Em moons:

Top 50 da CENA – O ranking deixa Gustavo Bertoni e Giovanna Moraes entrarem em primeiro. Um raro e saudoso Jupiter Apple pega o segundo posto. E Yung Buda, em terceiro, deixa tudo mais esquisito

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* E vamos de mais um capítulo da nossa CENA, traduzida numa “parada de sucessos” instantânea. Com um primeiro lugar que parece quase nascido a partir deste Top 50, com a união de dois personagens que já frequentaram este espaço em outras ocasiões. Uma união recente que já nasce com cara de que sempre existiu – algo especial mesmo. Nas outras vagas, novidades do rap nacional, do indie-pop gaúcho e um resgate valioso do acervo de Júpiter Apple, entre outras novidades.

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1 – Gustavo Bertoni e Giovanna Moraes – “Como Queria Te Deixar Entrar” (Estreia)
Acho que o Gustavo é leitor da Popload, hein? Parceria com a YMA, com o Apeles e agora com a Giovanna. Notamos um padrão com “prediletos da casa”. Mas, brincadeiras à parte, deu muito certo a união dele com a fora-da-curva Giovanna Moraes. Amigos pelas redes sociais inicialmente, aqui eles parecem parceiros das antigas, tal a conexão nas vozes e na letra – que é dela, mas soa muito verdadeira na voz do Gustavo. A música ainda ganha pontos pelos diferentes climas que consegue criar, chegando até a ficar bem abstrata antes de voltar ao “normal” – como um nó que se desfaz para ser refeito.

2 – Jupiter Apple – “Cerebral Sex (The Apple Sound)” (Estreia)
Astronauta Pinguim, Clegue França, Laura Wrona e Júpiter Apple formaram a The Apple Sound, a banda paulistana de Jupiter. Talvez você nunca tenha ouvido falar, porque esse quarteto durou apenas três shows em 2009. “Cerebral Sex”, único registro deles em estúdio, foi revelada pelo diretor de vídeos André Peniche, amigo do músico gaúcho, que já tinha ajudado na descoberta do disco solo perdido dele.

3 – Yung Buda – “Digimon” (Estreia)
Interessante a experimentação do Yung Buda, rapper de Jundiaí, aqui em um som superclimático, com levada de corda e de letra quase enigmática e repetitiva, um formato ousado e raro. Só que a repetição deixa tudo com cara de um som que não parece ter fim e que a gente fica desejando que não acabe mesmo.

4 – AkEEM MUSIC – “Eu Já Amei Uma Ginasta” (Estreia)
E, se eu te falar que você, ao ouvir esta música, vai ficar com o verso “Eu já amei uma ginasta” na cabeça. Parece algo improvável, certo? Mas o músico gaúcho consegue esse feito, ainda que provavelmente você nunca tenha se apaixonado por um ginasta. E o verso inusitado soa lógico neste indie-pop grudento produzido por Akeem.

5 – FEBEM – “Crime” (1)
Quantos jovens estariam encarcerados no Brasil se lidássemos com a questão das drogas de uma maneira mais inteligente que o combate violento que extermina parte da nossa juventude, especialmente periférica e negra? Quando FEBEM comenta “Dizem que cometemos crime” ele pensa essa perspectiva ao sentir que sua existência é criminalizada – por isso que ele começa o refrão com os versos “Uns finge, outros vive o crime”. Como responder a uma violência dessas desde o berço? “Na vida algumas coisa é como um Golf GTI/ Não cura minha dor, mas mesmo assim vou adquirir.”

6 – Aquino e a Orquestra Invisível – “Os Prédios Cinzas e Brancos da Av. Maracanã” (2)
Cara, o que acontece no Rio de Janeiro que a CENA local não para de dar bons frutos, hein? E o mais doido é que é tudo um som meio estranho que lembra muito coisas paulistanas. Um Rio mais da cidade do que da praia. Um Rio mais cinza. Mais de falar do que (se) mostrar. Nessas entra o som desse trio tijucano que consegue aliar uma longa narrativa de solidão com um dos refrões mais melancólicos e bonitos do ano.

7 – Boogarins – “Supernova” (3)
No disco de sobras e sonhos do Boogarins, eis uma música que poderia estar fácil em um dos álbuns oficiais dos meninos goianos. Talvez caiba numa lista de melhores deles? É muito? “Supernova” é bonitaça demais, por onde se olhe. Na letra, na dinâmica que vai se alterando sutilmente pelos versos, na voz suave do Dinho. E na mensagem da música: “Se tudo está pronto, que resta eu inventar? O novo é qualquer lugar”.

