Em Massive Attack:

Paul lança os dados na cena musical e chama uma galera para reimaginá-lo

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* Para quem tem acompanhado as redes sociais de alguns artistas, provavelmente viu uma turma boa da música postando um videozinho com dados coloridos.

O mistério acabou hoje à tarde, quando essa mesma galera revelou que se tratava de um álbum de covers do disco mais recente de Sir Paul McCartney, “III”, lançado no final do ano passado, perto do Natal. Que, para quem não lembra, tinha uns dados na capa. Dã.

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O ex-beatle anunciou o lançamento de um álbum com covers, remixes e, explicando melhor, reinterpretações do seu disco de 2020, que se chamará “McCartney III Imagined”. E os escolhidos para participar deste projeto formam um baita de um time de peso! Phoebe Bridgers, St. Vincent, Blood Orange, Beck, Anderson .Paak, Damon Albarn, Josh Homme, Khruangbin, Robert “3D” Del Naja (Massive Attack), Ed O’Brien (Radiohead), Idris Elba e Dominic Fike. Affe.

Aliás, o esperto Fike protagoniza o primeiro single do disco, revelado hoje, com vídeo. O disco mesmo está previsto para sair dia 16 de abril, mas já temos, então, um gostinho do que está por vir.

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* O setlist de “McCartney III Imagined”

1. Find My Way (Beck)
2. The Kiss of Venus (Dominic Fike)
3. Pretty Boys (feat. Khruangbin)
4. Women and Wives (St. Vincent Remix)
5. Deep Down (Blood Orange Remix)
6. Seize The Day (feat. Phoebe Bridgers)
7. Slidin’ (EOB Remix)
8. Long Tailed Winter Bird (Damon Albarn Remix)
9. Lavatory Lil (Josh Homme)
10. When Winter Comes (Anderson .Paak Remix)
11. Deep Deep Feeling (3D RDN Remix)
12. Long Tailed Winter Bird (Idris Elba Remix)*
* Faixa exclusiva para o lançamento do disco físico

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VAI TER SHOW. Primavera Sound fecha seu pôster, confirma Arthur Verocai, divide as atrações por dia e começa a vender “day ticket” na quinta

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* Tudo bem que é só em 2021, e até lá tudo pode acontecer, mas já estávamos pensando que nunca mais íamos ter show ao vivo, daqueles com pessoas assistindo na frente do palco, com uma cerveja na mão, querendo que a banda que está tocando veja que a gente está usando a camiseta dela. Essas coisas.

Um dos festivais mais importantes para a música independente e certamente para o “novo normal”(ai…), o gigantesco evento espanhol Primavera Sound finalizou (finalizou mesmo?) sua enorme escalação para sua próxima edição. Dividiu os artistas por dia. E começa a vender esses ingressos/dia nesta quinta-feira agora.

Em 2021, o festival de Barcelona vai acontecer dos dias 2 a 6 de junho e veio confirmando em três etapas sua comemorada lista de atrações, nas últimas semanas. Está no pôster os seguintes nomes, para citar alguns: Pavement, Iggy Pop, Gorillaz, Tame Impala, Strokes, Massive Attack, Fontaines DC, Idles, Bauhaus, Dinosaur Jr., Tyler the Creator, Charlie XCX, Black Midi, Disclosure, Jamie XX, The National, Jesus & Mary Chain, King Krule, Metronomy.

No pôster, aparentemente definitivo, já está a divisão das atrações por dia. O festival abre pequeno numa quarta-feira, com Jesus & Mary Chain e Metronomy fazendo as honras. Depois, nos dias seguintes, vem o vendaval de bandas até o domingo acabar o PS 2021 num brunch na praia com Disclosure e Nina Kraviz fazendo DJ set.

O festival de Barcelona, uma tradição incidental na parte que nos toca, é largamente frequentado por brasileiros. A pergunta, que já foi feita aqui na Popload, volta ainda mais forte: por conta da péssima conduta oficial no trato sério da pandemia, brasileiro vai poder frequentar festivais na gringa ou, numa maior amplitude, ser ao menos permitido entrar em outros países? A ver.

Pelo menos temos certeza que dois vão, com suas equipes: a musa drag pop Pabllo Vittar e o veterano maestro jazzy Arthur Verocai. Dos dois brazucas, Verocai foi o último a entrar na leva de confirmações, divulgada hoje. Tanto Vittar quanto o maestro cool de jazz samba estavam escalados para o Primavera Sound 2020, que teria acontecido neste final de semana que passou se não fosse o coronavírus.

Confira o line-up do Primavera Sound abaixo. No site do festival tem mais informações e detalhes sobre os ingressos, que seguem sendo vendidos, mas a partir desta quinta contando também com as entradas por dia. O “full ticket” já está sendo vendido desde a semana passada. por 165 euros, quase R$ 1.000. Na quinta, sobe para 195 euros.

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Fontaines DC vs. Pabllo Vittar. Tem até um Pavement ali. Vazou o estupendo line-up do Primavera Sound, de Barcelona

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* Horas antes de ser divulgado oficialmente, por motivos de “descuido” do Pavement, saiu a escalação aguardadíssima do segundo principal festival indie do mundo, o enorme Primavera Sound, em Barcelona.

O “versus” do título, sobre o grupo punk irlandês Fontaines DC e a musa pop brasileira Pabllo Vittar, é só um sugestionado efeito absurdo, uma vez que os dois têm posições bem próximas nas linhas de escalação e podem estar no mesmo horário, na sexta dia 5 de junho. O Primavera Sound vai acontecer na Espanha entre os dias 3 e 7 de junho.

