Em meg white:

Sdd, Meg! Vem aí a primeira coletânea oficial do fenomenal The White Stripes, com b-sides

>>

Captura de Tela 2020-10-06 às 12.16.15 PM

* Dá até um calorzinho no coração, hahaha. Não resisti, dsclp. Mas é que o guitarrista e empresário e multibandas Jack White anunciou hoje nas redes sociais que sai em dezembro o primeiro “Greatest Hits” oficial da bela história do White Stripes, sua maior e mais fantástica banda.

O extinto duo, formado por Jack e sua “sister” Meg White, vai ganhar sua coletânea em CD, vinil duplo e digital, num lançamento do selo do músico, a Third Man Records, e da mega Columbia Records. Uma versão deluxe limitada vai ter edição exclusiva da Third Man. Tudo sai no dia 4/12.

“The White Stripes – Greatest Hits” vai ter 26 músicas em sua versão básica. E b-sides com raridades e versões ao vivo no vinil e deluxe. Nessas, para comemorar o anúncio da coletânea, desencavaram um inédito vídeo de “Ball and Biscuit” tirada de um show do White Stripes no Shibuya-AX, em Tóquio, Japão, no dia 22 de outubro de 2003. A música vai estar na coletânea.

“Ball and Biscuit”, assombrosa de boa, é uma das músicas que mais definem o estilo garagem indie-country do White Stripes e de onde Jack tirou o nome de seu empreendimento que é selo, loja, estúdio etc., o Third Man.

O vídeo, no canal oficial do White Stripes no Youtube, traz a info de que foi filmado em filmadoras camcorders portátil básica, na mão, naquela que foi àquela altura a terceira visita de Jack & Meg no Japão e a segunda das seis turnês pelo país. Essa, em especial, aconteceu poucos meses depois de o duo lançar seu quarto disco, o absurdo “Elephant”.

>>

Eita! Saiu a gravação do último show do The White Stripes, de 2007. Custa quase 10 dólares. Pega logo o meu dinheiro, Jack

>>

190919_whitestripes2

Recentemente, Jack White anunciou uma parceria da Third Man Records com a nugs.tv, plataforma de streaming referência quando o assunto é conteúdo de shows ao vivo pelo mundo.

A parceria engloba o lançamento de um programa de arquivos da Third Man Records, selo de Jack White, com diversos shows antigos de suas bandas e de sua carreira solo. Poucas semanas após o anúncio, que se iniciou com a transmissão de três shows do Raconteurs em Nashville mês passado, a plataforma está oferecendo para seus assinantes nada menos que o áudio completo do último show do The White Stripes.

Embora a dupla formada por Jack e Meg tenha se desfeito oficialmente há mais ou menos oito anos, a última vez que eles compartilharam de um mesmo palco foi em 31 de julho de 2007, em Southaven, quase na divisa do Mississippi com o Tennessee.

Naquela noite, o duo tocou nada menos que 24 canções, entre elas diversas clássicas. A última interpretação foi para “Boll Weevil”, tradicional faixa blues do Leadbelly.

A notícia “ruim” é que, para ouvir a apresentação na íntegra, é preciso pagar no mínimo $9.95 (tipo R$ 40). O que dá para ouvir de graça são trechos de 30 segundos de cada faixa, aqui.

** Nunca é demais lembrar que Jack White estará no Popload Festival deste ano, não com a Meg (quem sabe um dia), mas com o também incrível The Raconteurs, em show que acontece no dia 15 de novembro, feriado, em SP. Junto tem também a seminal Patti Smith, a volta do Cansei de Ser Sexy, o Hot Chip com disco novo, a Little Simz sensação e muito mais.

white-stripes-final-setlist

last-white-stripes

>>

Jack abre o baú de raridades do White Stripes

>>

060415_whitestripes1

Um dos artistas que mais aparecem na divulgação da nova empreitada de Jay Z, o Tidal, Jack White liberou seu primeiro material na plataforma de streaming do rapper e produtor americano. Ainda sem acesso “full” no Brasil, o Tidal está oferecendo a nunca antes vista primeira apresentação do White Stripes na TV, feita em um canal público da cidade de Detroit, em 28 de maio de 2000.

