Em mulungu:

Popload Live: hoje, 17h, no Stories da @poploadmusic, conversa e música com Jáder, da banda pernambucana Mulungu

>>

* Nosso convidado de hoje na Popload Live, 17h no canal de Stories da @poploadmusic, é o Jáder, da banda Mulungu, outro bom produto-exportação da cena de Recife, embora o trio que compõe a banda tem um potiguar infiltrado.

Mulungu é Jáder, o parceiro conterrâneo Guilherme Assis e o multiinstrumentista importado Ian Medeiros, que era da grande banda Mahmed, de Natal.

A banda lança nesta semana, e é isso que vamos mostrar na live, seu segundo single, “Deus Tempo”, que vai estar no disco de estreia do Mulungu, “O Que Há Lá”, marcado para sair em novembro.

Sobre os singles, o álbum, o nome Mulungu, a deliciosa sonoridade pop, os tão-falados sentimentos autobiográficos dos músicos que estão nas letras, que Jáder conversa, canta e toca logo mais às 5 desta tarde, no @poploadmusic.

WhatsApp Image 2020-09-02 at 13.55.30

A live da Popload foi criada para proporcionar, em tempos de clausura, papo e performance com pessoas legais da nossa música. Inclusive… tocando música.

Já rolou por aqui conversa e som com Flavio FingerFingerrr, André Aldo, Eduardo Apeles, Vivian Kuczynski, Lucas Fresno, Rita Papisa Oliva, Ale Sater, do Terno Rei, Bianca e Rodrigo do Leela, Lucas da Glue Trip, Fefel do Boogarins, Duda Brack, Clarice Falcão, Gabriela Deptuski, do My Magical Glowing Lens, Jay Horsth, do Young Lights, Salma & Macloys, do Carne Doce, a trinca Naíra, Érica e Caro, do sexteto Mulamba, João Erbetta, do Los Pirata, o Popoto, da banda Raça, a Sara Não Tem Nome, o produtor paulistano CESRV, o internacional Sessa, o cheio-de-histórias-incríveis Supla, a multimídia Lia Paris, o rapper afrojaponês-andróide Yannick Hara, a guitarrista e cantora Brvnks, o professor Frank Jorge, o brit-paulistano Charly Coombes, Tim Bernardes de O Terno, Mario Bross, do Wry, a diva Ava Rocha, o produtor mashapeiro Raphael Bertazzi, com o engenheiro de som e beatmaker Master San, com o músico mineiro André MOONS, com o enigmático cantor Gevard DuLove, com o músico, agora escritor e eterno VJ Luiz Thunderbird, Tatá Aeroplano, com o Pata, do Holger, com o mineiro JP, Jair Naves, Zé Antônio (dos Pin Ups), com o graaaande Clemente, do Inocentes, com a Giovanna Moraes, com Marcelo Perdido, com o Chico Bernardes, com Mário Arruda, do Supervão, o electroindígena Nelson D, a Larissa Conforto (Àiyé), o Vovô Bebê, o Gustavo Bertoni, do Scalene, Julio The Baggios, o grande Chico César, o rapper Hiran, a multiartista Jup do Bairro, Eduardo Porto (do ATR), o pernambucano Tagore, a baiana Jadsa, o gaúcho Erick Endres, o lendário cantor Odair José, o músico Thiago Nassif, a cantora e guitarrista Fernanda Takai, o cantor baiano Giovani Cidreira, o rapper mineiro Flavio Renegado, o guitarrista Gabriel Thomaz (Autoramas), a cantora e taróloga Ella, o gateiro Pedro Pastoriz (Mustache & Os Apaches), o grande Samuel Rosa, do Skank, o piauiense Valciãn Calixto, o “cigano” Juliano Abramovay, Gabriel Serapicos (Compositor Fantasma), Vallada (Viratempo), o veterano Marco Polo (da histórica banda pernambucana Ave Sangria), o músico agitador Otto Dardenne, o rapper Xis, o saxofonista Anderson Quevedo, a cantora Anne Jezini, de Manaus, e a cantora paraense Mai.

Tudo regado a som ao vivo, adaptado, rearranjado, diferente, tecnicamente perdoadíssimo.
Já teve DJ set, do ótimo Willian Mexicano, com a digníssima diva pop Pabllo Vittar participando animada. E a do Lúcio Morais, do Database. Do Trepanado, da Selvagem. Do Lúcio Caramori. Do Paulão, do Garagem. Do gaúcho hard-funk Fredi Chernobyl. Do Fetusborg, que virou uma residência mensal de hip hop. Da incrível dupla electroflorestal Xaxim. Dá ótima DJ Kysia, de Fortaleza.

