Em marcelo perdido:

TOP 50 DA CENA – The Baggios bota o Sergipe no topo. Gustavo Bertoni e Giovanna Moraes aparecem grandes. E a Jup do Bairro não sai de cima

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* Aquele alcance plural, geográfico e multivertente que a gente tanto acha importante na nossa CENA está superpresente no ranking desta semana.
Banda de rock sergipana no topo, misturando pop perfeito com canção regional. Na sequência banda eletrojazz de São Carlos, interior de São Paulo, com participação de uma ótima cantora baiana, do nosso R&B mpbzado. Tudo seguido pela corporalidade extrema da Jup do Bairro, direto da quebrada.
Aí tem a gringa que é brasileira. E o brasiliense que é conhecido por fazer stoner rock a seu jeito, mas veio para SP roçar o folk melancólico. Ah, e tem índio também!!!!
Que CENA é esta?!? Aí junta tudo isso numa playlist de 50 músicas e que beleza que fica.

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1 – The Baggios – “Quareterna Serigy” (Estreia)
Não sabemos explicar direito, mas a nova música do grupo sergipano é uma espécie de Oasis com cancioneiro brasileiro. Nos versos, devidamente produzidos em modo quarentena de gravação, uma promessa e tanto: “…Presidente rosna/ Mente para o país/ Somos fortes, saibam/ ELE VAI CAIR!”
2 – ATR e Luedji Luna – “Batom” (5)
Sim, só sai na sexta-feira agora, embora esteja aqui no ranking desde a semana passada. Mais dois dias e a espera acaba. É porque está quente o segundo single do quinto álbum da banda paulista ATR, de som plural. Além da voz maravilhosa da baiana Luedji, o grupo fez questão de fazer uma faixa daquelas que brilha e treme as caixinhas de som. Quando sair oficial, a gente bota na playlist.
3 – Jup do Bairro – “All You Need Is Love” (1)
A união de Jup do Bairro, Rico Dalasam e Linn Da Quebrada segue aqui bem em cima do nosso Top 50 há um tempo, porque, sim, precisamos celebrar esse EP como um dos grandes lançamentos deste ano da nossa CENA. Repleto de músicas incríveis, é o disquinho mais necessário do momento na força de dez anos de trabalho resumidos em sons valiosos. Não passe 2020 sem Jup, sem Deize Tigrona em “Pelo Amor de Deize”, sem a letra de “O Corre”, sem o texto de Mulambo em “Luta por Mim”.
4 – Giovanna Moraes – “Sai por Inteira” (Estreia)
Encharcada de um toque Fiona Apple, o piano e o desabafo de Giovanna ressoam ainda melhor em (mais um) vídeo (na nossa lista, veja abaixo), que consiste em uma criação coletiva com as amigas, cada uma em sua casa, lógico. Ela acaba de lançar “Direto da Gringa”, seu segundo álbum. Merece muito sua conferida.
5 – Gustavo Bertoni – “Waves” (Estreia)
Não foi só papo dez que o Gustavo deu sobre a música na nossa live diária que influenciou no resultado. O som é muito bom, o vídeo em Berlim é bonito e “Waves” acaba o levando para outra viagem, muito além do Scalene, sua banda principal. Uma daquelas baladas ao violão que soa familiar na primeira vez.
6 – Antiprisma – “Lunação” (Estreia)
Uma viagem instrumental pesada da dupla paulista formada por Elisa Moreira e Victor José. O vídeo da música é outro que entra na categoria de belo trabalho artístico, uma performance sobre as várias mulheres que existem na mesma mulher.
7 – Nelson D. – “A Grande Revolta” (2)