Na época, o duo mostrou as canções “Apple Blossom” e “Death Letter” no programa Backstage Pass, um mês antes do lançamento do disco “De Stijl”. As duas canções podem ser vistas pelos assinantes neste link.

Outra gravação, porém, pode ser ouvida pelos pobres mortais. Em breve, Jack vai lançar pela série The Vault, de sua gravadora Third Man Records, um single em vinil com duas covers da cantora country Loretta Lynn, ainda da época do White Stripes. “Rated X” foi gravada em estúdio originalmente no ano 2000 e terá a companhia de “Whispering Sea”, esta com performance ao vivo no Gorge Amphitheater, em 6 de agosto de 2005, cujo trecho pode ser ouvido abaixo.

>>

White Stripes na Amazônia. Em vinil e DVD oficiais. Feliz 2015!!

>>

* Cataplá!!!!

Fui brincar com o Jack White no primeiro post do ano e veio exatamente dele a primeira grande bomba cool de 2015. A gravadora luxo de White, a Third Man Records, acaba de lançar agora em janeiro, em vinil e DVD, o registro da espetacular e histórica passagem do White Stripes no Brasil na insana tour latina de 2005.

Insana porque o White Stripes, um dos grupos (duo) mais legais da história do rock recente, tirou essa tour para fazer shows bizarros, “fora da ordem”. Teve até um concerto num bar podre no lado argentino da tríplice fronteira, em Foz do Iguaçu. Eu fui nesse, devia ter umas 200 pessoas no máximo. Tinha chovido e o palco era um tablado com uma estrutura capenga no “quintal” desse bar. O público ficava no barro, porque não tinha uma lona para pisar e a chuva foi intensa e duradoura.

Mas aí eles fizeram nesse giro um show no colossal Teatro Amazonas, em Manaus. Esse que vai ser lançado agora, dez anos depois. Fiquei tão emocionado que chamei o brother Paulo Terron para contar melhor sobre esse fato. Terron manja mais de Jack White e Third Man Records e White Stripes do que eu manjo de gatos no Instagram, para você ter uma ideia.

Então, a bola está com ele. Já guarde uns dólares.

060115_ws3


Por Paulo Terron

Aí fomos pegos de surpresa: o Brasil não só receberá Jack White como atração do Lollapalooza, em março, mas também será o foco da mais recente edição do programa de assinaturas Vault, da mais-do-que-cool gravadora Third Man Records.

White, um dos arquivistas mais notórios do rock, lembrou-se que em 2015 se completam dez anos da passagem arrasadora do White Stripes pelo Brasil – que teve shows em São Paulo, Rio e Manaus. Nesta última, a apresentação foi no lendário Teatro Amazonas. É daí que sai o pacotão da Third Man: um disco duplo, em vinil vermelho, e um DVD com o show amazônico, completados por cartões postais e pôster comemorativos. De bônus, um compacto com uma inédita do músico (“Let You Down”, de 2000, que depois se transformaria em “The Nurse”) e um outtake do White Stripes, “Ain’t No Sweeter Than Rita Blues”, gravado na época do álbum “Get Behind Me Satan” (2005), que gerou a turnê que veio para cá.

060115_ws2

Essa viagem do White Stripes pela América do Sul foi surreal por vários motivos. O primeiro, por iniciar o que viria a ser praxe na carreira de White – a vontade de fazer apresentações em lugares inusitados. Além dos shows em casas de show tradicionais, Jack e Meg tocaram em locais como o La Reserva, uma casa noturna tosca de Puerto Iguazú, na Argentina. Em Manaus, a dupla gravou um especial para a MTV americana. Anos depois, em entrevista à divisão brasileira da rede, White lembrou que o gesso do teto da construção caía durante os momentos mais intensos do show.

