Em luedji luna:

TOP 50 DA CENA – Música nova da Tuyo é um sonho. Silva passa passando. Mais: a criação de Duda Brack e a recriação de Chuck Hipólitho

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* Sonho e superação lideram nosso ranking, na semana louca da corrida presidencial americana. O que isso tem a ver? Pensa mais.
A banda Tuyo anda se arriscando, misturando. E acertando cada vez mais. Até em outras dimensões: oníricas, de estilo.
O já consagrado músico capixaba Silva também. Ele é amigo da Ivete Sangalo, mas é amigo do ska independente. E anda caminhando bem em qualquer seara que se apresente. Que ele apresente. E fez uma rádio. E fez um vídeo espertíssimo sobre superação, quando pode se imaginar que é sobre lamento. Quão nobre é esse rapaz?
A gaúcho-carioca Duda Brack lançou um vídeo que contém uma música, não o contrário. O paulista-paulistano Chuck Hipólitho lançou uma música de memória afetiva que contém o vídeo mais rápido de todos os tempos. E que ficou demais.
Nossa geografia musical é muito linda. Não vamos deixar que queimem ela.

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1 – Tuyo – “Sonho da Lay” (Estreia)
Você anda sonhando? Ou já acorda apressado e perde o que sonhou? Vai ver a Lay Soares, parte do trio Tuyo, aprendeu com Sidarta Ribeiro, neurocientista que sabe tudo do assunto, a técnica de registrar os sonhos antes de eles sumirem na nossa mente. E transformou isso em canção. E que canção absurda de boa! Tuyo cada vez melhor. O som ainda tem a participação do cantor carioca Luccas Carlos.
2 – Silva – “Passou Passou” (Estreia)
Atualmente entre os gigantes da MPB, Silva visita com esse ska-MPB suas raízes indie. A letra, dele e do irmão Lucas, é uma fofura sem tamanho. Dentro da MPB a caminho do mainstream, Silva é a voz de esperança e de habilidade em seu sentido, porque parece que a música é de fim, mas é de recomeço. E tem um vídeo maravilhoso, em plano sequência. Parece Belle & Sebastian. Com ou sem Anitta envolvida.
3 – Carabobina – “Pra Variar” (1)
Bem boa a brisa do casal Alejandra Luciani, engenheira de som de primeira, e Raphael Vaz, mais conhecido por Fefel do Boogarins. Um pop torto, eletrônico, ruídos lá e cá, que pega na produção acertada da Alejandra. Para fãs e não-fãs de Boogarins _ mas quem não é fã do Boogarins, hein?
4 – Luedji Luna – “Ain’t I a Woman” (4)
Seguimos aqui apaixonados pelo disco novo da Luedji. “Ain’t I a Woman”, uma das muitas boas faixas, e que pega o título do fundamental livro da autora e feminista Bell Hooks, traz o questionamento para dentro de uma história onde um homem esconde seu relacionamento com uma mulher negra. “Por acaso eu não sou uma mulher?”, questiona Luedji. Ao mesmo tempo, a música pode ser lida como uma denúncia mais ampla aos “apagamentos” das mulheres negras na sociedade como um todo.
5 – Mahal Pita – “Oração ao Pretos-moços” (Estreia)
Parte de uma narrativa multimídia que leva o nome de M8TADATAH, Mahal, que já colaborou com BaianaSystem, Afrocidade e Giovanni Cidreira no EP MANO*MAGO, lança este primeiro som que você só encontra no YouTube. É a porta de entrada de uma história que mescla o real e a ficção e reflete sobre alta tecnologia, extermínio da população negra e a noção de pós-morte.
6 – Nelson D – “Xenofunk” (2)
Nelson D coloca seu Futurismo Indígena para dialogar com o funk em uma música com diferentes climas e momentos. Parece até um filme. Na letra, um papo sobre xenofobia e a força das diferenças. Afinal, o que temos em comum? As diferenças.
7 – Chuck Hipólitho – “Disincaine” (Estreia)
A mão do Chuck para versões é assustadora. Ele pira em uma música e arrepia na sua versão. A da vez é a divertida “Disincaine”, de um outro ex-VJ da MTV, o senhor Gastão Moreira em sua banda R.I.P. Monsters. E o vídeo, feito e editado em pouco mais de uma hora, mostra o capricho audiovisual de Chuck, outra característica sua. Cara bom.
8 – Duda Brack – “Toma Essa” (Estreia)
A voz da Duda Brack sempre arrepiando em uma música daquelas de fim de relacionamento. O refrão escrito por Bruna Caram já é invejado em diversas pistas do país. Ganhou um filme, como vídeo.
9 – Kiko Dinucci – “Habitual” (Estreia)
10 – Marcelo Callado – “Borboletas” (Estreia)
Ava Rocha aparece nessas duas músicas. Com Kiko, faz a capa do single e as vozes em uma letra do músico cantandoo cotidiano repetitivo dos nossos anos 20 tensos. Com Marcelo, a parceria é na composição na canção de um longa e incansável busca por amor.
