Em miley cyrus:

POPLOAD NOW – Três momentos musicais do Super Bowl, estrelando The Weeknd, Miley Cyrus e Bruce Springsteen

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* Aparentemente curado da mágoa de não ter sido indicado ao Grammy, o músico canadense The Weeknd fez o graaaaaande show do Super Bowl 55, realizado ontem no intervalo do jogo Raymond James Stadium, na Florida. Por 15 minutos, Weeknd espremeu sete músicas em sua apresentação, de seu primeiro disco “House of Balloons” (2011, na real sua primeira mixtape) até o “desprezado” “After Hours”, do ano passado. Isso em meio a um incrível cenário urbano de luzes e milhões (o exagero dá conta) de dançarinos em casacos vermelhos. De seus primórdios, Weeknd tocou rapidinho “House of Balloons/Glass Table Girls”, mas na famosa parte que usava sample de “Happy House”, hit do grupo inglês pós-punk Siouxsie and the Banshees. Showzão.

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* Uma mistura de comercial de carro com uma mensagem política ao povo dos EUA marcou o primeiro (e pomposo) comercial da vida do lendário cantor Bruce Springsteen, exibido ontem no milionário intervalo do Super Bowl, a grande final do futebol americano. A única propaganda em mais de 50 anos de carreira do “Boss” foi mais assunto até que as belas imagens do Jeep que dirigiu, falando coisas como “We just have to remember the very soil we stand on is common ground”, para uma nação tão polarizada como a americana pós-Trump.

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* Nossa roqueira Miley Cyrus fez um movimentadíssimo show com plateia ontem para o Super Bow. Não ali entre os segundos mais caros da TV mundial, no intervalo do jogo. Foi antes, no “pre-game”, em palco montado no estacionamento do estádio para ir recebendo o público que chegava, no evento chamado Taligate. E teve de tudo na quase hora e meia de apresentação de Cyrus, coisa de 20 músicas. Presenças especiais de Billy Idol e Joan Jett, várias canções de seu mais recente disco, “Plastic Hearts”, do ano passado, e muitas covers, entre elas de Bikini Kill, Dolly Parton, Blondie e Nine Inch Nails. O público presente, cerca de 7 mil pessoas lindamente aglomeradas à frente de Cyrus, foi formado por vacinados profissionais da área de saúde que trabalham na linha de frente contra a covid-19, os grandes homenageados pelo Super Bowl. “Nós apreciamos tanto vocês e toda a sua entrega por nós. E por isso a gente vai fazer bastante barulho daqui”, anunciou Cyrus no começo de seu show.

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* Esta seção da Popload é pensada e editada por Lúcio Ribeiro e Daniela Swidrak.

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Popnotas: Miley Cyrus na Tiny Desk, Nirvana no bilhar, o triste mundo moderno em série da BBC

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– O papo famoso ressurgiu numa dessas muitas entrevistas que Dave Grohl dá por aí. O famosíssimo produtor Steve Albini ofereceu seus valiosos serviços para trabalhar no terceiro disco do Nirvana, o “In Utero” de forma gratuita, isso se a banda ganhasse dele num jogo de bilhar. A oferta era mais ousada. Albini já estava contratado pelo grupo de Kurt Cobain para botar suas mãos produtoras no sucessor do “Nevermind” por 100 mil dólares. Mas numa noite de farra com a banda veio com o desafio, que ainda era mais ousado: se ele ganhasse, o Nirvana pagaria o dobro para ele: US$ 200 mil. “Não é que eu era particularmente um grande jogador. Mas botava fé no meu taco”, disse Albini mais ou menos assim, numa tradução nossa apropriada para a ocasião. “Eu costumava fazer essa oferta para todas as bandas com quem eu trabalhava. Mas nenhuma nunca topou”, falou o produtor recentemente para a revista inglesa de metal “Kerrang!”. Pois é. O Nirvana não topou.

