Em Morrissey:

Um festival para indie raiz não botar defeito. Vem aí o Cruel World, com Morrissey, Blondie, Bauhaus e grande elenco. Só que na Califórnia…

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Morrissey Performs at The Anthem in Washington, D.C.

A “velharada indie”, com todo o devido respeito, está em festa. É que a gigante Goldenvoice, produtora responsável por eventos como o Coachella, resolver fazer um festival voltado para a galera que já era indie lá nos anos 80.

Dia 2 de maio, a cidade de Carson, na Califórnia, vai receber o Cruel World, festival que reunirá grandes ícones da new wave, do pós-punk, do gótico e tudo mais.

Entre as atrações estão Morrissey, o Bauhaus com formação original, o Blondie, o Devo e o Echo and the Bunnymen. Tem ainda Gary Numan, Marc Almond, KVB, Violent Femmes, The Psychedelic Furs, Public Image LTD. e até o She Wants Revenge. Pensa…

Os ingressos serão colocados à venda nesta sexta-feira, 14 de fevereiro. Animou?

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Morrissey lança mais um single falando de amor. Ouça: “Love Is On Its Way Out”

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Está previsto para 20 de março, se não rolar nenhum imprevisto até lá, o lançamento de “I Am Not a Dog on a Chain”, mais um disco de estúdio do polêmico Morrissey, figura cada vez mais contestada pelos seus posicionamentos.

Mas como o papo aqui é música, o cantor inglês lançou nesta sexta mais um single do projeto, chamada “Love Is On Its Way Out”.

Este será o 13º disco solo de Moz e terá 11 faixas inéditas. É o primeiro trabalho original do ex-Smiths desde “Low in High School”, lançado em 2017. Ano passado, o ex-Smiths soltou um disco de covers, “California Son”.

“Love Is On Its Way Out” pode ser conferida abaixo.

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Celebrado ou cancelado, Morrissey anuncia disco novo e solta som inédito com diva da Motown

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Sujeito que para nós já foi o maior britânico vivo, mas que nos últimos anos tem se esforçado para ser “cancelado”, o polêmico Morrissey está mirando o lançamento de seu novo disco de estúdio.

“I Am Not a Dog on a Chain” estará nas lojas no dia 20 de março e acabou de ganhar o primeiro single. O título, sempre imperdível: “Bobby, Don’t You Think They Know?”. A canção tem a participação de Thelma Houston, figura conhecida da Motown.

“Uma das minhas maiores alegrias é ter a oportunidade de colaborar com outros artistas importantes. Adoro o desafio de ver se o que faço pode funcionar com o que eles estão fazendo. Às vezes funciona, e às vezes não. Eu acho que a mistura do que Morrissey está cantando e do que eu estou cantando realmente funciona em ‘Bobby’. Foi muito divertido trabalhar com ele no estúdio também!”, destacou a cantora em comunicado.

Este será o 13º disco solo de Moz e terá 11 faixas inéditas. É o primeiro trabalho original do cantor desde “Low in High School”, lançado em 2017. Ano passado, o ex-Smiths soltou um disco de covers, “California Son”.

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Stop me if you think that you’ve heard this one before: The Smiths podem se reunir em 2020

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Papo que surge todos os anos, a volta do seminal The Smiths voltou a ser notícia nas últimas horas, após o site Morrissey Solo, um dos canais não-oficiais de maior credibilidade sobre o cantor inglês, revelar que a gigante Live Nation teria adquirido os direitos de uma série de shows da banda inglesa para 2020.

O papo está na linha “de acordo com gente da indústria”, mas a informação dada pelo site é a de que as datas e locais já estão em ritmo de definições.

Dizem, Morrissey e Johnny Marr teriam se reaproximado nos últimos meses. Moz terminou recentemente a turnê do seu disco “California Son”. Já Marr não tem shows previstos no momento. A reunião envolveria, claro, o baixista Andy Rourke e o baterista Mike Joyce.

O último show dos Smiths foi em 12 de dezembro de 1986 (!!!), na Brixton Academy de Londres, o do vídeo abaixo.

SETLIST – ÚLTIMO SHOW (12/12/1986)
Ask
Bigmouth Strikes Again
London/Miserable Lie
Some Girls Are Bigger Than Others (only live performance)
The Boy With The Thorn In His Side
Shoplifters Of The World Unite
There Is A Light That Never Goes Out
Is It Really So Strange?
Cemetry Gates
This Night Has Opened My Eyes
Still Ill
Panic

Encore
The Queen Is Dead
William It Was Really Nothing
Hand In Glove

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Popload em Londres, a terra do Tottenham Hotspurs. Hoje tem Popload Festival no All Points East. E o Morrissey banido? E o Richard Ashcroft tadinho? E a Porridge Radio? E a Yak?

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* POPLOAD EM LONDRES. Com primeira-ministra caindo, Morrissey caindo e Strokes subindo.

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Talvez mais legal que ir a Madrid semana que vem, nestes tempos agitados aqui na Inglaterra, é ficar no Reino Unido para o jogaço do dia 1º de junho entre Tottenham (pronuncia-se “tótenã”, segundo a ESPN Brasil; ok, piada interna…) x Liverpool, na final da Champions League, o campeonato de futebol mais feroz e legal do planeta, que por um acidente geográfico o Palmeiras não disputa.

Mas mais imediato que isso é dizer que começa hoje em Londres, no “tranquilo” lado oeste, o festival de seis dias All Points East, neste ano uma espécie de Popload Festival porque vai ter Hot Chip e Little Simz hoje e Raconteurs amanhã. Sem dizer (já dizendo) que teve Patti Smith no ano passado.

