Em monna brutal:

Top 50 da CENA – A hora e a vez de Zudizilla. Terno Rei içado ao segundo posto. E Saskia em relacionamento sério com nosso ranking

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* Caramba, que semana especial. Dá para dizer que todas as novidades que separamos poderiam estar no primeiro lugar, fácil. Sim, vale repetir mais uma vez, a posição não é o que guia nossa lista. O que move aqui, na hora de elencar as músicas, é mais uma coisa de longa sugestão do que de “competição” entre elas, na real. Diversas dicas, todas muito boas na nossa visão – mas é lógico que a forma com que a gente ordena isso talvez conte uma história, até porque no tempo de cada um talvez caibam uma música, cinco, há uma responsabilidade no que vamos narrar primeiro. Mas, dito isso, direto ao que interessa: as músicas. Só tem canção incrível.

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1 – Zudizilla – “Oya” (Estreia)
No seu excelente novo álbum, “Zulu: De César a Cristo (Vol.2)”, o rapper gaúcho Zudizilla faz uma porção de convites, oferece ideias e possibilidades, afinal há um mundo a se resolver. E também há uma escapatória possível para os vícios do mercado. Do muito que acontece ao longo do disco, em músicas que modulam e soam como duas dentro de uma, é em “Oya” que Zudizilla radicaliza a proposta, desde os versos que parecem não caber no espaço da música até a generosidade expressa em metade do espaço da canção a outro artista. No caso, é o violão de Eduardo Freda que faz um casamento perfeito com a emoção de Zudizilla. Bonito.

2 – Terno Rei – “Aviões” (7)
O que dizer deste disco que a gente tanto esperou e tanto entrega em beleza? Talvez o único erro do Terno Rei tenha sido dar de bandeja, pouco antes do lançamento do álbum, sua música mais bonita até aqui – a gente escutou as outras, testando nossa afirmação, mas não teve jeito: “Aviões” é absurda. Absurda na delicadeza, na mensagem que atinge todos que sofreram com a distância na pandemia e agora se reencontram (consigo e com os outros, em alguma medida) e notam o quanto o nosso redor está alterado para sempre. Um futuro que não aconteceu ainda está na presente na mente, mas na janela o mundo é outro. Como lidar com isso?

3 – Saskia – “Quarta Trave” (Estreia)
A Saskia, autora do excelente “Pq”, álbum de 2019 com produção da Ava Rocha e do Negro Léo, prepara a sequência desse trabalho. Agora uma artista da Balaclava, ela afirma que “Quarta Trave”, primeiro single da nova fase, é parte de seu “novo relacionamento sério com a música”. Pelo pique da canção, a coisa é séria.

4 – Coruja BC1 – “Auxílio Emergencial do Rap” (Estreia)
Se no álbum “Brasil Futurista”, Coruja BC1 mostrou uma nova amplitude do seu trabalho dentro do hip hop, o single “Auxílio Emergencial do Rap” relembra uma parte da sua obra muito querida pelos fãs mais atentos, sua capacidade assombrosa de enfileirar linhas de soco em seus versos. A pancada vem forte nessa “primeira parcela” do auxílio, e não escapa ninguém – presidente, publicitários e até a ala da Sonserina ganham um “recado”.

5 – Duda Beat – “Dar uma Deitchada” (1)
Cansada e gostosa, Duda Beat chegou com um hit, hein? A letra é daquelas de a gente se pegar rindo de tão inusitada pelo duplo sentido, que pode deixar ela mais inocente do que parece. Fora o quanto ela acerta em cheio ao falar com todas as cansadas do Brasil. Quem não está, né? A única coisa que nos pega um pouco talvez pela idade é ainda não entender essa tendência, que já está até um pouco batida, do artista já sair com um single inédito logo após soltar um álbum – tempos apressados, né? Deve ser por isso que está todo mundo um pouco exausto.

6 – Larissa Luz – “Brinco Só” (2)
E por falar em mensagens sutis em músicas recentes, aproveitamos aqui para dar um novo destaque ao EP que Larissa Luz soltou ao lado da dupla Tropkillaz. Desta vez a gente destaca “Brinco Só”, que é uma ode ao amor próprio, sacou? Não? Pega o verso, então: “Quer mais amor próprio/ Que saber como tirar/ Os seus próprios pés do chão?”

7 – Monna Brutal – “Hashtag (com Mu540)” (3)
A gente já comentou hoje sobre a velocidade das coisas. Então tenta acompanhar a Monna Brutal, que soltou álbum e mixtape ano passado e já vem com um single com produção de Mu540 que é destruidor. Ao longo da track, ela vai desfilando seu criativo repertório de flow. E sai de baixo. Difícil competir, ainda bem que não somos rappers. É o que a turma do podcast Rapfalando comentou no YouTube: “Sabe muito”. A Monna sabe muito, mesmo.

