Em matt helders:

Choose life, choose a job. Iggy Pop histórico no Jools Holland

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* Corrija-me se eu estiver errado, mas a abertura do filme “Traisnpotting”, de 1996, é uma das melhores da história do cinema. “Choose life. Choose a job. Choose a career. Choose a family. Choose a fucking big television, Choose washing machines, cars, compact disc players”, nas palavras escritas de Irvine Welsh, com a espetacular trilha sonora de “Lust for Life”, hino punk de 1977 de Iggy Pop fase Berlim com a ajuda de David Bowie.
É muita história junta.

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Daí ontem à noite, no aniversário de Josh Queens Homme, lá estava Iggy Pop no incrível programa do Jools Holland tocando Lust for Life com sua “nova banda”. Que, resumidamente, tem Iggy Pop de terno mas sem camisa, Homme dançando cool com sua guitarra e o moleque Matt Helders, do Arctic Monkeys, concentradíssimo na bateria. É de arrepiar ver as estripolias desmedidas de Iggy Pop pelo palco na longa e deliciosa introdução da música, quando, no segundo antes que ele vai começar a cantar, Homme vem ao microfone e anuncia: “Ladies and gentlemen… Mr. Iggy Pop”.

“Lust for Life” tem sido usada para abrir os shows atuais de Iggy Pop com sua banda mágica, que ainda inclui Dean Fertita, Matt Sweeney e Troy Van Leeuwen. Mas essa formação, da turnê do álbum “Post Pop Depression”, faz uma etapa europeia agora e depois acaba forever. Iggy já vem com sua “banda normal” para a América do Sul (menos Brasil, hehe) no segundo semestre.

Ainda no Jools Holland, a galera do Iggy apresentou a incrível “Sunday”, do disco novo, que foi bem assim:

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Iggy Pop em Los Angeles. I wanna be your band

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* Pense sob a perspectiva do baterista Matt Helders, cuja função principal na vida é ser baterista do grupo inglês Arctic Monkeys, o que não é pouca coisa na música de hoje, mas na noite de quinta-feira se encontrava em outra lugar, em outra tarefa.

Estamos, eu e Matt, no suntuoso Greek Theatre, em Los Angeles. No meu caso, para o último para o último show desta série californiana para a Ilustrada, que começou há duas semanas em San Francisco exatamente com o parceiro dele no Arctic Monkeys: Alex Turner e seu projeto paralelo The Last Shadow Puppets.

No caso de Helders, para o último show nos EUA de sua nova aventura fora de sua “zona de conforto” britânica, no caso tocando como baterista do novo show da lenda viva Iggy Pop.
De onde está sentado, com baquetas na mão, ele vê a sua frente um dos mais importantes guitarristas dos últimos anos, Josh Homme, do grupo americano Queens of the Stone Age.

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Mais à frente ainda, ou ao lado, ou atrás, ou no meio do público, ou correndo, ou sentando, ou arriscando um mergulho na plateia, ou cuspindo, ou fazendo mil usos da palavra “fuck”, está o velho Iggy Pop, um dos mais importantes frontmen desde sempre, empolgadíssimo em executar ao vivo as músicas de seu novo disco, o elogiado “Post Pop Depression”, recém-lançado.

O álbum, seu 17º oficial da carreira e construído em parceria com Josh Homme, chegou às lojas em março junto com o show e sua premissa, “Uma noite apenas, uma vez apenas”. Anteontem, em Los Angeles, foi o derradeiro dessa turnê singular americana por 15 cidades selecionadas. Agora em maio acontecerão sete concertos na Europa e depois o veterano roqueiro encerra a parceria. Nunca mais essa banda.

O supergrupo ainda conta ainda com o multiinstrumentista Dean Fertita (Queens of the Stone Age, The Dead Weather, Raconteurs), entre outros, mas é o senhor Iggy Pop o “dono” da coisa toda, mesmo.

Como uma aula de rock velho, rock atual e referências, ele amarra ao vivo três gerações do rock e todas as músicas do novo álbum (com exceção de uma) e alguns de seus principais clássicos. De repente Matt Helders, que até uns dez anos atrás alegava não saber tocar, se vê então espancando a bateria em canções como “Lust for Life”, “The Passenger”, “Nightclubbing” e “China Girl”, essas duas últimas feitas por Iggy em parceria com David Bowie na Berlim dos anos 70.

A noite está bem fria no aberto Greek Theatre, uma arena aberta dentro do gigante Griffith Park, e a banda toda entra arrumadinha, com uniforme, para tocar por duas horas para as quase 6 mil pessoas que lotam o lugar.

Depois de dois clássicos iniciais, Iggy Pop já está com seu não-uniforme. O resto do show faz sem camisa, às vezes mostrando a cueca, chamando as pessoas “pobres” (a dos ingressos mais baratos) para virem à frente no meio dos ricos (os que pagaram muito para ficar na frente do palco). “Preciso de umas pesssoas ‘reais’ e ‘vivas’ aqui na minha frente, para esse show funcionar.” Iggy Pop sendo Iggy Pop.

