Em marcelo perdido:

CENA – Em novo disco e na conexão São Paulo-Lisboa, Marcelo Perdido queria falar de amor, mas…

>>

cena231216_perdido

Cantor carioca adotado por São Paulo e que resolveu desbravar Lisboa, Marcelo Perdido, mesmo do outro lado do oceano, continua esbanjando seu talento em forma de música. Ele, cantor/músico/compositor que se aloca de forma confortável em um folk dentro da nossa MPB indie, já fez parte do colorido Hidrocor, mas hoje caminha firme e forte em sua carreira solo com seu terceiro disco, “Bicho”. Um disco “difícil”, segundo o próprio.

“Faz quase um ano que me mudei para Lisboa para compor um disco. Era para ser um disco de primavera e amor, mas, desde que saí do Brasil, levamos surra atrás de surra, surreal. Ser humano é treta! Mas tá aqui, terceiro disco pro terceiro mundo”, conta, com exclusividade, para a Popload.

Perdido reforça que queria falar de amor, mas suas inspirações foram atropeladas pelos problemas políticos do Brasil. “Este disco foi escrito em um ano surrealista no qual eu queria apenas falar de amor, mas fui repetidas vezes impactado pelos acontecimentos políticos/sociais. O disco começa com a palavra “adeus”, um adeus para um modus operandi que já não funcionava para mim. Pareceu-me que, para ser mais humano, era mais garantido agir como os animais e toda sua sabedoria em coexistir”, relata.

A mudança de país também influenciou nas composições e vibe do álbum. “Mudei de país e me senti emigrante/imigrante pela primeira vez, não passei nenhuma dificuldade, a não ser uma das maiores de todas: a saudade, que veio de mãos dadas com tristeza, solidão e angústia. Pude, num exercício de empatia, ver que meus vizinhos indianos, angolanos, chineses, cabo-verdianos e brasileiros, além de saudade, sofriam com dificuldades financeiras, linguísticas e de oportunidades. E algo que, agora, nos une: situações políticas que levam/levarão nossos países ao extremismo da desigualdade social.”

“Bicho” foi produzido por Filipe Sambado, grande nome da nova geração, que lançou também neste ano o álbum “Vida Salgada”, que está em lista de melhores de 2016 em Portugal. As gravações aconteceram entre abril e novembro deste ano, nos estúdios da Maternidade na Interpress, em Lisboa.

Com essa cabeça indie-MPB global, convidamos você a ouvir “Bicho”, de Marcelo Perdido.

>>

Brrrrrrrrr!! Marcelo Perdido fala à Popload sobre o disco “Inverno”

>>

Screen Shot 2015-08-07 at 17.06.41

* Se a MPB tem um lado folk e uma peganda independente, esse é o lugar onde se encontra o talentoso Marcelo Perdido, “aconchegante” cantor carioca adotado por São Paulo, de talentos vários que envolvem da produção musical às letras que faz, os vídeos que idealiza para dar visual perfeito e moderno para elas, às pessoas que se cerca para tocar sua carreira que começou lá atrás com o colorido Hidrocor e hoje caminha na divulgação de seu segundo disco sozinho, o belo “Inverno”.

Marcelo Perdido se impôs um disco por estação. Se “Lenhador”, seu primeiro voo solo, era um álbum outonal, “Inverno”, lançado em junho, representa o que o próprio título se propõe: um frio, mas de alma mais do que de clima. É o disco, pelo que entendi dele, que mais ele bota sua experiência de morar em São Paulo e de lidar no dia-a-dia com relações nem sempre amistosas. E isso, dependendo do talento, pode ser usado a favor, fazendo músicas bonitas.

“Trajando” inverno, Perdido fez um vídeo exclusivo para a Popload para explicar seu segundo trabalho solo, obviamente de seu ponto de vista, e como ele está inserido na sua trajetória tanto na carreira como na vida.

Fala, Perdido.

O vídeo para “Cidade Pequena”, single de “Inverno”, acabou de ultrapassar os 16 mil viewers no Youtube. Dia 6 de setembro, o cantor mostra o disco novo ao vivo para os cariocas conterrâneos, no Audio Rebel, em Botafogo.


** O vídeo-depoimento de Marcelo Perdido e as fotos deste post e da home são de Leonardo Mascaro.

>>

Popload Session apresenta… MARCELO PERDIDO

>>

BN-01

* O músico carioca Marcelo Perdido volta às sessions da Popload, agora solo, com música de seu belo álbum de estreia, “Lenhador”, lançado no começo deste ano. Perdido é ex-integrante do Hidrocor, e agora sozinho segue dando continuidade feliz a essa música indie que tangencia a MPB, roça um certo folk brasileiro e não fica chata, cansativa, déjà vu. Muito pelo contrário.

Marcelo Perdido é os caras dos vídeos, sempre inventivos, como suas canções. A coleção de web-clipes dele vale uma visita e mesmo os do Hidrocor.

Screen Shot 2014-10-22 at 16.38.52

Perdido é criativo no visual de suas canções até quando se trata de algo como esses abaixo, feitos para a Popload Session, uma edição esperta em cima de uma performance ao vivo.

A primeira música ao vivo para nós está em “Lenhador” e se chama Aritmética, um certo novo single do moço. A porção cover da Popload Session fica para a bela “Aeroplane”, do ótimo e veterano grupo americano Neutral Milk Hotel.

Então vamos nessa.
Senhoras e Senhores, com vocês… MARCELO PERDIDO!

*** A Popload Session é apresentada pela Heineken. Se beber, ouça música.

>>

Marcelo Perdido e o maravilhoso amigo dele

>>

Screen Shot 2014-07-21 at 11.21.31

* O iluminado cantor carioca Marcelo Perdido, indie-MPB esperta desde os tempos da banda Hidrocor, agora solo e quase folk, aparece hoje com mais um de seus vídeos bacanas de vasta coleção. A música é “Meu Maravilhoso Amigo Meu” e o vídeo é uma junção bonita imagens em movimento distorcidas e de fotos pixelizadas de seus amigos. A letra é sobre a falta de um desses companheiros: “Meu maravilhoso amigo meu. Cadê você? Cadê eu? A busca junta por bagunça encolheu”.

Sozinho mas nada perdido, Perdido lançou o belo disco “Lenhador” há alguns meses, e vem soltando web-clipes das canções do álbum, como foi com a faixa-título, “Aritmética”, “Pendura”, entre outras. Como este “Meu Maravilhoso Amigo Meu”.

Na próxima quarta-feira, Marcelo Perdido faz show na loja Sensorial Discos, na rua Augusta, apenas ele e piano. Jan Felipe é atração de abertura. O evendo no Facebook com mais informações está aqui. Se eu não for para Florianópolis na quarta, vou lá ver o Marcelo.

>>