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TOP 50 DA CENA – Nosso ranking sofreu um chacoalho bom nesta semana, um oferecimendo da TARDA, do Zé Manoel, da Giovanna Moraes, do Khalil, do Criaturas, do Supervão. Até o Djonga reapareceu

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* Semana boa no Top 50 da Popload. A CENA está se movimentando a toda velocidade. Imagina quando puder ter show…
Seis estreias e uma “re-estreia” empurraram as animadas músicas “top 10” da semana passada para baixo, trazendo de tudo: de reflexões sócio-políticas musicadas, sinergia com canções gringas e com gringas em si e pura ferveção sonora de escapismo, para citar alguns panoramas coloridos pelas dez mais desta semana.
Mas, posições à parte, o que interessa é o playlist agregador e ilustrativo que dá o tom lindo que nossa CENA tem em 50 músicas, supernovas, novas ou quase novas.
Misture aí umas mineirices, um pernambucano de voz absurda, um Khalil expansivo, uma Giovanna de energia explosiva, o Supervão lindo, o Criaturas trazendo a Nigéria a Curitiba. Acrescente a Luedji Luna e a Tuyo à fórmula, não esqueça uma pitada saboroso de Ítallo França. Por fim, resgate o Djonga para dar uma liquidificada nesta receita e pronto.
Você tem, pelo menos nas dez primeiras posições, a melhor playlist que você vai ouvir até quarta-feira que vem. Bom proveito!

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1 – TARDA – “Ninguém por Enquanto” (Estreia)
Uma alegria o soturno disco do coletivo TARDA (formado por Sara Não Tem Nome, Júlia Baumfeld, Victor Galvão, Paola Rodrigues e Randolpho Lamonier). Como diz o escritor, aquela luz que permite que vejamos quanta escuridão há ao redor.
2 – Zé Manoel – “História Antiga” (Estreia)
A delicadeza do piano e voz do pernambucano Zé Manoel por aqui lamentam uma história antiga de uma civilização antiga que ainda é a nossa. Esse choque temporal contrasta na canção com a alegria do passado, presente e futuro imaginado pelo povo negro e índigena no Brasil, que lutam desde sempre por um país mais justo. Uma luta que segue firme enquanto uns resistirem em serem tão antigos. Um discurso sempre importante, agora com uma lindíssima música para embalá-lo.
3 – Giovanna Moraes – “Singularidade” (Estreia)
A versão original desse som tinha uma pegada tipo MPB-eletrônica. Agora, Giovanna coloca guitarras em bom volume para dar um novo grau na música, levando ela para um outro lugar. Que acerto. A ideia é parte de “Rockin’ Gringa”, bom EP onde as canções do disco “Direto da Gringa” ganharam contornos pesados, digamos. Que peso, Giovanna!
4 – Khalil – “De Cara Pro Vento” (Estreia)
As manchetes sobre Khalil lembram suas semelhanças vocais com Caetano Veloso. Sim, rola isso, mas o menino mostra de cara que tem um talento bem do original em suas composições e situações que cria. “De Cara Pro Vento” é uma bom exemplo disso.
5 – Luedji Luna – “Ain’t I a Woman” (1)
Ainda mais apaixonados pelo disco novo da Luedji, lançado tem mais de mês, que fica nos vindo em ondas, como o mar, porque bom mesmo é estar debaixo dessas ondas. “Ain’t I a Woman”, uma das muitas boas faixas, e que pega o título do fundamental livro da autora e feminista Bell Hooks, traz o questionamento para dentro de uma história onde um homem esconde seu relacionamento com uma mulher negra. “Por acaso eu não sou uma mulher?”, questiona Luedji. Ao mesmo tempo, a música pode ser lida como uma denúncia mais ampla aos “apagamentos” das mulheres negras na sociedade como um todo.
6 – Supervão – “Get Out” (Estreia)
Era uma vez uma banda gaúcha que nem de Porto Alegre é fazendo um sonzinho indie psicodélico de pegada propria, que tomou alguma água sulina batizada, viu alguma coisa que a gente não viu e hoje está buscando o colorido psicodélico dentro da eletrônica mais underground. Já ouviu o EP que eles lançaram, o “apropriado” “Depois do Fim do Mundo”? Então…
7 – Tuyo – “Sonho da Lay” (3)
Você anda sonhando? Ou já acorda apressado e perde o que sonhou? Vai ver a Lay Soares, parte do trio Tuyo, aprendeu com Sidarta Ribeiro, neurocientista que sabe tudo do assunto, a técnica de registrar os sonhos antes de eles sumirem na nossa mente. E transformou isso em canção. E que canção absurda de boa! Tuyo cada vez melhor. O som ainda tem a participação do cantor carioca Luccas Carlos.
8 – Ítallo França – “O Time da Mooca” (8)
Itallo relembra em uma canção suingada suas lembranças sobre bater uma bola na infância com os colegas. A letra é tão simples quanto rica ao trazer a escalação do time e umas cenas que trazem lembranças: “E eu era a no 02/ de caneta riscada na farda/ a marca da lama da bola/ na parede parda/o pé cheio de ferida”.