Já teve conversa sobre a história da CENA brasileira com um dos personagens principais dela desde sempre, o agitador Fabrício Nobre. Já teve papo de jornalismo musical com Pedro Antunes, editor da “Rolling Stone”, também conhecido como o inventor do programa “Tem um Gato na Minha Vitrola”. Já conversamos com Bruno Natal, do podcast Resumido, Thiago Ney, da newsletter MargeM, dois instrumentos ~modernos~ vitais para entender o mundo hoje. Falamos também com Ronaldo Lemos, o maior especialista em internet no Brasil e ex-curador do Tim Festival. Com o jornalista-boleiro Mauro Beting, que tem uma série de serviços prestados à música. Com a jornalista, escritora, DJ e agitadora Claudia Assef. Com Alexandre Matias, o inventor do Trabalho Sujo. Com o conhecidíssimo Zeca Camargo. Com o importante produtor Marcelo Damaso, do festival Se Rasgum (Pará). Com o renomado jornalista Álvaro Pereira Júnior. Com o podcaster Vinícius Felix. Com o correspondente de cinema em Los Angeles Rodrigo Salem. Com o empresário indie Fernando Dotta.

A ideia da live é que ela, diária, de segunda a sexta no período de quarentena, não necessariamente tenha um horário padrão para rolar, mas até que tem razoavelmente acontecido às 17h, 18h.
A gente avisa aqui e nas redes o horário certo do dia.

Então, hoje, às 5 da tarde, no Stories do @poploadmusic, conversa e música com Jáder, do Mulungu.

E lembrando que as Lives passaram a ficar disponíveis no igtv da conta do Popload Music, para outras revisitações ou mesmo para ver pela primeira vez. Escolha sua opção, mas veja.

>>

TOP 50 DA CENA – O que está acontecendo? Outro índio entra em primeiro. Agora temos dois músicos indígenas, um compositor fantasma e um mascarado no topo. E a Karen Jonz

1 - cenatopo19

* Que coisa mais incrível é a CENA brasileira atual. Na semana passada, um rapper indígena saindo de uma tribo da periferia de São Paulo chapou o primeiro lugar do nosso ranking com um hip hop emocionante versado em tupi-guarani.
Nesta semana, um outro índio brasileiro com uma trajetória bem diferente pega para ele o topo deste Top 50, com um admirável som de base eletrônica em direção a uma redescoberta de sua origem. Ou do que fazer de bom com a musicalidade dela.
Quem me avisou desse disco peculiar de um tribal de Manaus que foi adotado por italianos, teve educação artística europeia e volta ao Brasil para trabalhar nos últimos anos suas ancestralidades sonoras foi ninguém menos que Iggor Cavalera, lá de Londres, que em áureos tempos de Sepultura já se envolveu com indígenas para fazer o melhor disco de sua famosa ex-banda.
Olha as voltas que esta CENA dá.
E, veja, a semana está especialmente incrível e temática por aqui, se jogarmos uma luz apenas nos dez primeiros deste ranking. Tem dois índios, tem compositor fantasma, tem cantor mascarado, tem um músico que de perdido só tem o nome, tem a estreia da Karen Jonz no nosso Top 10.
E, claro, tem ela, a razão de tudo. Uma linda playlist com as 50 músicas da semana escolhidas por nós, na humildade. E na diversidade.

