Em Nevermind:

POPLOAD TV – Programa Gliv Rocks mostra os discos que abalaram o ano mágico de 1991 na música

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* Há 30 anos, a música passaria por uma transformação profunda que tem consequências indeléveis até hoje no tipo de som que a gente escuta. Falar desse ano mágico de 1991, sob a ótica dos principais discos lançados naquela era, é o tema de mais uma parceria com o Gliv Rocks e a Popload TV, o canal do Youtube da Popload.

Não dá para tratar dos efeitos de 1991 na música sem passar umas quatro horas falando, mas Alê Zampieri, o apresentador e mr. Gliv, traçou um belo panorama através de 19 álbuns importantes de 91. E olha que ele já começa dizendo que ficaram “alguns bons discos de fora”. Eu diria que ficaram muitos, porque 1991 foi impressionante.

Não pense que 1991 se reúne “apenas” ao monumental e espetaculoso “Nevermind”, do Nirvana, que mudou tudo ao chacoalhar de surpresa a indústria. O Gliv Rocks elenca e explica o que os discos de REM, Guns N’Roses, EMF e Michael Jackson, para citar só esses, causaram na música neste ano bendito. A cada um a seu jeito e alcance, claro.

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((E, claro, o programa gerou uma playlist de 19 músicas representativas dos 19 discos de 91, no Spotify)).
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Bebê da capa de “Nevermind” recria a foto 25 anos depois. De bermuda, claro

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No último sábado, 24 de setembro, um dos discos mais explosivos da história do rock completou seus festejados 25 anos. O álbum em questão é “Nevermind”, disco que estourou o Nirvana no mundo, fez a banda ficar maior que o grunge e provocou um caos na cultura pop ao chacoalhar um rock que andava careta há algum tempo, fora toda a revolução que causou na vida de que tinha tipo 20 anos de idade, um pouco menos ou um pouco mais.

Além do petardo sonoro que é, “Nevermind” ficou marcado por sua capa icônica, a de um bebê pelado mergulhado em uma piscina com uma nota de dólar. Tenho até um imã de geladeira do Bart Simpson reproduzindo a ação.

O bebê era Spencer Elden, àquela época com apenas 4 meses de idade, que protagonizou uma das fotos de bebês mais incríveis da história das fotos de bebês.

Daí que, para comemorar os 25 anos disso tudo, Elden recriou a capa do álbum em uma piscina do Rose Bowl Aquatics Center. Mas de bermuda, “porque as pessoas poderiam estranhar”.

A recriação é obra do fotógrafo John Chapple. Elden, o ex-bebê, tem uma tatuagem com a palavra “Nevermind”, mas nunca teve a oportunidade de conhecer os membros da banda. “A data significa algo para mim. É estranho pensar que eu fiz aquilo por cinco minutos, quando tinha apenas 4 meses de idade, e acabou se tornando uma imagem icônica”, contou ao “New York Post”, jornal que neste final de semana publicou as novas fotos. Well, whatever.

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25 anos de “Smells Like Teen Spirit”, o hino que definiu o Nirvana e toda uma era

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Fica até meio sem sentido explicar para millennials ou para a geração que passou a se envolver mais com música a partir da internet o que foi a revolução mundial, musical, inspiracional e geracional mesmo que “Smells Like Teen Spirit” causou aos jovens do planeta, quando surgiu há exatos 25 anos, em 10 de setembro de 1991. Então, vamos categorizá-la simplesmente como “uma das duas músicas mais avassaladoras do século passado”. Assim, numa definição bem mais humilde.

Hit icônico de uma das bandas mais icônicas da história do rock, “Smells Like Teen Spirit” foi escrita pelo trio Kurt Cobain, Krist Novoselic e Dave Grohl. Single do pontual “Nevermind”, a faixa foi produzida pelo grande Butch Vig, que vem ao Brasil no fim do ano enquanto baterista do Garbage.

A faixa pintou como um tsunami na cena em 1991. Começou a tocar diariamente nas rádios universitárias americanas. Depois, de hora em hora. Ganhou as grandes estações de rádios, a MTV, o VMA, o mundo. Acabou com duas indicações ao Grammy da época nas categorias melhor performance vocal em hard rock e melhor canção de rock.

Fez Seattle se estabelecer como casa do grunge, fez o grunge se estabelecer como cena, fez o Nirvana destronar Michael Jackson nas paradas e ficar maior que o próprio grunge.

“Smells Like Teen Spirit” talvez não seja nem a “melhor música” do Nirvana para muitos fãs, mas é daquelas obras de arte que vão resistir sempre, para sempre.

No singelo registro/tributo da Popload à canção, selecionamos dez performances – do Nirvana ou não – que retratam um pouco do que a faixa foi, é, e continuará sendo.

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O Nirvana, os Ramones e a morte do punk

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* Não é bem isso, mas é mais ou menos isso.