Matt Helders tem 29 anos. Iggy Pop, 69. A diferença dá a idade do punk, que para os ingleses completa 40 anos neste ano, mas Iggy já havia começado essa revolução alguns anos antes, nos EUA. Para Helders, o “do it yourself” (faça você mesmo) virou “do it with him” (faça com ele). E a história, pelo menos para ele e por um período determinado que seja, se fez mais uma vez.

* As fotos de Iggy Pop que enfeitam este post e a home são do “LA Weekly”, de autoria de Levan TK.

* A Popload está na Califórnia a convite do VisitCalifornia.

Mais Iggy Pop + Josh Homme + Matt Helders ao vivo na TV: “Break into Your Heart”

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* Surgiu ontem, via programa do ultimmente onipresente Stephen Colbert, mais uma faixa inédita da maior superbanda formada recentemente, que consiste na reunião do titã Iggy Pop e do deus Josh Homme, com um arcticmonkinho no meio. “Break into Your Heart” vai estar no álbum “Post Pop Depression”, um dos discos mais comentados deste curto ano, que estará disponível aos mortais a partir de março, dia 18.

Do álbum, já foi revelada a canção “Gardenia”, durante o programa de cinco dias atrás. Mas Colbert guardou uma performance exclusiva para a internet, revelada no feriado paulistano.

“Break into Your Heart” começa em solo vocal do poploader Iggy Pop, mas ganha um pequeno “duelo vocal” com Homme chegando junto a partir do meio da música. Com o “violento” baterista do Arctic Monkeys, Matthew Helders contido, quase um “baterista normal”. “Segura a onda aí, rapá”, deve ter dito o vovô Iggy para ele.

Incrível como a voz de Iggy Pop ainda causa estragos ao pop, principalmente quando dela vem coisas como “I’m going to break into your heart/ I’m going to crawl under your skin/ I’m going to break into your heart and follow/ Until I get under your skin/ And the wall comes tumbling down/ And you finally let me in/ I break into your heart.

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Banda dos sonhos? Veja Iggy Pop e Josh Homme cantando “Gardenia”

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* A notícia balançou o rock nas últimas horas. Nesta era algo ainda depressiva e doravante chamada “Pós-David Bowie”, dois grandes cavalheiros do rock, mister Iggy Pop e mister Josh Homme, lançam um álbum colaborativo em março chamado “Post Pop Depression”. O cantor dos Stooges e o cantor e guitarrista do Queens of the Stone Age não estão sozinhos. Este encontro de notáveis da música é na real um quarteto que tem ainda Dean Fertita e Matt Helders, o primeiro um multiinstrumentista muito associado ao próprio Queens of the Stone Age e às bandas de Jack White, como Dead Weather e Raconteurs, o segundo apenas o excelente baterista do excelente Arctic Monkeys. É muita geração envolvida.

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A primeira música mostrada desta superbanda é a linda “Gardenia”, canção que é a cara das baladas rock de Iggy Pop e que foi mostrada ao vivo ontem à noite com exclusividade no “Late Show with Stephen Colbert”, na TV americana.

A voz de Josh Homme aparece bem no backing vocal. No disco, o nome de Iggy Pop tem destaque perante os outros, perante Josh. Tanto que Colbert apresentou o grupo como “a banda de Iggy Pop”.

A versão de estúdio de “Gardenia”, já disponível no iTunes, é mais lenta que a mostrada na TV. Iggy Pop, o amigão da Popload, botou ela em seu canal do Youtube.

“Post Pop Depression” será lançado dia 18 de março. Este é o tracklist do álbum:

Break Into Your Heart
Gardenia
In The Lobby
Sunday
Vulture
German Days
Chocolate Drops
Paraguay

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Desculpa aí. Outra session matadora do Arctic Monkeys em rádio de Ohio

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* Não posso fazer nada…

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* Lá vem a gente com o Arctic Monkeys de novo em session, desta vez para uma rádio de Columbus, Ohio. A boa e independente 102.5, a “alternative radio”. Mais de 23 minutos, quatro músicas, bom papo com o vocalista e guitarrista Alex Turner e o baterista Matt Helders, que costumeiramente encorporam o formato “Arctic Monkeys acústico”. Alex uma hora se mostrou disperso na entrevista. Justificou que estava pensando em “True Detective”, a série.

Para a 102.5, que tem o programa Big Room para receber bandas ao vivo, o Arctic Monkeys desempenhou “I Wanna Be Yours”, “Why’d You Only Call Me When You’re High?”, a lindaça e rara em sessions “Snap Out of It” e “Do I Wanna Know”. Todas do incrível “AM”, o quinto disco deles lançado em setembro do ano passado. A session de Ohio foi gravada 11 de fevereiro, mas subiram ao ar ontem na internet.

Em fevereiro, o Arctic Monkeys estava finalizando uma gigante turnê norte-americana que começou no Canadá no primeiro dia de dezembro. A banda dá um descanso para shows até maio, quando encaram um giro australiano (com Nova Zelândia inclusa).

Era para eles virem ao Brasil em abril, tocar no Lollapalooza Brasil como um dos headliners. Mas cozinharam o festival até o último momento e desistiram, recusando uma fábula $.$$$.$$$,$$ para vir se apresentar de novo no país. Preferem vir em 2015, dizem. Ou, provavelmente, se oferecerem $.$$$.$$$,$$ + alguns $$$$.

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