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Em nova música, Bat For Lashes apresenta um universo paralelo guiado pela força feminina e anuncia o disco “Lost Girls”

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Uma das cantoras mais sensíveis da cena que a gente curte, Natasha Khan – melhor conhecida como Bat For Lashes – anunciou para 6 de setembro o lançamento de seu novo disco, “Lost Girls”, o primeiro dela em três anos, sucessor do ótimo e temático “The Bride”.

Em comunicado, Natasha informou que o novo projeto é uma espécie de “irmã travessa mais nova” em relação ao álbum anterior e também se trata de um disco conceitual, no qual “é um universo paralelo totalmente formado, onde gangues de motociclistas saqueadores percorrem nossas ruas, adolescentes saem em capôs de carros, e uma poderosa energia feminina lança feitiços e deixa rastros para a gente seguir”. Isso é ela quem está dizendo.

Ela, Natasha, assume a personalidade de Nikki Pink, uma dessas mulheres que habitam o tal universo paralelo. O primeiro recorte de “Lost Girls” é o belo single “Kids in the Dark”, faixa que abre o disco, e que tem sonoridade bem anos 80.

Lost Girls – Tracklist
01. Kids in the Dark
02. The Hunger
03. Feel for You
04. Desert Man
05. Jasmine
06. Vampires
07. So Good
08. Safe Tonight
09. Peach Sky
10. Mountains

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Popload na França. Pitchfork Festival Paris, dia 2

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* Um encantamento recíproco marcou o início do segundo dia do Pitchfork Festival Paris, sexta, no Grande Halle de la Villette. Aaron Maine, figuraça alta (e loira, o da direita na foto acima) que lidera a delicada banda-projeto indie eletrônica Porches, de Nova York. O Porches, você que frequenta aqui sabe, é uma das nossas bandas novas prediletas.

“É minha segunda vez em Paris. Como tudo aqui é lindo. Como esse festival é lindo. Como vocês são lindos”, disse Maine no primeiro break de sua apresentação no evento francês, depois da terceira música da noite, de seu segundo álbum “Pool”, lançado neste ano, disco que se o indie americano considera como primeiro, o da “revelação” de uma das mais bonitas vozes atuais da música jovem, quem somos nós para discordar.

O público, em número muito bom dado o início da jornada de shows que iria acabar só sete horas depois, retribuia tal contentamento com aplausos efusivos e “uhus”. O porte e uma certa lembrança física de um Morrissey jovem e vozeirão de um Antony Hegarty (hoje Anohni, ex-Antony & The Johnsons e Hercules and Love Affair), Aaron Maine é uma dessas escolhas novas e bem curadas que definem o Pitchfork Festival Paris. Se nada interromper a trajetória do Porches, a partir de agora vamos vê-lo tocar em todos os outros festivais maiores.

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A delicadeza do Porches, deixada no Grande Halle, sobreviveu até ser completamente devastada pela maçaroca sonora experimental do grupo Explosions in the Sky (acima), veterano grupo de post-rock de Austin, Texas. Do alto de seus sete álbuns lançados, o Explosions in the Sky é cada vez melhor em construir suas narrativas sem vocais, baseadas em barulhos intensos, barulhos contidos, algum barulho e calmaria. A história quem vê o show cria a sua. Hipnótico.

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Conhecida do público indie, Natasha Khan, a moça (acima) que é dona da banda Bat for Lashes, entrou no palco de noiva. Noiva de vermelho. A fase em que ela se encontra é a do recém-lançado (julho) quarto álbum, “The Bride”, disco com história que liga suas canções em torno de amor e melancolia, solidão e tristeza, com o casamento (trágico) como pano de fundo. Já foi bem destacada aqui na Popload.

O som é indie pop mas a história das letras é punk. Vai do sonho do casamento com o amor ideal, o “Eu aceito” da igreja, a morte do noivo a caminho da cerimônia e a fuga da noiva para longe de seu lugar, para se resolver com a perda. Tudo embalado por boas canções pop. O show do P4k Paris não foi só isso, mas foi principalmente isso. E foi bom de ver.

