Em migos:

O prêmio mais legal de todos: BET Awards e as performances de Megan Thee Stallion, Tyler, The Creator, Cardi B grávida, Migos e muito mais

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* A importante premiação americana do BET Awards, sobre a excelência negra no entretenimento e no esporte, foi entregue neste domingo com muito barulho, como não poderia deixar de ser.

Tipo com o Tyler, The Creator descendo de um Rolls Royce para tocar seu single bombator “Lumberjack”, a explosiva Megan Thee Stallion fazendo performance à altura de sua “Thot Shit” cheio de dançarinos, Cardi B anunciando sua gravidez barrigudaça durante sua participação no show incendiário do Migos, H.E.R., Lil Baby, Lil Durk e DaBaby se apresentando juntos num “all-star medley” de só sucessos, a H.E.R. fazendo solo de guitarra… E, claro, a superprodução do Lil Nas X para tocar sua ótima “Montero (Call Me By Your Name)”, sempre numa pegada diferente. E desta vez sem rasgar a calça. E com uma já famosa coreografia dos braços.

No que importa o resultado da premiação, quem ganhou como disco do ano foi o famoso EP “Heaux Tales”, da rapper Jazmine Sullivan, da Philadelphia, lançado em dezembro do ano passado.

A poderosa Megan Thee Stallion (foto aqui e na home), de Houston, ganhou três dos sete prêmios aos quais estava indicada. São eles da escolha do público (para “Savage (Remix), featuring Beyoncé”), Vídeo do Ano (para sua participação em “WAP”, da Cardi B) e, o principal deles, Melhor Artista Mulher do Hip Hop.

Bom, vamos à bagunça legal do BET Awards.

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Top 10 Gringo – Lorde cava seu primeiro lugar no papo. Pastel chama a atenção para a neopsicodelia inglesa. E o Migos começa sua avalanche de hits. Mais ou menos isso no nosso ranking

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* Temos um primeiro lugar para lá de polêmico. A gente acha, né? Porque nem a gente concordou muito com a própria escolha. Mas tem um papo nessa opção que vale levantar. E tudo isso em uma semana de boas músicas, a maioria provocativa com homens. Merecido tamanha incompetência masculina. Da veterana dupla americana Sleater-Kinney, de olho em homens que se fazem de feministas, até a Marina, a britânica, que está cansada de viver no mundo dos homens. E, se for mesmo a fundo, até nosso 10º lugar “diferente” trata desse tema. Ficamos satisfeitos com o ranking. Mais ainda com a playlist que o acompanha e sonoriza perfeitamente nossos pensamentos imperfeitos.

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1 – Lorde – “Solar Power”
Será que a gente gostou mesmo deste som? Parece uma música um tanto aquém das coisas que Lorde fez até aqui. A pergunta segue no ar, mas vale ir além da música e dizer que “Solar Power” nos fisgou também como um movimento da Lorde. A gente acompanha ela desde o começo e é notável que a neozelandesa assuma o risco de virar até meme ao colocar novas tonalidades em sua música, nos vídeos e na capa que causou agitos nas redes na hora – e nessa hora, no caso, os brasileiros capricharam, para variar. Se daqui a pouco a gente esquecer essa música, fica o meme. Mas nõa deixamos de saudar a volta da Lorde. E, se você pensar bem, é cultura pop, não?

2 – Pastel – “Blu”
Será a volta de Madchester? Estamos de olho nessa ainda pequena banda inglesa que revive os tempos do britpop mais doidão, indie psicodélico, que seria demolido pelo grunge e na sequência, em alguma medida, pelo estouro do Oasis, que eles mesmos foram precursores. Uma cena para se acompanhar. E nossa “ajuda” para esta boa música é dar um lugar alto no nosso ranking.

3 – Migos – “Avalanche”
Por aqui, o trio americano Migos segue sua toada certeira de construir hits gigantescos. Em “Culture III”, adiado por conta da pandemia, mas que está sendo retomado agora com lançamento recente, a música não peca em ser enorme, como todo o álbum novo do Migos, cheio de hits e participações especiais, que vão de Cardi B, a Bieber e a Drake. Já vemos alguns bilhões de streams por aí. No caso desta “Avalanche”, a brincadeira começa com referências ao hino “Papa Was a Rolling Stone”. Eita!

