Em Morrissey:

Notícias dos Smiths: separadamente, claro. A música nova do Johnny Marr e a turnê no Morrissey Presley em Las Vegas

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* O guitarrista inglês lenda-viva Johnny Marr, que tocou em 200 bandas, veio pela primeira vez ao Brasil com um grupo de reggae*, mas é mais conhecido como parceiro de Morrissey nos Smiths, lançou “Spirit Power and Soul”, seu novo single.

A música, com um vídeo simples e bem legal, subida por ele em suas redes sociais, vai fazer parte de “Fever Dreams, Pt. 1”, um EP esperado para sair no dia 15 de outubro. De contrato com gravadora nova recém-assinado, a BMG, Marr deve ainda lançar seu quarto disco solo no começo de 2022.

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* Enquanto isso, do outro lado do Atlântico, Morrissey tem amanhã a noite final de sua residência de quatro datas tocando no hotel Caesars Palace, em Las Vegas. Morrissey enquanto Elvis e Sinatra. O sempre controverso cantor dos Smiths, em vasta carreira solo, lançou recentemente uma edição especial do disco “Bona Drag”, famosa compilação de hits solos e raridades dele lançada em 1990, que ganhou um banho novo em vinil colorido agora em julho para festejar os 100 anos da rede de lojas de discos HMV, inglesa. Esse lançamento novo fez o disco ir para no Top 40 britânico.

morrissey

Em Las Vegas, Morrissey tem se apresentado desde sábado. Trazemos do domingo ele cantando “Never Had No One Ever”, maravilhosa canção dos Smiths, do álbum “The Queen Is Dead” (1986), e de ontem a noite a performance dele para sua música “maldita” “Ouija Board”, muito criticada na época por, se é que eu me lembro, sugerir uma conversa com mortos através da famosa “sessão espírita com o copo”, sabe qual?

Na época, em plena forma em sua tradicional acidez bem colocada, ele respondeu: “O único contato que eu jamais tive com mortos foi quando eu dei entrevista a um jornalista do ‘The Sun'”, zoando o popularíssimo tablóide inglês.

Olha ele aí. Morrissey anuncia o melhor album da vida, depois do pior ano da vida

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* Na calada do domingo, o polêêêêêmico gênio maldito Morrissey, ex-Smiths e talvez ex-Morrissey em um sentido, anunciou em seu site detalhes de seu novo disco, “Bonfire of Teenagers”, a ser lançado ainda neste ano.

O controverso toda-vida Morrissey, ainda por conta de acusações de declarações xenófobas e racistas e opiniões políticas zoadas, o botou no meio de um processo de “cancelamento” geral, o que levantou voz de gente como Billy Bragg (a favor do cancelamento, digamos) e Nick Cave (que o defendeu, pedindo separação de seu imenso legado de seus pensamentos políticos).

Num episódio dos Simpsons em abril, chamado “Panic on the Streets of Springfield”, um personagem inspiradíssimo no cantor, Quilloughby, líder da banda The Snuffs e com voz do ator Benedict Cumberbatch, virou melhor amigo imaginário da Lisa Simpson, fez show e deu declarações escrotas no palco, o que foi reprovado por Lisa. Até uma música inédita zoeira de Morris… de Quilloughby surgiu deste episódio e foi lançada oficialmente: “Everyone Is Horrid Except Me (And Possibly You)”.

No meio dessa saraivada de repercussão negativa, Morrissey vem com “Bonfire of Teenagers”, disco com 11 faixas, algumas de nomes maravilhosos (veja abaixo), tipo “I Am Veronica”, “Ha Ha Harlem”, “Rebels without Applause” e “I Ex-Love You”. A cara dele.

O disco novo, o décimo-quarto de sua carreira solo desde o final dos anos 80, quando acabou com os Smiths, vai ser o primeiro fora da BMG, a gravadora com quem teve uma relação conturbada e que saiu brigado no ano passado, no comecinho da pandemia, quando lançou o sintomático “I Am Not a Dog on a Chain”.

“O pior ano da minha vida acabou no melhor álbum da minha vida”, disse Morrissey, que vai lançar “Bonfire of Teenagers” de forma independente.

Já temos a capa e o tracklist completo.

Podemos falar que estamos ansiosos ou melhor não?

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* O tracklist de “Bonfire of Teenagers”
1. ‘I Am Veronica’
2. ‘Rebels without Applause’
3. ‘Kerouac Crack’
4. ‘Ha Ha Harlem’
5. ‘I Live in Oblivion’
6. ‘Bonfire of Teenagers’
7. ‘My Funeral’
8. ‘Diana Dors’
9. ‘I Ex-Love You’
10. ‘Sure Enough, the Telephone Rings’
11. ‘Saint in a Stained Glass Window’

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Apenas. Rapper-problema A$AP Rocky confirma relacionamento com a Rihanna e diz que vai lançar disco novo com participação do… Morrissey

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* É tanta coisa que nem sabemos por onde começar, haha. O complicaaaado rapper americano A$AP Rocky aparece lindão na capa da nova edição da revista americana “GQ” de junho/julho, capa maravilhosa aliás (veja abaixo), cujo título é “O Cara Mais Bonito Vivo”. Esta edição da “GQ” é um especial sobre corpo, “body issue”, e chega às bancas na semana que vem.

