talvez essa seja a pergunta que está na sua cabeça neste momento. Está na nossa também, haha. Mas fazer o quê?

Alguém não acredita que “Bum Bum Tam Tam” é a música do ano até aqui? Além do mais, o Top 50 não existia naquela época. Então a gente pode agora dar uma reajeitada na linha do tempo e oferecer um primeiro lugar justo e merecido ao MC Fioti e seu “Melô da Vacina”.

Mas, sim, temos espaço para as novidades costumeiras também no nosso ranking semanal. Mas só algumas. É que o ano ainda segue devagar.

Cadê as músicas novas, pessoal?

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1 – MC Fioti – “Bum Bum Tam Tam” (Estreia)
“Bum Bum Tam Tam” é a trilha sonora da vacina, é questão do ENEM, é o funk brasileiro mais popular no YouTube – 1,5 bilhão de plays. É um som histórico. Leandro Aparecido Ferreira, o MC Fioti, representa exatamente o que é “do it yourself” do funk brasileiro. A voz da música foi gravada no celular. A produção e um sample de Bach foram construídos em seu notebook “cheio de vírus”. Gênio é uma palavra que cabe aqui, ainda que numa concepção nada tradicional.

2 – Letrux – “Dorme Com Essa (Delirei)” (Estreia)
Integrantes da banda da Letrux andam revendo o repertório do álbum “Aos Prantos”, no que deve formar um EP chamado “Aos Prantos Pandêmicos”. Nas mão de Martha V, “Dorme Com Essa” ganhou ares acústicos e vozes adicionais. Outro clima mesmo. Tão bom quanto o original.

3 – MC Carol –  “Levanta Mina” (Estreia)
Reclamar que o funk, ou só o funk, é um gênero machista é uma imprecisão. Todos os outros gêneros musicais do país sofrem do problema. E, no funk, a luta por canções feministas está bem ativa. “Levanta Mina” é um som para levantar, mesmo, a autoestima de todas as minas. Petardado da sempre excelente MC Carol.

4 – Marrakesh – “To Comprehend” (Estreia)
Aqui um som do Marrakesh que já circulou nessa listinha quando saiu em single. É que a banda reuniu três singles do ano passado em um EP, “Knots”, lançado semana passada por selo gringo e que traz duas inéditas – que são bem boas também. Esta “To Comprehend” tem um clima irresistível demais. Dá uma chance, se não conhece ainda.

5 – Marabu – “Capítulo 5: Sereno” (1)
Nosso disco favorito de funk em 2020. Sim, disco. E conceitual. Em um gênero que ama os singles, Marabu chega com o excelente “Fundamento”. Um álbum que passeia por misturas do funk com outros ritmos apresentando diversos pontos de vistas de uma noite pelas quebradas de SP. “Sereno”, por exemplo, se aproveita de uma clave de funk que também está nos terreiros. Por isso que um Ogã puxa a batida.

6 – Criolo – “Fellini” (2)
30 anos de rap não é para qualquer um. E a experiência parece só fazer bem a Criolo. “Fellini” é em parte isso. Uma intersecção interessante de experiência e experimentação. Como em um filme de Fellini, Criolo consegue dar sentido a diversas pontas soltas, narrativas e ideias. Aparentemente, não há um sentido claro na letra. E, ainda que os ouvintes tirem mil conclusões diferentes, todas parecem friamente calculadas pelo compositor. Trabalho nível grande mestre.

7 – Linn da Quebrada – “quem soul eu” (3)
“quem soul eu” é um som conhecido do pessoal que viu a Linn no palco durante os shows de Trava Línguas, sua experimentação no palco ao lado de BadSista que vai dar em álbum neste ano. BadSista escreveu que criar uma versão definitiva de som que mudava cada vez que rolava ao vivo foi um desafio. A gente devolve que esse desafio foi cumprido com sucesso.

8 – Cambriana – “Induction Bread” (Estreia)
Vacilamos em não dar atenção no ano passado ao novo disco da Cambriana, banda esperta de Goiânia. Também eles não ajudaram – soltaram a novidade no final de dezembro. Mas já estamos apaixonados por essa canção cheia de diferentes climas, momentos, ritmos. Ezra Koenig do Vampire Weekend ligou com invejinha.

