Em moxie:

POPLOAD NOW – Nesta onda de filmes legais sobre música, 10 longas antigos que você também precisa ver (ou rever)

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* Filme do Dave Grohl, filme dos Bee Gees, filme dos Smiths, ficção musical concorrendo forte ao Oscar, filme dos Sex Pistols e da Pink vindo aí, filme ruim demais da Sia. Temporada cinematográfica sonora anda forte, tanto que a Popload TV, no Youtube, fez um especial disso com o Gliv Rocks, que postamos quinta-feira passada. Mas a pegada ali foi documentário, trazendo sugestões de 12 docs importantes do rock. Resolvemos ir além, então, e fazer um NOW com indicações de filmes cujo personagem principal é a música que a gente curte. Com indicação de onde ver. Porque, se não tem indicação de onde ver, ainda assim você pode ver, you know. Vamos maratonar esses ouvidos?

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1. ALMOST FAMOUS
“Quase Famosos”, aqui. Temos certeza que muito jornalista de música já sonhou em ter um pouquinho da sorte de William Miller, no filme, um garoto de 15 anos que tem a chance de realizar seu sonho acompanhando a turnê da banda Stillwater como jornalista. As matérias do garoto chamam a atenção da revista “Rolling Stone”, que sem imaginar a idade do garoto talentoso o convida a viajar com o grupo, onde faz amizade com os músicos, seus fãs e, obviamente, uma garota em particular (foto acima). De 2000, dirigido por Cameron Crowe.
*Disponível no Amazon Prime Video.

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2. “24 HOUR PARTY PEOPLE”
Traduzido no Brasil como “A Festa Nunca Termina”, o enredo mostra a cena de Manchester do final dos anos 1970 até o início dos 1990, mais especificamente o selo Factory Records, gravadora independente fundada por Tony Wilson e responsável APENAS por nomes como Joy Division, New Order e Happy Mondays (e deles mesmo vem a inspiração para o título do filme). Nessa comédia dramática com jeitão de balada, de 2002, você vai conhecer a história do templo dance Haçienda e entender a transição da cena punk para o eletrônico. Um mix de comédia, realidade e ficção que vale cada minuto.
Dirigido por Michael Winterbottom.
*Disponível no Amazon Prime Video.

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3. “9 SONGS”
Este aqui certamente marcou toda uma geração de jovens indies nos anos 2000. Que atire a primeira pedra quem disser o contrário. Outro filme de Michael Winterbottom, de 2004, que se resume basicamente a: um casal, shows, sexo, shows, sexo e mais shows. Simples.
As bandas? Black Rebel Motorcycle Club, The Von Bondies, Elbow, Primal Scream, The Dandy Warhols, Super Furry Animals, Michael Nyman e Franz Ferdinand.
Oito bandas e nove canções que marcam do começo ao fim a relação intensa do casal Matt (Kieran O’Brien) e Lisa (Margo Stilley).
*Não encontramos ele via streaming.

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4. “HIGH FIDELITY”
“Alta Fidelidade”. Este aqui talvez soe familiar, já que acabou de ganhar uma versão novinha americana (em série) e com um olhar feminino na pele da Zoe Kravitz. Mas o rolê todo começou lá nos anos 1990, com um livro do descolado escritor inglês Nick Hornby, que depois virou um filme estrelado pelo John Cusack. Rob Gordon (Cusack) é um cara de 30 anos, obcecado por música e dono de uma loja de discos beirando à falência, que está passando por uma crise de idade. Após ser dispensado pela namorada, ele resolve ligar para suas últimas 5 namoradas para descobrir por que os relacionamentos anteriores dele (com elas) não deram certo. O mais legal do filme/série são as playlists que ele faz ao longo da história. Sempre um top 5 com alguma história legal por trás. A culpa do estilo Buzzfeed de fazer listas é culpa de “Alta Fidelidade”, na nossa tradução.
Dirigido por Stephen Frears.
* Não encontramos o filme via streaming (já a série, bem mais nova, está disponível no Amazon Prime Video e no Starzplay.

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5. “CONTROL”
Um lindo filme preto e branco de 2007 sobre a ascensão e queda do cultuado músico e vocalista do Joy Division, Ian Curtis, nada previsível, longe de parecer mais um filme biográfico babão/bobão. Dirigido por Anton Corbijn, que foi fotógrafo oficial da banda, o longa tem uma trilha inacreditável, que vai de New Order e David Bowie a Velvet Underground e Kraftwerk. Destaque para a cover de “Shadowplay”, do Killers. O filme é o mais puro néctar da geração no-future do pós-punk inglês, baseado no livro “Touching from a Distance”, escrito pela esposa de Ian Curtis, Deborah, que também co-produziu o filme. O ator Sam Riley faz um excelente Ian Curtis (foto na home da Popload).
*Não encontramos o filme via streaming.