8 – Afrocidade – “Toma” (4)
Afrocidade é uma banda baiana formada há uma década a partir do trabalho de Eric Mazzone como educador em uma oficina de percussão. “Vivão”, primeiro álbum do grupo, chega avisando onde o corre começou: Camaçari, ou melhor, Camaçacity. A mensagem política da banda está expressa em “Toma”, que avalia as conquistas do Afrocidade: “O ideal é real”. A produção é da banda com o super Mahal Pita, que já colaborou com nomes como Rico Dalasam e BaianaSystem.

9 – B.art – “Mamba Negra” (com Zilladxg) (Estreia)
Acabamos de conhecer o trabalho da B.art por conta de sua participação no álbum do Zudizilla. Tem uma poesia dela no disco dele. E descobrimos uma tremenda rapper, viu – ainda que ela escreva na sua bio no Twitter que é rapper sulista&flopada, a gente acha que logo ela pode tirar esse “flopada” da bio, viu.

10 – Urias – “Foi Mal” (15)
Nesta semana a gente teve um longo papo com a Urias no Popload Entrevista, no Youtube. Além de saber um pouco mais sobre sua carreira, descobrimos também um pouco a respeito do que ela conta em “Foi Mal”, um dos principais hits de “Fúria”, seu recém-lançado álbum. A letra, que abre para várias interpretações, na visão de Urias é seu recado para a primeira pessoa com quem ela teve um relacionamento real que acabou por uma série de vacilos dela. Não é passar pano na própria derrapada, como ela explica, mas dar um ideia sobre os efeitos de nunca ter sido amada antes de verdade. “Não tô acostumada com amor sincero.”

11 – Wado – “Aquele Frevo Axé (com Patrícia Marx)” (5)
12 – Gab Ferreira – “faking it” (6)
13 – Luedji Luna – “Banho de Folhas” (Raze Mix) (8)
14 – Febem – “Champions” (9)
15 – Jambu – “Sem Rumo” (10)
16 – Otto – “Peraí Seu Moço” (11)
17 – Agnes Nunes – “Mais Sincero (com Neo Beats)” (12)
18 – Ava Rocha – “Papais Panacas” (com Iara Rennó e Saskia) (13)
19 – Bruno Morais – “Onironauta” (14)
20 – Black Alien – “Pique Peaky Blinders” (15)
21 – Supervão – “Primeiro Date” (16)
22 – Julia Mestre – “Meu Paraíso” (com Lux & Tróia) (17)
23 – FBC – “Se Tá Solteira Breaking Beattz remix” (com Mac Júlia) (18)
24 – Bala Desejo – “Lambe Lambe” (19)
25 – brvnks – “holy motors” (20)
26 – Vandal – “TIROH IH KEDAH” (22)
27 – China – “Carnaval Infinito” (23)
28 – Walfredo em Busca da Simbiose – “Traumas de Estimação” (24)
29 – Mc Hariel – “Pirâmide Social” (25)
30 – Gloria Groove – “BONEKINHA” (26)
31 – Do Amor – “A Morte do Amor” (27)
32 – Francisco, el Hombre e Sebastianismos – “Um Dia por Vez” (28)
33 – Gabriel Ventura – “O Teste” (29)
34 – Baco Exu do Blues – “Lágrimas” (30)
35 – Autoramas – “Nóias Normais” (31)
36 – Tuyo – Pra Curar (versão “Fragmentos 2”) (32)
37 – Anitta – “Boys Don’t Cry” (33)
38 – Fernando Catatau – “Nada Acontece” (34)
39 – Assucena – “Parti do Alto” (35)
40 – N.I.N.A. – “Stephen King (Jotaerre Remix)” (36)
41 – Sargaço Nightclub – “A Dança do Caos” (37)
42 – Luneta Mágica – “Águas Poluídas” (38)
43 – Juçara Marçal – “Crash” (39)
44 – Don L – “Volta da Vitória/Citação: Us Mano e as Mina (Xis)” (40)
45 – Rico Dalasam – “Expresso Sudamericah” (41)
46 – Jadsa – “Sem Edição” (42)
47 – Alessandra Leão – “Borda da Pele” (43)
48 – LEALL – “Pedro Bala” (44)
49 – Caetano Veloso – “Pardo” (45)
50 – Amaro Freitas – “Baquaqua” (46)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, o rapper gaúcho Zudizilla.
*** Este ranking é pensado e editado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Top 50 da CENA – Duda Beat vai ao topo pela primeira vez. Larissa Luz brinca no segundo posto. Monna Brutal acompanha o flow

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* Se você notou, a brisa do Carnaval bagunçou bem nosso cronograma, né? O Top 50 que saí na quarta estava atrasando e chegou a sair na sexta tipo hoje! A gente vai se ajeitar, por isso teremos umas poucas semanas de transição, digamos, porque na semana passada cuidamos de muitos lançamentos que cuidaríamos só agora, mas a gente vai atualizar a conversa com algumas músicas que estavam quase escapando do nosso radar. Você entendeu, né?

