Em madison square garden:

Vem aí o álbum dos Dee Gees, a versão disco-falsete do Foo Fighters, que inaugura domingo a era de shows enormes em Nova York. São duas coisas, ok?

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* Impressionante como os Foo Fighters não conseguem sair das notícias, haha. Às voltas ainda com os rolês do novo disco, “Medicine at Midnight”, lançado em fevereiro, fazendo todas as sessions possíveis, participando de todos os programas noturno de TV possíveis, lançando documentário sobre as vans no rock, encabeçando o gigantesco Lollapalooza Chicago que rola agora em julho, fazendo show para vacinados sob protesto dos antivacinação, agora Dave Grohl e sua turma vão bombar os notíciários no seguinte:

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1. Falamos por aqui, mas vamos repetir. Os Foos fazem neste domingo o show de reinauguração pós-covid da enorme arena Madison Square Garden, no coração de Manhattan, Nova York. É o chamado “full-capacity” show, simbólico para estes tempos de retomada de uma “vida normal”. O MSG tem capacidade para 20 mil pessoas. E abrir a maior casa da maior cidade de shows dos EUA (Austin é uma ooooooutra coisa) é bastante significativo para além do show em si. O Madison Square Garden, no domingo do Foo Fighters, vai quebrar uma série de 460 dias sem nenhum showzinho.

2. No dia 17 de julho, a “parte 2” do Record Store Day, vai sair um disco especial da banda disco (ok…) chamada Dee Gees. Sim, você conhece os envolvidos. Dee Gees é a zoeira-séria que o Foo Fighters vai fazer para cima da histórica banda australiana, amada e odiada, da disco music, os famosos Bee Gees. Dave Grohl e galera estão no grupo dos que amam eles. O álbum vai se chamar “Hail Satin” e apresentará um lado A com covers do Bee Gees e um lado B com versões ao vivo do mais recente disco do Foo Fighters.

O tracklist é este:

lado A
1 You Should Be Dancing
2 Night Fever
3 Tragedy
4 Shadow Dancing
5 More than a Woman

lado B
6 Making a Fire
7 Shame Shame
8 Waiting on a War
9 No Son of Mine
10 Cloudspotter

É este o tweet!

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I wanna be adored. Stone Roses histórico ontem no Madison Square Garden

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* Banda inglesa que devia ser do tamanho do que o Oasis foi se não tivesse se metido em treta séria com gravadora e entre eles mesmos depois do marcante primeiro disco, láááá em 1989/1990, o Stone Roses finalmente “conquistou a América” ontem, ao menos por umas duas horas. O grupo de Ian Brown, de Manchester, que tem ensaiado alguas voltas nos últimos anos, mas desta vez pelo menos tem música nova para mostrar, se apresentou na noite desta quinta para cerca de 20 mil pessoas no Madison Square Garden lotadão, em Manhattan.

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Foi o primeiro show do Stones Roses em Nova York em 20 anos (eles tocaram no Coachella, na Califórnia, em 2013). E relatos dão conta de que a banda está em plena forma, apesar dos cabelos branquinhos de Ian Brown, John Squire, Mani e Reni. Aliás, dizem que o baterista Reni foi o grande destaque de todos os destaques de ontem.

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Com David Beckham e alguns brasileiros na plateia, conforme o “denunciado” pela minha timeline, a banda britânica começou simbolicamente e cheia de recados com o hino “I Wanna Be Adored”, para terminar com “I Am the Resurrection”, do mesmo jeito de como é no seu inesquecível disco de estreia “The Stone Roses”. No meio de tudo, “All for One” e “Beautiful Thing”, as novas.

Confira alguns vídeos do show dos Roses em NYC.

** As fotos usadas neste post são da PSquareMedia e saíram no site Brooklyn Vegan

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Jack White em NY: ouça o histórico show na íntegra

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* Cheira a manifesto, mas é só uma provocaçãozinha com o nosso Jack White III. Cada um, cada um, Jack.