11 – Tagua Tagua – “Só Pra Ver” (3)
12 – Supervão – “Fim de Nós/Fim do Sol” (5)
13 – Gabrre – “Elephants” (6)
14 – Guilherme Held – “Corpo Nós” (7)
15 – Pessoas Estranhas – “Rubens” (8)
16 – Autoramas – “Carinha Triste” (9)
17 – KL Jay – “Território Inimigo” (10)
18 – Marrakesh – “Tripin’” (11)
19 – Yannick Hara – “Necropolítica” (12)
20 – Compositor Fantasma – “Banjos e Demônios” (14)
21 – Giovanna Moraes – “Futuros do Passado” (15)
22 – Mulungu – “A Boiar” (17)
23 – RAKTA – “Rubro Êxtase” (18)
24 – Ana Frango Elétrico – “Mama Planta Baby” (20)
25 – Marcelo D2 – “4º AS 20h” (21)
26 – Carne Doce – “Hater” (22)
27 – Rohmanelli – “Toneaí” (23)
28 – PLUMA – “Leve” (25)
29 – Luiza Lian – “Geladeira” (26)
30 – BK – “Movimento” (27)
31 – Vivian Kuczynski – “Pele” (28)
32 – Boogarins – “Cães do Ódio” (29)
33 – Jup do Bairro – “Luta por Mim” (30)
34 – Dexter, Djonga, Coruja BC1, KL Jay, Will – “Voz Ativa” (31)
35 – Mateus Aleluia – “Amarelou” (32)
36 – Valciãn Calixto – “Nunca Fomos Tão Adultos” (33)
37 – Letrux – “Vai Brotar” (34)
38 – Elza Soares e Flávio Renegado – “Negão Negra” (36)
39 – Negro Leo – “Tudo Foi Feito pra Gente Lacrar” (37)
40 – Don L – “Kelefeeling” (40)
41 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (41)
42 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (42)
43 – ÀIYÉ – “Pulmão” (43)
44 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (44)
45 – Edgar – “Carro de Boy” (45)
46 – Kiko Dinucci – “Veneno” (46)
47 – Jhony MC – F.A.B. (47)
48 – Djonga – “Procuro Alguém (48)
49 – Vovô Bebê – “Êxodo” (49)
50 – Troá! – “Bicho” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** A imagem que ilustra este post é do Silva.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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TOP 50 DA CENA – O nome da banda é Carabobina. E tá em 1º lugar. Acostume-se a ela. Nelson D traz o contundente indie-indígena de volta à conversa. E mais: Supervão, Luedji, Tagua Tagua, Gabrre e Pessoas Estranhas no top 10

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* Um Boogarins torto, de som torto como não é o do Boogarins, emplaca o primeiro lugar no Top 50 desta semana. Que música é esta, “Pra Variar”, que vem não sei de onde e nos leva não sei para onde. Gostamos dessa sensação na música. Nos leva para a desafiante zona de desconforto. Fora que o álbum inteiro do Fefel mais sua escudeira Alejandra, os Carabobina, está chegando. Logo falaremos mais, inevitavelmente.
Nosso indie-indígena, tão celebrado na Popload, neste Top 50 e até no jornal inglês “The Guardian’, bota na vice-liderança uma grande liderança deste Futurismo Indígena da música brasileira, o ítalo-amazonense Nelson D.
Os discos do Tagua Tagua e da Liedji Luna continua nos maravilhando, então deixa eles ainda mais perto do topo, para o impacto da playlist (que é o que importa) seja imediato.
Porque daí chegam os meninos da Supervão e nos bagunçam todo. Que semana!!!

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1 – Carabobina – “Pra Variar” (Estreia)
Bem boa a brisa do casal Alejandra Luciani, engenheira de som de primeira, e Raphael Vaz, mais conhecido por Fefel do Boogarins. Um pop torto, eletrônico, ruídos lá e cá, que pega na produção acertada da Alejandra. Para fãs e não-fãs de Boogarins _ mas quem não é fã do Boogarins, hein?
2 – Nelson D – “Xenofunk” (Estreia)
Nelson D coloca seu Futurismo Indígena para dialogar com o funk em uma música com diferentes climas e momentos. Parece até um filme. Na letra, um papo sobre xenofobia e a força das diferenças. Afinal, o que temos em comum? As diferenças.
3 – Tagua Tagua – “Só Pra Ver” (2)
Toques psicodélicos combinados com um charme pop. Um riff daqueles na guitarra e no baixo. Tagua Tagua prontinho para o sucesso, hein? Hit grudento a furar a bolha da música independente brasileira, talvez. Talvez!
4 – Luedji Luna – “Ain’t I a Woman” (4)
O disco novo da Luedji saiu e isso é um evento, porque já deu para notar que temos várias músicas nota 10 por aqui. “Ain’t I a Woman”, que pega o título do fundamental livro da autora e feminista Bell Hooks, traz o questionamento para dentro de uma história onde um homem esconde seu relacionamento com uma mulher negra. “Por acaso eu não sou uma mulher?”, questiona Luedji. Ao mesmo tempo, a música pode ser lida como uma denúncia mais ampla aos “apagamentos” das mulheres negras na sociedade como um todo.