Nelson D é DJ e produtor de certa rodagem já, mas de pouco tempo para cá quis assumir um protagonismo musical como cantor. A base sonora é o que aprendeu na Europa, onde viveu e estudou. A alma sonora é a que nasceu: a de índio. Soltou agora em maio seu primeiro álbum, “Em Sua Própria Terra”, disco que propõe o que ele chama de Futurismo Indígena. David Bowie ficaria feliz ouvindo “A Grande Revolta”.
8 – Tássia Reis – “Me Diga” (3)
Tássia celebra o aniversário do primeiro do álbum “Próspera” e lançou o vídeo da ótima “Me Diga” em clima de retrospectiva. O que validou recuperarmos a música por aqui. Não ouviu esse álbum? Volta lá que perdeu algo importante.
9 – Supervão – “Depois do Fim do Mundo” (4)
Esta música bota o Supervão um pouco mais longe do indie psicodélico e os empurra de vez à eletrônica, ou “fritação”, segundo seu vocalista e programação Mario Arruda. Pesada.
10 – Rohmanelli – “Do Jeito Que o Mundo Está” (6)
O pop modernoso que abriga toques de guitarras pesadas, rap, música eletrônica dançante e letra políticas de Rohmanelli chega mais uma vez com participações especiais. “Do jeito que o mundo está não vai me fazer nenhuma falta quando eu passar”, é o recado, cristalino e direto.
11 – Marcelo Perdido – “Não Tô Aqui pra Te Influenciar” (12)
12 – Kunumí MC – “Xondaro Ka’aguy Reguá (Guerreiro da Floresta)” – (7)
13 – Duda Brack – “Contragolpe” (8)
14 – Compositor Fantasma – “Não Sabendo Que Era Impossível” (10)
15 – ABC Love – “Flertes” (11)
16 – Karen Jonz – “O Grande Excesso” (13)
17 – Don L – “Kelefeeling” (14)
18 – Devise – “Espera” (9)
19 – Thunderbird – “A Obra” (15)
20 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (16)
21 – Sessa – “Sereia Sentimental” (17)
22 – Mulungu – “No Ar” (18)
23 – Giovani Cidreira e Mahal Pita – “Mago de Mim Mesmo” (19)
24 – Jair Naves – “Irrompe” (20)
25 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (21)
26 – Black Pantera – “I Can’t Breath” (22)
27 – Paulo Nazareth e Nic Medeiros – “A Volta Que o Mundo Deu” (23)
28 – TARDA – “Breath” (24)
29 – ÀIYÉ – “Pulmão” (25)
30 – Silva – “Aquele Frevo Axé” (ao vivo) (26)
31 – Vanguart – “Encontro Adiado” (27)
32 – As Bahias e a Cozinha Mineira – “Forasteira” (28)
33 – Wado – “Nina” (29)
34 – The Raulis – “Distante Desejo” (30)
35 – Lila – “Lunação” (31)
36 – Os Amanticidas – “Paisagem Apagada” (32)
37 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (37)
38 – Edgar – “Carro de Boy” (38)
39 – Douglas Germano – “Valhacouto” (39)
40 – Taco de Golfe – “Nó Sem Ponto II” (40)
41 – Kiko Dinucci – “Veneno” (41)
42 – Ava Rocha e Los Toscos – “Lloraré Llorarás” (42)
43 – Jhony MC – F.A.B. (43)
44 – Cícero – “Às Luzes” (44)
45 – Febem, Fleezus e CESRV – “Terceiro Mundo” (45)
46 – Djonga – “Procuro Alguém (46)
47 – Letrux – “Déjà-Vu Revival” (47)
48 – Vovô Bebê – “Êxodo” (48)
49 – Tuyo e Terno Rei – “Eu Te Avisei” (49)
50 – Troá! – “Bicho” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, a cantora paulistana Giovanna Moraes.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.
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CENA vira selo e lança “Não Tô Aqui para Te Influenciar”, novo disco de Marcelo Perdido

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05-Perdido-por-ANA-ALEXANDRINO

* Mais um braço de articulação musical da Popload, o CENA, espaço que há anos vem jogando luz na grande movimentação do cenário independente brasileiro, inaugura uma nova fase e vira um selo virtual, que pretende ser uma curadoria de discos nacionais que merecem sua atenção.

