Em mc hariel:

Top 50 da CENA – Difícil o Terno Rei não pegar o primeiro nesta semana. A lambida certeira do Bala Desejo chega ao segundo lugar. Brvnks cava um terceirão merecido

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* Difícil não é só o nome da nova música do Terno Rei. Difícil é pensar em uma ordem quando a semana tem lançamentos tão bons. Que forçam a gente a lembrar que a grande sacada do Top 50 é não focar na ordem e sim na qualidade que está por todas as 50 músicas da vez. Sempre de olho em dar o panorama da CENA como um todo, no aqui e agora. Vamos para a viagem desta semana? Faz que nem a Bala Desejo e diz que SIM.

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1 – Terno Rei – “Difícil” (Estreia)
Terno Rei brinca bonito com a tendência (que sempre está voltando e a gente nem sabe mais quando deixou de rolar) de um synth pop bem oitentista em seu novo single, mais um que adianta o próximo álbum da banda. Se “Dias da Juventude” recuperava algo de anos 90, aqui eles foram mais longe. A música também tem um papo que rascunha uma ideia sobre perdas que vem com a maturidade, aquela distância que surge entre bons amigos e ninguém sabe explicar a razão. Difícil, né? Mas, pelo menos musicalmente, ficou bem resolvido.

2 – Bala Desejo – “Lambe Lambe” (Estreia)
Já escrevemos que há algo de nostálgico e novo ao mesmo tempo no som da banda Bala Desejo, formado por jovens conhecidos da cena do Rio de Janeiro – Dora Morelenbaum, Julia Mestre, Lucas Nunes e Zé Ibarra. Também já escrevemos que há um RJ que comporta passado e futuro aqui. Na segunda parte, ou no lado B, do seu primeiro trabalho, “SIM SIM SIM”, a turma investe em climas mais intimistas. Como eles mesmo descreveram, se a parte A era para fora, a B é para dentro. O que se mantém é o bom clima das músicas, uma falta de pressa em resolver as ideias que faz muito bem em tempos tão apressados.

3 – brvnks – “holy motors” (Estreia)
Quem tava com saudade da cantora e guitarrista brvnks escrevendo em inglês pode resolver isso com esse novo single de forte clima oitentista que ela soltou. A espertíssima “holy motors” é mais um passinho na mudança musical que Bruna Guimarães vem propondo e mais um passinho em direção ao seu segundo álbum. Aguardamos ansiosamente.

4 – Urias – “Foi Mal” (Estreia)
Nestes dias a gente viu de perto o fenômeno Urias no palco do Cine Joia. Uau. Vem muito sucesso por aí. A mina arrasa. Vozeirão, músicas legais, presença. Com “Fúria”, seu primeiro álbum, ela já conquistou um feito e tanto: a mineira é a primeira mulher trans e negra a atingir o topo da parada de álbuns do iTunes. Olho nela.

5 – Vandal – “TIROH IH KEDAH” (1)
Vandal, rapper de Salvador, chega reivindicando seus méritos e conquistas ainda ignoradas por uma turma. No EP “PUXUTRIUH”, de cara ele manda: “Primeiro trap de verdade no Brasil, primeiro grime de verdade no Brasil, primeiro drill de verdade no Brasil”. Vandal dispensa muitas elaborações, porque sua explicação sobre seu som é a explicação que vale: música que está à frente, música não aceita, indigesta, de verdade, sem maquiagem, música para sonhador. Quem ainda ignora a produção do Vandal tá de vacilo.

6 – China – “Carnaval Infinito” (Estreia)
China sacou tudo. Só o Estado Permanente de Carnaval pode libertar nosso país das trevas que consomem sua energia desde a invasão destas terras. Em outras palavras, se há uma revolução necessária no país, ela se dá em seus próprios termos. Daí que casa muito seu EP puxar a vingança pelo Carnaval – e mesmo a proposta irresistível de fazer um Carnaval infinito quando encontrar a pessoa certa. Essa é uma resposta para muitas perguntas.

7 – Walfredo em Busca da Simbiose – “Traumas de Estimação” (2)
Walfredo em Busca da Simbiose apresentou seu segundo single em poucos dias. Será que vem álbum novo por aí? Tudo indica que sim, mas o próprio quase que se esqueceu de divulgar a chegada do single no Instagram, então, imagina anunciar que vem disco hahaha… A estreia do projeto foi em 2019, com “Maiúsculas Cósmicas”. Neste single, o som é cósmico, mas a viagem é interna. Nas palavras de Lou Alvez, cabeça da banda de um homem só, se trata de uma música sobre a importância de sentir. Lou acredita que aí está o segredo para desvendar mistérios mais complexos. “Dançar com minha sombra, e encarar meus traumas de frente, me liberta”, ele escreve.