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1 – Duda Beat – “Dar uma Deitchada” (Estreia)
Cansada e gostosa, Duda Beat chegou com um hit, hein? A letra é daquelas de a gente se pegar rindo de tão inusitada pelo duplo sentido, que pode deixar ela mais inocente do que parece. Fora o quanto ela acerta em cheio ao falar com todas as cansadas do Brasil. Quem não está, né? A única coisa que nos pega um pouco talvez pela idade é ainda não entender essa tendência, que já está até um pouco batida, do artista já sair com um single inédito logo após soltar um álbum – tempos apressados, né? Deve ser por isso que está todo mundo um pouco exausto.

2 – Larissa Luz – “Brinco Só” (Estreia)
E por falar em mensagens sutis em músicas recentes, aproveitamos aqui para dar um novo destaque ao EP que Larissa Luz soltou ao lado da dupla Tropkillaz. Desta vez a gente destaca “Brinco Só”, que é uma ode ao amor próprio, sacou? Não? Pega o verso, então: “Quer mais amor próprio/ Que saber como tirar/ Os seus próprios pés do chão?”

3 – Monna Brutal – “Hashtag (com Mu540)” (Estreia)
A gente já comentou hoje sobre a velocidade das coisas. Então tenta acompanhar a Monna Brutal, que soltou álbum e mixtape ano passado e já vem com um single com produção de Mu540 que é destruidor. Ao longo da track, ela vai desfilando seu criativo repertório de flow. E sai de baixo. Difícil competir, ainda bem que não somos rappers. É o que a turma do podcast Rapfalando comentou no YouTube: “Sabe muito”. A Monna sabe muito, mesmo.

4 – Afrocidade – “Toma” (Estreia)
Afrocidade é uma banda baiana formada há uma década a partir do trabalho de Eric Mazzone como educador em uma oficina de percussão. “Vivão”, primeiro álbum do grupo, chega avisando onde o corre começou: Camaçari, ou melhor, Camaçacity. A mensagem política da banda está expressa em “Toma”, que avalia as conquistas do Afrocidade: “O ideal é real”. A produção é da banda com o super Mahal Pita, que já colaborou com nomes como Rico Dalasam e BaianaSystem.

5 – Wado – “Aquele Frevo Axé (com Patrícia Marx)” (Estreia)
Wado acertou em cheio ao criar um álbum que é um bloco de Carnaval. “Wado e o Bloco dos Bairros Distantes em: o Disco Mais Feliz do Mundo, Vol. 1” reúne canções de diferentes artistas, com um olho no passado e outro no futuro. O sentido é a festa. Ainda que por aqui a gente fique com este momento mais delicado do álbum, uma belíssima canção de Caetano Veloso que é meio clássica, meio lado B e é mais conhecida na voz de Gal Costa.

6 – Gab Ferreira – “faking it” (Estreia)
A catarinense Gab Ferreira chegou bem com mais um single de sua mixtape, que sai no mês que vem. Seria a versão trippy e em inglês de “se te escondo a verdade é para proteger da solidão?”.

7 – Terno Rei – “Aviões” (1)
A gente celebrou por aqui todos os outros singles do novo álbum do Terno Rei, certo? Caramba, que ansiedade pelo tal “álbum mais pop”, “Gêmeos”, que sai na semana que vem. Desta vez, com “Aviões”, não seria diferente, porque acreditamos que a canção talvez seja disparada uma das melhores da banda até aqui. A sutileza, a delicada harmonia vocal do refrão, a letra que fala muito do nosso presente após as nostálgicas “Difícil” e “Dias Da Juventude”… Pelo menos a nossa leitura por agora é desse encontro pós-pandemia que a música registra e que é bem emocionante. Talvez ela fale de outras coisas, vamos descobrindo dando os plays que o single merece.

8 – Luedji Luna – “Banho de Folhas” (Raze Mix) (2)
“Banho de Folhas” é o a música mais conhecida da Luedji Luna, do “distante” 2017. Sua versão original é de um balanço suave, leve. Daí nossa surpresa em dar de cara com essa versão TUNADA da música no Tik Tok, que faz um par gostoso com a original. É que a faixa virou trilha da Raze, a personagem brasileira no jogo Valorant, um dos games competitivos mais bombados da atualidade. Aliás, se alguém quiser desafiar a gente…

9 – Febem – “Champions” (3)
Estamos gostando da série brasileira que anda colando no Colors, aquele canal de Youtube superestiloso e minimalista que é ótimo para encontrar novos (e bons) artistas . Quem apareceu lá desta vez é uma figurinha constante aqui no nosso Top 50, o rapper Febem. Não tem como não gostar de um rap que chegar certeiro assim nos versos futebolísticos: “Dentro da área objetivo que nem o Romário/ Até quem não gosta indiretamente paga o salário”.

