Em Michael Stipe:

Saiu o lindo tributo em disco do Velvet Underground. Confira as versões de Fontaines DC e King Princess

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* Uma pausa na programação especial Nevermind 30 Anos para registrar aqui o lançamento, nesta sexta, de outra homenagem. Foi lançado “I’ll Be Your Mirror: A Tribute to the Velvet Underground & Nico”, que traz muita gente boa interpretando famosas canções da seminal banda vanguarda de Nova York, de Lou Reed e John Cale.

Michael Stipe, Iggy Pop, King Princess, Fontaines DC e Courtney Barnett são alguns dos nomes que releram clássicos do VU. A lista completa das faixas é esta:

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1. Sunday Morning – Michael Stipe (3:50)
2. I’m Waiting For The Man – Matt Berninger (3:44)
3. Femme Fatale – Sharon Van Etten (w/ Angel Olsen on backing vocals) (4:43)
4. Venus In Furs – Andrew Bird & Lucius (6:55)
5. Run Run Run – Kurt Vile & The Violators (6:59)
6. All Tomorrow’s Parties – St. Vincent & Thomas Bartlett (4:52)
7. Heroin – Thurston Moore feat. Bobby Gillespie (7:24)
8. There She Goes Again – King Princess (3:29)
9. I’ll Be Your Mirror – Courtney Barnett (2:27)
10. The Black Angel’s Death Song – Fontaines D.C. (3:12)
11. European Son – Iggy Pop & Matt Sweeney (7:45)

Nada a ver mas tudo a ver, o disco-tributo que sai hoje chega uns 20 dias antes de um grande filme chamado “The Velvet Underground”, dirigido pelo premiado Todd Haynes, que entra em cartaz na plataforma Apple TV+ e nos cinemas (não está claro se em salas brasileiras também) no dia 15 de outubro.

Do álbum “I’ll Be Your Mirror”, a gente destaca, abaixo, as versões dos “novos” Fontaines DC e King Princess, para obras-primas musicais do Velvet Underground.

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Uma entrevista amiga com Michael Stipe, ex-REM: Sobre livros, pandemia, ídolos, James Brown e até… REM

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* Diego de Godoy é cineasta, publicitário e amigo do músico e hoje mais um artista visual Michael Stipe, voz importante de uma geração de adoradores da música independente, na época em que liderou a inesquecível banda americana REM.

Como Diego também é meu amigo, ele diminui assim os degraus que me aproximam de Stipe, um ídolo meu. E, nessa história de proximidade, o amigo brasileiro já me proporcionou duas coisas em relação ao cara que cantou no REM: uma festa em SP na qual eu fui DJ e agora uma entrevista oferecida com Michael Stipe para a Popload, em vídeo com legenda e ótima trilha sonora, nesta fase de pouca música e mais livros e mais fotografias do ídolo americano.

Em abril, Stipe lançou seu terceiro livro, chamado Michael Stipe, exatamente sobre isso: ídolos e pessoas próximas. A obra traz o nome “Michael Stipe” exatamente porque é sobre os ídolos dele, em fotos dele. A imagem da capa é da atriz Tilda Swinton, fotografada por Stipe. O livro custa 55 euros e pode ser comprado aqui.

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Bom, melhor deixar o Diego conduzir a conversa. Antes, tem um texto dele introdutório mais bem explicativo do que este meu.

Estou só tentando tirar algum proveito dessa aproximação com o amigo do meu amigo.

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Por DIEGO DE GODOY

Conheci Michael Stipe em 1999 numa festa em Lisboa, logo depois do primeiro dos 11 shows que vi do R.E.M. até o fim da banda em 2011.
A partir de 2008, viramos o que se pode chamar de amigos. Eu fui a Nova York, ele voltou a São Paulo, e acompanhei de perto alguns momentos da gravação do derradeiro álbum em 2010 em Berlim, onde a gente deu uns rolês inesquecíveis para um fã nível hard como eu. Em um jantar, Michael me disse que ele também era um fã de seus ídolos e que alguns tinham se tornado seus amigos.
O livro de experimentos de design gráfico e fotografias que Michael lançou em abril deste estranho ano de 2021 é sobre seus ídolos. Foi o que ele me contou na conversa que gravamos e que você pode ver aqui legendada. O livro tem um QR code que permite acessar áudios do autor que funcionam como uma visita guiada. Eu adorei a ideia, e confesso que gostei muito mais do que vi depois desta conversa. É nestas camadas que o artista se revela.
Eu prometi – não que ele pedisse – que não falaria de R.E.M. mas acabei puxando o assunto, é claro. Pedido mesmo, ele só fez para mantermos a janela compartilhada. Então lá estou eu de dois de paus na maior parte do vídeo.
Mas minha motivação não era fazer propaganda. Eu queria ter certeza de que ele estava ligado no que acontece no Brasil, e ele está. E foi por isso que ele topou gravar esse papo e mandar um recado para nós.

