Em miley cyrus:

Metallica leva a festinha do “Black Album” para o rádio e na TV. Veja as performances, inclusive uma delas com a Miley Cyrus no vocal

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* Sexta passada saiu, você está careca de saber, a superedição comemorativa do “The Black Album” (nome fictício, haha) do Metallica, o discaço homônimo com o disco todo remasterizado e carregado ainda de uma chinfra de 53 músicas covers dos clássicos do álbum de 30 anos que levou o nome de “The Metallica Blacklist”.

No final de semana subiram as imagens do programa de rádio que o famoso apresentador Howard Stern tem na rádio por satélite Sirius XM e que na quarta-feira recebeu para entrevistas e sons exatamente o Metallica, ainda mais com a convidada Miley Cyrus, inclusive para dar testemunhos sobre o disco 16 vezes platinado do grupo californiano, o impacto que ele teve em sua vida e a cover que ela fez de “Nothing Else Matters” no festival de Glastonbury, alguns anos atrás.

Miley, na hora da session no “The Howard Stern Show”, cantou a música tendo o Metallica como banda de apoio. Pensa. Ainda para o programa, o Metallica mandou ao vivo a performance de “Sad but True”.

Muito papo e as duas músicas ao vivo aqui citadas você vê agora em vídeo, aqui embaixo. Com um bônus legal. O Metallica tocando, no programa de TV do Jimmy Kimmel, as bombas “Wherever I May Roam” e “Holier Than Thou”, tudo também do “The Black Album”, em session feita do lado de fora do Observatorio de Angeles. Classe demais.

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Lollapalooza Chicago – Maior aglomeração do mundo pós-pandemia. Maior quantidade de maconha desde o Woodstock. Ondas gigantes. Ah. E teve música também

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* As imagens mais impressionantes e comentadas da edição deste ano do Lollapalooza Chicago não foram de suas grandes atrações, tipo Foo Fighters, Tyler, The Creator, Post Malone, Megan Thee Stalion. O que mais foram propagadas nas redes sociais sobre a edição que celebra os 30 anos de um dos maiores festivais do mundo, que aconteceu desde quinta até ontem à noite, foram fotos do público aglomeradão como se estivéssemos em 2019 e não tivéssemos atravessado um ano e meio de pandemia (e todo o trauma advindo dela).

É o primeiro graaaaande evento de música nos EUA na nova era. Chicago deu autorização ao festival, que tem filial em São Paulo, para funcionar em sua capacidade máxima, o que equivale dizer que algo em torno de 100 mil pessoas se espremeram por quatro dias, todos os dias, no Grant Park, numa das regiões urbanas mais bonitas do planeta, desde que apresentassem com o ingresso uma carteirinha de vacina e/ou um teste negativo para a covid-19 de pelo menos 72 horas.

Pessoas foram admitidas sem máscara no parque gigantesco. Apenas em áreas fechadas a proteção era requerida.

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Os próximos dias vão ser de apreensão em vários níveis, para autoridades e frequentadores, quando o impacto de botar tanta gente em um mesmo espaço vai ser sentido. Em Chicago, Lollapalooza à parte, e como em boa parte dos EUA, o número de infectados voltou a subir, principalmente por causa da disseminação da variante delta.

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De quinta até domingo foram momentos de agito absurdos em Chicago ao redor do Lollapalooza, até fora do Grant Park. Dois grandes hoteis do centro da cidade, que tinham falido e fechado por causa da pandemia, arriscaram uma reabertura no fim de junho, confiando muito no povo que ia visitar Chicago por conta do festival. Chicago está lotada neste verão.

Quantidades absurdas de maconha foram estocadas nas lojas oficias de venda de canabis para atender os consumidores do Lolla. É o primeiro grande evento de música desde que a cidade liberou o uso. Disseram, não sabemos se é verdade, que teve a mesma quantidade de maconha para estes dias de Lollapalooza que para os três dias de Woodstock em 1969, quando 400 mil pessoas se juntaram para o maior festival de paz e amor de todos os tempos.

