Em luna frança:

TOP 50 DA CENA – Nosso ranking sofreu um chacoalho bom nesta semana, um oferecimendo da TARDA, do Zé Manoel, da Giovanna Moraes, do Khalil, do Criaturas, do Supervão. Até o Djonga reapareceu

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* Semana boa no Top 50 da Popload. A CENA está se movimentando a toda velocidade. Imagina quando puder ter show…
Seis estreias e uma “re-estreia” empurraram as animadas músicas “top 10” da semana passada para baixo, trazendo de tudo: de reflexões sócio-políticas musicadas, sinergia com canções gringas e com gringas em si e pura ferveção sonora de escapismo, para citar alguns panoramas coloridos pelas dez mais desta semana.
Mas, posições à parte, o que interessa é o playlist agregador e ilustrativo que dá o tom lindo que nossa CENA tem em 50 músicas, supernovas, novas ou quase novas.
Misture aí umas mineirices, um pernambucano de voz absurda, um Khalil expansivo, uma Giovanna de energia explosiva, o Supervão lindo, o Criaturas trazendo a Nigéria a Curitiba. Acrescente a Luedji Luna e a Tuyo à fórmula, não esqueça uma pitada saboroso de Ítallo França. Por fim, resgate o Djonga para dar uma liquidificada nesta receita e pronto.
Você tem, pelo menos nas dez primeiras posições, a melhor playlist que você vai ouvir até quarta-feira que vem. Bom proveito!

