Em monna brutal:

Top 50 da CENA – Rapper carioca Leall manda a reall. Apeles chega mais. Lupe de Lupe quer encrenca. Rincon Sapiência também, de certo modo. Pah!

1 - cenatopo19

* Numa queda produtiva, semana passada pensamos alto sobre as dificuldades da CENA brasileira em seguir lançando músicas e discos em tempos tão impróprios. Mas também ressaltamos que nossa CENA está das mais fortes e tem sabido caminhar na adversidade. Não deu outra. Semana de boas e poderosas canções. Tem um dos raps mais pesados do ano, tem experimentação sobre a função do artista, tem hip hop marqueteiro e apareceu até uma “diss track” indie. Cada ponto está mais explicado nos textinhos. Vamos a eles e a nossa já tradicional playlist, que dá a real dimensão de tudo.

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1 – LEALL – “Pedro Bala” (Estreia)
“Escupido a Machado” é o nome do primeiro álbum do rapper carioca LEALL, uma referência a uma fala do Mano Brown sobre sua história de vida, onde os ensinamentos constroem, mas os erros custam caro. “Pedro Bala”, segundo som do disco, é um pouco sobre isso, mas também sobre o cerco que se apresenta na vida dos jovens negros do Brasil. Um cerco material, mas também do imaginário – aspecto perverso do racismo estrutural brasileiro que consegue culpar suas vítimas na ida e na volta. Embora a referência do título seja do personagem criado por Jorge Amado em “Capitães de Areia”, a gente relembrou aqui do “Pedro Pedreiro” de Chico Buarque, outro personagem da música brasileira que sofre com as questões do imaginário.

2 – Jadsa – “Raio de Sol” (2)
O congraçamento da CENA brasileira em seu momento fértil dos últimos anos se dá à perfeição em “Raio de Sol”, o novo single da guitarrista baiana Jadsa com participações de Ana Frango Elétrico e Kiko Dinucci. Segunda música a ser apresentada de “Olho de Vidro”, o álbum a ser lançado, “Raio de Sol” é tão boa quanto o single anterior, a “A Ginga do Nego”, que você encontra mais abaixo, na sexta posição. E mais cheia de significados. A canção une a musicalidade da Bahia (Jadsa), Rio (Frango) e São Paulo (Kiko). Tem o samba, a MPB de vanguarda, o rock, psicodelia, “lá-lá-lás”, pausa, mudança de andamento. Vem disco do ano – sim, a gente trabalha nesse pique. Amanhã tem outra música dela a ser lançada. Curioso para saber nosso comportamento diante dela no Top 50 da semana que vem.

3 – Apeles – “Eu Tenho Medo do Silêncio” (Estreia)
Indie alta-cultura da CENA paulistana, o caprichoso Apeles vai se virando para se manter ocupado e criativo em tempos pandêmicos. Este single, que não vai fazer parte de nenhum álbum, nem do próximo EP dele, é resultado de um trabalho de reconstrução constante por arranjos diferentes em busca de experimentações. Vale reparar nos versos que ele colocou para tocarem ao contrário dentro da música: “Uma alusão ao sentimento de que precisamos ressignificar na raiz qual a função, hoje em dia, da arte na sociedade”, diz ele. Trabalho caprichado este – tanto que tentamos desvendar o tal verso e não conseguimos. Que truque será que ele usou?

4 – Lupe de Lupe – “Goiânia” (Estreia)
Evento um tanto quanto raro na CENA indie brasileira, o Lupe de Lupe tem aqui uma “diss track”, prática famosa dentro do hip hop americano principalmente, daquelas faixas de um artista construídas para falar mal de outro, falar mal da cena, falar mal de uma pessoa. No caso uma banda mineira espinafrando, veladamente ou não, uma das cenas independentes mais movimentadas do Brasil, a da capital de Goiás. A letra é pesada e versa dentro da cultura do cancelamento irrestrito ou da questão da “passada de pano”. Seja dando nomes aos bois ou não entregando o que se sabe ou acredita saber. Cita os sertanejos locais e o grande festival Bananada. A música em si é boa. Começa indie tipo Cake, com um fundo repetitivo de guitarra para servir de cama ao discurso da letra “dedo-na-cara”, e perto do fim, em clímax, crescendo, vira um hardcore de tom mais denunciador desta perspectiva MG vs. GO clara/não clara.