5 – Supervão – “Fim de Nós/Fim do Sol” (Estreia)
Já falamos de brisa nesta edição, mas vale repetir. Que brisa é esta do Supervão? A banda electro-indie (cada vez mais electro e menos indie) segue bebendo uma água diferenciada, para dizer o mínimo. Parece que o trio está vendo alguma coisa que ninguém está vendo. São Leopoldo, RS, cada vez mais perto de Manchester. A gente curte bem. E os cinco minutos dela são muito pouco. Extended mix pra já.
6 – Gabrre – “Elephants” (Estreia)
Com seu indie cantalorável com toques eletrônicos que nos lembra Caribou e Unknown Mortal Orchestra, o gaúcho novinho Gabrre apresenta seu bom álbum de estreia cheio de altas referências para sua idade e com nome um tanto quanto inusitado mas que ele jura fazer sentido: “Tocar Em Flores Pelado”.
7 – Guilherme Held – “Corpo Nós” (1)
Grande guitarrista da CENA, era de se esperar que em seu primeiro álbum solo Held colocasse seu instrumento para falar (gritar) mais alto. Ela até está lá em vários momentos, mas trabalha mais em função do que é melhor para as composições dele em diversas colaborações. “Corpo Nós” é exemplo disso, onde Held quase não aparece para brilhar a interpretação única de Juçara Marçal na letra de Alice Coutinho e um esperta bateria dupla feita por Sérgio Machado e Décio do Bixiga 70. E olha que ainda estamos no início de degustação desse disco, já discaço para nós.
8 – Pessoas Estranhas – “Rubens” (Estreia)
Classificada pela própria banda como uma música sem vergonha, aprovamos a nova aventura da dupla Guilherme Silva e Stephan Feitsma, da nova porém veterana geração do indie paulistano de música boa. Várias canções em uma só: divertida (é inspirada em um cão de um deles) e bem séria para abrir um disco e apontar todo o caminho de suingue que o duo escolheu para trilhar. Fora, que, às vezes, uma música assim é tudo o que precisamos.
9 – Autoramas – “Carinha Triste” (Estreia)
Ah, o amadurecimento. O Autoramas em releitura de uma velha canção deixa seu som mais solto. Saí a guitarra abafada e entra uma vibe mais divertida. E uma produção mais caprichada, lógico.
10 – KL Jay – “Território Inimigo” (3)
Kl Jay sempre acerta. Aqui ele oferece seu balanço único para as vozes de Jota Ghetto, Amiri e Anarka. Na letra, a denúncia sobre o racismo brasileiro que se evidencia em assassinatos brutais e políticas públicas desastrosas que criminalizam a existências da população negra no país. Um basta daqueles em uma questão urgente.
11 – Marrakesh – “Tripin’” (5)
12 – Yannick Hara – “Necropolítica” (Estreia)
13 – Teach Me Tiger – “Wasted” (6)
14 – Compositor Fantasma – “Banjos e Demônios” (7)
15 – Giovanna Moraes – “Futuros do Passado” (8)
16 – RRocha – “Rua” (9)
17 – Mulungu – “A Boiar” (10)
18 – RAKTA – “Rubro Êxtase” (11)
19 – Chuck Hipolitho – “Mais Ou Menos Bem” (12)
20 – Ana Frango Elétrico – “Mama Planta Baby” (13)
21 – Marcelo D2 – “4º AS 20h” (15)
22 – Carne Doce – “Hater” (16)
23 – Rohmanelli – “Toneaí” (18)
24 – JP – “Eu Quero Perder Você” (21)
25 – PLUMA – “Leve” (23)
26 – Luiza Lian – “Geladeira” (24)
27 – BK – “Movimento” (25)
28 – Vivian Kuczynski – “Pele” (27)
29 – Boogarins – “Cães do Ódio” (28)
30 – Jup do Bairro – “Luta por Mim” (29)
31 – Dexter, Djonga, Coruja BC1, KL Jay, Will – “Voz Ativa” (30)
32 – Mateus Aleluia – “Amarelou” (31)
33 – Valciãn Calixto – “Nunca Fomos Tão Adultos” (32)
34 – Letrux – “Vai Brotar” (33)
35 – Apeles – “Tudo Que Te Move” (34)
36 – Elza Soares e Flávio Renegado – “Negão Negra” (35)
37 – Negro Leo – “Tudo Foi Feito pra Gente Lacrar” (36)
38 – Rincon Sapiência – “Malícia” (37)
39 – Marcelo Perdido – “Bastante” (38)
40 – Don L – “Kelefeeling” (40)
41 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (41)
42 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (42)
43 – ÀIYÉ – “Pulmão” (43)
44 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (44)
45 – Edgar – “Carro de Boy” (45)
46 – Kiko Dinucci – “Veneno” (46)
47 – Jhony MC – F.A.B. (47)
48 – Djonga – “Procuro Alguém (48)
49 – Vovô Bebê – “Êxodo” (49)
50 – Troá! – “Bicho” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** A imagem que ilustra este post é do Carabobina, a banda do Fefel e da Alejandra, top do nosso Top.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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TOP 50 DA CENA – Tem e-m-p-a-t-e na décima posição do nosso Ranking. Procure entender. Mais: Guilherme Held inverte a ordem e chega ao topo. E alguém leva o Tagua Tagua para tocar no rádio, pfv?

