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Ao som de “Perfect Day”, do Lou Reed, Karen O e Danger Mouse chegam para acalmar nossos corações

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Dupla acidental que acabou se formando de um jeito delicioso, a cantora estilosa Karen O e o produtor bamba Danger Mouse lançaram em março deste ano o disco/projeto colaborativo Lux Prima, que resultou em 9 canções inéditas.

Na época, a vocalista do Yeah Yeah Yeahs disse que sabia que a parceria daria certo. “Depois de fazer música pelos últimos 20 anos, ao entrar nesse disco com o Danger Mouse eu sabia de duas coisas: uma é que o espírito de colaboração entre nós dois seria algo muito puro; a outra, é que quando mais eu vivo, menos as coisas são claras para mim. Quando você cria a partir de um lugar ‘borrado’, você consegue ir mais longe do que já esteve. Acho que nós dois estamos animados para ir tão longe”.

Essa sintonia pode ser vista, além do álbum, nas raras apresentações que o duo tem feito. A mais recente delas foi em uma session para a cool SiriusXM, onde a dupla mandou até uma cover de “Perfect Day”, canção clássica do gênio Lou Reed, lançada originalmente em 1972 no segundo disco solo do saudoso músico, e revivida nos anos 90 como uma das faixas essenciais da trilha do filme “Trainspotting”.

Quem é assinante da SiriusXM pode ouvir mais canções da session. A rádio disponibilizou em suas redes, de graça, a releitura para “Perfect Day”, que pode ser ouvida abaixo.

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Vinyl “rouba” outro artista da Popload, destrói o rock progressivo e mostra show lindo do “Velvet Underground”

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* Entrou domingo à noite no looping de exibições o segundo episódio da ótima série Vinyl, dramatização dirigida por Martin Scorsese e idealizada por Mick Fucking Jagger sobre uma das combinações espaço/tempo mais eletrizantes da história do rock: a Nova York de 1973. Está ali, em ebulição, o resquício das revoluções dos anos 60, a chegada do hard rock britânico nos EUA, a encheção e esgotamento inevitável do rock progressivo, o nascimento do punk, da disco, do hip hop, tudo sob o olhar de um dono de gravadora chapadão, com questões familiares e filosóficas a resolver entre uma carreira e outra de cocaína, um filme e outro do Bruce Lee, uma zoada em alemães de ricos conglomerados que querem comprar seu negócio. Esse é o resumo “rápido” do espírito de “Vinyl”.

No segundo programa da série, a bonequinha Natalie Prass, destaque da nova música do Popload Festival de 2015, encarnou a frágil Karen Carpenter, vocal e bateria do extrafamoso Carpenters, duo que fazia com o irmão Richard, lançou uns 350 singles de sucesso e naquele “fatídico” ano de 1973 estourou mundialmente também com a conhecidérima “Yesterday Once More”, uma das músicas mais tocadas em rádios FM como Alfa e Antena 1 na história. Em “Vinyl”, Natalie apenas dá a cara a Karen (veja foto abaixo). A voz, interpretando a música, é da distinta cantora folk pop Aimee Mann.

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As incríveis citações musicais e as reinterpretações de nomes históricos com artistas de hoje são a marca do seriado. Logo no começo deste segundo episódio, o Velvet Underground “aparece” tocando, com a musa Nico e tudo. Nos é contado que o casal principal do seriado, o chefão Richie Finestra (Bobby Cannavale) e a lindona Devon (Olivia Wilde) se conheceram anos antes, mais precisamente em 1967, em um show do grupo de Lou Reed, produzido pelo artista Andy Warhol. A passagem é incrível e temos em vídeo, abaixo. Quem faz o papel de Lou Reed no Velvet Underground recriado é o ex-baterista do indie The Drums, o rapaz Connor Hanwick. Mas a voz que canta a climática “Venus in Furs” e a sensacional “Run Run Run”, ambas do histórico disco “The Velvet Underground & Nico”, o mitológico disco da banana cuja capa é um desenho de Andy Warhol, é do nosso amigo Julian Casablancas, dos Strokes. Julian Strokes e Connor Drums são de Nova York.

