Em marina sena:

Top 50 da CENA – Adivinha o primeiro lugar? Juçara Marçal de novo. Marina Sena cola em segundo. Criolo não sai mais do pódio. Nunca mais

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* Parece que a turma da música brasileira respeitou o feriadão e pouca coisa apareceu por aí. Ou é a gente que quis um pouco de folga e relaxou? Fica a dúvida. Em todo caso, seria difícil alguém tirar o pódio dela, Juçara Marçal. Outra história que a gente conta nesta edição é das volta dos shows presenciais. Você já voltou a ver show por aí?

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1 – Juçara Marçal – “Ladra” (Estreia)
Mais uma vez Juçara no topo desta nossa listinha semanal. É que o disco da cantora carioca continua no nosso play diário e a gente vai tentando pegar mais coisas que estão ali num dos álbuns do ano. Mas o destaque, por ora, vai para “Ladra”, que vem muito para comentar mais uma vez o quanto a intérprete Juçara compõe e informa no seu canto. Ainda que melodia e letra sejam de Tulipa, é de Juçara a manha de conseguir apresentar um vocal que lembra bastante as coisas da Tulipa. Alguém desavisado pode até pensar: É a Tulipa? É e não é. Uma habilidade que Juçara chega a repetir com alguns compositores do disco, como Ogi e Tantão, com seu grave recriado através de efeitos. Terceira semana no topo do pódio. Você já deu a devida moral a “Delta Estácio Blues”? Por favor, hein.

2 – Marina Sena – “Pelejei” (Estreia)
“Pelejei” não é uma novidade da semana, mas a novidade é que Marina Sena por estes dias fez um show presencial – um dos primeiros que parte dessa dupla de autores foi em quase um ano e tanto de pandemia. E foi um bom show com uma boa vibe, ainda que em formação contida: base, guitarra e Marina. Mas a energia para cima do álbum está no palco. E vai ser umas começar a ver os discos do ano que não tiveram chance em um ambiente sonoro. Faz a diferença na experiência de sacar um álbum. Então vamos acabar trazendo coisa para o ranking. Ainda que não seja exatamente coisa nova.

3 – Criolo – “Cleane” (3)
Esta era a música que não devia ter existido. Criolo escreveu “Cleane” por conta da situação gerada pela pandemia. Em outras palavras, pela situação gerada por um governo que optou em deixar que a pandemia tocasse a destruição do país, com negacionismo. Não é suposição, está tudo documentado. A faixa leva o nome da irmã que o rapper perdeu para a covid-19. As informações coletadas pela CPI da covid-19 revelam o quanto da pandemia simplesmente poderia ter sido evitada e controlada. Não era para essa faixa ter sido composta, mas aqui estamos. E, como o Criolo escreveu, que o amor e a arte possam ressignificar estes anos. A pandemia não acabou e não deve acabar na nossa memória. Tem feat. do Tropkillaz, ainda. Pegou primeiro lugar semana passada. E pela segunda vez não rolou de tirar do pódio, pois gigante.

4 – Felipe S – “Violento Monumento” (Estreia)
O acerto de Felipe começa já no forte título que chama atenção. Difícil não lembrar os violentos monumentos pelas cidades, seja em nomes de avenidas ou em homenagens a facínoras. Nesta canção de seu novo álbum solo, “Espelho”, talvez Felipe esteja falando disso, mas também cantando sobre uma violência que escapa do sentido mais batido. Uma violência que está nas minúcias.

5 – Terno Rei e Samuel Rosa – “Resposta” (Estreia)
Das mais bonitas do repertório do Skank, a letra que Nando Reis fez após o término com Marisa Monte coube bem no jeitão do Terno Rei de conduzir música. Ou melhor: aquele “rock pra dormir”, como a gente descobriu no papo da banda como Samuel na live especial promovida pela Balaclava. Durma com uma “Resposta” dessa.

6 – Francisco, el Hombre – “Olha a Chuva” (3)
Quem achou o primeiro single do novo álbum da Francisco, El Hombre muito reflexivo e ficou com saudade de uma quebradeira da banda pode se preparar para dançar com este segundo single. A banda agita em uma parceira suingada com Dona Onete. Isso mesmo que você leu.

7 – Taxidermia – “Lava” (4)
Novo single do duo Taxidermia, formado por Jadsa e João Milet Meirelles, “Lava” é um som dedicado a Obaluaê, orixá da cura. Nesta canção, que tem participação do onipresente Kiko Dinucci na guitarra, a dupla ensaia seu segundo trabalho, após o EP Vol.1, lançado no ano passado. A gente viu por aí um papo sobre OUTROVOLUME. Será?

8 – The Baggios – “Barra Pesada” (5)
Para o novo álbum, a banda sergipana Baggios promete um tanto de Nordeste e um tanto de África. Neste quarto single que adianta o trabalho, a banda recebe as participações superespeciais de Cátia de França e Chico César em uma faixa que reflete a desigualdade que Julio, vocalista da banda, viu em Barra Grande, entre os trabalhadores locais e turistas.