Pegando carona nessa “polêmica” atual que agitou a semana, sobre as camisetas dos Ramones no dia do rock do Rock in Rio 2013 (* ver a internet brasileira…), e tendo em vista ainda a história BI-ZA-RR-A da senhora que comprou três camisetas do Nirvana pra ela, pra irmã e pra MÃE porque achou que o smiley zoado que é símbolo da banda passava uma “mensagem positiva” (publicada aqui na Popload anteontem), vou de encontro a um post muito ilustrativo do genial Buzzfeed também de ontem, cujo título é “23 evidências de que o punk está morto hoje”.

Você sabe, o Nirvana liderou uma movimentação no final dos 80, começo dos 90 que juntou uma horda suja de bandas barulhentas de punk, hardcore, heavy metal e a mistura de tudo e botou nos lares das famílias americanas, britânicas, brasileiras, mundial. Era a gritaria de Cobain arrebentando com o muro que separava o som alternativo do mainstream. A tal última grande revolução do rock, na qual foram lá o Nirvana e companhia bela aparecer na TV normal, nas rádios normais, nos jornais normais, nas revistas normais. 1991, quando o disco “Nevermind” foi lançado, e por outros motivos conjuntos, ficou conhecido como “The Year That Punk Broke”.

Mas, desde então, por conta disso, a concepção do que era alternativo, independente, ficou meio atrapalhada.

Eis que chegamos a 2013, às camisetas do Ramones no Rock in Rio e à senhora com camisetas do “alto astral” do Nirvana. E ao post do Buzzfeed sobre as evidências de o punk estar mortinho. Através de fotos, algumas destacadas abaixo, tipo…

1. A almofada à la Ramones do One Direction:

2. O treta John Lydon, do Sex Pistols, fazendo comercial de… margarina

3. O lendário CBGB virando loja do John Varvatos, onde uma jaqueta de couro custa até 2.500 dólares

4. Camiseta do Ramones tendência, combinando com outras peças de roupa no corpinho da Fergie

5. A queridinha pop coxinha da meninada com visual punk

6. O One Direction é o novo punk, pelo visto

7. Camiseta do Minor Threat (do Minor Threat!!!!) vendendo na Urban Outfitters

8. Punk tendência na sofisticada e luxuosa Bloomingdale, pensa

9. A camisa que indica o Mickey Mouse como substituto do Ian Curtis no Joy Division. Ou mais ou menos isso

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Nirvanamania: Nevermind 20 sai hoje. Show histórico do Paramount tem na internet. Ou seja: aqui!

* Came as it was.

* Saiu hoje as benditas edições deluxe (2 CDs) e super deluxe (4 CDs + 1 DVD) e a deluxe do vinil comemorativas dos 20 anos do seminal disco “Nevermind”, segundo álbum do grupo americano Nirvana que chacoalhou a estratosfera musical e botou todo mundo louco atrás daquela capa do bebê pelado e da nota de dólar. Tudo carregado das músicas originais remasterizadas, versões ao vivo, de ensaio, lados B de single, session para rádio, para TV e o escambau.
Em separado e também dentro da versão superdeluxe tem o DVD de um certo show no Paramount Theatre, um teatrão staile em Seattle, onde há exatos quatro anos nesta semana eu pude ver o Arctic Monkeys tocando. Olha a data na foto.

O show do Nirvana no Paramount é histórico. Parte dele já é conhecida aqui e ali, em vídeo mesmo ou áudio, mas sua porção inteira como sai agora capta na íntegra um dos momentos mais bizarros do rock.
O da transformação rápida da banda punk barulhenta suja “normal” do loiro que gritava cantando de cardigan de velhinho para uma das mais importantes e POPULARES bandas do início dos anos 90 que abafou o sucesso do hair metal, do Michael Jackson e da Madonna. E de toda a consequência que isso causou no rock, no pop, no indie, na indústria musical toda.

O concerto do DVD aconteceu no final de outubro de 1991, cerca de um mês depois do lançamento do tal “Nevermind”. O Nirvana, lá no submundo grunge, já tinha um disco, o “Bleach”, feito na Sub Pop com uns 600 dólares, pouco mais de dois anos antes. O “Nevermind” não. Em setembro de 1991 o disco saiu com um custo mais elevado, mais caprichadinho e por uma grande gravadora. Então tanto a banda quanto os executivos do selo quiseram ousar e programaram logo de cara um superlançamento com 40 mil cópias.
No final de outubro, um mês depois, exatamente nessa época do show do Paramount do DVD, o “Nevermind” já tinha vendido 1 milhão de cópias. O vídeo de “Smells Like Teen Spirit”, que tinha estreado havia poucos dias na MTV dentro de um programa “Lado B”, já estava começando a passar sem parar na programação normal.
A “revolução” musical causada pelo Nirvana e pelo “Nevermind” teve seu momento desgraceira mesmo quando banda e álbum chegaram ao primeiro lugar da “Billboard”, no comecinho de janeiro de 1992.

O show do Paramount foi no meio disso tudo, bem em cima de quando a banda soube que o disco de 40 mil tinha vendido 1 milhão. Nesse clima todo de “Que porra é essa que está acontecendo?”, o Nirvana subia no palco do Paramount, em Seattle, para fazer este show: