Em midsummer madness:

Pin Ups, da época que o indie era indie, relança todos os seus discos e faz show hoje em SP

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* Antes de a CENA do logo acima ser uma CENA, havia uma banda chamada Pin Ups. Grupo da “era clássica” do indie paulistano, finalzinho dos 80, começo dos 90, que frequentou o muito-underground underground de São Paulo da época (a repetição foi proposital), os Pin Ups fazem show hoje no ótimo palco (cóf.) do Z Carniceria, em Pinheiros, para mostrar sua encorpada nova formação e para comemorar o relançamento de toda a sua discografia digitalizada, em uma parceria com o veterano selo indie Midsummer Madness, outro nome importante de uma certa primeira onda do indie nacional.

Os álbuns dos Pin Ups a reaparecerem, em streaming e download, seja no bandcamp dos Pin Ups ou no site da Midsummer Madness, são, pela ordem: “Time Will Burn” (1990), “Gash – A Mellow Project by Pin Ups” (1992), “Scrabby?” (1993), “Jodie Foster” (1995) e “Lee Marvin” (1997), além do EP “Bruce Lee” (1999). Todos os discos estarão também nas plataformas de sempre: Spotify, iTunes, Deezer etc.

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Precursora de uma cena de distorções de guitarra, quando os ventos gringos bem pré-internet sopravam para cá os ventos de bandas como My Bloody Valentine e Jesus & Mary Chain desde o UK, ou o pequeno Nirvana e o grunge sujo dos EUA, os Pin Ups dividiam as atenções indies com bandas como Killing Chainsaw, Second Come, Mickey Junkies e Low Dream, todas dentro do projeto da Midsummer Madness, para manter a cena dessa época ainda viva, via digitalização.

* No Z Carniceria, nesta noite, não acontecerá apenas “um show”. Antes da apresentação dos Pin Ups, marcada por volta das 23h30, será exibido o documentário “Time Will Burn”, que tem no nome uma menção ao primeiro álbum da banda mas trata de toda a cena indie do início dos anos 90. O filme, documentário, tem direção de Marko Panayotis e Otávio Souza, e começa a passar às 22h.

Hoje um trio formado pelo guitarrista Zé Antônio Algodoal (fundador do grupo, o do meio na foto), a vocalista e baixista Alê Briganti (de um Pin Ups da terceira e mais duradoura fase) e o baterista Flávio Cavichioli (que já foi do Forgotten Boys), a banda vai levar ao palco hoje o incremento nas guitarras de Adriano Cintra, ex-Pin Ups e Madrid.

Em especial à Popload, a banda gravou uma faixa de seu ensaio, nesta semana, e nos mandou o vídeo. É da música “Crack”, que vai estar presente no show de hoje à noite. Confira.

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Heroína do indie nacional e carioca ainda por cima, a PELVs toca hoje em SP

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* Banda independente de rock no Brasil precisa ter uma boa dose de heroismo para vir ao mundo, isso a gente sabe. Mas veja o caso da grande PELVs, formada no começo dos anos 90 e até hoje na ativa, inclusive com shows históricos (no sentido de história, mesmo) marcados PARA HOJE EM SÃO PAULO e dia 20 na casa deles, o Rio, mais planejamento de disco novo para 2014.

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Primeiro que fazer banda indie perdurar no Rio de Janeiro não é fácil. E eu diria que nos anos 90 e começo dos 00, ao contrário de todos os outros lugares no Brasil, era até mais fácil do que é hoje.

A Pelvs vem de uma era do indie nacional que, quando formada, ficou conterrânea ativa de duas bandas de São Paulo, uma de Piracicaba, outra de Santos, outra da Bahia, uma de Curitiba, outra mais do Sul. E o conterrâneo Second Come, também no Rio. E só. Era o que tinhamos de “cena”no Brasil. Lugar para tocar? No chão improvisado de algum bar.

O que é incrível é que o grupo nunca acabou. Nos últimos três anos fizeram DOIS shows. Mas nunca decretaram um “fim”. A banda foi formada em 1991. Você sabe, o ano em que o “punk broke”. E pelos poucos anos que antecederam a 1991 e por alguns que se seguiram a Pelvs nasceria então no período mais significativo da história dos “sons alternativos”, para bandas, selos, gravadoras, lojas de discos, rádios, iniciativas outras, revistas, jornais etc. Isso cria um legado.

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A Pelvs, hoje

O lance é que agora a Pelvs está a toda, mesmo com a dificuldade inerente de seus integrantes se encontrarem (porque, afinal, a banda nunca foi atividade principal deles). Em agosto lançaram a “Caixa 1991-2012”, coletânea digital em 4 volumes de demos, sobras de estudio, covers que varrem toda a existência da banda. E, agora, fazem em São Paulo (nesta quarta) e no Rio (dia 20) o agito comemorativo de duas décadas do álbum de estreia: “Peter Greenaway’s Surf”.

(Quem é indie meeeeeeeeeeesmo tem essa fita cassete).
(…”Alguém aí conhece o Lariú?”…)

Os quatro pelvs originais vão tocar hoje à noite no Da Leoni (Baixo Augusta) e semana que vem no Solar de Botafogo. Gustavo Seabra (guitarra e vocal), Rafael Genu (baixo), Dodô (bateria) e VRS Marcos (guitarra). Gustavo e Genu tinham 17 anos quando formaram a Pelvs. Hoje em dia o Pelvs é um septeto.

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A Pelvs, em 1993

Parças de longa data discotecam nos shows comemorativos da Pelvs. O jornalista brother Alexandre Matias (Trabalho Sujo) e Rodrigo Lariú (dono do lendário selo indie Midsummer Madness, que lançou os quatro discos e coletâneas da Pelvs desde o princípio e ainda hoje é superativo).

Todas as info para os shows de SP e Rio estão aqui.

* INGRESSOS POPLOAD – O blog, em sorteio relâmpago, oferece DOIS PARES de ingressos para quem quiser ir ver a Pelvs hoje à noite no Da Leoni. Basta dizer que quer as entradas nos comentários abaixo para concorrer. Lá pelas 17 horas aviso os vencedores.

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