8 – Mc Hariel – “Pirâmide Social” (3)
MC Hariel, um dos grandes expoentes do funk consciente, está em alta. Lançou seu DVD ao vivo de inéditas no começo do ano, apareceu na propaganda de uma plataforma de streaming do Paulistão, sentou para trocar uma ideia de visão com o Chavoso da USP e agora chega junto com uma fina Spotify Sessions para o som “Pirâmide Social”. Quem ainda não se aventurou pelo funk consciente vale fazer uma visita ao gênero que reconecta funk e rap, sons irmãos que em algum momento andaram distantes e resolveram se reaproximar.

9 – Gloria Groove – “BONEKINHA” (4)
Algumas novidades deste “Lady Leste”, mais recente álbum da Gloria Groove, são bem interessantes: a abertura com participação de MC Hariel, que está aí no nosso terceiro lugar, e a faixa “VERMELHO”, são bons destaques – “VERMELHO” tem cara que pode tocar muito fácil em muita festa por aí. Mas o gostoso do disco é ir reconhecendo os hits que vieram de singles: é difícil para as novas competir com a força de “BONEKINHA”, onde Gloria coloca um riff de guitarra praticamente do Arctic Monkeys (da fase “AM”) dentro de um funk. Olha o rock aí!

10 – Do Amor – “A Morte do Amor” (5)
A cena alternativa carioca anda forte nos últimos anos. Repleta de novidades, é interessante ver a posição da “velha” banda Do Amor neste momento. O grupo tem idade para ser parte influência da turma e ao mesmo tempo participar ativamente da cena, enquanto banda mesmo e nas colaborações de seus integrantes por aí. Ricardo Dias Gomes, Marcelo Callado, Gustavo Benjão e Gabriel Mayall, o Bubu, dão aqui a segunda pista do disco novo, que sai em breve pela Balaclava. Feita em esquema de home-office, a letra carregada “tenta exprimir um sentimento triste, de finitude de um grande amor, uma espécie de luto, onde apesar de ninguém ter morrido no sentido material da existência, tem-se uma sensação de que nada mais importa ao redor”, escreveu Callado.

11 – Francisco, el Hombre e Sebastianismos – “Um Dia por Vez” (6)
12 – Gabriel Ventura – “O Teste” (7)
13 – Baco Exu do Blues – “Lágrimas” (9)
14 – Autoramas – “Nóias Normais” (10)
15 – Tuyo – Pra Curar (versão “Fragmentos 2”) (11)
16 – Anitta – “Boys Don’t Cry” (12)
17 – Chico Science e Nação Zumbi – “Maracatu Atômico” (13)
18 – Larissa Luz/Rabo De Galo e Ubunto – “Lá Vem os Homens” (14)
19 – Fernando Catatau – “Nada Acontece” (16)
20 – Gab Ferreira – “pieces” (17)
21 – Assucena – “Parti do Alto” (18)
22 – N.I.N.A. – “Stephen King (Jotaerre Remix)” (19)
23 – FBC – “De Kenner” (20)
24 – Pitty, Jup do Bairro e Badsista – “Busca Implacável” (21)
25 – Sargaço Nightclub – “A Dança do Caos” (22)
26 – Luneta Mágica – “Águas Poluídas” (23)
27 – Nara Leão – “Opinião” (24)
28 – Juçara Marçal – “Crash” (25)
29 – Don L – “Volta da Vitória/Citação: Us Mano e as Mina (Xis)” (26)
30 – Rico Dalasam – “Expresso Sudamericah” (27)
31 – Jadsa – “Sem Edição” (28)
32 – Alessandra Leão – “Borda da Pele” (29)
33 – LEALL – “Pedro Bala” (30)
34 – César Lacerda – “O Sol Que Tudo Sente” (31)
35 – Caetano Veloso – “Pardo” (32)
36 – Amaro Freitas – “Baquaqua” (33)
37 – Pabllo Vittar – “Não É Papel de Homem” (34)
38 – Coruja BC1 – “Brasil Futurista” (34)
39 – Prettos – “Oyá/Sorriso Negro” (36)
40 – Liniker – “Mel” (37)
41 – Luana Flores – “Lampejo da Encruza” (38)
42 – Valciãn Calixto – “Exu Não É Diabo (Èsù Is Not Satan)” (39)
43 – Bebé – “Sinais Elétricos na Carne” (40)
44 – Edgar – “A Procissão dos Clones” (41)
45 – Rodrigo Amarante – “Maré” (42)
46 – Tasha e Tracie – “Lui Lui” (43)
47 – GIO – “Sangue Negro” (44)
48 – Linn Da Quebrada – “I míssil” (45)
49 – Jonathan Ferr – “Amor” (46)
50 – Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo – “Fora do Meu Quarto” (47)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, a banda paulistana Terno Rei.
*** Este ranking é pensado e editado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Top 50 da CENA – Vandal vandaliza no nosso topo. Walfredo em busca do segundo lugar. MC Hariel completa o pódio

