Em medicine at midnight:

Foo Fighters inaugura os grandes shows “normais” nos EUA e toca “Creep”, do Radiohead, e Bee Gees

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* Olha. Foi grande mesmo, marcante, histórico para a nossa era. Os Foo Fighters se apresentaram ontem à noite no Madison Square Garden, gigantesca arena de Nova York, naquele que foi o primeiro show de porte realizado de maneira “normal”, em sua capacidade total, na “maior arena de shows do mundo” da maior cidade de shows dos EUA, no pós-covid.

Foi, traduzindo em números, o primeiro concerto no MSG em mais de 460 dias sem um eventinho musical desse nível. Cerca de 20 mil pessoas VACINADAS estiveram no evento nova-iorquino horas atrás.

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De tudo de especial que rolou numa noite dessas, destacaremos algumas. O Foo Fighters fez performance de 24 músicas sua, tiradas de seus principais discos e principalmente de seu último álbum, “Medicine at Midnight”, o décimo disco da banda de Dave Grohl, lançado em fevereiro deste ano. Até aqui, ok.

Dessas músicas tocadas, três foram covers.
1. A de sempre “Somebody to Love”, do Queen, quando o baterista Taylor Hawkins assume o microfone e o Dave Grohl vai relembrar seus tempos de Nirvana na bateria.
2. Perto do fim, antes do bis, Dave Grohl iniciou um discurso dizendo tipo “Bem, podemos dizer que somos a banda que estamos reabrindo o fucking Madison Square Garden, certo? Real shit. Então acho que temos o direito de fazer algo especial aqui. Chamaram o figuraça comediante Dave Chappelle ao palco e tocaram “Creep”, do Radiohead, com o cara nos vocais. Chappelle já andou cantando “Creep” do Radiohead em showzinhos pequenos ou durante algum número de seus famosos stand-up. Desta vez cantou no fucking Madison Square Garden.
No dia anterior, no sábado à noite, Chappelle teve seu documentário exibido pela primeira vez em outra casa grande e famosa de Manhattan, mas não arena, a Radio City Music Hall, para um público total (6000 pessoas) e todo vacinado.
3. O Foo Fighters ainda desempenhou uma homenagem ao grupo da dance music Bee Gees, cantando “You Should Be Dancing”, hino de clubes dos anos 70 e grande destaque da trilha do filme “Saturday Night Live”. A cover materializa o anúncio que Dave Grohl fez na semana passada, que em julho, na “parte 2” do Record Store Day, o Foo Fighters se traveste da banda zoeira-tributo Dee Gees e vai lançar um disco especial com um lado A com versões de hits do Bee Gees e um lado B com canções ao vivo do mais recente disco, o “Medicine at Midnight”.

Confira abaixo, então, “Creep”, da parceria louca Foo Fighters/David Chappelle e os Dee Gees mandando “You Should Be Dancing”, ontem à noite no Madison Square Garden.

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* As duas fotos usadas para este post são da Getty Images.

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Foo Fighters e o disco novo “polêmico”. Décimo álbum da banda, “Medicine at Midnight, foi lançado hoje. Gostou?

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* Nada é tão barulhento neste começo de ano como a repercussão do décimo disco da superbanda Foo Fighters, que está sendo lançado hoje. Seja pelas inúmeras aparições em entrevistas e vídeos ao vivo gravados da turma de Dave Grohl para diversos veículos musicais, seja pela dividida na galera que este “Medicine at Midnight”, o disco “X”, o “Let’s Dance” (ref. David Bowie) que David Grohl quis dar na sua superexposta banda.

É bom ou não é bom? Afinal, tirou o FF de um certo limbo criativo que se abateu sobre o grupo nos últimos discos ou nem perto disso? Você ainda, indie amigo, aguenta ver as caras e bocas do maior gente fina do rock Dave Grohl por aí, ainda que considerando que o cara foi, pô, um integrante importante do Nirvana?

Bom, cabe a você julgar. A gente aqui, particularmente, com todas as questões envolvidas, gostou bem de “Medicine at Midnight”. Mas, gosto à parte, não dá para escapar da verdade que o disco, por si só, é um evento. Então vamos a algumas reverberações dele.

– Foo Fighters, quase como não poderia deixar de ser, é a capa lindona da britânica “NME” desta semana, online ou em seus poucos números distribuídos gratuitamente em selecionados lugares pela Inglaterra. Ela traz uma entrevista com ELE em que se destacam algumas frases como “Nossa conexão vai além da música” e “Esta banda é o mais longo fucking relacionamento em que eu me meti na vida”, ambas sobre o amor que o guitarrista-vocalista-baterista sente pelo grupo que formou em Seattle há 25 anos, em meio ao luto mundial pela morte estúpida de Kurt Cobain. Olha a capa da “NME”.

