Em marrakesh:

CENA – Todo Carnaval tem seu indie: Cordel do Fogo Encantado vai agitar o Guaiamum Treloso Rural, em Pernambuco. Carne Doce, Jaloo e Marrakesh também estão no line-up

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Foto: Tiago Calazans

Foto: Tiago Calazans

Já reparou como nossa gaaaaaama de festivais indies está cada vez mais… eclética? Veja bem. Essa absurda produção de eventos independentes no Brasil, que acontece no mato, na cachoeira, no cimento, na praia, nas metrópoles, nas cidadezinhas, no meio do nada, no meio de tudo, vai culminar na 4ª edição do Guaiamum Treloso Rural, na região de Camaragibe-PE.

O evento, que vai acontecer na Fazenda Bem-Te-Vi, dia 9 de fevereiro, é promovido pelo Guaiamum Treloso, um dos blocos pré-carnavalescos mais tradicionais e legais de Pernambuco, no auge de seus 25 anos.

Depois de escalar nomes como Carne Doce, Ana Frango Elétrico, MC Carol, Marrakesh e Jaloo, a Popload entrega que o lindo Cordel do Fogo Encantado também está na programação. Oriundo de Arcoverde, também estado de Pernambuco, o Cordel do Fogo Encantado tem realizado shows de seu mais recente disco, “Viagem ao Coração do Sol”, lançado em abril.

Outra novidade incrível para a edição 2019 é a criação do ingresso verde, que dá desconto no preço de inteira e parte da arrecadação será destinada à geração de uma contrapartida ambiental permanente que será implementada ao longo das semanas pós-evento.

SERVIÇO – Guaiamum Treloso Rural 2019
Local: Fazenda Bem-Te-Vi – Estrada de Aldeia, km 13, Camaragibe – PE
Horário: A partir das 14h
Ingressos LIMITADOS: 2º Lote: R$ 55 (meia), R$ 80 (ingresso verde) e R$ 110 (inteira)
Ingressos Expresso Treloso: R$ 20 – Shopping Plaza, Shopping Recife e Shopping Tacaruna
Link para compra online: https://www.sympla.com.br/guaiamum-treloso-rural-2019__341009

* A entrada de maiores de 18 anos é liberada com a apresentação da carteira de identidade ou documento oficial com foto.

* Já os maiores de 16 e menores de 18 anos, é necessária a autorização conforme modelo (LINK) assinada e reconhecida a firma em cartório por pais ou responsável legal. Os menores de 16 anos só entrarão acompanhados pelos pais ou responsável.

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CENA – Popload entrevista… Marrakesh

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Aproveitando a passagem da Popload por Brasília no último mês, em mais uma edição do Festival Picnik, conversamos com os curitibanos da Marrakesh, uma das apostas da Balaclava Records para 2018 e donos de uma das melhores apresentações do evento. Batemos um papo sobre sua nova fase, seu primeiro álbum, novos planos e também, claro, a passagem da banda pelo Primavera Sound de 2017.

Começando do início, a Marrakesh nasceu em 2014 com seu primeiro EP, “Vassiliki”, lançado pelos gaúchos da Honey Bomb Records, de Caxias do Sul. Com a boa repercussão, eles visitaram Brasília em uma primeira oportunidade, no mesmo festival que voltaram em 2018, o Picnik. A partir da viagem e de alguns shows em Curitiba, se focaram totalmente no que é, hoje, o disco “Cold As Kitchen Floor”, lançado esse ano pela Balaclava Records.

Bruno, guitarrista, e Lucas, guitarrista e também vocalista, contam que a banda começou suas gravações em um galpão de um amigo, também produtor. Com algumas demos na mão e a vontade de materializar aqueles sons, eles gravaram o EP “Vassiliki”. Essas gravações vieram após um momento de adormecimento da cena na cidade, um pós Copacabana Club, Bonde do Rolê e todos esses nomes recorrentes que atravessaram o mundo com o rótulo do indie vindo de Curitiba.