9 – Criaturas – “Omalola” (Estreia)
Interessante o som da banda curitibana Criaturas. Esse aqui em especial é baseado em uma canção folclórica da nigeriana que foi passada para eles por uma enfermeira do país que cuidou de um tratamento do bebê da vocalista da banda. A canção é justamente sobre como deixar bebês felizes. Tipo nós?
10 – Djonga – “Procuro Alguém (48)
Agora com vídeo oficial, relembramos uma das nossas favoritas do ano. No Top 50 há semanas, a canção de Djonga é um apaixonado escrito para sua filha mais nova. Que transborda em som aoos nossos ouvidos
11 – Luna França – “Minha Cabeça” (6)
12 – Chico Bernardes – “Em Seu Lugar” (2)
13 – Silva – “Passou Passou” (4)
14 – Wry – “Uma Pessoa Comum” (5)
15 – Carabobina – “Pra Variar” (7)
16 – Chuck Hipólitho – “Disincaine” (9)
17 – Mahal Pita – “Oração ao Pretos-moços” (10)
18 – Lauiz – “Corona Music for Corona People” (11)
19 – Nelson D – “Xenofunk” (12)
20 – Duda Brack – “Toma Essa” (13)
21 – Kiko Dinucci – “Habitual” (14)
22 – Tagua Tagua – “Só Pra Ver” (16)
23 – Guilherme Held – “Corpo Nós” (19)
24 – Pessoas Estranhas – “Rubens” (20)
25 – KL Jay – “Território Inimigo” (22)
26 – RAKTA – “Rubro Êxtase” (24)
27 – Ana Frango Elétrico – “Mama Planta Baby” (25)
28 – Marcelo D2 – “4º AS 20h” (26)
29 – Carne Doce – “Hater” (27)
30 – Rohmanelli – “Toneaí” (28)
31 – PLUMA – “Leve” (29)
32 – Luiza Lian – “Geladeira” (30)
33 – BK – “Movimento” (31)
34 – Vivian Kuczynski – “Pele” (32)
35 – Boogarins – “Cães do Ódio” (33)
36 – Jup do Bairro – “Luta por Mim” (34)
37 – Dexter, Djonga, Coruja BC1, KL Jay, Will – “Voz Ativa” (35)
38 – Mateus Aleluia – “Amarelou” (36)
39 – Valciãn Calixto – “Nunca Fomos Tão Adultos” (37)
40 – Letrux – “Vai Brotar” (38)
41 – Negro Leo – “Tudo Foi Feito pra Gente Lacrar” (39)
42 – Don L – “Kelefeeling” (40)
43 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (41)
44 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (42)
45 – ÀIYÉ – “Pulmão” (43)
46 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (44)
47 – Edgar – “Carro de Boy” (45)
48 – Jhony MC – F.A.B. (47)
49 – Vovô Bebê – “Êxodo” (49)
50 – Troá! – “Bicho” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** A imagem que ilustra este post é do músico pernambucano Zé Manoel.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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TOP 50 DA CENA – Luedji Luna reina e a gente tenta explicar por quê. Mais: Chico Bernardes cresceu, o Wry português, Luna França e Ítallo França. O tudo a ver no nada a ver

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* Reparamos que a coisa está no seguinte pé: a cantora baiana Luedji Luna respira, mexe no top 5 do nosso Top 50. Agora ela lançou o discaço novo que ela já tinha lançado, mas desta vez foi para o Youtube (!!!!). Não entendemos nada, mas aceitamos demais. E isso, como é nossa bolsa de valores quando a situação econômica sofre algum abalo de qualquer nível, tem consequências diretas no nosso ranking. Está entendendo? Se tiver, explica para nós.
Nosso jovem Chico Bernardes cresceu, adulteceu. E que bela música ele fez para marcar essa passagem. De resto tem o Wry buscando protagonismo em português, a Luna França buscando protagonismo e ponto, e o Ítallo França (no relation) buscando protagonismo no time de futebol da quebrada dele lá em Arapiraca, Alagoas, mesmo sendo o camisa 2.
Que lindo tudo isso. Que linda nossa playlist da vez!

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1 – Luedji Luna – “Ain’t I a Woman” (4)
Ainda mais apaixonados pelo disco novo da Luedji, lançado há quase um mês, que fica nos vindo em ondas, como o mar, porque bom mesmo é estar debaixo dessas ondas. Agora botamos ele no primeiro lugar, já que ela insiste em ficar nas primeiras posições do nosso ranking. “Ain’t I a Woman”, uma das muitas boas faixas, e que pega o título do fundamental livro da autora e feminista Bell Hooks, traz o questionamento para dentro de uma história onde um homem esconde seu relacionamento com uma mulher negra. “Por acaso eu não sou uma mulher?”, questiona Luedji. Ao mesmo tempo, a música pode ser lida como uma denúncia mais ampla aos “apagamentos” das mulheres negras na sociedade como um todo.