8 – Moons – “Love Hurts” (4)
Mal lançaram um bom EP, os mineiros do Moons resolveram soltar um single que é dos melhores trabalhos da banda. A gente imagina aqui um Jeff Buckley pirando nesse som superclimático que vai crescendo, ali numa das montanhas próximas a Belo Horizonte, onde nem um café quentinho vai aplacar essa ferida de amor.

9 – BaianaSystem – “Brasiliana” (Estreia)
Quando achamos que o BaianaSystem já tinha apresentado todas as músicas de seu novo álbum, eles revelam que a versão completa de “OXEAXEEXU”, que reúne os três atos lançados em diferentes EPs, tem uma faixa extra, um som com participação de Chico Cesár e Mintcho Garrammone, dono do instrumental de outro hit da banda, “Lucro (Descomprimindo)”. Nos versos espertos desta aqui destacada, recados como: “Vai, Brasiliano, você nunca foi norte-americano”.

10 – Bárbara Eugênia – “Hold Me Now” (Estreia)
Em uma persona diferente, no caso Djane Fonda, uma DJ, Bárbara se arrisca em uma produção eletrônica de clima quase de “Twin Peaks” – soturno e dançante. E, em breve, esse alterego da niteroiense deve lançar mais músicas. Fiquemos atentos.

11 – NoPorn – “Festa No Meu Quarto” (5)
12 – Jair Naves – “Vai” (6)
13 – FEBEM – “México” (7)
14 – Sophia Chablau e uma Enorme Perda de Tempo – “Delícia/Lúxuria” (8)
15 – Carmem Red Light – “Faith No More” (9)
16 – Jadsa – “Olho de Vidro” (10)
17 – Giovanna Moraes – “Boogarins’ Are You Crazy?” (11)
18 – Lupe de Lupe – “Resplendor” (12)
19 – Yannick Hara – “Raça Humana” (13)
20 – Jota Ghetto – “Vagabounce” (14)
21 – Uana – “Mapa Astral” (15)
22 – Mayí – “Sedenta” (16)
23 – BaianaSystem – “Reza Frevo” (17)
24 – Hierofante Púrpura – “Tbm Sou Hipster” (18)
25 – Jadsa – “Sem Edição” (19)
26 – Thiago Elniño – “Dia De Saída” (20)
27 – Luna Vitrolira – “Aquenda” (21)
28 – FBC – “Gameleira” (22)
29 – Rico Dalasam – “Última Vez” (23)
30 – YMA – “White Peacock” (24)
31 – Frank Jorge e Kassin – “Tô Negativado” (25)
32 – Mbé – “Aos Meus” (26)
33 – Giovanna Moraes – “Tudo Bem?” (27)
34 – Rico Dalasam – “Estrangeiro” (28)
35 – Rico Dalasam – “Expresso Sudamericah” (29)
36 – Jadsa – “Lian” (30)
37 – Djonga – “Eu” (31)
38 – Lupe de Lupe – “Cabo Frio” (32)
39 – LEALL – “Pedro Bala” (33)
40 – Barro e Luísa e os Alquimistas – “De Novo” (34)
41 – Filipe Ret – “F* F* M*” (35)
42 – Jadsa – “Raio de Sol” (36)
43 – BNegão – “Salve 2 (Ribuliço Riddim)” (37)
44 – Vanessa Krongold – “Dois e Dois” (38)
45 – Ale Sater – “Peu” (39)
46 – Jupiter Apple – “AJ1” (40)
47 – Apeles – “Eu Tenho Medo do Silêncio” (41)
48 – Rohmanelli – “Viúvo” (43)
49 – Ale Sater – “Nós” (49)
50 – Jadsa – “A Ginga do Nêgo” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, o duo ocasional Gustavo Bertoni e Giovanna Moraes.
*** Este ranking é pensado e editado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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Top 50 da CENA – FEBEM lidera o ranking (de novo), Aquino e a Orquestra Invisível devolve a leveza ao top 3 e o Boogarins não larga de ser lindo. E podia ser Moons, NoPorn e Jair Naves que estaria tudo bem

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* No episódio desta semana do TOP 50 da CENA, a gente ainda mostra uma certa obsessão pelo disco novo do rapper FEBEM e volta a premiá-lo com o topo usando mais uma faixa do seu grande álbum “Jovem OG”. Voltamos também a se espantar com as conexões indies que andam deixando paulistas com cara de carioca e vice-versa. Voltamos novamente a nos derreter pelo Boogarins e seu trabalho de sobras onde sobram tesouros a serem garimpados. Mas, olha só, também desbravamos novos territórios, já que não gostamos de ficar na mesma, não.

topaquinoquadrada

1 – FEBEM – “Crime” (Estreia)
Quantos jovens estariam encarcerados no Brasil se lidássemos com a questão das drogas de uma maneira mais inteligente que o combate violento que extermina parte da nossa juventude, especialmente periférica e negra? Quando FEBEM comenta “Dizem que cometemos crime” ele pensa essa perspectiva ao sentir que sua existência é criminalizada – por isso que ele começa o refrão com os versos “Uns finge, outros vive o crime”. Como responder a uma violência dessas desde o berço? “Na vida algumas coisa é como um Golf GTI/ Não cura minha dor, mas mesmo assim vou adquirir.”

