Em Lizzo:

Old but gold. Lizzo novinha e no auge em session para a rádio The Current

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* A Current, emissora indie esperta de Minneapolis, Minnesota, é uma das nossas rádios prediletas neste mundão de rádios legais. Nem tanto para ouvir direto, mas mais como fonte de produtos legais e postáveis, tipo suas sessions.

Daí que de vez em quando, nestes tempos pandêmicos, eles sobem uns arquivos legais de sessions antigas, selecionadas, editadas, como o fizeram no último semana com um vídeo de três músicas de duas sessions que a bombástica Lizzo fez para eles, em 2014 na luta do reconhecimento (“Paris”) e no auge do sucesso como diva do pop americano com pendência de estilo ao hip hop (“Cuz I Love You” e “Juice”, megahits).

Na legenda do vídeo, a Current agradece o fato de que Lizzo é de Minneapolis e vivia nos arredores da rádio, o que facilitou o comparecimento dela às sessions, antes que o sucesso estrondoso a afastasse do local.

Dá uma olhada na Lizzo em sessions em Minneapolis.

0:00 “Paris” (2014)
3:11 “Cuz I Love You” (2019)
6:17 “Juice” (2019)

xhttps://youtu.be/c8w-7yc4hFA

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Furacão Lizzo no Brasil: confira vídeos inéditos do show da nova estrela pop no Rio de Janeiro

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Foto: AgNews

Foto: AgNews

Um dos maiores fenômenos da música pop hoje, a incrível LIZZO liberou diversos vídeos do seu concorrido show fechado realizado no Rio de Janeiro, em fevereiro deste ano, dentro do evento YouTube Music Night.

Os vídeos foram postados através da gravadora da cantora no Brasil, a Warner, e temos belos registros até então inéditos de “Truth Hurts”, “Juice” e “Cuz I Love You”.

Lizzo está bombando desde o ano passado e ganhou nada menos que três Grammy no início deste ano, de Melhor Performance Solo de Pop, Melhor Performance Tradicional de R&B e Melhor Álbum Urbano Contemporâneo, “Cuz I Love You”. Nas redes sociais, a moça tem quase 11 milhões de seguidores e quase 4 bilhões de execuções de suas músicas nas plataformas digitais.

A Lizzo bombator no Rio pode ser conferida abaixo.

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Pau nos políticos nefastos, futebol, luto, choro, metrô e bebida. Brit Awards faz o Grammy parecer prêmio Nickelodeon

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* OK, o título acima talvez tenha ido longe demais. E nada contra os Prêmios Nick, fofos. Mas é o que é. Ontem à noite rolou na Inglaterra o Brit Awards, badalada festa da indústria musical muito mais interessante que o Grammy, embora menos significativa que o também britânico Mercury Prize, para o que a gente entende como importante para a música, para o lado mais revelador e nada bajulatório.

O que a gente aprendeu com a cerimônia de ontem do Brit, entre outras coisas, foi o seguinte:

– A Billie Eilish, tadinha, que levou o prêmio de Melhor Artista Feminina Internacional (!), e no último mês ganhou 5 Grammys, fez a música oficial do novo James Bond e tem apenas 18 anos e um disco de estreia milionário, se sente o-di-a-da. Chorou e tudo, depois que recebeu o troféu da Sporty Spice. Foi fofa na abertura de seu discurso, ao dizer que suas concorrentes no Brit (Lizzo, Lana, Camila) são as razões de ela existir naquele palco, naquele momento.
Billie Eilish fez a primeira performance ao vivo de “No Time to Die”, a trilha do novo 007. Acompanhada do irmão Finneas, uma orquestra regida pelo compositor alemão Hans Zimmer e na guitarra o Johnny Marr, ex-Smiths. Vídeo está lá embaixo.

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– O rapper americano fodão Tyler the Creator levou o equivalente masculino do prêmio. Em sua fala, mandou um recado para a ex-primeira ministra britânica Thereza May, que teve que renunciar ao mais alto cargo no UK (depois do da rainha) no ano passado. Tyler disse que ela devia naquela hora estar puta da vida, assistindo a premiação na casa dela. May, quando era Ministra do Interior em 2015, negou a entrada na Inglaterra do rapper americano, que tinha uma turnê pelo Reino Unido marcada, incluindo apresentação nos festivais de Reading e Leeds. Ela justificou a barrada no Tyler por causa de suposta letras homofóbicas que ele tinha escrito OITO anos antes da proibição. E sendo que ele tinha excursionado para shows na Inglaterra várias vezes depois disso. Enfim.

– O rapper bamba Dave, inglês, em três minutos de discurso, fez o seguinte: chamou o primeiro-ministro brexitiano Boris Johson de racista para milhões de espectadores verem e ouvirem; que a princesa Kate Middleton é muito mais bem tratada pela realeza que a princesa Meghan Markle (sabem da treta, né?); falou que o governo britânico é uma vergonha por tratar mal os 500 mil imigrantes que vieram do Caribe especialmente para ajudar o Reino Unido em sua reconstrução após a Segunda Guerra Mundial com a promessa de receberem a cidadania britânica e indenizações (nem médico querem dar para essas pessoas); quer que o governo indenize os negros pelos tempos de escravidão; disse que o governo tem que acomodar os desabrigados do prêdio Grenfell, de Londres, que incendiou em 2017 matando mais de 70 pessoas. E hoje estão largados.