Neste episódio 2 de “Vinyl” surge forte o esgotamento da cena progressiva viagenzística colossal e rebuscada, que iria verter anos depois, na Inglaterra e nos EUA, na levada simples, cru e energética do punk. Isso é transpirado por “Vinyl”. Em uma sequência uma atrás da outra, Richie se vê tendo uma epifania, prefere usar uma camiseta do Black Sabbath a uma do Pink Floyd, diz que o rock precisa de energia e manda esquecer Yes e a porra do Emerson, Lake and Palmer, quebra um disco do Jethro Tull, demite um funcionário e manda o cara não se esquecer de levar o pôster do Jefferson Airplane com ele. Um massacre.

“Rock’n’roll é rápido, sujo e ‘smash into your head'”, clama Richie. “Tem que ser a canção que te faz cantarolar, te faz lembrar dela na manhã seguinte. Faz ligar para a rádio que tocou para perguntar que música era aquela. Faz arrepiar os pelos do corpo. Faz dançar, foder ou dar uma bica na bunda de alguém”.

No capítulo de ontem, reaparece em cena a banda punk do filho do Mick Jagger, James, outro que já apareceu por aqui para tocar em Popload Gig (o do James Murphy). Jagger Jr. é o vocalista da Nasty Bits (foto abaixo), banda desbocada em teste para ver se é contratada pela gravadora de Richie. O Nasty Bits, na real, usa músicas feitas por Lee Ranaldo, ex-guitarrista do Sonic Youth. Em “Vinyl”, a banda por trás de James Jagger é formada pelos caras da indie Beach Fossils, do Brooklyn.

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Tem muito mais referências em “Vinyl” que um simples post pode comportar. Quem é o menino que faz o Jerry Lee Lewis naquele inserto de “Breathless”?

Ah, quer ouvir como ficou os Carpenters em “Vinyl”, com a Aimee Mann?

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Quando Bowie encontrou Lou Reed. E quando Lou Reed não encontrou o Bowie

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Um pouco mais de Bowie & seus amigos, sim? Falamos há pouco como ele “resgatou” Iggy Pop da lama e ajudou o amigo a fazer um dos discos mais importantes do rock. Além de Iggy, Bowie chegou a fazer parcerias com vários artistas, sendo Mick Jagger, Queen e Lou Reed apenas alguns exemplos, er, básicos.

Destacamos esta última mais pela história deliciosa que levou ao (quase) encontro de Bowie e Reed que pela parceria musical em si.

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A anedota, digamos, foi contada pelo próprio Bowie em uma entrevista a Neil Strauss, no livro Everyone Loves You When You’re Dead – Journeys into Fame and Madness, que contém mais de 200 entrevistas realizadas pelo jornalista e escritor. Nele, Strauss destaca os melhores trechos de centenas de conversas com artistas da música, incluindo aí as circunstâncias e o contexto em quais elas aconteceram.

Abaixo, Bowie descreve seu primeiro grande encontro com seu então ídolo Lou Reed. Ou quase:

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>> O detalhe é que em uma nota de rodapé no livro, Neil Strauss ressalta que nem John Cale o Bowie deve ter encontrado, já que ele também havia deixado a banda na ocasião. De qualquer maneira, tivemos um final feliz. No ano seguinte, Bowie iria produzir “Transformer”, segundo disco solo de Lou Reed.

>> Lou Reed faleceu em outubro de 2013. Na época, Bowie publicou a foto que ilustra este post na home com a mensagem “Ele era um mestre”. Mais fotos da dupla abaixo.

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Em Nottingham, show do Pizza Underground termina em banho de cerveja

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Você está ligado no Pizza Underground, né?
A banda zoeira-séria que tem como grande astro o ator Macaulay Culkin, e que presta homenagem ao Velvet Underground pegando músicas da ex-banda do Lou Reed e adaptando algumas letras com “pizza” e tudo o que isso envolve.