2 - PHOTO-2020-06-16-18-01-11

1 – Nelson D. – “A Grande Revolta” (Estreia)
Nelson D é DJ e produtor de certa rodagem já, mas de pouco tempo para cá quis assumir um protagonismo musical como cantor. A base sonora é o que aprendeu na Europa, onde viveu e estudou. A alma sonora é a que nasceu: a de índio. Soltou agora em maio seu primeiro álbum, “Em Sua Própria Terra”, disco que propõe o que ele chama de Futurismo Indígena. David Bowie ficaria feliz ouvindo “A Grande Revolta”.
2 – Kunumí MC – “Xondaro Ka’aguy Reguá (Forest Warrior)” – (1)
Kunumi MC é o nome artístico de Werá Jeguaka Mirim, índio de uma aldeia em Parelheiros, zona sul de São Paulo, a Krukutu. Ele é o primeiro rapper solo indígena do Brasil. Sua nova música fala sobre um guerreiro que nascerá das águas e “levará o seu povo a uma nova existência” após os anos de tanta exploração dos homens brancos. E, para além dos conceitos oportunos, que música emocionante!
3 – Compositor Fantasma – “Não Sabendo Que Era Impossível” (Estreia)
O alter-ego do produtor musical Gabriel Serapicos revive as músicas de “um compositor que desapareceu deixando para trás incontáveis letras e partituras”. Tem poucos dias que ele lançou a ótima “Não Sabendo Que Era Impossível”. Vale reparar no trecho: “Você se convenceu das melhores intenções de um canibal”.
4 – ABC Love – “Flertes” (Re-estreia)
A deliciosa “Flertes” retorna a nossa parada por ser um dos destaques do EP “Back to Love”, lançado na semana passada. É a fase de Gevard du Love que agora quer recriar o lance de joguinhos amorosos de verão carioca dos anos 80, aqui com vocais emprestados de Gab Ferreira e Yma. Bom ter você de volta, Flertes.
5 – Marcelo Perdido – “Não Tô Aqui pra Te Influenciar” (Estreia)
Perdido e seu single “Não Tô Aqui pra Te Influenciar” adiantam o primeiro lançamento de um tal de selo CENA. Será que é isso que você pensou? Leia mais a Popload, se estiver em dúvida. Por enquanto, olho nessa canção bem bonita com um vídeo “premonitório” idem. Na playlist, ela entra sexta-feira, quando será lançada.
6 – Karen Jonz – “O Grande Excesso” (Estreia)
O EP solo de Karen Jonz que sai na sexta-feira é uma mixtape e tanto. Quase dez minutos de músicas bem conectadas, escritas durante sua quarentena. Fiquemos com “O Grande Excesso”. Na playlist, entra sexta-feira, quando será lançada.
7 – Jup do Bairro – “All You Need Is Love” (24)
Olha quem também voltou às dez mais, à luz do lançamento do álbum cheio. Uma das nossas favoritas, é a união de Jup do Bairro, Rico Dalasam e Linn Da Quebrada, que vem a ser o tipo de feat que queríamos que fosse mais de uma música. E os versos “Vou colocar uma música/ espero que não se importe/Vamo ouvir Sampa Crew/ talvez Bjork?” já estão na história.
8 – Don L – “Kelefeeling” (2)
Don L não quer só mudança. Esqueça o abstrato. Ele propõe a mudança. É a mudança. A vida é a obra, certo? Em um verso livre, opta em não repetir vícios até na forma de organizar a letra no Rap Genius, na escolha dos produtores, de quem faz o vídeo. O novo jogo não pode contar com as velhas regras, talvez nem ser chamado de jogo. No limite da contradição, ele deve estar certo. Kelefeeling de volta.
9 – Thunderbird – “A Obra” (3)
Parece Morphine cantado por um adolescente louco. E talvez esssa afirmação seja mais literal do que parece. Afinal, estamos falando do querido Luiz Thunderbird, eterno ex-VJ, já eterno agitador das várias mídias novas. Das almas mais apaixonadas por música. seja falando sobre ou aqui, em plena ação. Sabedoria e punk rock em doses corretas faz muito bem. E um disco inteiro ainda está por sair. Oba!
10 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (4)
Em seu mais recente disco, Marcela Mahmundi encontra em velhos timbres um som que é totalmente novo. Seja para ela, seja para o mundo. Novo mundo. O que é o violão dessa faixa? Gravado em fita, ele transporta a gente aos anos 60, 70, enquanto todo o resto nos deixa em 2020. E bem acompanhados por Mahmundi, arrepiando em termos de voz e letra. Uau!
11 – Sessa – “Sereia Sentimental” (22)
12 – Mulungu – “No Ar” (5)
13 – Giovani Cidreira e Mahal Pita – “Mago de Mim Mesmo” (6)
14 – Jair Naves – “Irrompe” (7)
15 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (8)
16 – Black Pantera – “I Can’t Breath” (9)
17 – Paulo Nazareth e Nic Medeiros – “A Volta Que o Mundo Deu” (Estreia)
18 – TARDA – “Breath” (10)
19 – ÀIYÉ – “Pulmão” (11)
20 – Silva – “Aquele Frevo Axé” (ao vivo) (12)
21 – Vanguart – “Encontro Adiado” (13)
22 – As Bahias e a Cozinha Mineira – “Forasteira” (14)
23 – Wado – “Nina” (15)
24 – The Raulis – “Distante Desejo” (16)
25 – Lila – “Lunação” (17)
26 – Arthur Melo – “Tempo Após um Contratempo” (20)
27 – Os Amanticidas – “Paisagem Apagada” (23)
28 – Gustavo Bertoni e Vivian Kuczynksi – “Louder Than Words” (25)
29 – Carne Doce – “A Caçada” (26)
30 – Tagua Tagua – “Inteiro Metade” (27)
31 – Tatá Aeroplano – “Alucinações” (29)
32 – Tagore feat. Boogarins – “Drama” (30)
33 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (31)
34 – Edgar – “Carro de Boy” (32)
35 – Douglas Germano – “Valhacouto” (33)
36 – Taco de Golfe – “Nó Sem Ponto II” (37)
37 – Kiko Dinucci – “Veneno” (38)
38 – Clarice Falcão feat. Linn Da Quebrada (39)
39 – Duda Brack – “Pedalada” (40)
40 – Ava Rocha e Los Toscos – “Lloraré Llorarás” (35)
41 – Rohmanelli – “Toneaí” (41)
42 – Jhony MC – F.A.B. (42)
43 – Cícero – “Às Luzes” (43)
44 – Febem, Fleezus e CESRV – “Terceiro Mundo” (44)
45 – Djonga – “Procuro Alguém (45)
46 – Letrux – “Déjà-Vu Revival” (46)
47 – Vovô Bebê – “Êxodo” (47)
48 – Tuyo e Terno Rei – “Eu Te Avisei” (48)
49 – Troá! – “Bicho” (49)
50 – Luedji Luna e Zudzilla – “Proveito” (50)