Sobre os tempo áureos, Lucas comenta: “ver uma galera que fazia sua própria música enchendo os lugares, nos dava um brilho no olho”. E foi a partir daí que eles rodaram, brevemente, com seu primeiro EP, realizando alguns shows e divulgando seu lançamento. Com a curta temporada, voltaram ao estúdio e iniciaram os trabalho para o disco.

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Durante as demos de “Cold As Kitchen Floor”, Lucas conta que a banda começou a se abrir para ouvir novas coisas, buscando um passo além da psicodelia que trouxe no EP. Com duas faixas gravadas, ainda não finalizadas, acabaram sendo chamados para o Primavera Sound de 2017 e percebendo mudanças ainda mais profundas.

“Acabamos assumindo isso como projeto de vida para nós. Nos pareceu natural tentar algo mais abrangente, nos abrindo para ouvir outras coisas e isso, consequentemente, acabou batendo nas composições. O Primavera, os shows que vimos por lá, foram a materialização daquilo que estávamos pensando em fazer, mas também a prova de que ainda não estávamos no nível que queríamos. Tivemos que adiar o lançamento do disco, compor novamente e regravar.”

A experiência de serem chamados para tocarem no Primavera Sound do ano passado, aconteceu após enviarem seu material gravado, as demos ao vivo de “All U Need” e “BAE”, para a organização do festival via seu selo, a Balaclava Records. Para Bruno, as faixas estão irreconhecíveis se comparadas as suas versões do disco, mas foram a chave de entrada da banda para o festival. Confira logo abaixo o vídeo das faixas ao vivo, o mesmo que os levou para Barcelona:

Para Lucas, mudar a forma de composição foi a vontade de fazer “algo que já não nascesse morto”, se referindo a linha psicodélica apresentada no EP. Grande parte dessa mudança veio também da imersão total dos integrantes nos sons eletrônicos, no r&b e, principalmente, no hip hop – Tame Impala deu lugar a Frank Ocean e Kanye West. Lucas comenta: “a gente nunca tinha ouvido hip hop com tanta intensidade, tentamos sair um pouco desse indie rock psicodélico e nos abrirmos para esses outros gêneros, o que nos possibilitou entender que novos tipos de estruturas musicais também eram possíveis.”

Com “Cold As Kitchen Floor” na mochila, a banda também comenta sobre os próximos passos e Bruno fala a respeito dos planos para um futuro muito próximo”

“Estamos formando equipe, planejando, conhecendo os festivais. Não estamos com pressa, estamos sentindo o reflexo dele (disco), porque ainda existe muito chão para tocar esse álbum. Temos dois clipes para serem lançados e também a pretensão de sair para fora do país e tocar”.

No Brasil, Lucas acredita que realizar uma turnê pelo país é necessário e shows pelo sul devem acontecer em breve, tendo ainda o nordeste na rota e possibilidades de datas no Rio de Janeiro, sem tirar o exterior das suas intenções: “o foco também está em tocar fora do país, ter uma base internacional, mas nada excludente, a gente vai não só aceitar a demanda que existir aqui, mas também quer aumentá-la o máximo que pudermos”.

Ainda entre os planos, o vocalista (Bruno) também fala sobre o lançamento de um novo EP e a vontade de compor em português, diferente do que apresentaram em seu primeiro disco. Ele comenta que as influências nos beats e no hip hop, não interferem em nada na possibilidade de divulgarem sons que busquem algo mais orgânico, mas sempre experimentando e trazendo novas estruturas.

Seu último disco, “Cold As Kitchen Floor” está disponível em todas as plataformas e logo abaixo você confere o clipe para o single “Moonhealing”. Quem se interessou pela banda e quer ver os meninos de perto, eles estão com show marcado para a próxima sexta-feira em São Paulo, no Estúdio Costela. Mais informações sobre a noite você encontra no evento oficial do show no Facebook clicando aqui.

