Em new order:

Popnotas 2 – Nathy Peluso, a Anitta argentina, na TV americana. Dave Grohl de nooooovo com o Foo Fighters. Royal Blood matador ao vivo. New Order fazendo Joy Division também ao vivo. Os discões do Squid e do Iceage

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– Cantinho Dave Grohl. Olha, estamos pensando aqui em criar uma seção fixa Dave Grohl, porque todo dia o cara aparece fazendo alguma coisa em algum lugar. Quadro fixo diário com Dave. Desta vez o foo foi ao programa do Seth Meyers, um destes muitos do final de noite da TV americana. Ali, Grohl levou o Foo Fighters para tocar outro single de seu mais recente disco, “Medicine at Midnight”, lançado em fevereiro deste ano. A música da vez é a lentosa “Chasing Birds”. Com backing vocals e cenário colorido na parede. Fancy?

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– Anitta dos argentinos, a cantora “vizinha” Nathy Peluso também está firme em internacionalizar sua carreira nos EUA, via latinos. Rapper e dançarina, Nathy, que mora há algum tempo em Barcelona, anda colhendo bastante frutos depois que lançou seu disco de estreia, “Calambre”, no final do ano passado, graças a seu blend de hip hop, trap, R&B, reggaeton, salsa e tango e a tal sensualidade latina. Ontem ela foi mostrar seu último single, “Delito”, no programa do Stephen Colbert, na TV americana. Mostrar, modo de dizer. Ela enviou sua performance gravada com banda. Foi assim:

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– Just because, o duo inglês Royal Blood divulgou hoje um vídeo ao vivo para uma das faixas de seu mais recente álbum, o discaço “Typhoons”, lançado sexta passada e bem festejado por aqui. O vídeo novo é uma performance “verde” para a faixa “Boilermaker”, ótima tanto quanto os singles desse último trabalho de Mike Kerr (foto na home) e Ben Thatcher. Tipo incrível tudo aqui.

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– Sexta-feira de lançamentos relevantes na música que nos toca. O New Order soltou hoje seu disco ao vivo, o “Education Entertainment Recreation”, registro em áudio e imagem de uma apresentação da banda no Alexandra Palace, Londres, em novembro de 2018. A gente não cansa de dizer, show este no Ally Pally que que viria logo depois ao Brasil, inclusive para tocar em Uberlândia, MG, que até a pandemia chegar estava virando um player considerável em turnê de bandas gringas, veja você. No caso desse álbum ao vivo do New Order, a diversão é garantida, porque só tem hits. Está nas plataformas e também no Youtube. No setlist tem Joy Division também. Tipo esta maravilha abaixo:

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– Do lado mais independente, a sexta-feira de lançamentos também foi rica, principalmente puxada pela chegada dos discos das bandas Iceage e Squid, a primeira uma formação punk dinamarquesa daquelas prediletas da casa já em seu quinto trabalho (“Seek Shelter”), a segunda um quinteto pós-punk inglês em seu álbum de estreia (“Bright Green Field”). A gente está absorvendo os dois discos e na segunda-feira deveremos falar mais dos dois. Mas por enquanto fique com a faixa visual para a absurda “Global Groove”, do disco do Squid. E com também o áudio para “Dear Saint Cecilia”, do ótimo Iceage, que a gente dedica aqui, sei lá, para os moradores do bairro Santa Cecília, aqui em São Paulo.

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New Order mostra seu beijo perfeito, ao vivo. Disco do showzaço de 2018 sai dia 7 de maio

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* Neste confinamento sem fim, chegamos à conclusão de que precisamos de hits. E quem tem isso a oferecer é a banda inglesa New Order, que lança dia 7 de maio o álbum ao vivo “Education Entertainment Recreation”, registro em áudio e imagem de uma apresentação da banda no Alexandra Palace, Londres, em novembro de 2018. Show que viria logo depois ao Brasil, inclusive tocando em Uberlândia-MG, blablablá. Tudo isso você já sabe. A cada “single-vídeo” que eles lançam desse show do disco a gente tem colocado aqui. E já foram vários.

Hoje eles mostram mais um, e a música é especialíssima: “Perfect Kiss”, uma das músicas indie-dance mais espetaculares da história, de 1985. Obviamente ainda obrigatória em shows do New Order, até eles morrerem todos.

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* “Education Entertainment Recreation” sai dia 7/5, em CD duplo, CD duplo com Blu-Ray, vinil triplo e um box de edição limitada tanto para a versão CD quanto para a vinil com um livro e umas artes no pacote.

