Em Nevermind:

Iê-êêêêêê-iê. Saiu o single de “Lithium” ao vivo do Nirvana em Melbourne, de 1992. “Nevermind” volta às paradas no EUA e no Reino Unido

>>

* Segue o fuzuê saudosista em torno do Nirvana, muito por conta do aniversário de 30 anos do álbum “Nevermind”, histórico, assunto forte na música no mês de setembro. O disco de 1991, a gente já falou pacas, saiu em edição especial comemorativa deluxe em muitos formatos, a serem entregues pelo correio a partir de novembro, dependendo do tipo e tamanho da caixa. Em novembro, dia 12, chega a edição digital.

Um desses vários formatos vai trazer um disco bônus de performance ao vivo da banda de Kurt Cobain dentro da “Nevermind Tour”, com faixas tiradas de shows na Califórnia, na Austrália, na Holanda e no Japão.

Em algum momento de ontem foi postado na conta do Youtube do Nirvana o áudio de “Lithium”, dessa caixa comemorativa do “Nevermind”, captado do show da banda na australiana Melbourne em 1992, que à época foi transmitido ao vivo na maravilhosa rádio local Triple J, uma das prediletas da casa. É de onde vem a versão que entrará no disco.

***

* Não era difícil de prever, o “Nevermind” voltou às paradas americanas de rock e na de música alternativa, divulgada pela “Billboard”. No chart britânico, que quase nunca deixou de frequentar, o segundo álbum do Nirvana emplacou um Top 30, graças ao aniversário do disco. Na “Billboard”, o “Nevermind” reapareceu no Top 50 pela primeira vez desde 2011, época em que saiu a edição deluxe comemorativa dos 20 anos.

Desde que foi lançado, em 1991, o “Nevermind” passou 543 semanas no “Billboard 200”. E nos EUA vendeu cerca de 10 milhões de cópias.

***

* Já que estamos falando da bombástica “Lithium”, vale trazer aqui de novo a versão que a banda nova paulistana Sophia Chablau e uma Enorme Perda de Tempo fez em especial para a Popload, na semana de aniversário do “Nevermind”, agora em setembro. Ninguém do quarteto indie de SP era nascido quando o Nirvana lançou seu segundo disco. Ainda assim, toda a energia do Nirvana foi lindamente captada.

>>

Ainda o “Nevermind”. Documentário da BBC detalha a “adoção” do Nirvana pela Inglaterra

>>

* Nevermind 30 Anos. Os EUA demoraram para dar o devida moral ao Nirvana, isso é bem sabido. Enquanto a banda não acontecia em sua terra natal, o Reino Unido já pirava muito em Kurt Cobain e companhia.

A banda visitou a Inglaterra ainda na fase independente com o lançamento de “Bleach”, apavorou no Reading Festival de 1991 pouco antes do “Nevermind” ser lançado e voltou triunfante um ano depois ao mesmo Reading Festival, já como a maior banda de rock do mundo.

“When Nirvana Came to Britain”, documentário que a BBC lançou semana passada e você pode o ver abaixo, detalha essa relação de muito amor e apresenta vários dos momentos icônicos que a banda viveu com a ilha.

É na Inglaterra que Kurt zoa os vocais de “Smells Like Teen Spirit” na TV, cena que abre o documentário, é na Inglaterra que Kurt dispara ao vivo, também na TV, a falar que a Courtney Love é melhor “foda” do mundo. É em Endimburgo, na Escócia, que Kurt e Dave fazem um pequeno show acústico, adiantando em alguns anos a forma que a banda se apresentaria no programa da MTV – tocando músicas como “Dumb”, inédita na época, e “Jesus Don’t Want Me for a Sunbeam”, do Vaselines.

São 59 minutos com depoimentos de ingleses como Simon Neil, do Biffy Clyro, e Steve Lamacq, DJ da BBC, e dos integrantes Dave Grohl e Krist Novoselic. Alguém jogou esse documentário lindão no YouTube. Enquanto não derrubam, tenta ver aí.

>>

Nevermind 30 Anos – Popcast, o podcast da Popload, lembra o dia em que uma banda normal lançou um disco normal. E depois…

>>

* Naquele 24 de setembro de 1991, num belo dia de lançamentos qualquer, saía o segundo álbum normal de uma banda normal. Um trio de Seattle chamado Nirvana lançava seu “Nevermind”, sucessor de um disco quase metal chamado “Bleach”, com algumas ideias punk e pop ali no meio, mas ainda assim um disco “masculino”, que ganhou alguns fãs em meio a uma galera que curtia som pesado e estava de ouvidos atentos a um levante indie que estava brotando em Seattle. Tudo numa era pré-internet, bom dizer.

