Em marcelo perdido:

TOP 50 DA CENA – O nome da banda é Carabobina. E tá em 1º lugar. Acostume-se a ela. Nelson D traz o contundente indie-indígena de volta à conversa. E mais: Supervão, Luedji, Tagua Tagua, Gabrre e Pessoas Estranhas no top 10

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* Um Boogarins torto, de som torto como não é o do Boogarins, emplaca o primeiro lugar no Top 50 desta semana. Que música é esta, “Pra Variar”, que vem não sei de onde e nos leva não sei para onde. Gostamos dessa sensação na música. Nos leva para a desafiante zona de desconforto. Fora que o álbum inteiro do Fefel mais sua escudeira Alejandra, os Carabobina, está chegando. Logo falaremos mais, inevitavelmente.
Nosso indie-indígena, tão celebrado na Popload, neste Top 50 e até no jornal inglês “The Guardian’, bota na vice-liderança uma grande liderança deste Futurismo Indígena da música brasileira, o ítalo-amazonense Nelson D.
Os discos do Tagua Tagua e da Liedji Luna continua nos maravilhando, então deixa eles ainda mais perto do topo, para o impacto da playlist (que é o que importa) seja imediato.
Porque daí chegam os meninos da Supervão e nos bagunçam todo. Que semana!!!

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1 – Carabobina – “Pra Variar” (Estreia)
Bem boa a brisa do casal Alejandra Luciani, engenheira de som de primeira, e Raphael Vaz, mais conhecido por Fefel do Boogarins. Um pop torto, eletrônico, ruídos lá e cá, que pega na produção acertada da Alejandra. Para fãs e não-fãs de Boogarins _ mas quem não é fã do Boogarins, hein?
2 – Nelson D – “Xenofunk” (Estreia)
Nelson D coloca seu Futurismo Indígena para dialogar com o funk em uma música com diferentes climas e momentos. Parece até um filme. Na letra, um papo sobre xenofobia e a força das diferenças. Afinal, o que temos em comum? As diferenças.
3 – Tagua Tagua – “Só Pra Ver” (2)
Toques psicodélicos combinados com um charme pop. Um riff daqueles na guitarra e no baixo. Tagua Tagua prontinho para o sucesso, hein? Hit grudento a furar a bolha da música independente brasileira, talvez. Talvez!
4 – Luedji Luna – “Ain’t I a Woman” (4)
O disco novo da Luedji saiu e isso é um evento, porque já deu para notar que temos várias músicas nota 10 por aqui. “Ain’t I a Woman”, que pega o título do fundamental livro da autora e feminista Bell Hooks, traz o questionamento para dentro de uma história onde um homem esconde seu relacionamento com uma mulher negra. “Por acaso eu não sou uma mulher?”, questiona Luedji. Ao mesmo tempo, a música pode ser lida como uma denúncia mais ampla aos “apagamentos” das mulheres negras na sociedade como um todo.
5 – Supervão – “Fim de Nós/Fim do Sol” (Estreia)
Já falamos de brisa nesta edição, mas vale repetir. Que brisa é esta do Supervão? A banda electro-indie (cada vez mais electro e menos indie) segue bebendo uma água diferenciada, para dizer o mínimo. Parece que o trio está vendo alguma coisa que ninguém está vendo. São Leopoldo, RS, cada vez mais perto de Manchester. A gente curte bem. E os cinco minutos dela são muito pouco. Extended mix pra já.
6 – Gabrre – “Elephants” (Estreia)
Com seu indie cantalorável com toques eletrônicos que nos lembra Caribou e Unknown Mortal Orchestra, o gaúcho novinho Gabrre apresenta seu bom álbum de estreia cheio de altas referências para sua idade e com nome um tanto quanto inusitado mas que ele jura fazer sentido: “Tocar Em Flores Pelado”.
7 – Guilherme Held – “Corpo Nós” (1)
Grande guitarrista da CENA, era de se esperar que em seu primeiro álbum solo Held colocasse seu instrumento para falar (gritar) mais alto. Ela até está lá em vários momentos, mas trabalha mais em função do que é melhor para as composições dele em diversas colaborações. “Corpo Nós” é exemplo disso, onde Held quase não aparece para brilhar a interpretação única de Juçara Marçal na letra de Alice Coutinho e um esperta bateria dupla feita por Sérgio Machado e Décio do Bixiga 70. E olha que ainda estamos no início de degustação desse disco, já discaço para nós.
8 – Pessoas Estranhas – “Rubens” (Estreia)
Classificada pela própria banda como uma música sem vergonha, aprovamos a nova aventura da dupla Guilherme Silva e Stephan Feitsma, da nova porém veterana geração do indie paulistano de música boa. Várias canções em uma só: divertida (é inspirada em um cão de um deles) e bem séria para abrir um disco e apontar todo o caminho de suingue que o duo escolheu para trilhar. Fora, que, às vezes, uma música assim é tudo o que precisamos.
