Em los pirata:

Popload Live: hoje, 17h, no Stories da @poploadmusic, com João Erbetta, do Los Pirata

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* Quando a primeira onda do indie nacional perdeu o fôlego, no final dos 90, e o novo rock lá de Nova York trouxe um fôlego novo para as bandas pequenas deste mundão independente, ali em 2001, 2002, surgiu aqui no Brasil o Los Pirata. Você sabe o que foi o Los Pirata? Sabe?

Pois o mentor da banda mais sui generis (e para alguns a melhor) que passou por nossa CENA desde sempre (“sempre” no caso é “desde o festival Junta Tribo no interior, o Fábio Massari no “Lado B”da MTV e a Motor Music do Marcos Boffa em Minas Gerais), o guitarrista e cantor João Erbetta, é o convidado de hoje da live da Popload, 17h, no Stories do @poploadmusic.

Erbetta falará obre tudo acima e sobre o que aconteceu depois. A sequência de sua carreira morando em Washington e Los Angeles, fazendo trilhas inclusive para seriados atuais, produzindo discos e integrando banda de turnê de artistas consgrados.

Bamos?

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A live da Popload foi criada para proporcionar, em tempos de clausura, papo e performance com pessoas legais da nossa música. Inclusive… tocando música.

Já rolou por aqui conversa e som com Flavio FingerFingerrr, André Aldo, Eduardo Apeles, Vivian Kuczynski, Lucas Fresno, Rita Papisa Oliva e Ale Sater, do Terno Rei, Bianca e Rodrigo do Leela, Lucas da Glue Trip, Fefel do Boogarins, Duda Brack, Clarice Falcão, Gabriela Deptuski, do My Magical Glowing Lens, Jay Horsth, do Young Lights, Salma & Macloys, do Carne Doce, e a trinca Naíra, Érica e Caro, do sexteto Mulamba. Tudo regado a som ao vivo, adaptado, rearranjado, diferente, tecnicamente perdoadíssimo.

Já teve até DJ set, do ótimo Willian Mexicano, na semana passada, com a digníssima diva pop Pabllo Vittar participando animada. Já teve conversa sobre a história da CENA brasileira com um dos personagens principais dela desde sempre, o agitador Fabrício Nobre.

A ideia da live é que ela, diária, de segunda a sexta no período de quarentena, não necessariamente tenha um horário padrão para rolar, mas até que tem acontecido bastante às 17h. A gente avisa aqui e nas redes o horário certo do dia. Ou, melhor, reforça o aviso quando NÃO for às 5 da tarde.

Então, hoje, às 17h (tchanan!!), no Stories do @poploadmusic, João Erbetta, exímio guitarrista e criador do lendário Los Pirata, conversa com e toca para a Popload.

E sempre lembrando que a Live fica disponível nos Stories por 24 horas, a partir de seu fim ao vivo.

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Mistureba das boas que envolve o Los Pirata e o Bixiga 70, Atønito faz show nesta sexta, em SP

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Na noite desta sexta, 22, conhecida como hoje, o Sesc Pompeia recebe o show de lançamento de um trio que, junto, deve possuir um dos maiores currículos musicais que o Popload já publicou por aqui: é o projeto Atønito. Composto por Cuca Ferreira junto de Loco Sosa e Ro Fonseca, o grupo toca seu primeiro disco em uma sessão de lançamento, destrinchando um trabalho lançado em 2017 e recheado de participações tão especiais quanto as discografias e projetos que os músicos já fizeram parte.

Cuca Ferreira é um dos fundadores do Bixiga 70 e músico responsável por participar de três grandes discos nacionais internacionalmente premiados, “A Mulher do Fim do Mundo”, de Elza Soares, “Dancê”, de Tulipa Ruiz e “Donato Elétrico”, de João Donato. Loco Sosa foi integrante de uma das melhores bandas que o Brasil já teve (garanto), a clássica Los Pirata, perdida nos registros arcaicos dos anos de ouro da MTV brasileira, lá de 2000, além de tocar com Curumin, Pélico, Vanguart e outros. Já Ro Fonseca, tem mais de 20 anos de experiência em produção musical, atuando quase toda a sua carreira como músico de estúdio para diversas bandas nacionais.