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6. “I’M NOT THERE”
Outra biografia fora do comum, “Não Estou Lá” retrata diferentes fases da vida do lendário músico folk Bob Dylan. Ao todo são 7 “Bobs”, interpretados extraordinariamente por Marcus Carl Franklin, Christian Bale, Cate Blanchett (sim!! e talvez nossa personagem favorita aqui), Richard Gere, Heath Ledger e Ben Whishaw. Tem Dylan acústico, Dylan “elétrico”, poeta, cristão, profeta… Há sinopses que digam “inspirado na música e nas muitas vidas de Bob Dylan”.
Dirigido por Todd Haynes, em 2007.
*Não encontramos o filme via streaming.

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7. “SING STREET”
Comédia/drama romântica adolescente, que entrou em cartaz em 2016. Se passa em Dublin, anos 80. Conor (Ferdia Walsh-Peelo) é um garoto que acabou de mudar de escola e, como qualquer outra história teen, tem problemas com os valentões locais. Mas aí ele conhece Raphina (Lucy Boynton), uma garota que está sempre à espera na porta da escola. Disposto a conquistar o crush, ele diz que está montando uma banda de rock e a convida para estrelar um vídeo. Ela aceita, mas daí ele vai precisar montar uma banda de verdade para sustentar o convite. A trilha tem The Cure, Duran Duran, A-Ha, The Clash e vários outros hits oitentísticos.
Dirigido por John Carney.
*Disponível para alugar/comprar no Youtube

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8. “SUBMARINE”
Vamos aos filmes fofinhos! Vale começar dizendo que a trilha toda é do Alex Turner, do Arctic Monkeys. Só por isso, já corre para dar o play. A história deste longa de 2010 mostra Oliver Tate, um adolescente esquisitinho e metódico que se apaixona por uma garota da escola, a Jordana, que curte uma piromania. Eles começam a namorar e até aí tudo certo. Mas ele também tem outro objetivo: reconstruir a destruída vida sexual dos seus pais. Hmmm sim. Para isso dar certo, e com o apoio da namo, ele vai sabotar uma aventura da mãe e apelará para as suas habilidades como autor de cartas de amor. O filme foi produzido pelo Ben Stiller e dirigido por Richard Ayoade.
*Não encontramos o filme via streaming.

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9. ONCE
Prepara os lencinhos. “Apenas Uma Vez” trata sobre um músico de rua (busker) em Dublin (de novo), que conhece uma imigrante tcheca que ganha a vida vendendo flores, mas também é aspirante a compositora. Eles decidem trabalhar juntos e as músicas que compõem refletem o amor que cresce entre eles. Impossível não se emocionar. O filme transmite uma sinceridade singular. Um romance como poucos que mostra o poder da música. Porque sim, “Once” emplacou forte nos EUA. Daí a canção “Falling Slowly” ganhou Oscar de melhor canção original e a trilha levou uma indicação ao Grammy.
Dirigido por John Carney, o mesmo de “Sing Street” (taí Dublin…).
*Não encontramos o filme via streaming.

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10. “MOXIE”
O filme mais “novo” da lista. Deste ano. Trazendo uma nova abordagem para o feminismo dentro das novas gerações, “Moxie: Quando as Garotas Vão à Luta” retrata uma adolescente que, inspirada pelo passado punk de sua mãe, e após presenciar uma série de absurdos como “um ranking de garotas” na escola (e até uma vista grossa diante de uma situação de assédio), resolve escrever e divulgar anonimamente um zine chamando a escola para uma nova revolução. Feminina. O legal desse pretensamente despretensioso “Moxie” é ver essa abordagem ao sexismo de forma simples e direta. Sem textão complicado, sem frufru. Mostrar que é preciso sim tomar atitudes efetivas diante de acontecimentos abusivos, preconceituosos, machistas e que não se trata de uma raiva generalizada aos homens. Ganhou nosso coração com a trilha: as músicas da banda punk feminista Bikini Kill pautam as atitudes da protagonista. Spoiler? Tem a brasileiríssima e também poploader Cansei de Ser Sexy tocando no filme.
Produzido e dirigido por Amy Pohler.
*Disponível na Netflix.

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* Esta seção da Popload é pensada e editada por Lúcio Ribeiro e Daniela Swidrak.

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