Em mulamba:

Popload Live: hoje, 17h, no Stories da @poploadmusic, com Naíra, Érica e Caro, da Mulamba

* A live da Popload recebe hoje um trio, pela primeira vez. Rola logo mais, 17h, no Stories do @poploadmusic. O ao vivo do dia reúne, direto de Curitiba, espremidas naquele quadradinho do Stories debaixo do meu, a trinca Naíra Debértolis (guitarra), Érica Silva (baixo) e Caro Pisco (bateria), da instituição sonora Mulamba, de Curitiba.

A Mulamba é muito mais que uma banda, e isso vai ser um dos temas de hoje na Popload Live. É um coletivo contestatório e social-libertário com muito a dizer seja na música quanto na poesia, nos vídeos, nas formas de discursos todas. A bandeira do feminismo está bem fincada na CENA brasileira, a gente sabe bem. E muito dele com os braços deste sexteto curitibano obviamente formado só por mulheres. Que agrega outras mulheres a sua volta. E não se atreva a ficar na frente. Porque ninguém tem “impunemente” um vídeo de uma música chamada “P.U.T.A.”, que tem quase 4 milhões de vizualizações. Há uma galera gigante aí no underground feminino que precisa da voz da Mulamba para se expressar.

O papo promete ir looooonge nessa meia hora, 40 min de live. Logo mais, 17h.

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A live da Popload foi criada para proporcionar, em tempos de clausura, papo e performance com pessoas legais da nossa música. Inclusive… tocando música.

Já rolou por aqui conversa e som com Flavio FingerFingerrr, André Aldo, Eduardo Apeles, Vivian Kuczynski, Lucas Fresno, Rita Papisa Oliva e Ale Sater, do Terno Rei, Bianca e Rodrigo do Leela, Lucas da Glue Trip, Fefel do Boogarins, Duda Brack, Clarice Falcão, Gabriela Deptuski, do My Magical Glowing Lens, Jay Horsth, do Young Lights, Salma & Macloys, do Carne Doce. Tudo regado a som ao vivo, adaptado, rearranjado, diferente, tecnicamente perdoadíssimo.

Já teve até DJ set, do ótimo Willian Mexicano, na semana passada, com a digníssima diva pop Pabllo Vittar participando animada. Já teve conversa sobre a história da CENA brasileira com um dos personagens principais dela desde sempre, o agitador Fabrício Nobre.

A ideia da live é que ela, diária, de segunda a sexta no período de quarentena, não necessariamente tenha um horário padrão para rolar, mas até que tem acontecido bastante às 17h. A gente avisa aqui e nas redes o horário certo do dia. Ou, melhor, reforça o aviso quando NÃO for às 5 da tarde.

Então, hoje, às 17h (tchanan!!), no Stories do @poploadmusic, Salma e Macloys, da banda goiana Carne Doce, conversam com e tocam para a Popload.

E sempre lembrando que a Live fica disponível nos Stories por 24 horas, a partir de seu fim ao vivo.

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CENA – Mulamba estreia na Popload o vídeo de “Vila Vintém”, um olhar das periferias que precisam que se olhe por elas

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Foto: Luciana Petrelli

Foto: Luciana Petrelli

Uma das bandas mais contundentes da CENA brasileira, de um país que cada vez mais precisa de contundência em suas diversas formas culturais, a Mulamba, sexteto feminino de Curitiba, lança com exclusividade na Popload o vídeo de “Vila Vintém”, o segundo a sair de seu disco de estreia, o explosivo “Mulamba”, lançado no ano passado, e a primeira mostra visual do álbum a ganhar luz agora em 2019.

“Vila Vintém”, a música, de autoria da vocalista Cacau de Sá e que traz o nome e as feridas de uma favela do Rio de Janeiro que constantemente sofre da violência do Estado, mostra em “Vila Vintém”, o vídeo, um choque de duas realidades diferentes e iguais das periferias brasileiras. Porque foi filmado na Ocupação 29 de Março, em Curitiba, terra da Mulamba, E traz um personagem.