9 – Kamau – “Pensei” (4)
Por falar em experiência no rap, parece que “Pensei”, do Kamau, é uma boa reflexão sobre seu trabalho. Sempre calculando, refletindo. Na calma e seriedade de quem não transforma a obra em um mero produto, que nasce pronto para ser consumido e esquecido.

10 – IVYSON – “Trilho” (5)
Bem bonito e delicado o trabalho desse jovem compositor de Recife. No caso desta “Trilho”, do EP “Retalhos”, é uma mera canção cotidiana sobre a morte. Mas, delicadíssima, não cita a “maldita” uma vez sequer.

11 – Maglore (feat. Josyara) – “Liberta” (6)
12 – Wry – “Absoluta Incerteza” (7)
13 – Silva e Criolo – “Soprou” (8)
14 – Rico Dalasam e Jup do Bairro – “Reflex” (9)!
15 – YMA – “White Peacock” (10)
16 – Ana Frango Elétrico – “Mulher Homem Bicho” (11)
17 – Edgar – “Também Quero Diversão” (12)
18 – Luedji Luna – “Chororô” (13)
19 – Black Alien – “Chuck Berry” (14)
20 – Vovô Bebê – “Bolha” (15)
21 – Sabotage e MC Hariel – “Monstro Invisível” (16)
22 – The Baggios – “Mantrayam” (17)
23 – Emicida e Gilberto Gil – “É Tudo Pra Ontem” (18)
24 – JP – Essa Mulher Vai Acabar com a Minha Vida (19)
25 – Zé Manoel – “História Antiga” (21)
26 – Liniker – “Psiu” (22)
27 – Ítallo – “O Time da Mooca” (23)
28 – Tuyo – “Sonho da Lay” (24)
29 – Carabobina – “Pra Variar” (26)
30 – Mahal Pita – “Oração ao Pretos-moços” (27)
31 – KL Jay – “Território Inimigo” (29)
32 – Marcelo D2 – “4º AS 20h” (31)
33 – Rohmanelli – “Toneaí” (32)
34 – BK – “Movimento” (33)
35 – Vivian Kuczynski – “Pele” (34)
36 – Boogarins – “Cães do Ódio” (35)
37 – Jup do Bairro – “Luta por Mim” (36)
39 – Dexter, Djonga, Coruja BC1, KL Jay, Will – “Voz Ativa” (37)
40 – Mateus Aleluia – “Amarelou” (38)
41 – Valciãn Calixto – “Nunca Fomos Tão Adultos” (39)
42 – Negro Leo – “Tudo Foi Feito pra Gente Lacrar” (41)
43 – Don L – “Kelefeeling” (42)
44 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (43)
45 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (44)
46 – ÀIYÉ – “Pulmão” (45)
47 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (46)
48 – Edgar – “Carro de Boy” (47)
49 – Jhony MC – F.A.B. (48)
50 – Djonga – “Procuro Alguém (16)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, a cantora carioca Letrux.
** Este ranking é pensado e editado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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Top 50 da CENA: Marabu estreia 2021 no topo. Criolo crava seu nome duas vezes nas “dez mais”. Isso porque o ano está só começando

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* 2021 ainda está devagar. Normal. Com pandemia ou sem pandemia, o começo de ano dos brasileiros, na música, geralmente, sempre é menos apressado que os do gringos, que funcionam diferente nesta época do ano. Coisa do clima, coisas de país com Carnaval – se bem que…

Uma certeza é que está complicado colocar trabalhos novos na rua com todas as dificuldades de tempo, espaço e grana. Considerações iniciais feitas, algumas novidades aparecem na nossa primeira listagem do ano. Algumas já de 2021, outras perdidas do fim de 2020.

Vamos assim, devagar.

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1 – Marabu – “Capítulo 5: Sereno” (Estreia)
Nosso disco favorito de funk em 2020. Sim, disco. E conceitual. Em um gênero que ama os singles, Marabu chega com o excelente “Fundamento”. Um álbum que passeia por misturas do funk com outros ritmos apresentando diversos pontos de vistas de uma noite pelas quebradas de SP. “Sereno”, por exemplo, se aproveita de uma clave de funk que também está nos terreiros. Por isso que um Ogã puxa a batida.