2 – Chico Bernardes – “Em Seu Lugar” (Estreia)
Com arranjos floreados, a sonoridade do single novo de Chico Bernardes lembra as suas referências, como Fleet Foxes, e traduz uma sensibilidade que vai muito além de seus 21 anos. Desde uma voz mais segura até um violão mais refinado.
3 – Tuyo – “Sonho da Lay” (1)
Você anda sonhando? Ou já acorda apressado e perde o que sonhou? Vai ver a Lay Soares, parte do trio Tuyo, aprendeu com Sidarta Ribeiro, neurocientista que sabe tudo do assunto, a técnica de registrar os sonhos antes de eles sumirem na nossa mente. E transformou isso em canção. E que canção absurda de boa! Tuyo cada vez melhor. O som ainda tem a participação do cantor carioca Luccas Carlos.
4 – Silva – “Passou Passou” (2)
Atualmente entre os gigantes da MPB, Silva visita com esse ska-MPB suas raízes indie. A letra, dele e do irmão Lucas, é uma fofura sem tamanho. Dentro da MPB a caminho do mainstream, Silva é a voz de esperança e de habilidade em seu sentido, porque parece que a música é de fim, mas é de recomeço. E tem um vídeo maravilhoso, em plano sequência. Parece Belle & Sebastian. Com ou sem Anitta envolvida.
5 – Wry – “Uma Pessoa Comum” (Estreia)
“Noites Infinitas”, novo disco do Wry, traz a banda cantando em português em metade das faixas. No caso, em 50% do disco, é o nosso grupo querido de sempre, mas em outra métrica, outra levada, quase uma outra banda. Talvez seja o costume de saber que é o Wry. Problema nisso? Nenhum. Tanto que uma das nossas prediletas está em português.
6 – Luna França – “Minha Cabeça” (Estreia)
Lançamento do selo CENA na área. A gente sempre avisa. Mas nem teria sentido a gente lançar algo que não bate com o nosso gosto, não é verdade? ”Minha Cabeça” muito tem a ver com o momento atípico que estamos vivenciando em 2020 e é um acerto de Luna, cantora, tecladista, compositora e produtora, que já tocou com Tiê, Rafael Castro e Papisa. Ela assume o protagonismo agora e faz bonito. O futuro, dela, é logo ali.
7 – Carabobina – “Pra Variar” (3)
Bem boa a brisa do casal Alejandra Luciani, engenheira de som de primeira, e Raphael Vaz, mais conhecido por Fefel do Boogarins. Um pop torto, eletrônico, ruídos lá e cá, que pega na produção acertada da Alejandra. Para fãs e não-fãs de Boogarins _ mas quem não é fã do Boogarins, hein?
8 – Ítallo França – “O Time da Mooca” (Estreia)
Itallo relembra em uma canção suingada suas lembranças sobre bater uma bola na infância com os colegas. A letra é tão simples quanto rica ao trazer a escalação do time e umas cenas que trazem lembranças: “E eu era a no 02/ de caneta riscada na farda/ a marca da lama da bola/ na parede parda/o pé cheio de ferida”.
9 – Chuck Hipólitho – “Disincaine” (7)
A mão do Chuck para versões é assustadora. Ele pira em uma música e arrepia na sua versão. A da vez é a divertida “Disincaine”, de um outro ex-VJ da MTV, o senhor Gastão Moreira em sua banda R.I.P. Monsters. E o vídeo, feito e editado em pouco mais de uma hora, mostra o capricho audiovisual de Chuck, outra característica sua. Cara bom.
10 – Mahal Pita – “Oração ao Pretos-moços” (5)
Parte de uma narrativa multimídia que leva o nome de M8TADATAH, Mahal, que já colaborou com BaianaSystem, Afrocidade e Giovanni Cidreira no EP MANO*MAGO, lança este primeiro som que você só encontra no YouTube. É a porta de entrada de uma história que mescla o real e a ficção e reflete sobre alta tecnologia, extermínio da população negra e a noção de pós-morte.