E o primeiro fruto dessa nova empreitada é “Não Tô Aqui para Te Influenciar”, novo disco do músico Marcelo Perdido, o quinto de sua carreira nada linear dentro da linear música brasileira, que chega hoje às plataformas.

“Não Tô Aqui para Te Influenciar” é um disco direto (têm apenas 18 minutos). São oito histórias curtas de pessoas diferentes se procurando por uma cidade que talvez não exista mais. No caso desse trabalho, o Rio de Janeiro, lugar em que nasceu e está forte em suas memórias afetivas por questões familiares, ainda que esteja vivendo em São Paulo há 20 anos, com algumas fugidas para Portugal.

Ou seja, depois dos álbuns inspirados nas quatros estações, uma cidade é o fio de narrativa escolhido por Marcelo Perdido. Sonoramente ambientado por guitarras, pianos elétricos, sons de cidade e falas de pessoas, o artista busca referências em bandas de rock nacionais que deixaram de existir (como Gram, Moptop, Pullovers), clássicos brasileiros setecentistas (como Di Melo, Erasmo Carlos, Tim Maia) e coisas gringas mais atuais (como girl in red e Clairo), que têm a ver com sua música. Alicerces sonoros para ajudar a contar a história desse Rio de Janeiro que só existe em suas lembranças.

Marcelo Perdido diz:

“Quando minha vó morrer vai acabar o Rio… Foi o que eu pensei naquela noite em que soube de sua doença. Após o final da infância fui viver em outras cidades, porém o apartamento de minha vó sempre foi o Rio de Janeiro para mim. Estive lá milhares de vezes, sozinho, com amigos, bandas, naquele lar que foi comprado meio século antes por um casal de portugueses que nem imaginava que a Rua Sorocaba e seus entornos seria um epicentro cultural da minha bolha musical (salve Comuna, Matriz, Audio Rebel). As músicas do disco vieram praticamente todas de uma vez… nesse sentimento de que uma cidade ia deixar de existir junto com aquela pessoa que ia se apagando.

Foi produzido por meu amigo Habacuque Lima (Ludov, Pullovers), no estúdio Trampolim do qual ele é sócio. Queríamos um disco imagético e urbano, de micronarrativas sobre esses desencontros. Gosto de dizer que neste disco eu canto e desenho o som, pois o desenho de som (termo audiovisual) é fundamental nas canções para representar a cidade e pessoas que vão surgindo ou desaparecendo nela.”

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“Não Tô Aqui para Te Influenciar” conta com pianos elétricos de Danilo Andrade (Gilberto Gil/Jorge Ben), bateria por Matheus Souza (Tiê), com exceção de “Santa Clara de Tróia” tocada pelo Matheus Marinho, e ainda participações especiais de João Erbetta (Los Pirata, Jeneci, Clarice Falcão) e sua guitarra envenenada (“Bastante” e “Meia Noite”) e do português Silas Ferreira (Pontos Negros, Samuel Úria) no oboé de “Você Não Está Aqui para Me Influenciar”.

Escute o álbum, inteiro, veja os single-vídeos e baixe fotos aqui.

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* As fotos de Marcelo Perdido usadas para este post são de Ana Alexandrino.

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TOP 50 DA CENA – Jup é up: o topo é dela. Tássia Reis dá um “oi”. Supervão superferve. E a Duda Brack está de volta

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* Essas voltas que a música dá são curiosas. Veja o caso da Jup do Bairro e seu EP “Corpo e Juízo”, que frequenta este ranking há algumas semanas, sobe e desce, vai e vem e agora agarrou o primeiro lugar porque… porque… merece, apenas. Com o lançamento do EP todo, mais recentemente, a música cresce como um manifesto, puxando as outras faixas. Dá vontade de deixar a Jup no topo umas semanas e ir revezando as outras músicas do disco. Sabemos lá do que esse ranking é capaz!
Galera indie-indígena seguem fortes nas 10 +, porque.. merece. Não bastassem Nelson D e Kunumí MC serem necessários e carregarem o espírito do nosso tempo, as músicas são muito boas, o que no fim é o que traz eles aqui.
E, se essa cena nossa não é plural, com tudo isso acima e com uns meninos gaúchos psicodélicos indo na contramão para meter sua criatividade na eletrônica de fervura, eu não sei mais o que é.
Esse caldo é o que nos move. Traduzir tudo em uma playlist que é uma viagem, de vários tipos, para todos os lugares.