2 – Aquino e a Orquestra Invisível – “Os Prédios Cinzas e Brancos da Av. Maracanã” (Estreia)
Cara, o que acontece no Rio de Janeiro que a CENA local não para de dar bons frutos, hein? E o mais doido é que é tudo um som meio estranho que lembra muito coisas paulistanas. Um Rio mais da cidade do que da praia. Um Rio mais cinza. Mais de falar do que (se) mostrar. Nessas entra o som desse trio tijucano que consegue aliar uma longa narrativa de solidão com um dos refrões mais melancólicos e bonitos do ano.

3 – Boogarins – “Supernova” (4)
No disco de sobras e sonhos do Boogarins, eis uma música que poderia estar fácil em um dos álbuns oficiais dos meninos. Talvez caiba numa lista de melhores deles? É muito? “Supernova” é bonitaça demais, por onde se olhe. Na letra, na dinâmica que vai se alterando sutilmente pelos versos, na voz suave do Dinho. E na mensagem da música: “Se tudo está pronto, que resta eu inventar? O novo é qualquer lugar”.

4 – Moons – “Love Hurts” (Estreia)
Mal lançaram um bom EP, os mineiros do Moons resolveram soltar um single que é dos melhores trabalhos da banda. A gente imagina aqui um Jeff Buckley pirando nesse som superclimático que vai crescendo, ali numa das montanhas próximas a Belo Horizonte, onde nem um café quentinho vai aplacar essa ferida de amor.

5 – NoPorn – “Festa No Meu Quarto” (Estreia)
O mítico electrosexy duo NoPorn adaptado aos novos tempos. Instituição das melhores festas paulistanas, a dupla hoje formada por Liana Padilha e Lucas Freire leva a pista para outro lugar, um mais íntimo, seu quarto, nosso quarto, de quem estiver disposto a aceitar o convite charmoso do duo enquanto pandemias e lockdowns ou meio-lockdowns perdurar. Sabe a onda de cantar falando, Florence Shaw? Dá uma ligada na Liana.

6 – Jair Naves – “Vai” (Estreia)
Na dolorida e talvez de amplos sentidos “Vai”, Jair consegue reunir um som que soa quase “estragado” – tanto que faz a gente checar se o computador não está travando – com talvez o que seja uma de suas canções mais “certinhas”, com a melodia vocal e instrumental se encaixando docemente. Bonito. E a gente fica na dúvida, aqui. Será que ele está mesmo comentando um relacionamento aí?

7 – FEBEM – “México” (1)
Se na música lá de cima FEBEM comenta a dualidade da palavra “crime” no Brasil, “México” tem a esperta sacada em inverter um lugar comum do rap – em linhas gerais, não temos um rapper versando sobre o crime, mas o inverso. Ou quase, já que o final da música adiciona um mistério sobre o narrador e nubla as ideias. Para pegar o filme completo, só escutando o disco todo. O que não é nenhum trabalho, acredite.

8 – Sophia Chablau e uma Enorme Perda de Tempo – “Delícia/Lúxuria” (2)
Mais algumas conexões da CENA carioca atual com a CENA paulistana de outrora, tudo junto e misturado e fazendo o maior sentido. Mas aqui no sentido contrário da coisa, já que temos uma banda de paulistas, herdeiros do grupo Rumo, soando muito como os novos cariocas que soam como paulistas do grupo Rumo, para completar o interessante rolê geográfico-temporal. Entende?

9 – Carmem Red Light – “Faith No More” (Estreia)
Carmem Red Light, artista trans brasileira radicada na Europa há mais de 20 anos, mexe com muitas coisas em seu neste single. Ela, que nasceu em Cajazeiras, no interior da Paraíba, e hoje é cidadã londrina, assume um lado “Marilyn Manson encontra David Bowie” e ainda mexe com religião e sexualidade. O som é soturno? Sim, mas por que não seria, dadas as circunstâncias todas?