9 – Felipe Cordeiro – “Flecha” (6)
O paraense Felipe Cordeiro chega bem neste single brincando com os amplos sentidos da palavra “Flecha”, que fere e informa. É um momento urgente no Brasil para a proteção da população nativa, da Amazônia e de nossa história. A “Flecha” de Felipe tenta nos reconectar com o que interessa.

10 – Rita Lee, Roberto de Carvalho e Gui Borato – “Change” (7)
Caramba, não imaginava que ia rolar uma emoção tão forte ao dar play em uma inédita da Rita após quase dez anos de silêncio da cantora musa eterna que estava aposentada dos palcos. Rita soa forte nesta canção em inglês e francês que vem muito inspirada em um recente projeto que remixou suas músicas para a pista. Ela e Roberto tiveram auxílio do DJ e produtor Gui Borato para ajudar a dar mais molho nas ideias eletrônicas da dupla. Ficou meio Chic, meio Daft Punk tentando ser Chic, mas na real é a Rita Lee Jones, nossa hitmaker de maior habilidade.

11 – Pedro Sá – “Maior” (8)
12 – Tagore – “Maya” (9)
13 – Bemti – “Quando o Sol Sumir” (10)
14 – Giovanna Moraes/ Natália Noronha/ Cris Botarelli – “O Escape É Seu Olhar” (11)
15 – Caetano Veloso – “Anjos Tronchos” (12)
16 – Marissol Mwaba – “Marte” (13)
17 – Prettos – “Oyá/Sorriso Negro” (14)
18 – Liniker – “Mel” (15)
19 – JOCA, Sain, Jonathan Ferr, BENO, Theo Zagrae – “Água Fresca” (16)
20 – Fresno e Jup do Bairro – “E Veja Só” (17)
21 – Luana Flores – “Lampejo da Encruza” (19)
22 – Sophia Chablau e uma Enorme Perda de Tempo – “Fora do Meu Quarto” (21)
23 – Coruja BC1 – “Tarot” (22)
24 – Nelson D – “Toy Boy” (23)
25 – Rei Lacoste – “Tutorial de Como Ser Amador” (24)
26 – Valciãn Calixto – “Exu Não É Diabo (Èsù Is Not Satan)” (25)
27 – Bebé – “Sinais Elétricos na Carne” (26)
28 – Majur – Ogunté (28)
29 – Tasha e Tracie – “Lui Lui” (29)
30 – Papangu – “Ave-Bala” (30)
31 – Sebastianismos – “Se Nem Deus Agrada Todo Mundo Muito Menos Eu” (31)
32 – Guilherme Arantes – “A Desordem dos Templários” (32)
33 – GIO – “Sangue Negro” (33)
34 – Linn Da Quebrada – “I míssil” (34)
35 – Rodrigo Amarante – “Maré” (35)
36 – Amaro Freitas – “Sankofa” (36)
37 – Pabllo Vittar – “Não É Papel de Homem” (37)
38 – Edgar – “A Procissão dos Clones” (38)
39 – Tuyo – “Toda Vez Que Eu Chego em Casa” (39)
40 – Jadsa – “Mergulho” (40)
41 – FEBEM – “Crime” (41)
42 – Rodrigo Brandão – “O Sol da Meia-Noite” (42)
43 – Aquino e a Orquestra Invisível – “Os Prédios Cinzas e Brancos da Av. Maracanã” (43)
44 – Boogarins – “Supernova” (44)
45 – BaianaSystem – “Brasiliana” (45)
46 – Jota Ghetto – “Vagabounce” (46)
47 – Mbé – “Aos Meus” (47)
48 – Rico Dalasam – “Expresso Sudamericah” (48)
49 – LEALL – “Pedro Bala” (49)
50 – Lupe de Lupe – “Brasil Novo” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, a cantora Juçara Marçal.
*** Este ranking é pensado e editado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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SEMILOAD explica: o fenômeno mineiro Marina Sena

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* Nos últimos tempos, reparamos, qualquer nome que se cite na música brasileira Brasilzão mesmo, seja como indicações de disco ou para line-up de festivais, a cantora mineira Marina Sena é citada para lá e para cá, ainda que com toda a pinta de que os que citam não necessariamente ouviram Marina Sena cantar, nem na banda Rosa Neon, nem agora, em bombada aventura solo.

Daí, claro, nos ocorreu pedirmos para a mineira Dora Guerra, da espertíssima newsletter musical Semibreve, nossa parceira, nos fazer um “Marina Sena para dummies”, com a intimidade de vizinha que ela tem da cantora-bafo da vez, que nem é tão nova assim na CENA, mas parece ter sido oficialmente adotada “no eixo”, depois que lançou seu primeiro álbum solo, “De Primeira”, há algumas semanas.

