Em lolla:

Cursinho Popload! Aula de hoje: “Para gostar de ARCTIC MONKEYS”

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Vocês já se ligaram que, passando o ziriguidum do Carnaval, falta menos de um mês para Alex Turner no Brasil? Siiiim. Arctic Monkeys em nova fase, com novo disco e fechando a primeira noite da maratona Lollapalooza no Brasil, no dia 05 de abril.

No ano passado, um pouco antes da passagem do Radiohead por aqui, fizemos um post pensando em três tipos diferentes de leitores. Nos “especialistas” da banda, que vão um pouco além do fã tradicional, ou seja, que mergulham na discografia, sabem diferenciar fases e referências; nos fãs “intermediários”, que adoram o som, mas não se arriscam muito além dos hits; nos “iniciantes”, aqueles que acabaram de chegar, que conhecem talvez uma ou outra música e não sabem bem por onde seguir.

Criamos esta seção para que você possa se guiar na maratona de shows que teremos neste ano, começando com o super festival em Interlagos. Qual show escolher, o que ver, como se preparar, o que ouvir/estudar, etc. Didaticamente falando, é como se fosse um cursinho mesmo, dividido em três módulos, cada um com uma playlist correspondente.

*** Uma colaboração do jornalista Vinicius Felix* para a Popload. ***

Aula de hoje: ARCTIC MONKEYS

Lembra da nossa aula sobre o Radiohead? Voltamos com o nosso cursinho! E a “aula” de hoje é sobre o Arctic Monkeys, grupo liderado pelo guitarrista, cantor e compositor Alex Turner.

Vamos tentar entender um pouco mais sobre o grupo que desembarca no Brasil em abril para o Lollapalooza e já não soa (e nem se veste) mais como a banda que tocou por aqui em 2007 no auge do hype mundial dos seus dois primeiros discos ou em 2014, quando eles se tornaram enormes aqui no Brasil com o novo fôlego dado pelo sucesso do “AM”.

Embora a discografia da banda não tenha segredos, formada por seis discos que vão direto ao ponto em uma média de 40 minutos, é bom esquecermos um pouco a questão da cronologia. Nem vamos te indicar só o álbum mais fácil. Tentamos analisar o todo e fazer um bom resumo.

Entre as velozes faixas do primeiro álbum e a lentidão contemplativa do disco mais recente, o Arctic Monkeys mudou de característica muitas vezes, mas em média cada disco conseguiu produzir um material bem diverso que alterna acenos ao pop com faixas (um pouquinho mais) pesadas. Pegue aí, por exemplo, o terceiro disco deles, o Humbug. É entre as faixas mais barulhentas do grupo que está escondida a melhor e mais delicada balada deles, “Conerstone”.

Nesta pesquisa, dividimos o material da banda em três módulos: para ouvintes iniciantes, intermediários e avançados. Cada playlist tem mais ou menos uma hora e meia e tenta passar por todos os discos e lados b de singles. Mesmo com uma discografia econômica, nem tudo que eles lançaram coube nas aulas.

Sentiu falta de algo importante? Me procura lá no Twitter [@ViniciusFeIix] e a gente troca ideia. Sempre é bom lembrar que estas são dicas pra você depois se aventurar sozinho pela discografia do Arctic Monkeys.

Siga as playlists e boa aula!

Iniciante

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Para quem nunca ouviu Arctic Monkeys, a playlist iniciante te coloca perto do lado mais pop do grupo. Aqui estão todos os hits que o grupo fez desde o primeiro disco. São as músicas mais fáceis. Como estamos falando de uma banda de rock, lógico que tem peso aí também em alguns momentos. E como estamos falando de uma banda de rock inglesa, também destacamos ótimas faixas que foram parar no lado b de algum single que pouca gente se ligou.

Intermediário

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Fala aí, você mais versado em Arctic Monkeys, que já deve ter visto um show da banda por aqui, talvez. Ou já ouviu alguns álbuns, mas nunca foi de prestar atenção em todos os discos. Eu acho que talvez você queria começar por aqui. O foco desta playlist está nas músicas que tocaram menos por aí, mas que a gente fica se perguntando a razão disso, já que algumas são até melhores que os hits ou tão viciantes quanto.

