Em london:

Popload em Londres. I predict a riot

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* Como diria Morrissey, “England is mine and it owes me a living”.

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Segunda etapa da tour Popload pela Europa (França e Inglaterra apenas, para falar a verdade), cheguei ontem à noite em Londres. Adoro Paris, mas em três horas andando por Londres valeu a semana francesa inteira, tenho a impressão. Principalmente depois que eu entrei num bar qualquer e tomei duas Spitfires e comi um delicioso “sanduíche de mac&cheeese” (isso mesmo, sanduíche de macarrão no pão) num bar decorado de Halloween com vampiros e bruxas jogando pebolim ao som de hip hop e grime.

A cidade bomba tanto com coisas para fazer que estou até com medo de ficar paralisado sem saber para onde ir e não fazer nada.

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Não, não quis ir na PJ Harvey ontem à noite. Por motivos de: não daria tempo. Mas chega de PJ Harvey neste ano. Vou é no show do John Carpenter hoje à noite, parece. O mestre dos filmes do horror, e também músico, apresenta, ainda sob a vibe de Halloween, o espetáculo “Release the Bats”, em que o PRÓPRIO vai tocar músicas-temas de seus filmes macabros, mais canções do seu álbum de estréia, “Lost Themes”, lançado no ano passado.

O Troxy, dizem um maravilhoso clube para shows que também é famoso para realizar casamentos e festas de debutantes, será transformado numa casa mal assombrada, parece. E os espectadores são estimulados a ir vestidos de forma “spooky”. Vou normalzão que já está de bom tamanho.

Se rolar mesmo, amanhã relatamos aqui. Por enquanto vou ver uma exposição sobre discos revolucionários do período de 1966-1970. E já volto.

Fique, por enquanto, com um session feita pela velha banda do novo rock (aquele novo rock) inglês Kaiser Chiefs, tocando nos porões do “New Musical Express” seu hino “I Predict a Riot”, tipo acústico, e a nova “Hole in My Soul”, de seu recém-lançado sexto álbum, “Stay Together”.

Mais meia hora do show de Halloween da banda indie pop Blossoms, de Manchester, tocando em Liverpool, tudo a caráter, em show transmitido pelo canal virtual Vevo. A caráter estavam a banda e as menininhas de seu público.

E, sim, vou comprar o livro do Johnny Marr, que sai quinta-feira por aqui, chamado “Set the Boy Free” e fala da VOLTA DOS SMITHS. O dele e o da dama do punk e musa fashion até hoje Vivienne Westwood, 75 anos, que acabou de ser lançado.

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*** A Popload viaja a Europa a convite da companhia aérea Air France.

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Tame Impala e Royal Blood no parque, em Londres, enquanto o Arctic Monkeys não vinha

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* Popload no parque, enquanto em Londres.

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Uma das nossas bandas prediletas hoje, o grupo australiano Tame Impala, liderado pelo fofura Kevin Parker (acima), para variar fez um show good-vibe-viagem-colorida delícia na sexta-feira, no Finsbury Park, em Londres, dentro da programação que o Arctic Monkeys armou para um minifestival com seu nome. Essa banda está “merecendo” tocar no Brasil outra vez.

O Tame Impala, das atrações de abertura do dia para o Arctic Monkeys (também tinha Miles Kane e Royal Blood), era a principal delas.

Cheio de pequenos hits e cheio da amizade com Alex Turner, o guitarrista Miles Kane fez um ensolarado show no clima friozinho (ainda) do verão inglês. Concerto no gás, todo bonito. Contagiava ver que Miles Kane estava feliz ali no palco. E daí toda a galera estava feliz de vê-lo em Finsbury. Tudo certo.

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Quem começou a festança indie em Finsbury, ainda com o parque longe de receber as 45 mil pessoas de sua lotação, foi a dupla baixo-bateria inglesa Royal Blood, destaque da nova cena, uma espécie de Death From Above 1979 só que mais britpop, menos demente, mais garagem. Se acertarem uns dois singles em cheio, vão ser grandes. Rapazes de preto e de couro imprimindo rock sujinho de grande qualidade, já com uma quantidade de admiradores razoável para quem nem tem álbum lançado ainda. Acima, na foto, Mike Kerr e seu baixo enquanto guitarra.

O verão sonoro inglês começou. Vamos ouvir muito barulho vindo destas terras até setembro.


* A Popload esteve em Londres graças a convite da marca de cervejas Heineken. Se beber, poste bastante no seu site ou blog. Mas não dirija.

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Arctic Monkeys volta à Inglaterra em show triunfal no parque

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Popload (quando) em Londres. Get on your dancing shoes, ladies.

