Em Mudhoney:

Um ano depois de lançar um álbum cheio, Mudhoney aparece com EP de inéditas e a nova “One Bad Actor”

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Mudhoney

Mais uma banda incrível a sair de Seattle lá na época do grunge, que tem um pé no punk, o Mudhoney anunciou para 20 de setembro o lançamento de “Morning in America”, um novo EP que terá 7 faixas inéditas.

O projeto aparece mais ou menos um ano depois da banda de Mark Arm lançar um disco cheio, “Digital Garbage”, o de número 10 na prolífica carreira dos caras.

Deste novo EP, que contém gravações justamente das sessions do disco passado, o grupo norte-americano já liberou o primeiro single, “One Bad Actor”, que pode ser ouvido abaixo.

“Morning in America” – Tracklist
Vortex of Lies
Creeps Are Everywhere
Ensam I Natt
Morning in America
Let’s Kill Yourself Live Again
Snake Oil Charmer
One Bad Actor

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Bananada 2014 junta Mudhoney, Emicida, Boogarins e Aldo numa balada só

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Eu sei que falar de banana está na moda, mas aqui a coisa é outra. Já contamos neste espaço sobre a “cena goiana”, as bandas, os lugares, os agitos, os agitadores. E agora em maio, mais precisamente de 12 a 18, semana que vem toda, tudo isso vai estar reunido e à mostra, embalado por um nome só: o festival Bananada 2014.

Um dos principais festivais independentes do Brasil há muitos anos, o Bananada se superou neste ano ao conseguir reunir em sua escalação a empolgante fornada recente de bandas locais (o internacional Boogarins volta de extensa turnê mundo a fora para o festival), trazer todo um selo histórico como o da Sub Pop de Seattle (puxada pelo Mudhoney), escolher a dedo boas bandas indie paulistanas (Inky, Nevilton e Aldo são exemplos), enfiar o Emicida no line-up, apostar em nomes do Norte/Nordeste tipo o Far from Alaska (RN) e tirar os gaúchos do Bidê ou Balde de casa. E olha que não falei nem a metade da escalação.

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Fora isso, a Construtora Música armou para este ano um esquema de ingressos na linha “pague o quanto quiser/achar justo”. Em um valor mínimo que começa em R$ 5. Há ainda o Banana Ouro, passaporte que sai a R$ 40 e permite entrada em qualquer lugar, para qualquer banda, no dia que quiser.

Toda a info do Bananada 2014, na agitada Goiânia, está aqui.

Essa era uma boa camiseta para o Luciano Huck fazer, com a escalação do festival.

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Austrália, live: Big Day Out tem filosofia Pearl Jam e Arcade Fire indie

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* Popload ainda em Melbourne, Austrália, terra da Margot Robbie, do Nadal e do Big Day Out.

O festival Big Day Out realmente foi um Grande Dia de Passeio. O maior evento de música da Austrália, itinerante, passou nesta sexta por Melbourne e chega a Sydney domingo, justo quando eu também estarei por lá. Vou ver tudo de novo, será?

Screen Shot 2014-01-05 at 8.11.50 AM

O BDO tem uma estrutura enorme, é tipo 15 minutos de trem ou bonde do centro da cidade e é realizado no Jockey Club deles. Espaço bonitão, num parque, vendo o skyline da cidade ao fundo. O gramadão é varado por pequenas ruas de circulação, então o ir e vir é rápido e tranquilo. Tudo é grande no festival, desde a área de alimentação (comida e bebida boas), quantidade de palcos e tendas (sete) para um público de um total de apenas 23 mil pessoas. Muito fácil de circular. E sem grandes ocorrências, tirando uma coisa ou outra de drogas e bebedeira (parece que prenderam 20 moleques, mas já soltaram). E a sensação não é de vazio. As apresentações boas estavam cheias, as tendas abarrotaram para o Snoop Dogg e Major Lazer. Mas não era difícil chegar razoavelmente perto dos palcos, em nenhum momento. Nem no Pearl Jam.

Os dois palcos principais funcionam lado a lado. Acaba um show, imediatamente começa o outro. Pela foto que abre o post, feita por mim de uma roda gigante que tinha lá boa exatamente para fotos do alto, dá para ver bem. O Beady Eye tocava à direita enquanto o Arcade Fire tinha seu palco preparado à esquerda.

Comecei a maratona de shows pelo Tame Impala, que tocou cedinho, já para um público bom. Psicodelia e sol. Parecia ensaio deles. O californiano Grouplove me surpreendeu duas vezes. Primeiro pela quantidade de galera que arrastou para o terceiro palco, em tenda, e com todo mundo cantando tudo. Depois porque o show está muito bom, comparado ao que vi uns anos atrás quando eles estavam numas de pintar quadros no palco enquanto tocavam, haha.