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Top 10 Gringo – Dry Cleaning limpa a área e chega ao topo. A loucurinha da Beabadoobee vem em segundo. E o Tomahawk chega para jogar tudo para o ar

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* Semana agitada no mundo dos gringos. Tem artistas novos com sons incríveis, tem a turma da velha guarda (de diferentes velhas guardas, aliás) suando para se manter no mesmo pique e tem banda já se preparando para voltar aos palcos. Sim, amigue: palcos. A gente dá mais detalhes nos textinhos que acompanham nossas dez dicas mais quentes da semana naquela playlist de qualidade para entender como andam o 2021 da música internacional.

dryquadrado

1 – Dry Cleaning – “Strong Feelings”
Andamos meio obcecados pela nova banda pós-punk inglesa Dry Cleaning, que lança seu disco de estreia em breve com produção de John Parish, parceiro da PJ Harvey. Obcecados ainda por esta “Strong Feelings”, que já apareceu aqui no Top 10 Gringo mas achamos que nesta semana merece uma posição um pouco mais justa: o primeiro lugar. É a melhor guitarra de uma música britânica desde algumas canções do primeiro disco do Fontaines DC, que nem britânico são, mas beleza. Essa confusão geopolítica não é nossa.

2 – Beabadoobee, “The Last Day on Earth”
A filipina/meio britânica Beabadoobee, 20 anos e toda a energia da música jovem britânica, lançou um delicioso single cujo vídeo de “farra louca” talvez seja a versão 2021 kid de “Smack My Bitch Up”, do Prodigy. Entenda-nos bem, por favor. O tema do vídeo é o tal último dia dela na Terra e ela só queria ficar “high”. Uma parceria esperta dela com Matty Healy, do 1975. Tem um que nostálgico delicioso nos timbres ou nos shoop-doop shoop-doo que rolam durante a música.

3 – Tomahawk – “Predators and Scavengers”
Imobilidade, predadores e carniceiros. Se identifica com o tema? O poderoso grupo Tomahawk reaparece em bela hora com seu, digamos, “metal alternativo”, para lançar “Tonic Immobility”, seu quinto disco, o primeiro desde que veio com o famoso “Oddfellows”, em 2013. A superbanda formada por Mike Patton (Faith No More/Mr. Bungle), o guitarrista Duane Denison (The Jesus Lizard), o baterista John Stainer (Battles/Helmet) e o baixista Trevor Dunn (Mr. Bungle) segue descendo o braço. Como às vezes a gente precisa bem.

4 – Middle Kids – “Today We’re the Greatest”
Que delícia de som esse hino meio melancólico e meio motivacional dos australianos do Middle Kids. Mas talvez a história mais interessante deles no momento nem seja o som, a presença na televisão dos EUA, mas sim o fato que em breve eles estarão em turnê pela Austrália. Turnê, datas, shows, pessoas vendo na plateia. Sabe?

5 – Tune-Yards – “hold yourself.”
As Tune-Yards seguem criativas em seu excelente “sketchy”, álbum novinho em folha. A gente já tinha destacado por aqui “hold yourself.” e vale reafirmar a música de novo, mania de reavaliação que pegamos conforme as músicas já colocadas neste nosso ranking “cresce” na gente conforme os dias passam. Além de demonstrar as experimentações das Tune-Yards, temos aqui uma de suas letras mais inspiradas sobre delicadas questões nas relações de pais e filhos. Existem adultos mesmo neste nosso mundo?

6 – serpentwithfeet – “Fellowship”
Gostamos do texto que o serpentwithfeet montou para a divulgação de seu novo álbum. “”Deadcon’ é ‘mais um estudo do que uma história’, mergulhando no amor negro, gay e na ternura presente nas melhores companhias, românticas ou não.” E a beleza e ambição deste disco estão por todos os cantos. Tente não se apaixonar pela voz de Josiah Wise neste som que escolhemos, em particular. Ou então no baixo que aparece ali no refrão. De tremer a casa toda.

7 – Brockhampton – “Buzzcut (feat. Danny Brown)”
Os feras do Brockhampton vão chegar de disco novo em 9 de abril, “ROADRUNNER: NEW LIGHT, NEW MACHINE”, em maiúsculas para alarmar, mesmo, porque estávamos com sdd. Neste som aqui, com Danny Brown, a prova de que o supergrupo do Texas não saiu dos trilhos neste tempo de intervalo, desde 2019.