Não rolava digitar “Seattle” ou “grunge” ou “Sub Pop”, o nome do selo em destaque, para fuçar online o que estava acontecendo ali, achar músicas em dois cliques, essas coisas.

Grosso modo e sendo bem simplista, em abril de 1991 o Nirvana então realizou um show em Seattle apenas para arrecadar alguns trocados para encher a van de gasolina e “descer” até Los Angeles, onde descolaram alguém para produzir e mixar o segundo álbum que eles tinham em fita. Para lançar dali cinco meses depois, como foi o que aconteceu. Cinco meses entre descolar grana para combustível e o lançamento do disco. Acabou que o Natal de Kurt, Grohl e Krist naquele mesmo ano já não seria mais o mesmo para sempre.

Essa história está mais ou menos contada no episódio desta semana do Popcast, o podcast da Popload, apresentado por Isadora Almeida e um tal de Lúcio Ribeiro, que insiste até hoje em dizer que o Nirvana é seu Beatles, sua banda predileta da vida, tem quadro na parede da sala, bonequinho de pano de Kurt Cobain, essas coisas. E nesse longevo 1991 estava no olho do furacão onde tudo aconteceu primeiro: a Inglaterra.

O Popcast já está no ar. Tem um caminho aqui embaixo.

>>

Nevermind 30 Anos – Fetusborg desconstrói “Territorial Pissings”, Alê Gliv simplifica “Polly”

>>

* Duas versões especiais para o especial da Popload nos 30 anos do histórico “Nevermind”, segundo e inesperadamente revolucionário álbum do Nirvana, lançado em setembro de 1991.

A primeira traz o punk hop Flavio Juliano com seu projeto eletrônico Fetusborg, desconstruindo a já paranóica “Territorial Pissings”, com elementos visuais.

Para Fetus, o Nirvana apareceu em sua vida quando ele morava nos EUA e viu a première do vídeo de “Smells Like Teen Spirit”. “Fiquei vidrado na TV com aquele vídeo. Foi um evento para mim e para meus irmãos. Mas eu fiquei naquilo, porque ouvia mesmo hip hop, na época. Na volta ao Brasil fiz uma banda com meu amigo Ricardo Cifas, a FingerFingerr. Cifas é muito fã de Nirvana, o que acabou influenciando muito no som da nossa banda”, lembra.

A segunda versão é curiosamente caseira e também uma “descomplicação” de uma banda de tantas camadas como o Nirvana, feita em uma sentada no computador pelo historiador e músico Alê Zampieri, o capitão do programa Gliv Rocks, parceiro da Popload TV. Alê Gliv faz sua reinterpretação para “Polly”, outro clássico do “Nevermind”, romântico e sinistro.

“Nirvana me remete à pasta de revistas com o máximo de informações possíveis que eu tive e está guardada até hoje. Às fitas em VHS gravadas da MTV com cada aparição: vídeos nas estreias no ‘Ponto Zero’, apresentações ao vivo, entrevistas e até mesmo propagandas e vinhetas ligadas à banda. E, claro, eu com toda aquela carga emocional na época já deveria ter previsto que ‘A’ banda daquela geração e favorita da minha vida, óbvio, não poderia ir muito mais longe do que foi. Parece que era a peça final dos elementos de tristeza e insatisfação com a vida tão presentes na música do Nirvana. Ironicamente (ou não) músicas que me fizeram. e ainda me fazem, muito feliz”, dá seu depoimento o cara do Gliv Rocks.

Vamos às versões:

>>

NEVERMIND 30 ANOS – Thunderbird faz cover de “Something in the Way”, do Nirvana

>>

* Testemunha ocular da bagunça generalizada que o “Nevermind” causou na vida das pessoas que curtiam música em 1991, o roqueiro e ex-VJ da MTV Luiz Thunderbird foi o responsável por lançar, à época, o vídeo de “Smells Like Teen Spirit” na emissora musical brasileira. O famoso vídeo em questão, ainda mais com a força que tinha a MTV à época, não só no Brasil, ajudou muito a catapultar a banda à fama estratosférica.

A pedido da Popload, Thunder, que segura o primeiro disco cheio solo dele para algum momento menos pandêmico, prestou sua contribuição para o nosso especial “Nevermind” com sua versão para a lindaça “Something in the Way”, talvez a música mais, digamos, “pausada” do segundo álbum do banda de Kurt Cobain, o aniversariante do dia.

Abaixo, o depoimento do Thunder lembrando a chegada de “Smells Like Teen Spirit” à MTV e o dia da morte de Cobain.

>>