9 – Autoramas – “Carinha Triste” (Estreia)
Ah, o amadurecimento. O Autoramas em releitura de uma velha canção deixa seu som mais solto. Saí a guitarra abafada e entra uma vibe mais divertida. E uma produção mais caprichada, lógico.
10 – KL Jay – “Território Inimigo” (3)
Kl Jay sempre acerta. Aqui ele oferece seu balanço único para as vozes de Jota Ghetto, Amiri e Anarka. Na letra, a denúncia sobre o racismo brasileiro que se evidencia em assassinatos brutais e políticas públicas desastrosas que criminalizam a existências da população negra no país. Um basta daqueles em uma questão urgente.
11 – Marrakesh – “Tripin’” (5)
12 – Yannick Hara – “Necropolítica” (Estreia)
13 – Teach Me Tiger – “Wasted” (6)
14 – Compositor Fantasma – “Banjos e Demônios” (7)
15 – Giovanna Moraes – “Futuros do Passado” (8)
16 – RRocha – “Rua” (9)
17 – Mulungu – “A Boiar” (10)
18 – RAKTA – “Rubro Êxtase” (11)
19 – Chuck Hipolitho – “Mais Ou Menos Bem” (12)
20 – Ana Frango Elétrico – “Mama Planta Baby” (13)
21 – Marcelo D2 – “4º AS 20h” (15)
22 – Carne Doce – “Hater” (16)
23 – Rohmanelli – “Toneaí” (18)
24 – JP – “Eu Quero Perder Você” (21)
25 – PLUMA – “Leve” (23)
26 – Luiza Lian – “Geladeira” (24)
27 – BK – “Movimento” (25)
28 – Vivian Kuczynski – “Pele” (27)
29 – Boogarins – “Cães do Ódio” (28)
30 – Jup do Bairro – “Luta por Mim” (29)
31 – Dexter, Djonga, Coruja BC1, KL Jay, Will – “Voz Ativa” (30)
32 – Mateus Aleluia – “Amarelou” (31)
33 – Valciãn Calixto – “Nunca Fomos Tão Adultos” (32)
34 – Letrux – “Vai Brotar” (33)
35 – Apeles – “Tudo Que Te Move” (34)
36 – Elza Soares e Flávio Renegado – “Negão Negra” (35)
37 – Negro Leo – “Tudo Foi Feito pra Gente Lacrar” (36)
38 – Rincon Sapiência – “Malícia” (37)
39 – Marcelo Perdido – “Bastante” (38)
40 – Don L – “Kelefeeling” (40)
41 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (41)
42 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (42)
43 – ÀIYÉ – “Pulmão” (43)
44 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (44)
45 – Edgar – “Carro de Boy” (45)
46 – Kiko Dinucci – “Veneno” (46)
47 – Jhony MC – F.A.B. (47)
48 – Djonga – “Procuro Alguém (48)
49 – Vovô Bebê – “Êxodo” (49)
50 – Troá! – “Bicho” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** A imagem que ilustra este post é do Carabobina, a banda do Fefel e da Alejandra, top do nosso Top.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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TOP 50 DA CENA – Dá licença que a Ana Frango Elétrico chegou no ranking revoltado e viajante. Um oferecimento de D2, Iggor e Gordo. Pá!!!

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* A gente quase botou aqui no ranking a música em que o Tim Bernardes canta uma parte, em português, no disco do grupo americano Fleet Foxes. Ficamos pensando se seria forçar demais a amizade, emboooooora fique aqui registrado o maior crossover de CENAs que se tem notícias. Acabamos deixando de fora, mas achamos justo que incluir a música, pelo menos, na playlist, como uma faixa bônus.
Se bem que o caráter “internacional” da globalizada CENA brasileira já esteja representado com a presença da carioca Ana Frango Elétrico no topo do Top, que está concorrendo ao Grammy Latino. Solta a Frango e vem com a gente (sdd, Bonde do Rolê!). E pela Sartør, cantora brasileira fazendo electrotrap maneiro em Los Angeles. Porque a CENA tá tão boa que não cabe mais só aqui no Brasil.
Marcelo D2, João Gordo e Iggor Cavalera em altos postos nos cheira a espírito teen. E tudo bem também. Anos 90 mandando recado aos anos 20.
Tudo isso num top 10 que ainda tem o Matuê, anos 20, mandando Charlie Brown Jr., o recado aos anos 00.
Que viagem (no tempo)!!!

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1 – Ana Frango Elétrico – “Mama Planta Baby” (Estreia)
Ana vai conquistar o mundo. A gente já sabia e o mundo agora parece que está sendo informado. Indicação ao Grammy, livro e um novo single que deixa a gente com a certeza de que a sua produção segue afiada em um som que ela explica assim: “Pensei numa melodia que pudesse ser cantada para plantas e bebês, trazendo timbres que têm me interessado, como a flauta, órgão e violão, misturando elementos da bossa-nova, chamber-pop e soft-eletro-indie. Quis explorar efeitos, estéreos e repetições trazendo elementos em comum ao ‘Little Electric Chicken Heart’, como dobras, coros, metais, e divergindo em outros aspectos, como forma e timbres”.
