Em mulamba:

CENA – Pussy Riot? Sexteto feminista Mulamba vomita seu ativismo feroz em show de lançamento hoje no Sesc Pompeia, em SP

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* Um banho de postura feminina e política e feminino-política pode ser tomado hoje no Sesc Pompéia, em São Paulo, quando o sexteto curitibano só-mulheres Mulamba se apresenta, para mostrar no palco a poesia e o ativismo que marcam seu primeiro álbum, homônimo, lançado no finalzinho do ano passado. Que álbum intenso e variado dentro do mesmo tema. Gravado nos estúdios da Redbull Station, em São Paulo, “Mulamba”, o disco, é a trilha sonora de resistências a estes tempos “gozados” que vivemos e que, parece, ainda vamos viver muito. Postura forte mas sem esquecer da música boa.

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Imagem de show de lançamento do disco de estréia em Florianópolis, agora em janeiro. Mulamba toca hoje em SP

Graças a seus singles anteriores, “Mulamba”, a música, e “P.U.T.A.” (números milionários no Youtube), a Mulamba, a banda, fez seu nome nos festivais independentes desde 2017, apresentando no palco seis mulheres magnéticas com um violoncelo no meio, dando um tom de indie-erudito quando a raiva acalma. Ou não.

Os dois “hits” da Mulamba vêm no disco em versão “repaginada”. E somado a outras faixas como “Desses Nadas” e “Lama” (sobre o desastre ambiental absurdo que destruiu a cidade de Mariana, em Minas Gerais), justificam o álbum de estreia do Mulamba ir parar em muitas listas de melhores do ano de 2018.

Mulamba, feminismo, acordeón, músicas fortes, banda entrosada, indie-MPB às vezes punk às vezes erudito. Esse é o cardápio oferecido no “jantar” desta noite que é show delas em São Paulo, no Sesc Pompeia, tento a música como alimento da alma. Que choque nesta semana zoada!

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CENA – Antes das eleições-drama, a banda Mulamba, de Curitiba, oferece sensibilidade em novo vídeo

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1 - cenatopo19

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* Música sobre as possibilidades dos amores impossíveis, “Desses Nadas”, que estreia em vídeo agora aqui na Popload, é o novo single da impressionante banda feminista Mulamba, de Curitiba. Tapa na cara em tempos eleitorais bicudos, o grupo lançou no ano passado o single “P.U.T.A.”, que rendeu ao grupo alguns milhões de visualizações no Youtube e uma vida constante em alguns dos principais festivais indies do Brasil.

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Agora a caminho de seu primeiro álbum, que finalmente vem à luz em novembro agora, “Desses Nadas” mostra, sim e como não, e de forma sensualíssima ao mesmo tempo que superdelicada, a relação “complicada” entre duas mulheres. “Apesar da pegação forte que rola, elas buscam fugir da objetificação e do fetiche que cercam as relações lésbicas”, vem o recado, da banda.

Uma das letras mais bonitas de música do indie brasileiro deste ano (tem delicada lyric neste delicado vídeo), no nível Tim Bernardes de trabalhar palavras, “Desses Nadas” é uma MPB adulta com uma volúpia adolescente e sonoridade ímpar onde cabe até um acordeón ora “afirmativa e feliz”, ora dramática. Indie erudito mexendo com amores impossíveis.

Que bonito, Mulamba.

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CENA – Na lagoa e na praia, Festival Saravá de Florianópolis foi dominado por mulheres no palco e na plateia

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1 - cenatopo19

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O duo catarinense Muñoz no primeiro dia do Festival Saravá<

* Movimentando duas sedes, uma na lagoa (da Conceição) e uma na praia (da Joaquina), o Festival Saravá aconteceu neste último final de semana na deliciosa Florianópolis, desde sexta-feira, para dar gás à CENA local, à CENA “prima” (curitibana), fazer intercâmbio bom com outras tribos indies superaquecidas (RJ, GO e SP) e inserir seu nome no vasto calendário de festivais brasileiros no ano. Em sua quarta e maior edição, o Saravá agora é uma realidade para além da ilha.

A Popload foi ver tudo isso de perto. Que mulher é essa Letícia (Letrux)? Que mulheres são essas mulambas? Que mulher é essa Salma (Carne Doce)? Ainda com Tássia Reis e as garotas do La Leuca (SC) e Cora (PR), o Saravá foi um festival feminino. Não por coincidência, o público na maioria era de mulheres. Quase apanhei de um grupo de adolescentes furiosas comigo só porque sou alto e queria ver a Letrux mais de perto… Fui cuspido para trás, solenemente. E nem ouso fazer textão de Facebook por causa disso.

Não que os meninos também não fizeram bonito no Saravá. O duo Muñoz, entre o Led Zeppelin e o White Stripes, foi incrível na sexta, junto com o sempre bom Hierofante Púrpura, quarteto paulista de Mogi das Cruzes cujo show, qualquer show, não passa despercebido. Até com guitarrista mal de saúde, debilitado, tocando sentado. No sábado, o rodado grupo instrumental-agora-com-DJ Skrotes abriu bem a noite linda na praia da Joaquina. Que seria devastada depois com o engajado e cada vez melhor show da Mulamba, de Curitiba, mas enfim. Bike tocando disco novo foi lindo já em altas horas desta segunda-feira, segundo relatos, porque não consegui ficar. Para provar toda essa tese do mulherio saravaiense, convidaram para as guitarras a “DJ” Gabriela Deptulski, a alma do My Magical Glowing Lens.