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Marina Sena é o papo do momento. Furou a bolha SP-Rio, chegou charmosa, tô vendo geral comentar. Para mim, é feito ver um amigo meu fazer sucesso – é que eu sou de BH e, às vezes, as coisas são assim por aqui.

E é que a gente já a conhece mesmo que não a conheça. Quando Marina lançou seu primeiro single solo – “Me Toca” –, ela ainda não estava tão perto de ser o que é hoje, a tal “promessa que já vai se cumprindo”. Mas por aqui Marina já era o momento faz tempo. Ou estava, muito claramente, prestes a ser.

Afinal, Marina Sena não chegou agora. Nem esteve sozinha nesse tempo. Desde A Outra Banda da Lua – cujo nome tilelê atesta a identidade bem banda-brasilidades-Minas-que-é-quase-Bahia, a artista vem aparecendo, com diferentes cabelos, diferentes caras (às vezes com um corte de cabelo Elis Regina, às vezes meio Juma Marruá).

De mansinho, ela já vinha em uma trajetória própria dentro da banda, talvez já consciente de que tinha brilho próprio demais – do tipo que às vezes ofusca muito o resto. Foi fazendo a gente conhecer quem ela era, nos convencendo de que ela tinha todo aquele je-ne- sais-quoi dentro dela. Devagar.

Mas foi com o Rosa Neon que, aos poucos, Marina se tornou a Marina.

Ah, o Rosa Neon. O Rosinha mudou as coisas em maior escala em Belo Horizonte – estratégia de marketing daquelas, músicas mais refrescantes, nem pretensiosas, nem despretensiosas demais. Um quarteto que fazia todo mundo comentar. E aqui, em BH, a regra dos seis graus de proximidade cai para dois ou três – no caso do Rosa, todo mundo conhece alguém que conhece alguém que era do Rosa Neon. E, por isso, era como se a gente fosse amigo de todo mundo.

O Rosa ficou por aí pouco tempo, mas o suficiente para todo belorizontino comparecer a pelo menos um show, saber o nome dos membros, ver o grupo se desmontando. Foi aí que conheci Marina Sena – na voz inconfundível (e que a princípio, eu estranhei) de “Ombrim”.

Não foi aí que eu entendi Marina, não. Na verdade precisei de um tempo para sacar real quem era ela. Marina já tinha toda a confiança, mas não parecia bem como se apresentar para a gente (Mesmo assim, já se convidava para nossa piscina).

“Ó, me chama pra tomá um bandipiscinadsuacasa?”

Do banho na piscininha, ela aos poucos foi aparecendo como quem não quer nada, querendo muita coisa – encontrando um lugar de “gostosona rural”, fazendo vídeos dançando na cozinha naquele calor de interior mineiro. Mas foi à medida que o Rosa foi perdendo pedaços que deu pra ver, escancarado: se Marina Sena saísse, não haveria Rosa nem nada.

O Rosa acabou sabendo disso. Aí veio ele, claro – o álbum solo, no tempo certo, encaixando perfeitamente na trajetória da artista. Marina é boa em seduzir: câmera, público, agora imprensa. Uma artista que passeou na MPB, no pop, em todos os cabelos, agora entende o suficiente de si pra dizer de si sozinha. O resultado você já ouviu, leu por aí, pelo menos ouviu falar: é autêntico, charmoso feito ela é, com aquele sorriso de canto de boca de quem sabe o que você não sabe. Ela te engana, diz que tudo isso é “de primeira” – mas pra gente aqui, Marina não começou agora.

Mas em muitos casos, é de primeira, sim. Marina conseguiu um lugar inesquecível na minha vida: foi, na semana passada, meu primeiro “show” depois desse caos pandêmico (que ainda não acabou); eu ocupo um lugar na vida dela também, fazendo parte do público da primeira apresentação da sua carreira solo. Nele, menos de um mês depois do lançamento de seu primeiro álbum, todos os presentes sabiam cantar quase todas as músicas (pedindo incessantemente pelo bis). Tudo de primeira.

Foi aí que todo o burburinho se provou: quando Marina entrou no palco, na verdade, ficou claro que estávamos testemunhando nossa própria diva pop – e isso eu digo com a plena consciência de que não estou exagerando.

A gente sabe que não é bem a primeira vez dela, mas a gente sabe que é A VEZ. E, como bons bairristas que somos, orgulhosos e saudosistas de (quase) tudo que é nosso, a gente se prepara com calma para dar a Marina Sena todo o apoio que ela merece – com todo o sotaque norte-de-minas-mineiraço que ela tem e atesta de onde vem.

Porque aqui em BH a regra cai para três graus de proximidade: todo mundo conhece alguém que conhece alguém que conhece a Marina Sena. No fim das contas, isso significa que ela meio que é amiga de todos nós.