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1 – Jup do Bairro – “All You Need Is Love” (Estreia)
A união de Jup do Bairro, Rico Dalasam e Linn Da Quebrada está aqui no Top 50 há um tempo, mas agora chega ao primeiro lugar porque precisamos celebrar o EP da Jup. Dos melhores lançamentos do ano, repleto de músicas incríveis, é o disquinho mais necessário do momento na força de dez anos de trabalho resumidos em sons valiosos. Não passe 2020 sem Jup, sem Deize Tigrona em “Pelo Amor de Deize”, sem a letra de “O Corre”, sem o texto de Mulambo em “Luta por Mim”.
2 – Nelson D. – “A Grande Revolta” (1)
Nelson D é DJ e produtor de certa rodagem já, mas de pouco tempo para cá quis assumir um protagonismo musical como cantor. A base sonora é o que aprendeu na Europa, onde viveu e estudou. A alma sonora é a que nasceu: a de índio. Soltou agora em maio seu primeiro álbum, “Em Sua Própria Terra”, disco que propõe o que ele chama de Futurismo Indígena. David Bowie ficaria feliz ouvindo “A Grande Revolta”.
3 – Tássia Reis – “Me Diga” (Estreia)
Tássia celebra o aniversário do primeiro do álbum “Próspera” e lançou o vídeo da ótima “Me Diga” em clima de retrospectiva. O que validou recuperarmos a música por aqui. Não ouviu esse álbum? Volta lá que perdeu algo importante.
4 – Supervão – “Depois do Fim do Mundo” (Estreia)
Essa música bota o Supervão um pouco mais longe do indie psicodélico e os empurra de vez à eletrônica, ou “fritação”, segundo seu vocalista e programação Mario Arruda. Pesada.
5 – ATR e Luedji Luna – “Batom” (Estreia)
Esta só a gente ouviu por enquanto, mas está quente o segundo single do quinto álbum da banda ATR. Além da voz maravilhosa de Luedji, a banda fez questão de fazer uma faixa daquelas que brilha e treme as caixinhas de som. Quando sair oficial, semana que vem, a gente bota na playlist.
6 – Rohmanelli – “Do Jeito Que o Mundo Está” (Estreia)
O pop modernoso que abriga toques de guitarras pesadas, rap, música eletrônica dançante e letra políticas de Rohmanelli chega mais uma vez com participações especiais. “Do jeito que o mundo está não vai me fazer nenhuma falta quando eu passar”, é o recado, cristalino e direto.
7 – Kunumí MC – “Xondaro Ka’aguy Reguá (Guerreiro da Floresta)” – (2)
Kunumi MC é o nome artístico de Werá Jeguaka Mirim, índio de uma aldeia em Parelheiros, zona sul de São Paulo, a Krukutu. Ele é o primeiro rapper solo indígena do Brasil. Sua nova música fala sobre um guerreiro que nascerá das águas e “levará o seu povo a uma nova existência” após os anos de tanta exploração dos homens brancos. E, para além dos conceitos oportunos, que música emocionante!
8 – Duda Brack – “Contragolpe” (Estreia)
Sempre bom ouvir a voz de Duda Brack. Uma faixa gravada ao longo de dois anos por Gabriel Ventura, Lucio Maia e Vovô bebê de letra atual, urgente. “Ainda vão nos boicotar/ e de rebote/ vamos boicotar esse boicote/ o contragolpe vai girar”.
9 – Devise – “Espera” (Estreia)
Das mais ativas e seguidas em Minas Gerais, a banda Devise chega com uma mensagem de força e esperança nestes tempos em que ter contato físico é algo que não vem sendo recomendado. O papo deles é a boa conversa entre Beatles e Clube Da Esquina.
10 – Compositor Fantasma – “Não Sabendo Que Era Impossível” (3)
O alter-ego do produtor musical Gabriel Serapicos revive as músicas de “um compositor que desapareceu deixando para trás incontáveis letras e partituras”. Tem poucos dias que ele lançou a ótima “Não Sabendo Que Era Impossível”. Vale reparar no trecho: “Você se convenceu das melhores intenções de um canibal”.
11 – ABC Love – “Flertes” (4)
12 – Marcelo Perdido – “Não Tô Aqui pra Te Influenciar” (5)
13 – Karen Jonz – “O Grande Excesso” (6)
14 – Don L – “Kelefeeling” (8)
15 – Thunderbird – “A Obra” (9)
16 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (10)
17 – Sessa – “Sereia Sentimental” (11)
18 – Mulungu – “No Ar” (12)
19 – Giovani Cidreira e Mahal Pita – “Mago de Mim Mesmo” (13)
20 – Jair Naves – “Irrompe” (14)
21 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (15)
22 – Black Pantera – “I Can’t Breath” (16)
23 – Paulo Nazareth e Nic Medeiros – “A Volta Que o Mundo Deu” (17)
24 – TARDA – “Breath” (18)
25 – ÀIYÉ – “Pulmão” (19)
26 – Silva – “Aquele Frevo Axé” (ao vivo) (20)
27 – Vanguart – “Encontro Adiado” (21)
28 – As Bahias e a Cozinha Mineira – “Forasteira” (22)
29 – Wado – “Nina” (23)
30 – The Raulis – “Distante Desejo” (24)
31 – Lila – “Lunação” (25)
32 – Os Amanticidas – “Paisagem Apagada” (27)
33 – Gustavo Bertoni e Vivian Kuczynksi – “Louder Than Words” (28)
34 – Carne Doce – “A Caçada” (29)
35 – Tatá Aeroplano – “Alucinações” (31)
36 – Tagore feat. Boogarins – “Drama” (32)
37 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (33)
38 – Edgar – “Carro de Boy” (34)
39 – Douglas Germano – “Valhacouto” (35)
40 – Taco de Golfe – “Nó Sem Ponto II” (36)
41 – Kiko Dinucci – “Veneno” (37)
42 – Ava Rocha e Los Toscos – “Lloraré Llorarás” (40)
43 – Jhony MC – F.A.B. (42)
44 – Cícero – “Às Luzes” (43)
45 – Febem, Fleezus e CESRV – “Terceiro Mundo” (44)
46 – Djonga – “Procuro Alguém (45)
47 – Letrux – “Déjà-Vu Revival” (46)
48 – Vovô Bebê – “Êxodo” (47)
49 – Tuyo e Terno Rei – “Eu Te Avisei” (48)
50 – Troá! – “Bicho” (49)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, a cantora gaúcho-carioca Duda Brack.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.
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TOP 50 DA CENA – O que está acontecendo? Outro índio entra em primeiro. Agora temos dois músicos indígenas, um compositor fantasma e um mascarado no topo. E a Karen Jonz