11 – Lauiz – “Corona Music for Corona People”
12 – Nelson D – “Xenofunk” (6)
13 – Duda Brack – “Toma Essa” (8)
14 – Kiko Dinucci – “Habitual” (9)
15 – Marcelo Callado – “Borboletas” (10)
16 – Tagua Tagua – “Só Pra Ver” (11)
17 – Supervão – “Fim de Nós/Fim do Sol” (12)
18 – Gabrre – “Elephants” (13)
19 – Guilherme Held – “Corpo Nós” (14)
20 – Pessoas Estranhas – “Rubens” (15)
21 – Autoramas – “Carinha Triste” (16)
22 – KL Jay – “Território Inimigo” (17)
23 – Yannick Hara – “Necropolítica” (19)
24 – RAKTA – “Rubro Êxtase” (23)
25 – Ana Frango Elétrico – “Mama Planta Baby” (24)
26 – Marcelo D2 – “4º AS 20h” (25)
27 – Carne Doce – “Hater” (26)
28 – Rohmanelli – “Toneaí” (27)
29 – PLUMA – “Leve” (28)
30 – Luiza Lian – “Geladeira” (29)
31 – BK – “Movimento” (30)
32 – Vivian Kuczynski – “Pele” (31)
33 – Boogarins – “Cães do Ódio” (32)
34 – Jup do Bairro – “Luta por Mim” (33)
35 – Dexter, Djonga, Coruja BC1, KL Jay, Will – “Voz Ativa” (34)
36 – Mateus Aleluia – “Amarelou” (35)
37 – Valciãn Calixto – “Nunca Fomos Tão Adultos” (36)
38 – Letrux – “Vai Brotar” (37)
39 – Negro Leo – “Tudo Foi Feito pra Gente Lacrar” (39)
40 – Don L – “Kelefeeling” (40)
41 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (41)
42 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (42)
43 – ÀIYÉ – “Pulmão” (43)
44 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (44)
45 – Edgar – “Carro de Boy” (45)
46 – Giovanna Moraes – “Futuros do Passado” (21)
47 – Jhony MC – F.A.B. (47)
48 – Djonga – “Procuro Alguém (48)
49 – Vovô Bebê – “Êxodo” (49)
50 – Troá! – “Bicho” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** A imagem que ilustra este post é do Silva.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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TOP 50 DA CENA – O nome da banda é Carabobina. E tá em 1º lugar. Acostume-se a ela. Nelson D traz o contundente indie-indígena de volta à conversa. E mais: Supervão, Luedji, Tagua Tagua, Gabrre e Pessoas Estranhas no top 10

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* Um Boogarins torto, de som torto como não é o do Boogarins, emplaca o primeiro lugar no Top 50 desta semana. Que música é esta, “Pra Variar”, que vem não sei de onde e nos leva não sei para onde. Gostamos dessa sensação na música. Nos leva para a desafiante zona de desconforto. Fora que o álbum inteiro do Fefel mais sua escudeira Alejandra, os Carabobina, está chegando. Logo falaremos mais, inevitavelmente.
Nosso indie-indígena, tão celebrado na Popload, neste Top 50 e até no jornal inglês “The Guardian’, bota na vice-liderança uma grande liderança deste Futurismo Indígena da música brasileira, o ítalo-amazonense Nelson D.
Os discos do Tagua Tagua e da Liedji Luna continua nos maravilhando, então deixa eles ainda mais perto do topo, para o impacto da playlist (que é o que importa) seja imediato.
Porque daí chegam os meninos da Supervão e nos bagunçam todo. Que semana!!!

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1 – Carabobina – “Pra Variar” (Estreia)
Bem boa a brisa do casal Alejandra Luciani, engenheira de som de primeira, e Raphael Vaz, mais conhecido por Fefel do Boogarins. Um pop torto, eletrônico, ruídos lá e cá, que pega na produção acertada da Alejandra. Para fãs e não-fãs de Boogarins _ mas quem não é fã do Boogarins, hein?
2 – Nelson D – “Xenofunk” (Estreia)
Nelson D coloca seu Futurismo Indígena para dialogar com o funk em uma música com diferentes climas e momentos. Parece até um filme. Na letra, um papo sobre xenofobia e a força das diferenças. Afinal, o que temos em comum? As diferenças.
3 – Tagua Tagua – “Só Pra Ver” (2)
Toques psicodélicos combinados com um charme pop. Um riff daqueles na guitarra e no baixo. Tagua Tagua prontinho para o sucesso, hein? Hit grudento a furar a bolha da música independente brasileira, talvez. Talvez!
4 – Luedji Luna – “Ain’t I a Woman” (4)
O disco novo da Luedji saiu e isso é um evento, porque já deu para notar que temos várias músicas nota 10 por aqui. “Ain’t I a Woman”, que pega o título do fundamental livro da autora e feminista Bell Hooks, traz o questionamento para dentro de uma história onde um homem esconde seu relacionamento com uma mulher negra. “Por acaso eu não sou uma mulher?”, questiona Luedji. Ao mesmo tempo, a música pode ser lida como uma denúncia mais ampla aos “apagamentos” das mulheres negras na sociedade como um todo.
5 – Supervão – “Fim de Nós/Fim do Sol” (Estreia)
Já falamos de brisa nesta edição, mas vale repetir. Que brisa é esta do Supervão? A banda electro-indie (cada vez mais electro e menos indie) segue bebendo uma água diferenciada, para dizer o mínimo. Parece que o trio está vendo alguma coisa que ninguém está vendo. São Leopoldo, RS, cada vez mais perto de Manchester. A gente curte bem. E os cinco minutos dela são muito pouco. Extended mix pra já.
6 – Gabrre – “Elephants” (Estreia)
Com seu indie cantalorável com toques eletrônicos que nos lembra Caribou e Unknown Mortal Orchestra, o gaúcho novinho Gabrre apresenta seu bom álbum de estreia cheio de altas referências para sua idade e com nome um tanto quanto inusitado mas que ele jura fazer sentido: “Tocar Em Flores Pelado”.
