Em Metallica:

Metallica leva a festinha do “Black Album” para o rádio e na TV. Veja as performances, inclusive uma delas com a Miley Cyrus no vocal

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* Sexta passada saiu, você está careca de saber, a superedição comemorativa do “The Black Album” (nome fictício, haha) do Metallica, o discaço homônimo com o disco todo remasterizado e carregado ainda de uma chinfra de 53 músicas covers dos clássicos do álbum de 30 anos que levou o nome de “The Metallica Blacklist”.

No final de semana subiram as imagens do programa de rádio que o famoso apresentador Howard Stern tem na rádio por satélite Sirius XM e que na quarta-feira recebeu para entrevistas e sons exatamente o Metallica, ainda mais com a convidada Miley Cyrus, inclusive para dar testemunhos sobre o disco 16 vezes platinado do grupo californiano, o impacto que ele teve em sua vida e a cover que ela fez de “Nothing Else Matters” no festival de Glastonbury, alguns anos atrás.

Miley, na hora da session no “The Howard Stern Show”, cantou a música tendo o Metallica como banda de apoio. Pensa. Ainda para o programa, o Metallica mandou ao vivo a performance de “Sad but True”.

Muito papo e as duas músicas ao vivo aqui citadas você vê agora em vídeo, aqui embaixo. Com um bônus legal. O Metallica tocando, no programa de TV do Jimmy Kimmel, as bombas “Wherever I May Roam” e “Holier Than Thou”, tudo também do “The Black Album”, em session feita do lado de fora do Observatorio de Angeles. Classe demais.

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Saiba o que presta no disco de covers do “Black Album” do Metallica

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* Na nossa modeeesta opinião, né?

“The Metallica Blacklist”, álbum que reúne 53 versões de diversos artistas para canções do “Black Album” do Metallica – cujo original acabou de completar 30 anos e ganhou uma versão de luxo nesta sexta-feira -, tem uma missão nobre. Seu lucro vai todo para instituições de caridade – uma administrada pelo próprio Metallica e outras tantas indicadas por cada artista que participa do álbum.

Sobre o disco em si, musicalmente, o resultado não nos parece tão satisfatório assim, além de “curioso” e “variado”. Por mais que faltem critérios para avaliar um disco de covers, porque a pegada crítica aqui é outra, pensa o grande número de covers das mesmas músicas que estão pelas quatro horas de disco.

Das 12 canções que estão no “Black Album”, mais de dez artistas escolheram fazer uma versão da mesma “Nothing Else Matters. Enquanto isso, “Of Wolf and Man”, que é um relativo sucesso, só ganhou uma releitura. Também pesa que alguns artistas só tentem reproduzir a versão original ou optem por lugares-comum em releituras.

A gente deu uma rasante pelo disco e separou aqui as faixas que parecem mais interessantes numa primeira escutada, poupando um pouco de seu tempo. Vai direto nas nossas indicações que a experiência fica um pouco melhor. Não porque a gente que escolheu o caminho. É porque uma boa triagem ajuda, mesmo.

** “My Friend of Misery” – Kamasi Washington
Falar em inventividade é falar do Kamasi, que amplica bem os horizontes na sua releitura. A bateria deste som é de deixar o Lars com um pouquinho de inveja.

** “The God That Failed” – Idles
A gente gosta do Idles, então nesta escolha perdoamos um pouquinho qualquer problema, é compreensivo. Mas no fim é uma boa versão mesmo e, porque os ingleses pelo menos tentaram escolher uma menos óbvia, já ganham uns pontos.

** “Sad but True” – St. Vincent
Além de dar um toque todo seu no clima da música, sempre é bom escutar uma de nossas guitarristas prediletas solando. So-lan-do. Ela reconstrói aqui o solo clássico do Kirk de um jeito tããão foda quanto o original. Que os fãs die-hard do Metallica não nos leve a mal.

** “Hollier than Thou” – OFF!
Sumidos, a banda hardcore californiana OFF!, do Keith Morris, reaparece dando energia punk real para este som. É das horas mais bate-cabeça do álbum.

** “Through the Never” – Tomi Owó
Ao pegar uma música menos conhecida do disco, Tomi conseguiu transformar a música quase em 100% sua. Alguém que não curte tanto Metallica nunca adivinharia que essa é deles.

** “The Unforgiven” – Flatbush Zombies e Dj Scratch
A versão talvez mais bem-humorada do disco. Criando um beat em cima da original, a banda de hip hop de Nova York, encorpada pelo DJ Scratch, toca o riff da música e um sample ri desse fato. Coisas da sabedoria do rap.

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Popload TV – Programa Gliv Rocks revisita o Metallica disco a disco, antes do “Metallica Day”

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* Nesta sexta-feira acontece o Metallica Day, dia em que sai a superedição comemorativa de seu superdisco, o chamado “Black Album”, que completa 30 anos neste mês, tendo no pacote de aniversário o disco de covers “The Metallica Blacklist”, com 53 artistas diferentes tocando os muitos clássicos desse marcante disco.