“Ainda não estou acreditando nesse cenário que eu vejo na minha frente”, disse em meio a seu show a cantora carioca Letícia Letrux. “Um monte de gente linda e um mar ali atrás”, completou a performer, porque ela é uma performer mesmo, falando do palco improvisado no restaurante-casa de eventos Àtôa na Jôa, na praia da Joaquina, onde o festival aconteceu “maior” no sábado e no domingo. Na sexta, o Saravá ocorreu na Casa de Noca, clube de dois andares que recebe de indie a pagode.

Então estamos assim. Num recorte rápido dos festivais brasileiros temos o que acontece em montanhas, à beira de rio, de lagoa, do mar, perto de cachoeira, em cenário urbano, em casa de shows, em rooftop, em porões, em restaurantes etc. Estou me esquecendo de algo?

Abaixo, fotos e vídeos do Festival Saravá 2018.

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A banda mogiana (das Cruzes) Hierofante Púrpura, em ação na sexta no Saravá versão lagoa

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A banda “visual” Orquestra Manancial da Alvorada, octeto local, espreme seu instrumental bonito no palco do Saravá, domingo

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O grupo feminino Cora, de Curitiba, que se apresentou no primeiro dia do Saravá, na sexta/em>

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* A imagem que ilustra a chamada para este post, na home da Popload, traz a banda Carne Doce.

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Mini-Bananada do Sul, Festival Saravá, de Floripa, pede passagem na CENA indie brasileira com sua quarta e maior edição

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1 - cenatopo19

* Ah, este mundo maravilhoso de festivais indies brasileiros em que vivemos…

LaLeuca

No ano passado a Popload foi até o interior do Rio Grande do Sul para conferir o curioso, peculiar mesmo, festival Morrostock, que acontece à beira de um rio, perto de cachoeiras, clima de indie-bambolê, a 40 minutos de van sacolejante da cidade de Santa Maria, mato a dentro. O evento gaúcho, que já passou de uma década de realização, se estabeleceu de vez não só como grande evento do Sul do país como da CENA brasileira no geral.

Acontecendo já há quatro anos, o catarinense Festival Saravá, que mexe com Floripa por três dias neste final de semana, é outro que parece emergir de vez para a rota dos principais festivais indies do Brasil com a sua edição de 2018, a quarta ao total e a maior até agora. O evento traz para a bela capital de Santa Catarina, mais precisamente em dois lugares à beira da agitada Lagoa da Conceição, indo de sexta a domingo, nomes como Letrux (RJ), Carne Doce (GO), Bike (SP) e até um DJ set da Gabriela Deptulski, guitarrista e dona do My Magical Glowing Lens (ES), além de proporcionar uma mistura interessante entre bandas da região e esses grandes nomes da cena nacional já citados.

Segundo Adriano Saito, um dos produtores de toda junção do Saravá, o festival já está em sua quarta edição e decidiu marcar a data como uma estrutura e line up ainda maior. Também de acordo com ele, os eventos anteriores chegaram a reunir mais de 500 pessoas por edições, mas mantendo um formato bem menor do que estão trazendo para 2018.

Além do festival cheio de atrações, a produtora responsável, a Saravá Produções, já vem há algum tempo sacudindo a cena da região com shows de todos os tipos, do pernambucano Tagore até os paulistas do Black Papa. Com essa função constante, a produtora acabou abrindo caminho para fazer uma espécie de micro-Bananada (ocupando diferentes locais da cidade, com a ideia de aumentar isso na próxima edição) em uma região um pouco fora da rota comum de shows nacionais.

O Saravá não é só mais um a puxar a atenção do indie nacional para o Sul (além do já citado Morrostock e do conterrâneo Psicodalia, por exemplo, e cada qual no seu tamanho). Ele ajuda também a botar foco na cena local e, pela proximidade, na do Paraná, também. Como os Skrotes, Muñoz, Apicultores Clandestinos e a banda de garotas La Leuca, da foto que abre o post.

Veja a escalação completa mais abaixo.

Os ingressos com o primeiro lote já esgotado, estão disponíveis para venda no evento do Festival Saravá no Facebook e custam entre R$15,00 e R$100,00, incluíndo entradas para dias específicos ou passaporte completo. Junto aos shows, ainda acontece feira de vinil, bazares de arte local e exposições.

Confira a programação completa do Saravá:

► Sexta (9/3)
– PALCO LAGOA: Casa de Nocam
a partir das 22h
• Hierofante Púrpura (SP)
• Muñoz (SC)
• Cora (PR)
• La Leuca (SC)
• DJ Gabriela Deptulski (MMGL – ES)

► Sábado (10/3)
– PALCO JOACA: Àtôa na Jôa
a partir das 20h
• Tássia Reis (SP)
• Mulamba (PR)
• Trombone de Frutas (PR)
• Skrotes (SC)
• Apicultores Clandestinos (SC)
• DJ Lê Bafão (SC)

► Domingo (11/3)
– PALCO JOACA: Àtôa na Jôa
a partir das 20h
• Letrux (RJ)
• Carne Doce (GO)
• BIKE (SP)
• Orquestra Manancial da Alvorada (SC)
• The Cegus (SC)
• DJ Rafael Barros (SC)

** A foto da cantora Letrux, do Rio, que está na home da Popload chamando para este post, é de Sillas Henrique.

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