2 – Marcelo D2 – “4º AS 20h” (Estreia)
Em um beat inspirado do Kamau, Rodrigo Ogi deixa mais uma letra nota dez em um disco que não é o seu este ano – o outro exemplo é o som que escreveu pra Kiko Diinucci. Marcelo D2 em uma track sua soa quase como participação de luxo, consequência de sua ideia de montar um superálbum gravado e escrito remotamente durante a pandemia por muitas vozes e canetas. Que sacada e que generosidade com os mais novos.
3 – Revolta – “Hecatombe Genocida” (Estreia)
Nosso “We Are the World” do mundo invertido. “Cem mil mortos entupindo o poço da escuridão/ A justiça vai caindo/ Facistas na contramão/ O terror em forma de governo/ Misturado com ódio e veneno/ Extermina toda a razão/ Patriotas de pele mais clara/ Mundo podre da corrupção”, diz a letra da banda que tem em suas fileiras “apenas” João Gordo (Ratos de Porão), Prika Amaral (Nervosa), Guilherme Miranda (Entombed AD e Krow), Moyses Kolesne (Krisiun), Castor (Torture Squad) e Iggor Cavalera (Cavalera Conspiracy e Mixhell).
4 – Carne Doce – “Hater” (1)
Single a single eles foram conquistando espaço em um disco que firma a banda em outros níveis da música brasileira, se é que existem outros níveis além de onde eles já estão. A banda está fazendo grandes músicas. Cada vez maiores. E, veja bem, “Interior”, o álbum, mostra o Carne Doce muito além de “apenas” ser a “banda da Salma”
5 – Leveze – “Aurora” (Estreia)
Ex-Cabana Café e Parati, o Leveze foi por anos a “viagem secreta” de Lanfranchi, que agora toma uma forma mais escancarada e não menos delicada. É só começar a ouvir o delicioso “Aclimação12-20” (Cavaca Records), álbum recém-lançado da melhor chillwave com guitarrinha doce, para entender de primeira.
6 – Luedji Luna – “Bom Mesmo É Estar Debaixo D`água” (Estreia)
Música que vai dar o nome ao disco cheio, seu segundo, que sai em outubro, foi composta por ela em parceria com François Muleka. Um som sobre afeto, sobre respeitar o tempo do outro, o ritmo do outro, segundo a cantora. Vem disco bom por aí.
7 – SARTØR – “NEVER COMING HOME” (Estreia)
Em maiúsculas, como um grito, esse som afasta SARTØR de Isadora Sartor, seu nome pessoa física. O single apruma o caminho que a paulistana radicada em LA escolheu para pautar sua vida e sua música. De ex-guitarrista de um duro death metal a produtora de um pop maleável e moderno.
8 – Rohmanelli – “Toneaí” (Reestreia)
O hit ácido/crítico/carnavalesco de Rohmanelli volta ao top 50. O single está incluindo no bom álbum “Brazil’ejru, Vol 1”, seu primeiro trabalho 100% em português.
9 – Autoramas – “Dinâmica de Bruto” (2)
Repare. A gente ainda precisa de banda como os Autoramas. “Dinâmica de Bruto”, nome ótimo, está no mesmo EP a ser lançado pela banda neste mês, em vinil, pela gravadora espanhola Family Spree Recordings. A música tem um viés político e um vídeo beatlemaníaco, por assim dizer. É ver para entender.
10 – Matuê – “Máquina do Tempo” (3)
Será que agora o trap nacional rompe sua já gigante bolha de popularidade e alcança os números do mainstream brasileiro? Vale acompanhar a esperta pegada do Matuê neste som do seu primeiro álbum. Um trap acelerado e divertido que dá um leve aceno para o pop em um bem sacado sample de uma linha de baixo do Charlie Brown Jr. Este som já irritou youtubers conservadores, algo que sempre é saudável.