5 – Rohmanelli – “Viúvo” (Estreia)
Em denso toque eletrônico, até na voz, Rohmanelli vai fundo em uma questão complexa aqui sobre um relacionamento dos mais complicados: o nosso conosco mesmo. Quais amarras descartar? Como ser fiel a si mesmo? Treta pessoal musicada.

6 – Boogarins -“Far and Safe” (Estreia)
“Far and Safe” é a versão com letra em inglês de “Te Quero Longe”, som do álbum “Sombrou Dúvida” (2019), cantada pela Erika Wennerstrom, mais conhecida no underground americano como dona da banda Heartless Bastards, de Ohio. A readequação da letra é de autoria de John Schmersal (do Brainiac, integrante da última fase do Caribou). Se a gente entendeu certo, a gravação do instrumental é a mesma da versão original, mas comparando as duas parece que a nova está mais calibrada sonoramente. Não sabemos com certeza, mas deu essa impressão. O legal é que as duas são boas, seja em Goiânia, seja em Austin.

7 – Rincon Sapiência – “Som do Palmeiras” (Estreia)
A homenagem que o Rincon Sapiência escreveu para o tetracampeonato do Palmeiras na Copa do Brasil é uma propaganda de marca de roupa esportiva, nem devia estar aqui, mas tem o talento puro do hip hop nacional ali, se você perceber bem. Fora que mexeu bastante com um dos autores deste top 50. Então concordamos que a música merecia uma menção aqui, para além de clubismos. A sampleada do hino é classe, a cadência é boa, a letra empolga qualquer um, se você não ver só cores. Futebol evoca espírito esportivo e o momento é do Palmeiras, que tem o luxo de contar com o talento do Rincon para celebrar a fase. Os muitos músicos de outros times _e os outros times em si_ que lutem.

8 – Monna Brutal – “Neurose” (1)
Pega a vibe da rapper Monna Brutal já na chegada de “Neurose”, faixa do recém-lançado álbum “2.0.2.1.”: “Hoje eu acordei na neurose, quero botar fogo em tudo/ Estapear o presidente, dar um tiro em algum puto/ Derrubar umas estátuas, queimar instituições/ Saquear alguns comércios, dar prejuízo a patrões”. Esse é o clima da música. Partir para cima. Ação. Movimento. E tudo fica ainda melhor quando o som chega a um discurso editado da ex-presidenta Dilma que parece uma convocação à rebeldia – na real, a fala era contra os protestos violentos, mas o trecho recortado que viralizou.

9 – Luna França – “Terapia” (3)
O lindo segundo single da cantora entre muitas-outras-coisas Luna França aterrissa de bico nesta onda forte da música nova, aqui e lá, que é o indie-mental health, do qual temos falado bastante na Popload. Na canção, ela descreve um sentimento feio, em suas palavras, ou seja, faz terapia em tempo real mesmo. “Escrevi essa letra como se estivesse escrevendo um diário e refletindo sobre essa sensação de posse que é real e até bem comum. A gente não quer ver a pessoa triste, mas também não quer ver mais feliz que a gente.” Forte. Como é a canção em si.

10 – Yannick Hara – “Antidepressivos” (4)
Ainda no campo da mental health, Yannick Hara aborda por aqui outro aspecto da questão: o abuso de remédios como uma forma de afastar toda e qualquer dor (inclusive a da alma), uma forma de camuflar alguns problemas. O clima do som pega um tanto de The Cure nos momentos mais sombrios, uma vibe ointentista, céu nublado e um frio lá fora. E um frio mais doído lá dentro.