A mistura dessas três mentes carregadas de experiências e também de referências, deu vida a um projeto experimental e inrotulável, baseado em arranjos completos e improvisações complexas. Segundo Cuca, a Atønito foi uma forma de concentrar tudo aquilo que não cabia mais em seus projetos atuais e experimentar além do que fez em suas bandas até aqui.

Com 8 músicas e pouco mais de 30 minutos de duração, o trio ainda conta com a participação do músico e produtor de “A Mulher do Fim do Mundo”, Gui Kastrup e Kiko Dinucci, guitarrista do Metá Metá e conhecido da cena nacional por seus muitos projetos e trabalhos lançados. Nesses sons eles misturam diferentes camadas de instrumentos para criarem uma verdadeira experiência sonora. Imagina ao vivo.

Para ver de perto o lançamento do primeiro disco do Atønito, os ingressos estão sendo vendidos no site do Sesc Pompeia e também no local. O evento ocorre hoje, 22 de junho, a partir das 21h e contará com a participação de Gui Kastrup e Teago Oliveira, da banda Maglore. Mais informações você encontra no evento oficial do show no Facebook.

** Link do evento.

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CENA – João Erbetta, com grande elenco, lança música “simples” coberta por arranjos “nada simples”. E sobre amores impossíveis

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Uma das boas notícias do final de ano é que o grande Los Pirata, entre algumas quase voltas, parece querer seguir adiante e firme em 2017, com disco novo e mais de seus famosos shows. Enfim, empolgaram. A gente, por aqui, também.

Enquanto isso não acontece, o guitarrista João Erbetta, que nunca foi de ficar parado, está preparando um EP que pode virar disco cheio, também para o ano que vem. Atualmente guitarrista oficial da Clarice Falcão, ele acabou de lançar um single “estranho” para quem conhece o Los Pirata.

“Pra Decorar Meu Coração” aparece como se fosse uma música do “Elvis Costello se ele morasse no Rio e cantasse em português”, na avaliação do mesmo. Haha. Na faixa, João tem o auxílio do produtor bamba Kassin, do Rio, e do Barba, ex-Los Hermanos, na bateria. João e grande elenco.

O próprio músico dá os detalhes do som novo, para a Popload. “Essa música ‘furou a fila’ do disco, pois eu já havia gravado (com Zé Nigro no baixo e Richard Ribeiro na bateria) 18 bases em São Paulo, meses antes, e estava finalizando as canções, gravando overdubs e quetais. No meio desse processo, numa tacada só, escrevi essa música e mostrei ela para o Kassin. Ele curtiu a parada e me convidou para gravá-la no seu estúdio, aproveitando para experimentarmos o gravador de fita do local, recém-reformado. Estávamos em contato com o Barba, por causa dos ensaios para a tour da Clarice Falcão (ele e Kassin tocaram nos primeiros shows de lançamento) e o convidamos para pilotar a bateria nessa minha música. Kassin tocou baixo, nós três saímos criando, montando esse arranjo e depois eu cobri tudo com mais guitarras, violões, guitarra barítona, lap steel, piano elétrico, percussão, coro e voz”. Apenas.

João conta que Kassin deve aparecer em outras faixas do álbum, porque a relação musical dos dois é diária. “O meu estúdio é no andar de baixo do dele. A troca tem sido extrema. Adoraria ter o Barba em outras faixas também, mas ainda não combinamos nada. Farei o planejamento do disco – que espero estar pronto em abril – assim que voltar das férias. Venho escrevendo essas canções desde 2015. Shows em breve!”, informou.

A “música adulta sobre amores impossíveis” pode ser ouvida abaixo.