2 – Criolo – “Fellini” (Estreia)
30 anos de rap não é para qualquer um. E a experiência parece só fazer bem a Criolo. “Fellini” é em parte isso. Uma intersecção interessante de experiência e experimentação. Como em um filme de Fellini, Criolo consegue dar sentido a diversas pontas soltas, narrativas e ideias. Aparentemente, não há um sentido claro na letra. E, ainda que os ouvintes tirem mil conclusões diferentes, todas parecem friamente calculadas pelo compositor. Trabalho nível grande mestre.

3 – Linn da Quebrada – “quem soul eu”
“quem soul eu” é um som conhecido do pessoal que viu a Linn no palco durante os shows de Trava Línguas, sua experimentação no palco ao lado de BadSista que vai dar em álbum neste ano. BadSista escreveu que criar uma versão definitiva de som que mudava cada vez que rolava ao vivo foi um desafio. A gente devolve que esse desafio foi cumprido com sucesso.

4 – Kamau – “Pensei” (Estreia)
Por falar em experiência no rap, parece que “Pensei” do Kamau parece ser uma boa reflexão sobre seu trabalho. Sempre calculado, pensando. Na calma e seriedade de quem não transforma a obra em um mero produto que nasce está pronto para ser consumido e esquecido.

5 – IVYSON – “Trilho” (Estreia)
Ainda não pesquisamos muito sobre o IVYSON, nem escutamos o disco todo. Mas é bem bonito e delicado o trabalho desse jovem compositor de Recife. Vamos ouvir esse EP “Retalhos” dele e voltamos com mais detalhes, porque merece.

6 – Maglore (feat. Josyara) – “Liberta” (Estreia)
A Maglore teve uma sacada e tanto. Revistar o baú de canções abandonadas pelo caminho todo mundo faz. A banda quis ir mais longe. Pegou as sobras do seu disco de estúdio mais recente, “Todas as Bandeiras”, e acrescentou participações especiais luxuosas. Essa com o feat. da Josyara levanta a pergunta aqui entre nós: “Quem cortou essa do disco?”

7 – Wry – “Absoluta Incerteza” (Estreia)
Da boa parte em português do álbum “Noites Infinitas” – a parte em inglês é tão boa quanto – se destaca “Absoluta Incerteza”. Não sei se a canção foi escrita antes ou depois da pandemia, mas é bem bom o encaixe de versos como “É louco pensar como vai ser depois, né?”.

8 – Silva e Criolo – “Soprou” (2)
Uma brisa leve. Um som relax onde Silva e Criolo quase que conversam com a música. Um som bom ainda para imaginar que se está indo para a praia neste ano de pouca praia.

9 – Rico Dalasam e Jup do Bairro – “Reflex” (3)
Na revisão de seu primeiro EP, Rico Dalasam abre o espaço onde antes botava uma reflexão sua para que Jup do Bairro mande seu texto. “Existem corpos que nunca viverão o amor de forma horizontal/ Muito cruel, eu sei bem/ Mas talvez esse sentimento criado por vocês/ Não tenha sido para ser vivido em plenitude por todos”. Pá!

10 – YMA – “White Peacock” (4)
Aqui no Top 50 a cena clássica de fim de ano é ver alguém se preparando para o próximo. É o caso da YMA em novo single-maravilha, com direito a sax, lógico, e todo um clima de amadurecimento completo – voz, produção, letra. Vem discão em 2021? Apostamos que sim.