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1 – TARDA – “Ninguém por Enquanto” (Estreia)
Uma alegria o soturno disco do coletivo TARDA (formado por Sara Não Tem Nome, Júlia Baumfeld, Victor Galvão, Paola Rodrigues e Randolpho Lamonier). Como diz o escritor, aquela luz que permite que vejamos quanta escuridão há ao redor.
2 – Zé Manoel – “História Antiga” (Estreia)
A delicadeza do piano e voz do pernambucano Zé Manoel por aqui lamentam uma história antiga de uma civilização antiga que ainda é a nossa. Esse choque temporal contrasta na canção com a alegria do passado, presente e futuro imaginado pelo povo negro e índigena no Brasil, que lutam desde sempre por um país mais justo. Uma luta que segue firme enquanto uns resistirem em serem tão antigos. Um discurso sempre importante, agora com uma lindíssima música para embalá-lo.
3 – Giovanna Moraes – “Singularidade” (Estreia)
A versão original desse som tinha uma pegada tipo MPB-eletrônica. Agora, Giovanna coloca guitarras em bom volume para dar um novo grau na música, levando ela para um outro lugar. Que acerto. A ideia é parte de “Rockin’ Gringa”, bom EP onde as canções do disco “Direto da Gringa” ganharam contornos pesados, digamos. Que peso, Giovanna!
4 – Khalil – “De Cara Pro Vento” (Estreia)
As manchetes sobre Khalil lembram suas semelhanças vocais com Caetano Veloso. Sim, rola isso, mas o menino mostra de cara que tem um talento bem do original em suas composições e situações que cria. “De Cara Pro Vento” é uma bom exemplo disso.
5 – Luedji Luna – “Ain’t I a Woman” (1)
Ainda mais apaixonados pelo disco novo da Luedji, lançado tem mais de mês, que fica nos vindo em ondas, como o mar, porque bom mesmo é estar debaixo dessas ondas. “Ain’t I a Woman”, uma das muitas boas faixas, e que pega o título do fundamental livro da autora e feminista Bell Hooks, traz o questionamento para dentro de uma história onde um homem esconde seu relacionamento com uma mulher negra. “Por acaso eu não sou uma mulher?”, questiona Luedji. Ao mesmo tempo, a música pode ser lida como uma denúncia mais ampla aos “apagamentos” das mulheres negras na sociedade como um todo.
6 – Supervão – “Get Out” (Estreia)
Era uma vez uma banda gaúcha que nem de Porto Alegre é fazendo um sonzinho indie psicodélico de pegada propria, que tomou alguma água sulina batizada, viu alguma coisa que a gente não viu e hoje está buscando o colorido psicodélico dentro da eletrônica mais underground. Já ouviu o EP que eles lançaram, o “apropriado” “Depois do Fim do Mundo”? Então…
7 – Tuyo – “Sonho da Lay” (3)
Você anda sonhando? Ou já acorda apressado e perde o que sonhou? Vai ver a Lay Soares, parte do trio Tuyo, aprendeu com Sidarta Ribeiro, neurocientista que sabe tudo do assunto, a técnica de registrar os sonhos antes de eles sumirem na nossa mente. E transformou isso em canção. E que canção absurda de boa! Tuyo cada vez melhor. O som ainda tem a participação do cantor carioca Luccas Carlos.
8 – Ítallo França – “O Time da Mooca” (8)
Itallo relembra em uma canção suingada suas lembranças sobre bater uma bola na infância com os colegas. A letra é tão simples quanto rica ao trazer a escalação do time e umas cenas que trazem lembranças: “E eu era a no 02/ de caneta riscada na farda/ a marca da lama da bola/ na parede parda/o pé cheio de ferida”.
9 – Criaturas – “Omalola” (Estreia)
Interessante o som da banda curitibana Criaturas. Esse aqui em especial é baseado em uma canção folclórica da nigeriana que foi passada para eles por uma enfermeira do país que cuidou de um tratamento do bebê da vocalista da banda. A canção é justamente sobre como deixar bebês felizes. Tipo nós?
10 – Djonga – “Procuro Alguém (48)
Agora com vídeo oficial, relembramos uma das nossas favoritas do ano. No Top 50 há semanas, a canção de Djonga é um apaixonado escrito para sua filha mais nova. Que transborda em som aoos nossos ouvidos
11 – Luna França – “Minha Cabeça” (6)
12 – Chico Bernardes – “Em Seu Lugar” (2)
13 – Silva – “Passou Passou” (4)
14 – Wry – “Uma Pessoa Comum” (5)
15 – Carabobina – “Pra Variar” (7)
16 – Chuck Hipólitho – “Disincaine” (9)
17 – Mahal Pita – “Oração ao Pretos-moços” (10)
18 – Lauiz – “Corona Music for Corona People” (11)
19 – Nelson D – “Xenofunk” (12)
20 – Duda Brack – “Toma Essa” (13)
21 – Kiko Dinucci – “Habitual” (14)
22 – Tagua Tagua – “Só Pra Ver” (16)
23 – Guilherme Held – “Corpo Nós” (19)
24 – Pessoas Estranhas – “Rubens” (20)
25 – KL Jay – “Território Inimigo” (22)
26 – RAKTA – “Rubro Êxtase” (24)
27 – Ana Frango Elétrico – “Mama Planta Baby” (25)
28 – Marcelo D2 – “4º AS 20h” (26)
29 – Carne Doce – “Hater” (27)
30 – Rohmanelli – “Toneaí” (28)
31 – PLUMA – “Leve” (29)
32 – Luiza Lian – “Geladeira” (30)
33 – BK – “Movimento” (31)
34 – Vivian Kuczynski – “Pele” (32)
35 – Boogarins – “Cães do Ódio” (33)
36 – Jup do Bairro – “Luta por Mim” (34)
37 – Dexter, Djonga, Coruja BC1, KL Jay, Will – “Voz Ativa” (35)
38 – Mateus Aleluia – “Amarelou” (36)
39 – Valciãn Calixto – “Nunca Fomos Tão Adultos” (37)
40 – Letrux – “Vai Brotar” (38)
41 – Negro Leo – “Tudo Foi Feito pra Gente Lacrar” (39)
42 – Don L – “Kelefeeling” (40)
43 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (41)
44 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (42)
45 – ÀIYÉ – “Pulmão” (43)
46 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (44)
47 – Edgar – “Carro de Boy” (45)
48 – Jhony MC – F.A.B. (47)
49 – Vovô Bebê – “Êxodo” (49)
50 – Troá! – “Bicho” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** A imagem que ilustra este post é do músico pernambucano Zé Manoel.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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CENA – Luna França, agora em vídeo, enfrenta suas nóias na escuridão

1 - cenatopo19

* Luna França, cantora, tecladista, compositora e produtora que não só já tem um trabalho com seu nome para chamar de seu meeeeesmo e é a mais nova integrante do selo virtual CENA, da Popload, tem agora os visuais para mostrar o que se passa em sua cabeça.