A grande volta do grupo americano herói do indie Pavement, só para o Primavera espanhol e português, é um dos grandes atrativos do festival, dos muitos. A banda de Stephen Malkmus divide o holofote principal com especialíssimo Massive Attack no dia de abertura “para valer” do Primavera Sound 2020, a quinta dia 4.

Nos outros dias temos no topo: Strokes e Lana Del Rey na sexta 5; Tyler the Creator, Bad Bunny, Disclosure, Bauhaus e Iggy Pop no sábado 6.

Vai ter a algazarra dance punk do Teto Preto e o veterano maestro cool de jazz samba Arthur Verocai no line-up, também representando o Brasil. E uma espécie de melhores momentos de atração do nosso Lolla BR está embutida na programação do Primavera Sound.

Metronomy tocando fora da programação oficial pela cidade. Jesus & Mary Chain tocando o álum “Darklands”. Mavis Staples e Black Midi. King Krule tocando o álbum novo. Floating Points, Fatima Yamaha e Honey Dijon representando a eletrônica massa.

É tanto nome para dissecar que ainda vai levar um tempo nosso debruçado nesse line-up. Vamos voltar a ele certeza. Mas pode você ir fazendo esse serviço aí que beleza, também.

Confira o pôster “grosso” e o diário do Primavera Sound 2020. Vamos, será?

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Mad e cool: festival em Madrid promove primeiro show do Tame Impala em 2018 e tem tretinha entre Massive Attack e Franz Ferdinand

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Foto: Inma Flores

Palco do Massive Attack. Vazio, claro. Foto: Inma Flores

Um dos eventos que tem crescido cada vez mais no circuito dos festivais de verão na Europa, o Mad Cool de Madrid, considerado o melhor line-up de festival de verão do ano (claro, tem o Popload Festival, que não se enquadra nesta categoria. Hehe) reservou alguns momentos significantes no fim de semana que passou. Vamos por partes.

Na quinta-feira, o Mad Cool foi palco do primeiro show do Tame Impala em 2018. A banda de Kevin Parker fez um dos melhores shows do festival, diz a imprensa espanhola. O palcão com telões incríveis ajudou na pegada lisérgica, tipo nessa “Let It Happen”. Junto, tem um vídeo com um compacto de 40 minutos feito por um fã na grade.

* No entanto, o maior bafafá do evento aconteceu na sexta, quando o Massive Attack se recusou a fazer seu show por causa do barulho que o Franz Ferdinand estava fazendo em outro palco. Eles justificaram para a organização que “o som do palco do Franz Ferdinand poderia incomodá-los durante o show”.

A produção do Mad Cool, em comunicado, informou que tentou resolver o problema de todas as formas, inclusive atrasando outros shows antes do Massive Attack para que a banda subisse ao palco em um horário que o show do FF tivesse terminado. Mas, “por decisão unilateral da banda”, não rolou.

No Twitter, Alex Kapranos chegou a responder com um emoji o comunicado emitido pelo Mad Cool, que foi posteriormente apagado.

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Noruega. Øya Festival consagra Massive Attack e o… Skepta

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* Popload em Oslo. A cidade-modelo, capital-beta, a terra da maior qualidade de vida da Europa, a das esculturas bem lokas.

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* A gente fala que São Paulo às vezes tem as quatro estações no mesmo dia, mas ninguém leva isso tão a sério e a extremos como Oslo, do pouco que eu pude sentir aqui. E só com duas estações: a mais quente e a mais fria. O verãozão em Oslo, entre 12 e 15 graus, ontem reservou dia de um sol lindo. Exposto a ele, a temperatura ia a uns, sei lá, 22. Quando rolava a sombra, alguma nuvem o tampava, caia para uns 8.

* E quando o melhor show do primeiro dia do Øya Festival, o do parque em sim, quatro palcos e uma tenda eletrônica cheia de atrações europeias e americanas, foi o do rapper britânico Skepta? Olha o que o grime está aprontando na cena… Nem se fala nos Estados Unidos, se misturando com a cena hip hop local. Graças ao Zane Lowe, a Beats 1, à Apple Music. Mas isso é um assunto para depois.

* Claro, teve o magistral Massive Attack, num concerto triunfal, diversificado, bonito de ver. E com o resgate daquilo que mais deu fama ao trip hop roots do grupo inglês: a atmosfera criada ao vivo. Se você penetrá-la, é showzão. Mas o que eu digo sobre o Skepta é o que eu mais gosto em uma apresentação: a troca de energia com o público. Essa foi brutal. Aquele exército de loiras novinhas se matando ao som do Skepta. Foi impressionante.

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* E essa Christine & The Queens, acima, francesa bombator com deliciosas canções pop e um show no limiar do cafona, com muitas covers e dancinhas, mas que ela não só não deixa a coisa descambar como se transforma numa figura magnética no palco. Gostava dela antes. Gosto mais agora depois de vê-la ao vivo.

Abaixo, mais algumas fotos e vídeos ainda do primeiro dia do Øya Festival no parque, na quarta-feira. Fico devendo o mesmo sobre os shows de ontem:

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Anthony Gonzalez na fase capuz do comecinho do show às vezes ótimo, às vezes sonolento do M83 no Øya Festival

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O frenético artista grime britânico Skepta, em seu show no menor e mais vibrante palco do festival norueguês

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** A Popload está em Oslo, Noruega, a convite do Øya Festival.

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