Aquela amiga que todo mundo sabe que vai ser a mais famosa e bem-sucedida da galera, claro.

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* Dora Guerra se autoexplica também no Twitter, como @goraduerra.

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Top 50 da CENA – Juçara Marçal agarra o topo lindamente. Nelson D só sobe. E Rei Lagarto pede lugar no pódio

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* Nada mais apropriado para o momento do que um recado tiro certo da Juçara Marçal. “Venham com fé conferir/ A derrota de quem com ferro feriu.” Precisa de mais alguma coisa? É nosso primeiro lugar incontestável nesta semana. Que ainda tem Nelson D subindo no ranking e direto de Salvador uma supermúsica de amor de Luedji Luna e as invencionices de Rei Lacoste. Tá bonito!

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1 – Juçara Marçal – “Crash” (Estreia)
Uau. Que pancada quase literal é este novo single da Juçara Marçal. Com letra do rapper Rodrigo Ogi e produção de seu superparceiro Kiko Dinucci, Juçara chega estraçalhando com aqueles que querem com ferro ferir. Além da letra certeira e sua interpretação para lá de inspirada, sonoramente este single aponta que o álbum “Delta Estácio Blues” vai trazer novos elementos para sua rica discografia, onde o experimentalismo mais de banda embarca em uma experimentação eletrônica. Na ansiedade, falamos em disco do ano. Vamos ver.

2 – Nelson D – “Toy Boy” (2)
O artista electroindígena Nelson D vai muito bem em seu segundo álbum, “Anga” (“Alma”, em nheengatú). Em “Toy Boy”, por exemplo, ele mostra todo seu conhecimento de música eletrônica e desenvolve uma longa e hipnotizante faixa. Como ele gosta de dizer: “A parte instrumental de muitas das minhas músicas são uma tentativa de criar uma trilha musical para essa geografia pessoal”. E aqui impressiona que ele deixe um território tão livre para a nossa imaginação flutuar.

3 – Rei Lacoste – “Tutorial de Como Ser Amador” (Estreia)
Rei Lacoste é dos nomes mais inventivos da CENA de Salvador. Artista que estudou cinema antes de embarcar na música, ele escolhe o trap como elemento de sua exploração artística. Um pé no pop e outro pé em Glauber Rocha, sacou? Já no título deste som você já vê a brincadeira. Tutorial vem dos tutoriais da internet. E aprender a ser amado é uma bela inversão já que é mais fácil imaginar por aí um tutorial de como amar ou conquistar alguém e tal. Lacoste aprontou aqui.

4 – Luedji Luna e Zudzilla – “Ameixa” (Estreia)
As pessoas cobraram de Luedji uma música sobre seu filhote, o pequeno Dayo. Ela demorou, mas entregou a tal faixa, com participação do marido Zudzilla e produção na parceria pesada de Nave Beatz e Feijuca, dois excelentes nomes que já trabalharam com Emicida, Rael, Fióti e Rodrigo Ogi. É daquelas músicas para deixar todo mundo feliz, sorriso no rosto pela felicidade alheia. Um sentimento que o brasileiro parece querer deixar de canto e que a gente precisa retomar. Felicidade. Geral.

5 – Bebé – “Sinais Elétricos na Carne” (1)
Com larga experiência musical em apenas 17 anos de idade, Bebé Salvego apresenta em sua estreia em álbum uma originalidade e criatividade impressionantes. Entre as melhores músicas do disco, se destaca esta que ela escreveu, tocou e produziu praticamente sozinha, muito por incentivo dos seus produtores, entre eles Sérgio Machado, um dos melhores bateristas da CENA e que um dos trabalhos do álbum foi transformar Bebé em compositora. Veio dele o desafio de que ela fizesse um som sozinha de tudo. Olha, capaz que Bebé aposente todos os produtores no álbum seguinte. Brincadeira à parte, a mina de Piracicaba arrebenta.

6 – Marina Sena – “Me Toca” (3)
Por algum vacilo a gente já nao botou esta “Me Toca” aqui, em altos lugares. Mas ficamos vendo de longe esse hit da mineira Marina Sena, ex-Rosa Neon, abrir os caminhos para sua empolgante estreia solo, o disco “De Primeira”. De primeira, são vários potencias hits ali. Mas aproveitamos para fazer justiça ao primeiro enquanto já vemos alguns outros destaques surgindo (“Voltei Pra Mim” e “Pelejei” são superacertos e já estão cavando seus lugares no nosso ranking semanal).

7 – Majur – Ogunté (4)
Nesta bonita música com participação de Luedji Luna, a também baiana Majur homenageia Ogunté, “que é o nome da minha Iemanjá”, ela explica. Uma canção que fala sobre acreditar em algo que te potencialize, te dê segurança e força. Majur comenta que a mensagem vale para qualquer expressão de espiritualidade – uma mensagem para tempos de tanta intolerância religiosa.