Todd Terje And The Olsens au Pitchfork Festival, la Villette, Paris, le 28 octobre 2016

Todd Terje And The Olsens au Pitchfork Festival, la Villette, Paris, le 28 octobre 2016

Um dos nomes mais cultuados da música eletrônica hoje, o norueguês Todd Terje é outro que montou banda para dar uma certa vida a suas músicas, para além de um set de DJ. O som tropical de suas picapes pede um baterista e um percussionista ao vivo, para batucar em cima de sua eletrônica fina, de alta cultura. E a simbiose com o público que quer dançar ao mesmo tempo que vê uma apresentação de banda é perfeita. Pelo menos sexta-feira, no Pitchfork Festival, foi.

E eu paguei uma dívida pessoal com ele. No ano passado, Todd Terje se apresentou no Popload Festival. Escalação supercomemorada por mim. Mas aconteceu que o Iggy Pop não me deixou ver mais que 15 minutos de sua apresentação. Quites, Terje?

** A foto de Natasha Khan (Bat for Lashes) deste post é de Kimberley Ross. A do Todd Terje, de Lisa Olsen, tirada do Soundofbrit.fr

**** A Popload viaja pela Europa à convite da Air France.

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Em vídeo de partir o coração, Bat For Lashes canta sozinha. E tem só sua guitarra como companheira

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Bat For Lashes continua cantando o desamor com seu novo disco, “The Bride”, aquele que conta a história de uma mulher cujo noivo foi morto em um acidente no caminho para a igreja no dia do seu próprio casamento. A noiva se afasta e some para fazer a viagem de lua de mel sozinha, resultando em uma melancólica meditação sobre amor, perda, sofrimento e celebração. Oh…

O novo single do projeto é “Joe’s Dream” e traz Natsha Khan, em vídeo, cantando e se lamentando sozinha em uma festa, em um salão jogado às traças.

De cia para a moça, apenas sua velha e boa guitarra. Triste.

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Bat for Lashes brinda o amor, solidão e melancolia em novo álbum

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Natasha Khan, melhor conhecida pelo seu nome de palco Bat for Lashes, lança no próximo dia 1º de julho seu quarto álbum na carreira. “The Bride” terá 13 faixas e virá carregado de melancolia, antecipa a cantora inglesa.

O disco é uma narrativa que conta a história de uma mulher cujo noivo foi morto em um acidente no caminho para a igreja no dia do seu próprio casamento. A noiva se afasta e some para fazer a viagem de lua de mel sozinha, resultando em uma melancólica meditação sobre amor, perda, sofrimento e celebração.

“The Bride” é o primeiro álbum da cantora em quase quatro anos e tem a missão de suceder o ótimo “The Haunted Man”. O disco foi produzido pelo mesmo time que se envolveu com Natasha no curta “I Do”, que estreou em abril no festival Tribeca. São eles Simone Felice, Dan Carey, Head e Ben Christophers.

A rede de rádios americana NPR.org oferece desde já a audição gratuita e completa do álbum.

Tracklist
I Do
Joe’s Dream
In God’s House
Honeymooning Alone
Sunday Love
Never Forgive The Angels
Close Encounters
Widow’s Peak
Land’s End
If I Knew
I Will Love Again
In Your Bed

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Bat for Lashes e seu homem assombrado (e a capa NSFW do disco novo)

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A indie-paki Bat for Lashes, inglesa de levada paquistanesa, vai lançar seu novo álbum semana que vem. “The Haunted Man” é o primeiro lançamento de inéditas da cantora Natasha Khan desde 2009, quando ela jogou no mercado seu segundo disco de carreira, “Two Suns”.

Kahn já foi professora de jardim de infância e tem na bagagem dois álbuns bacanas – “Fur and Gold” e “Two Suns”, ambos indicados ao Mercury Prize – que já renderam músicas bem boas como “Daniel” e “Pearl’s Dream”. Thom Yorke, aquele, sempre a recomenda.

Metade do “The Haunted Man” já está disponível para audição. Após divulgar as faixas “Laura”, “Marilyn” e “All Your Gold”, ela liberou mais três sons em parceria com a revista americana “SPIN”. São elas “A Wall”, “Winter Fields” e “Oh Yeah”.

A Popload deixa aqui as seis canções, uma boa prévia desse novo disco, que será lançado segunda-feira agora na Europa.

* A capa, uma das melhores do ano junto com a do Vaccines, é essa NSFW.

* “The Haunted Man”, o tracklist
1. Lilies
2. All Your Gold
3. Horses of the Sun
4. Oh Yeah
5. Laura
6. Winter Fields
7. The Haunted Man
8. Marilyn
9. A Wall
10. Rest Your Head
11. Deep Sea Diver