Luna lançou na semana passada o single “Minha Cabeça”, seu exercício solo depois de tocar com um mnote de gente legal, mas apenas no papel de colaboradora. Agora Luna França é protagonista.

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Protagonista inclusive no vídeo do single que lança nesta semana, bem bonito, em que ela enfrenta suas escuridões em busca de se encontrar entre realidade e encanações internas. O roteiro e direção do vídeo é da própria artista, em parceria com Matias Borgström e Thany Sanches. Ele é inspirado na obra da cineasta ucraniana Maya Deren, uma das precursoras do cinema experimental americano nos anos 40 e 50.

Palmas para Luna!

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TOP 50 DA CENA – Luedji Luna reina e a gente tenta explicar por quê. Mais: Chico Bernardes cresceu, o Wry português, Luna França e Ítallo França. O tudo a ver no nada a ver

1 - cenatopo19

* Reparamos que a coisa está no seguinte pé: a cantora baiana Luedji Luna respira, mexe no top 5 do nosso Top 50. Agora ela lançou o discaço novo que ela já tinha lançado, mas desta vez foi para o Youtube (!!!!). Não entendemos nada, mas aceitamos demais. E isso, como é nossa bolsa de valores quando a situação econômica sofre algum abalo de qualquer nível, tem consequências diretas no nosso ranking. Está entendendo? Se tiver, explica para nós.
Nosso jovem Chico Bernardes cresceu, adulteceu. E que bela música ele fez para marcar essa passagem. De resto tem o Wry buscando protagonismo em português, a Luna França buscando protagonismo e ponto, e o Ítallo França (no relation) buscando protagonismo no time de futebol da quebrada dele lá em Arapiraca, Alagoas, mesmo sendo o camisa 2.
Que lindo tudo isso. Que linda nossa playlist da vez!

