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Chuck Mosley bota o Mike Patton para fora do Faith No More. Ao menos por duas noites

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Seguindo a onda de relançamentos, o Faith No More bota no mercado nesta sexta-feira (19/8) uma versão atualizada de seu disco de estreia, “We Care A Lot”, lançado em 1985. Tanto tempo que nem o Mike Patton era o vocalista da banda ainda, o que dá uma dose a mais de nostalgia.

O disco saiu de circulação há mais ou menos duas décadas e agora volta remasterizado e turbinado com versões demos e vídeos raros guardados no baú do grupo norte-americano. No total, serão 9 faixas inéditas.

Antes de Patton, os vocais da banda eram de responsabilidade de Chuck Mosley, que gravou o primeiro e o segundo discos. Patton entrou em seu lugar no fim dos anos 80.

Para comemorar o relançamento, o Faith No More fará dois shows neste resto de semana com Mosley nos vocais. Sob o nome Chuck Mosley & Friends, o FNM se apresenta hoje em San Francisco e no sábado em Los Angeles. A banda gravou um vídeo para chamar a galera para o par de shows históricos.

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Faith No More vai relançar disco de estreia “perdido”. O Patton nem estava na banda ainda

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* Sorry, Mike.

O seminal Faith No More vai relançar na semana que vem seu lendário disco de estreia, “We Care A Lot”, que saiu no ano de 1985, quando o Mike Patton nem estava na banda ainda.

O álbum saiu de circulação há mais ou menos duas décadas e agora volta remasterizado e turbinado com versões demos e vídeos raros guardados no baú do grupo norte-americano. No total, serão 9 faixas inéditas.

O Faith No More surgiu no começo dos anos 80 na Califórnia e chegou a ter até Courtney Love em sua formação, mas ela foi expulsa da banda porque “eles queriam uma banda só de meninos”, diz ela, que na época tinha um caso com o tecladista Roddy Bottum.

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Quem canta em “We Care A Lot” é Chuck Mosley, que ficou no grupo apenas nos dois primeiros álbuns, dando lugar a Patton no fim dos anos 90.

Do material inédito que virá no relançamento do álbum, o FNM liberou um vídeo de “The Jungle”, gravado em um show no I-Beam, em San Francisco, datado de 13 de janeiro de 1986.

“We Care A Lot” será relançado dia 19 de agosto.

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Patton não para. E acabou de lançar um vídeo freak e NSFW com o norueguês Kaada

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Com o Faith No More parado, o grande Mike Patton está dando seus pulos com projetos paralelos. Além do Nevermen, o cantor norte-americano esquisito e gênio gravou um disco colaborativo com o produtor e compositor norueguês John Kaada.

O duo, que carreira o nome Kaada/Patton, vai lançar o disco “Bacteria Cult” dia 1º de abril, contendo 8 faixas inéditas. Este é o segundo trabalho da dupla, que em 2004 lançou o disco “Romances”, além de um DVD ao vivo três anos depois.

A dupla soltou um vídeo para o single “Imodium”. Além de alguns recortes NSFW, a sequência é toda doida. Mas curti as crianças abraçando o Papai Noel…

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Faith No More + TV on the Radio + um rapper: após 10 anos, Nevermen lança disco de estreia

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A banda foi formada em 2006. O álbum de estreia começou a ser gravado dois anos depois. Em meio a idas e vindas, demos e recortes, o Nevermen enfim lançou hoje seu disco.

O trio é formado por nada menos que o gênio Mike Patton (Faith No More), o músico e produtor Tunde Adebimpe (TV on the Radio) e o rapper/músico/produtor Doeseone.

O projeto sempre foi mencionado em entrevistas, mas tecnicamente nunca havia se consumado com um disco. Em 2006, Patton e Doseone produziram juntos a faixa “How You Felling?”. E ficou por aí. Nos anos seguintes, gravaram mais coisas. Hoje, 10 faixas inéditas estão em nossas mãos. Ouça abaixo o disco de estreia homônimo dos três bambas.