11 – Tagua Tagua – “Só Pra Ver” (Estreia)
12 – The Baggios – “Hendrixiano” (4)
13 – JP – “Eu Quero Perder Você” (5)
14 – Nobat – “Cárcere” (6)
15 – Gabrre – “De Noite Eh Dia de Sair” (7)
16 – Cat Vids – “Ash Ketchum” (8)
17 – PLUMA – “Leve” (9)
18 – Luiza Lian – “Geladeira” (10)
19 – Bruno Del Rey – “O Amigo Que Esperava” (11)
20 – BK – “Movimento” (12)
21 – Nana – “Independência ou Morte” (13)
22 – O Cientista Perdido – “Não Cabe Em Você” (15)
23 – Terno Rei – “São Paulo (Acústico)” (16)
24 – Vivian Kuczynski – “Pele” (17)
25 – Boogarins – “Cães do Ódio” (19)
26 – Jup do Bairro – “Luta por Mim” (20)
27 – Dexter, Djonga, Coruja BC1, KL Jay, Will – “Voz Ativa” (21)
28 – Luiza Brina – “Oração 12” (22)
29 – Mateus Aleluia – “Amarelou” (23)
30 – Yannick Hara – “Eu Quero Mais Vida Pai” (24)
31 – Valciãn Calixto – “Nunca Fomos Tão Adultos” (26)
32 – Wry – “Travel” (28)
33 – Letrux – “Vai Brotar” (30)
34 – Apeles – “Tudo Que Te Move” (31)
35 – Elza Soares e Flávio Renegado – “Negão Negra” (32)
36 – Negro Leo – “Tudo Foi Feito pra Gente Lacrar” (33)
37 – Rincon Sapiência – “Malícia” (31)
38 – Marcelo Perdido – “Bastante” (34)
39 – Kunumí MC – “Xondaro Ka’aguy Reguá (Guerreiro da Floresta)” (36)
40 – Don L – “Kelefeeling” (38)
41 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (39)
42 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (40)
43 – ÀIYÉ – “Pulmão” (41)
44 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (43)
45 – Edgar – “Carro de Boy” (44)
46 – Kiko Dinucci – “Veneno” (46)
47 – Jhony MC – F.A.B. (47)
48 – Djonga – “Procuro Alguém (48)
49 – Vovô Bebê – “Êxodo” (49)
50 – Troá! – “Bicho” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** A imagem que ilustra este post é de Ana Frango Elétrica, em foto de Hick Duarte.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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TOP 50 DA CENA – Boooom! Rapper BK vira nosso líder em movimento. A banda Pluma tira boa nota no nosso ranking. E a Alfamor traz seu reggae-manifesto para chacoalhar as idéias e ao mesmo tempo deixar tudo suave

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* A mescla rítmica, geográfica, de estilos, de personas do (digamos assim) top 5 do nosso top 10 dentro do nosso top 50 traduz novamente a riqueza absurda desta nossa CENA, seus alcances, referências, nuances. A gente sempre diz isso tudo, mas é a pura verdade. E, no caso desta semana, mostra a latência urgente-urgentíssima dessa percepção nada nova mas cada vez mais na cara.
Numa semana impactada pelo lançamento do contundente (não tem palavra melhor, achamos) rapper carioca BK, da galera “estudantil” do Pluma, da suavidade politizada da gaúcha-paulistana-baiana Alfamor, é o que temos, e o que temos é muito.
Aí você mete a eletrônica cool precoce da curitibana Vivian e o tempero psico-texano do Boogarins aí no meio, só para ficar nos cinco primeiros da lista… Vixe!

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1 – BK – “Movimento” (Estreia)
Ainda sob o impacto do lançamento de seu novo disco, o carioca BK já vem carregado de elementos contundentes que nos faz levar o disco ao topo do nosso ranking sem ainda absorvê-lo como se deve. Não é a primeira vez que ele consegue esse (e)feito, mas vale destacar isso pois joga luz um pouco no alcance de sua obra. Que aqui mais uma vez parece fazer jus à expectativa que foi criada. De cara, é impossível não destacar a primeira e direta faixa, que apresenta o ínicio de um disco conceitual e de história fechada. Vamos ouvir mais para sacar melhor. Mas o primeiro contato com este “O Líder em Movimento” já nos atingiu em cheio. Pelo som, letra, o rapper carioca além da zueira funk, o sotaque, os “êêêê”, a mensagem. Já podemos passar para a faixa 2?
2 – PLUMA – “Leve” (Estreia)
Grupo novo esperto que saiu de um TCC. Todos estudavam produção e a banda extrapolou o curso. Que pelo visto foi bom e proveitoso, já que a banda tira um som de muita qualidade no estúdio. Coisa fina.
3 – Vivian Kuczynski – “Pele” (1)
Vivian adianta em seu EP lançado sexta-feira o que será sua nova fase. Voz e letras caprichadas seguem por lá, mas seu comando total na produção dá novos contornos e textura às suas músicas e letras. Mais eletrônica, mais experimental, certeira, tudo a seu controle. Um salto e tanto em uma carreira promissora, não cansamos de avisar. E não cansamos de lembrar: ela tem só 17 anos.
4 – Alfamor – “Semente” (Estreia)
Um recado de força a partir dos efeitos trágicos da eleição de 2018. Amor, união e a mensagem de luta que ficou na trajetória de Marielle Franco, a personagem oculta da canção. Alfamor traz um reggae que reflete o estado de coisas difícil em que nos encontramos, ao mesmo tempo que sua sonoridade e voz gostosas aliviam a alma. Ainda que por três minutos.