1 - cenatopo19

* Que coisa mais incrível é a CENA brasileira atual. Na semana passada, um rapper indígena saindo de uma tribo da periferia de São Paulo chapou o primeiro lugar do nosso ranking com um hip hop emocionante versado em tupi-guarani.
Nesta semana, um outro índio brasileiro com uma trajetória bem diferente pega para ele o topo deste Top 50, com um admirável som de base eletrônica em direção a uma redescoberta de sua origem. Ou do que fazer de bom com a musicalidade dela.
Quem me avisou desse disco peculiar de um tribal de Manaus que foi adotado por italianos, teve educação artística europeia e volta ao Brasil para trabalhar nos últimos anos suas ancestralidades sonoras foi ninguém menos que Iggor Cavalera, lá de Londres, que em áureos tempos de Sepultura já se envolveu com indígenas para fazer o melhor disco de sua famosa ex-banda.
Olha as voltas que esta CENA dá.
E, veja, a semana está especialmente incrível e temática por aqui, se jogarmos uma luz apenas nos dez primeiros deste ranking. Tem dois índios, tem compositor fantasma, tem cantor mascarado, tem um músico que de perdido só tem o nome, tem a estreia da Karen Jonz no nosso Top 10.
E, claro, tem ela, a razão de tudo. Uma linda playlist com as 50 músicas da semana escolhidas por nós, na humildade. E na diversidade.

