Em Maradona:

Liam no gás. Com a música de Natal. No rádio, na TV, cantando Oasis e falando do Maradona

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Captura de Tela 2020-11-30 às 8.07.33 AM

* Vivemos um momento intenso Liam Gallagher nos últimos dias. E esse caldo tende a engrossar, tadinho do Noel, que anda quietinho, na dele, mas vai ter que ouvir e ver o irmão em todo lugar. Justo ele que tem esse nome natalino, mas que aparentemente vai ter que engolir a onipresença do irmão até este ano acabar.

Há poucos dias, Liam lançou a chamada “música de Natal”, a baladaça auto-ajuda “All You’re Dreaming Of” que já está tocando nos pubs nos horários em que podem abrir no semi-lockdown britânico, nas lojas em horários reduzidos, nas rádios e, desde este fim de semana que passou, na TV.

O caçula dos Gallagher levou a música ao programa do Jonathan Ross, conhecidíssimo apresentador e entrevistador da BBC One. Baita apresentação do Liam para sua música nova, que num dos papos destes últimos dias falou que a música nem era para o Natal. A ideia era lançá-la em junho, mas a pandemia acabou empurrando seu lançamento.

Liam foi também ao programa matinal de Zoe Ball, na Radio 2, no sábado. Dali saiu o novo single e uma cover do Oasis para a incrível “Hello”, que Liam não cantava havia 18 anos, desde um show de sua ex-banda em 2002. Ouro puro.

No vídeo abaixo, as duas músicas, “All You’re Dreaming Of” no minuto 2:57 e “Hello”, ali no 10:16, em meio a papos sobre Maradona e Oasis. Na entrevista, Liam disse que tocou “Hello”nas gravações do show do barco pelo Tâmisa, que vai ser transmitido neste final de semana no app MelodyVR, com ingressos a venda. Mas que, no caso da música rara ao vivo do Oasis, ganhou os ares antes, aqui, pela Radio 2.

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POPLOAD NOW – Três bandas argentinas para agora. Em homenagem ao já saudoso Maradona. E com um vídeo de bônus

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* Nesta semana, em mais um oferecimento do pandemônio 2020, perdemos um grande nome, não apenas do futebol, mas da cultura pop. Estamos falando de Diego Armando Maradona, ex-craque argentino, que foi enterrado ontem em Buenos Aires, aos 60 anos.

Inúmeras são as razões para falar dele, mas a nossa homenagem aqui, enquanto site sobre “música” e outros assuntos pop, vai ser na forma de rock, como foi sua vida. Rock dos hermanos argentinos. Ou você não acha que Maradona, também foi um rock star, na vida.

Argentina, terra de tangos e vinhos, sempre foi fã, BEM fã, da música britânica, um tanto irônico se pararmos para lembrar das ilhas Malvinas, tals. Mas a gente vai pular essa parte. Não queremos guerra com ninguém nem DE ninguém.

As bandas gringas sempre celebram o público destes lados de cá, mais para o sul, e além do futebol digamos que também estamos no páreo quanto à melhor audiência de shows.

Entre rollingas* e amantes da famosa cumbia villera** (Dieguito era fã), ao longo dos anos surgiram bandas incríveis que nós, aqui, separamos para vocês colocarem em suas playlists.

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* BABASONICOS
Essa já é um clássico dos hermanos vizinhos. Do começo dos anos 90, a banda que nasceu no núcleo alternativo de Buenos Aires, inspirada pela geração do rock argentino do final dos anos 80, leia-se Gustavo Ceratti e Soda Stereo (se nunca ouviu falar, provavelmente você deve reconhecer alguma música deles em versões brasileiras como “À Sua Maneira”, do, bem, Capital Inicial), virou gigante, já tocou em festivais do mundo todo e revolucionou a CENA argentina. Num tempo dos primórdios dos smartphones, lançaram um álbum exclusivamente para celulares.
Desse disco, te mostramos a ótima “Microdancing”.

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* USTED SEÑALEMELO
Nome difícil, né? Bom, mas tenta decorar, porque essa molecada tem um som decentíssimo e ainda promete dar um chacoalho na música “latina”, por assim dizer.
O trio, de Mendoza, terra dos vinhos delícia, já deu pinta no Brasil, faz uns dois anos. Tocou no ótimo No Ar Coquetel Molotov, de Recife, e também, no intimista clube Breve, de São Paulo. Aliás, show pequeno é algo raro para a banda, que tem números surreais de views/curtidas/ouvidas nas redes sociais.
Mais uma “salvação do rock” desponta em terras vizinhas, e do segundo álbum, que traz um ar meio “Tame Impala conhece os rollingas”, destacamos o single abaixo:

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* ONDA VAGA
Ok, há controvérsias quanto à origem desta banda, que, formada no Uruguai, tem quase todos os seus integrantes sendo argentinos, além de sua estreia oficial nos palcos, lá em 2007, ter acontecido em Buenos Aires. Argentinos, pois.