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– A importante e longeva Radio X, que há muitos anos transmite o indie para todo o Reino Unido, botou no ar hoje de manhã uma boa entrevista com Grohl feito pelo conhecido jornalista britânico Chris Moyles, além de duas performances enviadas pela banda com exclusividade trazendo o desempenho ao vivo de dois dos hits de “Medicine at Midnight”. São elas a de “No Son of Mine” e “Shame Shame”. Você pode vê-las aqui, com os 10 minutos de entrevista de Grohl para o Moyles, direto na página da Radio X, porque eles ainda não colocaram o material no Youtube da emissora.

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Com as luzes toda para ela, banda Foo Fighters manda a melhor versão do clássico “My Hero” para rádio inglesa

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* Bom, esta é a semana Foo Fighters, não tem como escapar. Ou foi o mês Foo Fighters. Ou está sendo o ano Foo Fighters, sabemos lá. Tudo por causa do lançamento do décimo disco da banda de Dave Grohl, “Medicine at Midnight”, que sai amanhã às plataformas e lojas. Ou, vamos combinar, “Medicine at Midnight” será lançado hoje midnight.

O disco é bem bom, pelo que a gente já ouviu por aqui, e em se tratando do alto grau de desgaste qualitativo e novidadeiro que um grupo de rock como o FF atinge a certa altura da carreira, levando sempre o grau de exposição a vários níveis a que se submete um ser humano bacana e pirado em música como o cara que um dia sentou na bateria do almighty Nirvana e, quando a bandaça antológica acabou, resolveu montar uma outra, sua, assumindo o protagonismo guitarrístico e vocal que um ato desses exige.

E, por ter essa proximidade e por Dave Grohl ser um cara que quer estar em todo lugar a todo momento com sua música ou com a música dos outros, é que falamos que vivemos uma era Foo Fighters.

E, de tudo o que já publicamos da banda nestes últimos dias que antecedem o lançamento do novo álbum, tem essa passagem de Grohl e companhia pela gigantesca Absolute Radio (tem o app? É demais!!), a estação que transmite para o Reino Unido mas que na internet vira uma rede enorme segmentada, por nichos, estilos e tal.

Passagem virtual, né? Acho que o Foo Fighters alugou todos os estúdios e pequenas casas de shows da Califórnia para gravar material inédito para cada rádio, TV e site em que eles têm aparecido.

Para a Absolute Radio fizeram um pacotão. Deram entrevistas sobre o disco novo, tocara umas canções do disco X e deixaram uma preciosidade clássica FF para “My Hero” que a Absolute Radio subiu em seu canal de Youtube. Olha que maravilha.

E embaixo tem o FF em performance para a nova “Waiting on a War”, do disco novo.

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Foo Fighters vai à TV com a música nova sobre a guerra ao vivo. Veja performance de “Waiting on a War”

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* Apareceu um peso pesado em um dos programas de entrevista do fim de noite da TV americana, que estava apelando aos indies para salvar a parte das atrações musicais. Falamos disso ontem.

O Foo Fighters escolheu o do Jimmy Kimmel para enviar um vídeo da nova música, “Waiting on a War”, gravada ao vivo.

“Waiting on a War” é o terceiro single do disco “Medicine at Midnight”, o décimo álbum do Foo Fighters, que sai dia 5 de fevereiro. A música foi lançada ontem nas plataformas.

A nova canção do FF é uma baladinha típica do Dave Grohl. Com sentimento. Foi feita depois que a filha de 11 anos disse que estava com medo de ter guerra. Enfim. Para tocar em rádio.

Ontem Dave Grohl fez aniversário. 52 anos.

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Foo Fighters, perseguindo o David Bowie, lança terceiro single no dia do aniversário de Dave Grohl. Ouça “Waiting on a War”, que vem com um manifesto

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* Ficamos conhecendo hoje o terceiro single da banda americana Foo Fighters para o disco novo, o décimo, o “X”, chamado “Medicine at Midnight”, que será lançado agora em fevereiro, dia 5. O tal álbum já conhecido como o “Let’s Dance” da turma do Dave Grohl, em alusão ao clima dance pop classe do disco do David Bowie dos anos 80, considerado uma das muitas guinadas na carreira do saudoso astro britânico.

Enfim: depois das boas “Shame Shame” e “Non Son of Mine”, temos agora “Waiting on a War”, uma quase-balada que ganha um crescendo no final que realmente parece que a guerra (ou o medo de) chegou para o Foo Fighters. Está tudo contido nela.

“Waiting on a War” vem com um manifesto de Dave Grohl dedicando a música a sua filha Harper e os medos de guerra provocados pela desesperança política. Que a filha de 11 anos vive agora e que ele viveu lá atrás quando tinha a idade dela. Dave está emotivo. Hoje, dia em que sai esse terceiro single, é seu aniversário de 52 anos (veja abaixo o manifesto, em inglês).

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