– O inglês Adam Curtis é um dos documentaristas mais importantes da atualidade. Seu filmes, lançados pela BBC, onde trabalha desde os anos 80, ajudam a desbravar e desmitificar temas espinhosos. Quem quiser entender como chegamos em um mundo tocado por máquinas, individualismo e uma falta de imaginação de alternativas tem que ver “HyperNormalisation” de 2016, “The Century of the Self”, de 2002, e “All Watched Over by Machines of Loving Grace”, de 2011. Curtis também já trabalhou em conjunto com nomes da música, como Damon Albarn do Blur e o Massive Atack.
“Can’t Get You Out Of My Head: An Emotional History of the Modern World” é sua nova série de filmes que estreia no dia 21 de fevereiro no BBC iPlayer. Dá uma sacada na sinopse divulgada pela emissora britânica: “Estamos vivendo dias estranhos. Em toda a Grã-Bretanha, Europa e América, as sociedades se dividiram e se polarizaram não apenas na política, mas em toda a cultura. Há raiva com a desigualdade e a corrupção cada vez maior – e uma desconfiança generalizada das elites. E nisso surgiu a pandemia que dramatizou brutalmente essas divisões. Mas, apesar do caos, há uma paralisia – uma sensação de que ninguém sabe como escapar disso. Esta nova série de filmes de Adam Curtis conta a história de como chegamos a este lugar. E por que tanto aqueles que estão no poder – e nós – achamos tão difícil seguir em frente”. Pesadíssimo. E necessário.

– Acaba de ir para o ar a apresentação da agora roqueira Miley Cyrus para o programa online Tiny Desk, de quem a Popload é forte seguidora pelos showzinhos especiais que eles proporcionam. Miley fez sua performance em seu quarto, uma vez que o “show no escritorinho” que marca a série ainda é feito no formato “home”. Ela chiquérrima cantando sentada na cama em um quarto tiny, colorido. A primeira música foi uma cover, da sensacional “Fade into You”, da grande banda californiana Mazzy Star, que machucava corações grunges no começo dos 90 por causa da voz e figura da vocalista Hope Sandoval. A segunda faixa da Tiny Desk da Miley foi a sua sugestiva “Golden G String”, do disco “Plastic Hearts”, do ano passado. Essa foi seguida pelo hit “Prisoner”, do mesmo disco, que encerrou a session.

– Jonny Greenwood, guitarrista do Radiohead, coleciona uma série de trabalhos em trilhas sonoras de filmes. Seu parceiro mais frequente é Paul Thomas Anderson, que de quebra já cuidou de vídeos de sua banda e da carreira solo de Thom Yorke. “Sangue Negro”, “O Mestre” e “Vício Inerente” são alguns dos títulos de Anderson que contam com Greenwood na trilha original. A parceria rendeu até uma indicação ao Oscar com a trilha de “Trama Fantasma”, (“Phantom Thread”, 2018). Foi anunciado agora que o mais novo trabalho de Jonny na área de filmes será para “Spencer”, uma produção sobre a princesa Diana, que será interpretada pela Kristen Stewart. A previsão é que seja lançado ainda neste ano.

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POPNOTAS, 6 de janeiro – PJ Harvey, Trent Reznor fala de Bowie, Miley Cyrus fazendo Metallica e o Fresno

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* Vamos às notícias mais relevantes do dia.

PJ Harvey vai relançar o clássico “Stories from the City, Stories from the Sea”, de 2000. Do material extra que vem por aí, já saiu nos streamings a versão demo de “This Mess We’re In”. A versão mais sequinha de uma das mais conhecidas canções da PJ é tão bela quanto a original – só não começa com a voz do Thom Yorke. O relançamento, que vem com um disco de demos acompanhando o original, está marcado para o fim de fevereiro.