5 – Boogarins – “Cães do Ódio” (2)
Após anos loucos e intensos do Boogarins em disco novos e turnês de mil shows mundo afora, a banda resolve olhar o passado e abre o baú em um álbum de sobras e sonhos perdidos por aí. Em um disco especial que parece revelar um pouco sobre como a banda pensa, as músicas e ideias soam mais deliciosas para os fãs, mas ainda interessantes aos novatos. E marcam um fim de ciclo.
6 – Jup do Bairro – “Luta por Mim” (3)
Enquanto 2020 não virar, não vamos parar de elogiar o EP de Jup do Bairro por aqui. Uma de suas melhores faixas, a parceria com Mulambo, ganhou um vídeo e tanto e por isso recuperamos ela aqui no Top 50. O vídeo fecha uma trilogia que completa o papo do disco. Pode ir lá assistir, depois você volta para continuar o ranking. Esta música é gigante, pois necessariamente atual.
7 – Dexter, Djonga, Coruja BC1, KL Jay, Will – “Voz Ativa” (4)
Uma regravação em uma lista de músicas novas não parece a melhor das ideias. Não é o caso aqui. Clássico dos Racionais refeito nas mãos de Kl Jay e seu filho, Will, “Voz Ativa” soa bem ao comando do Dexter e as participações de Djonga e Coruja. O vídeo da nova e velha geração do rap chega a emocionar de tão legal. Um registro que celebra os quase 30 anos de hino dos Racionais e a velha constatação sobre o que trata esse grito da periferia: pouco ou nada mudou.
8 – Hot e Oreia – “Saiu o Sol” (5)
Talvez sem querer a “Saiu o Sol”, que usa batidas do talentoso produtor mineiro Vhoor, resvalou numa questão do rap com marcas esportivas, principalmente quando o assunto é tênis. Nike ou Adidas? Parece uma questão menor, mas vai ver a relação dos maiores nomes do rap com as duas marcas.
9 – Luiza Brina – “Oração 12” (6)
Parte do novo EP de Luiza, sua parceria com Josyara, unindo suas vozes e violão é um momento de paz e reflexão que os dias pedem.
10 – Mateus Aleluia – “Amarelou” (9)
Amamos o disco do piauiense Valciãn. Tem várias boas e até cogitamos escolher duas para este Top 10 dentro do Top 50. Quem está atento ao ranking se lembra de que a gente já botou ele aqui quando um dos sons do disco ainda era single. Que brasilidade rica.
11 – Yannick Hara – “Eu Quero Mais Vida Pai” (7)
12 – Mai – “Bananeira de São Tomé” (8)
13 – Valciãn Calixto – “Nunca Fomos Tão Adultos” (10)
14 – Nuven (feat. Apeles) – “Janela” (11)
15 – Anne Jezini – “Céu de Lurex” (12)
16 – Pedro Pastoriz – “Chicletes Replay” (13)
17 – Wry – “Travel” (14)
18 – Gui Hargreaves – “No Fundo dos Seus Olhos” (15)
19 – ATR (feat. Michu) – “In My Stereo” (16)
20 – Thunderbird – “Insuportável” (17)
21 – Letrux – “Vai Brotar” (18)
22 – Apeles – “Tudo Que Te Move” (19)
23 – Compositor Fantasma – “Século XXI Antes de Cristo” (20)
24 – Viratempo (feat. Àyié) – “Vento” (21)
25 – Juliano Abramovay – Anzol (22)
26 – Iara Rennó – “Tara” (23)
27 – Ave Sangria – “Vendavais” (24)
28 – Elza Soares e Flávio Renegado – “Negão Negra” (27)
29 – Negro Leo – “Tudo Foi Feito pra Gente Lacrar” (29)
30 – Marcelo Perdido – “Bastante” (30)
31 – Rincon Sapiência – “Malícia” (31)
32 – Giovanna Moraes – “Sai por Inteira” (32)
33 – Nevilton – “Irradiar” (33)
34 – Amen Jr. – “Ladeira Abaixo” (34)
35 – Tuyo – “Sem Mentir” (35)
36 – Kunumí MC – “Xondaro Ka’aguy Reguá (Guerreiro da Floresta)” (36)
37 – Duda Brack – “Contragolpe” (37)
38 – Don L – “Kelefeeling” (38)
39 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (39)
40 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (40)
41 – ÀIYÉ – “Pulmão” (41)
42 – Os Amanticidas – “Paisagem Apagada” (42)
43 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (43)
44 – Edgar – “Carro de Boy” (44)
45 – Douglas Germano – “Valhacouto” (45)
46 – Kiko Dinucci – “Veneno” (46)
47 – Jhony MC – F.A.B. (47)
48 – Djonga – “Procuro Alguém (48)
49 – Vovô Bebê – “Êxodo” (49)
50 – Troá! – “Bicho” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, a cantora gaúcho-paulistana Alfamor.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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TOP 50 DA CENA – Vivian Kuczynski chega ao topo. Hot e Oreia chegam de Nike ou Adidas. Boogarins encerra ciclo. Jup do Bairro encerra discussão. Que ranking!