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* Um dos caras mais trabalhadores da música independente, o inacreditável guitarrista, pianista, produtor, dono de selo, dono de loja, compositor, sujeito multibandas, às vezes ator e figuraça Jack White fez talvez o primeiro grande show do ano nos EUA, sexta-feira passada em Nova York, num Madison Square Garden esgotadaço (perto de 20 mil pessoas).

Grande atração do Lollapalooza Brasil no mês que vem (sim, março está “aí”), o músico que um dia liderou o fantástico White Stripes fez uma noite de rock-blues hip hop no MSG. Convidou o rapper Q-Tip para cantar uma música juntos (Q-Tip era do famoso A Tribe Called Quest, grande banda de hip hop dos anos 90, que até ganhou uma cover de White no show) e escolheu como atração de abertura o novo e bombástico duo Run The Jewels, de El-P, que canta igualzinho o Mano Brown, só que em inglês.

A apresentação no Madison Square Garden foi a primeira performance de Jack White na casa desde 2007, quando levou o White Stripes para tocar no templo nova-iorquino. De sua mais famosa ex-banda, White mandou nove músicas (tocou “Cannon” duas vezes, ou em dois momentos) das 23 mostradas na noite. Três das canções executadas ao vivo foram do Raconteurs, outro grupo antigo seu. O último álbum solo, o ótimo “Lazaretto”, lançado no ano passado, “comandou” no restante do setlist, com seis das 23. Menos que White Stripes.

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Essa é uma percepção antiga, que veremos logo mais aqui em São Paulo no Lolla BR e em Porto Alegre. E que ficou escancarada neste show do final de semana em Nova York, visto por um amigo. Mas depois de dois álbuns solo bons White não tem um hit forte para mostrar ao vivo, como tinha em pencas com o White Stripes e até em bem menor número com o Raconteurs. Mesmo se apresentando “em casa”, com “sua torcida”, num Madison Square Garde abarrotado, White só viu o público reagir de verdade para as músicas do White Stripes. O resto era contemplação. Até o hit do Raconteurs ganhou forte coro da plateia.

“Fiquei pensando o quanto uma reunião com a Meg não passa pela cabeça dele”, disse meu amigo, depois do show de sexta passada. Tenho a mesma opinião.

Mais lenha na fogueira. Repare como a incrível banda de Jack “estraga” as músicas do White Stripes em performance ao vivo. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

Fora que Jack já começa seu show com “Dead Leaves and the Dirty Ground”, do White Stripes, que mostra de um jeito conceitual-figurativo a falta que faz um show com a Meg.
(“…when I know you’re not around…”)

Enfim, mr. White. Coachella e Primavera Sound 2016?

Abaixo cenas de Jack White no Madison Square Garden vista de vários ângulos da casa. Mais abaixo ainda, o Run The Jewels em trecho poderoso do show de abertura.

*** E aqui tem o show inteiro de Jack White em Nova York, em áudio, tirado de transmissão ao vivo da rádio de internet Pandora apenas para os americanos, mas botado para rodar geral no Youtube.

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Feliz Dia dos Namorados, com o Passion Pit

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* Atração cool do Lollapalooza Brasil em março, com direito a show-off em clube de São Paulo, a banda indie americana Passion Pit, de Michael Angelakos, soltou esperto vídeo novo, para comemorar a data romântica. É para a música “Carried Away”, canção bacaninha do último disco deles, “Gossamer”, o segundo, lançado no ano passado, e material básico da turnê que visita o Brasil no ano que vem. O vídeo é estrelado pelo Angelakos himself e traz a adorável Sophia Bush (da série “One Tree Hill” no papel de namorada doida. Altas confusões românticas sob música indie-dance contagiante, cantada em falsete. Que beleza!