– O site americano “Consequence of Sound” anda produzindo um especial sobre David Bowie. A morte do mestre inglês completa 5 anos no próximo 10 de janeiro. A publicação desta quarta é um texto emocionado do grande Trent Reznor, dono do Nine Inch Nails, sobre a amizade que conseguiu construir com seu ídolo. Trent avalia que conhecer Bowie de perto durante a turnê que fizeram juntos em 1995 ajudou muito ele a entender seu papel de artista. O inglês já tinha sido uma de suas inspirações ao se arriscar na produção do difícil “The Downward Spiral”, álbum de 1994 do NIN. Sobre a turnê de 95 vale lembrar que a banda abria os shows e ainda tocava algumas músicas como grupo de apoio do Bowie. Busque a versão de “Hurt” com os dois.

– Parece que o disco da Miley Cyrus com covers do Metallica vai sair do papel mesmo. Pensava que não? Pelo que a “roqueira” declarou em uma entrevista recente a uma rádio inglesa, tem até Elton John no rolê.

– Admirável o esforço da grupo emo Fresno de se manter em quarentena real. A banda emendou a terceira live com total respeito ao distanciamento social. Cada membro gravou suas partes antes e só o Lucas Silveira, vocalista e guitarrista, tocou realmente ao vivo durante a transmissão. Com criatividade dá para fazer as coisas funcionarem do jeito certo.

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Sem a Dua Lipa, Miley Cyrus roqueira mostra performance para “Prisoner” na TV

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* Como a gente está bem de olho na fase roqueira da Miley Cyrus, temos a dizer que ela foi ontem ao programa do Jimmy Kimmel, na TV american. Para mostrar seu novo hit “Prisoneer”. Sem a Dua Lipa, importante falar.

“Foi”, nestes tempos, significa “mandou um vídeo”, para ser a atração musical desses programas de entrevistadores que é a nova MTV, há muito com o papel de veicular a nova música, ou novas músicas de artistas e bandas velhas. Bem importante, por isso quase todo dia tem um desses vídeos por aqui.

Para o Kimmel, Cyrus enviou uma performance com ela cantando vestida de rock star à frente e um vídeo meio-artsy, meio genérico rolando atrás. “Prisoner” é do recém-lançado e movimentado novo álbum, “Plastic Hearts”.

Foi assim:

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De chorar. A “roqueira” Miley Cyrus faz versão perfeita para música do Hole, banda da Courtney Love

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* Quem consegue parar a ex-popesca Miley Cyrus agora em descarada versão roqueira? Ou estaria ela enxergando o novo pop, já que as guitarras estão na moda de novo (?!?!?!?!?!).

Enfim, como se já não basta seu vídeo libidinoso com a Dua Lipa e seu irregular mas bom e movimentado disco novo, “Plastic Hearts”, recém-lançado, Miley foi anteontem ao programa do grande Howard Stern, na Sirius XM, estrear uma nova peraltice sua.

Ao “Show”, do Stern, que também é reverberado em vídeo, a cantora levou uma cover de “Doll Parts”, musicaça do Hole, banda histórica da Courtney Love, que ela tinha ensaiado apenas no dia anterior, para tocar pela primeira vez no programa.

Howard Stern, conhecidíssima e polêmica personalidade jornalística americana, tem seu programa da rádio satélite Sirius XM distribuído para um monte de rádios do conglomerado NPR. Ele grava em Hollywood, na Califórnia.

“Doll Parts” é música do fantástico segundo álbum do Hole, “Live Through This”, lançado em 1994, na época do suicídio do então marido de Love, Kurt Cobain. O disco foi feito em 1993, dizem que algumas partes dele no Brasil (quando o Nirvana passou dez dias aqui tocando no Hollywood Rock de Rio e SP e ela veio acompanhar o “esposo”).

E Miley Cyrus, bem. Miley Cyrus é Miley Cyrus. Repare, no vídeo ela aparece com um moletom da banda punk americana Plasmatics, da estrondosa Wendy O. Williams, a loira da estampa. E o baterista de Cyrus toca com uma camiseta do grupo indie britânico Ride. Galera escolhe bem as roupas.

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