Neste final de semana os headliners são Chemical Brothers (tonite), o veeeelho Strokes (amanhã, no único dia esgotado até agora) e Christine & The Queens (domingo). Semana que vem, o weekend 2, na continuação, tem nas cabeças, respectivamente, Bring Me the Horizon, Mumford & Sons e Bon Iver.

Realizado no gostosinho e bem situado Victoria Park, o All Points East é uma “intervenção” americana na terra dos festivais. Feito pelos organizadores do Coachella, o evento do East London vai ter ainda, fora os headliners e os Poploaders, coisas como Idles, Metronomy, Fat White Family, Connan Mockasin, Viagra Boys, Primal Scream, James Blake, Courtney Barnett, Mac Demarco, Parquet Courts, Toro Y Moi, The Staves, Dizzie Rascal, Kamasi Washington, Julien Baker, Snail Mail, Rosie Lowe, Beach House, Interpol, Ana Calvi, Johnny Marr, Los Bitchos, Spiritualized, Kurt Vile, Kate Tempest, Jarvis Cocker, Gold Panda, Little Dragon, entre outros.

A gente vai trazer umas coisas aqui na Popload. Acompanhe nossos canais também, em Insta, Stories, Twitter. Menos naquela “rede lá”. Tô zoando, Zuck.

** No meio da turba que se apresenta no All Points East, ali no pelotão “de baixo” do domingo, está uma banda algo revelação que é de uma fofura absurda. Com disco novo na cena há três meses, o trio britânico Yak retorna rumo ao estrelato indie (com tudo o que isso pode significar) com o excêntrico álbum “Pursuit of Momentary Happiness”, nome lindo que dá sequência à carreira da banda, após o debut em 2016, o “Alas, Salvation”.

Vibrante e inquieta, a banda de indie-garage ainda ganhou uma ajudinha do, SURPRESA, J Spaceman, aka Jason Pierce, o “lunático”, da também inglesa Spiritualized, e teve disco lançado pela Third Man Records, gravadora cool de Jack White. Olha com quem o Yak está se metendo.

Aliás, enquanto o Jack não aparece no Popload Festival com a galera do Raconteurs, ele está em turnê com os caras, que estão abrindo uma série de shows pela Europa, inclusive para o Foals.
Esta semana o grupo deu as caras no francês La Blogotèque, numa apresentação moderninha da faixa “Fried”. Olha que belezura.

** Uma das bandas novas que mais tocam nas rádios da BBC, 1 e 6, é de Brighton, chama Porridge Radio, e virou orgulho da cidade ao ser uma das mais comentadas no festival local Great Escape, uma das maiores vitrines de new music do planeta, um pequeno SXSW com mais som e menos conversinha.

Estão no momento na cola dos shows solo do Interpol, como banda de abertura, e lançaram uma musiquinha nova de garagem tão suja-fofa lo-fi, linha Pavement por que não?, que se chama “Give/Take” e começa com um “one, two, three, four” feminino de matar. E só melhora, seja no vocal, no backing, na guitarra, na bateria. Desesperadora de boa. Já vi comparação até com Dinosaur Jr.

Músicas que tem o refrão que esta “Give/Take” apresenta, merece ser celebradas mesmo se compostas ou cantadas pela Paula Fernandes e Luan Santana.

“I want want want want want want want want want you
I want want want want want want want I need you
I want want want want and I always get what I need
I want want want want and I always get what’s good for me”

Pensei que o Idles, o Fontaines DC e o Toro Y Moi fariam total a trilha sonora do meu 2019. Vão ter que abrir espaço para esta “Give/Take”, do Porridge Radio.

** Entre as popices gerais por aqui, destaque para o fim da treta envolvendo “Bitter Sweet Symphony”, uma das músicas mais emblemáticas dos anos 90, que ainda toca em alta rotação mais de duas décadas depois de seu lançamento. A treta, no caso, é que os Rolling Stones enfim deram os royalties da canção para o Richard Ashcroft. A música foi baseada em um recorte da Andre Oldham Orchestra, utilizado pelos Stones em “The Last Time”, em 1965. De forma resumida, Ashcroft teria utilizado um trecho maior que o combinado previamente na base do hit do The Verve, o que acarretou em um processo por parte do staff dos Stones. Embora seja o compositor da canção, Richard nunca havia recebido grana de direitos.

Daí que o Richard informou em comunicado que resolveu a pendenga toda diretamente com Mick Jagger e Keith Richards, que “em um gesto gentil”, cederam ao cantor toda a parte deles e ainda garantiram que os royalties, daqui para a frente, vão para o ex-líder do Verve. Ano passado, inclusive, Richard foi atração de abertura de shows dos Stones.

** Quem está com o filme cada vez mais queimado aqui por essas bandas (e com a gente também) é Morrissey. Ele, que lança hoje seu novo álbum de covers, “California Son”, tem sido considerado persona non grata em algumas cidades. Em Cardiff, por exemplo, a loja de discos mais antiga do mundo, a Spiller Records, anunciou que não venderá seu novo álbum e que seus lançamentos estão banidos da loja a partir de agora. “Estou triste, mas no final não estou surpresa que a Spiller não consiga mais oferecer os lançamentos de Morrissey. Eu só queria ter feito isso antes”, revelou Ahsli Todd, dona da loja, ao site Wales Online.

Já em Liverpool, a estação de metrô Merseyrail está retirando os pôsteres de divulgação do disco, alegando que “não reflete com os valores da organização”. Esse novo imbróglio envolvendo o ex-vocalista dos Smiths decorre do seu apoio público ao partido de extrema-direita For Britain Movement, que foi criado pela ativista Anne Marie Waters, e que tem agenda anti-islâmica.

Charming Man no more…

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