O vídeo, poderoso nas imagens, resistente na música que lembra bons tempos de um “Chico Buarque de protesto”, é centrado na pessoa de Elidieu, haitiano refugiado que construiu com as próprias mãos sua casa depois que a Ocupação 29 de Março pegou foto, no ano passado.

O recado do vídeo é direto e reto, embora torto. Vila Vintém, favela carioca, em vídeo filmado em comunidade curitibana, carrega nesse filme as milhares de favelas e os milhões de Elidieus que lutam por moradia nesse país. “Da nossa forma mais humilde, gostaríamos de chamar atenção para todas as outras comunidades periféricas que precisam que alguém olhe por eles, para que haja respeito por parte do Estado e para que haja preocupação com a infra-estrutura local. Tudo isso é para fortalecer o rolê deles”, diz Caro Pisco, baterista da Mulamba.

Veja o vídeo de “Vila Vintém” e sinta a bronca.

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** As fotos da Mulamba, usadas neste post e na chamada dele na home da Popload, são de Luciana Petrelli

*** Só como efeito de atualização, o vídeo de “P.U.T.A.”, música do primeiro álbum e que praticamente revelou a Mulamba para o Brasil no ano passado, para além da cena indie curitibana, já ultrapassa os 3 milhões de views no Youtube.

**** A Mulamba é Amanda Pacífico (voz), Cacau de Sá (voz), Caro Pisco (bateria), Érica Silva (baixo, guitarra e violão), Fer Koppe (violoncelo) e Naíra Debértolis (guitarra, baixo e violão).

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CENA – Pussy Riot? Sexteto feminista Mulamba vomita seu ativismo feroz em show de lançamento hoje no Sesc Pompeia, em SP

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* Um banho de postura feminina e política e feminino-política pode ser tomado hoje no Sesc Pompéia, em São Paulo, quando o sexteto curitibano só-mulheres Mulamba se apresenta, para mostrar no palco a poesia e o ativismo que marcam seu primeiro álbum, homônimo, lançado no finalzinho do ano passado. Que álbum intenso e variado dentro do mesmo tema. Gravado nos estúdios da Redbull Station, em São Paulo, “Mulamba”, o disco, é a trilha sonora de resistências a estes tempos “gozados” que vivemos e que, parece, ainda vamos viver muito. Postura forte mas sem esquecer da música boa.

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Imagem de show de lançamento do disco de estréia em Florianópolis, agora em janeiro. Mulamba toca hoje em SP

Graças a seus singles anteriores, “Mulamba”, a música, e “P.U.T.A.” (números milionários no Youtube), a Mulamba, a banda, fez seu nome nos festivais independentes desde 2017, apresentando no palco seis mulheres magnéticas com um violoncelo no meio, dando um tom de indie-erudito quando a raiva acalma. Ou não.

Os dois “hits” da Mulamba vêm no disco em versão “repaginada”. E somado a outras faixas como “Desses Nadas” e “Lama” (sobre o desastre ambiental absurdo que destruiu a cidade de Mariana, em Minas Gerais), justificam o álbum de estreia do Mulamba ir parar em muitas listas de melhores do ano de 2018.

Mulamba, feminismo, acordeón, músicas fortes, banda entrosada, indie-MPB às vezes punk às vezes erudito. Esse é o cardápio oferecido no “jantar” desta noite que é show delas em São Paulo, no Sesc Pompeia, tento a música como alimento da alma. Que choque nesta semana zoada!

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CENA – Antes das eleições-drama, a banda Mulamba, de Curitiba, oferece sensibilidade em novo vídeo

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* Música sobre as possibilidades dos amores impossíveis, “Desses Nadas”, que estreia em vídeo agora aqui na Popload, é o novo single da impressionante banda feminista Mulamba, de Curitiba. Tapa na cara em tempos eleitorais bicudos, o grupo lançou no ano passado o single “P.U.T.A.”, que rendeu ao grupo alguns milhões de visualizações no Youtube e uma vida constante em alguns dos principais festivais indies do Brasil.

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Agora a caminho de seu primeiro álbum, que finalmente vem à luz em novembro agora, “Desses Nadas” mostra, sim e como não, e de forma sensualíssima ao mesmo tempo que superdelicada, a relação “complicada” entre duas mulheres. “Apesar da pegação forte que rola, elas buscam fugir da objetificação e do fetiche que cercam as relações lésbicas”, vem o recado, da banda.