10 – Jambu – “Sem Rumo” (4)
Jambu é uma banda de Manaus, Amazonas, que anda fazendo um certo barulhinho justificado há algum tempo. “Sem Rumo” já estava entre as nossa favoritas e faltava um brecha para entrar no Top 50. Agora rolou. Se você amou nosso primeiro lugar, dá uma chance para este quarteto. É um indie rock bem clássico, mas com todo um frescor brasileiro renovado. Vai sem medo.

11 – Otto – “Peraí Seu Moço” (5)
12 – Agnes Nunes – “Mais Sincero (com Neo Beats)” (6)
13 – Ava Rocha – “Papais Panacas” (com Iara Rennó e Saskia) (7)
14 – Bruno Morais – “Onironauta” (8)
15 – Black Alien – “Pique Peaky Blinders” (9)
16 – Supervão – “Primeiro Date” (10)
17 – Julia Mestre – “Meu Paraíso” (com Lux & Tróia) (11)
18 – FBC – “Se Tá Solteira Breaking Beattz remix” (com Mac Júlia) (12)
19 – Bala Desejo – “Lambe Lambe” (13)
20 – brvnks – “holy motors” (14)
21 – Urias – “Foi Mal” (15)
22 – Vandal – “TIROH IH KEDAH” (16)
23 – China – “Carnaval Infinito” (17)
24 – Walfredo em Busca da Simbiose – “Traumas de Estimação” (18)
25 – Mc Hariel – “Pirâmide Social” (19)
26 – Gloria Groove – “BONEKINHA” (20)
27 – Do Amor – “A Morte do Amor” (21)
28 – Francisco, el Hombre e Sebastianismos – “Um Dia por Vez” (22)
29 – Gabriel Ventura – “O Teste” (23)
30 – Baco Exu do Blues – “Lágrimas” (24)
31 – Autoramas – “Nóias Normais” (25)
32 – Tuyo – Pra Curar (versão “Fragmentos 2”) (26)
33 – Anitta – “Boys Don’t Cry” (27)
34 – Fernando Catatau – “Nada Acontece” (29)
35 – Assucena – “Parti do Alto” (31)
36 – N.I.N.A. – “Stephen King (Jotaerre Remix)” (32)
37 – Sargaço Nightclub – “A Dança do Caos” (35)
38 – Luneta Mágica – “Águas Poluídas” (36)
39 – Juçara Marçal – “Crash” (37)
40 – Don L – “Volta da Vitória/Citação: Us Mano e as Mina (Xis)” (38)
41 – Rico Dalasam – “Expresso Sudamericah” (39)
42 – Jadsa – “Sem Edição” (40)
43 – Alessandra Leão – “Borda da Pele” (41)
44 – LEALL – “Pedro Bala” (42)
45 – Caetano Veloso – “Pardo” (44)
46 – Amaro Freitas – “Baquaqua” (45)
47 – Pabllo Vittar – “Não É Papel de Homem” (46)
48 – Coruja BC1 – “Brasil Futurista” (47)
49 – Prettos – “Oyá/Sorriso Negro” (48)
50 – Liniker – “Mel” (46)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, a cantora Duda Beat.
*** Este ranking é pensado e editado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Top 50 da CENA – Rapper carioca Leall manda a reall. Apeles chega mais. Lupe de Lupe quer encrenca. Rincon Sapiência também, de certo modo. Pah!

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* Numa queda produtiva, semana passada pensamos alto sobre as dificuldades da CENA brasileira em seguir lançando músicas e discos em tempos tão impróprios. Mas também ressaltamos que nossa CENA está das mais fortes e tem sabido caminhar na adversidade. Não deu outra. Semana de boas e poderosas canções. Tem um dos raps mais pesados do ano, tem experimentação sobre a função do artista, tem hip hop marqueteiro e apareceu até uma “diss track” indie. Cada ponto está mais explicado nos textinhos. Vamos a eles e a nossa já tradicional playlist, que dá a real dimensão de tudo.