Nevermen – tracklist
01. Dark Ear
02. Treat Em Right
03. Wrong Animal Right Trap
04. Tough Towns
05. Hate On
06. Mister Mistake
07. Shellshot
08. At Your Service
09. Non Babylon
10. Fame II: The Wreckoning

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Cauteloso, mas ainda intenso: mais um show do Faith No More em São Paulo

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* Em meio ao auê do Rock in Rio, algumas bandas estão aproveitando sua vinda ao Brasil para tocar em outras cidades. É o caso do Faith No More, que não poderia deixar São Paulo de fora, claro. Com histórico de shows inesquecíveis na cidade, a turma de Mike Patton tocou no Espaço das Américas esgotado na noite de ontem para mostrar o novo disco “Sol Invictus”. O poploader Fernando Scoczynski marcou presença e conta suas impressões de mais um show do FNM para o público paulista.

Mike Patton faz barulho no Espaço das Américas. (Fotos: Júnior Lago/UOL)

Mike Patton faz barulho no Espaço das Américas. (Fotos: Júnior Lago/UOL)

É possível contar o número total de shows do Faith No More no Brasil? Desde a reunião oficial da banda, é a terceira passagem deles pelo país: primeiro, no festival Maquinária, em 2009, e novamente no SWU de 2011, ambas as vezes como headliner. Adora, na véspera de seu show no Rock In Rio (não como headliner), a banda “encaixou” um show em São Paulo no Espaço das Américas. Restava a incógnita: seria um show diferente, ou algo similar ao que já foi apresentado aqui?

Toda banda em reunião, com disco novo, passa por um certo teste. O seu setlist tem que incluir o material novo e equilibrá-lo com o antigo, sem levar o público ao tédio com as músicas “desconhecidas”. Faith No More, apresentando o bom disco “Sol Invictus”, passou nesse teste. “Motherfucker”, que abriu o show, já veio muito bem recebida, com a plateia cantando toda a música. Intercaladas por músicas já bem conhecidas, vieram “Superhero”, “Separation Anxiety”, “Sunny Side Up” e “Matador”, todas se saindo relativamente bem. Mas não conseguiam chegar à altura de uma “Midlife Crisis”, é claro.

Aliás, é de surpreender ver a reação a “Epic”, momento “é a nossa música, meu!” do show (metade da plateia nasceu depois do lançamento do single, mas tudo bem). Continua sendo um hino, independentemente de quantas vezes a banda a toque no Brasil. “Ashes to Ashes”, “The Gentle Art of Making Enemies”, “Caffeine”, todas tocadas várias vezes aqui, todas bem recebidas. A surpresa foi a inclusão de “The Crab Song” e “Chinese Arithmetic”, duas raras faixas do disco Introduce Yourself (1987), da era pré-Mike Patton, que deixaram boa parte da plateia meio perdida – apesar de serem boas músicas em si.

No aspecto técnico, os músicos continuam irretocáveis. Nem uma nota errada, precisão absoluta em todas as batidas. É um show quase perfeito, no papel, trazendo tudo o que qualquer fã normal esperaria. No entanto, comparando o show às duas últimas passagens da banda por aqui, este foi menos descontraído e teve menos improvisação por parte de Mike Patton. Nenhuma música estendida por 10 minutos, nada de Mike descendo na plateia, e um coro de “porra caralho” mais comportado que o normal. Legal foi um momento em que Mike Patton perguntou se a plateia preferiria ouvir Caetano Veloso, recebeu um “vá tomar no cu” de uma pessoa na plateia, e trocaram insultos amigáveis por alguns segundos.

Com menos de uma hora de show, já começou o papo de “this is our last song” – que óbvio que não era. Mas mesmo assim, o fim veio antes de esperado, com cerca de 1h20 de show. Foi um intenso, preciso, e bem-executado, sem nada a cortar do setlist. Não deixou a desejar, de forma alguma, mas, comparado aos shows do Maquinária e SWU, poderia ter sido um pouco mais.

SETLIST
Motherfucker
Land of Sunshine
Caffeine
Everything’s Ruined
Evidence (Portuguese version)
Epic
Sunny Side Up
Midlife Crisis
Chinese Arithmetic
The Gentle Art of Making Enemies
Easy
Separation Anxiety
Matador
Ashes to Ashes
Superhero

The Crab Song
From Out of Nowhere
I Started a Joke

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