Em my magical glowing lens:

Popnotas – As covers do Black Keys. Outra nova do Teenage Fanclub. A “reestreia” da banda The Shins. Disco da Lucy Dacus vem aí. E o festival feminista de Mossoró

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– “Endeless Arcade”, o 11º álbum do grupo escocês fofurinha Teenage Fanclub, sai dia 30 de abril. Já conhecemos quatro singles deste disco, e hoje recebemos mais um. Chama “In Our Dreams” e como muitas músicas do Teenage Fanclub em sua carreira, desde 1990, parece que vai começar um indie rock bem energético aí a magia do lirismo romântico da banda quebra a expectativa. O single de “In Our Dreams” foi apresentado com um vídeo da banda tocando ao vivo num galpãozão com luz incrível.

– A outrora adorada banda indie americana The Shins lançou seu aclamado disco de estreia, “Oh, Inverted World”, em junho de 2001, no vapor do novo rock blablablá. E, como tudo naquele bendito ano para a cena alternativa dos EUA e mundial, a efeméride de 20 anos vai resgatar esse debut do grupo do Novo México para um relançamento luxuoso, em junho. No dia 11/6, com a estampa da Sub Pop, “Oh, Inverted World” vai sair com livreto recheado de material histórico, tipo fotos da época, as letras manuscritas etc.

– Com a chegada dos discos mais recentes da Phoebe Bridgers e da Julien Baker, a gente estava ansiosa para o lançamento do novo disco da Lucy Dacus, o que faltava das meninas que formam o trio boygenius. Agora a ansiedade tem data para acabar. Já sabemos que ela chega de disco novo no dia 25 de junho. O álbum se chamará “Home Video” e está gravado, veja só, desde agosto de 2019, antes de a palavra pandemia ser uma realidade mundial. Nem é preciso dizer que tanto Phoebe quanto Julien vão participar do álbum. Com o anúncio, ela soltou um single, que é a faixa que abre o disco, a bonita “Hot & Heavy”.

– O The Black Keys vai lançar um disco de covers com músicas que influenciaram a banda. “Delta Kream” ganha streamings e lojas no dia 14 de maio. A ideia é honrar sons do blues e country norte-americanos, nomes como Ranie Burnette, Fred McDowell e Joseph Lee Williams – sim, coisas das antigaças mesmo. O primeiro som deste novo álbum disponível é a versão para “Crawling Kingsnake”, um do John Lee Hooker de 1941. Mas nem adianta procurar por aí, você só encontra ela se cadastrando no fã-clube da banda, um lance que rola fazer de graça. Faz lá. A gente ouviu e a cover ficou bem boa.

CENA – No dia 24 de abril, sábado da outra semana, acontece a segunda edição do festival Desérticos, com transmissão gratuita por duas vias: na conta de Youtube do evento e pela emissora TCM, uma TV a cabo local de Mossoró, no Rio Grande do Norte. A história só melhora: o Desérticos é um festival feminista, buscando dar visibilidade parar as mulheres da CENA brasileira. Esta segunda edição tem como estrela a conhecida capixaba Gabriela Terra, dona do My Magical Glowing Lens (foto na home). Outras bandas forasteiras do festival potiguar são Corja (CE) e Dark Valley (RS). A lista local traz Hell Lotus, Lasting Maze, Potato Head, Arianne Oly, Black Witch e BOATS. O Youtube do Desérticas está aqui.

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CENA – My Magical Glowing Lens faz show hoje no Youtube. Depois tem after no Twitch

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* A multiinstrumentista e psicodélica Gabriela Terra, nome à frente das lentes brilhantes mágicas da banda My Magical Glowing Lens, faz show na sua casa hoje à noite, se assim você quiser. E ligar o computador ou o celular. E ir até o Youtube do SESC Brasil.

Gabi Lens vai mostrar, em live, a partir das 20h, direto de Colatina, ES, novas versões para músicas de seu disco de estreia, “Cosmos”, além de algumas músicas inéditas, que já apontam os caminhos para o que deve ser seu segundo disco, em fase de gravação, esperado para 2021.

1 - MMGL - Durante a pandemia do Covid-19 - por Daniel Triade

Gabriela, que viveu em vários lugares depois que seu primeiro disco saiu e as turnês engataram, mas principalmente em Vitória, voltou a morar em Colatina, onde se iniciou na música e gravou seu EP de estreia, “My Morning Glowing Lens”, lá por 2004/2005.