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CENA – Encontro de escolas: Los Pirata hoje na Casa do Mancha

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* A velha guarda de espírito novo representada pelo absurdo grupo paulistano hispânico Los Pirata se apresentando ao vivo, hoje à noite, na novas tendências de pegada clássica da também paulistana Casa do Mancha. Esse encontro de notáveis da CENA se dará hoje à noite, tipo 21h, quando Jesus, Loco e Paco se apresentam na Vila Madalena. Bateria de criança espancada no quartinho do Mancha, tudo a ver.

Fica o convite de Jesus Sanchez. Em portunhol legítimo: “Nestra cuarta 14/12, Los Pirata en la Casa Do Mancha, con los indefectiles Jesus Sanchez, Loco Sosa y Paco Garcia! Una rara oportunidad de atualisar su portuñol y degustar los clássicos drinks y rocks de su infancia feliz…”

A casa também chama para o show, desta vez em português: “Paco Garcia, Loco Sosa e Jesus Sanchez estão de volta para arrebatar sonhos e memórias. Los Pirata fecha 2016 com um show inédito, depois de 4 anos navegando por mares inóspitos. Os mega hits “Nada”, “Maldito Verano” e “República de Los Bananas” estarão garantidos na extensa lista de sucessos da Banda”.

A Popload também convoca para este Los Pirata @ Casa do Mancha: “Apenas vá!”

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CENA – Oh, no!!! A grande volta pequena do histórico Los Pirata

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* Uma das bandas mais fora da curva da histórica da música independente brasileira, o incrível trio Los Pirata não era nada que você poderia esperar de uma banda normal. Atuaram com força num cenário devastado do indie brasileiro, por volta de 2002, 2003, no calor do novo rock dos Strokes e White Stripes e se autodenominavam uma banda “neo punk”. Ou, melhor, “neo punque”.

Formado por três amigos que na verdade faziam surf music cantada em portunhol assumido, com nome meio “latino”e meio tirado de “Os Trapalhões”, do Didi Mocó, o grupo tinha em sua composição um guitarrista absurdo que faria Jack White reavaliar sua postura, um ótimo baixista careca que se postava como um robô no palco e um baterista espetacular que tocava… bateria infantil. Não podia dar certo, mesmo. Mas deu, de alguma forma.

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Uma vez, um jornalista de um certo jornal empregou as seguintes palavras para tentar elucidar o que era o Los Pirata, em 2003: “Se o cineasta Quentin Tarantino conhecesse a banda, ela provavelmente faria parte da trilha de um de seus filmes. Se o badalado White Stripes já tivesse visto Paco Garcia, Loco Sosa e Jesús Sanchez em ação, poderia ser que a abertura dos shows dos heróis de Detroit ficasse a cargo do trio brasileiro. A cena independente paulistana forja uma de suas mais interessantes bandas em muitos anos. De show explosivo, formação esquisita, músicas explosivas e esquisitas, perfil hispânico e com a mistura exata de excelência musical e alma indie, o Los Pirata lança agora seu suado CD de estréia. “En una Onda Neo-Punque”, o disco, lançamento do pequeno selo Volume 1, é uma avalanche de surf music, blues rasgado, country de raiz, rock dos anos 50 e um caldo muito, muito pop.”

Alguns discos, muitos shows (inclusive no South by Southwest) e bastantes anos se passaram e o trio de amigos Paco, Loco e Jesús, com coisas mais importante que fazer como ganhar dinheiro, arquivaram a banda e cada um foi morar num lugar, num país.

Mas agora, dia 14 de dezembro, o Los Pirata tem um show marcado para o famoso reduto indie Casa do Mancha, em São Paulo, em concerto ainda a ser anunciado. É o primeiro desde 2012. A idéia é retomar o caminho das apresentações ao vivo, que deu o caráter de banda cult e ajudou a criar o mito do Los Pirata. E talvez músicas inéditas e disco novo em 2017.

Com formação original, Paco?

“Hoje eu moro no Rio, os caras estão em São Paulo, todos com agendas complexas. Eu espero que a gente volte a compor e a gravar no ano que vem. Vai depender dessa agenda. Mas estamos no gás.
E sempre nós três. Tipo poker interminável: ninguém entra, ninguém sai.”

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