7 – Guilherme Held – “Corpo Nós” (1)
Grande guitarrista da CENA, era de se esperar que em seu primeiro álbum solo Held colocasse seu instrumento para falar (gritar) mais alto. Ela até está lá em vários momentos, mas trabalha mais em função do que é melhor para as composições dele em diversas colaborações. “Corpo Nós” é exemplo disso, onde Held quase não aparece para brilhar a interpretação única de Juçara Marçal na letra de Alice Coutinho e um esperta bateria dupla feita por Sérgio Machado e Décio do Bixiga 70. E olha que ainda estamos no início de degustação desse disco, já discaço para nós.
8 – Pessoas Estranhas – “Rubens” (Estreia)
Classificada pela própria banda como uma música sem vergonha, aprovamos a nova aventura da dupla Guilherme Silva e Stephan Feitsma, da nova porém veterana geração do indie paulistano de música boa. Várias canções em uma só: divertida (é inspirada em um cão de um deles) e bem séria para abrir um disco e apontar todo o caminho de suingue que o duo escolheu para trilhar. Fora, que, às vezes, uma música assim é tudo o que precisamos.
9 – Autoramas – “Carinha Triste” (Estreia)
Ah, o amadurecimento. O Autoramas em releitura de uma velha canção deixa seu som mais solto. Saí a guitarra abafada e entra uma vibe mais divertida. E uma produção mais caprichada, lógico.
10 – KL Jay – “Território Inimigo” (3)
Kl Jay sempre acerta. Aqui ele oferece seu balanço único para as vozes de Jota Ghetto, Amiri e Anarka. Na letra, a denúncia sobre o racismo brasileiro que se evidencia em assassinatos brutais e políticas públicas desastrosas que criminalizam a existências da população negra no país. Um basta daqueles em uma questão urgente.
11 – Marrakesh – “Tripin’” (5)
12 – Yannick Hara – “Necropolítica” (Estreia)
13 – Teach Me Tiger – “Wasted” (6)
14 – Compositor Fantasma – “Banjos e Demônios” (7)
15 – Giovanna Moraes – “Futuros do Passado” (8)
16 – RRocha – “Rua” (9)
17 – Mulungu – “A Boiar” (10)
18 – RAKTA – “Rubro Êxtase” (11)
19 – Chuck Hipolitho – “Mais Ou Menos Bem” (12)
20 – Ana Frango Elétrico – “Mama Planta Baby” (13)
21 – Marcelo D2 – “4º AS 20h” (15)
22 – Carne Doce – “Hater” (16)
23 – Rohmanelli – “Toneaí” (18)
24 – JP – “Eu Quero Perder Você” (21)
25 – PLUMA – “Leve” (23)
26 – Luiza Lian – “Geladeira” (24)
27 – BK – “Movimento” (25)
28 – Vivian Kuczynski – “Pele” (27)
29 – Boogarins – “Cães do Ódio” (28)
30 – Jup do Bairro – “Luta por Mim” (29)
31 – Dexter, Djonga, Coruja BC1, KL Jay, Will – “Voz Ativa” (30)
32 – Mateus Aleluia – “Amarelou” (31)
33 – Valciãn Calixto – “Nunca Fomos Tão Adultos” (32)
34 – Letrux – “Vai Brotar” (33)
35 – Apeles – “Tudo Que Te Move” (34)
36 – Elza Soares e Flávio Renegado – “Negão Negra” (35)
37 – Negro Leo – “Tudo Foi Feito pra Gente Lacrar” (36)
38 – Rincon Sapiência – “Malícia” (37)
39 – Marcelo Perdido – “Bastante” (38)
40 – Don L – “Kelefeeling” (40)
41 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (41)
42 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (42)
43 – ÀIYÉ – “Pulmão” (43)
44 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (44)
45 – Edgar – “Carro de Boy” (45)
46 – Kiko Dinucci – “Veneno” (46)
47 – Jhony MC – F.A.B. (47)
48 – Djonga – “Procuro Alguém (48)
49 – Vovô Bebê – “Êxodo” (49)
50 – Troá! – “Bicho” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** A imagem que ilustra este post é do Carabobina, a banda do Fefel e da Alejandra, top do nosso Top.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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TOP 50 DA CENA – Thiago Nassif agarra o topo e não larga. Nas dez primeiras entram rap-funk, hard rock e punk. E a psicodélica Ovo ou Bicho

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* O Rio de Janeiro dá aquele abraço no Top 50 nesta semana, cravando nomes de sua CENA por todo lugar do nosso ranking principal. A começar pelo topo. Thiago Nassif, Ovo ou Bicho, Negro Leo. Não estamos nem considerando a Elza, carioca, mas já um patrimônio nacional muito além da CENA do Rio.
