Em Muse:

Atenção: dobradinha Muse e Kaiser Chiefs sai do Allianz Parque e vai para o… Ginásio do Ibirapuera

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Dobradinha que aconteceria no Allianz Parque, Muse e Kaiser Chiefs tiveram seus shows alterados para o Ginásio da Ibirapuera, dia 9 de outubro, em São Paulo.

A mudança significa que a capacidade cai de tipo 45 mil pessoas para 10.200. E significa, também, a ressurreição do Ibirapuera, local que já abrigou diversos shows internacionais em décadas passadas, e que na mesma época receberá outros nomes como Weezer e Black Eyed Peas.

Com a nova configuração, os ingressos de Pista Premium do Allianz continuam Premium no Ibirapuera. Quem havia comprado Cadeira Inferior para o estádio do Palmeiras ficará no setor Cadeira Inferior Central. Os de Pista agora serão realocados para as Cadeiras de Inferior Lateral e Superior. Por fim, quem havia adquirido entradas para Cadeira Superior, agora ficará na Cadeira Superior Lateral do ginásio.

A alteração também afeta os preços: Pista Premium custa R$ 620, cadeira inferior central R$ 450, cadeiras inferiores e superiores laterais por R$ 320 e cadeira superior lateral sai a R$ 260. Todos os preços são de inteira. Os ingressos do show no Allianz vão valer para o Ibirapuera.

O Kaiser Chiefs subirá no palco às 19h45, enquanto o Muse tocará a partir das 21h.

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Na na na na naa! Kaiser Chiefs vai abrir show do Muse em São Paulo

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Everyday I love you less and less, a banda inglesa Kaiser Chiefs acabou parando como atração de abertura do Muse, dia 9 de outubro, no Allianz Parque, em São Paulo.

Não que um show da banda do Ricky Wilson seja de todo ruim, mas eles, que poderiam estar fazendo seis showzinhos solos (tomara que role um off), terão que mostrar em uma apresentação curta as músicas do novo disco, “Duck”, lançado no final de julho.

Inclusive, este novo álbum é meio que uma volta às raízes do grupo britânico, que fez um bom barulho quando estourou mundialmente na década passada. O próprio Ricky Wilson acredita nisso.

“É inegavelmente Kaiser Chiefs. Ouvi os nossos primeiros álbuns novamente. E escutei muitas coisas que ouvíamos quando fazíamos esses álbuns, como alguns ‘Motown’ antigos e outras coisas. A verdade é que somos apenas cinco pessoas em uma sala, fazendo a música que fazemos. Nós nunca tentamos de tudo, além do jeito que estávamos pensando nesses 12 meses. Bem, normalmente são 12 meses, mas esse levou 18. Deus, foi difícil. Quase nos matou, mas estamos em uma grande gravadora agora – o que é bom”, disse, há algumas semanas.

Os ingressos para a agora dobradinha Muse & Kaiser Chiefs custam entre R$ 130 e R$ 620 e podem ser adquiridos na Eventim.

* Confira os horários dos shows:
Abertura da casa: 17h
Show do Kaiser Chiefs: 19h45
Show do Muse: 21h

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Além do Rock In Rio: Muse confirma show no Allianz Parque, em São Paulo, no mês de outubro

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Conforme a Popload antecipou em agosto do ano passado, o Muse vai aproveitar sua apresentação no Rock In Rio para tocar, também, em São Paulo.

A banda inglesa mostrará o show da Simulation Theory World Tour no Allianz Parque dia 9 de outubro (quarta-feira), com a pré-venda de ingressos se iniciando neste final de semana, dias 18 e 19 de maio, para clientes do cartão Elo. A venda geral começa na segunda da semana que vem, dia 20 de maio.

Os preços dos ingressos variam de R$ 130 a R$ 620 e poderão ser adquiridos no site da Eventim.

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Atração do Rock In Rio 2019, Muse mostra versão vigorosa de “Pressure” na programa de Jimmy Fallon

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Na estrada divulgando seu mais recente álbum, “Simulation Theory”, o Muse foi a atração musical na noite de ontem no programa The Tonight Show, de Jimmy Fallon.

O trio inglês, contando com suporte de um set de metais, mostrou o single “Pleasure” em versão redondinha e cheia de vigor.

Nunca é demais lembrar que a turma de Matt Bellamy, cada vez mais com pegada anos 80 futurista, será atração do Rock In Rio em 2019, com um show em São Paulo também armado para a mesma época.

https://youtu.be/2oelfqxMSaM

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Veredito: o disco novo do Muse e a teoria do “f*da-se”

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* A gente precisou ouvir algumas vezes para “entender” onde Matt Bellamy quer ir com este novo álbum da banda inglesa Muse, lançado sexta passada. O poploader Fernando Scoczynski Filho tem uma teoria boa.