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* Atrasamos por questões técnicas, mas o Top 50 da CENA está no arrrrrrr. E chegou forte nesta semana. Bons singles, bons álbuns e um pouquinho de tudo: tem rap, rock, funk, MPB – Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro. A cena parece que começou a pegar fogo para valer em 2022.

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1 – Vandal – “TIROH IH KEDAH” (Estreia)
Vandal, rapper de Salvador, chega reivindicando seus méritos e conquistas ainda ignoradas por uma turma. No EP “PUXUTRIUH”, de cara ele manda: “Primeiro trap de verdade no Brasil, primeiro grime de verdade no Brasil, primeiro drill de verdade no Brasil”. Vandal dispensa muitas elaborações, porque sua explicação sobre seu som é a explicação que vale: música que está à frente, música não aceita, indigesta, de verdade, sem maquiagem, música para sonhador. Quem ainda ignora a produção do Vandal tá de vacilo.

2 – Walfredo em Busca da Simbiose – “Traumas de Estimação” (Estreia)
Walfredo em Busca da Simbiose apresentou seu segundo single em poucos dias. Será que vem álbum novo por aí? Tudo indica que sim, mas o próprio quase que se esqueceu de divulgar a chegada do single no Instagram, então, imagina anunciar que vem disco hahaha… A estreia do projeto foi em 2019, com “Maiúsculas Cósmicas”. Neste single, o som é cósmico, mas a viagem é interna. Nas palavras de Lou Alvez, cabeça da banda de um homem só, se trata de uma música sobre a importância de sentir. Lou acredita que aí está o segredo para desvendar mistérios mais complexos. “Dançar com minha sombra, e encarar meus traumas de frente, me liberta”, ele escreve.

3 – Mc Hariel – “Pirâmide Social” (Estreia)
MC Hariel, um dos grandes expoentes do funk consciente, está em alta. Lançou seu DVD ao vivo de inéditas no começo do ano, apareceu na propaganda de uma plataforma de streaming do Paulistão, sentou para trocar uma ideia de visão com o Chavoso da USP e agora chega junto com uma fina Spotify Sessions para o som “Pirâmide Social”. Quem ainda não se aventurou pelo funk consciente vale fazer uma visita ao gênero que reconecta funk e rap, sons irmãos que em algum momento andaram distantes e resolveram se reaproximar.

4 – Gloria Groove – “BONEKINHA” (Estreia)
Algumas novidades deste “Lady Leste”, mais recente álbum da Gloria Groove, são bem interessantes: a abertura com participação de MC Hariel, que está aí no nosso terceiro lugar, e a faixa “VERMELHO”, são bons destaques – “VERMELHO” tem cara que pode tocar muito fácil em muita festa por aí. Mas o gostoso do disco é ir reconhecendo os hits que vieram de singles: é difícil para as novas competir com a força de “BONEKINHA”, onde Gloria coloca um riff de guitarra praticamente do Arctic Monkeys (da fase “AM”) dentro de um funk. Olha o rock aí!

5 – Do Amor – “A Morte do Amor” (Estreia)
A cena alternativa carioca anda forte nos últimos anos. Repleta de novidades, é interessante ver a posição da “velha” banda Do Amor neste momento. O grupo tem idade para ser parte influência da turma e ao mesmo tempo participar ativamente da cena, enquanto banda mesmo e nas colaborações de seus integrantes por aí. Ricardo Dias Gomes, Marcelo Callado, Gustavo Benjão e Gabriel Mayall, o Bubu, dão aqui a segunda pista do disco novo, que sai em breve pela Balaclava. Feita em esquema de home-office, a letra carregada “tenta exprimir um sentimento triste, de finitude de um grande amor, uma espécie de luto, onde apesar de ninguém ter morrido no sentido material da existência, tem-se uma sensação de que nada mais importa ao redor”, escreveu Callado.