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1 – Luedji Luna – “Ain’t I a Woman” (4)
Ainda mais apaixonados pelo disco novo da Luedji, lançado há quase um mês, que fica nos vindo em ondas, como o mar, porque bom mesmo é estar debaixo dessas ondas. Agora botamos ele no primeiro lugar, já que ela insiste em ficar nas primeiras posições do nosso ranking. “Ain’t I a Woman”, uma das muitas boas faixas, e que pega o título do fundamental livro da autora e feminista Bell Hooks, traz o questionamento para dentro de uma história onde um homem esconde seu relacionamento com uma mulher negra. “Por acaso eu não sou uma mulher?”, questiona Luedji. Ao mesmo tempo, a música pode ser lida como uma denúncia mais ampla aos “apagamentos” das mulheres negras na sociedade como um todo.
2 – Chico Bernardes – “Em Seu Lugar” (Estreia)
Com arranjos floreados, a sonoridade do single novo de Chico Bernardes lembra as suas referências, como Fleet Foxes, e traduz uma sensibilidade que vai muito além de seus 21 anos. Desde uma voz mais segura até um violão mais refinado.
3 – Tuyo – “Sonho da Lay” (1)
Você anda sonhando? Ou já acorda apressado e perde o que sonhou? Vai ver a Lay Soares, parte do trio Tuyo, aprendeu com Sidarta Ribeiro, neurocientista que sabe tudo do assunto, a técnica de registrar os sonhos antes de eles sumirem na nossa mente. E transformou isso em canção. E que canção absurda de boa! Tuyo cada vez melhor. O som ainda tem a participação do cantor carioca Luccas Carlos.
4 – Silva – “Passou Passou” (2)
Atualmente entre os gigantes da MPB, Silva visita com esse ska-MPB suas raízes indie. A letra, dele e do irmão Lucas, é uma fofura sem tamanho. Dentro da MPB a caminho do mainstream, Silva é a voz de esperança e de habilidade em seu sentido, porque parece que a música é de fim, mas é de recomeço. E tem um vídeo maravilhoso, em plano sequência. Parece Belle & Sebastian. Com ou sem Anitta envolvida.
5 – Wry – “Uma Pessoa Comum” (Estreia)
“Noites Infinitas”, novo disco do Wry, traz a banda cantando em português em metade das faixas. No caso, em 50% do disco, é o nosso grupo querido de sempre, mas em outra métrica, outra levada, quase uma outra banda. Talvez seja o costume de saber que é o Wry. Problema nisso? Nenhum. Tanto que uma das nossas prediletas está em português.
6 – Luna França – “Minha Cabeça” (Estreia)
Lançamento do selo CENA na área. A gente sempre avisa. Mas nem teria sentido a gente lançar algo que não bate com o nosso gosto, não é verdade? ”Minha Cabeça” muito tem a ver com o momento atípico que estamos vivenciando em 2020 e é um acerto de Luna, cantora, tecladista, compositora e produtora, que já tocou com Tiê, Rafael Castro e Papisa. Ela assume o protagonismo agora e faz bonito. O futuro, dela, é logo ali.
7 – Carabobina – “Pra Variar” (3)
Bem boa a brisa do casal Alejandra Luciani, engenheira de som de primeira, e Raphael Vaz, mais conhecido por Fefel do Boogarins. Um pop torto, eletrônico, ruídos lá e cá, que pega na produção acertada da Alejandra. Para fãs e não-fãs de Boogarins _ mas quem não é fã do Boogarins, hein?
8 – Ítallo França – “O Time da Mooca” (Estreia)
Itallo relembra em uma canção suingada suas lembranças sobre bater uma bola na infância com os colegas. A letra é tão simples quanto rica ao trazer a escalação do time e umas cenas que trazem lembranças: “E eu era a no 02/ de caneta riscada na farda/ a marca da lama da bola/ na parede parda/o pé cheio de ferida”.
9 – Chuck Hipólitho – “Disincaine” (7)
A mão do Chuck para versões é assustadora. Ele pira em uma música e arrepia na sua versão. A da vez é a divertida “Disincaine”, de um outro ex-VJ da MTV, o senhor Gastão Moreira em sua banda R.I.P. Monsters. E o vídeo, feito e editado em pouco mais de uma hora, mostra o capricho audiovisual de Chuck, outra característica sua. Cara bom.
10 – Mahal Pita – “Oração ao Pretos-moços” (5)
Parte de uma narrativa multimídia que leva o nome de M8TADATAH, Mahal, que já colaborou com BaianaSystem, Afrocidade e Giovanni Cidreira no EP MANO*MAGO, lança este primeiro som que você só encontra no YouTube. É a porta de entrada de uma história que mescla o real e a ficção e reflete sobre alta tecnologia, extermínio da população negra e a noção de pós-morte.
11 – Lauiz – “Corona Music for Corona People”
12 – Nelson D – “Xenofunk” (6)
13 – Duda Brack – “Toma Essa” (8)
14 – Kiko Dinucci – “Habitual” (9)
15 – Marcelo Callado – “Borboletas” (10)
16 – Tagua Tagua – “Só Pra Ver” (11)
17 – Supervão – “Fim de Nós/Fim do Sol” (12)
18 – Gabrre – “Elephants” (13)
19 – Guilherme Held – “Corpo Nós” (14)
20 – Pessoas Estranhas – “Rubens” (15)
21 – Autoramas – “Carinha Triste” (16)
22 – KL Jay – “Território Inimigo” (17)
23 – Yannick Hara – “Necropolítica” (19)
24 – RAKTA – “Rubro Êxtase” (23)
25 – Ana Frango Elétrico – “Mama Planta Baby” (24)
26 – Marcelo D2 – “4º AS 20h” (25)
27 – Carne Doce – “Hater” (26)
28 – Rohmanelli – “Toneaí” (27)
29 – PLUMA – “Leve” (28)
30 – Luiza Lian – “Geladeira” (29)
31 – BK – “Movimento” (30)
32 – Vivian Kuczynski – “Pele” (31)
33 – Boogarins – “Cães do Ódio” (32)
34 – Jup do Bairro – “Luta por Mim” (33)
35 – Dexter, Djonga, Coruja BC1, KL Jay, Will – “Voz Ativa” (34)
36 – Mateus Aleluia – “Amarelou” (35)
37 – Valciãn Calixto – “Nunca Fomos Tão Adultos” (36)
38 – Letrux – “Vai Brotar” (37)
39 – Negro Leo – “Tudo Foi Feito pra Gente Lacrar” (39)
40 – Don L – “Kelefeeling” (40)
41 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (41)
42 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (42)
43 – ÀIYÉ – “Pulmão” (43)
44 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (44)
45 – Edgar – “Carro de Boy” (45)
46 – Giovanna Moraes – “Futuros do Passado” (21)
47 – Jhony MC – F.A.B. (47)
48 – Djonga – “Procuro Alguém (48)
49 – Vovô Bebê – “Êxodo” (49)
50 – Troá! – “Bicho” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** A imagem que ilustra este post é do Silva.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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Luna França lança seu primeiro single, “Minha Cabeça”, e entra para o selo CENA, da Popload