4 – Sleater-Kinney – “Complex Female Characters”
A gente saltou direto nessa faixa do novo álbum da Sleater-Kinney pelo título curioso. E não deu outra. É uma musicão que bate em cheio nos homens que amam um discurso de que curtem mulheres complexas na ficcão, enquanto sonham com um mulher real que pegue (bem) leve com eles – sempre regulando o quanto uma mulher pode ser ou deixar de ser. E as Kinney botam as coisas em seu lugar, por meio de uma boa música.

5 – Garbage – “Starman”
A gente ainda vai dar uma atenção para o disco do Garbage, “No Gods No Masters”, que acabou de sair. Acontece que ele vem acompanhado de um segundo disco, de covers, maravilhosos, que incluí só uma das melhores músicas de todos os tempos. Sim, “Starman”, do Bowie.

6 – Marina – “Man’s World”
Em uma estrofe, Marina (ex-with the Diamonds) dá o recado mais direto sobre o que a luta feminista busca, neste single de maio que puxa seu disco novo, lançado sexta passada. Coisa do tipo “Se você não entender agora, não entende mais”. Assim:
“Se você tem uma mãe, filha ou amiga
Talvez seja a hora, hora de compreender
Que o mundo em que você vive não é o mesmo que o delas
Então não me puna por não ser um homem.”
Precisa de mais?

7 – Pom Pom Squad – “Crying”
“Crying” traz a espertíssima Mia Berrin, vocalista e guitarrista do Pom Pom Squad, enfrentando sua própria escuridão em um banho de distorção guitarrística. Em contraste com o vídeo, que lembra filmes do anos 40 e 50, a coisa fica ainda mais divertida. Talvez “divertida”, para alguém que está chorando, não seja a palavra certa. Mas você entendeu.

9 – José González – “Head On”
Nosso sueco favorito fez uma das músicas mais antidepressivas do ano. “Head On” é um chamada para encararmos qualquer questão de frente, com a cabeça erguida, como diz o título. É até engraçado que a música começa quase bobinha, listando coisas tranquilas, até que de repente o grande sueco de nome latino nos chama a encarar de cabeça erguida desde um inquilino abusivo, corruptos e o nepotismo. É sensacional. E que violão hipnotizante. Grande volta, señior González.

9 – Manic Street Preachers – “Orwellian”
Tem um verso polêmico aqui nesta música do velho Manics. “We live in Orwellian times/ It feels impossible to pick a side”. Em tradução livre, “Vivemos em tempos orwellianos/ Parece impossível escolher um lado”. Se não for um papo do tipo “tomar ou não vacina e outras dúvidas que não deveriam existir”, esse tema universal atual, a gente entende que a música é um belo recado para a confusão geral que virou este mundo hiperconectado, onde nada parece ter validade. Mas pareceu um pouco dúbio. Será mesmo impossível decidir bem algumas coisas? Vamos acompanhar. Ao som do Manic Street Preachers.

10 – Bo Burnham – “How the World Works”
Em seu especial de comédia do Netflix, o americano Bo Burnham tira sarro de si e de muitos privilégios brancos em forma de música, em diversas canções. Nesta aqui, direcionada às crianças, ele tenta contar a história do mundo, que é impecável até que um personagem criado por ele resolve dar a real sobre genocídio, exploração do homem pelo homem e outros abusos. Vale escutar para ver como a história termina. Uma música diferente no ranking, ok. Mas ainda assim uma música.

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* A imagem que ilustra este post é da cantora neozelandesa Lorde.
* Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Trio hip hop Migos prepara a bomba em forma de disco, que sai amanhã. Mas antes lançaram single novo na TV

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* O trio de hip hop americano Migos, da Georgia, tocou uma música nova na noite passada no programa do Jimmy Fallon. Foi o lançamento via TV de seu single “Avalanche”, o último a sair do disco cheio que vem aí, “Culture III”, o quarto álbum deles, que sai amanhã.