***

***

* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, o músico e produtor indígena Nelson D.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

>>

TOP 50 DA CENA – Primeiro lugar do nosso ranking é rap indígena. Don L chega mudando tudo. Mulungu chega fazendo esperar. Mahmundi e Thunder seguem quentes. Que ranking!

1 - cenatopo19

* Outra semana bem recheada de lançamentos. São oito novidades, se contamos certinho. Boas novas musicais de Ceará, Recife, Salvador, São Paulo. No caso de São Paulo, de uma aldeia indígena da capital!!! Isso é muito bom e mostra a grandeza variada da nossa CENA.

Isso dito, fica difícil tirar da lista algumas músicas que já consideramos as melhores do ano. Será que alguém já reparou nessas nossas favoritas? Elas estão por aí na lista, nas playlists.

A nossa recomendação de sempre: olhar menos as posições do ranking cujo único critério é como e o quanto escutamos as músicas assim que as recebemos, trombamos com elas ou vamos atrás, na nossa eterna pesquisa musical. Olhar mais, ouvir mais, mesmo, as viagens da nossa playlist, nesse panorama diverso e bonito que ela cria, até incidentalmente, revelando uma magnitude global incrível. Ou local, até. Que seja para você como é para nós: um passeio de horas pela melhor CENA musical do mundo, ou sem qualquer dúvida a mais ampla.