11 – Ana Frango Elétrico – “Mulher Homem Bicho” (5)
12 – Edgar – “Também Quero Diversão” (6)
13 – Luedji Luna – “Chororô” (8)
14 – Black Alien – “Chuck Berry” (9)
15 – Vovô Bebê – “Bolha” (17)
16 – Sabotage e MC Hariel – “Monstro Invisível” (11)
17 – The Baggios – “Mantrayam” (12)
18 – Emicida e Gilberto Gil – “É Tudo Pra Ontem” (13)
19 – JP – Essa Mulher Vai Acabar com a Minha Vida (14)
20 – WillsBife, Don L – “Por Minha Conta” (15)
21 – Zé Manoel – “História Antiga” (19)
22 – Liniker – “Psiu” (22)
23 – Ítallo – “O Time da Mooca” (23)
24 – Tuyo – “Sonho da Lay” (24)
26 – Carabobina – “Pra Variar” (26)
27 – Mahal Pita – “Oração ao Pretos-moços” (27)
28 – Guilherme Held – “Corpo Nós” (28)
29 – KL Jay – “Território Inimigo” (29)
30 – Rodrigo Alarcon – “Na Frente” (30)
31 – Marcelo D2 – “4º AS 20h” (31)
32 – Rohmanelli – “Toneaí” (32)
33 – BK – “Movimento” (33)
34 – Vivian Kuczynski – “Pele” (34)
35 – Boogarins – “Cães do Ódio” (35)
36 – Jup do Bairro – “Luta por Mim” (36)
37 – Dexter, Djonga, Coruja BC1, KL Jay, Will – “Voz Ativa” (37)
38 – Mateus Aleluia – “Amarelou” (38)
39 – Valciãn Calixto – “Nunca Fomos Tão Adultos” (39)
40 – Letrux – “Vai Brotar” (40)
41 – Negro Leo – “Tudo Foi Feito pra Gente Lacrar” (41)
42 – Don L – “Kelefeeling” (42)
43 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (43)
44 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (44)
45 – ÀIYÉ – “Pulmão” (45)
46 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (46)
47 – Edgar – “Carro de Boy” (47)
48 – Jhony MC – F.A.B. (48)
49 – Djonga – “Procuro Alguém (16)
50 – Troá! – “Bicho” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, o rapper/cantor Criolo.
** Este ranking é pensado e editado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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CENA – Com três “palcos” no Zoom, festival Coquetel Molotov arma sua edição 2020 online

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* Online we go!
Dos grandes festivais pequenos do circuito independente brasileiro, o tradicional evento pernambucano Coquetel Molotov vai utilizar 11 dias de julho agora para se dividir em IGTV (atividades) e Zoom (música) para realmente (virtualmente) acontecer em 2020.

Com workshops, masterclasses, oficinas, festas e, claro, shows, o Coquetel se desdobra em ações na internet de 1 a 11 do mês que vem, cobrando do público um valor simbólico e beneficente de R$ 5 para ter a oportunidade de ver cerca de 30 artistas em três “palcos” na plataforma Zoom. O prometido é uma maratona de 12 horas de lives em salas simultâneas, enfileirando cerca de 30 artistas.

MC Tha - Foto 01 - Abram Os Caminhos

Boogarins, Noporn, Gab Ferreira, MC Tha (foto), Badsista, Giovani Cidreira, Tássia Reis e Déborah dos Falsetes cantando Mariah Carey são algumas das atrações na parte de shows no final de semana. As cantoras Linn da Quebrada e Letrux (masterclasses) e o guitarrista e produtor Benke Ferraz (oficinas) engrossam o conteúdo nos dias das atividades.

“A partir de agora temos oficialmente duas versões de festival, uma versão online e uma presencial. Este evento não é simplesmente uma programação de lives, mas um grande evento com curadoria de roteiro e programação digital focada em expandir e experimentar novos modelos que se relacionam com a música e a arte”, diz Ana Garcia, diretora do festival.

“O fato de não termos o evento no formato tradicional não pode ser considerado como algo que faça o nosso público deixar de vestir os seus looks, colocar as suas maquiagens ou afirmar a sua identidade. A única diferença agora é que o roteiro mudou.”

Toda a informação programação do Coquetel Molotov.EXE, como está sendo chamado o festival, está aqui ou aqui. Abaixo, o rolê musical no Zoom, do dia 11.