Dave ganhou o Brit Awards pelo Álbum do Ano, que foi seu ótimo Psychodrama. Recebeu o prêmio das mãos de Billie Eilish. Um dos mais ascendentes artistas da música britânica, o rapper fez um barulhentíssimo show no Glastonbury no ano passado. MAS O MAIS LEGAL DE TUDO FOI QUE, antes de ir para a cerimônia receber sua láurea, fez uma despedida do Twitter dizendo que só volta a tuitar quando o Manchester United, seu time, mandar embora o técnico. Pensa: ele ganhou o álbum do ano no maior prêmio inglês e não tuitou por raiva do treinador do time dele.

– o popesco Lewis Capaldi, da Escócia e brother dos brothers Gallagher, faturou os prêmios de Artista Revelação e Música do Ano (“Someone You Loved”) e foi pegar suas estatuetas carregando ao palco uma garrafa de Buckfast. Conhecida como Bucky, a birita de “vinho turbinado” é conhecida como “a bebida que tem deixado os escoceses muito loucos”.

– O cantor Harry Styles fez performance de sua “Falling” mesmo perdendo o prêmio de Melhor Artista Masculino para o Stormzy. Harry tocou com uma fita preta em seu casaco, por luto pela morte de sua ex-namorada, a conhecida apresentadora de TV Caroline Flack, que tirou a própria vida aos 40 anos no sábado e chocou a Inglaterra, o que criou uma nova polêmica em torno de como os tablóides ingleses tratam as celebridades por lá.

– Num momento “classic” do Brit Awards, o rolling-stone Ron Wood pegou um metrô da linha Jubilee com sua guitarrinha, desceu na estação do Brit Awards e foi tocar duas musiquinhas com o Rod Stewart e o Kenney Jones, baterista do Small Faces e The Who. O Twitter tem vídeo dele sentadinho no metrô, haha.

– Outros prêmios do Brit:
Artista Feminina: Mabel, que recebeu o prêmio da mãe, Neneh Cherry, cantora famosa 30 anos atrás por ganhar o mesmo prêmio;
Artista Masculino: Stormzy, o rapper “mais importante de sua geração”, fez uma apresentação em superprodução de um medley de 5 músicas em 7 minutos, entre elas “Rainfall”, hit de seu bombado segundo disco, lançado em dezembro. Stormzy fez até chover no Brit, literalmente.
Melhor Banda: Foals, nossa representação indie aqui;
Revelação Britânica: Celeste, “rising star” britânica que nasceu na Califórnia. Nossa nova fissura nessa linha pop-R&B-jazzy.

* Os principais vídeos do Brit Awards estão abaixo:

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Boom!! Lizzo no Brasil em fevereiro. Ainda para que um show “fechado”

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* O fenômemo pop de várias instâncias LIZZO, agora já em fevereiro, na primeira semana, tem compromissos no Brasil, agitados pelo YouTube com uma força da sua gravadora, a Warner. O pacote da visita da líder de indicações ao Grammy 2020 (eu sei, eu sei, mas ela é), diz a comunicação oficial, vai incluir atender “parceiros, influenciadores e imprensa”. Nessas, uma apresentação pocket fechada está programada.

Uma das 100 pessoas mais importantes do mundo no ano passado pela famosa eleição da revista “Time” e grande frequentadora do número 1 da parada da “Billboard” com seus bombásticos singles, a cantora e rapper de Detroit veio a explodir tardiamente, aos 31 anos e no terceiro álbum, com o discaço “Cuz I Love You”, de 2019. Junto a Billie Eilish, é o nome mais quente da “nova música” nos últimos anos.

Lizzo, no palco e fora dele, é atuante voz e presença na luta contra temas delicados como racismo, gordofobia e feminismo.

Ainda que seja, no Brasil, uma primeira amostra do tamanho de seu sucesso, a visita de Lizzo daqui a poucos dias, vale ressaltar, ainda é estrita e com nenhum show aberto a seu público. Pelo menos nada foi ventilado nesse sentido. Vai que…

** A imagem que ilustra este post é de Francine Orr, para o jornal “Los Angeles Times”.

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Com direito ao Eddie Murphy apresentando, Lizzo faz sua estreia no palco do Saturday Night Live

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Em edição que marcou a volta de Eddie Murphy como apresentador do programa após 35 anos, o Saturday Night Live que foi ao ar neste final de semana trouxe também a estreia da bombada Lizzo em seu palco.

A engajada e divertida garota fenômeno do pop americano mostrou dois de seus grandes sucessos na carreira, “Truth Hurts” e “Good As Hell”.

A cantora é responsável por um dos melhores álbuns de 2019, “Cuz I Love You”, e vem ficando marcada pela sua forte e encantadora presença de palco. No SNL ela confirmou esta fama.

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