Em mutantes:

CENA – Morrostock Festival, RS: mato, cachoeira, paz-e-amor e até bandas. O festival da contracultura indie brasileira

>>

popload_cena_pq

IMG_0012

* Teve um tempo em que o ser humano indie era associado a nerd de computador fuçando atrás de mp3 de uma banda canadense obscura tipo Arcade Fire na internet. Hoje, indie pode ser visto dançando com um bambolê no pôr do Sol que está beleza. Se for menina, cabe o topless que tudo bem.

Aconteceu no último final de semana em Três Barras, no Rio Grande do Sul, em um balneário no meio da “selva gaúcha” distante a 40 minutos em van trepidante da cidade de Santa Maria, quatro horas em van suave de Porto Alegre, a décima-primeira edição (a segunda no local) do Morrostock 2017, um festival indie “diferente” que além de bandas legais prega o lema do evento “cheio de boas energias, natureza, arte e muito amor”.

O Morrostock, que teve Mutantes, Boogarins, Ventre, Francisco El Hombre e grande elenco, rolou de sexta a domingo à tarde, entre chuva, sol, banhos de rio, muita gente acampada, friozinho do Sul e calor dos infernos várias vezes no mesmo dia.

IMG_0019

A Popload chegou ao festival no sábado. Em uma hora no local, saiu para uma caminhada de meia hora para uma cachoeira absurda. Cerca de 20 minutos numa trilha razoável para uma pessoa urbanóide, 10 minutos brigando floresta adentro numa trajetória “hostil”. E daí o paraíso.

Sobre o paraíso sonoro, a relação de bandas estava uma delícia. Dos filhos do Sul, estavam, entre outros, muitos nomes da cena nova e médio nova gaúcha Dingo Bells, Cartolas, Akeem, Musa Híbrida, Bloco da Lage (Carnaval), Baby Budas, Thiago Ramil, Bordines, Snow Twins e o incrível Cactus Flor.

IMG_0164

Da CENA nacional como um todo, além dos citados Mutantes (SP, foto acima do show), Boogarins (GO), Ventre (RJ) e Francisco El Hombre (Mex-BR), estiveram em performance nos dois palcos do Morrostock, um grande aberto e um pequeno coberto, bandas como Hierofante Púrpura (SP), Tagore (PE), My Magical Glowing Lens (ES), Joe Silhueta (DF), The Shorts (PR), Mulamba (PR), El Sondero Insurgente (Argentina), Selvagens À Procura da Lei (CE), The Outs (RJ), Colleen Green (EUA), Milongs Extremas (Uruguai), entre outros.

Abaixo, alguns vídeos de performances de atrações do Morrostock 2017, além de muuuuitas fotos. E já se prepare para ir ao sul no final do ano que vem.

AKEEM

A banda gaúcha Akeem, do… Akeem

***

***

boogarins

No faz-chuva-faz-sol, a psicodelia do Boogarins foi a trilha do domingo

***

***

IMG_0013

***

***

Untitled-6

***

morro3

***

***

IMG_0195

A americana Colleen Green, acompanhada pelo duo paranaense Subburbia e por uma galera

***

joe

Guilherme Cobelo, em ação no absurdo show do Joe Silhueta, de Brasília

***

***

IMG_0015

***

***

IMG_0210

Francisco El Hombre com a participação especial de Francisco El Perro

***

mmgl

Gabi, dona do My Magical Glowing Lens, do ES, em ação no gaúcho Morrostock

***

***

IMG_2449

***

***

morro1

***

* Fotos: Lúcio Ribeiro, Afonso de Lima, Juliana Brittes, Marcelo Cabala (divulgação Morrostock)

>>

CENA – Woodstock dos Pampas, Morrostock Festival convoca de Mutantes a Boogarins para propagar o indie paz-e-amor

>>

popload_cena_pq

morropalco

A Popload já carimbou seu passaporte indie em um número grande de cidades pelo Brasil em 2017 e neste final de semana desembarca no sul do país para conhecer um dos festivais mais pitorescos do circuito independente nacional: o Morrostock, que vai de hoje a domingo “perto” de Santa Maria-RS.

Nascido no interior do Rio Grande do Sul, mais precisamente na cidade de Sapiranga, o Morro (como é carinhosamente chamado pelos conhecidos de longa data), traz uma mistura de características que o faz um dos principais festivais rurais do Brasil. Bandas de todos os lugares do país e até de fora dele. Gente para todo lado e de todos os lados aproveitando as belezas naturais disponíveis no lugar (do banho de rio, cachoeira até a sombra das árvores, com todo mundo pintado na cara com “motivos indígenas”). Um line-up que mistura grandes nomes com novas apostas da cena indie.

Toda essa movimentação fora do centro do estado não é história que começou faz pouco. Ela já existe há um bom tempo ao comando da figura local Paulo Zé e a parceira de produção Marquise 51. De hoje a domingo o festival, que tem 11 anos de realização, traz uma escalação de bandas que começa com os medalhões Mutantes e vai até Francisco, el Hombre, Boogarins, Dingo Bells e a atração do último Popload Festival, o Ventre.

