Em Madrid:

Mais treta: Green Day se defende por realizar show poucos minutos após morte de artista, na Espanha

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Na última sexta-feira, uma tragédia rendeu polêmica no festival Mad Cool, em Madrid, na Espanha. A poucos minutos do início do show do Green Day no evento, um artista local chamado Pedro Aunión Monroy fazia um número de acrobacia em uma caixa, a 100 pés de altura, quando despencou da tal caixa diante de milhares de pessoas e veio a falecer. O registro, pesado, pode ser visto no fim deste post.

Acontece que, meia hora depois, o Green Day fez seu show normalmente, o que gerou diversas críticas logo depois, pois muita gente entendeu que a banda norte-americana, que virá ao Brasil em novembro para quatro shows, deveria ter cancelado sua apresentação.

Em uma carta aberta, o vocalista Billie Joe Armstrong defendeu o grupo e disse que seu staff só ficou sabendo da morte do artista espanhol após o encerramento do show.

“O Green Day não ficou sabendo do acidente enquanto nosso show não chegou ao fim. Nós inclusive nem sabíamos que havia uma apresentação de acrobacia. Esses festivais são gigantes e diversas coisas acontecem ao mesmo tempo. Estávamos em um backstage bem distante do palco”, explicou o vocalista.

“Nós estávamos esperando pelo início do nosso show, programado para as 23h25, quando a 15 minutos de entrarmos no palco chegou uma informação das autoridades locais para que esperássemos um pouco porque estavam sendo feitos ajustes na segurança, algo corriqueiro em shows. Mas, eles não nos disseram qual era a razão, o que costuma ser algo normal também”, complementou.

Billie Joe demonstrou descontentamento com o fato da organização do festival não ter explanado ao grupo a gravidade da situação e criticou a omissão.

“Todos ficamos descrentes e não sabemos a razão pela qual as autoridades não nos disseram nada sobre o acidente antes do nosso show. Tudo foi dito depois. Esse tipo de coisa nunca aconteceu em 30 anos de Green Day. Se soubéssemos disso antes, provavelmente não teríamos feito o show. Não somos pessoas sem coração”, atacou.

A organização do festival também soltou uma nota, informando que seguiu todas as normas de segurança exigidas, e que optou por não cancelar o show por considerar que seria ainda mais temerário segurar eventuais reações violentas por parte dos fãs, uma vez que 45 mil pessoas estavam no evento.

ATENÇÃO: IMAGENS FORTES

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Adriano Cintra, desta vez sozinho, lança música animal

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* O ativo músico paulistano Adriano Cintra foi ao tecnopop dos anos 80 (brasileiro, ainda por cima) para resgatar o toque e as batidas de “Animal”, música que vai estar em seu primeiro disco solo, chamado… “Animal”. Ficou retrô-fresh, apontando para trás e para a frente ao mesmo tempo, como tudo o que Adriano Cintra bota as mãos.

Ex-Cansei de Ser Sexy, talvez ex-do Butchers’ Orchestra, hoje no Madrid, Cintra lança “Animal” agora em outubro, pelo selo Deck. O álbum sai primeiramente em CD e mp3. Depois chega em vinil.

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“Animal”, a faixa-título que a Popload lança com exclusividade, ganhou um, digamos, vídeo lyric emergencial que vai de gatinhos a garotas terroristas e George Bush. Foi feita na linguagem visual pop-art bizarra de Marina Penny, do excelente grupo curitibano Subburbia, que se insere dentro da máfia de agitadores artísticos paranaenses batizada de Terry Crew. Espero que você tenha entendido as ligações todas.

Minha parte predileta da letra de “Animal”, você vai ver no embalo tecnopop da música, é “A lua se apagou, a lua se escondeu. E você dançando se perdeu. No escuro, na fumaça. No estrobo, na desgraça”. Quem nunca?

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O disco “Animal” é todo produzido por Adriano Cintra, com colaboração produtiva aqui e ali do grande Boss in Drama. “Animal”, a canção, foi escrita em parceria com Marcelo Segreto, músico da Filarmônica de Pasárgada.
O primeiro single tornado conhecido do disco foi “Duda”, que tem co-autoria de Gaby Amarantos.
O disco inteiro, parece, é formado por co-autorias e parcerias, da seguinte forma: Adriano compôs as 13 músicas em inglês, numa tacada só. Depois entregou para algumas pessoas fazer a versão em português. E gravou.

“Animal”, animal, ficou assim:

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O novo tiro do Madrid

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* Outra banda que nasceu bonita e cresce e cresce é a brasileira Madrid, uma banda de São Paulo e Paris que canta em inglês. Comprende?

Formação a partir da dupla Adriano Cintra (que mora em SP) e Marina Vello (que vive na França), ex duas bandas bagunceiras hoje uma banda “séria” em que o piano manda (mas a guitarra começa a aparecer bem), o Madrid está soltando faz um mês e esporadicamente canções nova em seu Soundcloud. No final dessa soltura toda vai vir um EP de seis músicas a ser lançado digitalmente em breve.

Nesta manhã, foi lançada a quinta dessas seis músicas, o arraso “I Shot Him with a Shotgun”. Que é exatamente assim:

* Quando o Madrid lançar a sexta música, “Truth Lips Are Sealed”, e completar o EP, a gente volta a falar deles. A imagem lá em cima é de Cassia Tabatini.

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Popload lança música nova do Madrid: "Secret"

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* O duo internacional Madrid, das pessoas brasileiras Marina e Adriano, onde metade deles mora em Paris e outra em São Paulo, vem lançando semanalmente música nova, para no fim soltar um EP completo. A dupla, Vello e Cintra, ex-Bonde e ex-CSS, agora Madrid, já mostrou as lindonas “The One” e “Enough”, em seu canal do Soundcloud. Agora emprestam a terceira à Popload, a bela e country “Secret”. Vocais cool, piano no comando, guitarra estridente cortando. Tudo certo.

A foto do Madrid que abre o post é do Luan Banzai.

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"The One", a música nova linda do Madrid

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* Foco, estúpido. Vamos trabalhar.

* Lá vêm o Adriano Cintra e a Marina Vello trazendo um pouco de sensibilidade musical neste momento de caos. Canção nova do duo Madrid, vocal gêmeos arrasando, pianinho dirigindo a música, uma guitarra cool atravessando tudo, metais, apoteose sônica no final. Que beleza!

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