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* Seis faixas inéditas e uma troca de liderança na cabeça desta lista. Semana das mais agitadas na nossa CENA, refletida no nosso ranking. A musicalidade, as variações de composições e ritmos, as letras, as vozes em cada uma das dez mais, as guitarras e não guitarras. Que ranking lindo que ficou, que tem ficado. Uma garota de 17 anos, uma trans, hip hop novo emulando hip hop, banda goiana do Texas, uma dupla zoeira de BH, um rapper japonês, uma cantora de Paragominas-Pará, um bardo piauiense. Que país é este!

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1 – Vivian Kuczynski – “Pele” (2)
Vivian adianta em seu EP lançado sexta-feira o que será sua nova fase. Voz e letras caprichadas seguem por lá, mas seu comando total na produção dá novos contornos e textura às suas músicas e letras. Mais eletrônica, mais experimental, certeira, tudo a seu controle. Um salto e tanto em uma carreira promissora, não cansamos de avisar. E não cansamos de lembrar: ela tem só 17 anos.
2 – Boogarins – “Cães do Ódio” (Estreia)
Após anos loucos e intensos do Boogarins em disco novos e turnês de mil shows mundo afora, a banda resolve olhar o passado e abre o báu em um álbum de sobras e sonhos perdidos por aí. Em um disco especial que parece revelar um pouco sobre como a banda pensa, as músicas e ideias soam mais deliciosas para os fãs, mas ainda interessantes aos novatos. E marcam um fim de ciclo.
3 – Jup do Bairro – “Luta por Mim” (Estreia)
Enquanto 2020 não virar, não vamos parar de elogiar o EP de Jup do Bairro por aqui. Uma de suas melhores faixas, a parceria com Mulambo, ganhou um vídeo e tanto e por isso recuperamos ela aqui no Top 50. O vídeo fecha uma trilogia que completa o papo do disco. Pode ir lá assistir, depois você volta para continuar o ranking. Esta música é gigante, pois necessariamente atual.
4 – Dexter, Djonga, Coruja BC1, KL Jay, Will – “Voz Ativa” (1)
Uma regravação em uma lista de músicas novas não parece a melhor das ideias. Não é o caso aqui. Clássico dos Racionais refeito nas mãos de Kl Jay e seu filho, Will, “Voz Ativa” soa bem ao comando do Dexter e as participações de Djonga e Coruja. O vídeo da nova e velha geração do rap chega a emocionar de tão legal. Um registro que celebra os quase 30 anos de hino dos Racionais e a velha constatação sobre o que trata esse grito da periferia: pouco ou nada mudou.
5 – Hot e Oreia – “Saiu o Sol” (Estreia)
Talvez sem querer a “Saiu o Sol”, que usa batidas do talentoso produtor mineiro Vhoor, resvalou numa questão do rap com marcas esportivas, principalmente quando o assunto é tênis. Nike ou Adidas? Parece uma questão menor, mas vai ver a relação dos maiores nomes do rap com as duas marcas.
6 – Luiza Brina – “Oração 12” (Estreia)
Parte do novo EP de Luiza, sua parceria com Josyara, unindo suas vozes e violão é um momento de paz e reflexão que os dias pedem.
7 – Yannick Hara – “Eu Quero Mais Vida Pai” (Estreia)
Yannick sempre está por aqui no nosso top com seu bom disco de hip hop futurístico temático lançado neste ano. Desta vez, destaque ao novo single dele, com outra artista que curtimos bastante, a mineira Sara Não Tem Nome. Que música!
8 – Mai – “Bananeira de São Tomé” (Estreia)
A composição inédita de Luís Carlos Sá, da dupla Sá e Guarabira. ficou bonita na versão da cantora Paraense MAI. Segundo a artista, a música marca uma virada estética em sua carreira, que já teve outros passos. Vamos ficar atentos as novidades.
9 – Mateus Aleluia – “Amarelou” (4)
A beleza de um disco de Mateus Aleluia em 2020 é um presente que ilumina este ano esquisito. Aqui, na produção de Ronaldo Evangelista e com músicos da CENA por perto, como Thiago França, Sérgio Machado, entre outros, a conversa de Mateus se aproxima da nova geração, que já se ligou na importância dele e dos Tincoãs. “Amarelou” ainda conta com, “apenas”, João Donato. Já frequenta o top 10 daqui há algumas semanas e ninguém tira. Tirar como?
10 – Valciãn Calixto – “Nunca Fomos Tão Adultos” (8)
Amamos o disco do piauiense Valciãn. Tem várias boas e até cogitamos escolher duas para este Top 10. Quem está atento ao ranking se lembra de que a gente já botou ele aqui quando um dos sons do disco ainda era single. Que brasilidade rica.