Hard rock e punk entram lindos na nossa “dez mais” com petardos ótimos de Hellbenders e Autoramas, respectivamente. Jup do Bairro continua ali, divina e roqueira. Rincon Sapiência chega chegando com um quase-funk malicioso.
A banda paulistana Raça e a …carioca… Ana Frango Elétrico chegam com músicas de 2019, mas vídeos novos incríveis que as recolocam para tocar.
Que CENA!!!

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1 – Thiago Nassif – “Voz Única Foto Sem Calcinha” (2)
Thiago Nassif chega ao primeiro lugar. Estamos de cara com esse disco que ainda reúne Negro Leo, Ana Frango Elétrico, Arto Lindsay, Vinicius Cantuária. Esta que escolhemos (poderiam ser outras) lembra os discos do Caetano com a banda Cê. Thiago parece pegar aquela vibe onde Caetano deixou e botou mais barulhinhos. E aproveitamos e matamos a saudade da voz da Ana Frango em uma inédita. Essa cena do Rio…
2 – Ovo ou Bicho – “Moços” (Estreia)
Essa cena do Rio… parte 2. A conexão está escancarada. O Thiago que está no primeiro lugar é quem mixou esse som do ótimo quarteto do Rio, que chama a atenção em uma viagem que tem doses tropicais do Mutantes e um pique Doors na brisa que a música vira lá para o meio dela.
3 – Elza Soares e Flávio Renegado – “Negão Negra” (Estreia)
Elza é sempre obrigatória. Em um acerto desses, então. A união dela com o rapper mineiro Flávio deu jogo. Uma pancada que sabe carregar versos delicados como “Todos os dias me levanto/Olho no espelho sempre me encanto/Com o meu cabelo e a cor da pele dos ancestrais”.
4 – Negro Leo – “Tudo Foi Feito pra Gente Lacrar” (1)
Destacar uma música do novo álbum do Negro Leo é só uma formalidade para avisar: ouça este disco todo. Uma obra experimental que versa sobre o lacre, uma espécie de praga dos nossos tempos com enormes consequências políticas, sociais, sentimentais. Como essa forma de lidarmos com nós mesmos e com o mundo tem sentido em meio às coisas mais zoadas que estão por aí? E achamos um barato que as músicas mais pop do disco são as instrumentais… Não que isso signifique algo – ou será que significa? Essa cena do Rio… parte 3.
5 – Hellbenders – “Pra Entreter” (Estreia)
A fase em português do Hellbenders já caiu no nosso gosto. E amamos a provocação lançada em “Pra Entreter”, que, além de mirar em possíveis críticos da nova etapa da banda, bate em um certo consumo de música. Esse que encara o som só como trilha sonora e não obras que contam história ou que mereçam mais atenção. Musicaça por onde se olhe. Inclusive no vídeo.
6 – Autoramas – “Boneco” (Estreia)
O som puxa um EP da banda a ser lançado em setembro em vinil pela gravadora espanhola Family Spree Recordings. “Boneco” é originalmente da Detrito Federal, marcante banda punk dos anos 80 da Brasília de Gabriel Thomaz. O “intercâmbio sonoro” veio depois que o vocalista Alex Podrão, do Detrito, cantou em show do Autoramas em Brasília no ano passado. Presenteados com a canção, o Autoramas souber aproveitar o brinquedo novo. Climão punk delícia.
7 – Jup do Bairro – Pelo Amor de Deize (3)
Aí vem a Jup e joga a CENA para o alto. Esta roqueira parceria de Jup do Bairro e Deize Tigrona, que descobrimos ser (também) uma grande roqueira, estremece. Além da pancada sonora, ela pega firme em mostrar a profunda amizade de Jup e Deize, que ultrapassa os momentos complicados, como o da depressão de Deize. Ou da propria Jup. Vai, levanta!
8 – Rincon Sapiência – “Malícia” (Estreia)
Em um som pra cima, Rincon não deixa de refletir sobre o ódio que o racismo produz. Malícia tem aproveitado aqui seu duplo sentido – a intenção ruim de algo ou alguém ou a maneira sagaz de lidar com um entrave. A malícia no som e na dança é um jeito de encarar um mundo que odeia sem razão tantas pessoas.
9 – Raça – “Domingo” (Estreia)
Som de 2019 que lança clipe em 2020 sempre tem vez por aqui. Se for bom, claro. É o caso de “Domingo” do Raça. Um vídeo que pode dar um certo gatilho se você está em casa há alguns meses.
10 – Ana Frango Elétrico – “Caspa” (Estreia)
Outro som de 2019. Um lyric video que apresenta uma versão de meia hora da música em questão? Só com Ana Frango Elétrico uma ideia dessa ia funcionar. E funciona brilhantemente aqui em “Caspa”, uma música que pedia essa versão ampliada, digamos.