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Sexta passada a banda inglesa Arctic Monkeys, que visitará o Brasil no final do ano, abriu o verão dos festivais na Inglaterra com um show bombadão no Finsbury Park, em Londres.

Acompanhado na escalação por Tame Impala, Miles Kane e Royal Blood, todos shows ótimos de um minifestival que se repetiu no sábado.

Foi considerada uma espécie de “grande volta” do Arctic Monkeys na Inglaterra, já que a banda fixou residência em Los Angeles. E o resultado foi não menos triunfal.

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Cerca de 45 mil pessoas estiveram presentes em cada um dos dias das apresentações no Finsbury Park. Todos viram uma espécie de “melhores momentos” da carreira do Arctic Monkeys, que começou lá em 2005/06 causando uma espécie de revolução da música na internet quando apareceram, ao bater o recorde de primeiro disco mais rapidamente vendido em lojas da história britânica. Mesmo batendo semana antes o recorde de primeiro disco mais baixado da história da rede mundial de computadores.

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O Arctic Monkeys deve ser a banda mais querida da música britânica hoje, de longe. A molecada, diante deles, não se comporta nem nas músicas mais calmas, haha. Nem a molecada, nem caras de 50 anos. Alex Turner é mesmo o cara.

Abaixo, segue em vídeo a abertura do show de Londres, na sexta, com “Do I Wanna Know?”. Depois dessa eles emendariam “Snap Out of It” e “Arabella”, todas as três do último disco, “AM”, do ano passado. Daí foi só “greatest hits”. Repare que quanto mais perto do palco mais difícil é filmar uma musiquinha, de tanta trombada que se leva. Alerta tremedeira nos vídeos.

Outro regstro desse concerto de sexta no parque é de hit “velho” do primeiro disco, “Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not”. A famosa “Dancing Shoes”. Na internet, achei um vídeo bom de Alex Turner, sozinho e acústico, tocando a maravilhosa “A Certain Romance”, outra do primeiro disco. Foi na volta da banda ao bis. Da banda, não. De Turner.

Tudo assim:

** A Popload está na Europa a convite da Heineken, Se beber, não poste textos longos no Facebook e nem compartilhe sua superopinião sobre tudo no Twitter. Se não beber também, haha.

Tame Impala ao vivo em Londres: "Outro nível"

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* A banda australiana psicodélica Tame Impala, com vários shows significativos e esgotados pela frente (e um muito especial para trás) chegou a Londres para divulgar seu incrível segundo disco, “Lonerism”. O grupo do menino-prodígio Kevin Parker, que toca hoje em Manchester, voltou à Inglaterra com marcante show no Brixton Academy. Eles não tocavam na capital inglesa desde 2010, assim que lançaram a estreia “Innerspeaker”. “Acho que hoje vocês vão ver uma banda em outro nível que aquele”, falou Parker já começando a apresentação com a absurda “Elephant”.

Do disco, o importante jornal britânico “The Guardian” disse o seguinte: “A bubbling, intoxicating opus that blends classic psych-rock with the lush pop, glam stomps and experimental sounds of the 70s and club highs of the 90s”.

Do show de terça, o diário fala assim: “Sneering through vengeful lyrics and emboldened by the hypnotic, churning groove that builds to almost unbearable proportions around him, Kevin Parker seems to grow to the messianic proportions the music-press hype would have us believe he inhabits. When Parker breaks the trance, jumping in to sing before striking the appropriate chord, it brings Tame Impala back to earth, but it’s still a resounding victory for the Aussies”.

Coisa séria. Olha que viagem:

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Tchau, Olimpíada: mais três do Blur (e uma do New Order)

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* Os Jogos Olímpicos de Londres estão mortos. Viva a PREMIERE LEAGUE.

* Talvez o grande show dos shows de encerramento da festa esportiva na capital inglesa, o show do Blur foi o mais bombado. E, segundo Damon Albarn, pode ter sido a última apresentação m-e-s-m-o da histórica banda do britpop. Pelo menos no Reino Unido, o que não nos descarta totalmente, falaê. Como disse uma amiga: “Maybe so, maybe no”.

Então toma mais três canções do big concerto de ontem no Hyde Park. A explosiva “Song 2”, “Tracy Jacks” (uma das minhas preferidadas do Blur ~lagriminha~) e o grand finale de tudo, a apoteótica “The Universal”. Tudo vídeo da galera.

“It really, really, really could happen/
Yes, it really, really, really could happen/
When the days they seem to fall through you, well just let them go”

Vai nessa, Albarn!

** No fim tem uma tal de “Blue Monday”, do New Order, que tocou na abertura do encerramento. OK?

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