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1 – LEALL – “Pedro Bala” (Estreia)
“Escupido a Machado” é o nome do primeiro álbum do rapper carioca LEALL, uma referência a uma fala do Mano Brown sobre sua história de vida, onde os ensinamentos constroem, mas os erros custam caro. “Pedro Bala”, segundo som do disco, é um pouco sobre isso, mas também sobre o cerco que se apresenta na vida dos jovens negros do Brasil. Um cerco material, mas também do imaginário – aspecto perverso do racismo estrutural brasileiro que consegue culpar suas vítimas na ida e na volta. Embora a referência do título seja do personagem criado por Jorge Amado em “Capitães de Areia”, a gente relembrou aqui do “Pedro Pedreiro” de Chico Buarque, outro personagem da música brasileira que sofre com as questões do imaginário.

2 – Jadsa – “Raio de Sol” (2)
O congraçamento da CENA brasileira em seu momento fértil dos últimos anos se dá à perfeição em “Raio de Sol”, o novo single da guitarrista baiana Jadsa com participações de Ana Frango Elétrico e Kiko Dinucci. Segunda música a ser apresentada de “Olho de Vidro”, o álbum a ser lançado, “Raio de Sol” é tão boa quanto o single anterior, a “A Ginga do Nego”, que você encontra mais abaixo, na sexta posição. E mais cheia de significados. A canção une a musicalidade da Bahia (Jadsa), Rio (Frango) e São Paulo (Kiko). Tem o samba, a MPB de vanguarda, o rock, psicodelia, “lá-lá-lás”, pausa, mudança de andamento. Vem disco do ano – sim, a gente trabalha nesse pique. Amanhã tem outra música dela a ser lançada. Curioso para saber nosso comportamento diante dela no Top 50 da semana que vem.

3 – Apeles – “Eu Tenho Medo do Silêncio” (Estreia)
Indie alta-cultura da CENA paulistana, o caprichoso Apeles vai se virando para se manter ocupado e criativo em tempos pandêmicos. Este single, que não vai fazer parte de nenhum álbum, nem do próximo EP dele, é resultado de um trabalho de reconstrução constante por arranjos diferentes em busca de experimentações. Vale reparar nos versos que ele colocou para tocarem ao contrário dentro da música: “Uma alusão ao sentimento de que precisamos ressignificar na raiz qual a função, hoje em dia, da arte na sociedade”, diz ele. Trabalho caprichado este – tanto que tentamos desvendar o tal verso e não conseguimos. Que truque será que ele usou?

4 – Lupe de Lupe – “Goiânia” (Estreia)
Evento um tanto quanto raro na CENA indie brasileira, o Lupe de Lupe tem aqui uma “diss track”, prática famosa dentro do hip hop americano principalmente, daquelas faixas de um artista construídas para falar mal de outro, falar mal da cena, falar mal de uma pessoa. No caso uma banda mineira espinafrando, veladamente ou não, uma das cenas independentes mais movimentadas do Brasil, a da capital de Goiás. A letra é pesada e versa dentro da cultura do cancelamento irrestrito ou da questão da “passada de pano”. Seja dando nomes aos bois ou não entregando o que se sabe ou acredita saber. Cita os sertanejos locais e o grande festival Bananada. A música em si é boa. Começa indie tipo Cake, com um fundo repetitivo de guitarra para servir de cama ao discurso da letra “dedo-na-cara”, e perto do fim, em clímax, crescendo, vira um hardcore de tom mais denunciador desta perspectiva MG vs. GO clara/não clara.

5 – Rohmanelli – “Viúvo” (Estreia)
Em denso toque eletrônico, até na voz, Rohmanelli vai fundo em uma questão complexa aqui sobre um relacionamento dos mais complicados: o nosso conosco mesmo. Quais amarras descartar? Como ser fiel a si mesmo? Treta pessoal musicada.

6 – Boogarins -“Far and Safe” (Estreia)
“Far and Safe” é a versão com letra em inglês de “Te Quero Longe”, som do álbum “Sombrou Dúvida” (2019), cantada pela Erika Wennerstrom, mais conhecida no underground americano como dona da banda Heartless Bastards, de Ohio. A readequação da letra é de autoria de John Schmersal (do Brainiac, integrante da última fase do Caribou). Se a gente entendeu certo, a gravação do instrumental é a mesma da versão original, mas comparando as duas parece que a nova está mais calibrada sonoramente. Não sabemos com certeza, mas deu essa impressão. O legal é que as duas são boas, seja em Goiânia, seja em Austin.

7 – Rincon Sapiência – “Som do Palmeiras” (Estreia)
A homenagem que o Rincon Sapiência escreveu para o tetracampeonato do Palmeiras na Copa do Brasil é uma propaganda de marca de roupa esportiva, nem devia estar aqui, mas tem o talento puro do hip hop nacional ali, se você perceber bem. Fora que mexeu bastante com um dos autores deste top 50. Então concordamos que a música merecia uma menção aqui, para além de clubismos. A sampleada do hino é classe, a cadência é boa, a letra empolga qualquer um, se você não ver só cores. Futebol evoca espírito esportivo e o momento é do Palmeiras, que tem o luxo de contar com o talento do Rincon para celebrar a fase. Os muitos músicos de outros times _e os outros times em si_ que lutem.