11 – CESRV – ” Mix It Up”
12 – Tuyo – “Sem Mentir” (4)
13 – Francisco – “Vitória-Rege” (5)
14 – Nevilton – “Irradiar” (6)
15 – Gustavo Bertoni – “Sit Down, Let’s Talk” (7)
16 – Wado – “Arcos” (8)
17 – Amen Jr. – “Ladeira Abaixo” (9)
18 – Vella – “Delírio Besta” (10)
19 – Jay Horsth – “Você” (11)
20 – Karol Conka – “Tempos Insanos” (12)
21 – Jadsa – “Quietacalada” (13)
22 – Hiran – “Gosto de Quero Mais” (14)
23 – Giovanna Moraes – “Sai por Inteira” (16)
24 – 1LUM3 – “Extremo” (18)
25 – The Baggios – “Quareterna Serigy” (19)
26 – ATR e Luedji Luna – “Batom” (20)
27 – JP – “Chorei Dendê” (21)
28 – Nelson D. – “A Grande Revolta” (23)
29 – Rohmanelli – “Do Jeito Que o Mundo Está” (26)
30 – Marcelo Perdido – “Não Tô Aqui pra Te Influenciar” (27)
31 – Kunumí MC – “Xondaro Ka’aguy Reguá (Guerreiro da Floresta)” – (28)
32 – Duda Brack – “Contragolpe” (29)
33 – Compositor Fantasma – “Não Sabendo Que Era Impossível” (30)
34 – Don L – “Kelefeeling” (31)
35 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (32)
36 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (34)
37 – Giovani Cidreira, Mahal Pita – “Mago de Mim Mesmo” (35)
38 – ÀIYÉ – “Pulmão” (36)
39 – Os Amanticidas – “Paisagem Apagada” (37)
40 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (38)
41 – Edgar – “Carro de Boy” (39)
42 – Douglas Germano – “Valhacouto” (40)
43 – Kiko Dinucci – “Veneno” (42)
44 – Jhony MC – F.A.B. (44)
45 – Cícero – “Às Luzes” (45)
46 – Djonga – “Procuro Alguém (47)
47 – Letrux – “Déjà-Vu Revival” (48)
48 – Vovô Bebê – “Êxodo” (49)
49 – Troá! – “Bicho” (50)
50 – Febem, Fleezus e CESRV – “Terceiro Mundo” (45)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, o cantor e guitarrista Gabriel Thomaz, do Autoramas.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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TOP 50 DA CENA – Calma, nada. O jeito é ser estranho. Negro Leo, Thiago Nassif, Jup do Bairro, Tuyo… Que cena legal e fora da curva a gente tem

1 - cenatopo19

* Na nossa mutante CENA independente musical brasileira, nesta semana sai a calmaria e entra a esquisitice, a estranheza. Ou, vai, o experimentalismo.
E, óbvio, isso vem da cena carioca. Ou dos agregados ao Rio de Janeiro musical. Que momento!
E essa representatividade toda de Negro Leo e Thiago Nassif, no caso, quando junta variações incríveis e diferentes entre si como Jup do Bairro, Gustavo Bertoni, Tuyo, Nevilton, Francisco, entre outros, dá um preciso recorte do que pode esta CENA.
Faz todo o sentido ler sobre isso abaixo. Mas faz mais ainda ESCUTAR tudo isso, na nossa playlist. Porque, não cansamos de repetir, no fim, este “ranking” é só e somente só sobre essa playlist.

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1 – Negro Leo – “Tudo Foi Feito pra Gente Lacrar” (Estreia)
Destacar uma música do novo álbum do Negro Leo é só uma formalidade para avisar: ouça este disco todo. Uma obra experimental que versa sobre o lacre, uma espécie de praga dos nossos tempos com enormes consequências políticas, sociais, sentimentais. Como essa forma de lidarmos com nós mesmos e com o mundo se conecta com as coisas mais zoadas que estão por aí? E achamos um barato que as músicas mais pop do disco são as instrumentais… Não que isso signifique algo – ou será que significa? Essa cena do Rio…
2 – Thiago Nassif – “Voz Única Foto Sem Calcinha” (Estreia)
Thiago Nassif é mais Rio de Janeiro na lista. Mais Negro Leo, que participa do disco, ao lado de nomes como Ana Frango Elétrico, Arto Lindsay, Vinicius Cantuária. Essa que escolhemos lembra os discos do Caetano com a banda Cê? Thiago parece pegar aquela vibe onde Caetano deixou. E aproveitamos e matamos a saudade da voz da Ana Frango em uma inédita. Essa cena do Rio…
3 – Jup do Bairro – Pelo Amor de Deize (3)
Aí vem a Jup e joga a CENA para o alto. Esta roqueira parceria de Jup do Bairro e Deize Tigrona, que descobrimos ser (também) uma grande roqueira, estremece. Além da pancada sonora, ela pega firme em mostrar a profunda amizade de Jup e Deize, que ultrapassa os momentos complicados, como o da depressão de Deize. Ou da propria Jup. Vai, levanta!
4 – Tuyo – “Sem Mentir” (Estreia)
Quem associa o Tuyo ao fofo folk neo pop brasileiro ou algo assim vai se surpreender com essa balada pop eletrônica apocalíptica. O velho mundo acabou, vida longa ao novo mundo.