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Finalmente está entre nós o oitavo disco do Muse, “Simulation Theory”. A banda, que sempre foi genial ao vivo, apontava para uma genialidade similar em estúdio até o quarto LP, “Black Holes & Revelations” (2006). Depois, começou a oscilar: cada lançamento conseguia acrescentar algumas músicas boas ao repertório, mas vinha recheado de material totalmente esquecível. O último LP, “Drones” (2015), mesmo marcando um retorno ao rock cheio de riffs, não foi exatamente um sucesso entre os fãs, nem com a imprensa musical. Depois de tantos anos de críticas, é apenas lógico que “Simulation Theory” viria a ser o disco em que o Muse ligou o foda-se. Com o perdão da palavra, claro.

Explicamos: desta vez, não soa como se a banda estivesse tentando um som “mais pop”, “mais épico”, ou mais qualquer coisa, senão “mais Muse”. A faixa de abertura, “Algorithm”, é um synth pop à la trilha sonora do filme “Drive”, mesclada com uma pegada orquestral, e é exatamente como você imaginaria o Muse fazendo esse som.

Em seguida, “The Dark Side” continua sendo o óbvio destaque que já era quando saiu como single. A forma como Matt Bellamy canta o verso “I hail from the dark side”, exagerando ao enunciar “darkkkk”, é o perfeito exemplo da atitude que permeia o disco. A capa obviamente inspirada nos anos 80 não é acidente nenhum: tudo isso é um exagero consciente, o que norte-americanos gostam de chamar de “campy”. As despretensiosas “Thought Contagion” e “Pressure”, que também foram singles, se encaixam ainda melhor quando inseridas nesse contexto. É o tal do foda-se, em ação, fazendo bem ao disco, levando a música onde precisa ir para ser divertida.

Aqui na Popload já frisamos que os flertes do Muse com um som mais eletrônico e pop não são exatamente o problema da banda – a quantidade de breguice é o problema. Qualquer seja o estilo que o Muse adote numa música, há vezes que eles conseguem ficar num nível aceitável de breguice (referências: Queen e Depeche Mode), e as que não conseguem (referências: Bon Jovi e Savage Garden). Em “Simulation Theory”, acontecem os dois, claro, mas de uma maneira mais complexa.

A introdução de “Propaganda” é o tipo de coisa que merece vídeos de reação em redes sociais. Uma mistura absurda de um riff e um loop vocal que remete a “Rockit” de Herbie Hancock, só que bem mais absurdo e ridículo. Daí a música em si alterna entre esse loop e um pop estilo Justin Timberlake; de repente, entra um solo de violão com slide, tipo trilha sonora de faroeste. É provavelmente a coisa mais esdrúxula que você escutará em 2018. Antes do ouvinte ter tempo para assimilar isso tudo, entra “Break It to Me”, que mistura guitarras do Rage Against the Machine com vocalizações indianas e sintetizadores de filmes de invasão alienígena. E, veja só, não estamos dizendo que isso tudo é necessariamente ruim. É, no mínimo, engraçado.

Ao mesmo tempo que o Muse se comprometeu a deixar as músicas absurdas bem absurdas, também deixou as chatas bem chatas. Já comentamos na Popload o horroso single “Something Human”, com cara de Chainsmokers; agora, este vem acompanhado da insuportável “Get Up and Fight”, que parece um cover infeliz de 30 Seconds to Mars. Em todo disco da banda também há aquelas faixas praticamente indistinguíveis: você, fã de Muse, consegue lembrar algum trecho de “Explorers”? Ou do refrão de “MK Ultra”? Ou de qualquer coisa de “Aftermath”? É bem provável que você também não lembrará de “Blockades” e “The Void” daqui a algum tempo. É o foda-se, em ação, criando músicas que você quer pular.

Mas, ao mesmo tempo, o Muse não ligou o foda-se, porque se deu ao trabalho de incluir no disco versões alternativas para nove de suas 11 faixas. Enquanto algumas são meras releituras acústicas, destacam-se as versões “Alternate Reality” para “Algorithm” e “The Dark Side”, que sugerem a interessante hipótese de um Muse que continuasse fazendo o som épico da era “Absolution” (2003).

Já “Dig Down (Acoustic Gospel Version)” é genial, e surpreende ao exibir um Muse com tamanho bom gosto e auto-controle – chega a superar a versão normal do disco. Com a facilidade absoluta de criar playlists nos aplicativos de streaming, qualquer um pode fazer um mix do álbum como quiser, inserindo as versões que bem entender, e removendo “Get Up and Fight” da face da Terra.

A liberdade artística do Muse pode ter seu custo em músicas ruins, mas, no fim, é uma delícia. “Simulation Theory” é o disco mais divertido da banda nesta década, causando as reações mais extremas: há as músicas muito boas, as muito ruins, e as muito ridículas. Pode não ser o melhor trabalho da banda, mas, para um oitavo álbum, é melhor que algo seguro e medíocre. Finalmente, um saldo acima da média.

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