11 – Nuven (feat. Apeles) – “Janela” (7)
12 – Anne Jezini – “Céu de Lurex” (6)
13 – Pedro Pastoriz – “Chicletes Replay” (5)
14 – Wry – “Travel” (3)
15 – Gui Hargreaves – “No Fundo dos Seus Olhos” (9)
16 – ATR (feat. Michu) – “In My Stereo” (10)
17 – Thunderbird – “Insuportável” (11)
18 – Letrux – “Vai Brotar” (12)
19 – Apeles – “Tudo Que Te Move” (13)
20 – Compositor Fantasma – “Século XXI Antes de Cristo” (14)
21 – Viratempo (feat. Àyié) – “Vento” (15)
22 – Juliano Abramovay – Anzol (16)
23 – Iara Rennó – “Tara” (17)
24 – Ave Sangria – “Vendavais” (18)
25 – Thiago Nassif – “Voz Única Foto Sem Calcinha” (19)
26 – Ovo ou Bicho – “Moços” (20)
27 – Elza Soares e Flávio Renegado – “Negão Negra” (21)
28 – Jonnata Doll e os Garotos Solventes – “Filtra Me”(22)
29 – Negro Leo – “Tudo Foi Feito pra Gente Lacrar” (25)
30 – Marcelo Perdido – “Bastante” (28)
31 – Rincon Sapiência – “Malícia” (31)
32 – Giovanna Moraes – “Sai por Inteira” (32)
33 – Nevilton – “Irradiar” (33)
34 – Amen Jr. – “Ladeira Abaixo” (34)
35 – Tuyo – “Sem Mentir” (35)
36 – Kunumí MC – “Xondaro Ka’aguy Reguá (Guerreiro da Floresta)” (36)
37 – Duda Brack – “Contragolpe” (37)
38 – Don L – “Kelefeeling” (38)
39 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (39)
40 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (40)
41 – ÀIYÉ – “Pulmão” (41)
42 – Os Amanticidas – “Paisagem Apagada” (42)
43 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (43)
44 – Edgar – “Carro de Boy” (44)
45 – Douglas Germano – “Valhacouto” (45)
46 – Kiko Dinucci – “Veneno” (46)
47 – Jhony MC – F.A.B. (47)
48 – Djonga – “Procuro Alguém (48)
49 – Vovô Bebê – “Êxodo” (49)
50 – Troá! – “Bicho” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, a incrível Vivian Kuczynski.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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TOP 50 DA CENA – Uma música de 28 anos e uma menina de 17 lideram. A voz, a pele, os olhos, a CENA

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* Uma música feita em 1992 e outra de uma menina que nasceu em 2003 na cabeça do nosso ranking dão o tom da elasticidade produtiva e geográfica da grande CENA brasileira atual. E olha que nem precisamos reforçar nossa tese incluindo o Mateus Aleluia e o Ovo ou Bicho nessa constatação. Ou iluminar o mapa com a inclusão no top 10 de Anne Jezini, de Manaus, e de Pedro Pastoriz, de Porto Alegre.
Falando em atualidade, chega a assombrar, na música do primeiro lugar deste ranking, a releitura dos incríveis Racionais MC’s. Não só pelo som bom. E sim, também, pelo quanto a história a ser trazida lá dos anos 90 ainda é escrita nos dias de hoje. Perante aos acontecimentos de hoje.
“Hello, Wisconsinnnnn.”
Hello, Brasil!!!!
Vidas negras importam. Músicas como “Voz Ativa” importam.
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1 – Dexter, Djonga, Coruja BC1, KL Jay, Will – “Voz Ativa” (Estreia)
Uma regravação em uma lista de músicas novas não parece a melhor das ideias. Não é o caso aqui. Clássico dos Racionais refeito nas mãos de Kl Jay e seu filho, Will, “Voz Ativa” soa bem ao comando do Dexter e as participações de Djonga e Coruja. O vídeo da nova e velha geração do rap chega a emocionar de tão legal. Um registro que celebra os quase 30 anos de hino dos Racionais e a velha constatação sobre o que trata esse grito da periferia: pouco ou nada mudou.
2 – Vivian Kuczynski – “Pele” (Estreia)
Vivian adianta uma de seu novo EP que revela sua nova fase. Desta vez no controle total. Das letras até a produção e todos os outros detalhes. Voz e letras caprichadas seguem por lá. Mais eletrônica? Parece que sim. Em todo caso, um salto e tanto em uma carreira promissora, não cansamos de avisar. E não cansamos de lembrar: ela tem só 17 anos.
3 – Wry – “Travel” (1)
É CENA brasileira, mas parece cena britânica. E você sabe o quanto amamos um som nesse estilo. De Sorocaba para os anos 80 inglês ou a habilidosa manha em unir melodia pop e um bom feedback.