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* Se você olhar bem, tem um EMPATE na décima posição do nosso ranking na semana. Empate de duas músicas que ainda não existem, mas existem. É o que pode esta CENA. Os malucos do Mel Azul lançaram seu single só no Whatsapp, por enquanto. Vai chegar, calma. Mas, veja bem, já chegou. O Mulungu, de conexões do Nordeste, lançou seu single via Zoom, com direito à meditação, relaxamento, respiração diferente. Vai chegar, calma. Mas, veja bem, já chegou. Em outra dimensão, mas chegou. Que lindo tudo isso.
Falando na música campeã da semana, palmas para Guilherme Held, famoso guitarrista “dos outros”, mas que brilha em seu primeiro trabalho solo, invertendo a coisa e fazendo “os outros” colaborarem para ele. Destaque ainda para a charmosíssima psicodelia do Tagua Tagua. Fechamos os olhos e pegamos uma música qualquer de seu delicioso novo álbum. E só não botamos em primeiro porque o Guilherme Held não deixou.
Que linda esta CENA!

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1 – Guilherme Held – “Corpo Nós” (Estreia)
Grande guitarrista da CENA, era de se esperar que em seu primeiro álbum solo Held colocasse sua guitarra pra falar mais alto. Ela até está lá em vários momentos, mas trabalha mais em função do que é melhor pras composições dele em diversas colaborações. “Corpo Nós” é exemplo disso, onde Held quase não aparece para brilhar a interpretação única de Juçara Marçal na letra de Alice Coutinho e um esperta bateria dupla feita por Sérgio Machado e Décio do Bixiga 70. E ainda mal começamos a ouvir e ouvir esse disco, já discaço para nós.
2 – Tagua Tagua – “Só Pra Ver” (Estreia)
Toques psicodélicos combinados com um charme pop. Um riff daqueles na guitarra e no baixo. Tagua Tagua prontinho pro sucesso, hein? Hit grudento prontinho pra furar a bolha da música independente brasileira, talvez. Talvez!
3 – KL Jay – “Território Inimigo” (1)
Kl Jay sempre acerta. Aqui ele oferece seu balanço único para as vozes de Jota Ghetto, Amiri e Anarka. Na letra, a denúncia sobre o racismo brasileiro que se evidencia em assassinatos brutais e políticas públicas desastrosas que criminalizam a existências da população negra no país. Um basta daqueles em uma questão urgente.
4 – Luedji Luna – “Ain’t I a Woman” (2)
O disco novo da Luedji saiu e isso é um evento, porque já deu para notar que temos várias músicas nota 10 por aqui. “Ain’t I a Woman”, que pega o título do fundamental livro da autora e feminista Bell Hooks, traz o questionamento para dentro de uma história onde um homem esconde seu relacionamento com uma mulher negra. “Por acaso eu não sou uma mulher?”, questiona Luedji. Ao mesmo tempo, a música pode ser lida como uma denúncia mais ampla aos “apagamentos” das mulheres negras na sociedade como um todo.
5 – Marrakesh – “Tripin'” (Estreia)
Pense global, aja local. O Marrakesh tem feito as coisas certinhas na sua trajetória. Ajudaram a tirar a música independente de Curitiba de uma ressaca pós-Bonde do Rolê e agora, com um pé no Paraná e outro em SP, focam numa conexão mais apropriada para seus shows, suas roupas, sua postura psicodélica que roça no pop. É o Marrakesh ressurgindo em nova fase, pós-pandemia.
6 – Teach Me Tiger – “Wasted” (Estreia)
Essa dupla belga-paulistana da cena mineira andava meio sumida, mas ressurgiu tão afiada quanto antes. Esse single novo antecipa um novo disco, “Copy of Myself”, que chega em novembro. Para prestar atenção. Porque, yes, nós temos post-punk!
7 – Compositor Fantasma – “Banjos e Demônios” (Estreia)
Segue a saga do compositor desconhecido, mais ou menos. Nesse som, uma porrada em líderes charlatões. Apesar do tema pesado, ele não abre do refrão pegajoso. Potente.
8 – Giovanna Moraes – “Futuros do Passado” (6)
Aqui a talentosa e inquieta Giovanna encontra uma forte conexão entre música e texto. Entre voz e ritmo. Se a ideia da letra é refletir sobre mudanças e transições, o som acompanha bem isso indo para diferentes rumos, inclusive alguns sem saída – quando a música até para. E retoma. Giovanna parece saber fazer o que quer com seu som. Até criar uma perguntinha boa a partir dele. Como criar um futuro que não esteja amarrado ao passado? Já pensou nisso?