8 – Monna Brutal – “Neurose” (1)
Pega a vibe da rapper Monna Brutal já na chegada de “Neurose”, faixa do recém-lançado álbum “2.0.2.1.”: “Hoje eu acordei na neurose, quero botar fogo em tudo/ Estapear o presidente, dar um tiro em algum puto/ Derrubar umas estátuas, queimar instituições/ Saquear alguns comércios, dar prejuízo a patrões”. Esse é o clima da música. Partir para cima. Ação. Movimento. E tudo fica ainda melhor quando o som chega a um discurso editado da ex-presidenta Dilma que parece uma convocação à rebeldia – na real, a fala era contra os protestos violentos, mas o trecho recortado que viralizou.

9 – Luna França – “Terapia” (3)
O lindo segundo single da cantora entre muitas-outras-coisas Luna França aterrissa de bico nesta onda forte da música nova, aqui e lá, que é o indie-mental health, do qual temos falado bastante na Popload. Na canção, ela descreve um sentimento feio, em suas palavras, ou seja, faz terapia em tempo real mesmo. “Escrevi essa letra como se estivesse escrevendo um diário e refletindo sobre essa sensação de posse que é real e até bem comum. A gente não quer ver a pessoa triste, mas também não quer ver mais feliz que a gente.” Forte. Como é a canção em si.

10 – Yannick Hara – “Antidepressivos” (4)
Ainda no campo da mental health, Yannick Hara aborda por aqui outro aspecto da questão: o abuso de remédios como uma forma de afastar toda e qualquer dor (inclusive a da alma), uma forma de camuflar alguns problemas. O clima do som pega um tanto de The Cure nos momentos mais sombrios, uma vibe ointentista, céu nublado e um frio lá fora. E um frio mais doído lá dentro.

11 – Ale Sater – “Nós” (5)
12 – Jadsa – “A Ginga do Nêgo” (6)
13 – Sessa – “Grandeza” (7)
14 – Artur Ribeiro – “Fragmentação” (8)
15 – A Espetacular Charanga do França – “Cadê Rennan?” (9)
16 – Garotas Suecas – “Tudo Bem” (10)
17 – Winter – “Violet Blue” (11)
18 – Pluma – “Mais do Que Eu Sei Falar” (12)
19 – Tagore – “Tatu” (13)
20 – Kill Moves – “Perfect Pitch” (14)
21 – DJ Grace Kelly – “PPK” (15)
22 – Jamés Ventura – “Ser Humano” (16)
23 – Jovem Dionísio – “Copacabana” (17)
24 – Píncaro – “Leito de Migalhas” (18)
25 – Atalhos – “A Tentação do Fracasso” (19)
26 – Edgar – “Prêmio Nobel” (20)
27 – Jup do Bairro – “O Corre” e “O Corre” (Bixurdia Remix) (21)
28 – BK – “Mudando o Jogo” (22)
29 – Antônio Neves e Ana Frango Elétrico – “Luz Negra” (23)
30 – BaianaSystem e BNegão – “Reza Forte” (24)
31 – Compositor Fantasma – “Pedestres Violentas” (25)
32 – Zé Manoel – “Saudade da Saudade” (26)
33 – Gustavo Bertoni e Apeles – “Ricochet” (27)
34 – Jair Naves – “Todo Meu Empenho” (28)
35 – Kamau – “Nada… De novo” (29)
36 – Letrux – “Dorme Com Essa (Delirei)” (30)
37 – MC Fioti – “Bum Bum Tam Tam” (31)
38 – Rincon Sapiência – “Tem Que Tá Veno” (Verso Livre) (32)
39 – MC Carol – “Levanta Mina” (33)
40 – Marabu – “Capítulo 5: Sereno” (34)
41 – Criolo – “Fellini” (35)
42 – Linn da Quebrada – “quem soul eu” (36)
43 – Wry – “Absoluta Incerteza” (37)
44 – Rico Dalasam e Jup do Bairro – “Reflex” (38)
45 – YMA – “White Peacock” (39)
46 – Ana Frango Elétrico – “Mulher Homem Bicho” (40)
47 – Luedji Luna – “Chororô” (41)
48 – Black Alien – “Chuck Berry” (42)
49 – Vovô Bebê – “Bolha” (43)
50 – Sabotage e MC Hariel – “Monstro Invisível” (44)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, a rapper carioca Leall.
*** Este ranking é pensado e editado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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Top 50 da CENA: A rapper Monna Brutal bota sua neurose em primeiro no nosso ranking. Ou seria nossa neurose no ranking todo dela? Jadsa aparentemente não sai mais do Top até o final do ano. E muito mais