Avançado

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O Arctic Monkeys não é uma banda de grandes experimentalismos. Diferentemente do Radiohead, nossa aula anterior, que consegue ter 1h30 de músicas muito esquisitas, para dizer o mínimo, as músicas mais difíceis do Arctic Monkeys não são tantas e são faixas que não abandonam o formato da canção, nem os riffs grudentos ou os bons refrões. O clima aqui fica dividido entre as músicas mais pesadas da banda, as menos pop do álbum mais recente (e mais difícil) deles, alguns raros momentos de músicas mais longas da banda (que chegam até a ter falsos finais) e algumas poucas instrumentais que eles lançaram.

*Vinicius Felix é jornalista, tem obsessão por playlists e é o responsável pelo podcast Telefonemas.

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Lollapalooza Brasil vai anunciar programação completa dia 21 de novembro. Musa indie St. Vincent e o lindo Interpol também estão no festival

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A incrível Annie Clark, melhor conhecida por todos como St. Vincent, e o lindo Interpol, do bamba Paul Banks, são mais dois nomes que engrossarão a lista de atrações do Lollapalooza Brasil do ano que vem. A exemplo do Arctic Monkeys, do Years & Years e do Post Malone, que a Popload antecipou há alguns meses, a musa e o muso indies trarão seus novos shows para Interlagos.

St. Vincent lançou no final do ano passado o bem bom “MASSEDUCTION”, considerado pela própria o mais intimista de sua carreira. “É um disco diferente, em primeira pessoa. Se você quer saber sobre minha vida, basta ouvir esse projeto”. O álbum, que rendeu ótimas canções como “New York” e “Los Ageless” fez a bela percorrer o mundo durante 2018.

Já o disco novo do Interpol está mais fresquinho. “Marauder”, sexto álbum de estúdio da banda de Paul Banks, foi lançado no fim de agosto, após uma espera de quatro anos dos fãs. O projeto tem 13 canções e produção assinada pelo bamba Dave Fridmann, conhecido por diversos trabalhos com nomes como MGMT, Flaming Lips, Mogwai e Mercury Rev.

O Lollapalooza Brasil acontecerá no fim de semana de 5 a 7 de abril do ano que vem, em Interlagos. A programação completa está armada para ser divulgada na próxima quarta-feira, dia 21 de novembro.

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Melhor Lolla ever? Metronomy, Mac Demarco, The National e Royal Blood vêm para o festival. O Imagine Dragons também, parece

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Continuamos no nosso plantão Lolla!

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Tudo bem que é longe, que a gente leva umas duas horas e meia para chegar perto de Interlagos, corre aproximadamente meia maratona de um palco ao outro, aguenta alguns DJs genéricos aqui e ali e tal, MAS, no fundo, a gente vai e se diverte. Daí promete que não volta no seguinte, mas volta sim. E se diverte de novo. Como todo ano, o Lolla tenta agradar Deus e o Mundo Indie, sendo “Deus” a imensa maioria do público que não é você e muito menos eu, mas a “geração da tenda” que migrou para o palco principal e que virou o foco não só do Lolla mas como o de oito a cada dez festivais do mundo. E tudo bem, a gente entende que a idade chega para qualquer fã de música. Enquanto as nossas bandas estiverem vindo para cá, não importa a ordem delas no lineup, estou certo?

Pois, ao lado dessas atrações “paralelas” (para a gente) e mais “novas”, sempre teremos aquelas pelas quais vale a pena deslocar o mundo para ver. E se o LCD Soundsystem ainda não era motivo suficiente, em 2018 o Lolla vai botar, bem ao lado de bandas velhas de guerra que servem mais para arrastar os pais da molecada (oi, Pearl Jam e Red Hot Chili Peppers, Liam Gallagher!), o gigante THE NATIONAL, vindo ao Brasil com disco novo! A Popload apurou também que o quarteto inglês METRONOMY e o fanfarrão e ídolo-indie MAC DEMARCO completam o lineup ao lado de Killers e do já citado James Murphy (ambos com álbuns novos). E até a dupla garagem inglesa Royal Blood está na barca. Parece que até o grupo indie-pop “mágico” Imagine Dragons está vindo.

É como um Popload Festival dentro do Lollapalooza!!!!

Na semana passada, o festival confirmou o que a gente já sabia: na próxima edição, o Lolla Brasil será realizado em TRÊS dias. O calendário irá incluir a sexta-feira em sua programação tradicional nas datas 23, 24 e 25 de março, também adiantada aqui na Popload.