O 1975 ao vivo me pareceu fraco. Nem os singles salvaram. Mas a pivetadinha parece gostar. Não é para mim. Vi pouco do Primus e a impressão é que o show foi bom. O Hives do que eu vi foi o Hives. Depois dois caras que eu respeito muito pelo passado glorioso se envolveram em shows fracos: Liam e o Beady Eye, Mark Arm e o Mudhoney. O Flosstradumus transformou a pista dance num “Projeto X” particular. Mas, bem mais tarde, na mesma linha, o “prata da casa” Flume foi bem mais legal. A horda de loiras australianas que entupiu a tenda electro concordou comigo.

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Screen Shot 2014-01-05 at 7.59.18 AM

A banda do Canadá, atração de Rio e São Paulo em abril, deu mais gás no show solo, quarta-feira no centro de Melbourne. Mas encarou a apresentação “de dia” no festival de um modo mais simples. Parecia a banda indie de 2005. Os bonecos estavam lá, mas tímidos. Acabaram o show com “Wake Up”. Isso não se faz… Olha eles tocando a linda “Afterlife”.

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Das duas horas e meia de show do Pearl Jam, dediquei à banda de Eddie Vedder apenas uma hora. Show épico de sempre, grandioso. Vedder, em um momento, fez um discurso para o pôr-do-sol, evocou histórias passadas de amigos australianos que ele tinha nos anos 70, lembrou que esteve no primeiro Big Day Out como atração principal, lá nos anos 90, e disse para todo mundo ali ficar feliz, porque eles tinham um país abençoado. Concordo, Eddie.

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Enquanto Vedder filosofava, Snoop Dogg enlouquecia a mulherada com seu hip hop malemolente numa tenda superlotada. A velha canastrice legal de sempre. And if a nigga get a attitude, pop it like it’s hot. Depois a galera permaneceu “na casa” para ver Diplo e seu Major Lazer. Uma palavra para descrever o show: “algazarra”. Australian blondes do it better.

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Nem meia hora depois que tudo acabou, eu já estava num restaurante no centro da cidade, jantando. Festival bom é isso, basicamente.

* A Popload está em Melbourne a convite do Tourism Victoria. No final de semana chega a Sydney, graças ao Tourism Australia.

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Sub Pop ganha festival em SP em maio: Mudhoney, Metz e The Obits vêm tocar

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* Touch me, I’m sick!

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* O nobre selo indie Sub Pop, que mudou para sempre a história da música independente, vai dar nome a um festival de bandas de seu cast a ser realizado em maio na nova casa de shows Audio (na Água Branca) e puxado pela veterana banda grunge Mudhoney. Sob escolha de Mark Arm, o líder do grupo, vêm também ao país as bandas novas Metz e The Obits, duas grandes apostas do selo indicadas pelo vocalista do Mudhoney.

O SUB POP FESTIVAL em São Paulo acontece no dia 15 de maio. Outras atrações podem ser escaladas, como DJs. Com esta será a sexta visita do Mudhoney ao Brasil. A última vez que tocaram na cidade foi em 2010, na Virada Cultural. Em 2001, na primeira vinda, tocaram inclusive em Goiânia. O canadense Metz fez um dos discos mais legais de 2012, o seu de estreia, “METZ”. A parte roqueira braba da Inglaterra pira nos caras. O Obits é garagem surf punk do Brooklyn, Nova York. Isso já diz muita coisa.

** Os ingressos para o Sub Pop Festival – São Paulo devem começar a ser vendidos ainda em dezembro. A casa de shows Audio abre suas portas com shows para até 3 mil pessoas agora no começo de 2014, provavelmente fevereiro. Um show do Marcelo D2 está armado para acontecer no local no dia 1º/2.

** O festival da Sub Pop SP é uma parceria das produtoras Construtora de Música, de Goiânia, com a Inker, de São Paulo, gente que faz.

** As três bandas da lendária gravadora americana tocam ainda em Goiânia, dia 16/5, como atrações do Bananada 2014.

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Comemorando 25 anos, Sub Pop manda o Mudhoney para as alturas

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Uma das maiores e mais importantes instituições da história da música, a gravadora Sub Pop, que um dia deu ao mundo um tal de Nirvana, continua celebrando seus 25 anos de existência e grandes serviços prestados.

O evento da vez consistiu em pegar o veterano Mudhoney para tocar no topo da torre Space Needle, principal ponto turístico da cidade de Seattle, que tem só 184 metros de altura.

O grupo liderado pelo grande Mark Arm tocou durante meia hora e o show foi transmitido pela rádio indie local KEXP. A apresentação também foi mostrada em vídeo via internet e disponibilizada na íntegra.

Sente o drama. O show começa no minuto 20, mais ou menos.