8 – Death from Above 1979 – “Modern Guy”
Guitarra no talo, batida de pista e voz lotada de distorção. É o DFA 1979 com vigor de banda novinha em folha, como se estivéssemos em algum porão underground em 2004 em plena reviravolta que os Strokes deu pelo mundo, colocando o rock de novo na ordem do dia. E, ali neste porão, dançando junto dance-punk com LCD Soundsystem, Radio 4, Rapture…

9 – Paul McCartney e Beck – “Find the Way”
A versão original de “Find My Way”, lançada no ano passado dentro do disco “III” do Paul, era um rock bem quadradinho. Na versão reimaginada agora pelo Beck, e esta é a brincadeira, a música ganha um suingue que melhora demais tudo. Uma viagem que lembra um pouco os encontros de Paul mais acertados com o pop dançante.

10 – New Order – “Bizarre Love Triangle” (ao vivo)
Nunca vai mal um novo disco ao vivo do New Order. Este single de uma das músicas indies mais explosivas já lançadas, ainda que numa oooooutra era, adianta esse álbum que vai trazer um show completo da banda em 2018 em Londres. Uma apresentação que o Brasil teve a chance de ver por aqui dias depois. Então o disco até serve como documento enviesado da passagem da banda por aqui. Vamos combinar isso?

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* A imagem que ilustra este post é da cantora Florence Shaw, da banda inglesa Dry Cleaning.
** Repare na playlist. A gente inclui as 10 mais da semana, ou quase isso, mas sempre deixa todas as músicas das semanas anteriores. Pensa no panorama que isso vai dar conforme o ano for seguindo…
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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New Order solta mais uma do disco ao vivo. Ouça o hino “Bizarre Love Triangle”, com alerta de gatilhos

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* Faz uns dias noticiamos aqui que o grupo inglês New Order, velho de guerra, vai lançar em maio o álbum “Education Entertainment Recreation”, um disco ao vivo. É o registro, em áudio e imagem, de uma apresentação deles no enorme Alexandra Palace, Londres, em novembro de 2018.

Foi um show esgotadíssimo, até porque seria a única apresentação da banda de Manchester no Reino Unido, naquele ano. Esse disco ao vivo, que vai ter pencas de hits do New Order e até músicas do Joy Division no tracklist, ganhou seu segundo single, divulgado agora.

Em fevereiro, quando anunciaram o projeto, revelaram o áudio e filmagem da música “Sub-Culture”. Agora o single da vez, só em áudio é o hino “Bizarre Love Triangle”, com forte interação da plateia cantando junto. Forte também é o gatilho para quem vive na pandemia desenfreada, em especial aos brasileiros. Mas enfim.

Curioso desse show do Ally Pally que verteu nesse álbum ao vivo é que o New Order viria logo depois, ainda em novembro de 2018, para uma turnê “diferente”. Aqui foram três shows: um em SP (Espaço das Américas), um em Uberlândia e outro em Curitiba.

“Education Entertainment Recreation” sai dia 7/5, em CD duplo, CD duplo com Blu-Ray, vinil triplo e um box de edição limitada tanto para a versão CD quanto para a vinil com um livro e umas artes no pacote.

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Peter Hook bota o Joy Division para ajudar a galera da música na pandemia. Envolvendo até o Mark Lanegan

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* A organização inglesa Sweet Relief que busca levantar dinheiro para músicos e toda a galera que trabalha na retaguarda de shows e eventos, muito prejudicados pela pandemia, criou o projeto “For the Crew”, outro jeito de criar um fundo de doação para esses profissionais

Um dos artistas que estão ajudando a causa do “For the Crew” é o famoooooso baixista britânico Peter Hook, um dos fundadores do Joy Division e depois New Order, que engajou o filho Jack e tem armado performance de suas ex-bandas absurdas, com convidados famosos, para atrair doações.

Neste final de semana chamaram o grande cantor americano Mark Lanegan para desempenhar um vídeo pandêmico para “Disorder”, um dos hinos do Joy Division e faixa que abre o fundamental “Unknown Pleasures”, de 1979, álbum de estreia da banda e o único lançamento em vida do vocalista Ian Curtis, que se matou menos de um ano depois que o disco saiu.

Mark Lanegan é o Ian Curtis nesta versão especial que Peter Hook nem aparece, deixando o filho Jack Bates brilhar no baixo. Jeff Schroeder, guitarrista do Smashing Pumkins, compõe a banda, completada pelo baterista Shane Graham.

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* Outra música para ajudar o “For the Crew” foi “Ceremony”, desta vez cantada por Hook, que também empunhou seu baixo, mais para um teatrinho do que para valer, como nos velhos tempos. Esse papel, de novo, ficou para seu filho.

“Ceremony” é histórica. Foi escrita por Ian Curtis e gravada pelo Joy Division pouco antes da morte do vocalista. Passado o luto, ela foi regravada e serviu como primeiro single da então nova banda New Order, que nasceu no ano seguinte das cinzas do Joy Division.

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