* Palco Itaipava (17h – 23h)
Léo da Bodega (PE)
Gab Ferreira (SC)
Boogarins (GO)
Luna Vitrolira (PE)
Giovani Cidreira (BA)
Tássia Reis (SP)
Romero Ferro (PE)
MC Tha (SP)

* Palco TNT (19h – 3h)
Tsar B (Belgica)
Kai (PE)
Rayssa Dias (PE)
Déborah dos Falsetes (SP) cantando Mariah Carey
DJ Ananindeusa (PA)
DJ Cleiton Rasta (AL)
Iury Andrew (PE)
Badsista (SP)

Palco ¼ (22h – 5h)
Bicudo (Portugal)
Mientras Dura (MG)
Noporn (SP)
Posada (RS)
Ultra (PE)

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TOP 50 da CENA – A música-apocalipse de Clarice Falcão ganha o topo da semana. As mulheres mandam nas dez mais. E os novinhos pedem passagem

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* Por conta da nossa semana anterior cheia de adiantamentos, pagamos o preço agora. Os lançamentos bons da semana já estavam por aqui e, nesta, ficamos com poucas novidades para mostrar. Acontece. E que ótimo.

Por isso a gente ouviu mais e mais as músicas da nossa lista e resolvemos reavaliar algumas e só remexer em certas posições. Agora é Clarice e seu after do apocalipse no topo. A música, por tudo o que ela abarca, merece. A gente acha.

Só que, sim, temos algumas novidades boas no top 10, presta atenção. Uma turma bem novinha que está começando a fazer música. E que já nos encanta.

Que mais? Estamos nas plataformas digitais, sempre bom lembrar, já que o Top 50 é quase que só uma desculpa para gente fazer esta playlist bonita para te apresentar o melhor da CENA. Nesta semana. Ouça no Spotify ou Deezer e mande para os amigos, especialmente para aqueles que vivem te falando que não tem música nova e boa neste Brasilzão complicado. Se todo mundo mandar para um amigo resolvemos pelo menos um dos nossos muitos problemas, né?