8 – Fresno – “6h43 (Nem Liga Guria)” (Estreia)
“Inventário” será uma mixtape de material inédito que a Fresno tem guardado por aí. Mas a banda não está só jogando para o público coisa que estavam na gaveta. Eles estão dando para o trabalho uma cara de músicas completas, como se fosse para um disco mesmo. Caso dessa faixa que já tinha saído pelo projeto solo de Lucas, “Visconde”. Não é aquela canção que só tinha no Soundcloud e agora foi posta no Spotify de qualquer jeito. É uma versão completamente nova.

9 – Tasha e Tracie – “Lui Lui” (6)
Quem tá ligado no mundo da moda já conhece as gêmeas paulistanas Tasha e Tracie há um tempo. Elas ficaram famosas pelo blog “Expensive Shit”, onde ensinavam a se vestir bem sem gastar muita grana. No blog, elas também davam seu show de conhecimento com uma pesquisa sobre arte, cultura e som. Elas não rimavam quando apareceram pela primeira vez, mas eram do rap. Foi um toque do mestre racional Kl Jay que acertou esse detalhe. Ele as alertou que na cultura hip hop todos podem fazer a arte que quiserem. E elas resolverem investir nas rimas. E que belo investimento. Seu primeiro álbum, o recém-lançado “Diretoria”, é arrasador. E, no pique, são 22 minutos de ideia boa atrás de ideia boa. “Igual nós vocês quer viver/ Mas igual nós ‘cês não quer morrer”, “Nasci com a boca que elas compra”, “Pra ter o que você tem só precisa de um paicpague/ Pra fazer como eu faço; muita vivência de base”. São só alguns exemplos das boas linhas. A gente escolheu “Lui Lui” aqui no ranking, mas poderia ser qualquer um dos outros sons.

10 – Papangu – “Ave-Bala” (7)
Muito interessante o som metaleiro e progressivo dessa banda de João Pessoa, Paraíba. A gente que nem é tão versada nesse ramo sabe pelo menos reconhecer algo muito bem-feito – e tem um rolê conceitual muito bem construído ali, com referências à literatura brasileira, ao imaginário nordestino e ainda carrega um papo político sobre relações sociais e com a natureza que corre por fora da narrativa mais explícita da banda. Preste atenção nesses caras.

11 – Sebastianismos – “Se Nem Deus Agrada Todo Mundo Muito Menos Eu” (8)
12 – Autoramas + Dead Fish – “Sem Tempo” (10)
13 – Isabel Lenza – “Eu Sou o Meu Lugar” (11)
14 – Valciãn Calixto – “Exu Não É Diabo (Èsù Is Not Satan)” (12)
15 – Jade Baraldo – “Não Ama Nada” (13)
16 – Giovanna Moraes – “Maluco Beleza” (9)
17 – Cadu Tenório – “Psycho Zaku” (14)
18 – 1LUM3 – “Lovecrime” (15)
19 – Letrux – “Isso Aqui É um Campo Minado” (16)
20 – Guilherme Arantes – “A Desordem dos Templários” (17)
21 – GIO – “Sangue Negro” (18)
22 – Tuyo – “Turvo” (19)
23 – Linn Da Quebrada – “I míssil” (20)
24 – Priscilla Alcântara – “Tem Dias” (21)
25 – Macaco Bong – “Hacker de Sol” (22)
26 – Iara Rennó – “Ava Viva” (26)
27 – Rodrigo Amarante – “Maré” (23)
28 – Criolo – “Fellini” (22)
29 – Amaro Freitas – “Sankofa” (23)
30 – Pabllo Vittar – “Não É Papel de Homem” (22)
31 – Romulo Fróes – “Baby Infeliz” (28)
32 – Edgar – “A Procissão dos Clones” (30)
33 – Tuyo – “Toda Vez Que Eu Chego em Casa” (31)
34 – Jonathan Ferr – “Amor” (33)
35 – Jadsa – “Mergulho” (34)
36 – Jup do Bairro – “Sinfonia do Corpo” (36)
37 – Bruna Mendez e June – “A Vida Segue, Né?” (38)
38 – Yung Buda – “Digimon” (40)
39 – FEBEM – “Crime” (42)
40 – Rodrigo Brandão – “O Sol da Meia-Noite” (21)
41 – Aquino e a Orquestra Invisível – “Os Prédios Cinzas e Brancos da Av. Maracanã” (43)
42 – Boogarins – “Supernova” (44)
43 – BaianaSystem – “Brasiliana” (45)
44 – Sophia Chablau e uma Enorme Perda de Tempo – “Delícia/Lúxuria” (46)
45 – Jota Ghetto – “Vagabounce” (47)
46 – Mbé – “Aos Meus” (48)
47 – Rico Dalasam – “Expresso Sudamericah” (49)
48 – LEALL – “Pedro Bala” (50)
49 – Lupe de Lupe – “Brasil Novo” (37)
50 – Tagore – “Capricorniana” (20)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, a cantora Juçara Marçal.
*** Este ranking é pensado e editado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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Top 50 da CENA – Bebé, 17, vai ao topo do Top. Nelson D e Marina Sena, cada qual com sua geografia, completam o pódio