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* O Instagram profissional de Diego de Godoy é o @dgdgd.tv. O site oficial dele está aqui.

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Onde tudo começou. REM relança single de estreia original, “Radio Free Europe”, 40 anos depois de a primeira versão ter chegado às lojas

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* Existem alguns pilares fundamentais da música independente e uma deles está fazendo 40 anos neste ano. O single de estreia da fundamental banda hoje extinta REM, o espetacular “Radio Free Europe”, vai ganhar um relançamento pela primeira vez desde saiu, em 8 de julho de 1981, em sua primeira versão. Muitos fãs do REM conhece a música através da regravação de 1983, quando a banda botou ela no álbum debut, o “Murmur”.

A música, jogada no meio do caldeirão pós punk americano, ajudou não só a botar de cara o REM no mapa como, durante os anos seguintes, a forjar o que viria a ser a famosa categoria “rock alternativo”, o equivalente ao indie britânico.

O “rock alternativo” do REM, que no caso americano impulsionaria a era das college radios, as emissoras universitárias que ficavam à esquerda do dial, quase piratas, e não tocariam rock comercialóide, protagonizado por REM, Sonic Youth, Husker Du e algumas outras boas, culminaria no final dos 80 na regionalização do indie americano. Uma dessas “regiões sonoras” viria a ser Seattle e seu grunge. E a gente sabe o que aconteceu depois.

A banda de Michael Stipe, Peter Buck, Mike Mills e Bill Berry formaram a banda no ano anterior, 1980, na University of Georgia, nada mais college que isso. E lançaram “Radio Free Europe” por um selo minúsculo que logo deixou de existir, o Hib-Tone, até porque a banda logo assinaria com uma grande gravadora.

O relançamento do single agora, na primeira versão, com o nome oficioso de “Radio Free Europe (Original Hib-Tone Single)” e que desde 1981 não é visto em nenhuma prateleira de loja no planeta, vai sair num vinil de 7 polegadas e em fita cassete, ambas em edição limitada. O site da banda, o REMHQ.COM, vai vender exclusivamente o single em cassete.

Tudo a partir de 23 de julho.

A versão original de “Radio Free Europe” que vai sair de novo pode ser ouvida abaixo.

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* A foto do REM que ilustra a chamada para este post, na home da Popload, é da banda em 1983. E de autoria de Chris Walter.

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Michael Stipe e Aaron Dessner espalham amor em rede nacional com bela performance de “No Time For Love Like Now”

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Uma das dobradinhas legais do mundo pop alinhavadas recentemente é a de Michael Stipe, eterna cara e voz do R.E.M., com Aaron Dessner, músico do incrível The National.

Recentemente, eles lançaram juntos a deliciosa “No Time For Love Like Now”, que até pelo título cai super bem para o momento vivido por todos nós. Na faixa, Stipe canta que não há espaço para loucos e discussões hoje em dia. Há tempo apenas para o amor. Fofo.

E a dupla reverberou essa mensagem positiva no programa de Jimmy Fallon, com a primeira performance da canção, cada um em sua casa. O resultado pode ser conferido abaixo.

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Michael Stipe canta que no mundo não há espaço para os loucos agora. Apenas para o amor…

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Além de ser um dos maiores gênios que o rock nos ofereceu, Michael Stipe é reconhecido também pelo seu alto poder de engajamento em causas sociais. E com esse momento surreal que o mundo vive, ele não poderia ficar de fora.

Ele utilizou as redes sociais de sua antiga e eterna banda, R.E.M., para mostrar uma demo de uma nova música, feita em parceria com Aaron Dessner, músico do incrível The National.

A dobradinha ótima resultou em “No Time For Love Like Now”, na qual Stipe canta que não há espaço para loucos e discussões hoje em dia. Há tempo apenas para o amor.

A versão improvisada pode ser conferida abaixo.

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