O rapper do Harlem, NYC, que já desmarcou um Popload Gig no passado depois de anunciado, porque sim, e vai estrelar no final de setembro o megafestival Governors Ball (também em NYC) ao lado de Billie Eilish e Post Malone, chega posudo às bancas perto de lançar seu quarto disco, previsto para sair agora em junho, batizado de “All Smiles”. Se é que vai sair mesmo em junho. Se é também que vai se chamar “All Smiles”.

Mas esse próximo disco, Rocky disse à revista, vai ter participação da extrafamosa cantora Rihanna e do polêêêmico cantor Morissey, acredite.

Rihanna, que anda sumidaça, é sua nova namorada, contou Rocky. Foi a primeira menção pública desse relacionamento de superstars. “The love of my life”, falou o rapper cantor ator produtor. O disco inteiro teria sido feito “com Rihanna”, saiu na publicação.

Sobre a participação do ex-Smiths, A$AP Rocky diz não ligar para o, digamos, aspecto controverso de Morrissey, zoado até em um episódio recentíssimo dos Simpsons por suas declarações sociopolíticas recentes, o rapper afirmou que “tudo o que você precisa que ele faça, ele vai lá e faz”. Hummm.

A$AP Rocky, com todo esse melê, promete um próximo disco diferente dos outros de sua carreira, com outros direcionamentos sonoros. “Algo mais maduro, tipo uma história de amor do gueto”, ele disse. O músico não lança nada desde “Testing”, álbum de 2018.

Ainda para a “GQ”, ele contou sobre seus dias em uma prisão sueca por conta de uma briga numa rua de Estocolmo em 2019, em que ele foi considerado culpado pelas agressões. E o envolvimento do ex-presidente Donald Trump na tentativa de livrar sua cara das acusações, que permitisse que ele voltasse aos EUA.

“Não foi o Trump que me libertou da cadeia. Mas, sim, sei que ele fez efetivamente esforços para me ajudar, no qual sou grato.” A$AP Rocky chegou a fazer uma ligação particular ao Trump, para agradecê-lo. “Ele não precisava ter feito isso por mim, mas fez, quando ninguém mais apareceu para pelo menos entender o que estava se passando comigo.”

A$AP Rocky revelou ainda que conhece Rihanna desde 2013, quando abriu a turnê mundial dela em 2013. E que passou parte da pandemia isolado e ainda cruzando o país sozinho, num ônibus, no meio de 2020, para se “reencontrar”. E tomando uns ácidos e fazendo suas próprias roupas.

Abaixo, a próxima edição da “GQ” com o elegante A$AP Rocky na capa.

asaprocky

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Popnotas – A música nova dos “Smiths” (nos “Simpsons”). Disco novo da Sleater Kinney. Weezer leva o metal para a TV. O disco ao vivo em estúdio do Big Thief. E as cores do Coldplay ao vivo

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– Provavelmente você viu ou ouviu falar do episódio dos Simpsons com um personagem sensível bem parecido com o Morrissey, líder de uma banda sensível bem parecida com os Smiths, que se torna a obsessão da Lisa (foto na home). E, quando ela vai ver um show da reunião da banda dos seus sonhos, descobre que o vocalista virou um racista que detesta imigrantes – um piada dos Simpsons com um processo que rolou não só com o Morrissey, mas é bem comum entre roqueiros aqui no Brasil também. A novidade é que a música que Lisa e o Morrissey fake do episódio cantam, “Everyone Is Horrid Except Me”, foi lançada. Benedict Cumberbatch, o ator de Sherlock Holmes, que fez a voz do “suposto” Moz no episódio, também é o dono da voz muito similar a do cantor dos Smiths na música – na real, um pastiche de Smiths descarado e era para ser mesmo assim. Acho que alguém vai ficar furioso de novo com essa história…

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– Das bandas mais importantes e queridas, a americana Sleater Kinney, atualmente uma dupla formada por Carrie Brownstein e Corin Tucker, está de disco novo programa para junho. “Path of Wellness” será o décimo álbum da banda e o terceiro desde que as meninas retomaram as atividades em 2014. Com produção delas mesmas, o álbum feito em Portland (a cidade eternizada na série de Carrie) carrega a agitação social dos Estados Unidos, incêndios e a pandemia, ainda que o primeiro single “Worry with You”, seja sobre amor, se entendemos bem.