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Metronomy no Popload Festival 2014 – foto de Fabrício Vianna

O The National já esteve no país duas vezes, sendo a primeira em um Tim Festival, em 2008, e a segunda em apresentação solo e intensa em 2011. A banda liderada por Matt Berninger lança em setembro seu aguardadíssimo “Sleep Well Beast”, primeiro álbum deles em quatro anos. Ainda nesta semana lançaram “Carin at the liquor store”, single lindo de morrer que você pode ouvir aqui. Mac Demarco, acho, logo mais se muda para cá, tamanha a base de fãs que o cantor formou por aqui, lotando shows por onde passa. E o sempre incrível Metronomy, você deve se lembrar, já foi atracão da Popload duas vezes: a primeira em show solo em 2011 e a outra em 2014, encerrando o segundo dia do Popload Festival daquele ano.

Que beleza, Lolla BR 2018!!!!!

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Mac DeMarco em foto de Coley Brown, para a Noisey. A imagem da chamada da home da Popload é de Phil Smithies, para a DIY Magazine

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Lollapalooza Brasil divulga os horários do lineup. E aí? BaianaSystem ou Suricato? MØ ou TDCC? Strokes ou Flume?

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Faltam duas semanas para o gigante LollaBr, que acontece nos dias 25 e 26 de março no já tradicional Autódromo de Interlagos. A organização do festival divulgou hoje os horários das atrações, momento só não mais aguardado que o da divulgação do lineup oficial — aquele dia em que o Twitter é tomado pelos melhores comentários de AMO/ODEIO/SOU/etc. Hoje é o dia em que você pode começar a decidir se vê BaianaSystem ou Suricato, por exemplo.

Com Metallica e The xx como headliners no sábado e The Strokes e The Weeknd no domingo, selecionamos as melhores brigas de horários para você se preparar desde já:

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* No sábado, o dia começa tranquilo e dá para você pegar Glass Animals e correr para o palco do Cage The Elephant, pegando no meio um pouco de Bob Moses. Mas daí, sempre dependendo da sua idade e gosto musical, claro, começa o dilema: 1975 ou Tegan and Sara? Criolo ou Rancid??? Ufa, The xx lidera sozinho o comecinho de noite, das 19h40 às 20h55, e, saindo da calmaria para a tormenta, você dá de cara com o Metallica começando o set no palco principal, às 21h.

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* No domingo, compensa chegar cedinho para pegar Bratislava e Céu, que abrem o dia. Na sequência, Catfish and the Bottlemen, ainda no solzão (espero) das duas da tarde. Aqui o embate é da velha x nova geração: botaram o Duran Duran, coitados, para derreter e tentar suar a pista às 16h30, espremidos entre Silversun Pickups e a dinamrquesa , que por sua vez toca ao mesmo tempo que Two Door Cinema Club. The Weeknd faz a vez do xx no primeiro dia e lidera o fim de tarde sem grande concorrência. E daí, fica para você escolher entre aquela banda que um dia iria salvar o indie rock e aquele cara que ainda pode salvar muita coisa. Se você nunca viu Strokes ao vivo, nem precisa pensar muito: pelos velhos tempos, o teu palco é este. Mas, se nunca pegou um set do Flume, vá. E volte bem no finalzinho de Strokes para, se a voz de Julian ainda estiver inteiraça, ouvir o bis com os hits que a gente amou dançar no comecinho dos anos 2000.

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Perry desbravando a América Latina. Lollapalooza terá edição colombiana em 2016

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O festival Lollapalooza, uma das marcas musicais mais fortes dos últimos tempos, continua expandindo seus tentáculos pelo mundo. Neste fim de semana, Paul McCartney, Metallica e outras dezenas de bandas e artistas participarão do evento matriz em Chicago, onde surgiu o festival nos anos 90 com uma pegada mais rock alternativo, hoje musicalmente mais plural. Em setembro, Berlim receberá sua primeira edição com atrações tipo Muse, Tame Impala e Libertines.

Mas é a América do Sul o principal foco do Lolla hoje em dia. Perry Farrell começou a desbravar a região em 2011, quando realizou por aqui a primeira edição do Lolla Chile. No ano seguinte, o festival fez sua estreia no Brasil. Ano passado, foi a vez da Argentina ganhar seu próprio Lolla.

Em 2016, a Colômbia vai se juntar ao time. Visando atrair muitos turistas norte-americanos, afinal Bogotá está a 3 horas de viagem de Miami e 5 de Houston, o festival acontecerá em outubro do ano que vem, pegando uma época diferente dos seus primos latinos.

Um dos motivos é a realização do tradicional Estéreo Picnic em março do ano que vem, na mesma época dos outros Lolla no Chile, Brasil e Argentina. O evento é realizado pela produtora T310, a mesma que fará o Lolla local.

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