“Sinto como se eu tivesse retornado a uma fase anterior da minha vida, só que com muito mais conhecimento e possibilidades. Fazia muito tempo que não permanecia aqui. Vinha aqui só pra passar pequenas temporadas. Antes de a pandemia começar, tinha escolhido fevereiro e março para tirar férias e me isolar um pouco num sítio em Itapina, um vilarejo que existe aqui no município. Em seguida veio tudo isso que está acontecendo e o meu isolamento se estendeu por um período muito maior do que eu imaginava”, diz.

Na live de hoje Gabriela vai resumir seu isolamento com algo que é uma de suas principais qualidades: pensar a música em 360º. Ela vai cantar, tocar violão e guitarra, soltar suas bases, além de ter produzido os efeitos visuais do vídeo e a ambientação sonora.

A balada não para aí. Numa virada de plataformas interativas, Gabriela Terra sai do Youtube pós-show do SESC e vai para a Twitch fazer um set de eletrônica, onde vai mostrar, ela diz, sua coleção de samples, misturando ritmos de todo o mundo e criando também, na hora, melodias e remixes. O after vai acontecer no canal da My Magical Glowing Lens.

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CENA – Papisa lança remixes do álbum “Fenda”. Estreia é “Semente”, mexida pela guitarrista Gabi Glowing Lens

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* Lançado em agosto do ano passado, o álbum “Fenda” é uma feliz coleção de cançoes sensoriais elevadas e femininas, mais que feminista, de autoria 360º de Rita Oliva, cantora, multiinstrumentista, produtora e dona de seu próprio estúdio, que ela mesmo construiu.

Agora vem aí os remixes de “Fenda”, interferências suprafemininas de artistas contribuintes como Larissa Conforto (Àyié) e Vivian Kuczyncski, entre outras e até outros.

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A estreia se deu hoje, com a versão nova para a faixa “Semente”, feita por Gabriela Terra, dona do projeto My Magical Glowing Lens, outra das “minas que fazem” da CENA nacional.

“Quando chamei a Gabi para remixar alguma música do disco, ela disse: ‘Eu já tô fazendo!’. E me contou que era de ‘Semente’. Teve uma grande sincronicidade ali e eu fiquei muito feliz”, falou Rita sobre a convidada para o primeiro remix.

Confira abaixo.

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Amanhã, sábado, Rita e Gabriela, ou Papisa e My Magical Glowing Lens, se juntam no Instagram também numa live, para comemorar o primeiro remix e falar com gabarito sobre processos de produção musical. Esse encontro acontece às 16h.

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Popload Live: hoje, 17h, no Stories da @poploadmusic, com Gabriela Deptuski (My Magical Glowing Lens), papo e som. Alerta música inédita

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* A incrível guitarrista e vocalista e produtora e agitadora e dona de banda Gabriela Deptuski abre a câmera na sua casa no Espírito Santo para ser a convidada de hoje do papo + música na live da Popload, 17h, no @poploadmusic.

Gabriela leva de modo peculiar, bem a seu jeito, o My Magical Glowing Lens, seu ótimo projeto de psicodelia associada ao dream pop. Os discos, ela os grava praticamente sozinha. Grava, mixa, masteriza, produz, além de compor e fazer os arranjos. Os shows, então, vai montando banda de acordo com a região e as turnês. Mulher total.

Mestre em filosofia e uma pira declarada no cosmos, Gabriela é daquelas que vai direcionar a conversa de hoje para outros mundos. Prepare-se para viajar.

Fora que, ela disse, vai tocar para nós uma música inédita. Wow!

Enfim, a nave decola hoje às 17h, na @poploadmusic.

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A live da Popload foi criada para proporcionar, em tempos de clausura, papo e performance com pessoas legais da nossa música. Inclusive… tocando música.

Já rolou por aqui papo e música com Flavio FingerFingerrr, André Aldo, Eduardo Apeles, Vivian Kuczynski, Lucas Fresno, Rita Papisa Oliva e Ale Sater, do Terno Rei, Bianca e Rodrigo do Leela, Lucas da Glue Trip, Fefel do Boogarins, Duda Brack e Clarice Falcão. Tudo regado a som ao vivo, adaptado, rearranjado, diferente.

Já teve até DJ set, do ótimo Willian Mexicano, na semana passada, com a digníssima pop Pabllo Vittar participando animada. Já teve conversa sobre a história da CENA brasileira com um dos personagens principais dela desde sempre, o agitador Fabrício Nobre.

A ideia da live é que ela, diária, de segunda a sexta no período de quarentena, não necessariamente tenha um horário padrão para rolar, mas até que tem acontecido bastante às 17h. A gente avisa aqui e nas redes o horário certo do dia. No dia.