5 – Francisco – “Vitória-Rege” (Estreia)
Produção pop e acertadíssima da young Vivian Kuczynski, aqui em um dos som mais legais do álbum do Francisco, um de seus melhores amigos. O refrão “Você me fodeu/ Mas se esqueceu/ Que eu queimei as rosas/ Que você nunca me deu” é bom demais e a quebra de expectativa que rola no final da música é coisa de quem sabe muito bem o que quer do próprio som. Demais.
6 – Nevilton – “Irradiar” (1)
Uma delicada canção sobre amor e sobre o agora. Nevilton pega os sentimentos da quarentena e lança essas sensações e mensagens em uma fineza de música. Esse sabe o melhor caminho de criar belezas com seis cordas.
7 – Gustavo Bertoni – “Sit Down, Let’s Talk” (2)
Doeu tirar do ranking a música anterior do scaleno Gustavo, a bela “Waves”, para botar outra mais bela ainda, essa que propõe dar uma sentadinha, respirar, para então conversar. Os tempos estão tão loucos que esse sussurrado pedido de auto-reflexão, acompanhado por um violão bem dedilhado e um sotaque (inglês) bonito vem bem a calhar.
8 – Wado – “Arcos” (Estreia)
Quais são suas lembranças da infância? O que muda nessas lembranças ao longo do tempo? Wado aborda essa questão das memórias e nossa relação com elas ao longo do tempo em uma faixa ao violão. Bonito demais. Esta aqui entra na nossa playlist massa na quinta-feira, quando a música sair às plataformas.
9 – Amen Jr. – “Ladeira Abaixo” (Estreia)
Para variar, puro suco de anos 80 esse single do sempre bom Amen Jr., quarteto de Brasília. Mais que anos 80: soa São Paulo vanguarda da época esse som. Embarque na nostalgia, às vezes do que nem viveu, que acho que é o caso do Amen Jr. Que idade eles têm?
10 – Vella – “Delírio Besta” (Estreia)
Interessante o novo projeto de Felipe Vellozo, ser indie onipresente por trabalhos no Bilhão, Século Apaixonado, Duda Beat, Mahmundi. E agora, enfim, só. Assumindo suas decisões, como diz. “Delírio Besta” tem a letra valorizada pelo arranjo delicado, mas cheio de pequenos detalhes. Ela é tão curtinha e boa que pede uma repetição. E a cada audição novos detalhes aparecem. Coisa de quem sabe fazer, hein.
11 – Jay Horsth – “Você” (Estreia)
12 – Karol Conka – “Tempos Insanos” (4)
13 – Jadsa – “Quietacalada” (5)
14 – Hiran – “Gosto de Quero Mais” (6)
15 – Vitreaux – “Meia Luz” (7)
16 – Giovanna Moraes – “Sai por Inteira” (13)
17 – Fresno – “Broken Dreams” (9)
18 – 1LUM3 – “Extremo” (10)
19 – The Baggios – “Quareterna Serigy” (11)
20 – ATR e Luedji Luna – “Batom” (12)
21 – JP – “Chorei Dendê” (8)
22 – Antiprisma – “Lunação” (14)
23 – Nelson D. – “A Grande Revolta” (15)
24 – Tássia Reis – “Me Diga” (16)
25 – Supervão – “Depois do Fim do Mundo” (17)
26 – Rohmanelli – “Do Jeito Que o Mundo Está” (18)
27 – Marcelo Perdido – “Não Tô Aqui pra Te Influenciar” (19)
28 – Kunumí MC – “Xondaro Ka’aguy Reguá (Guerreiro da Floresta)” – (20)
29 – Duda Brack – “Contragolpe” (21)
30 – Compositor Fantasma – “Não Sabendo Que Era Impossível” (22)
31 – Don L – “Kelefeeling” (25)
32 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (28)
33 – Giovani Cidreira e Mahal Pita – “Mago de Mim Mesmo” (30)
34 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (31)
35 – TARDA – “Breath” (33)
36 – ÀIYÉ – “Pulmão” (34)
37 – Os Amanticidas – “Paisagem Apagada” (36)
38 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (37)
39 – Edgar – “Carro de Boy” (38)
40 – Douglas Germano – “Valhacouto” (39)
41 – Taco de Golfe – “Nó Sem Ponto II” (40)
42 – Kiko Dinucci – “Veneno” (41)
43 – Ava Rocha e Los Toscos – “Lloraré Llorarás” (42)
44 – Jhony MC – F.A.B. (43)
45 – Cícero – “Às Luzes” (44)
46 – Febem, Fleezus e CESRV – “Terceiro Mundo” (45)
47 – Djonga – “Procuro Alguém (46)
48 – Letrux – “Déjà-Vu Revival” (47)
49 – Vovô Bebê – “Êxodo” (48)
50 – Troá! – “Bicho” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, o cantor e compositor maranho-carioca Negro Leo.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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