A Popload, enquanto em Londres, destacou semana passada que Culkin e sua banda estavam na Inglaterra onde compareceram em uma inauguração de uma pizzaria (!) e começariam sua primeira turnê pelo país, incluindo shows sold out e aparições no Dot to Dot Festival, que acontece em algumas cidades tipo Manchester, Bristol e Nottingham.

Daí que este show em Nottingham, realizado no último sábado, acabou em confusão. Muita gente não curtiu a ideia e a proposta da banda e logo nas primeiras músicas começaram a atirar cerveja no palco, molhando todos do grupo (inclusive duas meninas). No começo, o famoso ator tentou levar na esportiva: “Por que vocês estão atirando tudo isso de cerveja no palco? Eu prefiro bebê-las”.

A reação imediata do público foi pior e os ataques continuaram, fazendo o show durar apenas 15 minutos. Logo após o incidente, Macaulay Culkin foi ao Twitter e disse que “um par de pessoas arruinou tudo”. No Facebook da banda, alguns presentes ao show justificaram a atitude dizendo que a banda estraga a arte do Velvet Underground. “Estou feliz em ter arremessado uma cerveja e mais feliz ainda por ter acertado em você. A boa arte nunca deve ser comprometida”, disse Patrick Mendes. Em depoimento ao jornal Nottingham post, outro “fã” disse que na verdade a banda na verdade é bem ruim. “Isso soa horrível. Não posso acreditar que ele está fazendo isso. Por que se preocupar? Deve funcionar bem na América, ou algo assim”. Haha.

Um vídeo curto publicado no Instagram mostra um dos momentos em que o grupo é acertado por algumas copadas de cerveja. Ainda estão programados cerca de dez shows do Pizza Underground em terras inglesas até o meio do mês que vem. Vamos ver o que acontece.

* Abaixo, uma foto do grupo deixando o Rock City, casa de shows onde eles se apresentavam.

270514_pizza2* Foto: Splash News

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Banda de Macaulay Culkin, que mistura Velvet Underground e pizza, começa turnê SOLD OUT pela Inglaterra

Popload em Londres, junto com o Macaulay Culkin.

Imagino que você se lembre da história da banda do Macaulay Culkin (!!) fazendo cover de Velvet Underground, que pintou no final do ano passado. Certo? A tal banda, Pizza Underground, é uma espécie de homenagem ao grupo do saudoso Lou Reed com uma pequena peculiaridade: eles pegam os nomes e letras das músicas do Velvet Underground para relacioná-las com pizza. O grupo é composto por Macaulay e amiguinhos todos vestidos de preto e usando óculos escuros. Na mão do Culkin, as canções viram tipo “I’m Waiting for Delivery Man” e “Take a Bite of the Wild Slice”. Ano passado, fizeram um show e venderam um EP de nove canções desta linha na internet por 1 dólar.

Mas a saga, veja bem, está só começando.

Na última terça-feira, a banda hipster do ator mirim mais famoso da década de 90 – hoje com 33 anos de idade – iniciou sua primeira TURNÊ no Reino Unido, na cidade de Reading. E com fila gigante esperando, como mostra a foto publicada pelo jornal britânico do Daily Mail.

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Na noite de ontem, rolou o primeiro show deles em Londres. Infelizmente, perdi. E horas antes do show, a banda apareceu na inauguração de uma pizzaria (!!) em Clapton. Perdi essa também, vou ver se dou um pulo lá hoje. Haha. Seguem as fotos deles na pizzaria:

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A informação é que, na pizzaria, a banda-pizza do Culkin tocou músicas como “I’m Waiting For The Delivery Man” (que parece ser o hit deles) e “All The Pizza Parties”. Gênios.

Tem um vídeo do show no clubinho Concrete.

Daí fui dar uma pesquisada e vi que a turnê deles por aqui é séria mesmo. E tem até alguns shows SOLD OUT!

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Abaixo, algumas fotos do show da Pizza Underground em Londres, ontem. Todas da Exposure, replicadas pelo Daily Mail.

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* Eles também têm um tumblr bem legal, atualizado por todos da banda, inclusive Macaulay, com fotos e montagens tipo essa.