6 – Francisco, el Hombre e Sebastianismos – “Um Dia por Vez” (Estreia)
Francisco, el Hombre chega de um momento especial. Engajados na luta pela democracia há tempos (pense que é deles uma música chamada “Bolso Nada”, de 2016), a banda vem direto da celebração dos 42 anos do Partido dos Trabalhadores para se jogar em um single que mistura a trajetória da grupo com a de seu baterista/vocalista Sebastianismos. Por isso a música une banda e projeto solo na hora de assinar o som. Faz sentido, já que a letra que parte da experiência pessoal de Sebastianismos acaba por contar o processo que deu na banda. Ele explica melhor: “Esta música abarca um dos momentos mais difíceis da minha vida: a depressão e como em coletivo se construiu a alternativa a isso – correr atrás dos sonhos como forma de superação”.

7 – Gabriel Ventura – “O Teste” (Estreia)
Para sua estreia solo, Gabriel Ventura, ex-Ventre, lançou um single que chama “O Teste” e é quase literalmente um teste. A música passeia por momentos bem diferentes, entre o MPB e um leve indie noise pique Sonic Youth, como que se Ventura tentasse expressar o máximo que pode para ser aprovado em uma fictícia audição – o esbarrão no microfone logo na introdução da música, conversas pela canção e o celular dão a dica. Aprovado, viu, Gabriel?

8 – Bala Desejo – “Baile de Máscaras (Recarnaval)” (1)
Há algo do nostálgico e novo no som da banda Bala Desejo, formado por jovens conhecidos da cena do Rio de Janeiro – Dora Morelenbaum, Julia Mestre, Lucas Nunes e Zé Ibarra. Há um Rio de Janeiro que comporta passado e futuro aqui. Também há algo de necessário neste som, que passa pela afirmação contida no título do disco (“Sim Sim Sim”) até esse desejo pelo Carnaval a fim de devolver “a alegria a quem foi dela sequestrado”. “Dentro do sim, dizer”, escutamos Caetano Veloso recitar na introdução do álbum. Está dito, turma. Arrepiaram.

9 – Baco Exu do Blues – “Lágrimas” (2)
Gal Costa aparece como feat. aqui, mas é uma coisa dos nossos tempos, onde um sample, que muitas vezes ficava escondido, aparece agora como participação especial. Ela canta “Lágrimas Negras”, de Jorge Mautner e Nelson Jacobina. As lágrimas que borram a letra do poeta, como cantou Mano Brown, borram os versos de Baco, que aprendeu a “não ter medo de bater, de apanhar, ser baleado ou atirar”, mas não aprendeu a amar, como cantou Cássia nos versos de Cazuza. Quanta referência!!

10 – Autoramas – “Nóias Normais” (3)
Gabriel Thomaz e cia vêm te tranquilizar logo na abertura do novo álbum do Autoramas, “Autointitulado”. Querer férias da própria cabeça? Brigar com o próprio reflexo? Repetir os mesmos erros? Nóias normais, pô. Tem que se ligar.