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1 – Nelson D. – “A Grande Revolta” (Estreia)
Nelson D é DJ e produtor de certa rodagem já, mas de pouco tempo para cá quis assumir um protagonismo musical como cantor. A base sonora é o que aprendeu na Europa, onde viveu e estudou. A alma sonora é a que nasceu: a de índio. Soltou agora em maio seu primeiro álbum, “Em Sua Própria Terra”, disco que propõe o que ele chama de Futurismo Indígena. David Bowie ficaria feliz ouvindo “A Grande Revolta”.
2 – Kunumí MC – “Xondaro Ka’aguy Reguá (Forest Warrior)” – (1)
Kunumi MC é o nome artístico de Werá Jeguaka Mirim, índio de uma aldeia em Parelheiros, zona sul de São Paulo, a Krukutu. Ele é o primeiro rapper solo indígena do Brasil. Sua nova música fala sobre um guerreiro que nascerá das águas e “levará o seu povo a uma nova existência” após os anos de tanta exploração dos homens brancos. E, para além dos conceitos oportunos, que música emocionante!
3 – Compositor Fantasma – “Não Sabendo Que Era Impossível” (Estreia)
O alter-ego do produtor musical Gabriel Serapicos revive as músicas de “um compositor que desapareceu deixando para trás incontáveis letras e partituras”. Tem poucos dias que ele lançou a ótima “Não Sabendo Que Era Impossível”. Vale reparar no trecho: “Você se convenceu das melhores intenções de um canibal”.
4 – ABC Love – “Flertes” (Re-estreia)
A deliciosa “Flertes” retorna a nossa parada por ser um dos destaques do EP “Back to Love”, lançado na semana passada. É a fase de Gevard du Love que agora quer recriar o lance de joguinhos amorosos de verão carioca dos anos 80, aqui com vocais emprestados de Gab Ferreira e Yma. Bom ter você de volta, Flertes.
5 – Marcelo Perdido – “Não Tô Aqui pra Te Influenciar” (Estreia)
Perdido e seu single “Não Tô Aqui pra Te Influenciar” adiantam o primeiro lançamento de um tal de selo CENA. Será que é isso que você pensou? Leia mais a Popload, se estiver em dúvida. Por enquanto, olho nessa canção bem bonita com um vídeo “premonitório” idem. Na playlist, ela entra sexta-feira, quando será lançada.
6 – Karen Jonz – “O Grande Excesso” (Estreia)
O EP solo de Karen Jonz que sai na sexta-feira é uma mixtape e tanto. Quase dez minutos de músicas bem conectadas, escritas durante sua quarentena. Fiquemos com “O Grande Excesso”. Na playlist, entra sexta-feira, quando será lançada.
7 – Jup do Bairro – “All You Need Is Love” (24)
Olha quem também voltou às dez mais, à luz do lançamento do álbum cheio. Uma das nossas favoritas, é a união de Jup do Bairro, Rico Dalasam e Linn Da Quebrada, que vem a ser o tipo de feat que queríamos que fosse mais de uma música. E os versos “Vou colocar uma música/ espero que não se importe/Vamo ouvir Sampa Crew/ talvez Bjork?” já estão na história.
8 – Don L – “Kelefeeling” (2)