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Ali perto do Lollapalooza tem o gigantesco lago Michigan que vai de Chicago até o Canadá. Tem praias legais demais e enormes naquela região de Chicago, perto do Grant Park. De areia. Muitas quadras, pista de bike, restaurantes etc. Muitos frequentadores do Lolla costumam ficar horas ali antes de entrarem no festival. Ontem, no domingo, a praia foi evacuada por causa de uma tempestade de verão de perto do Canadá que provocou ondas gigantescas para os lados de Chicago. Nadar então foi proibidaço. Galera teve que ir ao Lollapalooza aglomerar mais cedo.

O domingo foi agitado ainda pelo cancelamento, pelo festival, do show do rapper famosão DaBaby, de Cleveland, desde 2019 frequentador dos topos da “Billboard”. O Lollapalooza brecou a participação de um dos headliners do festival no domingo por causa de declarações homofóbicas e machistas dadas pelo rapper numa apresentação num festival pequeno de Miami no domingo retrasado. O caso veio aos poucos ganhando vulto e chegou aos ouvidos do Lollapalooza por conta de frequentadores do festival, querendo DaBaby fora. O Lolla soltou um comunicado dizendo que prega “diversidade, inclusão, respeito e amor” e anunciou no domingo mesmo, ontem, que o rapper não iria se apresentar.

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E, sim, o Lollapalooza Chicago 2021 teve até musica, sim.

Foo Fighters tocando os hits surrados de sempre, começando com a apropriada “Times Like These”, mais Bee Gees e Queen, filha de Dave Grohl indo ao palco tocar cover do X, essas coisas. Tyler, The Creator mostrando as músicas de seu recentíssimo disco “Call Me If You Get Lost”, levando uma lancha para o palco, público cantando tudo mais alto que o rapper. A veteraníssima banda “de rock” Journey mostrando seus hits anos 70/80 para uma galera novinha, depois que a conhecida “Don’t Stop Believin”, de 1981, virou até hit no TikTok.

Enfim. Um balanço rápido da música no Lollapalooza em vídeos, abaixo. Com shows inteiros. Se vão derrubar?

Popnotas – E o Dylan chega às lives. E a Nandi Bushell “acaba” com os Arctic Monkeys. E a Miley Cyrus enfia Cocteau Twins nos novinhos

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– Miley Cyrus resolveu sacar um cover de “Heaven or Las Vegas”, do saudoooooso e especialíssimo grupo inglês Cocteau Twins, em uma apresentação sua em… bem… Las Vegas anteontem. Onde mais? Engraçado que ela começa o cover com um “Ninguém conhece essa”, de olho no seu público da geração z, já que os mais velhos sabem que essa música é um hit até que bem popular, não? Talvez seja impressão nossa, vai saber. A batalha geracional segue quente no mundo. Mas é lindo ver os novinhos engolirem um Cocteau Twins in tha face, não? No mesmo show, ela mandou ainda um “FREE BRITNEY. We gotta free this bitch!”. Tudo aí embaixo. Boa, Miley!

– Por falar em batalha geracional, o encontro entre Matt Helders, baterista do Arctic Monkeys, com a jovem Nandi Bushell, 11 anos, ganhou mais alguns capítulos. Os finais. Ela fez uma entrevista com ele – que vai de perguntas do tipo “Suas bandas favoritas?” até “Marvel ou DC?” – e a dupla ainda atacou mais uma parceria em “R U Mine?”. Nandi também celebrou recentemente mais um feito: ela é a baterista mais jovem a aparecer na capa da tradicional revista britânica “Modern Drummer”, em sua edição de junho, publicação para adeptos das baquetas.