11 – Ale Sater – “Nós” (5)
12 – Jadsa – “A Ginga do Nêgo” (6)
13 – Sessa – “Grandeza” (7)
14 – Artur Ribeiro – “Fragmentação” (8)
15 – A Espetacular Charanga do França – “Cadê Rennan?” (9)
16 – Garotas Suecas – “Tudo Bem” (10)
17 – Winter – “Violet Blue” (11)
18 – Pluma – “Mais do Que Eu Sei Falar” (12)
19 – Tagore – “Tatu” (13)
20 – Kill Moves – “Perfect Pitch” (14)
21 – DJ Grace Kelly – “PPK” (15)
22 – Jamés Ventura – “Ser Humano” (16)
23 – Jovem Dionísio – “Copacabana” (17)
24 – Píncaro – “Leito de Migalhas” (18)
25 – Atalhos – “A Tentação do Fracasso” (19)
26 – Edgar – “Prêmio Nobel” (20)
27 – Jup do Bairro – “O Corre” e “O Corre” (Bixurdia Remix) (21)
28 – BK – “Mudando o Jogo” (22)
29 – Antônio Neves e Ana Frango Elétrico – “Luz Negra” (23)
30 – BaianaSystem e BNegão – “Reza Forte” (24)
31 – Compositor Fantasma – “Pedestres Violentas” (25)
32 – Zé Manoel – “Saudade da Saudade” (26)
33 – Gustavo Bertoni e Apeles – “Ricochet” (27)
34 – Jair Naves – “Todo Meu Empenho” (28)
35 – Kamau – “Nada… De novo” (29)
36 – Letrux – “Dorme Com Essa (Delirei)” (30)
37 – MC Fioti – “Bum Bum Tam Tam” (31)
38 – Rincon Sapiência – “Tem Que Tá Veno” (Verso Livre) (32)
39 – MC Carol – “Levanta Mina” (33)
40 – Marabu – “Capítulo 5: Sereno” (34)
41 – Criolo – “Fellini” (35)
42 – Linn da Quebrada – “quem soul eu” (36)
43 – Wry – “Absoluta Incerteza” (37)
44 – Rico Dalasam e Jup do Bairro – “Reflex” (38)
45 – YMA – “White Peacock” (39)
46 – Ana Frango Elétrico – “Mulher Homem Bicho” (40)
47 – Luedji Luna – “Chororô” (41)
48 – Black Alien – “Chuck Berry” (42)
49 – Vovô Bebê – “Bolha” (43)
50 – Sabotage e MC Hariel – “Monstro Invisível” (44)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, a rapper carioca Leall.
*** Este ranking é pensado e editado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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Top 50 da CENA: A rapper Monna Brutal bota sua neurose em primeiro no nosso ranking. Ou seria nossa neurose no ranking todo dela? Jadsa aparentemente não sai mais do Top até o final do ano. E muito mais

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* A pandemia alcança no Brasil seu pior momento – em pleno 2021, acredite. A movimentação da CENA reflete este tempo de angústia geral, andamento mais lento. Talvez seja uma impressão falsa, erro de avaliação nosso, mas 2021 segue como 2020, com a CENA nadando contra forte correnteza após alguns anos tão firmes e seguros, mesmo que a briga tenha sempre sido dura. Há campo para novidades quando as notícias são tão absurdas? A gente segue buscando alternativas, atentos às vozes dissonantes por aí. Ou de escape. Porque, afinal, temos a música. Pelo menos!

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1 – Monna Brutal – “Neurose” (Estreia)
Pega a vibe da rapper Monna Brutal já na chegada de “Neurose”, faixa do recém-lançado álbum “2.0.2.1.”: “Hoje eu acordei na neurose, quero botar fogo em tudo/ Estapear o presidente, dar um tiro em algum puto/ Derrubar umas estátuas, queimar instituições/ Saquear alguns comércios, dar prejuízo a patrões”. Esse é o clima da música. Partir para cima. Ação. Movimento. E tudo fica ainda melhor quando o som chega a um discurso editado da ex-presidenta Dilma que parece uma convocação à rebeldia – na real, a fala era contra os protestos violentos, mas o trecho recortado que viralizou.