O segundo momento marcante dessa viagem foi o casamento de White com a modelo e cantora Karen Elson, feito em um barco no encontro dos rios Negro e Solimões (Meg foi madrinha). O casal permaneceu junto até 2011 e tem dois filhos, uma menina e um menino.

Durante o show de Manaus, Jack e Meg também decidiram atender aos fãs que não haviam conseguido entrar no Teatro Amazonas: no meio do show eles saíram do lugar e tocaram uma versão acústica de “We Are Going to Be Friends” para a galera que estava do lado de fora. Manaus nunca mais foi a mesma. Nem o indie nacional.

* Tracklist
Blue Orchid
Dead Leaves and the Dirty Ground
Black Math
Love Sick (Bob Dylan)
My Doorbell
Passive Manipulation
Hotel Yorba
The Same Boy You’ve Always Known (electric)
The Same Boy You’ve Always Known (acoustic)
Little Ghost
When I Hear My Name
I Asked For Water (Howlin Wolf)
Fell in Love With a Girl
The Nurse
Little Bird
Death Letter (Son House)
St. James Infirmary (traditional)
Screwdriver
Passive Manipulation (reprise)
I Just Don’t Know What to Do With Myself
(I’ll Be With You) In Apple Blossom Time (Albert Von Tilzer/Neville Fleeson)
I Just Don’t Know What to Do With Myself (continued)
Seven Nation Army

>>

Jack White desabafa e diz nem conversar mais com a Meg

230514_whitestripes

Com uma legião de fãs e admiradores cada vez maior, o inquieto Jack White sempre se depara com perguntas sobre uma possível volta do White Stripes um dia. Ele, envolvido ininterruptamente em projetos paralelos e agora em carreira solo, geralmente é apontado por muitos como “culpado” pelo fim do duo que formava com Meg. No entanto, em entrevista publicada na nova edição da Rolling Stone americana, da qual White é capa, ele toca de maneira mais profunda no assunto e aponta sua ex-parceira como responsável direta pelo fim dos Stripes.

“Ela nunca percebeu o quão importante era para a banda, para mim e para a música”, diz em um trecho. “Acho que ninguém fala com a Meg. Ela sempre foi uma eremita. Quando vivia em Detroit, tinha sempre de ir até a casa dela se quisesse conversar sobre alguma coisa. Isso indica que agora praticamente não nos falamos mais”.

230514_jackrs

Jack também reclamou do comportamento indiferente de Meg em relação aos próprios trabalhos da dupla. “Ela é uma daquelas pessoas que não me cumprimentava quando fazia algo bom. Ela olhava para mim como quem dissesse: ‘Oh, grande coisa. E daí?’. Em quase todos os momentos do White Stripes ela fazia isso. Podíamos estar em estúdio e rolar alguma coisa fantástica, eu pensava: ‘Uau, acabamos de entrar em um novo mundo neste momento!’. Enquanto isso, ela continuava sentada lá, em silêncio”.

O compositor, que lança seu segundo álbum solo mês que vem, continuou seu depoimento. “Lembro sempre de o Ringo Starr dizer que sentia pena do Elvis porque os Beatles tinham uns aos outros para trocar impressões, enquanto o Elvis estava sozinho, por sua conta. E eu pensava ‘caramba, tentem estar ao menos em uma banda de dois na qual um não fala!”.

Mesmo com todo o desabafo, Jack elogiou a competência profissional de sua ex-companheira. “No palco, eu olhava pra ela e não acreditava que ela estava ali. Ela nunca percebeu sua real importância. Ela era a antítese do baterista moderno, tão incrível e inspiradora. Não falar muito, no fim das contas, não era um problema. No palco, nada que eu fizesse poderia batê-la”.

Jack White lança dia 9 de junho seu novo disco, “Lazaretto”.

230514_jack1