Uma das letras mais bonitas de música do indie brasileiro deste ano (tem delicada lyric neste delicado vídeo), no nível Tim Bernardes de trabalhar palavras, “Desses Nadas” é uma MPB adulta com uma volúpia adolescente e sonoridade ímpar onde cabe até um acordeón ora “afirmativa e feliz”, ora dramática. Indie erudito mexendo com amores impossíveis.

Que bonito, Mulamba.

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CENA – Na lagoa e na praia, Festival Saravá de Florianópolis foi dominado por mulheres no palco e na plateia

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O duo catarinense Muñoz no primeiro dia do Festival Saravá<

* Movimentando duas sedes, uma na lagoa (da Conceição) e uma na praia (da Joaquina), o Festival Saravá aconteceu neste último final de semana na deliciosa Florianópolis, desde sexta-feira, para dar gás à CENA local, à CENA “prima” (curitibana), fazer intercâmbio bom com outras tribos indies superaquecidas (RJ, GO e SP) e inserir seu nome no vasto calendário de festivais brasileiros no ano. Em sua quarta e maior edição, o Saravá agora é uma realidade para além da ilha.

A Popload foi ver tudo isso de perto. Que mulher é essa Letícia (Letrux)? Que mulheres são essas mulambas? Que mulher é essa Salma (Carne Doce)? Ainda com Tássia Reis e as garotas do La Leuca (SC) e Cora (PR), o Saravá foi um festival feminino. Não por coincidência, o público na maioria era de mulheres. Quase apanhei de um grupo de adolescentes furiosas comigo só porque sou alto e queria ver a Letrux mais de perto… Fui cuspido para trás, solenemente. E nem ouso fazer textão de Facebook por causa disso.

Não que os meninos também não fizeram bonito no Saravá. O duo Muñoz, entre o Led Zeppelin e o White Stripes, foi incrível na sexta, junto com o sempre bom Hierofante Púrpura, quarteto paulista de Mogi das Cruzes cujo show, qualquer show, não passa despercebido. Até com guitarrista mal de saúde, debilitado, tocando sentado. No sábado, o rodado grupo instrumental-agora-com-DJ Skrotes abriu bem a noite linda na praia da Joaquina. Que seria devastada depois com o engajado e cada vez melhor show da Mulamba, de Curitiba, mas enfim. Bike tocando disco novo foi lindo já em altas horas desta segunda-feira, segundo relatos, porque não consegui ficar. Para provar toda essa tese do mulherio saravaiense, convidaram para as guitarras a “DJ” Gabriela Deptulski, a alma do My Magical Glowing Lens.

“Ainda não estou acreditando nesse cenário que eu vejo na minha frente”, disse em meio a seu show a cantora carioca Letícia Letrux. “Um monte de gente linda e um mar ali atrás”, completou a performer, porque ela é uma performer mesmo, falando do palco improvisado no restaurante-casa de eventos Àtôa na Jôa, na praia da Joaquina, onde o festival aconteceu “maior” no sábado e no domingo. Na sexta, o Saravá ocorreu na Casa de Noca, clube de dois andares que recebe de indie a pagode.

Então estamos assim. Num recorte rápido dos festivais brasileiros temos o que acontece em montanhas, à beira de rio, de lagoa, do mar, perto de cachoeira, em cenário urbano, em casa de shows, em rooftop, em porões, em restaurantes etc. Estou me esquecendo de algo?

Abaixo, fotos e vídeos do Festival Saravá 2018.

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A banda mogiana (das Cruzes) Hierofante Púrpura, em ação na sexta no Saravá versão lagoa

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A banda “visual” Orquestra Manancial da Alvorada, octeto local, espreme seu instrumental bonito no palco do Saravá, domingo

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O grupo feminino Cora, de Curitiba, que se apresentou no primeiro dia do Saravá, na sexta/em>

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* A imagem que ilustra a chamada para este post, na home da Popload, traz a banda Carne Doce.

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