Então, hoje, às 17h, no Stories do @poploadmusic, Gabriela Deptuski conversa com a gente. Venha!

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CENA – Circo indie toma Sorocaba neste final de semana. Festival Circadélica faz sua terceira edição. A segunda deste século (?!)

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* Respeitável público indie!
Neste semana, uma vez em São Paulo, bota a Popload Radio no Bluetooth do carro e dirija por uma horinha até Sorocaba, no interior, para os picadeiros do festival Circadélica, esforço cada vez maior, mais vistoso da turma da banda Wry, liderada pelo intrépido guitarrista e produtor Mario Bros.

Cerca de 28 bandas e artistas de vários tamanhos na cena independente brasileira compõem essa terceira edição do festival, que acontece neste sábado e domingo. Sendo que, na real, a primeira edição aconteceu em 2001, outros tempos, outro momento do indie nacional, outra hora da grande era “dourada” atual dos festivais brasileiros. Já falaremos de 2001. O festival foi ressuscitado Agora o assunto é 2018.

Emicida, Tropkillaz, O Terno, Jaloo, Tagore, A Banda Mais Bonita da Cidade, Bike, Flora Matos, My Magical Glowing Lens, Vanguart, Baleia, Fresno e Jaloo estão entre os destaques e dão a variadíssima cara do Circadélica deste ano.

Os shows vão das 13h às 23h nos dois dias, e as duas tendas de shows são rodeadas de lojinhas de roupas, tatuagens, food trucks, enquanto artistas circenses com ou sem pernas de pau passeiam entre o público, para assegurar o clima de “música e diversão” que é o mote do Circadélica.

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As info de ingressos, para um ou os dois dias, estão no site do festival. O line-up completo, com os horários da programação, estão aqui embaixo:

Sábado – 28/7

Palco TNT
13h – Fones
13h45 – Miêta
14h30 – Deb and the Mentals
15h30 – Bike
17h – Jonnata Doll e Os Garotos Selvagens
19h – My Magical Glowing Lens
21h – Tagore

Palco Principal
13h30 – Paramethrik
14h10 – Menores Atos
15h05 – Zander
16h15 – Selvagens à Procura de Lei
18h – Fresno
20h – Flora Matos
22h – Tropkillaz

Domingo – 29/7

Palco TNT
13h – Os Pontas
13h45 – Sky Down
14h30 – Kill Moves
15h30 – Hierofante Púrpura
17h – Gorduratrans
19h – E a Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante
21h – Baleia

Palco Principal
13h30 – Benziê
14h10 – Zimbra
15h05 – A Banda Mais Bonita da Cidade
16h15 – Jaloo
18h – Vanguart
20h – O Terno
22h – Emicida

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* CIRCADÉLICA 2001 – Vale contar esta mesma historinha que eu botei aqui na Popload na cobertura do Circadélica do ano passado. Ela é assim:

Para você ver como o indie andou de 2001 para cá, um pouco do Circadélica da época em que Strokes e White Stripes eram bandinhas alternativas desconhecidas, sendo que os nova-iorquinos nem o primeiro álbum havia lançado. O festival sorocabano, já considerado enorme à época, teve 21 bandas escaladas. Um dos melhores shows do festival, foi o Prole, de Americana. Uma rara gravação de meia hora do Circadélica 2001 é tesouro puro, com trechos dos shows do Pelvs (RJ), Grenade (PR), Walverdes (RS) e MQN (GO).

O Thee Butchers’ Orchestra, uma das principais bandas daquela época, apresentou músicas de seu disco novo no Circadélica 01. Outras bandas que fizeram parte do festival há 17 anos: Garage Fuzz, Astromato, Maybees, Holly Tree, Muzzarelas, Biggs, entre outras. Os Pin Ups estavam escalados para se apresentar no festival, mas não compareceram, porque a banda, que voltou a existir hoje, mais ou menos, havia decidido acabar à época.

“O Circadélica veio para mostrar que é possível montar festivais de rock de médio porte em um país no qual predominam o samba e o pagode”, foram palavras do organizador Mário Bross, vocalista e guitarrista do Wry, lá em 2001. Acrescentemos funk e sertanejo para a edição 2, do ano passado, e a 3, deste ano. O Circadélica 2001 marcou também a despedida do Wry do Brasil, indo tentar a sorte na Inglaterra, por onde ficou por alguns anos.

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* As fotos deste post são de divulgação da edição do festival no ano passado, a segunda, que é a primeira dos novos tempos. A que ilustra a chamada da home da Popload para o festival deste ano é do Tagore, feita por José de Holanda.

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