2 – Jadsa – “Raio de Sol” (Estreia)
O congraçamento da CENA brasileira em seu momento fértil dos últimos anos se dá à perfeição em “Raio de Sol”, o novo single da guitarrista baiana Jadsa com participações de Ana Frango Elétrico e Kiko Dinucci. Segunda música a ser apresentada de “Olho de Vidro”, o álbum a ser lançado, “Raio de Sol” é tão boa quanto o single anterior, a “A Ginga do Nego”, que você encontra mais abaixo, na sexta posição. E mais cheia de significados. A canção une a musicalidade da Bahia (Jadsa), Rio (Frango) e São Paulo (Kiko). Tem o samba, a MPB de vanguarda, o rock, psicodelia, “lá-lá-lás”, pausa, mudança de andamento. Vem disco do ano – sim, a gente trabalha nesse pique.

3 – Luna França – “Terapia” (1)
O lindo segundo single da cantora entre muitas-outras-coisas Luna França aterrissa de bico nesta onda forte da música nova, aqui e lá, que é o indie-mental health, do qual temos falado bastante na Popload. Na canção, ela descreve um sentimento feio, em suas palavras, ou seja, faz terapia em tempo real mesmo. “Escrevi essa letra como se estivesse escrevendo um diário e refletindo sobre essa sensação de posse que é real e até bem comum. A gente não quer ver a pessoa triste, mas também não quer ver mais feliz que a gente.” Forte. Como é a canção em si.

4 – Yannick Hara – “Antidepressivos” (2)
Ainda no campo da mental health, Yannick Hara aborda por aqui outro aspecto da questão: o abuso de remédios como uma forma de afastar toda e qualquer dor (inclusive a da alma), uma forma de camuflar alguns problemas. O clima do som pega um tanto de The Cure nos momentos mais sombrios, uma vibe ointentista, céu nublado e um frio lá fora. E um frio mais doído lá dentro.

5 – Ale Sater – “Nós” (3)
“Nós”, com seus dedilhados grandiosos de violão acústico, afastam Ale Sater do clima urbano do som do Terno Rei e o leva, sozinho, para o interior. Talvez o seu próprio interior, onde ele tenha que lidar com fantasmas em tom nostálgico, algo longe do romantismo urgente que embalou “Violeta, o mais recente e bem-sucedido álbum do Terno Rei, de 2019.

6 – Jadsa – “A Ginga do Nêgo” (4)

Há um quê de divino e de mântrico no primeiro single da guitarrista e cantora baiana Jadsa, “A Ginga do Nêgo”, que perdurou duas semanas no primeiro lugar deste ranking da CENA. Acredite quando ler que a música serve para “abrir caminhos” para o primeiro álbum da artista, “Olho de Vidro”, que sai no dia 26 deste mês. “A Ginga do Nêgo” é atravessada por uma guitarra cortante, evoca Exu, orixá da encruzilhada, o mensageiro da comunicação entre os vivos e as divindades, tem um baixo potente de Caio Terra e certamente deixaria orgulhoso Itamar Assumpção. Que musica gigante, embora com menos de dois minutos de duração.

7 – Sessa – “Grandeza” (Estreia)
Ainda fazendo render o material de seu incrível álbum de estreia solo, “Grandeza”, de lá do outro mundo de 2019, e o que é uma grandeza de notícia ainda assim, o músico paulistano Sessa resolveu soltar um vídeo animação da faixa-título do disco. Músico que costumamos dizer tem uma pegada sonora bossa-folk, com relações internacionais bem construídas no nível “crítica favorável na ‘New Yorker’ e session no site francês ‘La Blogothèque’”, Sessa fez “Grandeza”, o vídeo, parar de pé na animação do videoartista analógico paulista Rollinos e do ilustrador Bráulio Amado. Um frescor colorido no meio das notícias da semana.