2 - 960x960

1 – Kunumí MC – “Xondaro Ka’aguy Reguá (Forest Warrior)” – (Estreia)
Kunumi MC é o nome artístico de Werá Jeguaka Mirim, índio de uma aldeia em Parelheiros, zona sul de São Paulo, a Krukutu. Ele é o primeiro rapper solo indígena do Brasil. Sua nova música fala sobre um guerreiro que nascerá das águas e “levará o seu povo a uma nova existência” após os anos de tanta exploração dos homens brancos. E, para além dos conceitos oportunos, que música emocionante!
2 – Don L – “Kelefeeling” (Estreia)
Don L não quer só mudança. Esqueça o abstrato. Ele propõe a mudança. É a mudança. A vida é a obra, certo? Em um verso livre, opta em não repetir vícios até na forma de organizar a letra no Rap Genius, na escolha dos produtores, de quem faz o vídeo. O novo jogo não pode contar com as velhas regras, talvez nem ser chamado de jogo. No limite da contradição, ele deve estar certo. Kelefeeling de volta.
3 – Thunderbird – “A Obra” (2)
Parece Morphine cantado por um adolescente louco. E talvez esssa afirmação seja mais literal do que parece. Afinal, estamos falando do querido Luiz Thunderbird, eterno e-VJ, já eterno agitador das várias mídias novas. Das almas mais apaixonadas por música. seja falando sobre ou aqui, em plena ação. Sabedoria e punk rock em doses corretas faz muito bem. E um disco inteiro ainda está por sair. Oba!
4 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (1)
Em seu mais recente disco, Marcela Mahmundi encontra em velhos timbres um som que é totalmente novo. Seja para ela, seja para o mundo. Novo mundo. O que é o violão dessa faixa? Gravado em fita, ele transporta a gente aos anos 60, 70, enquanto todo o resto nos deixa em 2020. E bem acompanhados por Mahmundi, arrepiando em termos de voz e letra. Uau!
5 – Mulungu – “No Ar” (Estreia)
Boa nova de Recife, com um cheiro de Natal. O projeto Mulungu, formado pelos pernambucanos Jáder e Guilherme Assis com o potiguar Ian Medeiros, é um promessa. Primeira amostra do tripo, que ainda neste 2020 turbulento vai chegar com o disco de estreia que já estamos esperando bastante.
6 – Giovani Cidreira e Mahal Pita – “Mago de Mim Mesmo” (Estreia)
A união de duas forças da música brasileira desse potencial variado só poderia dar em boa coisa. Uma bela decupagem das tradições e modernidades do som baiano, da canção caetânica ao hip hop e o trap.
7 – Jair Naves – “Irrompe” (4)
Single de um disco que está interrompido por “motivos óbvios”, de acordo com o compositor, a faixa é uma reflexão dos novos tempos. Em um mundo zuado, qual a nossa responsabilidade com os problemas? O quanto nos permitimos ir além de um script imaginado por outras pessoas? Esta forte canção, “dramática” com todas as boas características que envolvem uma música de Jair Naves, foi feita no ano passado. Se já fazia sentido em 2019, imagina agora no meio disto tudo?
8 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (5)
“Mudou Como?” pode ser lida como uma música sobre um relacionamento que desandou e que ainda mexe bastante com os personagens. Quando Rico avisa que a música é sobre os “trágicos efeitos da ordem colonial”, os sentidos da letra se ampliam para muito além de um relacionamento qualquer. Precisamos ouvir e reouvir a música, uma produção de Mahal Pita pesadíssima.
9 – Black Pantera – “I Can’t Breath” (8)
Uma música emergencial para tempos emergenciais. A frase que marca os assassinatos de tantos jovens negros pela polícia é lembrada pela banda em um vídeo tão simples como forte. Letra seca, direta ao ponto, sob a égide do metal.
10 – TARDA – “Breath” (6)
Sara Não Tem Nome, Júlia Baumfeld, Victor Galvão, Paola Rodrigues e Randolpho Lamonier formam este belo supergrupo de poucas canções lançadas, mas de ótimas canções lançadas. “Breath” é pura delicadeza e realmente serve de respiro no aperto em dias complicados. Sabe quais?
11 – ÀIYÉ – “Pulmão” (7)
12 – Silva – “Aquele Frevo Axé” (ao vivo) (9)
13 – Vanguart – “Encontro Adiado” (10)
14 – As Bahias e a Cozinha Mineira – “Forasteira” (3)
15 – Wado – “Nina” (Estreia)
16 – The Raulis – “Distante Desejo” (Estreia)
17 – Lila – “Lunação” (Estreia)
18 – Felipe Cordeiro – “Arrasta Pra Cima” (Estreia)
19 – ATR – “Qué Tá Mirando?” (11)
20 – Arthur Melo – “Tempo Após um Contratempo” (12)
21 – Abc Love – “Catwalk” (13)
22 – Sessa – “Sereia Sentimental” (14)
23 – Os Amanticidas – “Paisagem Apagada” (15)
24 – Jup do Bairro – “All You Need Is Love” (16)
25 – Gustavo Bertoni e Vivian Kuczynksi – “Louder Than Words” (17)
26 – Carne Doce – “A Caçada” (18)
27 – Tagua Tagua – “Inteiro Metade” (19)
28 – Meu Nome Não É Portugas e Apeles – “Eterno Azul” (20)
29 – Tatá Aeroplano – “Alucinações” (21)
30 – Tagore feat. Boogarins – “Drama” (22)
31 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (23)
32 – Edgar – “Carro de Boy” (24)
33 – Douglas Germano – “Valhacouto” (25)
34 – Rincon Sapiência – Quarentena (28)
35 – Ava Rocha e Los Toscos – “Lloraré Llorarás” (29)
36 – YMA – “No Aquário” (31)
37 – Taco de Golfe – “Nó Sem Ponto II” (34)
38 – Kiko Dinucci – “Veneno” (35)
39 – Clarice Falcão feat. Linn Da Quebrada (37)
40 – Duda Brack – “Pedalada” (38)
41 – Rohmanelli – “Toneaí” (39)
42 – Jhony MC – F.A.B. (42)
43 – Cícero – “Às Luzes” (43)
44 – Febem, Fleezus e CESRV – “Terceiro Mundo” (44)
45 – Djonga – “Procuro Alguém (45)
46 – Letrux – “Déjà-Vu Revival” (46)
47 – Vovô Bebê – “Êxodo” (47)
48 – Tuyo e Terno Rei – “Eu Te Avisei” (48)
49 – Troá! – “Bicho” (49)
50 – Luedji Luna e Zudzilla – “Proveito” (50)

***

* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, o rapper Don L.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

>>