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* A cantora, tecladista, compositora e produtora Luna França é a mais nova integrante do selo CENA, outro dos braços da Popload, que tem site, festival, selo de shows, rádio e agora penetra com sua chancela numa certa estampa curatória da nova música brasileira, a CENA. O primeiro a ter o selo CENA foi o músico carioca Marcelo Perdido, com seu mais recente álbum, o ótimo (OK, somos suspeitos) “Não Tô Aqui para Te Influenciar”, lançado em junho.

Luna França ganha frente de seu projeto depois de ser bem conhecida por trás da CENA. Explico: ela por anos tem tocado com artistas do quilate de Tiê, Rafael Castro e Papisa. Agora está no holofote. E, como primeiro ato no selo CENA, ela lança o single “Minha Cabeça”, que tem produção musical assinada por ela e por André Whoong.

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Apesar de não ter sido composta em tempos de quarentena, ​”Minha Cabeça” ​ganha novo significado que muito tem a ver com o momento atípico que estamos vivenciando em 2020. A composição fala sobre estar preso dentro dos próprios pensamentos, a sensação de claustrofobia, ansiedade e busca por si. ​”Socorro, alguém me escuta! Será que tem alguém lá fora da minha cabeça?”​, diz a canção.

“Minha Cabeça” foi uma das primeiras composições da artista, feita em um momento em que ela estava apenas começando a tatear o universo da composição.

“Era uma época cheia de dúvidas, inseguranças e medo do novo. Sentia a necessidade de me libertar e me expressar de alguma forma, mas não sabia como. Em um momento de ansiedade e angústia, no meu quarto, escrevi essa letra de uma só vez. Fui entendê-la mais profundamente anos depois”, revela.

Este trabalho também foi a porta de entrada da artista no mundo da produção musical. No caso de ​”Minha Cabeça”, os synths, vozes e beats foram criados por Luna em sua própria casa e lapidados junto a Whoong no Estúdio Rosa Flamingo, dele e da cantora Tiê. A bateria foi gravada por Arthur Kunz.

O single contou ainda com a mixagem de Tó Brandileone (5 a Seco, Anavitória) e masterização de Carlinhos Freitas (Caetano Veloso, Marina Lima, Céu, entre outros).

Complementando a atmosfera de ​”Minha Cabeça”, as fotografias analógicas para capa e material de divulgação foram realizadas em Cabo Polônio (Uruguai) pela fotógrafa e artista visual Thany Sanches, que assina a direção criativa de toda a parte estética do projeto.

A faixa ganhará também um video que será lançado muito em breve, produzido em parceria entre Salga Filmes (BIKE, Neptunea) e Panamá Filmes (Tulipa Ruiz, O Terno).

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