Nesse espírito Metallica, o Gliv Rocks, parceiro quinzenal da Popload TV (nosso canal no Youtube), esmiúça disco a disco a importância gigante da banda californiana no rock. O nosso especialista, o historiador Alê Zampieri, é o responsável pelo roteiro e pela condução do vídeo, mais um minidocumentário musical de época para imortalizarmos nos nossos arquivos.
Fooooora a playlist necessária no Spotify.

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* Sente o peso da playlist!

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Popnotas – Kanye West vai tocar o disco novo em estádio de Chicago. Sem pedir vacina ou teste. Porches manda 16 “baby” seguidas no novo single. E o Metallica lembra show em São Paulo de 1993

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– Dia 8 de outubro sai o esperado álbum novo do Porches, projeto do maluquete-indie Aaron Maine. Esperado pelo menos por nós aqui, que temos o Porches como uma das nossas bandas prediletas. O disco novo vai se chamar “All Day Gentle Hold!”. E hoje ele soltou mais um novo single com vídeo do álbum, a música “Lately”, em que no refrão ele repete a palavra “baby” 16 vezes. Uma combinação maluca de Pavement com Lemonheads se faz necessária no que “Lately” tem de mais lo-fi com o jeitão desmiolado de Aaron. Para nós, está ótimo.

– Num dos seis DVDs ao vivo de uma das versões de luxo da caixa comemorativa dos 30 anos do famooooooso álbum homônimo do supergrupo Metallica, mais conhecido como “The Black Album”, a ser lançado em setembro, se encontra esta pérola aí de baixo, lançada hoje. Um vídeo da banda tocando o hit “Wherever I May Roam” em 1993 em São Paulo, no velho estádio Palestra Itália, que deu lugar à moderna arena do Palmeiras (<3). Foi tirada de show do dia 2 de maio daquele ano. Essa "Wherever I May Roam" em particular vai fazer parte do DVD ""Wherever We May Roam", que vai juntar um monte de vídeos de faixas do disco aniversariante do Metallica tocadas ao vivo em diversas partes do mundo. A parte que nos cabe está aqui:

– Como se já não fosse polêmico por si só, o rapper, herr, polêmico Kanye West vai fazer uma “listening party” para fãs no estádio Soldier Field, em Chicago vendendo ingressos, aos moldes do que ele fez recentemente em Los Angeles, na Califórnia, para botar ouvidos em teste na audição de seu próximo disco, “Donda”, que ele avisa que não está totalmente pronto ainda. Está entendendo? Mas agora é que vem a polêmica mesmo: para os 38 mil pagantes que quiser ir lá no Soldier Field apenas ouvir o disco, dentro do cálculo que fazem, não vai ser pedido prova de vacinação nem atestado negativo para a covid-19. Kanye West, a gente sabe, tem uns posicionamentos políticos esquisitos, mas desta vez ele está respaldado por autoridades de Chicago, que afirmam que esta é praticamente metade da ocupação máxima do estádio, então “tudo bem”. Falam que desde o meio de junho Chicago está mostrando que a situação é controlada, mesmo que eles não afrouxam nos protocolos em todos os lugares de eventos na cidade. E que todo mundo, por lá, coopera com máscaras, higienização e distanciamentos. Há poucas semanas, Chicago abrigou o gigantesco Lollapalooza, festival que levou mais de 100 mil pessoas por dia ao Grant Park, sem máscara e distanciamento nenhum, por quatro dias de evento. Mas com exigência de vacina e teste de 72 horas, senão não entrava. O “resultado sanitário” foi bem bom, dentro do quadro: apenas 203 pessoas apresentaram contaminação para a covid nos dias seguintes ao Lolla. Vamos acompanhar.

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A melhor do “Blacklist” do Metallica? Duo inglês Royal Blood refaz o clássico “Sad but True”

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* Por enquanto, pintou nossa eleita. A dupla indie-garagem britânica Royal Blood apresentou sua contribuição para a festa discográfica do Metallica. E é bem boa.

O supergrupo metal americano lança em setembro uma superedição comemorativa de seu superdisco, o chamado “Black Album”, o homônimo de 1991, que completa 30 anos neste mês. Colado a uma luxuosa edição remasterizada do álbum, vem, junto ou separado, um disco de covers chamado “The Metallica Blacklist”, com 53 artistas diferentes, de country, hip hop e eletrônico, de Idles a Kamasi Washington.

A versão do Royal Blood para a clááááássica “Sad but True” tem umas nuances legais. No começo da cover, poderoso, parece até que vai entrar o Metallica mesmo, mas a música vai se transformando quase numa canção do Royal Blood mesmo. O duo vai moldando o hit do Metallica, desacelerando, garageando ela, meio que tomando para si.

De quebra, vem com um vídeo de animacão sinistro legal.

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