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– No rolê de divulgação de seu segundo disco de 2021, o metaleiro “Van Weezer”, lançado na sexta passada, a banda de Rivers Cuomo foi ao Jimmy Fallon ontem à noite, enquanto em outro canal a Billie Eilish tava em outro late show falando de suas fotos, recordes, livro, música no deserto etc.. “All the Good Ones” foi a faixa escolhida do Weezer para a performance gravada e enviada ao Fallon. Esta aí embaixo.

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– Quem tem tempo para escutar todos os discos dos King Gizzard & The Lizard Wizard? A banda australiana, que lança em média sempre dois discos por ano, às vezes três (em 2017 foram 5!), vem aí com seu segundo álbum de 2021. “Butterfly 3000” chega em julho e não ganhou single, capa, nada, só sabemos que terá dez músicas. Sim, eles gostam de ser diferentes e tudo bem. O disco novo é definido pela banda como “melodic + psychedelic”. Tá?

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– Saiu um EP bem legal ao vivo do Big Thief, grupo americano das nossas preferidos. “Live at the Bunker Studio” é um registro de 2019, ano em que a banda do Brooklyn, NYC, lançou “U.F.O.F” e “Two Hands”, seus discos mais conhecidos. É nessa session que está a versão emocionante de “Not”, que bombou em vídeo no YouTube, acumulando mais de meio milhão de views. Agora dá para se emocionar com as músicas ao vivo do Big Thief nas plataformas de streaming. Ah, a banda já tinha liberado duas amostras audiovisuais daquela apresentação. Agora temos todas.

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– Então. O Coldplay fez uma apresentação ao vivo que abriu agora há pouco na Inglaterra a noite de premiação meio xoxa do Brit Awards 2021. Aconteceu no gigantesco O2 Arena, em Londres, com público de 4 mil pessoas. Amanhã a gente traz os melhores poucos momentos. Mas aqui deixamos com a preza do Coldplay para o prêmio, tocando do lado de fora da arena, em meio a cores, dancinhas, agitos alegres, como a música apresentada, a nova “High Power”, a dos ETs. E, sim, eles apareceram na gravação do Coldplay para o Brit. Abaixo, também, tem a performance deles para a mesma música, anteontem, no programa “American Idol”. Bom proveito.

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Popnotas 2 – O filme do Joey Ramone. Wolf Alice orquestrado. Fiona Apple fazendo a Sharon Van Etten. E os Smiths nos Simpsons!!!!

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– Punk está é a bola da vez no audiovisual. Em breve vamos ter um seriado sobre os Sex Pistols e agora vem aí um filme sobre Joey Ramone. No dia em que lamentamos os 20 anos de sua morte, rolou o anúncio de “I Slept with Joey Ramone”, um longa baseado no livro publicado pelo irmão do vocalista dos Ramones, Mickey Leigh. A produção é da Netflix. Quem fará o papel de Joey é o comediante e ator Pete Davidson, que em outro filme da plataforma, desta vez sobre o Mötley Crüe, interpretou o empresário que descobre a banda. Quem gosta do SNL já deve ter visto o garoto por lá. Ah, mas tem uma música da Ariana Grande sobre ele, não é? Siiiim.

– A gente ficou de cara aqui quando o Wolf Alice, banda inglesa liderada pela Ellie Rowsell, soltou a baladaça linda “The Last Man on Earth”, single do terceiro álbum do grupo inglês, “Blue Weekend”, a ser lançado dia 11 de junho. E ficamos de cara mais uma vez agora que a banda soltou uma versão deste som ao vivo e com um toque orquestral – quase uma vibe acústico MTV anos 90, porém eletrizada. Coisa linda. Pensa ver isso da plateia…

– E, do belo disco de covers da edição especial de dez anos de “Epic”, da americana Sharon Van Etten – que terá nomes como Lucinda Williams, IDLES, Shamir e St. Panther relendo o clássico da Sharon, sendo que várias dessas já estão online por aí -, chegou a vez de adiantar a releitura que a grande Fiona Apple fez de “Love More”. Está preparado?

– Meu Deus do céu! Vai ter The Smiths nos Simpsons neste final de semana. Coincidência ou efeito do filminho independente sobre a banda inglesa que fez bastante barulho há algumas semanas, quando lançado de repente? “Panic on the Streets of Springfield” é o genial nome do episódio, que vai ao ar domingo. Segundo o roteiro, a Lisa, claro, vai ficar obcecada por um “cantor inglês depressivo dos anos 80”. Pareeeeeeece que quem faz a voz do Morrissey não é ele próprio, mas sim o ator Benedict Cumberbatch. Bom, quero este episódio na minha mesa no máximo na segunda bem cedinho.⁠ Tááá, divido aqui com vcs.

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