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– Ainda em termos de conflitos geracionais, Bob Dylan vai se render após um ano e tanto à onda das “lives”. No caso, uma apresentação virtual gravada, mas é o mesmo conceito quase, vai. Está programado para o dia 18 de julho a exibição desse show que foi gravado, atenção para a conexão com a primeira nota, em Vegas. Complicado é o preço do ingresso (para nós): 25 doletas. A promessa é que “Shadow Kingdom”, nome da apresentação, trará repertório clássico do músico – e, pelo que entendemos, em versões especiais para a ocasião. Algo que nem é uma novidade, já que Dylan é reconhecido por sempre mexer um pouco em arranjos ao vivo. Mas, vá lá, é o Dylan!

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Miley Cyrus canta hinos LGBTQ+ em show para o Pride, o mês do orgulho. Veja ela fazendo “Believe”, da Cher

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* Rockstar do momento, a intrépida Miley Cyrus promove amanhã um show especial para a causa LGBTQ+ no mês do Orgulho (Pride), em streaming. Gravado em Nashville no começo do mês em um auditório, e com participações especiais (o bombado rapper cantor Orville Peck é um deles), o evento online chamado Stand by You. A transmissão será feita na plataforma de vídeos por assinatura Peacock, do grupo Universal.

O show, de uma hora de duração, traz Miley Cyrus interpretando algumas músicas suas e vários hinos LGBTQ históricos, de unidade e empodeiramento. Alguns destes são: “True Colors”, de Cindy Lauper, “Heart of Glass”, do Blondie, “Dancing Queen”, do Abba, e um medley de músicas da Madonna (“Music”, “Express Yourself” e “Like a Prayer”.

Como o Peacock não é um serviço disponível para o Brasil, vamos ter que esperar esse show espirrar para o Youtube. De todo modo, para esquentar o rolê streamico, Miley subiu em sua conta a performance para a famosaça “Believe”, da cantora Cher, outro dos hinos da causa que ela vai botar no Stand by You.

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Mais Metallica. A lista de quem toca o que das bandas indies (ou nem tanto) que vão recriar o “Black Album”

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* Ainda sobre o barulhento anúncio do Metallica de hoje, em torno da movimentação de aniversário do marcante “Black Album”, de 1991, que vai render o projeto de recriação dele por 53 artistas em disco especial chamado “The Blacklist Album”.

Só para lembrar, tanto esse “The Blacklist Album” quanto o original “Metallica” remasterizado vão ser vendidos separados e ainda numa luxuosa caixa com os dois em vinil, um picture disc, três vinis ao vivo, 14 CDs, seis DVDs e um livro. Tudo saindo no dia 10 de setembro.

Vamos esmiuçar mais, aqui, quais as bandas “da nossa turma” vão estar no projeto e tocando e cantando qual dos hinos do Metallica:

– Phoebe Bridgers fazendo “Nothing Else Matters”
– Idles, “The God That Failed”
– St. Vincent, “Sad But True”.
– Weezer, “Enter Sandman”
– Mac DeMarco, “Enter Sandman”
– Royal Blood, “Sad But True”
– Moses Sumney, “The Unforgiven”.
– Kamasi Washington, “My Friend of Misery”
– Rina Sawayama, “Enter Sandman”
– Pup, “Holier Than Thou”
– J Balvin, “Wherever I May Roam”
– My Morning Jacket, “Nothing Else Matters”
– Miley Cyrus, “Nothing Else Matters”
– Sam Fender, “Sad But True” (ao vivo)
– Biffy Clyro, “Holier than Thou”
– Cage the Elephant, “The Unforgiven”
– Dave Gahan, “Nothing Else Matters”
– Imelda May, “The God That Failed”
– Rodrigo Y Gabriela, “The Struggle Within”

Achamos que é isso. Abaixo, ouça a roqueira pop Miley Cyrus fazendo “Nothing Else Matters”, com participações de Elton John no piano, o baixista Robert Trujillo, do Metallica, Chad Smith dos Chili Peppers na bateria, Watt e Yo-Yo Ma. Com um vídeo paisagístico aleatório.

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