10 – Jadsa – “Olho de Vidro” (3)
Quantas semanas de Jadsa já no Top 10?

11 – Giovanna Moraes – “Boogarins’ Are You Crazy?” (8)
12 – Lupe de Lupe – “Resplendor” (5)
13 – Yannick Hara – “Raça Humana” (6)
14 – Jota Ghetto – “Vagabounce” (7)
15 – Uana – “Mapa Astral” (9)
16 – Mayí – “Sedenta” (10)
17 – BaianaSystem – “Reza Frevo” (11)
18 – Hierofante Púrpura – “Tbm Sou Hipster” (12)
19 – Jadsa – “Sem Edição” (13)
20 – Thiago Elniño – “Dia De Saída” (14)
21 – Luna Vitrolira – “Aquenda” (15)
22 – FBC – “Gameleira” (16)
23 – Rico Dalasam – “Última Vez” (17)
24 – YMA – “White Peacock” (18)
25 – Frank Jorge e Kassin – “Tô Negativado” (19)
26 – Mbé – “Aos Meus” (20)
27 – Giovanna Moraes – “Tudo Bem?” (21)
28 – Rico Dalasam – “Estrangeiro” (22)
29 – Rico Dalasam – “Expresso Sudamericah” (23)
30 – Jadsa – “Lian” (24)
31 – Djonga – “Eu” (25)
32 – Lupe de Lupe – “Cabo Frio” (26)
33 – LEALL – “Pedro Bala” (27)
34 – Barro e Luísa e os Alquimistas – “De Novo” (29)
35 – Filipe Ret – “F* F* M*” (30)
36 – Jadsa – “Raio de Sol” (31)
37 – BNegão – “Salve 2 (Ribuliço Riddim)” (32)
38 – Vanessa Krongold – “Dois e Dois” (33)
39 – Ale Sater – “Peu” (34)
40 – Jupiter Apple – “AJ1” (35)
41 – Apeles – “Eu Tenho Medo do Silêncio” (36)
42 – Lupe de Lupe – “Goiânia” (37)
43 – Rohmanelli – “Viúvo” (38)
44 – Boogarins -“Far and Safe” (39)
45 – Rincon Sapiência – “Som do Palmeiras” (40)
46 – Monna Brutal – “Neurose” (41)
47 – Luna França – “Terapia” (42)
48 – Yannick Hara – “Antidepressivos” (43)
49 – Ale Sater – “Nós” (44)
50 – Jadsa – “A Ginga do Nêgo” (45)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, a banda carioca Aquino e a Orquestra Invisível.
*** Este ranking é pensado e editado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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CENA – Exclusivo Popload: banda Moons faz ode aos pinheiros sussurantes de Minas Gerais, em novo single

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* A especialíssima banda mineira Moons, o caminho mais próximo que a CENA brasileira pode chegar no estilo “americana”, um passeio sonoro de folk, rock e country muito próprio de um gênero musical estadounidense que pode agregar na mesma margem do Mississipi bandas como Wilco ou artistas como Bob Dylan, tem novidades.

O grupo, liderado por André Travassos, lança agora, via Popload e pelo Bandcamp da banda, o single “Whispering Pines”, delicadíssima música que poderia ter sido feita numa montanha no Michigan mas no caso é das Minas Gerais mesmo. E que anuncia a chegada de um EP, “Blood on Canvas”, que sai semana que vem, dia 18.

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No caso particular do Moons, o nome da música, ainda que em inglês, é uma homenagem às casuarinas, árvores que dão nome à rua em que a banda ensaia toda semana. Algo como “pinheiros sussurrantes”, e André jura que faz todo o sentido. Dá para sentir que faz, ouvindo a canção.

“Among all pines you are my favorite one, cause you sing when the wind blows”.

“Whispering Pines” e “Blood on Canvas”, o EP de quatro faixas que a contém, parecem apontar para um belo futuro folk personalizado para o Moons, e sucedem o disco “Dreaming Fully Awake”, último álbum da banda, de 2019.

O Moons é: André Travassos (voz/violão), Jennifer Souza (voz/guitarra), Felipe D’Angelo (voz/teclado), Bernardo Bauer (voz/baixo), Digo Leite (voz/gaita/guitarra) e Pedro Hamdam (bateria)

E este aqui é o belíssimo de tão delicado single “Whispering Pines”. Deve ser delicioso ouvir uma música assim em MG.

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Popload Live: hoje, 17h, no Stories da @poploadmusic, papo e música com André Travassos, do M O O N S

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* Nosso convidado deste feriado de 9 de julho em pleno 25 de maio é o habilidosíssimo André Travassos, importante nome da cena indie mineira, ex-vocalista do Câmera, participante do supergrupo Congo Congo, dono da banda M O O N S.

