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Peter Hook bota o Joy Division para ajudar a galera da música na pandemia. Envolvendo até o Mark Lanegan

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* A organização inglesa Sweet Relief que busca levantar dinheiro para músicos e toda a galera que trabalha na retaguarda de shows e eventos, muito prejudicados pela pandemia, criou o projeto “For the Crew”, outro jeito de criar um fundo de doação para esses profissionais

Um dos artistas que estão ajudando a causa do “For the Crew” é o famoooooso baixista britânico Peter Hook, um dos fundadores do Joy Division e depois New Order, que engajou o filho Jack e tem armado performance de suas ex-bandas absurdas, com convidados famosos, para atrair doações.

Neste final de semana chamaram o grande cantor americano Mark Lanegan para desempenhar um vídeo pandêmico para “Disorder”, um dos hinos do Joy Division e faixa que abre o fundamental “Unknown Pleasures”, de 1979, álbum de estreia da banda e o único lançamento em vida do vocalista Ian Curtis, que se matou menos de um ano depois que o disco saiu.

Mark Lanegan é o Ian Curtis nesta versão especial que Peter Hook nem aparece, deixando o filho Jack Bates brilhar no baixo. Jeff Schroeder, guitarrista do Smashing Pumkins, compõe a banda, completada pelo baterista Shane Graham.

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* Outra música para ajudar o “For the Crew” foi “Ceremony”, desta vez cantada por Hook, que também empunhou seu baixo, mais para um teatrinho do que para valer, como nos velhos tempos. Esse papel, de novo, ficou para seu filho.

“Ceremony” é histórica. Foi escrita por Ian Curtis e gravada pelo Joy Division pouco antes da morte do vocalista. Passado o luto, ela foi regravada e serviu como primeiro single da então nova banda New Order, que nasceu no ano seguinte das cinzas do Joy Division.

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No aniversário de 40 anos da morte de Ian Curtis, eterna voz do Joy Division recebe homenagens de Peter Hook e Mark Lanegan

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Em 18 de maio de 1980, o mundo pop perdia uma de suas estrelas mais promissoras. Talentoso e ao mesmo tempo um sujeito que enfrentava diariamente seus próprios demônios, Ian Curtis dava fim à sua vida de forma precoce, aos 23 anos de idade, botando um término também na história do Joy Division, uma das maiores bandas da época.

Ontem se completaram exatamente 40 anos desta triste notícia, mas Ian teve sua memória homenageada.

Seu antigo parceiro de banda, o grande Peter Hook disponibilizou um show de sua banda, The Light, com repertório todo montado com canções do Joy Division. O show de quase 3 horas de duração aconteceu em uma igreja na região de Macclesfield, em 2015. O templo é onde Ian cantava em um coral quando criança.

Mesmo passadas quatro décadas, Hook ainda se martiriza com a morte precoce do amigo. “O suicídio de um amigo próximo ou de um familiar sempre nos faz sentir culpados. Eu fiquei bastante chateado quando ele morreu. Mas, à medida em que fui envelhecendo, percebi que o mais importante não foi o fim do Joy Division, mas sim que uma filha, àquela época, perdeu um pai. E pais perderam um filho. Uma mulher perdeu o marido. Uma amante perdeu o amante. Isso é que é importante. Porque bandas há muitas, e daqui a um minuto já aparece outra”, lamentou.

Além de Peter Hook, quem também prestou uma homenagem a Curtis foi Mark Lanegan. O idolatrado cantor americano se juntou ao grupo Cold Cave para uma versão linda de “Isolation”.

Os dois registros podem ser conferidos abaixo.

SETLIST
00:01:55 – At A Later Date
00:05:11 – Novelty
00:09:20 – Warsaw
00:12:27 – No Love Lost
00:16:08 – Leaders Of Men
00:18:51 – Failures
00:21:30 – Glass
00:25:12 – Digital
00:28:06 – From Safety To Where
00:30:38 – Autosuggestion
00:34:34 – Exercise One
00:36:59 – The Kill
00:39:05 – Walked In Line
00:42:03 – The Drawback
00:43:31 – Disorder
00:46:58 – Day Of The Lords
00:52:02 – Candidate
00:55:32 – Insight
00:59:51 – New Dawn Fades
01:05:11 – She’s Lost Control
01:09:35 – Shadowplay
01:14:31 – Wilderness
01:17:04 – Interzone
01:19:27 – I Remember Nothing
01:25:57 – Incubation
01:28:43 – Komakino
01:32:11 – Sound Of Music
01:36:48 – Only Mistake
01:41:08 – Dead Souls
01:46:16 – Atmosphere
01:51:05 – Atrocity Exhibition
01:56:08 – Isolation
01:59:14 – Passover
02:03:52 – Colony
02:07:50 – Heart Soul
02:15:32 – Twenty Four Hours
02:17:12 – The Eternal
02:23:04 – Decades
02:30:17 – Ice Age
02:33:16 – Something Must Break
02:35:51 – Transmission
02:40:30 – Love Will Tear Us Apart
02:45:30 – Ceremony
02:51:11 – In A Lonely Place

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Refletindo sobre sua própria trajetória, Mark Lanegan solta o novo disco “Straight Songs of Sorrow”

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Foi lançada nesta sexta-feira o esperado “Straight Songs of Sorrow”, novo disco solo do grande Mark Lanegan, espécie de instituição do rock alternativo desde os anos 90.

Puxado por canções ótimas como “Bleed All Over” e “Skeleton Key”, o disco conta com contribuições luxuosas de nomes como John Paul Jones (Led Zeppelin), Warren Ellis (Nick Cave and the Bad Seeds), Greg Dulli (The Afghan Whigs) e Ed Harcourt.