11 – Tuyo – Pra Curar (versão “Fragmentos 2”) (4)
12 – Anitta – “Boys Don’t Cry” (5)
13 – Chico Science e Nação Zumbi – “Maracatu Atômico” (6)
14 – Larissa Luz/Rabo De Galo e Ubunto – “Lá Vem os Homens” (7)
15 – Terno Rei – “Dias da Juventude” (8)
16 – Fernando Catatau – “Nada Acontece” (9)
17 – Gab Ferreira – “pieces” (10)
18 – Assucena – “Parti do Alto” (11)
19 – N.I.N.A. – “Stephen King (Jotaerre Remix)” (12)
20 – FBC – “De Kenner” (13)
21 – Pitty, Jup do Bairro e Badsista – “Busca Implacável” (14)
22 – Sargaço Nightclub – “A Dança do Caos” (15)
23 – Luneta Mágica – “Águas Poluídas” (16)
24 – Nara Leão – “Opinião” (17)
25 – Juçara Marçal – “Crash” (18)
26 – Don L – “Volta da Vitória/Citação: Us Mano e as Mina (Xis)” (19)
27 – Rico Dalasam – “Expresso Sudamericah” (20)
28 – Jadsa – “Sem Edição” (21)
29 – Alessandra Leão – “Borda da Pele” (22)
30 – LEALL – “Pedro Bala” (23)
31 – César Lacerda – “O Sol Que Tudo Sente” (40)
32 – Caetano Veloso – “Pardo” (25)
33 – Amaro Freitas – “Baquaqua” (26)
34 – Pabllo Vittar – “Não É Papel de Homem” (27)
35 – Coruja BC1 – “Brasil Futurista” (28)
36 – Prettos – “Oyá/Sorriso Negro” (29)
37 – Liniker – “Mel” (30)
38 – Luana Flores – “Lampejo da Encruza” (31)
39 – Valciãn Calixto – “Exu Não É Diabo (Èsù Is Not Satan)” (32)
40 – Bebé – “Sinais Elétricos na Carne” (33)
41 – Edgar – “A Procissão dos Clones” (34)
42 – Rodrigo Amarante – “Maré” (35)
43 – Tasha e Tracie – “Lui Lui” (36)
44 – GIO – “Sangue Negro” (37)
45 – Linn Da Quebrada – “I míssil” (38)
46 – Jonathan Ferr – “Amor” (39)
47 – Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo – “Fora do Meu Quarto” (40)
48 – MC Carol – “Levanta Mina” (41)
49 – Criolo – “Cleane” (42)
50 – Fresno – “Casa Assombrada” (43)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, .
*** Este ranking é pensado e editado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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TOP 50 da CENA: Edgar toca um funk bem alto e vai para o primeiro lugar. E chama toda a galera do funk. Por exemplo: o Marabu

1 - cenatopo19

* Nosso primeiro lugar ordena: toca um funk bem alto. O segundo lugar respeita e manda uma ideia e tanto: um álbum de funk conceitual brilhante. E estamos comentando só o inicio de mais um Top 50 caprichado. Esta semana, especialmente, com muito rap de várias épocas e lugares. Que lindo isso!

