Em LUMP:

Top 10 Gringo – Billie Eilish em primeiro e Billie Eilish em segundo, numa semana bem boa em lançamentos. Entenda!

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* Ok, vamos parar com esse “Entenda!” irritante. Prometido.

Uau. Que disco é esse, Billie Eilish? “Happier than Ever” é uma senhora obra, hein? Ainda que não seja um disco de coração partido, só um pouco, ou seja de um coração partido com raiva, Billie solta a real sobre um péssimo relacionamento que encarou enquanto lidava com sua popularidade, seu amadurecimento em público e suas buscas sonoras – talvez “NDA” seja sua maior música até este ponto. Por isso, “inovamos” neste Top 10 Gringo e escolhemos logo duas faixas deste álbum, nesta semana – e nenhuma delas é “NDA”, porque a gente queria falar um pouquinhos de outras coisas. Nem sobrou muito espaço no nosso tradicional parágrafo de abertura para falarmos das outras escolhas. E olha que a semana foi bem boa em novas músicas. Mesmo que ninguém tenha encostado na Billie, ainda, rolaram aaaaaaaltas músicas nesta semana. Não foi um ranking fácil. Mas gostamos assim. Fora que a playlist fica maravilhosa. Rumo às 300 músicas mais legais de 2021.

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1 – Billie Eilish – “Happier than Ever”
Que letra. Que vocal. E que estrutura. A música começa com um singelo par de ukulele e voz… E parece que não vai sair dali, até que resolve cair em uma guitarra abafada que vai em verdadeiro hino de rock para estádios – até aquelas viradas manjadas de bateria estão lá, paradinhas e tudo mais. A letra é um petardo sobre um relacionamento que sugou a alma de Billie, de uma maneira que ela nem sabe explicar direito por que se sente melhor longe dele. Até onde se sabe, baseada em fatos reais que até são mencionados na letra. Porque Billie Eilish tem uma boa mania de não cantar sobre um personagem. Ela bota a história dela mesma nas letras. Que refrão tem essa música!

2 – Billie Eilish – “my future”
A gente poderia premiar tantas outras músicas do álbum, mas que tal a bela “my future”? Que fala um pouco sobre mudanças, sobre ir atrás do novo. Abandonar um relacionamento que não deu certo com alguém. Ou até com uma velha versão sua. E talvez essa seja a música do disco mais perto de algo bossa nova pelos acordes escolhidos, ainda que não leve esse nome que ela jogou em outra música.

3 – Zella Day – “Golden”
A música que aqueceu a semana fria que foi a semana passada. Um pequeno hit nosso, pessoal, quase. Zella está em LA atualmente (importante pontuar), é amiga da Lana Del Rey (importante pontuar) e acertou esta na mosca. A gente está na torcida para que seja um hit. Tem todo o potencial. Se não vingar como tal, deixa ela no seu repertório de dançar sozinha em casa – ou guardar para uma futura festa.

4 – Silk Sonic – “Skate”
A junção de Bruno Mars & Anderson .Paak segue sua busca por um som meio perdido entre os anos 70, sem soar empoeirado. Tudo no jeito de dar orgulho para Quincy Jones – nas guitarras, no vocal, no jeito que as cordas se apresentam na música. Não é tão certeira quanto o primeiro single, mas em um dia de sol é hit certo. Fora que é divertida, no mínimo. Dessas que fazem você querer ser amiga ou amigo dos caras. Parece música de filme do Tarantino.

5 – Jungle – “Truth”
Jungle é Tom McFarland e Josh Lloyd-Watson, entidades da disco moderna no Reino Unido. De lançamentos pontuais, 2014, 2018, a banda chega ao terceiro álbum agora. “Truth”, novo single, surpreende por ter aquele espírito com um pé na pista, mas com um outro no rock também, com direito até a solinho de guitarra. Ainda que não soe nostálgica, cairia bem numa pistinha indie da década passada, saca? Mas fica linda também nesta década. E na próxima. Jungle é fera demais. Nem vamos entrar no capítulo “vídeos musicais”, porque daí a música vai lá para cima.

6 – Amyl and the Sniffers – “Security”
Nossa banda punk favorita no mundo atualmente? Acho que sim, hein? Todas as músicas desses australianos é pancada. Ainda que aqui Amyl jura que não está procurando por confusão, como uma boa punk, mas está atrás de amor, como uma boa punk, não?

7 – Isaiah Rashad – “Lay Wit Ya”
Provavelmente o disco de rap mais elogiado da semana, o rapper do Tennessee chegou pesado em seu terceiro álbum. Nossa faixa favorita tem produção do sempre certeiro Kenny Beats e participações de SZA, com sua bela voz, e os versos de 6lack. Isaiah tem uma produção rara e lenta, como poucos. Tem sua marca muito própria no hip hop americano. Seu último disco era de 2016, mas vale prestar atenção nele.