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* Corpo, religião, imaginação, várias coisas que estão por aí são território de liberdade. Ou eram para ser, já que muitos usam sua potência para construir prisões. Nesta semana, reparamos que várias músicas pedem, a seu modo, liberdade.
“Me Toca” é um convite à liberdade do corpo, do prazer. “Ogunté” é um elogio à liberdade da espiritualidade que respeita as outras espiritualidades.
Nelson D em “Toy Boy” apresenta uma música que deixa o ouvinte livre para se permitir, imaginar, passear em sua criação.

Isso para ficar em três exemplos. Quando a gente repara em Bebé, por exemplo, vê que ela se liberta como criadora e compositora em seu primeiro álbum. Sebastianismos desabafa sobre a prisão de se medir pelo outros. E assim vai. A gente, que existe para defender a CENA por aqui, acha que este é um capítulo para sublimar a música brasileira que canta sobre temas muito relevantes com letras boas e musicalidade bonita de tão diversificada, plural, global. Chega na playlist, que ilustramos lindo todo esse papo, como sempre.

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1 – Bebé – “Sinais Elétricos na Carne” (Estreia)
Com larga experiência musical em apenas 17 anos de idade, Bebé Salvego apresenta em sua estreia em álbum uma originalidade e criatividade impressionantes. Entre as melhores músicas do disco, se destaca esta que ela escreveu, tocou e produziu praticamente sozinha, muito por incentivo dos seus produtores, entre eles Sérgio Machado, um dos melhores bateristas da CENA e que um dos trabalhos do álbum foi transformar Bebé em compositora. Veio dele o desafio de que ela fizesse um som sozinha de tudo. Olha, capaz que Bebé aposente todos os produtores no álbum seguinte. Brincadeira à parte, a mina de Piracicaba arrebenta.

2 – Nelson D – “Toy Boy”
O artista electroindígena Nelson D vai muito bem em seu segundo álbum, “Anga” (“Alma”, em nheengatú). Em “Toy Boy”, por exemplo, ele mostra todo seu conhecimento de música eletrônica e desenvolve uma longa e hipnotizante faixa. Como ele gosta de dizer: “A parte instrumental de muitas das minhas músicas são uma tentativa de criar uma trilha musical para essa geografia pessoal”. E aqui impressiona que ele deixe um território tão livre para a nossa imaginação flutuar.

3 – Marina Sena – “Me Toca” (Estreia)
Por algum vacilo a gente já nao botou esta “Me Toca” aqui, em altos lugares. Mas ficamos vendo de longe esse hit da mineira Marina Sena, ex-Rosa Neon, abrir os caminhos para sua empolgante estreia solo, o disco “De Primeira”. De primeira, são vários potencias hits ali. Mas aproveitamos para fazer justiça ao primeiro enquanto já vemos alguns outros destaques surgindo (“Voltei Pra Mim” e “Pelejei” são superacertos e já estão cavando seus lugares no nosso ranking semanal).

4 – Majur – Ogunté (Estreia)
Nesta bonita música com participação de Luedji Luna, a também baiana Majur homenageia Ogunté, “que é o nome da minha Iemanjá”, ela explica. Uma canção que fala sobre acreditar em algo que te potencialize, te dê segurança e força. Majur comenta que a mensagem vale para qualquer expressão de espiritualidade – uma mensagem para tempos de tanta intolerância religiosa.

5 – Fresno – “12 Words 30000 Stones” (Estreia)
A Fresno está de projeto secreto. Aos poucos lança uma série de músicas sob o selo Inventário – o que isso significa ninguém sabe ainda. Tem gente até especulando que é um ensaio para o fim da banda – uma teoria exagerada a nosso ver. A primeira música da série tem participação de Cheadiak, Arthur Mutanen e Adieu e usa versos que Lucas Silveira tinha postado em versão demo no seu Instagram há meses. A segunda aproveita uma conhecida música da Fresno com participação de outros músicos, uma ideia meio remix – dando a entender que o projeto poderia ser uma junção de inéditas, remixes, sobras, que não vão se encaixar em um álbum tradicional da banda. Será que é isso?