8 – Artur Ribeiro – “Fragmentação” (Estreia)
Artur Ribeiro é um veterano da CENA. Representando do rock baiano, está por aí desde os anos 80 entre diversas bandas e mais recentemente tocando uma carreira solo. Em seu novo álbum, “Memento Mori” temos um bom disco de indie rock. Pense na atmosfera mais oitentista e noventista do indie, perto do lo-fi e um pouco de grave na voz. É por aí que Artur trabalha. E nós curtimos que seja assim. Por enquanto, a música está só no Bandcamp dele.

9 – A Espetacular Charanga do França – “Cadê Rennan?” (5)
Ainda o Não-Carnaval. Sem poder ir para a rua, A Espetacular Charanga do França aproveitou para soltar um disquinho novo onde tentaram sem sucesso escapar de um som carnavalesco. Esse “fracasso” está no nome do disco, “Nunca Não É Carnaval”. Acabou que o título ganhou significado duplo por conta da pandemia que persiste. Das boas músicas, vale muito esta homenagem a Rennan da Penha que se refere bastante ao funk de BH.

10 – Garotas Suecas – “Tudo Bem” (Estreia)
Dez anos da estreia da banda indie paulistana Garotas Suecas com o álbum “Escaldante Banda” e eles resgataram “Tudo Bem”, em um vídeo de celebração. A gente embarcou nessa festa e nas boas memórias de tempos de shows e aglomerações diversas. E viagens para a gringa, como mostra o vídeo. Vaaaaaaai saber quando vamos poder viver essas coisas de novo…

11 – Winter – “Violet Blue” (6)
12 – Pluma – “Mais do Que Eu Sei Falar” (7)
13 – Tagore – “Tatu” (8)
14 – Kill Moves – “Perfect Pitch” (9)
15 – DJ Grace Kelly – “PPK” (10)
16 – Jamés Ventura – “Ser Humano” (11)
17 – Jovem Dionísio – “Copacabana” (12)
18 – Píncaro – “Leito de Migalhas” (13)
19 – Atalhos – “A Tentação do Fracasso” (14)
20 – Edgar – “Prêmio Nobel” (15)
21 – Jup do Bairro – “O Corre” e “O Corre” (Bixurdia Remix) (16)
22 – BK – “Mudando o Jogo” (17)
23 – Antônio Neves e Ana Frango Elétrico – “Luz Negra” (18)
24 – BaianaSystem e BNegão – “Reza Forte” (19)
25 – Compositor Fantasma – “Pedestres Violentas” (20)
26 – Zé Manoel – “Saudade da Saudade” (21)
27 – Gustavo Bertoni e Apeles – “Ricochet” (22)
28 – Jair Naves – “Todo Meu Empenho” (23)
29 – Kamau – “Nada… De novo” (24)
30 – Letrux – “Dorme Com Essa (Delirei)” (25)
31 – MC Fioti – “Bum Bum Tam Tam” (26)
32 – Rincon Sapiência – “Tem Que Tá Veno” (Verso Livre) (27)
33 – MC Carol – “Levanta Mina” (28)
34 – Marabu – “Capítulo 5: Sereno” (29)
35 – Criolo – “Fellini” (30)
36 – Linn da Quebrada – “quem soul eu” (31)
37 – Wry – “Absoluta Incerteza” (32)
38 – Rico Dalasam e Jup do Bairro – “Reflex” (33)
39 – YMA – “White Peacock” (34)
40 – Ana Frango Elétrico – “Mulher Homem Bicho” (35)
41 – Luedji Luna – “Chororô” (36)
42 – Black Alien – “Chuck Berry” (37)
43 – Vovô Bebê – “Bolha” (38)
44 – Sabotage e MC Hariel – “Monstro Invisível” (39)
45 – Emicida e Gilberto Gil – “É Tudo Pra Ontem” (40)
46 – Liniker – “Psiu” (41)
47 – Tuyo – “Sonho da Lay” (42)
48 – KL Jay – “Território Inimigo” (43)
49 – Boogarins – “Cães do Ódio” (44)
50 – Dexter, Djonga, Coruja BC1, KL Jay, Will – “Voz Ativa” (45)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, a rapper Monna Brutal.
*** Este ranking é pensado e editado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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