Essa mistura de nostalgia com novos ares ainda traz uma porção de bandas da inquieta cena gaúcha atual, junta de gringos e apostas de outros estados, como é o caso da americana Colleen Green, direto de LA, My Magical Glowing Lens, do Espírito Santo, e os locais Alpargatos, Akeem, Musa Híbrida, Cuscobayo e outros mais que povoam os dois palcos distribuídos pelo Balneário Ouro Verde.

morrostock2016-2

Como nem só de música vive a cena, junto à programação musical o festival ainda promete uma série de oficinas que vão de aulas de Yoga até práticas ecológicas. Quem se interessar pela experiência completa que o Morrostock oferece pode garantir seu ingresso no site oficial do evento e preparar sua barraca, já que a tradição entre os participantes é acampar no próprio festival e aproveitar 100% do contato que o festival pode oferecer com a natureza.

A festa começa hoje a partir das 21 horas e promete se estender durante todo o final de semana, com seu último show programado para perto das 18 horas do domingo.

** A convite da Marquise 51, o Popload acompanha a escalação completa do festival e te conta por aqui tudo sobre o o final de semana mais agitado do ano no Rio Grande do Sul.

*** Line up completo e venda de ingressos no site oficia do evento. Tem o pôster aqui embaixo, anyway.

morro

**** As fotos p&b que ilustram esta página + a chamada da home da Popload são de Tuany Areze.

>>

CENA – Bananada 6 de 7 – Liniker, Mutantes, Carne Doce, JP, Terno Rei…

>>

popload_cena_pq

* Popload em Goiânia. Bananada 2017 teve quase 11 mil pessoas no sábado. Para ver…

poploadbananada2017

Sexto dia do Bananada geral, segundo dia do Bananada “grandão”, este realizado de novo no enorme Centro Cultural Oscar Niemeyer, cenário bonito, noite bonita, shows bonitos, só alegria.

De um lado do ringue, os indies. JP Cardoso, Luiza Lian, os meninos da balada brasiliense Criolina, Tagore, nos palcos menores, de frente para o outro. Do outro lado, os estabelecidos Mutantes, Maria Gadú e, vá lá, a bombada Liniker se revezando nos dois palcões do Bananada, recebendo a “visita” de Carne Doce, Terno Rei, Aeromoças e Tenistas Russas, entre outros.

galera

Do que a Popload viu, “because I was there for the opening bands”, o JP Cardoso, de Belo Horizonte, foi incrível. Energia “teen spirit” pura. Guitarras tão bagunçadas quanto boa, cozinha (baixo e bateria) correta. Uma canja maior de palco e com esse belo disco de estreia lançado, o rapaz deve subir e subir no indie nacional. O vídeo lá embaixo, de música quase-instrumental se não fosse uns berros vocais, não me deixa mentir. Acho.

Falha minha, nunca tinha visto a menina Luiza Lian ao vivo, show inteiro, bem assistido. No Bananada ela se apresentou possuída, acompanhada com um DJ e operador de botões. Possuída, mas não endemoniada. Lian parecia uma fada, principalmente cantando as músicas de seu mais recente disco, “Oyá Tempo”, recém-lançado. Disco-visual, explicando melhor. Show-visual, explicando melhor. Bem bom.

Eu sou cada vez mais fã do Terno Rei. Vi recentemente dois shows do quinteto paulistano e a percepção da leveza pesada de sua música (ou seria o contrário) só cresce, a cada apresentação. Acho engraçado o indie-MPB deles, no sentido de que a voz é bonita, as letras são em português e não parece nada MPB. A parte indie é tão bem trabalhada, tão coesa, que nem parece indie. Sei lá. Bandaça pronta.

Outra bandaça pronta, toda linda, vocalista estonteante no gingado, na dança, banda boa em cada instrumento, porque com eles todos os instrumentos são ouvidos, o Carne Doce, no Bananada, jogou para a torcida. Tinha gente se esgoelando na minha frente, ao meu lado, fãs locais vendo banda local em festival local. Going global but acting local. Os fãs entusiasmados estavam tentando fazer um vocal mais alto do que o da Salma Jô. Falharam. Não dá para competir com ela.

Por fim, que delícia o show do Aeromoças e Tenistas Russas, ATR para os íntimos, rapaziada de São Carlos, “nova banda” que já tem oito anos de estrada. Synthpop-electroindie instrumental gostoso, quando acerta nas músicas é uma beleza. E acerta em várias. Em certos momentos, só um recorte algo exagerado, parecia New Order/Depeche Mode no começo de carreira. A Certain Ratio, manja?

Bom, abaixo alguns dos momentos do sabadão do 2017 lotadão, em vídeos feitos por mim e fotos “de categoria” do Ariel Martini, do I Hate Flash.

***

Liniker2

Frente e verso do showzão da cantora Liniker, uma das grandes atrações do sábado no Bananada, em Goiânia

Liniker3

***

***

Captura de Tela 2017-05-22 às 6.04.22 PM

Salma Jô (Carne Doce), acima, e Luiza Lian: mulheres em ação durante o Bananada

Captura de Tela 2017-05-22 às 6.04.03 PM

***

***

***

mutantes

Show da veterana banda Os Mutantes, ou o que restou dela, um dos grandes nomes da 19ª edição do festival goiano

***

***

TernoRei

O vocalista e baixista do Terno Rei, Alê Sater, durante show da banda no festival goiano

>>