Em Morrissey:

Apenas: vem aí um novo single dos Smiths

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Uma das maiores verdades no pop é que, provavelmente, nunca haverá uma reunião dos Smiths. Por mais que Johnny Marr tenha relatado em seu novo livro que ele e Morrissey tiveram um ótimo encontro em um pub, em um dia de setembro de 2008, no sul de Manchester, e que por quatro dias se alimentou de forma concreta uma esperança pela reunião da seminal banda inglesa, é fato que dificilmente veremos os dois pisando em um mesmo palco nesta vida. É a vida, na verdade.

Enquanto Marr e Moz não se acertam, os Smiths continuam na boca do povo e “vão lançar” em breve um single. De acordo com o site oficial-não-oficial True To You, está sendo preparado um vinil 7″ com duas versões inéditas: uma demo de “The Boy With the Thorn in His Side” e uma lado-b com uma versão nunca ouvida de “Rubber Ring”.

Ainda não foi informada a data de lançamento, mas já foi divulgada a capa com concepção de Morrissey e uma foto do ator inglês Albert Finney.

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* Abaixo, as versões originais.

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Apenas: Morrissey faz cover de Ramones. E tem gente chamando de Ramorrissey

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Papo reto. Maior britânico vivo e ultimamente meio calado, o grande Morrissey voltou ao noticiário não por ter xingado alguém ou cancelado outra turnê, mas sim por ter cantado Ramones em seu show. Pensa: Morrissey cantando Ramones.

A música escolhida foi “Judy Is a Punk”, uma das preferidas do ex-vocalista dos Smiths, que nos anos 70 odiava os Ramones por parecerem cópias do New York Dolls, mas depois, pensando melhor, virou fã. Tão fã que há alguns anos Morrissey foi o responsável por selecionar canções para uma coletânea especial dos Ramones para um Record Store Day. E “Judy Is a Punk”, claro, estava entre as selecionadas.

A reedição da faixa, que já ganhou o singelo nome Ramorrissey, aconteceu em show de Moz no Brooklyn, na noite de sábado passado. Melhor ainda é saber que algum gênio gravou. Obrigado, internet.

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Oh, boys… David Bowie morreu com contas a acertar com o Morrissey, parece

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* Bate até uma tristezinha…

Foi no sábado, em Manchester, que Morrissey protagonizou mais uma pequena treta. Mesmo tocando em casa para mais de 15 mil fãs apaixonados, o ex-vocalista dos Smiths não escapou de vaias e xingamentos por causa de outro astro inglês: David Bowie.

Em certo momento do show, Moz estava discursando sobre “as melhores pessoas” que morreram em 2016. Ele citou o boxeador Muhammad Ali, Prince, a atriz Caroline Aherne e a comediante Victoria Wood. Omitiu Bowie, o bastante para a reação negativa de parte do público.

Morrissey vivia relação conturbada com Bowie desde uma turnê que eles fizeram juntos no ano de 1995, por motivos que nunca foram externados publicamente. Em 2013, Bowie vetou a publicação de uma foto dos dois para a capa da reedição do single “The Last Of The Famous International Playboys” (1988), que em sua versão final teve Moz e o cantor Rick Astley.

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O New Musical Express pontua que há dois anos Morrissey falou sobre o entrevero, dizendo tinha consciência de que havia criticado David no passado, mas que ele (Bowie) sabia que era uma “infantilidade boba” por parte do ex-Smiths.

De toda forma, a galera não reagiu bem a mais uma possível pisada na bola de Moz sobre o caso.

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Pânico nas ruas de Manchester. Loucura para conseguir ingresso para o único show DELE na Inglaterra neste ano

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* Falando nesta coisa Smiths, Johnny Marr e Mike Joyce em Manchester (veja post recente do Last Shadow Puppets)…

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* Semana passada, o cantor inglês dândi Steven Patrick Morrissey, anunciou na terça passada, 5, um show em sua velha casa, Manchester, o que vem a ser o único concerto no Reino Unido neste ano, dessa sua turnê internacional, que já passou por aqui. E o primeiro em Manchester em quatro anos. A apresentação será no dia 20 de agosto no Manchester Arena. E os ingressos começaram a ser vendidos na sexta, 8. Cada pessoa só podia comprar no máximo quatro tickets.

Acontece que, segundo o site oficioso do Morrissey, o True to You, cerca de 11 mil entradas das 21 mil da capacidade máxima tinha evaporado em duas horas de venda. Os ingressos logo se esgotaram, na sexta mesmo.

Daí as redes sociais da galera de Manchester se dividiram entre os poucos alegres sortudos que conseguiram uma entrada para o show único de Morrissey em UK em 2016 e os muitos que ficaram na mão na correria do ingresso. Principalmente amaldiçoando o fato de que logo depois de ser declarado “sold-out” as entradas começaram a aparecer em sites de ingressos em revenda, por tipo o dobro do preço.

A chiadeira foi forte e o Manchester Arena botou umas entradas a mais, estas de rabeira, à venda. Isso caracterizou o show como “não esgotado ainda”. Mas quando os fãs iam em busca dos Standing Tickets, o de pista, encontravam mensagem na linha “favor contactar a administração do Manchester Arena”.

What a mess!

Abaixo, vídeo da última aparição de Morrissey em Manchester, em 2012, no mesmo Arena. Cantando a fantástica “Still Ill”, do fantástico The Smiths.

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Morrissey queria abraçar Paris de novo. Mas foi impedido

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Morrissey está no Brasil, mas de olho na França. O maior britânico vivo, que tem ainda dois shows por fazer em solo brasileiro nesta semana, tem prestado tributo aos franceses em seus shows recentes com sua música “I’m Throwing My Arms Around Paris”, lançada originalmente no disco “Years of Refusal” há seis anos.

A ideia do gênio inglês era relançar o single de 2009 em homenagem às vítimas dos ataques em Paris há quase duas semanas. Mas o desejo do cantor parou em David Joseph, CEO da gravadora Universal Music do Reino Unido, sua ex-gravadora, geralmente um de seus alvos em entrevistas.

Do Brasil, Moz resolveu tornar pública a pequena treta (mais uma para sua coleção) em um comunicado no site oficial-não-oficial True to You.

“David Joseph da Universal Music em Londres descartou o pedido feito por Morrissey e sua banda para o relançamento de “I’m Throwing My Arms Around Paris” como uma forma amável de homenagear as vidas perdidas nas recentes atrocidades em Londres. David Joseh está preocupado em seu próprio tributo a Paris utilizando sua atual safra de artistas na Universal”.

Morrissey se apresenta hoje no Rio de Janeiro e fecha o rolê pelo Brasil (o último, será?) em Brasília, no domingo. Abaixo, a performance de “I’m Throwing My Arms Around Paris” com “The Queen is Dead” no show realizado no teatro Renault, em São Paulo, há uma semana.

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