9 – RRocha – “Rua” (Estreia)
Rocha tocou guitarra e baixo, além de cantar, na Wannabe Jalva. Agora solo, o cantor se repagina em um som menos “space”, mais MPB distorcida, a caminho do primeiro álbum. Interessante demais esse rolê que ele encontrou.
10 – Mel Azul, “Mimo” – Mulungu – “A Boiar” (Estreias)
Olha… A primeira música, da banda paulistana Mel Azul, foi lançada nesta semana. Pelo Whatsapp somente. Ainda não foi para as plataformas. A segunda, do grupo nordestino (Recife/Natal) Mulungu, foi lançada no Zoom. Ainda não está nas plataformas. Essa décima posição é para guardar um lugar no top 10 do Top 50 para as duas, entende? A gente ouviu e ambas merecem.
11 – RAKTA – “Rubro Êxtase” (3)
12 – Chuck Hipolitho – “Mais Ou Menos Bem” (4)
13 – Ana Frango Elétrico – “Mama Planta Baby” (5)
14 – Plutão Já Foi Planeta – “Risco de Sol” (7)
15 – Marcelo D2 – “4º AS 20h” (8)
16 – Carne Doce – “Hater” (9)
17 – WRY – “Tumulto, Barulho e Confusão” (10)
18 – Rohmanelli – “Toneaí” (16)
19 – Matuê – “Máquina do Tempo” (18)
20 – The Baggios – “Hendrixiano” (20)
21 – JP – “Eu Quero Perder Você” (21)
22 – Gabrre – “De Noite Eh Dia de Sair” (22)
23 – PLUMA – “Leve” (23)
24 – Luiza Lian – “Geladeira” (24)
25 – BK – “Movimento” (25)
26 – Nana – “Independência ou Morte” (26)
27 – Vivian Kuczynski – “Pele” (27)
28 – Boogarins – “Cães do Ódio” (28)
29 – Jup do Bairro – “Luta por Mim” (29)
30 – Dexter, Djonga, Coruja BC1, KL Jay, Will – “Voz Ativa” (30)
31 – Mateus Aleluia – “Amarelou” (31)
32 – Valciãn Calixto – “Nunca Fomos Tão Adultos” (32)
33 – Letrux – “Vai Brotar” (33)
34 – Apeles – “Tudo Que Te Move” (34)
35 – Elza Soares e Flávio Renegado – “Negão Negra” (35)
36 – Negro Leo – “Tudo Foi Feito pra Gente Lacrar” (36)
37 – Rincon Sapiência – “Malícia” (37)
38 – Marcelo Perdido – “Bastante” (38)
39 – Kunumí MC – “Xondaro Ka’aguy Reguá (Guerreiro da Floresta)” (39)
40 – Don L – “Kelefeeling” (40)
41 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (41)
42 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (42)
43 – ÀIYÉ – “Pulmão” (43)
44 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (44)
45 – Edgar – “Carro de Boy” (45)
46 – Kiko Dinucci – “Veneno” (46)
47 – Jhony MC – F.A.B. (47)
48 – Djonga – “Procuro Alguém (48)
49 – Vovô Bebê – “Êxodo” (49)
50 – Troá! – “Bicho” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** A imagem que ilustra este post é do guitarrista Guilherme Held, em foto de José de Holanda.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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TOP 50 DA CENA – KL Jay senta no trono. Luedji Luna chega junto. As Rakta e Giovanna Moraes mandam um “Oi”, cada uma do seu jeito

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* E teve um feriado no meio do caminho. A produção de singles e vídeos e discos deu uma arrefecida, o que foi bom para a gente fazer um rearranjo nas dez primeiras do nosso Top 50.
E na dança dos números, que na real faz pouco efeito na nossa playlist, trouxe para o topo o grande KL Jay, a cabeça musicalmente pensante dos Racionais, aqui na versão solo. Solo porém bem acompanhado. Bom, você sabe do que estamos falando.
A cativante cantora baiana Luedji Luna marca a presença com seu discos de boas músicas para este Top top. Outro nome que se não me engano aparece pela primeira vez é o do grupo paulistano de cold wave (permita-me!) Rakta, com uma música não-música.
Daria uma ótima quebra na nossa playlist, se a música estivesse no Spotify. Nem a do KL Jay está, na verdade. Para ouvir ssas duas tem que dar uma caçadinha. Faz parte. As outras 48 estão lindas e conectadas na playlist!!!

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1 – KL Jay – Território Inimigo” (2)
Kl Jay sempre acerta e agora alcança o primeiro lugar no Top 50, depois de ter entrado em segundo. A música do KL Jay cresceu por aqui. Nela, ele oferece seu balanço único para as vozes de Jota Ghetto, Amiri e Anarka. Na letra, a denúncia sobre o racismo brasileiro que se evidencia em assassinatos brutais e políticas públicas desastrosas que criminalizam a existências da população negra no país. Um basta daqueles em uma questão urgente.
