Em music hall of williamsburg:

I like the way you work it. Chet Faker ao vivo no Brooklyn

Screen Shot 2014-05-21 at 7.30.48

Semana passada, mais precisamente no sábado à noite, fui novamente ver o músico australiano Chet Faker girar botões precisos e impor sua voz amargurada de cantor de soul em Nova York. A apresentação de Faker foi no Music Hall of Williamsburg, no Brooklyn.
O produtor de Melbourne segue mostrando em duas mesas e um teclado o seu recém-lançado primeiro disco, o lindo “Built on Glass”, mais algumas músicas de seu EP anterior, entre elas a cover de “No Diggity” (Blackstreet), do ano passado, que deu visibilidade a Chet Faker.

Diferentemente do show improvisado em “gaiola” no club Output, na mesma semana, não havia bateria no palco e ninguém subiu para constituir uma banda de suporte a Chet Faker. Era ele e ele.

Screen Shot 2014-05-21 at 14.29.02

Você sabe quando o cara tem o público na mão quando uma casa lotada faz silêncio total nos momentos introspectivos e quase sem som de algumas passagens das músicas do produtor australiano. Os gritinhos de galera só se ouviam quando a poderosa e sentimental voz de Chet Faker preenchiam esses vazios sonoros.

Diferentemente do show passado, esse deu para fazer uns registros rápidos em vídeo.

* A Popload esteve em Nova York a convite da marca italiana de óculos Ray-Ban

**

Tame Impala ao vivo no Brooklyn: "Loucura"

>>

Antes de encarar uma concorrida turnê com quase todos os ingressos esgotados em “casa” no mês de dezembro, a banda indie-lisérgica australiana Tame Impala continua fazendo seu forte barulho no mercado, bombando o recém lançado “Lonerism”, segundo disco de carreira e facilmente um dos melhores do ano.

Depois de shows super elogiados especialmente na Inglaterra, o grupo do dândi Kevin Parker voltou para os Estados Unidos e iniciou uma nova perna de sua turnê pela América do Norte. Na noite de ontem, o Tame Impala tocou no Music Hall de Williamsburg, considerada a meca indie da terra do Obama, localizado na região do Brooklyn.

Na agenda para as próximas semanas, a banda australiana visitará Filadélfia, Boston, Nova York (de novo), Toronto, Chicago, São Francisco e Los Angeles. Detalhe: todas as apresentações estão com ingressos esgotados. Invasão australiana.

O show de ontem no deliciosamente tosco MHoW foi loucura do começo ao fim, pelos relatos. A gente sabe bem como é depois do Popload Gig. Esta foi a segunda apresentação da banda no templo hipster em menos de três meses. Eles tocaram lá em agosto com a casa lotada. Prometeram voltar “em breve” e cumpriram. Abaixo o setlist e algumas fotos capturadas pela NormalMag.

>>

Popload em NYC – Anna Calvi, ao vivo. E o "F*cked Up" na capa da "Spin"

>>

* Popload em NYC. Antes de mostrar a incrível Anna Calvi, a história da capa da “Spin”. O mais recente número da revista de música traz, óbvio, o balanço de 2011. E bota na capa o título “One Fucked Up Year”, em maiúsculas. Para quem não conhece o gordão careca da banda canadense de punk metal Fucked Up, parece que a “Spin” botou para f*der logo na capa. Mas, na parte do “Fucked” da capa da revista, tem o código de barra, aliviando o palavrão esculpido. Dizem que existem números da “Spin” aqui no meio sem o código de barra “atrapalhando” o “Fucked”. Parece que depende da banca ou livraria ou farmácia ou supermercado ou lojinha de indiano querer bancar exibir a capa da revista em seu estabelecimento. Ainda não achei essa “Spin” liberada.
A “Spin” deu à ópera hardcore do Fucked Up, “David Comes to Life”, o título de “álbum do ano”.

* ANNA CALVI, LIVE – Dona de um dos discos do ano, uma das mulheres do ano, a inglesa Anna Calvi fez show no Brooklyn, nesta semana, no bacana Music Hall of Williamsburg.
A noite foi aberta pelo incrível show bluesy da Eleanor Friedberger, da cultuada banda Fiery Furnaces, e até onde eu sei a namorada/mulher de Alex Kapranos, do Franz Ferdinand.
Mas quando entrou a Anna Calvi, tipo possuída pelo espírito de Jack White na guitarra, a noite foi plenamente roubada. É a segunda vez que tenho a oportunidade de ver a guitarrista inglesa ao vivo, não sei o que aconteceu na primeira vez, mas esse show me impressionou. Vou dedicar mais do meu (pouco) tempo para a Anna Calvi.
Aqui embaixo, ela tocando a impressionante “I’ll Be Your Man”, que fica especialmente linda vindo de quem vem.

>>