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Cantora-artista-musa Kilo Kish vem ao Brasil nesta semana para show gratuito no Music Video Festival

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* Não coube no título, mas pode acrescentar: estilista, compositora e pintora. A descoladíssima garota nova-iorquina multicoisas Kilo Kish vem a São Pulo neste final de semana para participar da quinta edição do Music Video Festival, que acontece sábado e domingo, 29 e 30 de julho, no MIS – Museu da Imagem e do Som em São Paulo.

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Kilo Kish, que se apresenta aqui no sábado, lançou seu primeiro álbum no ano passado, o elogiado e moderno “Reflections in Real Time”, em que críticos americanos a colocaram num certo neo-R&B com tendência introspectiva tipo FKA Twigs às vezes esticado ao synth-pop do Shamir. Ou em algum lugar entre o hip hop e o “spoken word”.

Musa de Chet Faker e Childish Gambino, Kilo Kish participa do último disco da banda-cartoon Gorillaz, na faixa “Out of Body” e andou aparecendo como convidada em shows recentes do “outro grupo” de Damon Albarn.

Há apenas pouco mais de uma semana, foi uma das atrações do Pitchfork Festival, em Chicago. Confira um pouco abaixo:

* De novo, o show de Kilo Kish no MIS é gratuito. Convites precisarão ser retirados. Mais informações do show e de toda essa quinta edição do Music Video Festival você encontra aqui.

** O m-v-f, além de Kilo Kish, terá uma palestra do diretor espanhol AG Rojas, que já esteve no festival paulistano em 2013, ganhou um dos prêmios e vai falar sobre sua obra, que inclui direção de vídeo dos White Stripes (“Sixteen Saltines”) e trabalhos para Leonard Cohen, Spiritualized, Run the Jewels, entre outros. Rojas também colaborou recentemente com Kamasi Washington para uma instalação que compôs a Bienal do Whitney Museum, de NY.

A parte brasileira do festival será intensa: terá shows da “misteriosa” A Band Called Love e do Marrakesh, entre outros. Da lista dos “talks”, Kafé, Iza, Rico Dalasam, Black Alien e Marcelo D2 falam no m-v-f. Vários deles aproveitam para lançar vídeos novos no festival.

Será possível ainda possível ver, através de equipamentos de realidade virtual, os vídeos “Family” (Björk), “Apex” (Arjan Van Meerten), “Reminder” (Moderat), “Saturnz Barz” (Gorillaz), “Old Friend” (Future Islands) e “Chocolate” (Giraffe).

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CENA – Pra lá de Curitiba. Banda Marrakesh vai a Barcelona levando seu hipindie hopsicodélico. Entende?

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* Uma das bandas indies mais comentadas dos últimos meses, isso porque nem o primeiro disco lançou ainda, a banda curitibana Marrakesh já mostra mudanças profundas em sua sonoridade, botando seu indie-psicodélico a caminho de umas experimentações que pendem ao hip hop/R&B/eletrônico, numa mistura bizarra que lembra um encontro feliz de Frank Ocean/Kanye West/James Blake, tipo.

Às portas de partir para a Espanha com dois shows garantidos dentro da programação do importante festival Primavera Sound, que acontece a partir do final de maio, e isso porque nem o primeiro disco lançou ainda (parte 2), a intenção do Marrakesh é exatamente essa: mostrar o som que a banda adotou logo em sua estreia em palcos internacionais.

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“Hoje compomos nossas músicas com uma noção de tempo bem diferente e o fato de adicionarmos elementos mais sintéticos abriu nosso leque de possibilidades sonoras. Assumimos posturas e musicalidades que não identificávamos como parte da nossa personalidade e isso está nos fortalecendo. Estamos ouvindo mais hip hop do que rock”, revelou Lucas Cavallin, 20, vocalista e guitarrista. O Marrakesh é um quinteto cujo mais velho integrante, o baterista Matheus Castella, tem 25 anos.