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* A pandemia alcança no Brasil seu pior momento – em pleno 2021, acredite. A movimentação da CENA reflete este tempo de angústia geral, andamento mais lento. Talvez seja uma impressão falsa, erro de avaliação nosso, mas 2021 segue como 2020, com a CENA nadando contra forte correnteza após alguns anos tão firmes e seguros, mesmo que a briga tenha sempre sido dura. Há campo para novidades quando as notícias são tão absurdas? A gente segue buscando alternativas, atentos às vozes dissonantes por aí. Ou de escape. Porque, afinal, temos a música. Pelo menos!

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1 – Monna Brutal – “Neurose” (Estreia)
Pega a vibe da rapper Monna Brutal já na chegada de “Neurose”, faixa do recém-lançado álbum “2.0.2.1.”: “Hoje eu acordei na neurose, quero botar fogo em tudo/ Estapear o presidente, dar um tiro em algum puto/ Derrubar umas estátuas, queimar instituições/ Saquear alguns comércios, dar prejuízo a patrões”. Esse é o clima da música. Partir para cima. Ação. Movimento. E tudo fica ainda melhor quando o som chega a um discurso editado da ex-presidenta Dilma que parece uma convocação à rebeldia – na real, a fala era contra os protestos violentos, mas o trecho recortado que viralizou.

2 – Jadsa – “Raio de Sol” (Estreia)
O congraçamento da CENA brasileira em seu momento fértil dos últimos anos se dá à perfeição em “Raio de Sol”, o novo single da guitarrista baiana Jadsa com participações de Ana Frango Elétrico e Kiko Dinucci. Segunda música a ser apresentada de “Olho de Vidro”, o álbum a ser lançado, “Raio de Sol” é tão boa quanto o single anterior, a “A Ginga do Nego”, que você encontra mais abaixo, na sexta posição. E mais cheia de significados. A canção une a musicalidade da Bahia (Jadsa), Rio (Frango) e São Paulo (Kiko). Tem o samba, a MPB de vanguarda, o rock, psicodelia, “lá-lá-lás”, pausa, mudança de andamento. Vem disco do ano – sim, a gente trabalha nesse pique.

3 – Luna França – “Terapia” (1)
O lindo segundo single da cantora entre muitas-outras-coisas Luna França aterrissa de bico nesta onda forte da música nova, aqui e lá, que é o indie-mental health, do qual temos falado bastante na Popload. Na canção, ela descreve um sentimento feio, em suas palavras, ou seja, faz terapia em tempo real mesmo. “Escrevi essa letra como se estivesse escrevendo um diário e refletindo sobre essa sensação de posse que é real e até bem comum. A gente não quer ver a pessoa triste, mas também não quer ver mais feliz que a gente.” Forte. Como é a canção em si.

4 – Yannick Hara – “Antidepressivos” (2)
Ainda no campo da mental health, Yannick Hara aborda por aqui outro aspecto da questão: o abuso de remédios como uma forma de afastar toda e qualquer dor (inclusive a da alma), uma forma de camuflar alguns problemas. O clima do som pega um tanto de The Cure nos momentos mais sombrios, uma vibe ointentista, céu nublado e um frio lá fora. E um frio mais doído lá dentro.

5 – Ale Sater – “Nós” (3)
“Nós”, com seus dedilhados grandiosos de violão acústico, afastam Ale Sater do clima urbano do som do Terno Rei e o leva, sozinho, para o interior. Talvez o seu próprio interior, onde ele tenha que lidar com fantasmas em tom nostálgico, algo longe do romantismo urgente que embalou “Violeta, o mais recente e bem-sucedido álbum do Terno Rei, de 2019.

6 – Jadsa – “A Ginga do Nêgo” (4)

Há um quê de divino e de mântrico no primeiro single da guitarrista e cantora baiana Jadsa, “A Ginga do Nêgo”, que perdurou duas semanas no primeiro lugar deste ranking da CENA. Acredite quando ler que a música serve para “abrir caminhos” para o primeiro álbum da artista, “Olho de Vidro”, que sai no dia 26 deste mês. “A Ginga do Nêgo” é atravessada por uma guitarra cortante, evoca Exu, orixá da encruzilhada, o mensageiro da comunicação entre os vivos e as divindades, tem um baixo potente de Caio Terra e certamente deixaria orgulhoso Itamar Assumpção. Que musica gigante, embora com menos de dois minutos de duração.