Don L não quer só mudança. Esqueça o abstrato. Ele propõe a mudança. É a mudança. A vida é a obra, certo? Em um verso livre, opta em não repetir vícios até na forma de organizar a letra no Rap Genius, na escolha dos produtores, de quem faz o vídeo. O novo jogo não pode contar com as velhas regras, talvez nem ser chamado de jogo. No limite da contradição, ele deve estar certo. Kelefeeling de volta.
9 – Thunderbird – “A Obra” (3)
Parece Morphine cantado por um adolescente louco. E talvez esssa afirmação seja mais literal do que parece. Afinal, estamos falando do querido Luiz Thunderbird, eterno ex-VJ, já eterno agitador das várias mídias novas. Das almas mais apaixonadas por música. seja falando sobre ou aqui, em plena ação. Sabedoria e punk rock em doses corretas faz muito bem. E um disco inteiro ainda está por sair. Oba!
10 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (4)
Em seu mais recente disco, Marcela Mahmundi encontra em velhos timbres um som que é totalmente novo. Seja para ela, seja para o mundo. Novo mundo. O que é o violão dessa faixa? Gravado em fita, ele transporta a gente aos anos 60, 70, enquanto todo o resto nos deixa em 2020. E bem acompanhados por Mahmundi, arrepiando em termos de voz e letra. Uau!
11 – Sessa – “Sereia Sentimental” (22)
12 – Mulungu – “No Ar” (5)
13 – Giovani Cidreira e Mahal Pita – “Mago de Mim Mesmo” (6)
14 – Jair Naves – “Irrompe” (7)
15 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (8)
16 – Black Pantera – “I Can’t Breath” (9)
17 – Paulo Nazareth e Nic Medeiros – “A Volta Que o Mundo Deu” (Estreia)
18 – TARDA – “Breath” (10)
19 – ÀIYÉ – “Pulmão” (11)
20 – Silva – “Aquele Frevo Axé” (ao vivo) (12)
21 – Vanguart – “Encontro Adiado” (13)
22 – As Bahias e a Cozinha Mineira – “Forasteira” (14)
23 – Wado – “Nina” (15)
24 – The Raulis – “Distante Desejo” (16)
25 – Lila – “Lunação” (17)
26 – Arthur Melo – “Tempo Após um Contratempo” (20)
27 – Os Amanticidas – “Paisagem Apagada” (23)
28 – Gustavo Bertoni e Vivian Kuczynksi – “Louder Than Words” (25)
29 – Carne Doce – “A Caçada” (26)
30 – Tagua Tagua – “Inteiro Metade” (27)
31 – Tatá Aeroplano – “Alucinações” (29)
32 – Tagore feat. Boogarins – “Drama” (30)
33 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (31)
34 – Edgar – “Carro de Boy” (32)
35 – Douglas Germano – “Valhacouto” (33)
36 – Taco de Golfe – “Nó Sem Ponto II” (37)
37 – Kiko Dinucci – “Veneno” (38)
38 – Clarice Falcão feat. Linn Da Quebrada (39)
39 – Duda Brack – “Pedalada” (40)
40 – Ava Rocha e Los Toscos – “Lloraré Llorarás” (35)
41 – Rohmanelli – “Toneaí” (41)
42 – Jhony MC – F.A.B. (42)
43 – Cícero – “Às Luzes” (43)
44 – Febem, Fleezus e CESRV – “Terceiro Mundo” (44)
45 – Djonga – “Procuro Alguém (45)
46 – Letrux – “Déjà-Vu Revival” (46)
47 – Vovô Bebê – “Êxodo” (47)
48 – Tuyo e Terno Rei – “Eu Te Avisei” (48)
49 – Troá! – “Bicho” (49)
50 – Luedji Luna e Zudzilla – “Proveito” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, o músico e produtor indígena Nelson D.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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Popload Live: hoje, 17h, no Stories da @poploadmusic, papo e música com Marcelo Perdido