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1 – Clarice Falcão feat. Linn Da Quebrada – “After do Fim do Mundo” (4)
A faixa fala por si só. Estamos no after de um mundo que acabou. Pior que isso. No after do after do after. A solução? Dançar. Mesmo que seja de um modo esquisito, combinando com este dance carioca contrastando com um rap de São Paulo. Clash de cenas com duas das mais evolutivas artistas destes tempos.
2 – Duda Brack – “Pedalada” (3)
Quer uma música para rir e chorar? A gaúcha Duda Brack encontra esse meio termo aqui em uma música que faz rir e se desesperar pela situação. É rock, mas não é. É indie paulistano dos anos 80, tipo Rumo, mas nada tão 2020 foi feito na CENA. Acompanha um vídeo-filme perturbador de tão… gostoso.
3 – YMA – “Evaporar – Ao Vivo” (Estreia)
Não é exatamente a primeira vez que temos por aqui uma música gravada ao vivo, mas é a primeira que já existia em uma versão de disco. É YMA, uma artista “das nossas” que é exatamente assim: cresce demais ao vivo. Isso justifica estar aqui, assim, agora.
4 – Carne Doce – “Saudade” (1)
Uma música deliciosa que ilustra com som e letra um desencontro amoroso em uma DR. Ou seria um reencontro pós-término? A questão é que estamos viciados na faixa, que é uma típica Carne Doce: começa deliciosamente calma, mas uma hora a gente sabe que o andamento vai mudar, o som vai descambar em algo esquisito de bom, e tudo se acalma no final. “Saudade” é mais um dos indícios que a banda prepara seu melhor álbum.
5 – Francisco – “Traumas”
Produção certeira da nossa querida Vivian Kuczynski, 16 anos. Ela já produz, e bem, aos 16 anos. O que você estava fazendo aos 16 anos? Mas o Francisco, amiguinho dela, ajuda aqui. Voz dez, som dez. Queremos ouvir mais do Francisco e dessas letras repletas de memórias, bem escritas, capazes de criar cenas na cabeça do ouvinte. Por enquanto fique com essa (esse) “Traumas”. Mas queremos ouvir mais, amigo.
6 – Aldo – “Restless Animal” (2)
O Aldo segue sua reformulação (ou reconstrução), rumo ao mundo todo. Depois dos lançamentos “ingleses” de 2019, o primeiro single deste ano chega lindo para agitar a quarentena com suas eletronices indies via o selo britânico Full Time Hobby. A faixa, uma obra que os Chemical Brothers certamente assinariam, é só o primeiro single de uma série que vem ao longo do ano.
7 – Obinrin Trio – “Medo” (6)
Formado por Elis Menezes e as irmãs Raíssa e Lana Lopes, o trio feminino (mesmo!) de SP fez aos poucos seu “Origem”, a estreia em disco delas. E com ajuda dos já muitos fãs, famosos e os não. Mais independente impossível. Aqui destacamos, entre vários destaques do álbum debut, a bela “Medo”.
8 – Ozorio Trio – “Get Up” (7)
Outro trio, que não é exatamente um trio, mas sim o projeto de Marcelo Ozorio. Em um disco, “Big Town”, que vai encontrar as conexões do folk americano com a música caipira do Brasil, ele explora no violão uma vibe meio Wilco brasileiro que funciona muito bem em diversas canções. O resultado impressiona de bom. Nossa favorita é essa “Get Up”. Musicaça.
9 – Cícero – “Às Luzes” (8)
Cícero encontra uma vibe meio Radiohead nos tempos do “In Rainbows” e faz uma bonita música em seu novo e ótimo álbum, “Cosmos”. Pressentimos que outras músicas deste disco vão aparecer aqui no Top 50.
10 – Jovem Dionísio – “Ponto de Exclamação” (38)
Lá do 38º lugar para o top 10. Em outras palavras, presta atenção que o som é bom. E gostamos da descrição que eles fazem de si próprios: cinco brothers que fazem música juntos. E que ainda tem muito a mostrar. Queremos ouvir mais, amigos.
11 – Boogarins – “Inocência” (5)
12 – Djonga – “Procuro Alguém (9)
13 -Letrux – “Déjà-Vu Revival” (10)
14 – Dance of Days – “Não Sou Mais o Mesmo (Mas Pelo Menos Não Sou Você)” (11)
15 – Francisco, El Hombre – “Juntos, Nunca Sós” (12)
16 – ÀIYÉ – “Isadora” (13)
17 – Tuyo e Terno Rei – “Eu Te Avisei” (14)
18 – Apeles – “Deságua” (15)
19 – Jhony MC – F.A.B. (16)
20 – Troá! – “Bicho” (17)
21 – Papisa – “Homem Mulher” (18)
22 – Febem, Fleezus e CESRV – “Terceiro Mundo” (19)
23 – FingerFingerrr – “Tô Vivo” (20)
24 – Winter – “Say” (21)
25 – Bivolt – “110v” (22)
26 – Vovô Bebê – “Êxodo” (23)
27 – Luedji Luna e Zudzilla – “Proveito” (24)
28 – Terno Rei e Tuyo – “Pivete” (25)
29 – Shower Curtain – “All That You Do” (26)
30 – Marietta – “Analógica” (27)
31 – Manaié – “Tira a Mão” (28)
32 – Rohmanelli – “Toneaí” (29)
33 – Amen Jr. – “amoretempo” (30)
34 – Derek e Lucas Silveira – “Me Sinto Sozinho” (31)
35 – Edgar – “Carro de Boy” (32)
36 – Os Amanticidas – “Paisagem Apagada” (33)
37 – Trupe Chá de Boldo – “À Lina” (34)
38 – La Leuca – “Morning Gloria (O Medo)” (35)
39 – Ana Preta e Thaíde – “Não Me Leve a Mal” (39)
40 – Letícia Persiles – “Trem Fantasma” (41)
41 – Juliano Guache – “Bombyx Mori No. 1” (42)
42 – Valuá – “Veneno” (44)
43 – Kiko Dinucci – “Veneno” (43)
44 – Letrux – “Fora da Foda” (45)
45 – ANNÁ e Ilú Obá de Min – “Sobre Rosa” (46)
46 – Julia Melo – “Touch” (47)
47 – Nego Bala – “Cifrão in Pé” (36)
48 – Francisco El Hombre – “Cai” (37)
49 – Victorino – “Roque”
50 – Luvbites – “Sha – Lala”