7 – Sessa – “Grandeza” (Estreia)
Ainda fazendo render o material de seu incrível álbum de estreia solo, “Grandeza”, de lá do outro mundo de 2019, e o que é uma grandeza de notícia ainda assim, o músico paulistano Sessa resolveu soltar um vídeo animação da faixa-título do disco. Músico que costumamos dizer tem uma pegada sonora bossa-folk, com relações internacionais bem construídas no nível “crítica favorável na ‘New Yorker’ e session no site francês ‘La Blogothèque’”, Sessa fez “Grandeza”, o vídeo, parar de pé na animação do videoartista analógico paulista Rollinos e do ilustrador Bráulio Amado. Um frescor colorido no meio das notícias da semana.

8 – Artur Ribeiro – “Fragmentação” (Estreia)
Artur Ribeiro é um veterano da CENA. Representando do rock baiano, está por aí desde os anos 80 entre diversas bandas e mais recentemente tocando uma carreira solo. Em seu novo álbum, “Memento Mori” temos um bom disco de indie rock. Pense na atmosfera mais oitentista e noventista do indie, perto do lo-fi e um pouco de grave na voz. É por aí que Artur trabalha. E nós curtimos que seja assim. Por enquanto, a música está só no Bandcamp dele.

9 – A Espetacular Charanga do França – “Cadê Rennan?” (5)
Ainda o Não-Carnaval. Sem poder ir para a rua, A Espetacular Charanga do França aproveitou para soltar um disquinho novo onde tentaram sem sucesso escapar de um som carnavalesco. Esse “fracasso” está no nome do disco, “Nunca Não É Carnaval”. Acabou que o título ganhou significado duplo por conta da pandemia que persiste. Das boas músicas, vale muito esta homenagem a Rennan da Penha que se refere bastante ao funk de BH.

10 – Garotas Suecas – “Tudo Bem” (Estreia)
Dez anos da estreia da banda indie paulistana Garotas Suecas com o álbum “Escaldante Banda” e eles resgataram “Tudo Bem”, em um vídeo de celebração. A gente embarcou nessa festa e nas boas memórias de tempos de shows e aglomerações diversas. E viagens para a gringa, como mostra o vídeo. Vaaaaaaai saber quando vamos poder viver essas coisas de novo…

11 – Winter – “Violet Blue” (6)
12 – Pluma – “Mais do Que Eu Sei Falar” (7)
13 – Tagore – “Tatu” (8)
14 – Kill Moves – “Perfect Pitch” (9)
15 – DJ Grace Kelly – “PPK” (10)
16 – Jamés Ventura – “Ser Humano” (11)
17 – Jovem Dionísio – “Copacabana” (12)
18 – Píncaro – “Leito de Migalhas” (13)
19 – Atalhos – “A Tentação do Fracasso” (14)
20 – Edgar – “Prêmio Nobel” (15)
21 – Jup do Bairro – “O Corre” e “O Corre” (Bixurdia Remix) (16)
22 – BK – “Mudando o Jogo” (17)
23 – Antônio Neves e Ana Frango Elétrico – “Luz Negra” (18)
24 – BaianaSystem e BNegão – “Reza Forte” (19)
25 – Compositor Fantasma – “Pedestres Violentas” (20)
26 – Zé Manoel – “Saudade da Saudade” (21)
27 – Gustavo Bertoni e Apeles – “Ricochet” (22)
28 – Jair Naves – “Todo Meu Empenho” (23)
29 – Kamau – “Nada… De novo” (24)
30 – Letrux – “Dorme Com Essa (Delirei)” (25)
31 – MC Fioti – “Bum Bum Tam Tam” (26)
32 – Rincon Sapiência – “Tem Que Tá Veno” (Verso Livre) (27)
33 – MC Carol – “Levanta Mina” (28)
34 – Marabu – “Capítulo 5: Sereno” (29)
35 – Criolo – “Fellini” (30)
36 – Linn da Quebrada – “quem soul eu” (31)
37 – Wry – “Absoluta Incerteza” (32)
38 – Rico Dalasam e Jup do Bairro – “Reflex” (33)
39 – YMA – “White Peacock” (34)
40 – Ana Frango Elétrico – “Mulher Homem Bicho” (35)
41 – Luedji Luna – “Chororô” (36)
42 – Black Alien – “Chuck Berry” (37)
43 – Vovô Bebê – “Bolha” (38)
44 – Sabotage e MC Hariel – “Monstro Invisível” (39)
45 – Emicida e Gilberto Gil – “É Tudo Pra Ontem” (40)
46 – Liniker – “Psiu” (41)
47 – Tuyo – “Sonho da Lay” (42)
48 – KL Jay – “Território Inimigo” (43)
49 – Boogarins – “Cães do Ódio” (44)
50 – Dexter, Djonga, Coruja BC1, KL Jay, Will – “Voz Ativa” (45)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, a rapper Monna Brutal.
*** Este ranking é pensado e editado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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