2 – Luedji Luna – “Ain’t I a Woman” (Estreia)
O disco novo da Luedji acabou de sair e estamos só começando a absorver a obra. Mas já dá para dizer que temos várias músicas nota 10 por aqui. “Ain’t I a Woman”, que pega o título do fundamental livro da autora e feminista Bell Hooks, traz o questionamento para dentro de uma história onde um homem esconde seu relacionamento com uma mulher negra. “Por acaso eu não sou uma mulher?”, questiona Luedji. Ao mesmo tempo, a música pode ser lida como uma denúncia mais ampla aos “apagamentos” das mulheres negras na sociedade como um todo.
3 – RAKTA – “Rubro Êxtase” (Estreia)
Dez minutos. Que passam como se não fossem dez minutos de uma bela piração viajada daquelas fortes. Alguém faça o filme que vai ter essa trilha sonora. Ou vai lá e faz um na imaginação para essa música-não música caber. Aconteceu por aqui.
4 – Chuck Hipolitho – “Mais Ou Menos Bem” (1)
Está aí um som que combina demais com nosso estado quarentenesco. Não só pelo nome do single lançado, mas também por seu vídeo, com imagens de umas colagens na janela enfeitada do quarto onde Chuck gravou grande parte de seu novo álbum, que sai mês que vem. De uma janela em que só podemos ver o tempo de um dia passar. Até um outro começar. E passar. A música é uma versão de “Más O Menos Bien”, da conhecida e muito boa banda indie argentina El Mató a un Policía Motorizado. E, muito além dos conceitos, tem a canção. E que canção! E que refrão!
5 – Ana Frango Elétrico – “Mama Planta Baby” (3)
Ana vai conquistar o mundo. A gente já sabia e o mundo agora parece que está sendo informado. Indicação ao Grammy, livro e um novo single que deixa a gente com a certeza de que a sua produção segue afiada em um som que ela explica assim: “Pensei numa melodia que pudesse ser cantada para plantas e bebês, trazendo timbres que têm me interessado, como a flauta, órgão e violão, misturando elementos da bossa-nova, chamber-pop e soft-eletro-indie. Quis explorar efeitos, estéreos e repetições trazendo elementos em comum ao ‘Little Electric Chicken Heart’, como dobras, coros, metais, e divergindo em outros aspectos, como forma e timbres”.
6 – Giovanna Moraes – “Futuros do Passado” (Estreia)
Aqui Giovanna encontra uma forte conexão entre música e texto. Entre voz e ritmo. Se a ideia da letra é refletir sobre mudanças e transições, o som acompanha bem isso indo para diferentes rumos, inclusive alguns sem saída – quando a música até para. E retoma. Giovanna parece saber fazer o que quer com seu som. Até criar uma perguntinha boa a partir dele. Como criar um futuro que não esteja amarrado ao passado? Já pensou nisso?
7 – Plutão Já Foi Planeta – “Risco de Sol” (4)
No esperto EP em que gravam composições de seus conterrâneos de Natal, a banda saca ideias musicais próprias bem fortes e que falam de certa maneira um monte justamente sobre a cidade e sua relação com a banda. Indie-geografia. Tendência linda que temos comentado bem por aqui.
8 – Marcelo D2 – “4º AS 20h” (5)
Em um beat inspirado do Kamau, Rodrigo Ogi deixa mais uma letra nota 10 em um disco que não é o seu este ano – o outro exemplo é o som que escreveu pra Kiko Dinucci. Marcelo D2 em uma track sua soa quase como participação de luxo, consequência de sua ideia de montar um superálbum gravado e escrito remotamente durante a pandemia por muitas vozes e canetas. Que sacada e que generosidade com os mais novos.
9 – Carne Doce – “Hater” (7)
Single a single eles foram conquistando espaço em um disco que firma a banda em outros níveis da música brasileira, se é que existem outros níveis além de onde eles já estão. A banda está fazendo grandes músicas. Cada vez maiores. E, veja bem, “Interior”, o álbum, mostra o Carne Doce muito além de “apenas” ser a “banda da Salma”
10 – WRY – “Tumulto, Barulho e Confusão” (8)
A reflexão do Wry sobre tempos nada simples de entender se encaixa em um música bonita e agradável. Sabe aquela simplicidade assobiável? Não é todo dia que sai música assim. Queremos esse álbum que chega no fim do mês.