Semana passada, em Nova York, o Passion Pit protagonizou uma daquelas façanhas indies impensáveis capaz de deixar o Brooklyn todo às lágrimas. Eles lotaram o Madison Square Garden, a arena gigante de Manhattan, tipo 20 mil pessoas de capacidade, em um dia de nevasca brava em Nova York. A apresentação no MSG, que teve Matt & Kim (Popload Gig 1, 2009) e Icona Pop como atrações de abertura e vendeu bons 18 mil ingressos para a ocasião, encerrou uma longa turnê americana do segundo álbum. Para quem até pouco tempo lotava no máximo o Webster Hall, foi bonito de se ver.

E emocionante. Angelakos tem sérios problemas de bipolaridade e depressão. Recentemente, foi aconselhado por médicos a deixar de excursionar, para evitar crises mentais na estrada. Ou excursionar menos.
“Seven months ago they told me I could never tour again. And now we’re here on stage at Madison Square Garden … And I’m going to keep doing it. I don’t know what to say. You think these things over about what to say and when you’re in this position there’s nothing to say. So thank you. We’ll keep doing this as long as you keep coming”, disse antes de começar o show, emocionado. E tocar “I’ll Be Alright”.

Aqui, trecho do Passion Pit heróico no Madison Square Garden, mandando a maravilhosa “Sleepyhead” debaixo de chuva de papel picado, na mesma proporção da neve que caia do lado de fora deixando Nova York branca.

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Paul McCartney, a Sandy e o "mistério" da "música nova" do "Nirvana"

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* Popload em Nova York. Com muitas “aspas” misteriosas.

Rolou ontem aqui em Manhattan, na agitada megaarena do Madison Square Garden, a maior união recente de grandes nomes da música, numa espécie de “Live Aid” para as vítimas da supertempestade Sandy, que em outubro devastou regiões de Atlantic City, New Jersey e Nova York, para ficar na citação americana da chuvaça que deixou bilhões de prejuízos e muita gente sem casa, lojas, pertences.

Não me atrevi a encarar os ingressos a US$ 700, 800 cobrados na porta do MSG para o evento beneficente 121212, então fui ver parte do showzão no cinema para dar uma graninha à causa. O legal, a certa hora, era acompanhar a timeline brasileira no Twitter zoando a galera de “tiozinhos ricos” perto do palco do evento, sendo que o público da frente era formado boa parte por “convidados especiais”, pessoas que estavam no caminho do Furacão e perderam todos os seus bens, casas etc. Mas o Twitter, a gente sabe, não perdoa.

O showzão de Nova York foi aquele “We Are the World” de seis horas irregular legal/chato composto por nomes como Rolling Stones, Bruce Springsteen, The Who, Kanye West, Eddie Vedder e muito mais. A grande atração da noite, já na madrugada americana, foi a já histórica apresentação do ex-beatle Paul McCartney, mais especialmente quando ele chamou ao palco ex-membros do Nirvana, obviamente sem o saudoso Kurt Cobain. Histórica por tudo o que a cerca.

A “Nirvana Reunion” com Paul McCartney na guitarra canhota e nos vocais, Dave Grohl sentadão na bateria, Novoselic de roupa “style” no baixo e o quarto-nirvana Pat Smear na outra guitarra, rendeu uma música meio grungezinha, meio Beatles fase “slide guitar” na linha “Helter Skelter”, canção que aliás abriu a participação de Paul McCartney no 121212.
O “novo Nirvana” de luxo tocou uma canção nova “Cut Me Some Slack”, com letras juvenis tipo “Mama, watch me run. Mama, c’mon lets have some fun”.

A canção na verdade já foi gravada para e está na triha do documentário “Sound City”, que estreia em 2013 e tem Dave Grohl na direção.
Acontece que, li aqui, na lista de participações especiais do documentário de Grohl o ex-beatle Paul McCartney não está incluído. Mas um site americano sobre a música fez a “investigação” e descobriu que, no trailer, um cara tocando a guitarra na música com a mão esquerda pode ser o outrora parceiro de John Lennon. Haha. Adoro essas coisas. O mais legal é a foto que ilustra o site, entregando tudo de vez.

* Não, eu não vou citar “Paul is dead”.

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