O grupo, que ilustra a chamada da home da Popload para este post e já abriu shows do “clandestino” Manu Chao, traz algo mais raiz, mais “experimental” talvez. Com sons andinos e, obviamente, latinos em todo seu espectro. Como a linda “La Maga”, que tem um mix de instrumentos, como flautas, trompetes, além de baixos e synths.

A música, que te mostramos a seguir, traz uma mensagem que certamente queremos ouvir num mundo pós-pandêmico:

“Qué lindo que es estar en la Tierra
Después de haber vivido el infierno
Qué lindo que es poder amarte y mirarte otra vez
Después de estar tan enfermo
(…)
Y si, por ahí, el miedo me viene a buscar de nuevo
Voy a recordar lo cantamos una vez mirando el cielo, yo
Cántale a la luna y al sol
Cántale a la estrella que te acompañó
Cántale a tus amigos con el corazón”

Algo do tipo: “Que bom que saímos dessa, mas se bater um medo canta para a lua e as estrelas que te acompanharam, canta para os teus amigos com o coração”.

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Explicando:
*rollingas: tipo um indie mas com uma vibe mais “cool” e “canchera”. O look do rollinga entrega: jeans, camiseta dos Stones (preferencialmente), converse, jaqueta… Muuuuuy facha, muuuy canchero. Obviamente o visual completo inclui uns mullets.

** cumbia villera: uma variação do som “cumbia”, ritmo latino bem comum nos países vizinhos. Villera é porque vem das favelas, as “villas” como dizem na Argentina. Som do povo que traz todo um molejo.

Por fim, o vídeo abaixo é de uma música em homenagem ao Maradona, cantada por um ídolo da cumbia argentina, Rodrigo, e que virou um clássico entre os todos os fãs do querido e já saudoso camisa 10.

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* Esta seção da Popload é pensada e editada por Lúcio Ribeiro e Daniela Swidrak.

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Liam Gallagher faz bagunça na Inglaterra. E nem era o show da volta do Oasis

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Bem no dia que Noel Gallagher está em São Paulo, onde se apresenta amanhã no Espaço das Américas, a gente vem e fala do… Liam. Ontem, o líder do Beady Eye, ex-vocalista do Oasis, foi assunto recorrente nos blogs, sites e redes sociais mundo afora. E olha que ele nem lançou música nova. Mas, sim, para variar, porque armou confusão.

A Inglaterra parou na tarde/noite de segunda-feira para assistir o derby de Manchester entre o City (time dos Gallagher) e o United (time de metade da Inglaterra). Considerado o jogo “mais importante da história”, porque o City raramente briga pelo título, o clássico de Manchester tinha as duas equipes separadas por apenas três pontos. À frente, o United defendia a liderança. Ao City, restava vencer o rival para empatar no número de pontos e ultrapassá-lo no saldo de gols, faltando apenas duas rodadas para o término do campeonato. Até Diego Armando Maradona foi ao estádio do City espiar a partida.

E, lógico, lá estava Liam Gallagher, que é figurinha carimbada nos jogos da equipe. Após um jogo muito disputado e vencido pelo City, Liam foi protagonista. Logo ao final da partida, as câmeras de TV não pararam de mostrar o Gallagher. Ora cantando “Hey Jude” no camarote, ora fazendo pose para fotos enquanto rolava no sistema de som o principal hit de sua finada banda, “Wonderwall”.

Como se não bastasse, Liam invadiu a sala de imprensa onde só jogadores e técnicos dão entrevista. Chegou lá, zoou o técnico rival Alex Ferguson – “Parece que ele tomou muito whisky”, disse – zoou o zagueiro Kompany, o herói da vitória por 1 a 0, autor do gol, falou que o técnico do City (Roberto Mancini) é quase tão legal quanto ele (Liam).

Aí saiu. Depois, postou no Twitter uma foto ao lado de Maradona, figura emblemática para os ingleses principalmente por causa do polêmico gol de mão na final da Copa de 86, que ficou conhecido como “a mão de Deus”. Liam, para não deixar passar batido, colocou a foto no ar com a legenda: “Maradona aperta a mão de Deus”. Haha. Gênio esse Liam, não?

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