11 – Daniel Tupy – “Bem” (9)
12 – Romero Ferro – “Fake” (10)
13 – Leveze – “Aurora” (11)
14 – Luedji Luna – “Bom Mesmo É Estar Debaixo D`água” (12)
15 – SARTØR – “NEVER COMING HOME” (13)
16 – Rohmanelli – “Toneaí” (14)
17 – Autoramas – “Dinâmica de Bruto” (15)
18 – Matuê – “Máquina do Tempo” (16)
19 – Tagua Tagua – “Só Pra Ver” (17)
20 – The Baggios – “Hendrixiano” (18)
21 – JP – “Eu Quero Perder Você” (19)
22 – Gabrre – “De Noite Eh Dia de Sair” (21)
23 – PLUMA – “Leve” (23)
24 – Luiza Lian – “Geladeira” (24)
25 – BK – “Movimento” (25)
26 – Nana – “Independência ou Morte” (26)
27 – Vivian Kuczynski – “Pele” (27)
28 – Boogarins – “Cães do Ódio” (28)
29 – Jup do Bairro – “Luta por Mim” (29)
30 – Dexter, Djonga, Coruja BC1, KL Jay, Will – “Voz Ativa” (30)
31 – Mateus Aleluia – “Amarelou” (31)
32 – Valciãn Calixto – “Nunca Fomos Tão Adultos” (32)
33 – Letrux – “Vai Brotar” (33)
34 – Apeles – “Tudo Que Te Move” (34)
35 – Elza Soares e Flávio Renegado – “Negão Negra” (35)
36 – Negro Leo – “Tudo Foi Feito pra Gente Lacrar” (36)
37 – Rincon Sapiência – “Malícia” (37)
38 – Marcelo Perdido – “Bastante” (38)
39 – Kunumí MC – “Xondaro Ka’aguy Reguá (Guerreiro da Floresta)” (39)
40 – Don L – “Kelefeeling” (40)
41 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (41)
42 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (42)
43 – ÀIYÉ – “Pulmão” (43)
44 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (44)
45 – Edgar – “Carro de Boy” (45)
46 – Kiko Dinucci – “Veneno” (46)
47 – Jhony MC – F.A.B. (47)
48 – Djonga – “Procuro Alguém (48)
49 – Vovô Bebê – “Êxodo” (49)
50 – Troá! – “Bicho” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** A imagem que ilustra este post é da cantora carioca Ana Frango Elétrico.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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TOP 50 DA CENA – Chuck nos pegou. KL Jay nos balançou. Wry tumultuou. E Plutão nos botou de volta no nosso mapa. Confira o ranking da peculiar música brasileira

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* Confessamos. “Mais ou Menos Bem”, do Chuck, nos pegou. Primeiro por tudo o que a música envolve (lê abaixo). E, depois, porque é uma belíssima de uma música. Ainda que não do Chuck. Mas muito do Chuck, por esse exercício de colocar o português numa música gringa numa época em que “descobriu-se” que o português cabe sim no rock, na música pop, no trap, onde for. Ao contrário do que se acreditava até há pouco tempo. O refrão, de tão simples e o sincero, nos leva a outro lugar. A um lugar que queremos ir, porque nos é confortável.
Aí junta isso com a contundência que se espera de um cara como o KL Jay, em tudo que o que ele carrega nas costas na música, e formamos a dupla líder desta semana deste ranking poderoso. Sendo que o que é poderoso, está poderoso, é o caminho que a música brasileira tem tomado.
E isso, “planilhado aqui”, junto com todas as 48 posições, como a gente vem fazendo semanalmente, fica tão claro. Não fica?

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1 – Chuck Hipolitho – “Mais Ou Menos Bem” (Estreia)
Está aí um som que combina demais com nosso estado quarentenesco. Não só pelo nome do single lançado, mas também por seu vídeo, com imagens de umas colagens na janela enfeitada do quarto onde Chuck gravou grande parte de seu novo álbum, que sai mês que vem. De uma janela em que só podemos ver o tempo de um dia passar. Até um outro começar. E passar. A música é uma versão de “Más O Menos Bien”, da conhecida e muito boa banda indie argentina El Mató a un Policía Motorizado. E, muito além dos conceitos, tem a canção. E que canção! E que refrão!
2 – Kl Jay – Território Inimigo” (Estreia)
Kl Jay sempre acerta. Aqui oferece seu balanço único para as vozes de Jota Ghetto, Amiri e Anarka. Na letra, a denúncia sobre o racismo brasileiro que se evidencia em assassinatos brutais e políticas públicas desastrosas que criminalizam a existências da população negra no país. Um basta daqueles em uma questão urgente.
3 – Ana Frango Elétrico – “Mama Planta Baby” (1)
Ana vai conquistar o mundo. A gente já sabia e o mundo agora parece que está sendo informado. Indicação ao Grammy, livro e um novo single que deixa a gente com a certeza de que a sua produção segue afiada em um som que ela explica assim: “Pensei numa melodia que pudesse ser cantada para plantas e bebês, trazendo timbres que têm me interessado, como a flauta, órgão e violão, misturando elementos da bossa-nova, chamber-pop e soft-eletro-indie. Quis explorar efeitos, estéreos e repetições trazendo elementos em comum ao ‘Little Electric Chicken Heart’, como dobras, coros, metais, e divergindo em outros aspectos, como forma e timbres”.
4 – Plutão Já Foi Planeta – “Risco de Sol” (Estreia)
No esperto EP em que gravam composições de seus conterrâneos de Natal, a banda saca ideias musicais próprias bem forte e que fala de certa maneira um monte justamente sobre a cidade e sua relação com a banda. Indie-geografia. Tendência linda que temos comentado bem por aqui.