“Em nosso novo set lançamos sete canções inéditas superinclinadas para distorções eletrônicas, como os samples dos sintetizadores e o pitch corrector nas vozes”, explica Bruno Tubino, 21, vocalista e guitarrista.

O Marrakesh surgiu em 2014, mas criou asas a partir do ano passado, quando lançou seu primeiro EP, o neo-psicodélico “Vassiliki”, com ligação direta com o bacana selo gaúcho Honey Bomb Records, mas de Caxias do Sul, veja bem. Agora, e para lançar seu esperado disco de estreia, já dentro de sua “transição criativa”, o quinteto curitibano se encontra devidamente alojado no cast da brava Balaclava Records, de São Paulo, que vai levar a banda a tiracolo ao Primavera Sound como boas-vindas à nova casa.

A estreia do “novo” Marrakesh acontece ao vivo neste final de semana em Curitiba, quando os meninos tocam em evento com as bandas Winter (da Califórnia) e Raça (de São Paulo).

Mas já dá para ver a pegada nova do quinteto aqui embaixo, em session exclusiva gravada em Curitiba em parceria com a U+Mag Sound Project, ex-revista reativada, que se pretende agora um showcase de consultoria criativa para talentos emergentes da cena alternativa brasileira.

O Marrakesh é Lucas Cavallin, Bruno Tubino, Matheus Castella, Thomas Berti (vocal, guitarra e synth) e Nicholas Novak, baixo.

Nesse novo direcionamento, a banda mostra, ao vivo, as novas músicas “All U Need” e “BAE”, já na pegada sonora que o Marrakesh pretende levar ao Primavera Sound e nortear seu álbum de estreia, a sair em algum momento deste ano via Balaclava.

** A foto do vocalista Bruno Tubino, que ilustra a chamada deste post na home da Popload, é de Pedro Ferreira.

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Domingão do agito: Holger na Bud, Molodoys no Mancha, Mos Def no Joia

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* Quem vai onde? O domingo tem bloquinhos, futebol, espera pelo chatão Grammy, primeiro episódio da nova temporada de “Girls”, exposição literária no Mirante e… shows.

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* Se tudo der certo, às 20h, o famoso e infamous rapper e ator americano Mos Def, que hoje atende pelo nome Yasiin Bey, faz FINALMENTE seu “último show” no Cine Joia, na Liberdade, apresentação que originalmente era sexta-passada e/ou do ano passado. Os ingressos estão esgotados, mas na porta pode aparecer algo se as pessoas que optaram por devolver entradas da sexta-feira não aparecerem. Um dos melhores rappers da história, ele não só está mesmo no Brasil (foto na home tirada no aeroporto do Rio, ontem) como parece, pelos relatos, que fez um show espetacular neste sábado no Rio de Janeiro (imagem acima), cantando hits, fazendo freestyle e até sambou. Infos gerais aqui.

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* Nesta batalha dos eventos de cerveja que inundam de cevada o calendário paulistano, o Budweiser Basement, na Barra Funda, apresenta hoje, desde agora 16h até 23h, os shows da sempre boa banda local e já veterana Holger (imagem acima) e da curitibana Marrakesh, da turma psicodélica da Honey Bomb Records, do Sul. Caxias do Sul. A curadoria do rolê é da galera multiações do MECA, em parceria com a Balaclava Records. Só gente boa no palco e fora dele. Tem exposição de fotos, um minimercado de produtos ligados ao MECA, maquiadoras para embelezamento de ocasião, tattoos e barbearia. Nomes em lista. Infos aqui.

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* Na reabertura da Casa do Mancha depois das férias, em evento que começa às 17h e acaba 22h, três bandas de SP dão a largada ao 2017 da Casinha. A psicodelia brasileira do quarteto Molodoys (foto), algo entre o tropical e o caos, com a voz mais maldita da CENA, é uma das atrações, da programação que ainda vai ter o afrobeat funkeado do rock experimental do Monstro Extraordinário e a jazzy Saruê. A entrada custa 20 golpinhos. E as info necessárias estão bem aqui.

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