8 – Bleachers – “How Dare You Want More?”
Jack Antonoff, maior produtor destes tempos (e polêmico também) – pense em Lana Del Rey, Lorde, Taylor Swift, Clairo – retomou sua banda de um homem só, o Bleachers, em um álbum com fortes doses de Bruce Springsteen. Tão fortes que o próprio Bruce aparece como convidado em uma das faixas. Nesta aqui, parece que o Vampire Weekend esbarrou em alguma faixa perdida do Springsteen. Pode soar meio forçada umas horas, mas convence.

9 – Lump – “Animal”
LUMP é a pira eletrônica da quase sempre folk Laura Marling com Mike Lindsay, que tem uma onda mais acid folk. Resultado: vários sons excelentes. No caso de “Animal”, fica a supervoz da Marling, que a gente está acostumado a amar, sobre uma base pirada eletrônica que vai se desmanchando ao longo da track. Funciona.

10 – Angel Olsen – “Safety Dance”
“Safety Dance” é cláááássico tecnopop da banda new wave canadense Man without Hats. Por aqui, Olsen dá toques sombrios e desacelerados ao antigo hit. Para trazer para tempos sombrios e desacelerados, esperamos que não por muito tempo.

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* A imagem que ilustra este post é da cantora Billie Eilish.
* Este ranking é formulado pelo duo Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Popnotas – Coldplay lançando música no espaço. O incrível lado B da Laura Marling. E a Mitski botando som em HQ

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– A nossa querida Laura Marling resolveu retomar o duo que ela tem com Mike Lindsay, outro nome do folk moderninho britânico, de pegada mais eletrônica. Eles lançaram um álbum em 2018 que leva o nome do projeto, LUMP, e voltaram a trabalhar juntos agora em 2021 em um disco inspirado no mar, de acordo com a dupla, que tirou do movimento das ondas os ritmos de seu novo trabalho. Repare só no tempo maluco do primeiro single do novo disco, a ótima faixa “Animal”. “Animal” também será o nome do álbum, que chega no dia 30 de julho.

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– E a norueguesa Girl in Red segue firme na divulgação do seu excelente “If I Could Make It Go Quiet”, lançado semana passada. Desta vez, a apresentação é um versão superintimista e acústica do energético hit “Seretonin”, feito para a rádio belga Studio Brussel. Como ela reparou, na versão acústica ficou mais triste que a original, mas ainda assim lindíssima.

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– Trilha sonora de uma história em quadrinhos? Sim, é exatamente essa a ideia do novo som da cantora meio japonesa-meio americana Mitski. Ela sonorizou a graphic novel “This Is Where We Fall”, do autor Chris Miskiewicz. “The End” já é a segunda prévia desse trabalho, que de acordo com Mitksi, que classificou o trabalho como desafiador e libertador, porque não tem a “prisão” do movimento exato das imagens, como nos filmes. Ela tinha novos referenciais para criar sua viagem musical.

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– E o prometido novo single do Coldplay, “High Power”, vai ser lançado. No espaço. Vamos repetir. “High Power”, do Coldplay, que tem produção de Max Martin, o cara por trás de hits como “…Baby One More Time” (Britney Spears) e “I Want It That Way” (Backstreet Boys), terá um lançamento “de outro mundo”. Sim, a música estreia amanhã, sexta, para os astronautas que estão na Estação Espacial Internacional, com transmissão para os terráqueos via YouTube da banda, às 20h, no horário de Brasília. Seguindo uma trajetória de outro planeta, digamos, a banda de Chris Martin (foto na home) vai mostrar a música dia 11 na abertura do Brit Awards 2021. E, no dia 22, “Higher Power” vai certamente ser um dos destaques da performance do grupo na versão online do Glastonbury Festival, em show pré-gravado.

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Um ano depois de “Semper Femina”, Laura Marling monta novo projeto musical e solta outro álbum de inéditas

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Uma das cantoras favoritas deste espaço, a delicada Laura Marling está com novidades. A começar pelo seu novo projeto, LUMP, o qual ela compartilha com Mike Lindsay, compositor talentoso da nova safra da música pop britânica.

Puxado pelo single “Late To The Flight”, que não para de tocar nas rádios inglesas, eles lançaram agora o disco de estreia, que carrega o mesmo nome do duo.

Em fase prolífica na carreira, Laura lançou há tipo um ano o super elogiado “Semper Femina”, considerado por muitas publicações um dos melhores discos de 2017. “LUMP”, o álbum, tem 7 canções no total.

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Silêncio… A Laura Marling está cantando uma canção inédita do seu novo projeto

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A lindeza Laura Marling, dona de uma das vozes mais delicadas da música atual, se juntou recentemente ao respeitado compositor da nova safra britânica Mike Lindsay e formou o duo LUMP.

Em 1º de junho, eles vão lançar o disco de estreia homônimo e dele acabaram de soltar o segundo single, a linda “Late To The Flight”, canção que abre o álbum.

Laura lançou ano passado seu mais recente disco solo, “Semper Femina”, que figurou em diversas listas de melhores do ano.

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