5 – Marcelo D2 – “4º AS 20h” (2)
Em um beat inspirado do Kamau, Rodrigo Ogi deixa mais uma letra nota dez em um disco que não é o seu este ano – o outro exemplo é o som que escreveu pra Kiko Diinucci. Marcelo D2 em uma track sua soa quase como participação de luxo, consequência de sua ideia de montar um superálbum gravado e escrito remotamente durante a pandemia por muitas vozes e canetas. Que sacada e que generosidade com os mais novos.
6 – Revolta – “Hecatombe Genocida” (3)
Nosso “We Are the World” do mundo invertido. “Cem mil mortos entupindo o poço da escuridão/ A justiça vai caindo/ Facistas na contramão/ O terror em forma de governo/ Misturado com ódio e veneno/ Extermina toda a razão/ Patriotas de pele mais clara/ Mundo podre da corrupção”, diz a letra da banda que tem em suas fileiras “apenas” João Gordo (Ratos de Porão), Prika Amaral (Nervosa), Guilherme Miranda (Entombed AD e Krow), Moyses Kolesne (Krisiun), Castor (Torture Squad) e Iggor Cavalera (Cavalera Conspiracy e Mixhell).
7 – Carne Doce – “Hater” (4)
Single a single eles foram conquistando espaço em um disco que firma a banda em outros níveis da música brasileira, se é que existem outros níveis além de onde eles já estão. A banda está fazendo grandes músicas. Cada vez maiores. E, veja bem, “Interior”, o álbum, mostra o Carne Doce muito além de “apenas” ser a “banda da Salma”
8 – WRY – “Tumulto, Barulho e Confusão” (Estreia)
A reflexão do Wry sobre tempos nada simples de entender se encaixa em um música bonita e agradável. Sabe aquela simplicidade assobiável? Não é todo dia que sai música assim. Queremos esse álbum que chega no fim do mês.
9 – Daniel Tupy – “Bem” (Estreia)
Uma reflexão pra lá de pessoal – e em alguns pontos até complicados de decifrar – de Tupy da Marrakesh, mas que pega em todos que encararam o isolamento social e suas consequências nadas fáceis pra cabeça.
10 – Romero Ferro – “Fake” (Estreia)
Vale ir ver o vídeo que recupera esse bom som de 2019 de Romero Ferro. A letra e o vídeo cutucam a questão do fake nos termos atuais ao mesmo tempo que lembra que estamos enfrentando um velho problema. “Mas tudo é relativo, incoerente e natural. O resto é fake.”
11 – Leveze – “Aurora” (5)
12 – Luedji Luna – “Bom Mesmo É Estar Debaixo D`água” (6)
13 – SARTØR – “NEVER COMING HOME” (7)
14 – Rohmanelli – “Toneaí” (8)
15 – Autoramas – “Dinâmica de Bruto” (9)
16 – Matuê – “Máquina do Tempo” (10)
17 – Tagua Tagua – “Só Pra Ver” (11)
18 – The Baggios – “Hendrixiano” (12)
19 – JP – “Eu Quero Perder Você” (13)
20 – Nobat – “Cárcere” (14)
21 – Gabrre – “De Noite Eh Dia de Sair” (15)
22 – Cat Vids – “Ash Ketchum” (16)
23 – PLUMA – “Leve” (17)
24 – Luiza Lian – “Geladeira” (18)
25 – BK – “Movimento” (20)
26 – Nana – “Independência ou Morte” (21)
27 – Vivian Kuczynski – “Pele” (24)
28 – Boogarins – “Cães do Ódio” (25)
29 – Jup do Bairro – “Luta por Mim” (26)
30 – Dexter, Djonga, Coruja BC1, KL Jay, Will – “Voz Ativa” (27)
31 – Mateus Aleluia – “Amarelou” (29)
32 – Valciãn Calixto – “Nunca Fomos Tão Adultos” (31)
33 – Letrux – “Vai Brotar” (33)
34 – Apeles – “Tudo Que Te Move” (34)
35 – Elza Soares e Flávio Renegado – “Negão Negra” (35)
36 – Negro Leo – “Tudo Foi Feito pra Gente Lacrar” (36)
37 – Rincon Sapiência – “Malícia” (37)
38 – Marcelo Perdido – “Bastante” (38)
39 – Kunumí MC – “Xondaro Ka’aguy Reguá (Guerreiro da Floresta)” (39)
40 – Don L – “Kelefeeling” (40)
41 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (41)
42 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (42)
43 – ÀIYÉ – “Pulmão” (43)
44 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (44)
45 – Edgar – “Carro de Boy” (45)
46 – Kiko Dinucci – “Veneno” (46)
47 – Jhony MC – F.A.B. (47)
48 – Djonga – “Procuro Alguém (48)
49 – Vovô Bebê – “Êxodo” (49)
50 – Troá! – “Bicho” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** A imagem que ilustra este post é do multiinstrumentista e cantor Chuck Hipolitho.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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