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1 – Edgar – “Também Quero Diversão” (Estreia)
Lá vem o melhor disco do ano que vem. Edgar. “Miga. Cansei de explicar que este país tá uma guerra e não uma festa, que entre um mundo e outro somos um portal…”. Repare. Edgar parece falar de um futuro distópico, uma ficção científica absurda inventada. Mas nada pode ser tão real como seu discurso musical. Cada linha de suas letras é de uma riqueza simples natural e absurda. E um tapa na cara. Na cara de quem tem que ser. “Toco um funk bem altoooo!”
2 – Marabu – “Capítulo 5: Sereno” (Estreia)
Se o assunto é um funk bem alto, solte aí o som do Marabu. Em um gênero que ama os singles, Marabu chega com o excelente “Fundamento”, um álbum conceitual. Um disco que passeia por misturas do funk com outros ritmos durante uma longa noite lá no Jardim Ângela, quebrada de SP. “Sereno”, por exemplo, se aproveita de uma clave de funk que também está nos terreiros. Por isso que um Ogã puxa a batida.
3 – Black Alien – “Chuck Berry” (1)
Ah, a força das rimas de Black Alien. Ou conhece alguém que aproveita mais os sons das palavras que esse homem? “Mais que o covid, foi o que eu vi de covarde.” A construção engenhosa de Gustavo se faz mais uma vez aqui. Um rap sobre o rock. Era só o que nos faltava. Não falta mais. Incrível.
4 – Hot e Oreia – “Domingo/Presença” (2)
Tarsila do Amaral, Alfredo Volpi, Abdias do Nascimento, Leonardo da Vinci, Caetano Veloso, Nelson Ned, “Bacurau”. Tudo solto assim parecem pontos desconexos demais? Então, dá uma olhada no novo vídeo do Hot e Oreia e tudo fará sentido. Daquele jeitão Hot e Oreia de fazer sentido, lógico. Incrível 2.
5 – Sabotage e MC Hariel  – “Monstro Invisível” (Inédita)
Tudo bem que os versos de Sabotagem não são inéditos no som produzido por DJ Kalfani com participação especial de MC Hariel, em mais um passo na reconexão firme do rap com o funk. Vale o resgate e o lembrete do poder imortal do poeta do Canão. Se o mundo segue igual, voltemos ao começo.
6 – Luedji Luna – “Chororô” (4)
Resolvemos mudar de música mas não tirar a cantora baiana do nosso top 10 dentro do Top 50, porque este disco dela… A gente diz aqui, um álbum que fica nos vindo em ondas, como o mar, porque bom mesmo é estar debaixo dessas ondas. “Escolhemos “Choroô” como poderíamos ter pego qualquer outra. Aqui, repare, as coisas mais simples, como esta música, ficam lindas no jeito Luedji de ser. Que rica essa menina.
7 – The Baggios – “Mantrayam” (Estreia)
The Baggios em uma brisa mais psicodélica? Música longa, três partes, mudanças. Curtimos bem, hein. Mais um nome que já entra na categoria “vem álbum novo bom em 2021”.
8 – Emicida e Gilberto Gil – “É Tudo Pra Ontem” (3)
O fã de quadrinhos Emicida replicou a Marvel e mandou uma inédita nos pós-créditos de seu documentário “É Tudo Pra Ontem”, lançado pela Netflix. A faixa é uma reflexão a partir dos tempos de pandemia com Gil lendo um texto presente no livro de Aílton Krenak, “A Vida Não É Útil”, sobre o retorno do Criador à Terra em um passeio um tanto quando frustrante. Não saia antes de o filme acabar. Incrível.
9 – JP – Essa Mulher Vai Acabar com a Minha Vida (Estreia)
Um dos homens que mais sabe tirar um som de guitarra neste país ataca de novo. Alguém já mandou este som para o Lulu Santos? Acho que ele vai curtir. Odair José?
10 – WillsBife, Don L – “Por Minha Conta” (Estreia)
Inédita do Don L. é inédita do Don L. Beat do Nave, é beat do Nave. E a produção do WillsBife é das boas. Vale reparar no álbum completo, que acabou de ganhar uma versão deluxe com todas as instrumentais e inéditas, esta inclusa.
11 – Chuck Hipolitho – “Tem Cheiro de Espírito Adolescente” (5)
12 – Vovô Bebê – “Bolha” (6)
13 – Adriano Cintra – “Grow Apart” (7)
14 – Zé Manoel – “História Antiga” (8)
15 – Luana Flores – “Reza” (9)
16 – Anne Jezini – “Faz Escuro Mas Eu Canto” (10)
17 – Liniker – “Psiu” (11)
18 – Ítallo França – “O Time da Mooca” (12)
19 – Tuyo – “Sonho da Lay” (13)
20 – Aquino e a Orquestra Invisível – “Pra Dois” (14)
21 – Rodrigo Alarcon – “Na Frente” (15)
22 – Khalil – “De Cara Pro Vento” (17)
23 – TARDA – “Ninguém por Enquanto” (18)
24 – Luna França – “Minha Cabeça” (20)
25 – Silva – “Passou Passou” (22)
26 – Carabobina – “Pra Variar” (24)
27 – Mahal Pita – “Oração ao Pretos-moços” (25)
28 – Guilherme Held – “Corpo Nós” (28)
29 – KL Jay – “Território Inimigo” (29)
30 – Ana Frango Elétrico – “Mama Planta Baby” (30)
31 – Marcelo D2 – “4º AS 20h” (31)
32 – Rohmanelli – “Toneaí” (32)
33 – BK – “Movimento” (33)
34 – Vivian Kuczynski – “Pele” (34)
35 – Boogarins – “Cães do Ódio” (35)
36 – Jup do Bairro – “Luta por Mim” (36)
37 – Dexter, Djonga, Coruja BC1, KL Jay, Will – “Voz Ativa” (37)
38 – Mateus Aleluia – “Amarelou” (38)
39 – Valciãn Calixto – “Nunca Fomos Tão Adultos” (39)
40 – Letrux – “Vai Brotar” (40)
41 – Negro Leo – “Tudo Foi Feito pra Gente Lacrar” (41)
42 – Don L – “Kelefeeling” (42)
43 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (43)
44 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (44)
45 – ÀIYÉ – “Pulmão” (45)
46 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (46)
47 – Edgar – “Carro de Boy” (47)
48 – Jhony MC – F.A.B. (48)
49 – Djonga – “Procuro Alguém (16)
50 – Troá! – “Bicho” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** A imagem que ilustra este post é do duo mineiro de rap Hot e Oreia.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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