4 – Mateus Aleluia – “Amarelou” (2)
A beleza de um disco de Mateus Aleluia em 2020 é um presente que ilumina este ano esquisito. Aqui, na produção de Ronaldo Evangelista e com músicos da CENA por perto, como Thiago França, Sérgio Machado, entre outros, a conversa de Mateus se aproxima da nova geração, que já se ligou na importância dele e dos Tincoãs. “Amarelou” ainda conta com, “apenas”, João Donato. Já frequenta o top 10 daqui há algumas semanas e ninguém tira. Tirar como?
5 – Pedro Pastoriz – “Chicletes Replay” (Estreia)
Pedro, a voz, o banjo e o violão dos Mustache & Os Apaches, emplaca por aqui o novo single de seu terceiro solo, “Pingue-Pongue com o Abismo”, nome genial. A reflexiva canção aborda a rotina, os produtos. Amplos sentidos em um chiclete.
6 – Anne Jezini – “Céu de Lurex” (Estreia)
Música e voz boas que chegam de Manaus. Atenção ao som de Anne. Ela prepara seu terceiro disco solo e se lapida a cada música, como um ser evolutivo estudando (experimentando) seus alcances musicais. Formada em biologia conservacionista e com ligações umbilicais com a Floresta Amazônica, não estranhe em perceber no seu som um pouco dessa trajetória.
7 – Nuven (feat. Apeles) – “Janela” (3)
O trabalho eletrônico sofisticado de Gustavo Teixeira se apresenta em um belo EP de cinco canções. Ao convidar Apeles para esta faixa, a eletrônicia de sensibilidade se torna aliada de um vocal de sensibilidade. E o resultado é muito bonito.
8 – Valciãn Calixto – “Nunca Fomos Tão Adultos” (5)
Amamos o disco do piauiense Valciãn. Tem várias boas e até cogitamos escolher duas para este Top 10. Quem está atento ao ranking se lembra de que a gente já botou ele aqui quando um dos sons do disco ainda era single. Que brasilidade rica.
9 – Gui Hargreaves – “No Fundo dos Seus Olhos” (Estreia)
Uma bela canção de Gui. Uma novidade que soa clássica, mas não porque está empoeirada, e sim atenta aos bons momentos do nosso cancioneiro. Em uma inspiração que leva as ideias para a frente.
10 – ATR (feat. Michu) – “In My Stereo” (Estreia)
Será que teremos ATR em rádios pop? Se elas prestarem atenção nesse single, é só botar para tocar. Um acerto pop delicioso em uma parceria com uma argentina em uma letra em inglês. Disco inteiro está chegando.
11 – Thunderbird – “Insuportável” (4)
12 – Letrux – “Vai Brotar” (6)
13 – Apeles – “Tudo Que Te Move” (11)
14 – Compositor Fantasma – “Século XXI Antes de Cristo” (7)
15 – Viratempo (feat. Àyié) – “Vento” (8)
16 – Juliano Abramovay – Anzol (9)
17 – Iara Rennó – “Tara” (10)
18 – Ave Sangria – “Vendavais” (12)
19 – Thiago Nassif – “Voz Única Foto Sem Calcinha” (13)
20 – Ovo ou Bicho – “Moços” (14)
21 – Elza Soares e Flávio Renegado – “Negão Negra” (15)
22 – Jonnata Doll e os Garotos Solventes – “Filtra Me”(16)
23 – Ella from the Sea – “Side by Side” (17)
24 – Autoramas – “Boneco” (18)
25 – Negro Leo – “Tudo Foi Feito pra Gente Lacrar” (19)
26 – CESRV – ”Mix It Up” (20)
27 – Kalouv – “Talho” (21)
28 – Marcelo Perdido – “Bastante” (23)
29 – Yannick Hara (ft Big the Kiid e Asaph) – “Vida Offline” (24)
30 – Jup do Bairro – Pelo Amor de Deize (26)
31 – Rincon Sapiência – “Malícia” (27)
32 – Giovanna Moraes – “Sai por Inteira” (29)
33 – Nevilton – “Irradiar” (30)
34 – Amen Jr. – “Ladeira Abaixo” (32)
35 – Tuyo – “Sem Mentir” (34)
36 – Kunumí MC – “Xondaro Ka’aguy Reguá (Guerreiro da Floresta)” (36)
37 – Duda Brack – “Contragolpe” (37)
38 – Don L – “Kelefeeling” (38)
39 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (39)
40 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (40)
41 – ÀIYÉ – “Pulmão” (41)
42 – Os Amanticidas – “Paisagem Apagada” (42)
43 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (43)
44 – Edgar – “Carro de Boy” (44)
45 – Douglas Germano – “Valhacouto” (45)
46 – Kiko Dinucci – “Veneno” (46)
47 – Jhony MC – F.A.B. (47)
48 – Djonga – “Procuro Alguém (48)
49 – Vovô Bebê – “Êxodo” (49)
50 – Troá! – “Bicho” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, o rapper Dexter.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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