Captura de Tela 2021-06-10 às 10.37.39 AM

“Culture III” era para ter saído exatamente um ano atrás, mas resolveram segurar por causa da pandemia, o que acabou criando um vácuo no estouro do Migos nos últimos anos. O “Culture II”, por exemplo, é de 2018.

Mas vai valer a pena esperar. Naquelas parcerias e conexões do hip hop para artistas deste nível, o Migos trazem uma lista de featuring de respeito para o disco novo: Drake, Cardi B, Polo G, Future, Justin Bieber, Juice Wrld, Pop Smoke e YoungBoy Never Broke Again. O álbum vai ter, apenas, 19 faixas.

“Avalanche” é o segundo single mostrado pelo Migos antes de lançar o álbum. O anterior saiu em maio, a faixa “Straightenin”.

No Fallon, o Migos, Quavo, Offset e Takeoff, foi todo vestido na estica, de terno preto e óculos escuros e uma banda ao vivo na retaguarda. “Avalanche” tem referências e samples de “Papa Was a Rolling Stone” e inclusive metais.

Cita também o Coachella, o Mandela, Lionel Richie, marcas, drogas, bebidas…

Young niggas smokin’ on gas, I’m livin’ too fast, my foot on the pedal (Whoo) //
If I got back to the past, my niggas ain’t know we’d be rockin’ Coachella (Hey)

Esse disco novo vai longe, parece.

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A volta do Drake: duas músicas novas, tretinhas com Pusha-T e Kanye West, e turnê com o Migos

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O bamba Drake soltou duas músicas novas no último final de semana. Ambas, ao que tudo indica, estarão em seu novo disco, “Scorpion” (nome extra-oficial), que será lançado em algum momento deste ano.

Primeiro, o canadense lançou na sexta a faixa “Duppy Freestyle”, que, diiiiizem, tem ataques velados aos rappers Pusha-T e Kanye West. Já ontem, Drake liberou “I’m Upset” e apenas escreveu em seu Instagram: “Anyways… back to this album…”.

No início deste ano, Drake chegou a divulgar os singles “Nice For What,” “God’s Plan” e “Diplomatic Immunity”. “Scorpion, o disco, tem rumores de lançamento para junho. No mês seguinte, Drake inicia uma turnê pela América do Norte com abertura do trio cool Migos.

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Migos manda bem nas artes marciais em vídeo para a incrível “Stir Fry”. E tem o Pharrell no meio

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Fazendo cada vez mais barulho na cena, o trio de hip hop Migos, baseado em Atlanta, tem dado o que falar com seu novo disco “Culture II”, sequência do petardo “Culture”, lançado ano passado.

“Culture”, vale lembrar, foi tema abordado em um artigo algo histórico da cool The New Yorker, ano passado, quando a publicação norte-americana questionou os rumos que a música alternativa estava tomando. À época, no meio da discussão apareceu uma declaração do Robin Pecknold, líder dos Fleet Foxes, falando que o indie, para ele, podia ser ironicamente resumido em uma música do Migos, “Bad and Boujee”, sendo que o último termo pode ser traduzido como “rico”, num sentido “playboy” da coisa. A discussão passava pelo hip hop atual ser mainstream mas ainda “experimental e relevante”, enquanto o indie rock chegou ao mainstream mas está “sem caráter, sem fertilidade”.

Cortando para 2018. “Culture II” foi lançado semana passada e conta com participações especiais de Drake, Post Malone, 21 Savage, Travis Scott, Big Sean, Gucci Mane e até do Kanye West. O single mais recente que os caras estão trabalhando, “Stir Fry”, é trilha do All-Star Game da NBA, que vai acontecer agora em fevereiro.

O som, que tem produção do Pharrell, acabou de ganhar um vídeo na linha pastelão-legal, emulando filmes do Jackie Chan e demais do gênero. Nele, os Migos mandam bem nas artes marciais e enfrentam uma gangue chinesa em seu próprio restaurante, em Hong Kong. Ao final do vídeo, que envolve algumas cenas de luta, sequestros e afins, tem uma edição com os créditos e erros de gravação.

O Migos parece ser a bola da vez do hip hop em 2018. Com o discão, eles devem rodar o mundo e já estão confirmados em festivais de primeira linha como o Coachella e o Primavera Sound.

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