A inspiração de “Straight Songs Of Sorrow” é a própria história de vida de Mark, que está registrada em sua polêmica biografia “Sing Backwards and Weep”, lançada semana passada.

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Mark Lanegan lança biografia contando que Cobain ligou para ele antes de se matar. E ele não quis atender

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* A história já apareceu aqui e ali, mas agora está documentada.

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Saiu ontem na capa de cultura do jornal inglês The Guardian, pelo menos capa da versão digital a que eu assino, um texto a mim de infelicidade chocante sobre o livro que o roqueiro Mark Lanegan, que adoramos, está lançando sobre suas memórias. E que memórias.

O título da biografia é “Sing Backwards and Weep”, algo como “Cantando para trás e chorando”. O título da reportagem/entrevista é “A heroína me impediu de morrer de alcoolismo, conta o grande sobrevivente do rock”. Leve, o negócio.

O início do texto do “Guardian” é tão pesado como brilhante. Em pouco mais de dois parágrafos, a jornalista que escreveu, Jude Rogers, vai do nascimento de Lanegan, o pai beberrão, a mãe abusiva, seu vício em bebida, pornô e ladroagens AOS DOZE ANOS, as posses de drogas, vandalimo e fraudes cometidas aos 18 anos, até aos 21 anos estar no grupo pré-grunge Screaming Trees, apenas uma opção para ele fugir da modorrenta e empoeirada cidade onde cresceu, Ellensburg, no Estado de Washington.

Diz o texto que, aos 29 anos, oito discos depois, ele se encontrava vivendo em Seattle, fumando tresloucadamente, acendendo um cigarro no anterior, de roupão de banho e cueca suja, vendo novela na TV, quando um de seus melhores amigos ficou ligando insistentemente. Mas ele não quis atender.

Era Kurt Cobain. Que se mataria mais tarde naquele dia de 1994. O pior é que Lanegan desconfiava que podia ser Cobain ao telefone, está no livro autobiográfico, lançado nesta terça-feira. Mas ele achou que o brother do Nirvana iria pedir a ele para comprar droga, o que acontecia frequentemente.

Eles foram amigos muito próximos, por anos. Lanegan diz na obra que conhecia Cobain bem antes da fama e tinha bastante carinho por ele. Mas Cobain não só ligava direto querendo que Lanegan fizesse o corre das drogas como constantemente na sua frente brigava muito com a mulher, Courtney Love, e isso deprimia o cara do vozeirão do Screaming Trees.

Lanegan, claro, ainda que no meio dessa situação triste em que os dois viviam naquele pós-grunge deprimente em que todo mundo do rock ou estava se matando ou morrendo de overdose, se arrepende de não ter conversado com o amigo ao telefone. E que as partes sobre Cobain no livro foram muito difíceis de escrever. Assombra Lanegan também saber que, na época, Kurt afirmava a ele que andava ouvindo muito Screaming Trees, o que o fazia imaginar que suas canções poderiam ter ajudado o amigo a cometer o ato final de desespero.

O bizarro da história. Lanegan viveu ou continuou vivendo numa bad tão grande mesmo depois do suicídio do amigo não atendido. Ele até conta, que naqueles tempos, correu o risco de ter um dos braços amputados de tanto que injetou heroína nele. Chegou até, num tormento da ocasião, durante uma turnê do Screaming Trees, pedir a um de seus técnicos de som que procurasse uma prostituta para ele ter o último “blow job” como uma pessoa “normal”. O cara falhou na missão.

Braço e vida de Lanegan, também está na biografia, acabaram salvos, veja só, pela viúva Courtney Love, que tirou o roqueiro da lama e pagou todo o tratamento de rehab para ele.

Que história!

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Para não dar mais spoiler do livro, mas já dando, “Sing Backwards and Weep” envolve histórias com Anthony Bourdain, o famoso chef que se matou em 2018 no mesmo período em que o incentivava a escrever essa bio, com Iggy Pop, Liam Gallagher, o hit indie “Nearly Lost You”. A palavra “heroína” aparece 102 vezes na obra.

Na semana que vem, dia 8, para acompanhar o livro, Mark Lanegan lança mais um álbum solo, “Straight Songs of Sorrow”. Do projeto, conhecemos já os singles “Bleed All Over” e “Skeleton Key”, que já trouxemos aqui para a Popload.

O novo álbum de Lanegan traz participações luxuosas de nomes como John Paul Jones (Led Zeppelin), Warren Ellis (Nick Cave and the Bad Seeds), Greg Dulli (The Afghan Whigs) e Ed Harcourt. Estamos aqui no aguardo do disco.

O selo de shows Popload Gig já trouxe Lanegan duas vezes para se apresentar em São Paulo. Uma de modo acústico em 2010, no Beco 203, rua Augusta. A outra, com banda completa em inesquecível show com banda e tudo no Cine Joia, em abril de 2012, há exatos oito anos.

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Mark Lanegan solta single do novo disco que terá até gente do Led Zeppelin e dos the Bad Seeds

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O incrível Mark Lanegan está com ótimas intenções para o dia 8 de maio. Nesta data, ele lançará seu novo disco solo, “Straight Songs Of Sorrow”.

O projeto terá, por exemplo, canções como a deliciosa “Bleed All Over”, divulgada hoje. Esta é a segunda amostra do álbum. A outra é “Skeleton Key”, que saiu mês passado.

O novo álbum do monstro Lanegan terá contribuições luxuosas de nomes como John Paul Jones (Led Zeppelin), Warren Ellis (Nick Cave and the Bad Seeds), Greg Dulli (The Afghan Whigs) e Ed Harcourt.

A inspiração de “Straight Songs Of Sorrow” é a própria história de vida de Mark, que estará registrada no livro “Sing Backwards and Weep”.

O livro será lançado uma semana antes do disco, no dia 30 de abril.

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