André conversa e toca músicas hoje, às 17h, na Popload Live, que pode ser acessada pela @poploadmusic, a conta deste conglomerado pop cultural de levada indie no Instagram.
A cena mineira, o encontro entre o indie, o folk e a sonoridade das montanhas, suas bandas e outras viagens. André Travassos conversa e toca logo mais, na @poploadmusic.

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A live da Popload foi criada para proporcionar, em tempos de clausura, papo e performance com pessoas legais da nossa música. Inclusive… tocando música.

Já rolou por aqui conversa e som com Flavio FingerFingerrr, André Aldo, Eduardo Apeles, Vivian Kuczynski, Lucas Fresno, Rita Papisa Oliva e Ale Sater, do Terno Rei, Bianca e Rodrigo do Leela, Lucas da Glue Trip, Fefel do Boogarins, Duda Brack, Clarice Falcão, Gabriela Deptuski, do My Magical Glowing Lens, Jay Horsth, do Young Lights, Salma & Macloys, do Carne Doce, a trinca Naíra, Érica e Caro, do sexteto Mulamba, e João Erbetta, do Los Pirata, o Popoto, da banda Raça, a Sara Não Tem Nome e o produtor paulistano CESRV, o internacional Sessa, o cheio-de-histórias-incríveis Supla, a multimídia Lia Paris, o rapper afrojaponês-andróide Yannick Hara e a guitarrista e cantora Brvnks, o professor Frank Jorge, o brit-paulistano Charly Coombes, Tim Bernardes de O Terno, Mario Bross, do Wry, a diva Ava Rocha, o produtor mashapeiro Raphael Bertazzi e com o engenheiro de som e beatmaker Master San. Tudo regado a som ao vivo, adaptado, rearranjado, diferente, tecnicamente perdoadíssimo.

Já teve até DJ set, do ótimo Willian Mexicano, com a digníssima diva pop Pabllo Vittar participando animada. E a do Lúcio Morais, do Database. Do Trepanado, da Selvagem. Do Lúcio Caramori. Já teve conversa sobre a história da CENA brasileira com um dos personagens principais dela desde sempre, o agitador Fabrício Nobre. Já teve papo de jornalismo musical com Pedro Antunes, editor da “Rolling Stone”, também conhecido como o inventor do programa “Tem um Gato na Minha Vitrola”. Já conversamos com Bruno Natal, do podcast Resumido, e Thiago Ney, da newsletter MargeM, dois instrumentos ~modernos~ vitais para entender o mundo hoje.

A ideia da live é que ela, diária, de segunda a sexta no período de quarentena, não necessariamente tenha um horário padrão para rolar, mas até que tem acontecido bastante às 17h. A gente avisa aqui e nas redes o horário certo do dia.

Então, hoje, às 5 da tarde, no Stories do @poploadmusic, conversa e discotecagem com André Travassos, da banda mineira M O O N S.

E lembrando que as Lives passaram a ficar disponíveis no igtv da conta do Popload Music, para outras revisitações ou mesmo para ver pela primeira vez. Escolha sua opção, mas veja.

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CENA – Moons solta suas criaturas da noite mineira. Ouça o novo single

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* Nada mais “Minas Gerais” hoje em dia que a banda belorizontina Moons, sexteto que sonoriza a bucólica paisagem de campos e montanhas com um delicioso folk viajante. Alguém já disse que as músicas do Moons, sempre em inglês, vêm todas acompanhadas de um videoclipe imaginário, na boa tradução do estilo “americana”, um feliz encontro do folk + country de monumentos do rock como Wilco e Bruce Springsteen. Concordamos, por aqui.

3 - MNS_02 Por Yannick Falisse

Dito isso, tome agora “Creatures of the Night”, novo single da banda de André Travassos, que com essa música inédita lançada hoje sinaliza o que vem por aí com o próximo álbum, o terceiro, “Dreaming Fully Awake”, que sai dia 19 de setembro pela Balaclava Records.

“Creatures of the Night” excepcionamente não traz os vocais dylanescos de André, mas sim a doce voz de Jennifer Souza (ex-Transmissor, veterano grupo indie-folk mineiro). E, embora a letra cite barcos navengando no oceano e a lua determinando o comportamento das marés, algo incongruente no landscape mineiro, a música remete à sensação de se acordar numa manhã fria, molhada, em que tudo o que se vê pela janela é o verde das colinas.

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* As fotos do Moons, a deste post e a da chamada da home da Popload, são de Yannick Falisse.

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