6 – Tasha e Tracie – “Lui Lui” (1)
Quem tá ligado no mundo da moda já conhece as gêmeas paulistanas Tasha e Tracie há um tempo. Elas ficaram famosas pelo blog “Expensive Shit”, onde ensinavam a se vestir bem sem gastar muita grana. No blog, elas também davam seu show de conhecimento com uma pesquisa sobre arte, cultura e som. Elas não rimavam quando apareceram pela primeira vez, mas eram do rap. Foi um toque do mestre racional Kl Jay que acertou esse detalhe. Ele as alertou que na cultura hip hop todos podem fazer a arte que quiserem. E elas resolverem investir nas rimas. E que belo investimento. Seu primeiro álbum, o recém-lançado “Diretoria”, é arrasador. E, no pique, são 22 minutos de ideia boa atrás de ideia boa. “Igual nós vocês quer viver/ Mas igual nós ‘cês não quer morrer”, “Nasci com a boca que elas compra”, “Pra ter o que você tem só precisa de um paicpague/ Pra fazer como eu faço; muita vivência de base”. São só alguns exemplos das boas linhas. A gente escolheu “Lui Lui” aqui no ranking, mas poderia ser qualquer um dos outros sons.

7 – Papangu – “Ave-Bala” (2)
Muito interessante o som metaleiro e progressivo dessa banda de João Pessoa, Paraíba. A gente que nem é tão versada nesse ramo sabe pelo menos reconhecer algo muito bem-feito – e tem um rolê conceitual muito bem construído ali, com referências à literatura brasileira, ao imaginário nordestino e ainda carrega um papo político sobre relações sociais e com a natureza que corre por fora da narrativa mais explícita da banda. Preste atenção nesses caras.

8 – Sebastianismos – “Se Nem Deus Agrada Todo Mundo Muito Menos Eu” (Estreia)
Neste desabafo, o “hombre” Sebastianismos se reúne com sua parceira de crime, um jeito romântico de falar da companheira Malfeitona, superartista e pior tatuadora do mundo. Rock desabafo é tendência.

9 – Giovanna Moraes – “Maluco Beleza” (Estreia)
Na difícil missão de encarar a obra de Raul Seixas não sendo o Raul, a multitarefas Giovanna Moraes e sua espertíssima banda dão conta de dar uma subvertida nos arranjos, tanto instrumental quanto vocal. Dá nuances novas e interessantes a um cara que foi papo-reto.

10 – Autoramas + Dead Fish – “Sem Tempo” (Estreia)
Mais uma parceria de Gabriel Thomaz e Rodrigo Lima do Dead Fish nos vocais. Desta vez a composição também é da dupla, que coloca o tempo em uma discussão com o próprio tempo – um debate daqueles em ritmo de hardcore.

11 – Isabel Lenza – “Eu Sou o Meu Lugar” (3)
12 – Valciãn Calixto – “Exu Não É Diabo (Èsù Is Not Satan)” (4)
13 – Jade Baraldo – “Não Ama Nada” (5)
14 – Cadu Tenório – “Psycho Zaku” (6)
15 – 1LUM3 – “Lovecrime” (7)
16 – Letrux – “Isso Aqui É um Campo Minado” (8)
17 – Guilherme Arantes – “A Desordem dos Templários” (11)
18 – GIO – “Sangue Negro” (14)
19 – Tuyo – “Turvo” (15)
20 – Linn Da Quebrada – “I míssil” (16)
21 – Priscilla Alcântara – “Tem Dias” (17)
22 – Macaco Bong – “Hacker de Sol” (18)
19 – Rodrigo Amarante – “Maré” (19)
20 – Tagore – “Capricorniana” (20)
21 – Rodrigo Brandão – “O Sol da Meia-Noite” (21)
22 – Criolo – “Fellini” (22)
23 – Amaro Freitas – “Sankofa” (23)
24 – Pabllo Vittar – “Não É Papel de Homem” (22)
25 – Nill – “Singular” (23)
27 – Iara Rennó – “Ava Viva” (26)
28 – Romulo Fróes – “Baby Infeliz” (28)
30 – Edgar – “A Procissão dos Clones” (30)
31 – Tuyo – “Toda Vez Que Eu Chego em Casa” (31)
33 – Jonathan Ferr – “Amor” (33)
34 – Jadsa – “Mergulho” (34)
36 – Jup do Bairro – “Sinfonia do Corpo” (36)
37 – Lupe de Lupe – “Brasil Novo” (37)
38 – Bruna Mendez e June – “A Vida Segue, Né?” (38)
40 – Yung Buda – “Digimon” (40)
41 – Duda Beat – “Meu Pisêro” (41)
42 – FEBEM – “Crime” (42)
43 – Aquino e a Orquestra Invisível – “Os Prédios Cinzas e Brancos da Av. Maracanã” (43)
44 – Boogarins – “Supernova” (44)
45 – BaianaSystem – “Brasiliana” (45)
46 – Sophia Chablau e uma Enorme Perda de Tempo – “Delícia/Lúxuria” (46)
47 – Jota Ghetto – “Vagabounce” (47)
48 – Mbé – “Aos Meus” (48)
49 – Rico Dalasam – “Expresso Sudamericah” (49)
50 – LEALL – “Pedro Bala” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, a Bebé.
*** Este ranking é pensado e editado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

CENA – Cena mineira amplia seus belos horizontes: hoje tem Coquetel Molotov MG; Mineiros da Lua e Teach Me Tiger lançam discos novos

1 - cenatopo19

* Todos os caminhos da CENA brasileira, nos últimos dias, têm nos levado a Belo Horizonte, em particular à sempre interessante movimentação sonora mineira. Sendo nos lançamentos locais ou nos intercâmbios com cenas de outros lugares, seja com artistas ou eventos, dá para dizer sem medo de errar que a cena de BH anda mais forte que o time do Atlético-MG. A gente consegue provar.