* O sempre ótimo músico e globetrotter musical Marcelo Perdido é o convidado de hoje da Popload Live, logo mais às 15h, na conta @poploadmusic do Stories. Ele faz suas canções, as toca, as canta, produz seus discos, faz os vídeos, desenha todas as artes e descola até o selo para lançar.

No caso, Perdido, ex-Hidrocor, que revelou hoje um single novo e o nome do seu quinto álbum solo, no caso “Não Tô Aqui pra Te Influenciar” para ambos, vai lançar seu novo trabalho pelo selo CENA. Oi?

Sobre isso, sua temporada em Portugal, o disco novo e sobre ele ter previsto a China e o mundo das lives em 2020 e dizer que não está aqui para nos influenciar, Marcelo vai ter que explicar para nós, na live, logo mais às 5 da tarde. Vou até pegar um chá chinês para tomar enquanto o entrevisto.

5 - CARD (6)

A live da Popload foi criada para proporcionar, em tempos de clausura, papo e performance com pessoas legais da nossa música. Inclusive… tocando música.

Já rolou por aqui conversa e som com Flavio FingerFingerrr, André Aldo, Eduardo Apeles, Vivian Kuczynski, Lucas Fresno, Rita Papisa Oliva e Ale Sater, do Terno Rei, Bianca e Rodrigo do Leela, Lucas da Glue Trip, Fefel do Boogarins, Duda Brack, Clarice Falcão, Gabriela Deptuski, do My Magical Glowing Lens, Jay Horsth, do Young Lights, Salma & Macloys, do Carne Doce, a trinca Naíra, Érica e Caro, do sexteto Mulamba, e João Erbetta, do Los Pirata, o Popoto, da banda Raça, a Sara Não Tem Nome e o produtor paulistano CESRV, o internacional Sessa, o cheio-de-histórias-incríveis Supla, a multimídia Lia Paris, o rapper afrojaponês-andróide Yannick Hara e a guitarrista e cantora Brvnks, o professor Frank Jorge, o brit-paulistano Charly Coombes, Tim Bernardes de O Terno, Mario Bross, do Wry, a diva Ava Rocha, o produtor mashapeiro Raphael Bertazzi, com o engenheiro de som e beatmaker Master San, com o músico mineiro André MOONs, com o enigmático cantor Gevard DuLove, com o músico, agora escritor e eterno VJ Luiz Thunderbird, Tatá Aeroplano, com o Pata, do Holger, com o mineiro JP, com Jair Naves, com o Zé Antônio, dos Pin Ups, com o graaaande Clemente, do Inocentes, e com Giovanna Moraes.

Tudo regado a som ao vivo, adaptado, rearranjado, diferente, tecnicamente perdoadíssimo.

Já teve DJ set, do ótimo Willian Mexicano, com a digníssima diva pop Pabllo Vittar participando animada. E a do Lúcio Morais, do Database. Do Trepanado, da Selvagem. Do Lúcio Caramori. Do Paulão, do Garagem. Do gaúcho hard-funk Fredi Chernobyl.

Já teve conversa sobre a história da CENA brasileira com um dos personagens principais dela desde sempre, o agitador Fabrício Nobre. Já teve papo de jornalismo musical com Pedro Antunes, editor da “Rolling Stone”, também conhecido como o inventor do programa “Tem um Gato na Minha Vitrola”. Já conversamos com Bruno Natal, do podcast Resumido, e Thiago Ney, da newsletter MargeM, dois instrumentos ~modernos~ vitais para entender o mundo hoje. Falamos também com Ronaldo Lemos, o maior especialista em internet no Brasil e ex-curador do Tim Festival. E com o jornalista-boleio Mauro Beting, que tem uma série de serviços prestados à música.

A ideia da live é que ela, diária, de segunda a sexta no período de quarentena, não necessariamente tenha um horário padrão para rolar, mas até que tem acontecido bastante às 17h. A gente avisa aqui e nas redes o horário certo do dia.

Então, hoje, às 5 da tarde, no Stories do @poploadmusic, conversa e música com o cantor, instrumentista e artista Marcelo Perdido.

E lembrando que as Lives passaram a ficar disponíveis no igtv da conta do Popload Music, para outras revisitações ou mesmo para ver pela primeira vez. Escolha sua opção, mas veja.

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