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, a cantora e compositora paulistana Yma.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

TOP 50 DA CENA – Ranking chacoalhado por novidades na semana. Carne Doce emplaca o primeiro lugar pela segunda vez. E Aldo e a dance Clarice Falcão “desbancam” os trios

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* Lave bem as mãos, fique em casa e ouça nossa playlist das 50 das melhores músicas brasileiras dos últimos sete dias seguem sendo as ordens expressas da Organização Mundial de Saúde para este período zoado que estamos vivendo.

Nesta semana, olha, até pedimos desculpas. Estamos com muitas novidades que, embora na lista abaixo, ainda não podem entrar na playlist no exato momento desta publicação. São algumas músicas que vão entrar entre amanhã (quinta) e sexta-feira, respeitando a cronologia de lançamento de cada. Mas são músicas tão boas que foi inevitável já sair falando delas. Então, igual na antiguidade, saudade das revistas de música: leia primeiro e ouça depois.

Mas já dá para ir aproveitar nossa playlist nas plataformas. Todas as novidades estarão por lá em breve. Combinado?

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1 – Carne Doce – “Saudade” (Estreia)
Mais uma vez temos a banda goiana no topo com uma música deliciosa que ilustra com som e letra um desencontro amoroso em uma DR. Ou seria um reencontro pós-término? Ainda estamos desvendando a letra, faz parte. A questão é que já estamos viciados na faixa, que é uma típica Carne Doce: começa deliciosamente calma, mas uma hora a gente sabe que o andamento vai mudar, o som vai descambar em algo esquisito de bom, e tudo se acalma no final. “Saudade” é mais um dos indícios que a banda prepara seu melhor álbum.
2 – Aldo – “Restless Animal”
O Aldo segue sua reformulação (ou reconstrução), rumo ao mundo todo. Depois dos lançamentos “ingleses” de 2019, o primeiro single deste ano chega lindo para agitar a quarentena com suas eletronices indies via o selo britânico Full Time Hobby. A faixa, uma obra que os Chemical Brothers certamente assinariam, é só o primeiro single de uma série que vem ao longo do ano.
3 – Duda Brack – “Pedalada” (5)
Quer uma música para rir e chorar? A gaúcha Duda Brack encontra esse meio termo aqui em uma música que faz rir e se desesperar pela situação. É rock, mas não é. É indie paulistano dos anos 80, tipo Rumo, mas nada tão 2020 foi feito na CENA. Acompanha um vídeo-filme perturbador de tão… gostoso.
4 – Clarice Falcão e Linn Da Quebrada – “After do Fim do Mundo”
A faixa fala por si só. Estamos no after de um mundo que acabou. Pior que isso. No after do after do after. A solução? Dançar. Mesmo que seja de um modo esquisito, combinando com este dance carioca contrastando com um rap de São Paulo. Clash de cenas com duas das mais evolutivas artistas destes tempos.
5 – Boogarins – “Inocência” (Estreia)
Tal como o Kiss quando incluiu os trabalhos solos de seus membros como parte da discografia da banda, #Fefel2020 reúne duas faixas solo do baixista da banda em um disquinho que está no Bandcamp dos Boogarins. As boas músicas vão aparecer em breve no álbum de sobras da banda, “Manchaca”. Vindo do Boogarins, até os “outtakes” costumam ser bem bons.
6 – Obinrin Trio – “Medo” (2)
Formado por Elis Menezes e as irmãs Raíssa e Lana Lopes, o trio feminino (mesmo!) de SP fez aos poucos seu “Origem”, a estreia em disco delas. E com ajuda dos já muitos fãs, famosos e os não. Mais independente impossível. Aqui destacamos, entre vários destaques do álbum debut, a bela “Medo”.