1. Hoje e amanhã acontece a exibição na internet da edição mineira do festival pernambucano Coquetel Molotov, parceria cultural criativa de duas das cenas mais legais da CENA. Entende a salada cultural? Ela faz sentido. O Coquetel Molotov MG, em sua segunda empreitada por lá, tem parceria com a Quente, produtora de muitos agitos importantes de BH responsável pela produção e filmagem do festival. O evento vem em formato de série audiovisual e foi gravado no magnífico Inhotim, o famoso museuzão a céu aberto. Obviamente, joga a luz nesta cena mineira da qual estamos falando. Amanda Chang (foto da home), Bernardo Bauer, Best Duo, Marina Sena e Joca são algumas das atrações. Os episódios deste Coquetel Molotov mineiro serão mostrados, então, nesta terça e quarta, sempre às 19h, aqui embaixo. Ou, com todas as informações complementares, aqui.

2. Uma das atrações do Coquetel Molotov MG, acima, é o músico Bernardo Bauer, que momentaneamente largou o baixo da banda Moons para continuar sua carreira solo neste evento virtual. A caminho de seu segundo álbum sozinho, terceiro se contarmos o EP de 2017 (depois veio o disco cheio “Pássaro-Cão”, de 2019), Bernardo vai revelar no CM-MG as inéditas “Te Ver dormir” e “Te Ver andar”. Quer dizer, pelo menos a “Te Ver Dormir” dá para ver aqui embaixo. Mas, antes, ele fala para nós sobre a música nova: “Acho que ela fala por si própria. É bem literal. A Rosa, minha filha, nasceu no dia 23 de fevereiro de 2020. Quinze dias depois a gente entrou neste buraco em que ainda nos encontramos. Os primeiros meses da vida dela a gente passou no sítio, lembro de sentir muito medo – eu ainda não estava acostumado com essa vida de isolamento (é impressionante como a gente se acostuma com tudo né?). Lembro que ver aquela neném perfeita dormindo um soninho na roça me arrepiava, eram doses cavalares de esperança e eu vivi muitos dias ali, como se o mundo não estivesse se acabando. Aí um dia eu peguei o violão e escrevi essa música assim, de supetão, sem pensar muito, foram as primeiras palavras que vieram na cabeça. Como se fosse um retrato daquele momento.”

3. A espertíssima banda Mineiros da Lua acabou de lançar seu novo álbum, o segundo da jovem carreira dos jovens músicos de BH, chamado “Memórias do Mundo Real”. Pelo nome dá para sacar que o disco, uma coqueteleira de estilo a ver com a voracidade de informações da galera nova, que vai da psicodelia mineira ao rap e eletrônico, tem a ver com o aprisionamento imposto pela pandemia. Se tem um caso em que o isolamento social fez bem, foi no esmero sonoro dos Mineiros da Lua. O primeiro álbum foi “Queda”, de 2019, que rendeu altas expectativas para este segundo trabalho, que não nos decepciona tanto no som quanto em todos os conceitos empregados pelos quatro rapazes de BH: Diego Dutra (baixista), Elias Sadala e Haroldo Bontempo (nas guitarras) e Jovi Depiné (baterista). Principalmente o conceito visual deles, que usam máscaras tanto com uma alegoria de liberdade como em defesa de máscaras de proteção nestes tempos de covid-19.

mineiros

4. Assunto de vários posts anteriores aqui, a cantora paulistana Isabel Lenza foi a BH construir seu segundo álbum, “Véspera”, que sai em agosto. Foi total gravado no estúdio Ilha do Corvo, na capital mineira, sob a batuta do produtor Leonardo Marques, responsável por enfeitar as sonoridades de 80% da cena mineira. Fora que Leo Marques acabou contribuindo com seus vários talentos de músico nas canções da paulistana. O que era só para ser uma viagem de produção de um single, fez Lenza não deixar BH enquanto o disco inteiro não estivesse pronto.

5. Outra banda que acaba de lançar novo disco, seu segundo, é o electroindie Teach Me Tiger, grupo bem mineiro liderado pelo guitarrista Yannick Falassi (belga) e a vocalista e tecladista Chris Martins (paulistana). O álbum acaba de chegar às plataformas e pode ser ouvido aqui.

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