7 – Ozorio Trio – “Get Up” (1)
Outro trio, que não é exatamente um trio, mas sim o projeto de Marcelo Ozorio. Em um disco, “Big Town”, que vai encontrar as conexões do folk americano com a música caipira do Brasil, ele explora no violão uma vibe meio Wilco brasileiro que funciona muito bem em diversas canções. O resultado impressiona de bom. Nossa favorita é essa “Get Up”. Musicaça.
8 – Cícero – “Às Luzes” (3)
Cícero encontra uma vibe meio Radiohead nos tempos do “In Rainbows” e faz uma bonita música em seu novo e ótimo álbum, “Cosmos”. Pressentimos que outras músicas deste disco vão aparecer aqui no Top 50.
9 – Djonga – “Procuro Alguém (4)
Segue no Top 10 esse disco do Djonga inesgotável de bom. Na capa mais forte do ano até aqui, o rapper mineiro estampa a realidade cruel do Brasil. Sua montagem é praticamente a versão ilustrada do verso “Olha quem morre, veja você quem mata”, cantado por Edi Rock em “Negro Drama”, dos Racionais. Ao rappear sobre todas as quebradas, um dos fios de esperança no futuro onde o amor vence está na geração que chega, representada por este som que celebra a pequena Iolanda, a filha mais nova do Djonga. E que letra que ela tem.
10 – Letrux – “Déjà-Vu Revival” (6)
A faixa que abre o disco da Letrux já frequenta o alto do nosso ranking há algumas semanas. É uma espécie de trip-hop atravessado por uma guitarra e com um encerramento apoteótico belíssimo. “Viver é um frenesi”, canta Letrux. Parece daquelas músicas que ganham novos sentidos a cada dia que passa. E que letra que ela tem parte 2.
11 – Dance of Days – “Não Sou Mais o Mesmo (Mas Pelo Menos Não Sou Você)” (Estreia)
12 – Francisco, El Hombre – “Juntos, Nunca Sós” (8)
13 – ÀIYÉ – “Isadora” (9)
14 – Tuyo e Terno Rei – “Eu Te Avisei” (10)
15 – Apeles – “Deságua” (11)
16 – Jhony MC – F.A.B. (12)
17 – Troá! – “Bicho” (14)
18 – Papisa – “Homem Mulher” (17)
19 – Febem, Fleezus e CESRV – “Terceiro Mundo” (19)
20 – FingerFingerrr – “Tô Vivo” (20)
21 – Winter – “Say” (21)
22 – Bivolt – “110v” (22)
23 – Vovô Bebê – “Êxodo” (23)
24 – Luedji Luna e Zudzilla – “Proveito” (24)
25 – Terno Rei e Tuyo – “Pivete” (7)
26 – Shower Curtain – “All That You Do” (18)
27 – Marietta – “Analógica” (27)
28 – Manaié – “Tira a Mão” (25)
29 – Rohmanelli – “Toneaí” (29)
30 – Amen Jr. – “amoretempo” (26)
31 – Derek e Lucas Silveira – “Me Sinto Sozinho” (28)
32 – Edgar – “Carro de Boy” (30)
33 – Os Amanticidas – “Paisagem Apagada” (31)
34 – Trupe Chá de Boldo – “À Lina” (34)
35 – La Leuca – “Morning Gloria (O Medo)” (35)
36 – Nego Bala – “Cifrão in Pé” (36)
37 – Francisco El Hombre – “Cai” (37)
38 – Jovem Dionísio – “Ponto de Exclamação” (38)
39 – Ana Preta e Thaíde – “Não Me Leve a Mal” (39)
40 – Olívia de Amores – “La Cancionera” (40)
41 – Letícia Persiles – “Trem Fantasma” (41)
42 – Juliano Guache – “Bombyx Mori No. 1” (42)
43 – Kiko Dinucci – “Veneno” (32)
44 – Valuá – “Veneno” (33)
45 – Letrux – “Fora da Foda” (43)
46 – ANNÁ e Ilú Obá de Min – “Sobre Rosa” (44)
47 – Julia Melo – “Touch” (45)
48 – Marília Calderón – “O Chão na Palma da Mão” (46)
49 – Mariana Volker – “Me da Me dê” (47)
50 – Luana Flores – “Guerreira de Lança (Furmigadub Remix)” (48)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, Murilo e André Faria, da banda paulistana Aldo.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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